sábado, 29 de dezembro de 2007

o presente: a minha versão

Sábado, terceira parte.
Enquanto observava abandonado ao meu desejo, fui aliviando o tesão que elas me provocavam, com movimentos lentos e silenciosos, mas no momento do êxtase, não consegui conter uns gemidos. Elas, que até ali pareciam ignorar-me, olharam em mim e sorriram. Limparam com a boca o resultado do meu prazer, envolveram-me no meio delas e eu senti-me nas nuvens. O meu amor pediu à nossa amiga para me beijar e beijou-me de seguida. Ser mimado por duas mulheres em simultâneo é delicioso. As duas a percorrer-me o pau… é um remoinho de prazer alucinante. Mimar duas mulheres simultaneamente é uma grande responsabilidade. Eu fui-me aguentando, deixando-as fazerem o que quisessem comigo. Não nos esquecemos dos preservativos, pois embora estivéssemos à vontade na questão das doenças, não queríamos facilitar em relação a gravidezes não desejadas. Felizmente estava bem disposto e consegui chegar para as duas de uma forma equilibrada. Isto foram elas que me disseram, porque no meio de tanto desejo, o instinto tomou conta de mim e não me preocupei com mais nada a não ser satisfazê-las, satisfazendo-me a mim também.

A partir deste episódio, gerou-se uma cumplicidade ainda maior entre nós os três e especialmente entre mim e o meu amor. Os nossos sorrisos trocados sem motivo aparente tinham de ser disfarçados para que ninguém se apercebesse do nosso pequeno segredo.

o presente: a minha versão

Sábado, segunda parte.
Depois do jantar, com a fome saciada e bem regada, subimos para as águas furtadas. Senti alguma apreensão inicial na minha namorada, mas parece que o vinho fez-lhe bem, rosou-lhe as faces e desinibiu-a um pouco, estava mesmo linda! A nossa amiga também não ficava atrás com aquela mini-saia e eu só pensava como sou um homem de sorte em ter duas mulheres tão lindas a jantar comigo e a fazerem-se uma à outra.
A música ajudou a soltar os corpos e aumentar o meu tesão, o clima estava mesmo propício ao desejo, e eu sentia-o na minha namorada, sentia-o na nossa amiga. Só tinha de fazer uma ponte subtil e vê-las encontrarem-se no centro.

Foi a minha namorada quem tomou a iniciativa, oferecendo-se para massajar a amiga. Eu olhei-a com cumplicidade e fervor, fui buscar o óleo. Ela despiu-se e deixou-a massajá-la por completo, enquanto eu observava todos os seus movimentos com prazer.

Eu mal me conseguia conter com tanta sensualidade à minha frente, a nossa amiga completamente despida, linda, adoro as suas mamas firmes, e a minha namorada de lingerie, que bem que lhe fica aquele conjunto preto que lhe ofereci. Os movimentos delas eram lentos e graciosos, trocando sorrisos cheios de desejo e ternura. Finalmente beijaram-se. Um beijo tímido, como se fosse o primeiro, que no caso de ambas era mesmo, pois nunca tinham beijado uma mulher. Aquele beijo doce deixou-me louco e pelos vistos também gostaram porque decidiram continuar e prolongar aquele prazer delicioso. Eu deixei-me ficar, passando despercebido, gozando com o prazer delas a explorarem-se mutuamente. Senti-me espectador de uma obra de arte de duas artistas muito criativas.

o presente: a minha versão

Sábado, primeira parte.
Acordei-a com um beijo e o pequeno-almoço na cama, avisando-a logo para não se ir acostumando. Há certas coisas a que se dá mais valor se forem feitas apenas ocasionalmente. Ela agradeceu-me primeiro com um sorriso e depois com o corpo todo fazendo-me estremecer. Acabámos no duche, num longo e delicioso banho onde me deliciei a percorrer-lhe o corpo com a espuma para depois a possuir segredando-lhe ao ouvido, provocando-a, preparando-a para a surpresa.

Depois de almoço, ela já sabia que a surpresa envolvia uma terceira pessoa, e claro que tentou adivinhar quem seria, mas eu nada deixei transparecer. Fomos buscá-la à rodoviária. Não foi fácil conseguir que ela viesse, teve de negociar três turnos e fazer 300 km para estar ali, mas querer é poder, e eu sabia bem que ela queria tanto como eu. Estava radiante, já não via a amiga há imenso tempo, ao contrário de mim, que tinha ido ter com ela para lhe fazer o convite e expor a minha ideia. Nós já tínhamos conversado os três sobre a vontade de ambas quererem estar com uma mulher, mais do que isso, quererem estar uma com a outra, via-lhes o brilho nos olhos e o desejo disfarçado de timidez com que abordavam o assunto. Percebi que estavam receptivas e limitei-me a fazer a ponte entre as duas, falando individualmente com cada uma.

Estavam ali as duas lindas frente a frente, pareciam bastante contentes e isso alegrava-me. Conduzi-as de novo até à casa, deixei-as à vontade para porem a conversa em dia e aproveitei para descansar. Sabia que ia necessitar de estar descontraído para qualquer exigência das meninas mais tarde. Custou-me bastante a adormecer, só a imaginar o que poderia acontecer, as duas enroladas… o meu pau teimava em não descansar, mas lá consegui relaxar e acordar a tempo de tratar do jantar, avisando logo que o tratamento da loiça ficava por conta delas.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

O presente: a minha versão

Uma versão alternativa de A Minha Primeira Aventura, parte 1

Sexta-feira.
Duche tomado, um pouco de gel, o perfume que ela gosta no pescoço, pulsos e instrumento (ela gosta quando o zezinho cheira bem, mas sem exageros). Combinei com ela no restaurante. Já sei como é, os anos de namoro diziam-me que ia chegar atrasada, por isso aproveitei para rever mentalmente o meu plano, antecipando a satisfação, mal me contendo. É claro que poderia não dar certo, mas não custava nada tentar. Tudo apontava para a realização de um sonho que eu sabia aguardado por ela também. Chegou, toda produzida com um decote revelador, fiquei logo em pé quando ela se inclinou para roçar os meus lábios nos dela. Aquele decote desconcentra-me e ela sabe disso.
Ela é muito curiosa, por isso disse-lhe apenas que tinha uma surpresa, e resisti que nem uma pedra ao bombardeamento de perguntas durante o jantar e no cinema. Resisti estoicamente à tentativa de me arrancar informações em troca de carícias, aproveitando bem as que lhe apeteceu oferecer, no escurinho.

Tenho um amigo com uma pequena casa numa aldeia a 30 km daqui. Sabia que a usava para encontros amorosos e decidi pedir-lhe a casa emprestada, ao que ele acedeu prontamente. Ele é designer de interiores e decorou a casa de forma a ser quente e acolhedora, para servir os seus propósitos. A minha namorada gostou bastante e passámos uma bela noite em que eu não me poupei a esforços para a mimar como ela gosta e tendo imenso prazer em despi-la e fazê-la vir-se demoradamente.

gracias D, P, Q e AC pela preciosa ajuda ;-)

Bocadinho de Paixão # 7

Levantares-te às 8 (depois de teres estado a trabalhar umas 12h até às 2) para estares com a tua paixão ;-)

Renascer das Cinzas...










Das paixões

"A nudez do teu corpo
é idéia que vaga solta
no campo da fantasia,
abre portas,
ressuscita sonhos
e incendeia as minhas emoções."

(Ademir Antonio Bacca)

Imagem retirada de :

Prémios

Isto de receber nomeações e prémios é muito bonito, gera interacção na blogosfera e tudo mais, mas o tramado é escolher. Tentando respeitar os regulamentos, vamos lá tratar disto:


Bom Na Cama



Recebemos as nomeações da Borboleta Endiabrada e do Alguém Comum, a quem agradecemos a distinção.

Desta vez calhou-nos a nós receber tão honroso tributo ficando nós desde já agradecidos por tal confiança em nos nomear. Ainda não percebemos se ganhamos o prémio ou não, mas isso também não interessa muito.

E o que é ser BNC, ui aí está algo difícil, obriga-nos a fazer uma autoavaliação para saber se somos bons… hummm, sim somos Bons na Cama sem sombra de dúvida!

Afinal, somos três, a nossa imaginação voa em cada palavra que escrevemos, sempre e se nos juntamos a criatividade triplica e é uma delícia deliciar que nos lê.

A escolha foi muito difícil porque há muitos blogs que nos despertam a imaginação, não querendo voltar a nomear quem nos nomeou, e no seguimento das regras, cabe a nós nomear os que são na nossa imaginação, os Melhores na Cama:


- Fantasias a 4 – porque se devem divertir à brava
- Sutra – porque tem muita experiência
- Rocha Suave – porque sim
- 3º Frente – Porque, ela tem o calor nas palavras que nos faz aquecer no corpo e muito bom humor, que é importante na cama!
- Fogo no Ventre – Porque é inteligentemente quente

As regras:
- Nomear 5 bloggers (não exclusivamente do sexo oposto) que, pelas razões mais diversas, imaginem ser bons na cama.
- Expliquem, em traços gerais, o que é, para vocês, a definição de "bom na cama". Se quiserem desenvolver e explicar as vossas escolhas, parece-nos bem.
- Deixar um comentário no blog dessa pessoa para que saiba que foi nomeada. O ideal será escreverem: "Acho que és bom/ boa na cama. Desafio-te no meu blog...", mas poderão ser mais comedidos.

Não podem ser nomeados:
- Os autores do desafio: Bad e Ervi. É claro que somos bons na cama, e por isso não podemos tirar a competitividade a isto. (Não faço a mínima quem sejam!!!)
- Pessoas que se conheçam pessoalmente. Este é apenas um exercício de imaginação. Afinal, o erotismo está no cérebro, não é? O corpo reage, o cérebro age.
- Pessoas que não conhecem pessoalmente, mas com as quais já estiveram na cama.

Importante: se conhecem (no sentido bíblico da palavra) alguém que foi nomeado, e até sabem que não é bem assim, não queremos saber. Nas camas virtuais é bom quem nós achamos que é. Ao menos nessas que não existam desilusões...


DIZ QUE NÃO É UM MAU BLOG… é um blog muito bom sim senhora!



Obrigada Pekenina e Bruxinhos Kidos


Porque achamos que o prémio estava incompleto, resolvemos fazer um complemento:




Premiados:


- Pekenina
- Bruxinhos Kidos
- Alguém Comum
- 3º Frente
- Fogo no ventre
- Minhas Lindas
- Entre as Palavras

Regras:
1. Este prémio deve ser atribuído aos blogs que considerem serem bons, entende-se como bom os blogs que costuma visitar regularmente e onde deixa comentários.
2. Só e somente se recebeu o “Diz que até não é um mau blog”, deve escrever um post:

- Indicando a pessoa que lhe deu o prémio com um link para o respectivo blog;
- A tag do prémio;
- As regras;
- E a indicação de outros 7 blogs para receberem o prémio.

3. Deve exibir orgulhosamente a tag do prémio no seu blog, de preferência com um link para o post em que fala dele.

4. (Opcional) Se quiser fazer publicidade ao blogger que teve a ideia de inventar este prémio, ou seja – Skynet - pode fazê-lo no post).

Regras 2 – é um blog muito bom sim senhora!
Não há regras, excepto linkar a imagem ao nosso blog (se vos apetecer), de resto a regra de escolher o ou os blog(s) fica à responsabilidade de cada um.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

será que tocas?


Imaginação. A tua é estimulada por palavras. Não precisas de imagens, preferes construí-las, imaginá-las. O que desconheces é um convite à imaginação.
Gostas de ficar nessa degustação intelectual a cozinhar sensações que te dão imenso prazer.
Na tua imaginação tudo é perfeito, ninguém se magoa, só há prazer. As pessoas são exactamente como tu queres que sejam. Queres tocar, aconchegar dentro de ti quem te toca, queres entrar e penetrar também, devagar, profundamente.
Vêm–te à mente imagens do teu peito nu a abraçar alguém, de uma cabeça no teu colo, de passares a mão pelo cabelo que não é teu. Sentes o cheiro imaginado, o toque da pele a deslizar, quente, rosada, brilhante.
É a tua forma de responder a quem te chama e toca.
Na tua imaginação tudo é seguro, mas não queres guardar tudo para ti, queres expressar o que se passa aí dentro, queres partilhar.
Pode ser perigoso, já pensaste?
Achas que consegues tocar também? Até onde irá o toque da tua imaginação na realidade?

imagem: Michelangelo, Capela Sistina, a criação de Adão (pormenor)

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Natal...



Natal adj. respeitante ao nascimento; natalício; pátrio; s. m. dia ou época em que se comemora o nascimento de Jesus Cristo. Lat. Natale

Tenho de dizer que detesto o natal comercial. Detesto prendas por obrigação, luzinhas, sms de natal, cartõezinhos com pai natal e azevinhos e sininhos, árvores de natal, luzinhas, canções de natal, publicidade de tv e todas essas merdas. Ignoro-as o máximo que posso.
Felizmente essa fase já está a passar este ano, resume-se agora ao lixo monstruoso que se acumula nos caixotes das zonas mais abastadas das cidades – quanto mais dinheiro, mais lixo.
Este é um dia triste para muita gente, pessoas sem família, crianças que não recebem prendas, é muito triste.
Mas afinal de contas, deve-se comemorar o Natal nesta época, apesar de muito provavelmente Cristo não ter nascido neste dia, o que importa é a intenção. E nem tudo é mau nesta altura, gosto da parte de reunir a família, de comer até fartar, das gargalhadas. Mas também podemos fazer isso mais vezes, noutras alturas do ano, não podemos?
Por isso, espero que compreendam o meu espírito natalício, e o que eu quero é que se repita sempre que possível, sem prendas obrigatórias, sem luzinhas nem sininhos, mas com amor, e paz, e saúde, e todas as coisas verdadeiramente boas da vida.
E porque o Natal afinal é nascimento, uma palavra especial de apreço a todos os aventureiros que decidiram ter filhos nestes tempos conturbados, desejo-vos muito boa sorte! Afinal, os bebés continuam a ser o maior símbolo de Esperança de Natal.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Pecado…

Um beijo ao acordar e outro ao adormecer

Um peito onde “pecar”

Quero lamber as tuas mamas!

Mordiscar lentamente os teus mamilos

Fazer-te estremecer com um beijo no teu pescoço nu!

Correr a língua pelo teu corpo

Chegar às tuas virilhas

E pecar longamente no teu sexo

Sentes a minha boca no teu sexo?

Sentes o meu corpo junto do teu?

Sente o meu desejo

A minha excitação

A minha vontade…

E tu que nos vês, minha doce voyeur

Junta-te a nós neste canto de desejo e pecado

Também a ti desejo beijar-te

Tocar-te

Possuir-te

Entre estas palavras me excito

Entre as letras me toco

Entre estas letras o meu corpo pede para pecar

Deixem-me provocar-vos

Sentir o vosso desejo junto de mim

Tomem o meu corpo, sinto o meu desejo em vós

Possuam-me aqui mesmo!

Entre beijos, penetrações e outras estimulações

Venho-me entre vós

Provoquem-me!

Provoca-me!!!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

the vagina workshop

"[A slight English accent]
My vagina is a shell, a round pink tender shell, opening and closing, closing and opening. My vagina is a flower, an eccentric tulip, the center acute and deep, the scent delicate, the petals gentle but sturdy. I did not always know this. I learned this in the vagina workshop. I learned this from a woman who runs the vagina workshop, a woman who believes in vaginas, who really sees vaginas, who helps women see their own vaginas by seeing other women’s vaginas. In the first session the woman who runs the vagina workshop asked us to draw a picture of our own “unique, beautiful, fabulous vagina.” That’s what she called it. She wanted to know what our own unique, beautiful, fabulous vagina looked like to us. One woman who was pregnant drew a big red mouth screaming with coins spilling out. Another very skinny woman drew a big serving plate with a kind ofDevonshirepattern on it. I drew a huge black dot with little squiggly lines around it. The black dot was equal to a black hole in space, and the squiggly lines were meant to be people or things or just your basic atoms that got lost there. I had always thought of my vagina as an anatomical vacuum randomly sucking up particles and objects from the surrounding environment. I had always perceived my vagina as an independent entity, spinning like a star in its own galaxy, eventually burning up on its own gaseous energy or exploding and splitting into thousands of other smaller vaginas, all of them then spinning in their own galaxies. I did not think of my vagina in practical or biological terms. I did not, for example, see it as a part of my body, something between my legs, attached to me.
(…)
I found it quite unsettling at first, my vagina. Like the first time you see a fish cut open and you discover this other bloody complex world inside, right under the skin. It was so raw, so red, so fresh. And the thing that surprised me most was all the layers. Layers inside layers, opening into more layers. My vagina amazed me. I couldn’t speak when it came my turn in the workshop. I was speechless. I had awakened to what the woman who ran the workshop called “vaginal wonder.” I just wanted to lie there on my mat, my legs spread, examining my vagina forever. It was better than theGrand Canyon, ancient and full of grace. It had the innocence and freshness of a proper English garden. It was funny, very funny. It made me laugh. It could hide and seek, open and close. It was a mouth. It was the morning.
(…)
The woman who ran the workshop laughed. She calmly stroked my forehead. She told me my clitoris was not something I could lose. It was me, the essence of me. It was both the doorbell to my house and the house itself. I didn’t have to find it. I had to be it. Be it. Be my clitoris. Be my clitoris. I lay back and closed my eyes. I put the mirror down. I watched myself float above myself. I watched as I slowly began to approach myself and reenter. I felt like an astronaut reentering the atmosphere of the earth. It was very quiet, this reentry: quiet and gentle. I bounced and landed, landed and bounced. I came into my own muscles and blood and cells and then I just slid into my vagina. It was suddenly easy and I fit. I was all warm and pulsing and ready and young and alive. And then, without looking, with my eyes still closed, I put my finger on what had suddenly become me. There was a little quivering at first, which urged me to stay. Then the quivering became a quake, an eruption, the layers dividing and subdividing. The quaking broke open into an ancient horizon of light and silence, which opened onto a plane of music and colors and innocence and longing, and I felt connection, calling connection as I lay there thrashing about on my little
blue mat. My vagina is a shell, a tulip, and a destiny. I am arriving as I am beginning to leave. My vagina, my vagina, me."



obrigado pela sugestão, Afrika :-)

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Imagina…

Sais do trabalho tarde, após um dia cansativo e tens apenas uma coisa em mente:


Desejas com fervor que a loja da esquina ainda esteja aberta, e está! Compras uma barra de chocolate de leite recheado de caramelo. Mal cabes em ti de contentamento: seis pedaços de prazer todinhos para ti, seis momentos mágicos de puro deleite com caramelo. Vais doseá-los bem, aproveitar cada bocado ao máximo.
É noite, faz frio e chovisca. Corres escadas abaixo abrindo ansiosamente a embalagem, e o aroma do chocolate mistura-se com o do caramelo. Partes o primeiro pedacinho e o chocolate é tão suave que nem se ouve o partir.
Entras no carro a sorrir, derretendo-o contra o céu da boca, acariciando-o com a língua. Na rádio passa aquela música que tanto gostas. Estás na fila dos semáforos, fechas os olhos por um instante e deixas-te levar por aquele sabor quente, o chocolate já derretido e o caramelo intenso a desfazer-se num líquido sublime.
Reparas no efeito curioso dos pingos de chuva a refractarem a luz vermelha do carro da frente. Sabe bem estar a caminho de casa, mal podes esperar por um banho quente!
Preparas o banho, pões outro pedaço na boca enquanto te despes. Sabe-te bem lavar o corpo cansado e esvaziar a mente enquanto saboreias o doce e tentas não mexer a língua, não engolir para prolongar o sabor até liquefazer. Registas todas as sensações deste sabor que se prolonga na tua memória.
De banho tomado, sentas-te na cama, ouves o vento lá fora enquanto ofereces à tua boca mais um pedaço. O caramelo não se quer soltar e deixa um rasto elástico entre um pedaço e outro. Aperta-lo contra o céu da boca, extraindo o sabor apaixonante que diz ao teu cérebro para libertar mais endorfina e serotonina na corrente sanguínea. Sentes imediatamente o efeito envolvente de bem-estar percorrer-te o corpo todo, recostas-te, fechas os olhos e pensas como seria bom oferecer um beijo de chocolate com caramelo ao teu amor. A tua imaginação apodera-se da realidade e brinda-te com o teu desejo. Partilhas os pedaços que restam com quem amas, em beijos deliciosamente doces e reconfortantes...

sábado, 15 de dezembro de 2007

lembrando Magritte...




Provoca-me!!!

Provoca-me, como nunca me provocaste

Entrega-te aos prazeres, e provoca-me,

Excita-me, deixa-me sentir o teu desejo,

Provoca-me!!!

Entrega-me o teu corpo,

E eu dou-te o meu coração!

Provoca-me!!!

Beija-me o corpo,

Entrego-me a ti!

Provoca-me!!!

As excitações estão ao rubro,

Orgasmos ameaçadores aparecem,

Parecem trovões numa noite de tempestade!

Provoca-me!!!

Vimo-nos em provocações,

Explodimos em prazer!

Vem, e provoca-me!!!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

pequenos prazeres: a directora e o chefe de zona do supermercado

a directora

Há sete anos, inscrevi-me numa loja para um part time para colaborar com uma empresa multinacional do ramo alimentar sem saber bem o que era o trabalho, mas cujos requisitos preenchia.
Uma série de meses depois, quando eu já nem me lembrava do assunto, uma voz feminina muito simpática e eficiente telefonou-me a marcar entrevista. No dia combinado, lá fui, tive de esperar um pouco, estávamos em Junho e o fresco do ar condicionado sabia-me bem. Enquanto esperava, pus-me a ler o livro para disfarçar o nervosismo destas situações, não devia ser grande coisa porque já não me recordo dele. Sei que algum tempo depois a mesma voz que me tinha ligado abordou-me, acompanhada de uns olhos verdes intensos, enormes, hipnotizantes. Como eu gostava de lhe beijar as pálpebras! E os lábios frescos, naturais, sorridentes, feitos para serem beijados… Perguntou-me o nome numa afirmação, ao que eu respondi positivamente, e lá fomos para as entranhas do armazém da loja, aquela parte nunca visitada pelo comum consumidor. Era um cubículo deprimente sem janelas, a sala dos empregados, voltei lá algumas vezes depois, mas nunca teve tanta luz como quando estive lá com ela. Era verdadeiramente uma mulher brilhante! Muito empática e com um ar ultra profissional e competente no seu tailleur verde seco, a condizer com os olhos. A entrevista correu lindamente, tinha sido a primeira escolha dela e não quis entrevistar mais ninguém. Fiquei super contente, o trabalho parecia agradável e a remuneração era bastante simpática, pelo que aceitei logo. Combinámos encontrar-nos na semana seguinte para assinar o contrato e para ela me dar a formação necessária e trabalharmos um pouco em conjunto. Se foi difícil o tempo passar entre o telefonema e a entrevista, ainda mais devagar passou aquela semana, em que eu contava os segundos para a hora exacta. Muito antes do tempo, lá estava eu à espera. Ela apareceu no Audi A6 da empresa, desta vez de t-shirt, calça de ganga e ténis, uma vez que íamos para o terreno, mas nem por isso menos encantadora e apetecível. O trabalho correu lindamente, foi super agradável e interessante. Fiquei a saber que a formação dela era em línguas germânicas e que morava em Sintra. A partir daí, comecei a trabalhar individualmente mas com imensa motivação. Fazia relatórios semanais comparativos, enviava postais de natal e de primavera feitos por mim, convites para festas e tudo o que me passava pela cabeça. O trabalho foi-se estendendo a todo o país, foi criado um departamento próprio na empresa e eu deixei de contactar com ela. Lembro-me que no primeiro Natal, enviaram-me um postal assinado por várias pessoas e com uma mensagem dela onde agradecia "o excelente trabalho realizado". Como fiquei feliz! Falei com ela ao telefone mais uma ou duas vezes, e trocámos alguns mails profissionais. Nunca mais a vi, mas nunca mais esqueci a competência e os olhos dela.


o chefe de zona

Quando eu ia ao sábado à tarde entregar o meu trabalho, por vezes, muito raramente, via um rapaz que eu achava bonito. Nessa altura, escrevi isto sobre ele, para o QJ e para a Quimera:

"Ele deve ter mais ou menos a minha idade, não é muito alto, é magrito, cabelo castanho, olhos azuis. Ele faz-me lembrar alguém, um actor, aquele que fez o Crime do padre Amaro, sabem, o Jorge Corrula. Embora as feições sejam parecidas, ele é muito mais bonito, tem o nariz mais perfeito, um ar frágil que lhe dá imensa piada. Eu acho graça, o que é que querem? Gosto de olhar para ele entre os detergentes, as couves e a roupa, discretamente, sem que ninguém perceba. Deleito-me numa onda de voyeurismo, a ver o que ele está a fazer enquanto finjo indecisão quanto ao arroz a levar.

Creio que a primeira vez que o vi, foi no escritório. Ele não tinha farda vestida, por isso parti do princípio que seria um chefe de zona ou de loja. Depois vi-o num Audi, e confirmei a minha teoria, porque os big bosses andam todos de Audi, quanto maior for o Audi, maior o cargo. O dele é uma carrinha A4.
Se bem que ainda não tenha percebido muito bem o que é que ele é, vejo o que ele faz. E acho-lhe mais piada ainda quando o vejo a supervisionar os legumes, a varrer a secção, ou a limpar as balanças. Achava piada, mesmo que ele fosse feio, porque não é todos os dias que eu vejo um chefe fazer o que ele faz. Hoje estava a ajudar um funcionário a desmanchar caixas de cartão e também já o vi a lavar o chão. A loja hoje estava cheia, princípio do mês, eles fartam-se de vender. Disse boa tarde ao gerente da loja que me costuma entregar o trabalho e a resposta dele foi "Boa tarde? Só se for para si!" Fez-me rir, porque aquilo estava realmente caótico. No meio do caos, lá andava ele, com calças de fato e mangas de camisa arregaçadas, acho-lhe mesmo piada! A dedicação que ele põe no trabalho, sempre muito concentrado… a competência excita-me, sem dúvida."

Vai fazer um ano que deixei de colaborar com a empresa, e consequentemente deixei de lá ir ao sábado e deixei também de voltar a ver este rapazinho tão bonito e tão… tão não para o meu bico!…

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Inquietações do Corpo e da Alma - 3ª Parte

continuação daqui

Como é habitual às quintas-feiras, hoje é a minha ladies night. Vou jantar com as minhas amigas sem os respectivos namorados ou maridos.

Vamos à “tasquinha” do costume. É um lugar simples mas tem umas iguarias divinas e empregados sempre simpáticos.

A Marta não está nos dias dela, mais uma vez discutiu com o marido. Com tanta discórdia não percebo como ainda conseguem viver sob o mesmo tecto. A velha desculpa do filho em comum! No fundo acho que tem medo de recomeçar a sua vida mas seria demasiado doloroso ter que o admitir. Também não serei eu a tocar na ferida.

Todas acabam por se queixar de alguma coisa em relação às suas caras metades. Reparo no ar descontraído da Júlia, a única do grupo que não tem qualquer compromisso. Por momentos invejo a sua independência. Está sozinha mas feliz!

Entretanto saímos para beber um copo num bar que a Júlia sugere. O espaço é amplo mas acolhedor. No balcão está a habitual clientela masculina preparada para o engate. Há um jovem que se destaca no grupo pelo seu corpo nitidamente trabalhado. Cruzámos olhares por instantes mas eu desvio o olhar e dirijo-me para a mesa que as meninas escolheram. Sobre a mesa encontra-se um folheto no qual diz que haverá uma surpresa nesta noite.


Peço um whiskie e deixo-me relaxar recostada no sofá. O corpinho escultural do bar não tira os olhos de mim. Entro no jogo, dá-me gozo sentir que o atraio.

Vou bebericando o meu escocês enquanto brinco com o gelo. Discreta mas propositadamente deixo cair uma gota de bebida sobre o meu peito descoberto. Passo os dedos pela pele em jeito de carícia tentando secar o líquido derramado. Levo a mão até entre os meus seios sobre os quais pende um colar com o qual brinco. Sei que me observa, imagino que por instantes desejou que outro líquido jorrasse sobre o meu peito. Excita-me imaginar o desejo dele!

Entretanto deixo de ver o meu deus grego. Num dos monitores do bar anunciam que já falta pouco para a surpresa da noite. A dois metros da nossa mesa estão a montar um mini-palco sobre o qual deixam apenas uma cadeira. Vinha mesmo a calhar um comediante para nos alegrar a noite.

Fico estupefacta quando após o suspense criado pela música aparece o homem que estivera a seduzir vestido de cowboy. Afinal trata-se de um show de strip!

Começa a dançar ao ritmo envolvente da música. As calças justas deixam antever o deleite que está para vir. O chicote que tem na mão dá-lhe ainda mais virilidade, fazendo-me estremecer a cada movimento de simulação duma chicotada.

Vai-se despindo aos poucos com movimentos que exalam sensualidade. Fica de tronco nu, os seus mamilos destacam-se na pele morena. Dá vontade de os morder…Depois despe as botas, as calças… hummm! Belo rabo que espreita pelas cuecas de fio dental!

Subitamente desce do palco, pega-me pela mão e leva-me para o centro das atenções. Pede-me que me sente na cadeira que jaz sobre o palco e dança para mim. De pernas abertas sobre a cadeira em que estou sentada, insinua o seu sexo na minha direcção. Pega nas minhas mãos e encosta-as ao seu rabo. Dou-lhe uma palmada de mansinho. Tenho vontade que seja o meu cavaleiro, que me cavalgue até á exaustão… Termina esta tortura deliciosa com um suave mas sugestivo deslizar do chicote desde os meus ombros até às minhas coxas. Pega-me novamente pela mão beijando-a encaminha-me para a minha mesa.

Estou a arder de desejo… Afinal, esta noite, foi ele que dominou o jogo de sedução…!

continuação aqui

domingo, 9 de dezembro de 2007

o grande O Lá

Iniciámos a viagem que prometia ser longa e prazerosa.
Começámos devagar, a saborear cada curva, monte e vale sem pressa de chegar.
Tu já tinhas estado e disseste-me como é bom. Foste e voltaste e eu continuei contigo ao meu ritmo.
Demorei a chegar, mas quando assim é, sabe melhor a chegada.
O grande O estava à minha espera, como sempre, de braços abertos.
Nem sempre consigo abraçá-lo, mas desta vez consegui aproximar-me bastante e abracei-o calmamente, sentindo-o percorrer-me o corpo todo a partir do centro, numa explosão de prazer intenso. Não satisfeito, ele quer levar-me ao cume. Estou quase . Aumento o ritmo da caminhada até ficar sem fôlego. Viva, vibrante, revigorada – o meu corpo grita, liberta-me a alma! Ah, que paisagem magnífica! Que viagem maravilhosa! Deixo-me levar pelas ondas que me invadem e levanto voo. É bom demais! É intensa, demorada, deliciosamente violenta esta viagem até .
Fecho os olhos húmidos e deixo-me ir até a energia se esgotar e não ter mais forças, deslizo lentamente até ao chão e peço para me trazeres de volta, aninhada em ti saboreio os sentidos numa suave quietude.

sábado, 8 de dezembro de 2007

Godiva




















Ela é ímpar. Nasceu em berço de ouro e carrega nos ombros a responsabilidade de continuar o império da família, tarefa que não escolheria se lhe fosse permitida essa opção.
Demasiado rebelde, espírito livre, quase selvagem. Ama a natureza e por ela luta desesperadamente.

Segue a galope no seu cavalo negro e brilhante, por entre as plantações de café, certificando-se de que as regras estão a ser cumpridas.

Cabelos soltos ao vento, calça de ganga justa, camisola de manga comprida com atilhos desapertados à frente revelando os seios livres que galopam ao ritmo do cavalo. Imagina-se uma cowgirl do oeste, uma Robin dos Bosques de Sherwood, uma Amazona justiceira e feroz.

Não tem homem, embora todos lhes caiam aos pés, ela só tem olhos para o Trovão. Quem é que precisa de homem quando tem à sua disposição um puro-sangue daqueles?
O cavalo é um belo animal, inteligente e sensível. Os dois entendem-se na perfeição.

O Trovão é um garanhão. Ela observa-o a cobrir a égua com toda a sua força pujante transformada em mestria instintiva. Observa todos os músculos, todos os movimentos, a rendição e gozo da égua e não deixa de ter uma ponta de inveja do casal.
Equilíbrio, elegância, força e delicadeza. O macho perfeito. Suspira.

Estão a cavalgar os dois, a uma velocidade louca. O Trovão avança pelo prado mais rápido que um relâmpago. O ritmo é repentinamente quebrado e ela é lançada para a frente, rasgando o solo com o seu corpo. É no que dá quando não se usam estribos. Ferimentos graves, clavícula partida. O cavalo magoou-se gravemente numa pata dianteira. O veterinário queria abatê-lo, mas ela não deixa. Contrata a melhor cirurgiã especialista neste tipo de lesões e consegue recuperar o cavalo.

As mazelas físicas de ambos demoram o mesmo tempo a cicatrizar. O cavalo recupera totalmente, mas não a deixa montar. Deixa montar qualquer um, menos a ela. Magoada e frustrada, acaricia o bicho, passa horas a falar com ele, a dizer-lhe que ele não teve culpa, mas ele mostra-se inflexível, já não é o mesmo.

Então ouve finalmente falar de um sujeito que faz milagres com os cavalos, que os entende como ninguém. Contrata-o. Ele leva o cavalo para uma clínica distante à beira-mar. Ele é diferente, não lhe cai aos pés, não se rende à sua beleza. Isso desafia-a. Ela tenta desesperadamente conseguir a sua atenção, mas ele só atenta no cavalo, concentrado e profissional. Ele toca no cavalo como ela gostaria de ser tocada, com suavidade e firmeza, e o cavalo obedece. Juntos dão longos passeios pela areia molhada, ela começa a ter uma certa inveja da relação deles, o cavalo afeiçoa-se ao mestre, ela sente que é ali que ele pertence.

Vão mais uma vez passear na praia, ela a pé, ele montado no cavalo. Ele acha que o animal já está preparado e convida-a a subir para junto dele. O Trovão não se mexe. Ela deixa-se envolver pelo corpo do homem e sabe-lhe bem, sente-se perfeitamente segura e em harmonia. O cavalo tranquiliza-se. O mestre pede-lhe para avançar sem medo e o Trovão dá os primeiros passos nervosos. Ela não cabe em si de excitação! Abraça o pescoço do cavalo, sussurra-lhe à orelha "lindo menino, assim mesmo é que é!" O mestre sorri, mas ela não vê aquele sorriso misto de missão cumprida e desejo. Agora já pode ceder à conquista dela. Segura-a firme e ajuda-a a voltar-se para ele. Ela agradeceu-lhe com um abraço que não deixou espaço para palavras nem dúvidas. Seguiu-se o beijo deliciosamente longo e profundo, há muito aguardado pelos três.

O Trovão juntou-os, e continua a juntá-los. Dão longos passeios na areia molhada da praia deserta, ao sabor da maresia, e fazem amor ao ritmo quente do galope.


inspirado na lenda de Lady Godiva e no livro "O Encantador de Cavalos" de Nicholas Evans
foto: CORBIS

sábado, 1 de dezembro de 2007

Ao Minete


Entre as pernas tenho um segredo
Segredo que quer ser beijado!

Mete a tua boca entre mim

Sinto a tua língua correr
Sinto a tua língua entrar em mim

Corre-a pelo meu segredo
Sinto o teu toque,
Sinto o prazer que me dás
Tocando-me assim de macio

Sinto a força da tua língua
Sinto o calor do teu beijo
No meu segredo

Do meu segredo, vem prazer
Da tua língua vem prazer
Venho-me com prazer na tua boca
Venho-me com loucura
Ao toque da tua língua!

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

limiar de excitação



Li neste livro que estuda o comportamento sexual animal e aborda principalmente os humanos, que os machos têm geralmente um limiar de excitação mais baixo que as fêmeas, ou seja, excitam-se mais fácil e rapidamente. Segundo os autores, isto deve-se ao facto de o seu contributo para geração de prole (o esperma) ser muito menor que o da fêmea (ovo ou óvulo). A fêmea geralmente aposta na qualidade e é mais selectiva na escolha do(s) parceiro(s) para gerar a melhor prole. O macho por sua vez, aposta na quantidade, já que não precisa de despender tanta energia para gerar descendência, a estratégia é quantos mais, melhor.

Uma mulher demora cerca de 28 dias a preparar um óvulo para fertilização. Um homem expele cerca de 250 milhões de espermatozóides em cada ejaculação.
Isto leva-me a pensar até que ponto a biologia está enraizada nos nossos comportamentos.
Claro que a contracepção separa definitivamente o sexo da reprodução, e há mulheres que se excitam muito facilmente e homens que demoram mais. Na sociedade actual encontram-se todo o tipo de variantes.

Mas isto parece ser uma boa explicação para certos comportamentos, não achas? Sexo fácil ou luta renhida, hã?

imagem: Egon Schiele

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Sexo Seguro SEMPRE!


Depois de andar há algum tempo a frequentar a blogoesfera, apercebemo-nos dos blogs que falam sobre encontros sexuais e a quantidade astronómica de visitas que têm e não deixamos de pensar sobre a influência que exercem na sociedade. Criámos um blog e parece-nos agora imperativo divulgar a ideia de que fazemos sexo responsável.

Exploremos o conceito: Sexo Seguro não é usar preservativo e rezar para que não rebente. Também pode passar por aí, aliás, é obrigatório quando não se conhece o parceiro, mas não tem de ser assim. Sexo seguro é usar a cabeça (de cima) para tomar atitudes responsáveis em relação ao sexo.
A única forma de evitar descendência indesejada e ser sexualmente saudável é tomando as devidas precauções. E não, não acontece só aos outros, pode acontecer-te a ti se não tiveres cuidado. Ou a mim.
Não nos parece que o risco compense minimamente neste assunto, e não é por falta de informação, é por preguiça de a consultar, por se achar que já se sabe tudo, e por pura burrice que as pessoas se deixam cair no erro.

Sexo não é só penetração, com um pouco de imaginação, pode ser perfeitamente seguro, explorando os sentidos ao máximo, com o máximo prazer.

A sinceridade pode ser a maior aliada do sexo saudável e completamente seguro se for conseguida entre os parceiros, podendo assim ser possível explorar o sexo sem barreiras.

E se houver dúvidas, não custa nada consultar o site ou fazer o teste. Ninguém tem de achar que é por falta de confiança, é por pura segurança de TODOS.

Não se esqueçam. Se conseguirmos seguir as regras, se conseguirmos que alguém pense duas vezes e evite fazer um disparate, vale a pena.

Sexo Seguro. Não é só de vez em quando, é SEMPRE!

terça-feira, 27 de novembro de 2007

elevate your senses


U2, elevation

Ela diz "Sente-se bem? Calma, o meu namorado é técnico de elevadores e está cá a trabalhar, vou ligar-lhe". E depois de muito procurar na mala, acrescenta "Deixei o telemóvel no carro, carago!" Eu só consegui tirar o telemóvel do casaco e estender-lho, tentando recompor-me. Ela tocou-me na mão e o toque tranquilizou-me. Ligou-lhe e confidenciou-me que veio ter com ele, mas como ele ainda estava a trabalhar, aproveitou para vir ver a vista.
Pouco depois, aparece um rapaz também ele sorridente, pouco mais velho que ela. Assim que o vê, agarra-se ao pescoço dele aos beijos, não me deixando espaço para sair. Fico ali, agora já com um pouco mais de ar, a olhar para os dois apaixonados, a sentir-me a mais. Então ela puxa-o para dentro do elevador, e carrega no botão do rés-do-chão. Continuam aos beijos, e eu nem me mexo, sinto a pulsação acelerar, volto ao meu estado de excitação inicial, tento não fazer barulho sequer a respirar. Ele encosta-a à parede, ela fica ao meu lado, quase a tocar-me. E de repente, olham para mim, sorriem e rodeiam-me. Pensei que estava a alucinar. Toquei-lhes para me certificar que estava mesmo ali, e tudo acontecia muito rápido à medida que o elevador descia, ela chegou-se para mim, e eu paralisei, num misto de apreensão e prazer. Senti o sangue a pulsar nas têmporas, que loucura!
Entretanto o elevador parou. 13º andar – era um homem de meia-idade, desmancha-prazeres. Não sabia se havia de ficar agradecido ou aborrecido, mas ele saiu 3 andares mais abaixo sem me dar tempo para decidir.
Ela olhou-me a escassos centímetros da minha cara, e deu-me um beijo suave nos lábios, conseguiu perceber como estava nervoso e disse baixinho no meu ouvido "não tenhas medo!" num arrepio que senti a percorrer-me o corpo todo. O namorado estava do outro lado, também encostado a mim, olhei para o painel do elevador, faltavam 6 andares para o rés-do-chão. Ele estava demasiado perto de mim, senti falta da minha distância de segurança e as pernas começaram-me a tremer. Ele cheirava bem, um cheiro quente mas leve que transparecia confiança. Nunca senti um homem assim tão perto. Ela deu-me a mão e disse: "adorava ver-vos beijarem-se!" Ele sorriu, somos mais ou menos da mesma altura, ele é um pouco mais magro que eu. Num impulso de loucura, acedi ao pedido dela e beijei-lhe os lábios. Ela abraçou-nos visivelmente excitada, e voltou a beijá-lo, a beijar-me. Dessa vez dançou com a minha língua, numa maciez tenra, rodeada por nós dois. Senti o corpo dela a pressionar o meu, senti o namorado a fazer o mesmo. A boca dele é maior, mais áspera, senti-lhe a barba de dois dias a arranhar-me a pele, mas soube surpreendentemente bem, a aspereza e a maciez dos dois combina num equilíbrio perfeito.
O elevador parou. Sem dizer uma palavra, ela sorriu e levou o indicador aos lábios, piscando-me o olho.
Demorei uns segundos a recompor-me, a sair do elevador. Pouco depois, encontrei a minha namorada, quis fazer-me a surpresa e veio ter comigo. Abraçou-me num sorriso e deu-me o beijo doce e terno do costume, que eu retribui com fervor. Reparou na gravata desalinhada: "Então, a apresentação correu bem? Estás estranho, tiveste algum ataque claustrofóbico ou quê?!" Senti o sangue afluir-me à face. "Está tudo bem, muito pelo contrário, acho que me curei da fobia!"
Quando ela pegou no telemóvel para ver as horas, lembrei-me que a rapariga tinha ficado com o meu e pedi-lho emprestado para lhe ligar…15º andar. Detestava elevadores, mas a empresa com a qual eu colaboro pediu-me para fazer uma proposta para uma cadeia de hotéis de luxo e lá fui eu. Como era pertinho da cidade do meu amor, aproveitei para combinar um encontro.
15 andares não dá mesmo para ir pelas escadas, ainda para mais com duas pastas carregadas de tralha.
Um cubículo de pouco mais de 2 metros quadrados a subir a uma altura de 45 metros, não me inspirava muita confiança, mas aproveitei que não ia ninguém a subir para ter o espaço só para mim é lá fui.

Na volta, ainda pensei em ir pelas escadas agora que estava mais leve, mas como estava ligeiramente atrasado e ansioso para me encontrar com o meu amor, que já devia estar à espera, resolvi descer de elevador, sem ninguém à vista para me acompanhar.
No interior do cubículo, o cartaz publicitário do hotel mostrava uma flor exótica em tons de rosa e um slogan sugestivo "elevate your senses". Comentei com os meus botões que era mesmo disso que estava a precisar…

As portas do elevador estavam a começar a fechar quando reparei nela, e instintivamente voltei a abri-las. Extremamente jovem, com um aspecto muito simpático, uma visão maravilhosa. Trazia umas calças de ganga, um top castanho justo e um sorriso divinal. Ela reparou no elevador e precipitou-se para o seu interior, para perto de mim. "Boa tarde!" exclamou ela, quase a cantar, notei-lhe um ligeiro sotaque nortenho que lhe dava ainda mais encanto. Ficou virada de costas para mim, deixando-me apreciá-las livremente, nuas até onde o top de alças e o cabelo apanhado me deixavam ver, tocando-a com o olhar, contornando a silhueta, sentindo-a respirar, imaginando-a completamente nua, percorrendo as costas pelo centro, as covinhas da bacia, as nádegas…
Fechei os olhos, ela exalava um perfume floral muito leve que deixou completamente rendido. Comecei a sentir o sangue a descer, a falta de espaço dentro das calças. Controla-te, pensei, isso é quase pedofilia… mas qual quê, as minhas cabeças fervilhavam. Sei que pareço mais novo do que o que sou, mas ela tinha mais de 10 anos de diferença de mim.
Isto não demorou mais que dois segundos, o elevador fechou a porta, mas nem se mexeu. Ela voltou a tocar no botão e nada. Tentou abrir a porta e nada. "Oh-oh… respira fundo, contém-te". Comecei nervosamente a carregar nos botões todos e nada. Sentia-me apertado, com falta de ar, a transpirar, "isto não é bom", pensei, enquanto desapertava a gravata.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Ao broche


Nesses lábios doces e macios,
Cor-de-rosa e carnudos gosto de beijar

Sentir esses lábios carnudos no meu sexo
Sentir o prazer que eles me dão
Quando eles chupam o meu pau teso
E com tesão eu fico somente ao fechar os olhos
E sentir esses lábios quentes, e húmidos
A chupar-me.
Engoles o máximo que podes,
Lambes-me

Sinto a tua mão a acariciar-me enquanto chupas
Chupa, engole, lambe

Fazes-me estremecer

Mais, excitas-me cada vez mais
Cada vez que a tua boca num vai e vai
Se roça no meu pau

Esses lábios carnudos, cor-de-rosa
Roçando-se no meu pau teso e excitado
Sinto o teu aumento de ritmo
Sinto a minha excitação aumentar

Venho-me na tua boca,
Sinto os teus lábios roçarem-se no meu pau
Agora mais calmo,

Beijas-me o meu pau

Beijas-me a minha boca

Os teus lábios quentes e carnudos
Rosa excitados

Quentes e doces

Delicia-me…

PROVOCA-ME!!!

domingo, 25 de novembro de 2007

O Quarto Elemento... outras perspectivas - 4ª parte

Um pôr-do-sol, é sempre um pôr-do-sol, mas com a companhia certa é delicioso. Quem me acompanhava neste pôr-do-sol era quem eu mais queria ter para partilhar aquele momento diariamente único.

Ali estávamos, depois de um pôr-do-sol misturado com um belo mergulho (fresquito) e um encontro de corpos que nos aqueceu o corpo e a alma. O mergulho acendeu-nos o desejo tal como um isqueiro acende um rastilho, neste crepúsculo dos deuses que era só nosso…

(…)

Bip, bip, bip bip… os sons inconfundíveis dos nossos telemóveis. Tanto eu como ela recebemos uma mensagem escrita, simples e directa:

“Venham ter rapidamente connosco”

Era da nossa amiga, questionamo-nos se estaria a correr alguma coisa mal. Ela apenas pedia que fossemos ter com eles… Podia ser um pouco mais esclarecedora afinal tem, pelo menos, 160 caracteres para uma mensagem e não paga mais por isso (tinha uma amiga que achava que quanto mais escrevesse mais pagava…)

Apressamo-nos em ir embora; o que valeu é que quando recebemos a mensagem já nos tínhamos vestido…

Fomos um pouco a pisar o pé no acelerador, pois a preocupação era alguma…

Chegámos… as luzes estavam acesas, o carro estava lá, mas o que se passaria… Irra! Não comi, tenho fome, e estes metem-se com invenções de mandar mensagens sem justificação nenhuma, espero pelo menos que haja uma boa causa para isto tudo…!

Entramos, meio a resmungar, meio esfomeado, com cara de mau pergunto o que se passava, se havia algum problema…

Afinal não era nada! Estavam ambos com um daqueles sorrisos idiotas que vai de orelha a orelha. Pareciam-me bem, muito bem, eu é que estava com fome e não tinha ainda percebido porque é que estava ali.

Lá foram dizendo, que tínhamos sido uns queridos em termos preparado aquela surpresa, estava tudo tão bom, mas nós sozinhos não iríamos dar conta da comida, e vocês também têm de jantar, portanto e sem mais discussões… vamos comer! Ainda tentamos protestar mas a fome venceu-nos e ficamos e fomos todos para a mesa jantar.

(…)

O jantar iniciou-se, prolongou-se e terminou de forma muito agradável. Além disso o nosso repasto estava excelente.

Enquanto comia e conversava dava para ir analisando quem me rodeava, principalmente os nossos convidados especiais. Ela, eu já conhecia, mas estava calma, serena, tinha o seu perfume habitual, agradável um ligeiro cheiro a limão, mas fresco, radiava uma alegria que fazia tempo que não lhe via, era bom vê-la assim.

Comíamos com vontade, e bebia-se um bom vinho tinto.

Ele, era a primeira vez que o via, o contacto anterior não foi mais que umas conversas no MSN, umas trocas de e-mails e uns telefonemas. Também ele me parecia calmo e sereno, emanava uma certa tranquilidade muito própria que tenho algumas dificuldades em descrever.

Entretemo-nos a conversar entre café e chás pós refeição e um belo digestivo que encontrei escondido numa prateleira do armário da cozinha.

Ali ficámos à conversa um bom bocado. Aproveitámos para nos conhecer melhor, ou seja, para conhecer o nosso convidado melhor.

Senti-me muito bem naquele grupo, parecia que estávamos feitos uns para os outros, completávamo-nos uns aos outros nas conversas. Firmou-se ali uma cumplicidade muito pacífica, realmente tínhamos encontrado um amigo especial para a nossa amiga.

Mas a noite era deles e não nossa, pois era isso o planeado, discretamente despedimo-nos deles com um até amanhã, e não saímos propriamente de casa, mas fomos para o nosso cantinho deixando-lhes a casa toda só para eles. Como os quartos tinham casa de banho, a possibilidade de nos cruzarmos era remota, portanto, embora estivéssemos na mesma casa, na prática era como estivéssemos cada casal numa casa separada…

Entramos no nosso cantinho e já meios de espírito quente de excitação, trocávamos carinhos, carícias, beijos, toques, e outros mais actos excitantíssimos entre nós, quando começamos a ouvir uns ruídos estranhos, que de estranhos não tinham nada, eram uns gemidos leves, mas tensos de excitação, começávamo-nos a aperceber que o nosso casalinho convidado, afinal estava a entender-se muito bem, ouvia-se, quase que se sentia a excitação do casal no quarto ao lado.

Da nossa perda de excitação, com o quase susto do barulho dos nossos vizinhos excitados, logo recuperámos não só porque os nossos corpos quentes e excitados que de pouca ajudam precisavam. Tínhamos ali ao nosso lado dois amante que, embora não víssemos, ouvíamos e imaginávamos. A nossa imaginação voava com o que eles poderiam estar a fazer… Novamente totalmente excitados como uns voyeurs voltamos ao nosso leito e amansamos a nossa excitação até que acabamos por adormecer, sem roupa, pois a noite estava quente, agarrados um ao outro. Assim acordamos no outro dia.

Tomámos banho (juntos) soube bem sentir umas mãos firmes a percorrem o meu corpo, o duche soube bem…

Descemos para tomar o pequeno-almoço, voltamo-nos a encontrar todos…

Bons-dias, para aqui e para ali, algumas piscadelas de olhos entre todos, um sorriso de orelha a orelha, havia em todos nós uma empatia extraordinária, um sentimento de confiança, tomamos o pequeno-almoço, ficamos por ali a “vegetar” durante a manhã (não percebo como é que acordamos todos mais ou menos à mesma hora e até relativamente cedo) aproveitamos para conversar um pouco… sobre a noite anterior… (do jantar…!) e planos futuros…

Chegou-se à conclusão que e por motivos de férias já marcadas de uns e trabalho por outros, a próxima vez que nos podíamos encontrar todos juntos (ficaram alguns almoços combinados individualmente, chegou-se à conclusão que era impossível juntarmo-nos os quatro antes do final do ano) iríamos fazer a passagem de ano juntos… Tínhamos tempo para planear e escolher o sítio para nos encontrarmos e divertirmo-nos todos juntos numa excelente passagem de ano…

(…)

O tempo passa depressa…

Já falta pouco para a passagem de ano!

1ª Parte


2ª Parte


3ª Parte

Imagem retirada de Geographicae

no canto do teu Sorriso


Olho-te, vejo-te a sorrir. Um esboço de sorriso.
Ah, que fiz eu para merecer tamanha oferta?
Essa dádiva convida-me ao deleite que é beijar-te.
Percorro-te os lábios primeiro com o olhar,
Depois com a língua, devagar.
Demoro-me nos cantos do teu sorriso.
Abro-te os lábios com a língua e passeio-me por eles.
Lábios nos lábios, língua na língua,
a beijar, a morder sem magoar.
Assim ficamos, deleitando-nos, a explorar
cada recanto das nossas bocas.


inspirado na ideia do "cantinho do sorriso" do Neptun'nus

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Sem sentido(s)…

Aconchego-me no sofá e fecho os olhos. Oiço uma música que fala de amor mas esse ser não habita em mim. Enfrento a dura constatação de não amar, de não sentir…

Já amei um dia, um amor que me traiu. Já me apaixonei vezes sem conta para depois cair na desilusão e no desencanto.

Pobre coração mutilado que já não consegues voar sobre os vales dos sentidos… Estás preso, fechado em ti mesmo, acorrentado por laços de frustração e dor!

Entrego-me ao prazer do momento, procuro reconfortar-me nos braços de alguém mas a minha alma continua vazia.

Depois de amar, de me sentir plena de paixão, sentir-me privada dessa condição, conduz-me inevitavelmente à aniquilação de uma parte de mim. O meu ser consumiu-se no mesmo fogo em que arderam os meus amores. Resta a cinza que sufoca o meu coração, último vestígio do ser que fui outrora…!


Massagens a 4 mãos - a mim

Chegou a minha vez, nesta altura já estou completamente aquecida. Deito-me de costas, eles desapertam-me o soutien e puxam-me a tanga para fora do corpo, sabe bem estar deitada a descansar depois de tanta actividade. Escolho também o óleo de arnica. Pegam-me nos pés, estão doridos de terem passado a noite anterior de saltos, peço para darem especial atenção ao dedo mais pequenino. Fecho os olhos para sentir melhor. Sabe meeeesmo bem. Solto alguns gemidos de prazer quando me pressionam a planta do pé, que bem que sabe! Calcanhares, tornozelos, ummmmm… Pernas, o mesmo que lhes fiz. Chegam ao cimo da coxa e eu começo instintivamente a empinar o rabo, a convidá-los a entrar. Ele aceita o meu convite. Ui, é tão bom! Nádegas-virilhas, virilhas-nádegas. Que trajecto delicioso! Sinto-os subir para as costas, e é muito bom, eles massajam em ritmo vigoroso, sem dó nem piedade, sabe bem! Ombros, pescoço, viro-me.
E recomeça: pés, canelas, joelhos, coxas, ai, coxas… virilhas… ummmm tão bom! Vou rodando a cabeça contra o colchão, sabe-me bem massajar assim o couro cabeludo. Eu gemo, suspiro, encorajo… e tenho o que peço. Barriga, peito, peito, peito, peitooooooo. Maravilha! Só faltam os ombros e o pescoço, tal como eles sento-me e desfruto. Mãos fantásticas, quatro, pele com pele, a deslizar ao sabor do óleo essencial… dedos, toque, forte, lindo, sorriso, beijo, amor…até o sono nos oferecer generosamente o descanso merecido.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Inquietações do Corpo e da Alma - 2ª Parte

continuação daqui
Já estou atrasada para o trabalho, é hoje que o meu chefe me despede! Abro a porta do escritório e encontro-o lá dentro. “ Bom dia Lara! Apresento-lhe o nosso novo colaborador, Sérgio Andrade. Como o escritório dele ainda está em obras, ele terá que trabalhar nesta sala por uns tempos.”

Não acredito, acabou-se o pouco sossego que me restava! Disfarço o meu descontentamento com uma conversa de circunstância. Depois do meu chefe sair sento-me na minha secretária. Tento trabalhar mas aquela nova presença perturba-me. Dou comigo a observá-lo. Devemos ter aproximadamente a mesma idade. Espero que esse factor ajude a criar um bom ambiente de trabalho porque senão, com a falta de paciência que eu ando, não teremos uma convivência saudável.

Tenho muito trabalho pendente, por isso a manhã passa num ápice. Ao contrário do que esperava, o novo colega não me incomodou muito. Quando saímos para o almoço ele pergunta-me se conheço um restaurante acessível nas redondezas. Digo-lhe que o único que conheço é o que eu costumo ir e que se quiser pode fazer-me companhia. Ele aceita o convite.

O restaurante está mais calmo do que é costume. Foi fácil arranjar uma mesa ao pé da janela. Sentámo-nos frente a frente. Reparo nos seus olhos cor de azeitona, na delicadeza das suas feições e gestos. Uma presença realmente agradável!

Decorrida a hora de almoço voltámos ao escritório. Ele tem algumas dúvidas relativamente ao nosso programa informático. Debruço-me sobre a sua secretária para o ajudar e sinto a envolvência do seu cheiro. Hugo Boss - Baldessarini…este perfume deixa qualquer mulher maluca! Por um instante sinto vontade de lhe morder o pescoço. Vem-me à cabeça que o Carlos não haveria de achar graça nenhuma a estes impulsos.


Saio para fumar um cigarro na varanda. Divago nos meus pensamentos e sou invadida pela melancolia. Questiono-me sobre as minhas escolhas, o meu percurso. Tento, em vão, perceber o que quero afinal da vida…!
continuação aqui

Bocadinho de Paixão #4


acordar meia hora mais cedo e ficar no quentinho a pensar em ti!

terça-feira, 20 de novembro de 2007

* Dança III - Tango



"Hay milonga de amor
hay temblor de gotán
este tango es para vos"

Gotan Project, Santa Maria (del buen ayre)

TANGO é impulso, atitude, entrega, PAIXÃO...

especialmente dedicado às encantadoras Three to Tango

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Massagens a 4 mãos – a ele

Começo a sentir calor, começo a despir-me. Primeiro a camisola, depois as calças. Estou com uma lingerie preta que ele me ofereceu, soutien push up e tanga transparente.
Voltamos à carga, agora é a vez dele ser massajado. Ele já está só de boxers justinhos, e não demora muito a ser completamente despido por nós as duas.
Deitado de barriga para baixo, começamos novamente pelos pés. Escolhemos um óleo à base de arnica para o efeito. Os pés dele são enormes, comparados com os dela, exigem mais força, mais destreza para serem massajados a preceito. Damos especial atenção aos tornozelos, ele tem alguns problemas com as articulações. Iniciamos a viagem pelas pernas, ele é bastante peludo, mas isso não nos atrapalha. Barriga da perna, coxa, virilha… insisto nas virilhas, acaricio o saco das bolas, espalho bastante óleo pelo rego e passo a mão pelo interior quente.
Seguimos para as costas. Ele tem mesmo as costas largas! Sabe bem mergulhar as mãos oleadas por aquelas costas, cada uma com o seu lado, pressionando, massajando… eu ponho-me em cima dele e procuro fazer-lhe estalar os ossos (não consegui fazê-lo com ela) oiço os ossos estalarem duas ou três vezes, massajo para descontrair. Pedimos para ele se virar, voltamos aos pés, massajamos entre os dedos, consigo sentir-lhe os tendões em tensão, descontraio-os, subimos para as canelas, os joelhos, as coxas…
Volto a acariciar levemente o saco, detenho-me na virilha, volto à coxa… não paro de olhar-lhe o pau, dá-me vontade de engoli-lo todo, mas contenho-me. Ele mostra alguns sinais de excitação, não o suficiente para me encorajar.
Subo para a barriga, massajo vigorosamente com ela, a ver se a massagem dissipa a distensão abdominal, brinco um pouco com o assunto, rimos. Massajamos de lado, onde os pêlos não moram, enfiamos os dedos nos tufos do peito dele, descobrimos a maciez das auréolas à volta dos mamilos, não resisto e trinco um.
Mãos, braços, ombros, pescoço – nada fica por massajar. Pedimos para se sentar e massajamos-lhe os ombros, o pescoço, a nuca…
Termino com um beijo na cabeça rapada a pente 1.

continua aqui

sábado, 17 de novembro de 2007

a Arte de Expressar Prazer

Pêras em Chocolate
Gostávamos de saber quais são as tuas manifestações de prazer predilectas. Seja no cinema, literatura, pintura, fotografia, música, dança, teatro, culinária... qualquer tipo de arte.
Cita, cria, envia-nos. Para o mail ou para o blog.
Ficamos à espera...
foto: CORBIS

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Massagens a 4 mãos - a ela

Estávamos os três cansados, ela tinha estado a trabalhar o dia todo, nós fartámo-nos de passear a pé, e a noite anterior tinha sido de estragação total, a dançar e a beber pela madrugada dentro.
Decidimos ficar por casa, o quarto estava frio, mas musiquinha calma e as velas perfumadas do costume ajudavam a aquecer o ambiente.
Primeiro ela, que tinha estado a trabalhar enquanto nós nos divertíamos. Tomou um duche, estava gelada dentro do roupão, tínhamos de a aquecer bem.
Escolheu um gel de massagem anti-stress com alfazema e ylang-ylang, muito leve, nada oleoso.
Começamos pelos pés. Tem uns pés pequenos, à imitação do corpo. Com movimentos coordenados, vamos pressionando nos pontos estratégicos, com os polegares, com os nós dos dedos na curva, com as duas mãos agarrando o pé por completo, pressionando junto aos tornozelos, contornando-os… não resisto e mordo-lhe o dedo grande, ela ri-se.
Continuamos pelas pernas, apertando os gémeos, os adutores… ela abre ligeiramente as coxas, deixando antever um pouco o sexo lisinho e apetitoso. Passamos pelas virilhas, contornamos as nádegas… que vontade de lhe enfiar a mão naquele vale apetitoso! Mas não o faço, ela não está para aí virada, sei-o pela expressão do seu corpo, se quisesse, pedia.
Voltamos a cobrir-lhe a parte inferior do corpo com o roupão e dirigimo-nos às costas. Ela está magrita, consigo sentir-lhe as costelas e fico com a sensação de que ela é muito frágil. Sei que é uma ideia tola, na verdade ela é bastante forte, mas tenho especial atenção com as costas dela, tento ser delicada.
Ombros, pescoço, nuca… massajamos-lhe os braços delicados, os pulsos, as mãos… esfrego a minha mão na dela, têm o mesmo tamanho, apesar de ela ser mais pequena que eu, peço-lhe para se virar de costas, para a podermos massajar por completo. Novamente os pés. Agora já estão mais morninhos. Apertamos o peito do pé, esfregamos bem, continuamos pelas canelas, pelo joelhos, subimos às coxas e voltamos a tornear as virilhas, ai, que vontade!...
Continuamos, pelo ventre, que bem que sabe contornar-lhe o ventre, à volta do umbigo, mais uma vez domino a minha vontade de lhe enfiar a língua, tenho de me concentrar no prazer dela, não no meu.
Seguimos pelo tronco, apertando bem de lado, até ao peito – massajamos as maminhas firmes, só me apetece morder-lhe o mamilo castanho, mas contento-me a esfregar-lho contra o meu polegar, circulando a auréola, ummm…
Ele pede para ela se sentar para melhor lhe massajar os ombros e a nuca. Acabo por ser eu a tratar do assunto. Acabo ao mesmo tempo e da mesma forma que termina a música: suave, e com um abraço. Voltamos a vestir-lhe o roupão, queremos levá-la até à cama, mas ela insiste que também nos quer massajar.

 continua aqui

Inquietações do Corpo e da Alma - 1ª Parte




Finalmente estou a chegar a casa. Depois de um dia destes preciso mesmo relaxar. Estou farta de números, facturas, débitos e créditos, Já não consigo suportar o toque irritante do telefone seguido da voz do meu chefe a reclamar por causa dos prazos ou um cliente qualquer a perguntar se pode deduzir o IVA de recibos de jantares exorbitantes feitos a título “profissional”. Esta rotina está a deixar-me maluca! Só isso explica o facto de ter perdido a estribeiras e chamado incompetente à funcionária da segurança social. Não disse mentira alguma mas não gosto da sensação de descontrolo. Hoje até o elevador parece mais lento do que é costume!

Entro em casa decidida a esquecer este dia, como se ao fechar a porta conseguisse deixar tudo para trás. Um jantar com o Carlos vinha mesmo a calhar. O Carlos é o meu namorado. Acho que o conheço desde sempre mas só começamos a namorar há 2 anos. Ligo-lhe e combinamos jantar em minha casa. Ele passa pelo take away e traz aqueles bifinhos que eu adoro. O vinho fica por minha conta.

Entretanto vou tomar um banho. Sabe tão bem descalçar estes sapatos de salto alto e despir o tailleur e blusa que uso quase por obrigação! Meto-me debaixo do chuveiro, e enquanto a água desliza pelo meu corpo vou imaginando o calor do Carlos, o toque da pele dele, a mão dele onde tenho agora a minha. Humm… que vontade de o ter dentro de mim!

Visto a lingerie preta que ele adora por debaixo do meu robe de cetim. Preciso sentir que ele me deseja. Quando começámos a namorar fazíamos amor a toda a hora mas ultimamente ele anda mais entusiasmado com o seu novo projecto empresarial.

Ele chega com um ar cansado mas com o sorriso de sempre. “Boa noite querida!”, diz-me ele depois de me dar um beijo. É tão reconfortante sentir o carinho dele! Por vezes pergunto-me se realmente o amo ou se simplesmente gosto do amor que ele sente por mim.

Começámos a jantar enquanto conversámos sobre os nossos dias de trabalho. Só consigo pensar numa forma delicada de lhe dizer que hoje não me interessam absolutamente nada as burocracias que o irritam, que apesar do meu dia ter sido péssimo não quero falar sobre isso. O que eu quero mesmo é uma boa noite de sexo que me faça esquecer tudo!

“Fazes-me uma massagem?” Pergunto-lhe enquanto me dirijo para o meu quarto e vou desapertando o roupão. Sem uma palavra o Carlos abraça-me por detrás com as mãos sobre o meu decote e faz deslizar o cetim pelas minhas costas até cair no chão. Passa levemente as suas mãos pela minha pele e num gesto suave deita-me sobre a cama. Sinto o corpo dele já despido tocar no meu, o seu sexo a roçar no meu rabo. Com uma agilidade nada habitual desaperta o meu soutien e deixa cair algumas gotas do óleo de massagens nas minhas costas. Sinto um arrepio, uma urgência do seu toque! Começa então a massajar-me as costas levando as suas mãos até ao meu dorso, insinuando-as na direcção dos meus seios sem, contudo, lhes tocar. Vai descendo até à anca e despe a minha tanga para então continuar a percorrer as minhas nádegas, coxas, pés. Sinto-me cada vez mais excitada! Estremeço de prazer quando, já voltada de frente para ele, me acaricia o ventre. Ao sentir o meu desejo, os seus dedos precipitam-se para o interior dos meus lábios, sinto-os entrarem em mim. Não aguento mais esta espera. Encosto o corpo dele ao meu fazendo-o penetrar-me. Os nossos corpos mexem-se ao ritmo do nosso prazer até saciarmos o nosso desejo. Foi bom…!


Deixo-me estar tranquila nestes braços que me embalam o pensamento e o coração. Estou quase a adormecer! Oiço o Carlos desejar-me bons sonhos e mergulho num sono profundo!
continuação aqui

Estou triste

Triste porque neste momento não consigo sorrir,
Mesmo quando penso em ti
Nos teus beijos
No teu carinho

Estou triste
E não consigo sorrir

Fecho os olhos
E lembro-me do teu toque
Do teu cheiro
Do sabor a que sabes

Mas hoje não consigo sorrir
Porque estou triste

Não estou triste contigo
Estou triste comigo mesmo
Por estar redundantemente triste

Pode ser que mais logo me anime
Quando voltar a ouvir a tua voz ao meu ouvido

Tenho saudades do teu beijo
Do teu carinho
Do teu corpo junto ao meu.


Hoje estou triste!

* Dança II - Mega Dance Party

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The Matrix Reloaded

A música intensa, alucinada, vibrante. Corpos, muitos corpos. Misturados, suados, ritmados. Uma massa sintonizada ao som da batida.
A dança instintiva sente-se com os ouvidos, ponta dos dedos, nariz, boca, olhos, com todo o ser. Cada um, cada duo, cada trio, cada quarteto, quinteto, sexteto, septeto, octeto… todo o grupo.
O mar de gente, as ondas de movimento expressivo, instintivo, sensual.
Respiração, transpiração, inspiração, paixão.
O convite para nos juntarmos à massa dançante. Eu aceito! Mexo-me, convido-te. Queres dançar comigo? Connosco?


quinta-feira, 15 de novembro de 2007

BTT

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Que saudades dos meus passeios de bicicleta ao pôr-do-sol! Agora a noite chega cedo, está frio. Lembro-me de quando o sol aquecia até tarde e o dia durava até à hora do jantar. Tenho o fim-de-semana, eu sei, mas não me chega. Por isso, decidi levantar-me mais cedo e sair de casa com rumo mais ou menos planeado, ao sabor do vento.
Rasgo o caminho de terra batida com restos de alcatrão, desço na lisura da ponte sobre a auto-estrada: iiiiihuuuuuu! Largo o volante e fecho os olhos por um instante. Os rumos habituais adquirem novos contornos, o que se perde em velocidade para os automóveis, ganha-se em pormenor, em cheiro, em som.
Ando por montes e vales (são mais pequenos declives, mas de BTT, parecem montanhas) o sol espreita ainda envergonhadamente pelo horizonte, está frio, as mãos congelam, sinto o ar gelado entrar e arder no nariz e na garganta, as lágrimas saltam-me dos olhos até se habituarem ao frio (nota: trazer óculos para a próxima).
Depois de uma subida ou duas mais intensa, já me sinto mais quente. Passo por baixo da auto-estrada, subo desço, subo desço até voltar ao ponto de partida. Estou quente, a transpirar.

Hoje aconteceu uma coisa inédita: depois de uma subida mais acentuada, resolvi ajustar o capacete, junto à paragem do autocarro. Comecei a ver tudo desfocado, a cabeça a andar à roda. Não, não me esqueci do pequeno-almoço. Resolvi sentar-me na paragem, devia ser uma quebra de tensão. Cabeça para baixo, até que oiço alguém:
- Tensão baixa? – Olho para o lado: eras tu!
- Acho que sim. – E deste-me um pacotinho de açúcar. Tão doce! A tensão subiu logo, ainda não tinha posto o açúcar na boca.
- Estás melhor? – Perguntaste.
- Agora sim, obrigado! – Disse eu com um sorriso de orelha a orelha. E segui o meu caminho sem mais percalços.

Chego a casa, alongamentos, duche de pêssego e manga, tudo a postos para um dia de trabalho em cheio!

Andar de bicicleta ao nascer do dia é o meu novo ritual.

vídeo: CORBIS motion

terça-feira, 13 de novembro de 2007

* Dança I - ballet clássico

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A dança é um poema de gestos que esculpem o espaço. Daniel Sibony

“L'étrangère” excerto do ballet de Roland Petit: Clavigo (1999), inspirado na peça de teatro homónima de Goethe. Música de Gabriel Yared

Clavigo é um homem dividido pelo seu coração e espírito contraditórios, sem saber muito bem se há-de procurar o verdadeiro amor ou ficar-se por uma vida de prazeres imediatos.

Gosto da forma como a Marie-Agnès Gillot faz desta dança uma provocação. Gosto do equilíbrio, da graciosidade, da elegância, da suavidade ousada. Isto é que é conquistar! Linda, não é?


Obrigado pelo vídeo, Corine