quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
sexo seguro sempre - GAME ON!
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Boas Festas!
Feliz Natal e já agora, Páscoa também!
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Inverno!
Foto: Konrad Wothe
Música: 4 Estações: Inverno, Vivaldi
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
desencontros...
Éramos muito putos, estranhos a estudar numa nova cidade, um novo mundo a explorar. Toda a vida e todas as ideias pela frente. Gostava das nossas conversas, de estar contigo e isso era notoriamente recíproco. Era bom quando vínhamos no mesmo comboio, a trocar ideias intercidades. Nunca parávamos de falar, nunca morria o assunto, só queria que morasses mais longe para continuarmos a conversar. Ficávamos até madrugada a palrar sobre todos os assuntos que nos viessem à cabeça, nunca nos cansavamos – a máxima liberdade com o mínimo de responsabilidade.
A bike, o entusiasmo, letras de luz a dançar no parque da cidade, a magia das artes, da criatividade. Directas a acabar trabalhos… tu dizias nunca ter feito nenhuma, mas ajudaste-me algumas vezes. Lembro-me de quando vieste estudar matemática para o meu quarto. Dormimos à vez na cama estreita, primeiro tu que, de dedo na boca, parecias um bebé… de teres acordado tranquilamente, tal como tinhas adormecido e deixares-me o lugar aquecido e perfumado. Lembro-me de te ver de gatas no chão, à procura de alguma coisa, já não sei o quê. A gola da camisola denunciava o teu peito no soutiã preto. Terás dado por isso? Terás feito de propósito? Com certeza não deste por eu ver o desenho que fizeste de mim quando estava a dormir… eu sabia que estavas caídinha, e a minha namorada tão distante ao fim-de-semana… era preciso agir com a cabeça certa, não queria estragar tudo.
Gostavas de escrever, lembro-me que o partilhavas comigo, como não havia e-mail, simplesmente imprimias e davas-me para ler. Gostava da tua escrita. Eu nunca lia logo, levava comigo para depois de ler com calma. Foi assim quando puseste a carta na mochila. Pensei que fosse mais uma das tuas histórias. Não posso dizer que tenha ficado surpreendido com o conteúdo, de certa forma, já estava à espera.
As férias vieram e a seguir o novo ano. Havia um silêncio estranho entre nós, já não falávamos como dantes. Andámos a evitar o assunto, por falta de coragem para o resolver. Discutíamos bastante outros temas com algum fervor, estavas irritantemente teimosa e suponho que eu não ficava atrás. Tenho mau feitio, sei-o, bem pior que o teu, menina mimada, mas a mesma casmurrice idiota de não querer dar o braço a torcer.
Desencontrámo-nos!
Quando cheguei já não estavas, fartaste-te de esperar. Ficaste danada, insuportável, não me deixaste explicar e deixei de falar contigo.
Andámos anos assim, a cruzarmo-nos sem nos falarmos, com amigos comuns, a evitar o confronto. Até que, com o incentivo de um deles, decidiste vir até mim. Bateste à porta do quarto. Ainda sentia a raiva no sangue, não abri.
Arrependi-me uns tempos depois, quando passaste por mim casualmente na rua, olhaste-me nos olhos e sorriste. Um sorriso triunfante, quase de troça. Foi o que bastou para perceber que tudo estava bem para ti, não guardavas mágoa. Senti-me estupidamente incomodado. Tu radiante e eu a remoer o orgulho idiota, a tentar parecer indiferente.
Encontrei-te mais tarde, na tua cidade natal, os mesmos amigos comuns a aproximarem-nos. Estavas com namorado e eu senti uma coisa estranha, aquela sensação de ter perdido algo que nunca tive nem terei. Ciúme? Que parvoíce…
Cada vez que passo pela tua cidade, lembro-me de ti e do idiota que fui. Será que ainda estás por aí? Talvez um dia nos reencontremos e eu possa finalmente retribuir-te o sorriso.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Prémios
Sei lá - tu sabe-la toda!
Agora façam o que quiserem com os prémios, isto é um bocado como as opiniões e os rabos - se quiserem dar, dêem!
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
chama a chama!
Música: Misty, Ella Fitzgerald
Texto por Toque + carpe vitam!
domingo, 5 de dezembro de 2010
um orgasmo por dia, sabes o bem que te fazia?
Já agora fica aqui link para a crónica seguinte, que desenvolve muitíssimo o tema.
Grazzie mille, M! ;D
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
EMIS: resultados preliminares do estudo

Até lá poderão encontrar mais informação e relatórios em: www.emis-project.eu
terça-feira, 30 de novembro de 2010
domingo, 28 de novembro de 2010
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
* Dança XVI: tango a três!
Baseado numa história real (e com o Banderas como actor principal) o filme é inspirador, faz uma excelente fusão das tradicionais danças de salão com ritmos e sons contemporâneos e esta cena é por demais original, surpreendente, provocante!
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
das Paixões e suas Gestões - parte II
Tenho cá para mim que a paixão é uma arma biológica. É uma tentativa da natureza de garantir uma exclusividade, embora que temporária. Uma artimanha para garantir a preservação da espécie humana. Enquanto houver paixão, há vida. Claro que é perfeitamente dispensável para a tarefa da reprodução, mas que facilita as coisas, lá isso facilita. Ou dificulta. Uma coisa é certa, não nos deixa indiferentes.
domingo, 21 de novembro de 2010
Bocadinho de Paixão # 10
encaixados
de olhos fechados
a ouvir a chuva lá fora...
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
sexo seguro sempre!
cada cabeça cada sentença, mas é mesmo necessário o risco?
Cada um tem de viver com a sua inteligência e com a sua estupidez, no entanto fazer viver os outros com isso... tem que se diga
veja-se estas duas noticias
noticia 1
noticia 2
eu não sou de facto a primeira pessoa a elevar os americanos a uma nação de inteligentes, e é bem sabido que são um dos povos mais moralistas que por aí anda, no entanto fica o anuncio e a lembrança
SEXO seguro SEMPRE!
terça-feira, 16 de novembro de 2010
das Paixões e suas Gestões - parte 1
Os ingleses têm aquela expressão “falling in love”, mas eu acho que quando me apaixono não caio. Pelo contrário, tenho muita dificuldade em não sair por aí a voar, tenho dificuldade em assentar os pés no chão. Mas nada que uns contra-pesos não resolvam.
domingo, 14 de novembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Óleo, Paixão e Tesão
O escasso tempo para a intimidade dos últimos tempos faz-me ter necessidade de abrandar o ritmo em todos os sentidos. Vamos de fim-de-semana par um lugar recôndito e sossegado. Jantamos uma comidinha do tempo das nossas avós e após uma curta caminhada vamos para o hotel. A fome que temos um do outro é intensa mas desta vez não vamos ceder à fúria dos nossos instintos. Proponho-te um jogo: que exploremos o corpo um do outro de olhos vendados com ajuda de óleo de massagem comestível. Vale tudo menos penetração sexual.
Condições aceites, preparamo-nos para o deleite que nos espera. Já despidos sobre os lençóis colocamos as vendas entre beijos lânguidos. Convido-te em suaves gestos a deitares-te e debruço-me sobre ti. Procuro a superfície fria do
vidro que contém o óleo de massagem e verto uma quantidade generosa sobre o teu peito que depois espalho suavemente. Passamos horas neste jogo, envoltos em óleo, paixão e tesão até que quebramos a regra principal. Possuis-me com vigor e ambos saciamos a emergência que nos consome numa explosão de prazer.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
arrepia-me II - carmina burana
domingo, 31 de outubro de 2010
Lembras-te, Quimera...
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
* Dança XV: Ballet contemporâneo
Crépuscule des océans — séquence d'extraits from L E M M on Vimeo.
La pudeur des icebergs e Amour, acide et noix
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
a 120 km/h
Seguiram rumo à auto-estrada, onde Ela se sentiu mais confortável para experimentar o ovinho, em pleno dia. Com Ele a conduzir (sim, segurança é muito importante, ela nunca se atreveria a conduzir na auto-estrada com um brinquedo bem no sítio, por temer as consequências. Numa estrada pacata a baixa velocidade, ainda vá, já o tinha feito...) lá se meteu à descoberta daquela coisa nova.
Passou o comando para as mãos dele, para poder controlar a intensidade da vibração. Mas logo viu que o melhor mesmo era estar no máximo, o corpo absorve bastante as vibrações, ao tocar nas nádegas e no botãzinho, ninguém diria os tremeliques que se passavam lá mais fundo. A princípio, sentia-se um pouco constrangida quando ultrapassavam camiões, fechava-se, desconcentrava-se. Depois começou a entrar naquele transe em que nada mais importa, deixou-se penetrar pelos os traços descontínuos da estrada, cada um dando a sua estocada, a 120 km/h, naqueles breves segundos durante a ultrapassagem. Penetrada pela estrada... a ideia soou-lhe bem, a sua menina estava a gostar.
"Tens meia hora até à próxima portagem", diz Ele de menino apertado, visivelmente entusiasmado. Ela abre-lhe a braguilha e deixa-o espreitar, só para poder acariciar um pouco, sem deixar a sua menina.
Começa a imaginar uma história que lhe andava a pairar no pensamento e que a deixa bem no ponto que se quer. É sempre assim, nunca tem papel e caneta à mão ou um processador de texto, mas esforçou-se por lembrar de cada detalhe da viagem que estava a fazer nas asas da imaginação.
"5 minutos!" Começa a sentir a pressão, vai ter de se despachar. Já tem os dedos engelhados de tanto esfregar!
Abre a pala do carro e verifica que o espelho lhe devolve uma vista privilegiada da sua menina rosadinha, molhada, já bastante estimulada, com o fio a sair, que ela aproveita para fazer conduzir as vibrações até ao anusito, e puxa, e aperta, ritmadamente até que finalmente se vem, a 120 km/h, 2 min. antes da portagem.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
sexo seguro sempre! - o amor protegido
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
* Dança XIII - brincadeiras de alcova
domingo, 26 de setembro de 2010
teleférico
terça-feira, 21 de setembro de 2010
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
pequenos prazeres II - a menina da fruta e o rapaz das encomendas
terça-feira, 14 de setembro de 2010
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
III anos a Provocar!!!
Pois é, 3 anos…Aproveitamos este aniversário para agradecer mais uma vez a todos os leitores, comentadores e colaboradores que nos têm acompanhado neste espaço, ao longo de todo este tempo. Sabemos que é impossível agradar a todos, provocar e uma arte que vamos explorando e expressando e sobretudo divertindo-nos bastante durante o processo.
Ultimamente a inspiração e a disponibilidade não nos têm brindado com a sua presença, mas fazemo-nos valer das generosas e talentosas colaborações que vamos acolhendo com todo o prazer. Mas melhores fases virão, sei-o bem e o quarto ano de existência reservará ainda muitas surpresas. Continuem por cá e verão!
domingo, 5 de setembro de 2010
diálogos (im)prováveis X

Texto por António Gil
sábado, 28 de agosto de 2010
Magda XII
No caminho de regresso a casa, Henrique vai traçando os planos para o fim de semana seguinte.
- Magda, no próximo sábado iremos receber a visita de um casal de amigos. Ele chama-se António e é o Senhor da rapariga que virá com ele. Peço que os recebas respeitosamente e que vistas algo adequado à tua condição de escrava.
- Será um grande prazer conhecer os seus amigos e farei tudo o que me ordenar meu Senhor – responde ela.
Na manhã do sábado, Henrique mandou que Magda limpasse com esmero a sala e a cozinha, colocando tudo ordenado, polindo os vários bibelots, os porta-retratos e alinhando os livros das estantes.
Quando o serviço foi concluído, ele ordenou que ela tomasse banho e se perfumasse com algumas gotas de sândalo.
Em seguida entregou-lhe uma longa saia de tule de seda branca, extremamente delgada e cortada numa lateral. A saia, do tipo usado pelas odaliscas orientais, era tão transparente que, em vez que esconder suas formas, as realçava ainda mais.
Retirou as algemas, enquanto os pulsos e os braços foram enfeitados com largas pulseiras de cobre. Quanto ao cinturão de couro foi substituído por uma longa e fina corrente de ouro que dava três voltas em torno da fina cintura da escrava. A coleira e as correntes nos pés, não foram removidas.
Faltavam poucos minutos para as cinco horas da tarde, quando o telemóvel de Henrique tocou. Era o António a avisar que estava em frente ao portão da propriedade. O dono da casa, accionou o controlo remoto do portão, e um Volvo azul escuro, conduzido por um homem de cerca de quarenta anos de idade, entrou no pátio defronte do edifício principal.
Junto com o convidado, desceu também a namorada dele, uma mulher que aparentava ter mais ou menos a mesma idade de Magda, alta, de olhos azuis e longos cabelos loiros. Ela vestia uma elegante capa escarlate, fechado à altura do pescoço, que escondia totalmente o corpo. Apenas a ponta dos pés, descalços, era visível e, pela curta extensão de seus passos, era fácil intuir que eles estavam acorrentados.
Os dois, entraram no hall de entrada da casa, onde Henrique e Magda os aguardavam. Os cumprimentos foram calorosos entre os dois homens, enquanto a jovem loira apenas acenou com a cabeça murmurando "Boa tarde" em tom tão baixo que ninguém a ouviu.
Magda aproximou-se da desconhecida, e deu dois beijos no rosto dela que, como única resposta, baixou a cabeça e permaneceu silenciosa em pé ao lado do seu dono.
Magda intuiu imediatamente que a rapariga não estava a sentir-se à vontade naquela situação. Observando com mais atenção o manto que ela vestia, reparou que as duas pontas, embora bem encostadas, não se fechavam totalmente deixando assim entrever, por baixo, a pele nua da mulher. Reparou também a presença de um cinturão de couro e, enquanto se esforçava para olhar melhor, a sua atenção foi desviada pelas palavras de Henrique
- Este é o António, um dos meus melhores amigos e como tu podes constatar, também é um mestre dominador.
- Muito prazer, Senhor António - respondeu Magda com um sorriso.
- O prazer é todo meu. Esta bela jovem aqui ao meu lado chama-se Elisabete e é minha escrava há poucas semanas.
- Sorte de o Senhor ter uma escrava tão nova, bonita e ob…
- Obediente? -interrompeu António- Se é isso que você está a pensar, está redondamente enganada, pois ela é uma das submissas mais atrevidas e desobedientes que já encontrei na minha vida.
- A sério, Sr. António? -perguntou de novamente Magda - Ela tem um rosto tão sereno que...
- Não se deixe enganar pelas aparências -interrompeu novamente o visitante - ela tem um temperamento que pouco condiz com uma submissa. E estamos justamente aqui, na vossa casa, para que o seu dono, o meu amigo Henrique, ponha em prática a sua experiência de mestre para dar a justa punição à Elisabete.
- Mas por que deve ser o meu dono e não o Senhor a fazer isso? – arriscou Magda.
Mas, antes que ele pudesse satisfazer a curiosidade da mulher, Henrique já estava a tirar o manto da rapariga que ficou totalmente nua, exposta à vista de todos. As mãos estavam bem atadas atrás das costas e fixadas ao cinturão de couro que, pela circunstância, foi apertado o mais possível.
A pele da Elisabete era branca e fininha, os peitos fartos, e cada mamilo enfeitado por uma argola de ouro. Suas nádegas eram tão bonitas quanto as de Magda e as suas pernas, mais compridas que as da anfitriã, terminavam com dois belos pés, não muito pequenos, mas realmente graciosos.
O Sr. M., acenou para ela e disse:
- Vamos!
Os dois foram, lentamente, em direcção de uma repartição da casa onde havia o quarto em que Magda era conduzida todas as vezes que era castigada.
Enquanto Magda ficou sozinha na companhia de António, respondendo às perguntas dele, fazendo perguntas ou oferecendo bebidas, o Henrique tratava de punir rigorosamente a jovem rebelde, mas nem um grito abafado foi ouvido na sala, devido à parte interna da casa ter portas e paredes insonorizadas.
Naturalmente Magda não se importava se o seu dono castigava uma outra escrava, mas temia que ele, como qualquer dominador, estivesse a exercer o seu direito de interagir sexualmente com a rapariga.
Essa suspeita tornava-se mais forte e concreta com o passar do tempo. Ela sabia, por experiência, que uma sessão punitiva podia durar, no máximo, uma hora e meia, e já fazia mais de duas horas que eles não apareciam. A sua inquietação crescia à medida que o tempo passava. Essa sua apreensão contrastava, surpreendentemente, com a calma de António que demonstrava ser um conversador competente e discreto.
Ele, novamente instigado por Magda, afirmou que a punição de Elisabete cabia ao Henrique por dois motivos. Antes de tudo a rapariga fora-lhe apresentada por ele que, naquela oportunidade, responsabilizou-se perante o amigo garantindo tratar-se de uma escrava meiga e obediente. Em segundo lugar, ele estava completamente apaixonado por ela e, por se tratar de um castigo bem duro, preferia que fosse dado por outra pessoa de confiança.
Magda ficou cismada. Se o Henrique já conhecia a Elisabete, pensou, era evidente que ele já a tinha possuído e, portanto, com muita probabilidade agora estaria a desfrutar dos prazeres que uma mulher bonita podia oferecer a um Senhor temporariamente dono de seu corpo.
Uma profunda tristeza, misturada a um rancor crescente começou a corroer a mente da mulher que estava a sentir-se traída dentro do seu território, nos seus próprios aposentos.
Enfim após um tempo que pareceu interminável, os dois emergiram do interior da habitação.
A pele das coxas e das nádegas de Elisabete estava totalmente cheia de marcas violáceas, enquanto outras marcas roxas, deixadas por cordas bem apertadas, eram visíveis nos braços, nas pernas, nos tornozelos e nos pés.
O Henrique deu um beijo no rosto da escrava que, sentando-se ao lado de António, encostou a cabeça no ombro dele e, enquanto não parava de beijá-lo, murmurava em continuamente.
- Perdão meu Senhor, admito que o erro foi só meu e agradeço ao Senhor Henrique por me ter ensinado o imenso valor da submissão total e incondicional.
- Bem, -comentou Henrique - como parece que tudo foi resolvido, que tal experimentar aquele deliciosos robalos grelhados que nos esperam e abrir aquelas garrafas de vinho verde bem gelado?
- Resolvido uma ova! - pensou Magda, enquanto uma raiva surda tomava conta do seu sistema nervoso.
Os dois visitantes e o anfitrião acomodaram-se em torno de uma mesa quadrada. Elisabete teve algumas dificuldades para se sentar, devido ao forte ardor que sentia nas nádegas. Enquanto isso, Magda foi para cozinha para trazer o peixe que tinha sido preparado pela Rosa, a discreta empregada da casa, e um balde de gelo contendo uma primeira garrafa de vinho verde.
O jantar estava delicioso e todos comeram e beberam com satisfação. Apenas Magda beliscava no prato sem apetite mas, em compensação tomou mais vinho que todas as outras pessoas.
Para terminar foi servido um pudim abade de priscos e aberta uma garrafa de brandy.
Ao passo que os homens tomavam café, Elisabete e Magda ficaram encarregues de levar os pratos sujos de volta para a cozinha onde seriam colocados na máquina de lavar louça.
Subitamente Magda, que já tinha ingerido álcool em excesso, arremessou com força uma pesada bandeja de prata contra a máquina cujo selector de programas ficou completamente danificado.
Os homens chegaram imediatamente e encontraram Magda sentada no chão, que choramingava e escondia o rosto entre as mãos.
Henrique, em tom imperioso, perguntou o que tinha acontecido, mas Magda continuava a chorar sem responder. Foi Elisabete que contou tudo o que tinha visto.
Ele ordenou que Magda se levantasse e, olhando bem sério nos olhos dela, perguntou qual a razão de um comportamento tão inusitado.
- O Senhor traiu-me com a Elisabete! - respondeu ela quase histérica.
Henrique ficou vermelho de fúria perante a insolência da sua escrava. E, enquanto meditava qual devia ser o castigo oportuno, o António decidiu intervir.
- Querida amiga, o Henrique é a pessoa mais correcta e leal que já conheci. Ele nunca faria sexo com a sua afilhada...
- Afilhada? - murmurou Magda quase sem voz…
- Sim querida -interveio Elisabete- ele nunca te contou que logo após meu pai, que era director comercial de uma empresa do Henrique, ter falecido, assumiu o compromisso de pagar os meus estudos, e que além disso ele sustentou a casa da minha mãe durante alguns anos?
- Juro que eu nada sabia sobre isso. Mas então porque é que vocês demoraram tanto dentro do quarto?
- O Henrique castigou-me como eu merecia -narrou a jovem- mas depois passou um bom tempo comigo a tentar explicar-me como é que eu devia comportar-me com o António, ensinando-me o valor da lealdade e da confiança que sempre devemos às pessoas que nos amam. Por isso é que demoramos tanto tempo...
Ao ouvir estas palavras Magda ficou mais vermelha que um tomate e arrependeu-se de ter julgado e condenado moralmente o seu parceiro sem nem ter antes conversado com ele.
- Meu Senhor, peço perdão com humildade e, ao mesmo tempo, peço-lhe um castigo que me sirva de lição para o resto da vida, disse ela, cabisbaixa.
- Muito bem! Como tu estragaste a máquina, irás substituí-la, agora mesmo!
- Sim Senhor, vou lavar esta louça toda - murmurou Magda.
- Não falei em lavar prato algum, minha querida. Disse que irás substituir a máquina de lavar. Trata-se de algo totalmente diferente.
Realmente Magda não estava a entender a diferença semântica entre as duas orações, mas era evidente que Henrique já tinha decidido que ia ser daquela forma.
Com efeito, ele mandou que a jovem ficasse totalmente nua, a não ser por um simbólico e minúsculo avental cor de rosa que mal cobria o púbis. Tirou os adornos e recolocou o cinto de couro com uma corda entre os lábios vaginais. Atou as mãos com algemas compridas, segurou a argola dianteira do cinturão a outra argola no lava louças e pediu que Elisabete pusesse toda a louça suja à esquerda da Magda.
Dos dois tanques em frente à escrava, um foi preenchido com água quente e detergente, o outro ficou vazio, mas com a água a correr da torneira aberta.
Magda devia simplesmente pegar a louça que se encontrava à sua esquerda, mergulhá-la na água morna e passar uma esponja, enxaguá-la debaixo da torneira e, enfim, apoiá-la em cima de um escorredor de pratos.
O Henrique alertou-a que, caso uma só peça ficasse suja, ela teria que lavar novamente toda as louça e, em caso de danos materiais, ia receber dez chibatadas por cada peça danificada.
- Este serviço é muito fácil e rápido - raciocinou mentalmente Magda.
Mas, enquanto pensava nisso, Henrique colocou na cabeça dela o capuz de couro que a deixou completamente cega e, ao apertar a fivela do capuz em torno do pescoço de Magda, explicou:
- As máquinas de lavar louça não conseguem ver os pratos!
Agora ia ser realmente mais difícil e complicado executar a tarefa.
- Paciência - pensou novamente Magda - irei demorar mais tempo, mas a noite ainda está no início.
Agora que ela não podia ouvir mais nada, o anfitrião dirigiu-se a seus hóspedes com estas palavras:
- Eu disse que a Magda ia substituir a máquina, não que ia simplesmente lavar os pratos.
Os dois não entenderam muito bem o significado das palavras, mas ficaram curiosos para saber exactamente o que o Henrique queria dizer com suas enigmáticas palavras.
Ele entrou para a dispensa e voltou com um estranho objecto composto, fundamentalmente, por uma base quadrada de madeira, dividida em dois compartimentos bem separados, constituídos por duas placas de cobre. Levantou o pé direito de Magda e apoiou-o no compartimento da direita, passando um cinto de couro sobre o pé para garantir um bom contacto com o fundo de metal. Fez o mesmo com o pé esquerdo. Depois, com uma pequena corrente de ferro amarrou os tornozelos, mais em baixo que os grilhões, fixando a extremidade da corrente a uma segunda argola na parte baixa do lava louças. Agora Magda estava duplamente presa ao móvel da cozinha.
De uma gaveta extraiu um pequeno transformador, daqueles normalmente usados nas sessões de fisioterapia e ligou-o às duas chapas de cobre. Ligou um fio à tomada, regulou oportunamente a voltagem e anunciou:
- A máquina de lavar louça está oficialmente pronta para funcionar.
E, assim dizendo, apertou um interruptor e uma fraca corrente eléctrica alternada começou a fluir nos pés de Magda.
A jovem, que já tinha começado muito vagarosamente a lavar os pratos, acelerou rapidamente o que estava a fazer. Embora a corrente não fosse dolorosa, causava uma sensação desagradável.
Dentro de vinte minutos toda a louça estava no lado direito da pia, apoiada no escorredor de pratos.
Henrique desligou a electricidade e foi verificar o resultado. Não todas as peças estavam perfeitamente limpas e um pires, que tinha escorregado das mãos ensaboadas de Magda estava danificado.
Conforme o prometido, com a ajuda da Elisabete, todas as peças, mesmo que limpas, foram repostos no lado esquerdo do lava louças.
- Acho que usei um programa de lavagem muito fraco -comentou Henrique- enquanto aumentava a voltagem e ligava novamente o transformador.
Desta vez a corrente era mais intensa e a jovem apressava-se o mais possível para terminar o trabalho. Por outro lado, não podia deixar nada sujo, pois o seu dono iria reiniciar toda a operação aumentando ainda mais a corrente eléctrica nos seus pés. Uma situação realmente complicada de gerir.
Foram mais vinte minutos de sofrimento, mas enfim até o último talher foi perfeitamente limpo e posto no escorredor. Infelizmente mais dois copos ficaram danificados.
O anfitrião estendeu o chicote na direcção do António, pedindo a gentileza de ele aplicar trinta golpes na Magda, distribuídos entre as coxas e as nádegas. O amigo aceitou com prazer, satisfeito de poder retribuir o favor há pouco recebido.
- Apesar da louça partida- ironizou Henrique- foi tudo lavado com uma notável poupança de energia.
- Pois é, meu amigo, a Magda demonstrou ser um electrodoméstico bastante ecológico- gracejou o António - que, após ter novamente agradecido e cumprimentado o Henrique, retirou-se da casa, entrou no carro com a Elisabete e desapareceu rapidamente na estrada escura da serra.
Henrique voltou de imediato para a cozinha onde Magda ainda estava encapuçada e acorrentada ao lava louças. Acariciou as suas pernas e as costas, beijou-lhe as nádegas e os lábios vaginais que, devido à posição da jovem, dobrada para frente, se ofereciam ainda mais e, quando ela ficou bem molhada, afastou a corda que estava enfiada na sua vagina e penetrou-a com ardor. Apesar do capuz, os gritos de Magda foram tão altos que uns gatos, que estavam do lado de fora da cozinha à espera dos restos do peixe, fugiram apavorados entre as plantas do jardim do casarão.
imagem: Getty Images










