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domingo, 5 de dezembro de 2010

um orgasmo por dia, sabes o bem que te fazia?


"Deixo um desafio a todas a mulheres que me ouvem: descubram o vosso clítoris. Daqui até à próxima semana, e masturbem-se, e vejam como é bom. E queria terminar com um convite aos homens: quando estiverem com uma mulher, descubram o clítoris dela. Terminava com aquele apelo da Sociedade Portuguesa de Cardiologia..."
Raquel Freire in Antena 1

OUVE, É LINDO!

Já agora fica aqui link para a crónica seguinte, que desenvolve muitíssimo o tema.

Grazzie mille, M! ;D

segunda-feira, 5 de maio de 2008


continuação daqui
Achas que a repressão sexual sobre as mulheres já não existe? Que já se libertaram há muito das amarras que as condenavam a viver uma vida sem prazer sexual? Mas em que mundo é que vives?

Esta mulher estava a dar-me luta. Apaixonei-me por ela, queria obcecadamente ajudá-la. Queria estar com ela, tentar dar-lhe esse prazer que ela tanto desejava e simultaneamente recusava a si própria. Mas sabia perfeitamente que isso não ia acontecer, que tinha de ser ela e apenas ela a consegui-lo.
Não trocámos mails durante uns tempos. Um belo dia, ela escreve-me:

Estava deitada, num estado onírico. Não sei bem se estava acordada ou a dormir. Estou no meio de um prado florido, com flores amarelas e roxas a pintalgar a paisagem. O céu é de um azul claro uniforme, com tufos de nuvens suaves. Estou dentro de uma banheira branca de metal, num banho morno de imersão em água de óleos perfumados e pétalas de rosa. Os pássaros chilreiam numa sinfonia de acasalamento. É Primavera, claro que é Primavera. Acaricio os meus cabelos, massajo o couro cabeludo e deixo as minhas mãos escorregarem para o pescoço. Cruzo-as para chegar aos ombros, ao interior dos meus braços. Olho para as minhas mãos molhadas e oleadas como se fosse a primeira vez e toco-me, mão na mão. São brilhantes as minhas mãos, os meus dedos deslizam facilmente. Toco no meu peito, aperto-o com as duas mãos, reclino-me e deixo-o assomar à superfície da água, com algumas pétalas de rosa agarradas. Rodeio os mamilos, estimulo-os até ficarem bem rijos. Dirijo-me com as duas mãos para baixo, até à cintura. Sigo depois pelo centro, até encontrar as minhas coxas submersas. Acaricio o interior até às virilhas, colocando as pernas para fora da banheira. Faço isto gentilmente, durante imenso tempo, devagar, até a minha vulva suplicar para lhe tocar. Toco-lhe até a minha vagina me pedir para entrar e continuo assim, a saborear a minha textura íntima, exercitando os músculos, contraindo e relaxando, sabe tão bem!
Vou aumentando o ritmo devagar, em movimentos circulares, desenhando oitos em cima do meu clítoris. Cada vez com mais calor, mais ardor, mais paixão.
Começo finalmente a sentir um pulsar ténue, algo que me impele a continuar a massajar o interior da carne, intensificando essa sensação que me consome, sentindo a tensão a faiscar, a electricidade a percorrer-me o corpo que me faz vibrar e latejar incontrolavelmente.
Ah É isto, é istoooooooooooo!
Não contenho um estranho grito de prazer libertador e uma lágrima escorre-me pela face. É bom demais! E sinto uma paz, uma calma, uma tranquilidade vitoriosa.
Rio às gargalhadas, despertando do estado de sonho em que me encontrava.

Sublime, absolutamente sublime!
Obrigada :-)


Este mail deu-me um tremendo tesão. Fiquei o dia inteiro com as palavras dela na cabeça, e quando finalmente me pude soltar, vim-me a pensar nela, dediquei-lhe o meu orgasmo.

Foi uma vitória suada, muito desejada e extremamente merecida. Agora, minha pérola, o mundo é verdadeiramente a tua ostra!


sábado, 19 de abril de 2008




Impossível? Pois, calculei que fosses dizer isso, mas acredita que não é. E é muito mais comum do que pensas.
Deixa-me apresentar-ta:

Ela é normalíssima. Relativamente jovem, saudável, inteligente. É sensual, o tipo de mulher que se quiser, não deixa ninguém indiferente. Não é má amante, é imaginativa e não tem problemas em satisfazer os seus parceiros. Mas nunca teve um orgasmo.

Também não era coisa que a preocupasse muito. Aliás, ela nem sequer ligava muito ao sexo, passando por alguns períodos de absoluto celibato. Não era por isso que a sua vida era triste. Era bastante preenchida, e talvez por isso não desse grande importância ao facto.
Não se achava anormal, mas às vezes tinha alguma curiosidade em saber como seria…

Tinha tido alguns encontros sexuais com diferentes homens. Tinha prazer, bastante prazer com eles, principalmente quando estava apaixonada. Tem neste momento uma relação com um homem que ama, apesar de não estar apaixonada. É uma relação bastante estável. Aparentemente, tudo está bem.

Ela não finge orgasmos, nem finge o prazer que sente durante o sexo, mas ainda não falou com o companheiro sobre esta sua dificuldade. No fundo, não lhe quer dar muita importância, não deixa de ser feliz por causa disso. Acha que poderá acontecer quando menos esperar. E espera. E espera… até que se farta.

Ela quer mais, quer melhor. Ela compra livros. Ela pesquisa. Ela experimenta.
Nada parece resultar, mas quebra uma rotina na vida sexual que dá prazer aos dois. Tenta falar com o companheiro, mas não consegue, não quer que ele sinta uma culpa que não tem, não quer que ele se sinta obrigado a esforçar-se mais. Por que acha que ele é excelente, faz tudo o que ela pede e mais ainda.

No meio das suas navegações internéticas, encontra relatos pormenorizados de mulheres que têm magníficos, frequentíssimos, fortíssimos e prolongados orgasmos. As histórias excitam-na por um lado, mas por outro fazem-na questionar-se sobre se aquilo é realmente possível, se não será apenas uma realidade hiperbólica gerada por imaginações férteis com pequenas pitadas de realidade.
Decide por isso entrar em contacto com uma dessas mulheres, depois de lhe devorar o blog.

Como é que eu sei estas coisas? Simples, sou a mulher do blog.

Recebi um mail dela. O título suscitou-me logo a atenção: “a mulher que nunca teve um orgasmo”. Em poucas linhas, de forma sucinta, ela levanta as questões que a atormentam, sem se revelar demasiado. É claro que fiquei cheia de curiosidade, e pensei que seria interessante conhecê-la melhor.
Como morávamos longe, bastante longe mesmo, continuámos a trocar mails e a conversar através da net. Fizemos algumas videoconferências. Ainda não nos conhecemos pessoalmente.

Reproduzo aqui alguns excertos de mails que trocámos.

Ela: É verdade que nunca me preocupei muito com “ela”. De vez em quando dizia-lhe Olá, mas nunca olhando muito “lá para baixo”.

Eu: Tens de seduzir, tens de namorar, tens de saber amar a tua vagina. Olha para ela. Vê-a ao espelho, tira fotos, desenha-a, faz o que tiveres de fazer para a observar, para a conhecer melhor. Fala com ela. Depois sente-a. Sente os pêlos que guardam a entrada. Sente a maciez, a humidade exterior. Entra lá dentro, sente a textura. Sente o cheiro, saboreia-a.

Ela: Eu tenho imenso prazer, às vezes pergunto-me se o clímax que sinto é o orgasmo. Ou serei insaciável? Como é que eu vou saber se tive uma coisa que nunca senti?
Às vezes penso que essa coisa do orgasmo feminino é um mito.
Como é que eu sei o que é um orgasmo? Como é que o identifico?

Eu: Não sei. É diferente de mulher para mulher. Mas acredita, quando o sentires, não vais ter dúvidas.
É tudo uma questão de controlo, ou melhor, de perda de controlo, do deixar ir.

Ela: Gosto muito mais de experimentar o sexo com o meu homem, sozinha não me dá tanto gozo. Acho que a coisa funciona muito melhor quando existe amor.
Eu: Tens de ser tu a descobrir-te. Não estejas à espera que seja um homem a fazê-lo. Se tu não souberes o que te dá prazer, ele mas dificilmente o saberá.

O orgasmo é uma manifestação de amor-próprio, bastante individualista, mesmo quando experimentado em simultâneo. Não entendo por que algumas pessoas deliram com orgasmos simultâneos, eu acho um desperdício. Gosto de sentir plenamente quando alguém se vem. Quando me venho ao mesmo tempo que a outra pessoa, quase não dou por isso.

Ela: Toco-me com os dedos. Sabe bem. Olho-me ao espelho, gosto do meu corpo, excito-me. Mas não consigo libertar a pressão. Gozo, sinto uma enorme excitação, mas se insistir, se intensificar, acabo por secar, por me magoar.

Eu: Conhece o teu corpo. Há muito boa gente que acha que a uretra e a vagina são o mesmo canal. Pelo menos quando se usa tampões percebe-se logo que isso não é assim! Estás a ver, a anatomia feminina foi muito bem pensada!

Estás a ver o teu clítoris? Esse botão onde começam os pequenos lábios é apenas a pontinha. Toca na parte de cima, onde os grandes lábios se encontram. Pressiona. Consegues senti-lo? É um tecido sensível, cheio de nervos, tem o dobro das terminações nervosas do pénis, enterra-se no interior do corpo e vibra todo, irradiando essa sensação pelo corpo no momento do orgasmo.

Exercita o teu sexo. Fazes ideia dos músculos poderosos que tens? Ginástica genital, tens de experimentar. É uma arte oriental milenar. É tão fácil! Excelente para prevenir incontinência urinária, sabias? Estás a ver os músculos que usas para controlar a urina? Experimenta da próxima vez que fores à casa de banho contraí-los. Quando os conseguires dominar… quando tiveres consciência do poder que tens entre as pernas… the world is your oyster.

continua aqui


Alguns links interessantes:
Neonantra estatísticas
Estatísticas chinesas
Política do orgasmo
Mistérios da sexualidade feminina
Ponto G
Pompoar
Pompoarismo
- manual em pdf

Estudo a decorrer sobre sexualidade feminina em Portugal
Livro Fantasias eróticas: Segredos das mulheres portuguesas,
de Isabel Freire