quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

sexo seguro sempre - GAME ON!

Já que estamos em época de festas, e juntando um pouco de revivalismo electrónico no que diz respeito a jogos, fica aqui mais uma vez o recado que não nos cansamos de deixar:



sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Boas Festas!



Judas & Jesus, uma curta de Olaf Enke e Claudia Romero

Uma versão alternativa aos Evangelhos.

Feliz Natal e já agora, Páscoa também!

Grazzie Mille Cão Sarnento ;)

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Inverno!



Foto: Konrad Wothe 
Música: 4 Estações: Inverno, Vivaldi


Tem a sua beleza, mas devo admitir que é a estação que menos aprecio. As terras do norte recebem o Sol ténue e obliquamente e a Chuva, essa chorona, costuma aproveitar para chover com força. É o trabalho dela, está certo, há que respeitar. Afinal de contas, é precisa, escusava era de molhar tanto e causar tantas constipações e pneumonias! A falta de calor dá-me por vezes vontade de hibernar, lembra-me que é preciso mexer-me mais para aquecer, a libido demora mais tempo, é preciso descongelar. Por um lado, o frio arrepia e espeta o mamilo mais preguiçoso, mas por outro, intimida pénis, retrai a pele e faz as bolas subir à procura do calor do corpo: o que vale é que as vaginas são sempre quentinhas, irradiam o seu calor aconchegante, independentemente da temperatura exterior!

Em pleno Solstício de Inverno, há algo que me dá alento:
(hoje foi dia mais curto do ano, a partir de agora é sempre a crescer...)

FALTAM 90 dias para a PRIMAVERAAAAAA!

 Susan Hazard, Spring Poppies 2005

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

desencontros...



Éramos muito putos, estranhos a estudar numa nova cidade, um novo mundo a explorar. Toda a vida e todas as ideias pela frente. Gostava das nossas conversas, de estar contigo e isso era notoriamente recíproco. Era bom quando vínhamos no mesmo comboio, a trocar ideias intercidades. Nunca parávamos de falar, nunca morria o assunto, só queria que morasses mais longe para continuarmos a conversar. Ficávamos até madrugada a palrar sobre todos os assuntos que nos viessem à cabeça, nunca nos cansavamos – a máxima liberdade com o mínimo de responsabilidade.
A bike, o entusiasmo, letras de luz a dançar no parque da cidade, a magia das artes, da criatividade. Directas a acabar trabalhos… tu dizias nunca ter feito nenhuma, mas ajudaste-me algumas vezes. Lembro-me de quando vieste estudar matemática para o meu quarto. Dormimos à vez na cama estreita, primeiro tu que, de dedo na boca, parecias um bebé… de teres acordado tranquilamente, tal como tinhas adormecido e deixares-me o lugar aquecido e perfumado. Lembro-me de te ver de gatas no chão, à procura de alguma coisa, já não sei o quê. A gola da camisola denunciava o teu peito no soutiã preto. Terás dado por isso? Terás feito de propósito? Com certeza não deste por eu ver o desenho que fizeste de mim quando estava a dormir… eu sabia que estavas caídinha, e a minha namorada tão distante ao fim-de-semana… era preciso agir com a cabeça certa, não queria estragar tudo.
Gostavas de escrever, lembro-me que o partilhavas comigo, como não havia e-mail, simplesmente imprimias e davas-me para ler. Gostava da tua escrita. Eu nunca lia logo, levava comigo para depois de ler com calma. Foi assim quando puseste a carta na mochila. Pensei que fosse mais uma das tuas histórias. Não posso dizer que tenha ficado surpreendido com o conteúdo, de certa forma, já estava à espera.
As férias vieram e a seguir o novo ano. Havia um silêncio estranho entre nós, já não falávamos como dantes. Andámos a evitar o assunto, por falta de coragem para o resolver. Discutíamos bastante outros temas com algum fervor, estavas irritantemente teimosa e suponho que eu não ficava atrás. Tenho mau feitio, sei-o, bem pior que o teu, menina mimada, mas a mesma casmurrice idiota de não querer dar o braço a torcer.
Desencontrámo-nos!
Quando cheguei já não estavas, fartaste-te de esperar. Ficaste danada, insuportável, não me deixaste explicar e deixei de falar contigo.
Andámos anos assim, a cruzarmo-nos sem nos falarmos, com amigos comuns, a evitar o confronto. Até que, com o incentivo de um deles, decidiste vir até mim. Bateste à porta do quarto. Ainda sentia a raiva no sangue, não abri.
Arrependi-me uns tempos depois, quando passaste por mim casualmente na rua, olhaste-me nos olhos e sorriste. Um sorriso triunfante, quase de troça. Foi o que bastou para perceber que tudo estava bem para ti, não guardavas mágoa. Senti-me estupidamente incomodado. Tu radiante e eu a remoer o orgulho idiota, a tentar parecer indiferente.
Encontrei-te mais tarde, na tua cidade natal, os mesmos amigos comuns a aproximarem-nos. Estavas com namorado e eu senti uma coisa estranha, aquela sensação de ter perdido algo que nunca tive nem terei. Ciúme? Que parvoíce…
Cada vez que passo pela tua cidade, lembro-me de ti e do idiota que fui. Será que ainda estás por aí? Talvez um dia nos reencontremos e eu possa finalmente retribuir-te o sorriso.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Prémios

Pois é, estragam-nos com mimos. Desta feita foram os meninos Otário e Masquediabo. Alguns meses depois, ficam aqui os novamente agradecimentos e as retribuições:



Quem o diz é o Otário, ele lá sabe. Aproveitamos para o atribuir a:

Ui, devem ter as orelhas a escaldar, de tanto que nos dão que falar!

O Maisquediabo diz que este blog é teso. 
Nós dizemos que estes aqui também são:

Rafeiro perfumado - retesado!  
Who am I - para "blog normal", erotismo não lhe falta.
Sei lá - tu sabe-la toda!


Agora façam o que quiserem com os prémios, isto é um bocado como as opiniões e os rabos - se quiserem dar, dêem!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

chama a chama!

 

Música: Misty, Ella Fitzgerald
Texto por Toque + carpe vitam!


Dois corpos suados no tapete da sala. Os olhares perdiam-se nas chamas dançantes que a lareira lhes oferecia. A respiração ofegante sobrepunha-se ao tic-tac do relógio de parede.
- Chama a chama! - dizia enquanto passava o dedo indicador pela púbis molhada dela.
- A chama ...chama por mim! - sorriu e pousou a língua húmida na orelha dela, brincando com o seu lóbulo e murmurando pequenas provocações.
Tinham pensado este momento. Saboreado a sensação do salgado dos corpos depois do jogo da sedução e da tentação escrita em forma de prazer.

Lembrava-se de ver o seu corpo pálido, de um branco açucena, a boiar na água cálida da lagoa. Na altura viu, gostou, mas a chama ainda não corria nas veias. Era uma foto que, como o fogo, soltava labaredas e entranhava-se no olhar aprisionando os sentidos.
A imaginação tinha-as transportado para aquele espaço muito antes de lá terem chegado.

Nuas a absorver o calor da lareira... o quente dos corpos.

Sentiu-a indecisa... leu-lhe o pensamento "não me quero queimar"! Diziam as palavras caladas que o calor lhe trazia, calor esse que lhe endurecia os seios ao toque ardente dos dedos dela. Mordiscou-os, chupou-os sofregamente e soube que ela se rendia quando gemeu em surdina:
- Queres arder comigo?
Sim. ela queria arder naquele calor que se soltava do corpo dela, mas também queria senti-la incendiar. Queria acender o fósforo da paixão nos pontos mais sensíveis do seu corpo banhado com o tom alaranjado das chamas.
- Vamos brincar com a chama, sabes que ela não queima se souberes brincar.
Pegou no óleo aromático e esfregou-o nas mãos para as aquecer antes de começar a massajar-lhe os ombros. Sentiu-a relaxar com a pressão dos seus dedos e ouviu-a dizer:
- Arder não é queimar.
Ela sabia e também sabia que a queria ver arder de paixão.
Deixou que as mãos descessem até aos seios. massajou-os sentindo os mamilos endurecerem. as mãos desceram até à sua vagina - abriram os lábios e três dedos entraram no seu buraquinho penetrando-a profundamente.
Deitou o seu corpo sobre o dela inversamente e deixou a língua dançar como se fosse uma chama a entrar nela.
Ela fez-lhe o mesmo. chupavam-se com fome e com prazer.
o calor espalhava-se pelo corpo, as mãos ardiam na pele. lembrava-se dela lhe ter dito "só te queimas se não souberes arder".
Nenhuma das duas se queria queimar, mas queriam arder juntas, sentir aquele calor a subir entre as pernas, humedecê-las e criar bolhas de ar no estômago.
Ela passou a mão pelas chamas, sentiu um arrepio de calor. depois levou-a até à vagina dela, fez uma ligeira pressão e continuou a chupar e a beijá-la até senti-la estremecer, sentiu o orgasmo dela a chegar e depois disso relaxou e deixou que ela a incendiasse.

Se não souberes esperar…a flecha de fogo não te atinge!


 

domingo, 5 de dezembro de 2010

um orgasmo por dia, sabes o bem que te fazia?


"Deixo um desafio a todas a mulheres que me ouvem: descubram o vosso clítoris. Daqui até à próxima semana, e masturbem-se, e vejam como é bom. E queria terminar com um convite aos homens: quando estiverem com uma mulher, descubram o clítoris dela. Terminava com aquele apelo da Sociedade Portuguesa de Cardiologia..."
Raquel Freire in Antena 1

OUVE, É LINDO!

Já agora fica aqui link para a crónica seguinte, que desenvolve muitíssimo o tema.

Grazzie mille, M! ;D

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

EMIS: resultados preliminares do estudo



Aqui há uns tempos pediram-nos a colaboração, agora divulgamos os resultados aqui.

O Relatório Final será publicado em Setembro de 2011.
Até lá poderão encontrar mais informação e relatórios em: www.emis-project.eu

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

* Dança XVI: tango a três!




Porque Tango nunca é demais... aqui está ele reinventado, mas mantendo a sua essência.
Baseado numa história real (e com o Banderas como actor principal) o filme é inspirador, faz uma excelente fusão das tradicionais danças de salão com ritmos e sons contemporâneos e esta cena é por demais original, surpreendente, provocante!

Gracias Nina! ;)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

das Paixões e suas Gestões - parte II

 continuação daqui
Paixão, Paixão
não vais fugir de mim
Serás Paixão
Até ao fim!
Heróis do Mar, Paixão
A Vida vai-me correndo de feição e eu continuo a cultivar as minhas paixões sempre que acho que vale a pena. As velhas paixões mantêm-se, surgem novas e daí a necessidade de saber lidar muito bem com todas elas.
Sinto profunda paixão pela Vida. Mas também não é difícil, gozando eu de uma sorte e privilégios do caraças. A Vida só me faz bem, por isso é impossível não gostar dela.
A Expressão não me tem abandonado, temos feito coisas muito interessantes juntamente com a Inspiração e a Transpiração.
A minha Base continua lá, cada vez mais em sintonia comigo, sempre a surpreender-me pela positiva. Vai e volta, mas eu sei que posso sempre encontrá-la, basta saber chamá-la.
A minha mais extravagante paixão não me tem ligado nenhuma, mas não é por isso que eu a deixo de alimentar e preocupar-me com o objecto que a inspira. Sim, gosto de saber que as pessoas estão bem e que podem dar-me material novo para alimentar as minhas paixões, caso contrário tenho de estar sempre a alimentá-la com comida aquecida, o que ao fim de algum tempo, acaba por fartar. Estou a ser paciente (coisa que não é nada fácil para mim) e persistente (não, eu não sofro de chatismo nem de teimosia, sou persistente).
Entretanto, depois de alguns entusiasmos que não se revelaram para além disso (antes de qualquer paixão que se preze, há sempre um entusiasmo) surgiu uma nova. É uma loiraça branquinha de olhos verdes com um par de mamas fenomenal. Bem, o resto também não é nada de se deitar fora, tudo se aproveita nela. É muito macia e delicada, tem um aroma maravilhoso que deixa rasto para todo o lado que vai. Ela deixa-me completamente em êxtase, deixa-me fazer com ela o que bem entendo e a coisa está o rubro. Acendo só de pensar em tocar-lhe. Tem um espírito muito curioso e exploratório que me delicia e enquanto durar, quero aproveitar bem.
Eu começo a fazer os meus filmes e fico a ver a minha paixão extravagante a meter-se com a minha mais recente paixão… isto promete! Elas farejam-se mutuamente, olham-se de alto a baixo. A extravagante é mais baixa, mas tem uns saltos altíssimos que a fazem parecer da mesma altura da outra descalça que se veste simplesmente de preto, sensual, mas nada provocante. Tem uma micro-saia brilhante vermelha com uma racha até acima, um bikini triangular do mesmo tecido e o chicote na mão… Começa a arrastar o chicote e a rodar com aquele andar bamboleante à volta da outra, que vai rodando a cabeça na direcção dela, não me parece nada intimidada, tem antes um ar de troça, desafiante.
Isto só tem dois desfechos possíveis: porrada ou sexo. Torço para que seja ambos.
Nisto, a extravagante faz estalar o chicote. A outra nem pestaneja, fica de braços cruzados a olhar para ela com aqueles olhos verdes desafiantes (pois, por incrível que pareça, tal como os seus objectos, têm ambas olhos verdes, os da extravagante um pouco mais escuros que os da outra) arqueia uma das sobrancelhas e dá uma gargalhada teatral, tipo Muahahaha! atirando a cabeça para trás e fazendo estalar o chicote. A outra continua impávida e serena, para irritação dela. (Ora aqui está uma bela forma de a abordar, ainda não tinha pensado nisso, vamos ver se resulta…)
Respiro o tesão delas, um cheiro intenso a sexo, uma fusão de aromas doces e picantes.
Então ela deixa-se de merdas e avança para a outra com aquele olhar de cama que é correspondido e dá-lhe uma lambidela do pescoço à orelha que a arrepia toda e a mim também. A outra não vai de modas e espeta-lhe um beijo naquela boca vermelha brilhante e ficam as duas lambuzadas com o gloss, que pelo cheiro, é de morango. O beijo é extremamente doce e quente, ela deve ter ficado derretida porque deixou cair o chicote. A outra aproveita a deixa e resgata-o para si, fazendo-o estalar no chão e batendo levemente nas nádegas achocolatadas. O que eu me ri! Adoro quando o feitiço se vira contra o feiticeiro. E a minha paixão, que sempre fora submissa e sempre me deixou dominar, volta-se agora para a outra e ordena-lhe que se dispa, mas fique com os sapatos. Mas diz aquilo com uma firmeza que a outra nem vacila e eu emparveço a vê-la despir-se, também era só a saia e o bikini… depois com o chicote na mão, ordena-lhe que encoste as mãos à parede e afaste as pernas. Começa a passar o cabo sugestivo (tem uma esfera de borracha da ponta) do chicote pelo meio das costas, num movimento descendente, e encaixa-o nas nádegas. Fica com um longo rabo comprido e fino e a outra lambe-lhe os ombros, acaricia-lhe as mamas, é uma mistura única de doçura e firmeza como eu nunca tinha visto, estou a gostar! Ela roça o cabo do chicote na cona dela e fá-lo entrar devagar, ui… que magnífica perspectiva que eu tenho da cona dela a abrir-se para o receber… tem os lábios muito vermelhos, tal como o verniz das unhas.
E a outra lambe-a, agarra-a pelo cabelo e penetra-a no cu com o cabo do chicote e estão ambas a delirar com aquilo, vejo as pupilas dilatadas pelo desejo. Primeiro estranham-se, depois entranham-se. Chocolate e leite. Fazem chocolate de leite, leite com chocolate… Ummm, mnham! ADORO! Dá-me imensa vontade de estar no meio delas, mas resisto. Quero ver como se comportam.
A outra ordena-lhe que a lamba e ela não se faz rogada. Despe-a com urgência, não respeitando botões nem entraves entre ela e a pele da outra, rasga tudo o que lhe oferece alguma resistência, lambuza-se nas generosas mamas brancas, passa a cona dela por cada um dos mamilos rijos de coral fazendo-os entrar nela e continua a lambê-los depois. Enfiam a língua e os dedos uma na outra, mordem-se, chupam-se e eu assisto a todo aquele espectáculo de camarote, a contorcer-me toda. Ela enfia-lhe um dedo na cona e começa devagarinho a entrar e sair como quem está a chamar por ela e lambe-lhe o botãozinho erecto enquanto com a outra mão lhe acaricia o cu. Demoram-se nisto algum tempo, cada vez mais cadenciadas, com as respirações aceleradas entre gemidos e suspiros, até que a branquinha grita e começa a vir-se em jacto e aquilo impressiona-me porque nunca tinha visto nada assim ao vivo e pela expressão dela parece estar a ter bastante prazer.
Sinto-me a pulsar, o corpo todo arrepiado, a tremer, a bombar o sangue a uma velocidade estonteante, e aquela sensação aguda, libertadora que vem do meu centro: estou a vir-me! Estou a vir-me sem sequer me tocar! (claro que isto só é possível na minha fértil imaginação ou em sonhos. Por enquanto.) E depois… bem o depois eu ainda não me deliciei a imaginar por isso deixo ao critério da imaginação de quem lê.

Tenho cá para mim que a paixão é uma arma biológica. É uma tentativa da natureza de garantir uma exclusividade, embora que temporária. Uma artimanha para garantir a preservação da espécie humana. Enquanto houver paixão, há vida. Claro que é perfeitamente dispensável para a tarefa da reprodução, mas que facilita as coisas, lá isso facilita. Ou dificulta. Uma coisa é certa, não nos deixa indiferentes.
O grande problema, a meu ver, é acharmos que quando estamos apaixonados temos de ser correspondidos da mesma forma ou de alguma outra forma qualquer. A paixão é de facto um sentimento egoísta que se pode experimentar unilateralmente com bastante sucesso, basta sabê-la gerir. Não é fácil, mas uma vez conseguida essa gestão, torna-se tudo muito mais fácil, saudável e produtivo. Claro que nada, mas mesmo nada se compara a uma paixão correspondida, plurilateral, sintonizada, em harmonia com a vida! VIVA a PAIXÃO!

domingo, 21 de novembro de 2010

Bocadinho de Paixão # 10

Na cama
encaixados
de olhos fechados
a ouvir a chuva lá fora...




!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

sexo seguro sempre!


cada cabeça cada sentença, mas é mesmo necessário o risco?

Cada um tem de viver com a sua inteligência e com a sua estupidez, no entanto fazer viver os outros com isso... tem que se diga

veja-se estas duas noticias



noticia 1

noticia 2


eu não sou de facto a primeira pessoa a elevar os americanos a uma nação de inteligentes, e é bem sabido que são um dos povos mais moralistas que por aí anda, no entanto fica o anuncio e a lembrança



SEXO seguro SEMPRE!








Usem e abusem do preservativo que ele não morde

terça-feira, 16 de novembro de 2010

das Paixões e suas Gestões - parte 1

As minhas paixões têm sido muito diferentes ao longo dos tempos, mas têm sempre várias coisas em comum: arrebatam-me, apuram-me os sentidos, inspiram-me, tiram-me horas e horas de sono, fazem-me comer menos e saborear mais, suspiro de puro cansaço por não dormir nem comer como deve ser. E é assim que eu as reconheço e farejo à distância. Pelo menos numa primeira fase. Porque depois não há quem aguente… e das duas uma: ou a coisa é minimamente alimentada e dura algum tempo, ou deixo de a alimentar e morre na praia.
Tenho andado a tentar sustentar as minhas paixões, a tentar perceber quais as que têm pernas para andar para não me dispersar muito. Mas não é fácil. Tendo em conta que a Perspicácia não é coisa que abunde muito por estes lados, resta-me contar com alguma Sensibilidade para o fazer. Cheguei à conclusão que tenho de tomar uma atitude profissional em relação ao assunto - tenho de aprender a gerir melhor as minhas paixões. Não é que sejam assim tantas, nem têm de ser muitas, têm é de ser boas e bem geridas.

Não é cair, é voar.
Os ingleses têm aquela expressão “falling in love”, mas eu acho que quando me apaixono não caio. Pelo contrário, tenho muita dificuldade em não sair por aí a voar, tenho dificuldade em assentar os pés no chão. Mas nada que uns contra-pesos não resolvam.
As minhas paixões vão e voltam em ondas, como as marés. Algumas são de longa data, outras recentes. Personifico-as, são todas mulheres, claro, apesar dos objectos dessas paixões poderem ser masculinos. Algumas tenho de as separar dos respectivos objectos que as inspiram, assim é mais fácil.
Há uma que me acompanha há imenso tempo, é a paixão pela Expressão. Ela é muito querida, muito paciente, às vezes mistura-se com Amor e é muito bom! Outras quase que a esqueço, foge-me, mas depois procuro-a, dá-me um trabalho danado, mas volta, com uma Inspiração qualquer. Gosto muito dela, tem muita Paciência para mim.
Tenho outra que é a minha Base. É para ela que regresso, é nela que me refugio. Sei que está sempre lá embora às vezes arrefeça. Mas tem a capacidade de me surpreender, de me desafiar, de se reinventar. Porque é estimulada, porque é partilhada, porque é correspondida, porque faz a vida funcionar melhor, porque inspira o Amor. É sem dúvida, a minha melhor Paixão, com P grande!
Tenho ainda outra que é lindíssima, serena, experiente. Foi um encanto assim que a vi. Veio de mansinho, e quando eu me apercebi passava o dia todo a pensar nela, respirava-a a cada fôlego. Envolve-me num calor quase maternal, mas é um tesão. Pouco a pouco vou-me apercebendo que ela gosta de mim, gosta sobretudo do meu sexo. Mima-me. Mas eu sei que é uma coisa platónica, que nunca vai acontecer nada de físico entre nós. Não me importo. Gosto de ficar a olhar para ela, gosto de a provocar, gosto de provocar o objecto dela.
Há ainda outra Paixão vaivém que me apanhou de surpresa, mas é incrivelmente familiar. Foi-se aproximando e quando chega ao pé de mim a sorrir, eu vejo que… eu vejo que… SOU EU! Cum caneco! Aahahaaha! Esta agora, não estava à espera! Fico com vergonha do meu narcisismo, mas tenho de admitir: eu dou-me imenso tesão, pronto! Auto-tesão… esta agora…
As minhas paixões costumam conviver no mesmo espaço e costumam dar-se bem. Às vezes juntam-se e fazem coisas espantosas, e eu fico no meio a ver. Agora também me vejo no meio delas, sem roupa, enquanto fazem uma roda e se chupam umas às outras, que loucura…
Começam a juntar-se à Inspiração e ao Entusiasmo e eu descubro que estou mesmo apaixonada pela VIDA:
Alguém precisa de um pouco mais de Vida?
Sinto-a fluir, a correr loucamente pelo meu corpo, a transbordar do interior. Espanto-me, não a consigo conter, nem quero, deixo-a correr selvagem por entre os meus poros e exalo-a na respiração. Tenho esta vontade absurda de contagiar o Mundo com Vida.
Levanto-me ao nascer do sol. Não me calço. Sinto o chão quente dilatar-se, e a frescura da manhã. Quero sentir todas as texturas, todos os cheiros, todos os sons, todos os sabores e tudo o que houver para ver. Abro os braços e rodo sobre mim, até sentir a insuportável vertigem que só quem está vivo pode sentir. Tombo, fecho os olhos e rio perdidamente com o corpo deitado na relva.
Sabe-me bem a Vida! Como eu gosto de a aproveitar!
Apetece-me dizer e digo alto e bom som: AMO-TE VIDAAA!
Mais outra que apareceu de repente, sem se fazer avisar. Apanhou-me de surpresa, parece que nunca mais aprendo a precaver-me, a intuir os sinais. Ela chega a bambolear-se toda, numas calças super-justas de látex vermelho vivo, uns sapatos bicudos de salto agulha de verniz vermelho a roçar o piroso que são uma arma letal, e um soutiã a condizer com as calças. Realmente tesuda. Para completar o traje, um chicote enorme, imagine-se, também vermelho. Quase que ia jurar que lhe vi uma cauda a mexer-se atrás dela. Ela aproxima-se com cara de poucos amigos e antes que eu pudesse dizer alguma coisa, espeta-me com duas joelhadas no estômago e uma cabeçada que me deixam sem norte. E depois ajeita o cabelo e vai-se embora como se nada fosse. Eu fiquei a tentar perceber o que se passou. Percebo que vai dar luta. Eu não sou propriamente uma pessoa violenta, gosto de resolver as coisas com diplomacia, é preciso chatearem-me muito para me saltar a tampa. Mas quando salta…
Quando dou por isso, estou com ela num pequeno recinto preto redondo, parece um sofá porque é almofadado e forrado a vinil, mas é fechado como se fosse uma piscina e tem um creme qualquer no fund… Ela não me dá tempo de perceber que creme é aquele e zás!, espeta-me uma estalada na cara. Tem um reduzido bikini vermelho vestido que lhe fica lindamente, eu estou sem roupa. Pergunto-lhe o que é que se está a passar, ela não responde e tenta arrear-me de novo, mas eu travo-lhe a mão, e como o chão está escorregadio, caímos inevitavelmente e lutamos as duas naquele creme que eu provo quando vou ao chão, sabe a chantilly e tem pedacinhos de morango! Puxo-lhe o bikini e o pequeno triângulo desvia-se e deixa-me ver-lhe o mamilo vermelho. Não resisto e trinco-o e ele fica ainda mais vermelho. Ela liberta o animal sexual que há em mim. Não se mexe, fica sem reacção. Não entendo. Indiferença? Não desisto enquanto não perceber. Saio de cena e preparo outras abordagens. Quero experimentá-la.

Não é a primeira vez que isto me acontece. Uma vez fiquei sem um dente e a cuspir sangue. Mas tal como apareceu de repente, bateu forte e passou depressa. Esta está a demorar mais, tenho um certo receio dos estragos, mas não sou capaz de me afastar. As piores, ou melhor, as mais perigosas, são as que entram de mansinho, sem eu me aperceber, e quando dou por mim já estou completamente envolvida. Sabem muito, as minhas paixões. Há que saber lidar com elas. Há que saber aproveitar os estímulos que me dão para avançar e aprender mais qualquer coisa.

Logomarca por Carpe Vitam!

continuação aqui

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Óleo, Paixão e Tesão


O escasso tempo para a intimidade dos últimos tempos faz-me ter necessidade de abrandar o ritmo em todos os sentidos. Vamos de fim-de-semana par um lugar recôndito e sossegado. Jantamos uma comidinha do tempo das nossas avós e após uma curta caminhada vamos para o hotel. A fome que temos um do outro é intensa mas desta vez não vamos ceder à fúria dos nossos instintos. Proponho-te um jogo: que exploremos o corpo um do outro de olhos vendados com ajuda de óleo de massagem comestível. Vale tudo menos penetração sexual.

Condições aceites, preparamo-nos para o deleite que nos espera. Já despidos sobre os lençóis colocamos as vendas entre beijos lânguidos. Convido-te em suaves gestos a deitares-te e debruço-me sobre ti. Procuro a superfície fria do vidro que contém o óleo de massagem e verto uma quantidade generosa sobre o teu peito que depois espalho suavemente.
Vou percorrendo a tua pele, detenho-me nos teus mamilos e toco-lhes levemente com a língua. Sinto o sabor doce do óleo de morango entrecortado com um subtil aroma a champanhe. Subo ao pescoço e dou-te a provar o gosto dos meus lábios. Toco a tua boca e afasto-me, sinto-te a procurar-me. As vendas deixam-nos atentos aos movimentos, aos cheiros e à temperatura que o óleo intensifica a cada contacto. Calma meu querido, o jogo ainda mal começou!
Desço novamente ao peito, barriga, até chegar ao baixo-ventre. Coloco-te óleo na zona púbica, vou massajando as virilhas, o interior das coxas, as pernas até chegar aos pés. Volto a subir até chegar ao teu membro erecto. Percorro os testículos e o corpo do pénis com os dedos, depois a cabecinha. Depois começo-te a lamber do períneo até ao ânus e inverto o movimento em suaves lambidelas em torno das bolinhas. Meto uma bola á boca, depois outra. Simulo uma mordidela e subo um pouco mais. Sacio um pouco da tua sede sorvendo o teu pénis para dentro da minha boca e quando te sinto a estremecer com mais força paro. Quase perdes o controlo!
Levantas-te sobre mim a começas a massajar-me. Percorres cada centímetro do meu corpo entre carícias e beijos. Lambes-me, beijas-me, enlouqueces-me…! A tua língua dentro de mim… soberbo, perfeito!

Passamos horas neste jogo, envoltos em óleo, paixão e tesão até que quebramos a regra principal. Possuis-me com vigor e ambos saciamos a emergência que nos consome numa explosão de prazer.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

arrepia-me II - carmina burana

Lembras-te do anúncio do Old Spice? Esquece. Foi apenas a forma como a conheci e talvez por isso, não tenha reparado logo no seu verdadeiro valor.

Recentemente, lembrei-me de ouvir novamente, a propósito do que estava a escrever, e arrepiei-me. Como eu já tinha explicado aqui há uns tempos, este tipo de reacção pode ser interpretada como uma forma de medir a qualidade de uma experiência, neste caso, musical.

Quero convidar-te a ouvi-la comigo. A deixares-te tocar pelo som. Aceitas? Vá, põe os auscultadores, ou de preferência, liga as colunas do computador no máximo (se forem boas) e carrega no Play:



Começa pungente, num lamento, e diminui abruptamente o volume. O piano e o violoncelo mantêm o ritmo. Dramatismo latejante, já se sabe que quando menos esperarmos, vai explodir-nos nos ouvidos. A massa cantante descreve a personalidade da Sorte e de como somos afectados por ela. A tensão está toda acumulada, encurralada, não tem mais por onde fugir. De repente, acontece - Consegues senti-la? O subwoofer sopra, o ritmo é muito rápido, alucinante, triunfante; O coro de vozes funde-se com a orquestra, todos são um e o papel de cada elemento é fundamental para o resultado harmonioso que se pretende – uma verdadeira orgia musical.

Como eu gostava de fazer parte da orquestra a tocar tímpanos e fazê-los vibrar nos teus ouvidos…

Posts relacionados: arrepia-me... | libertação

domingo, 31 de outubro de 2010

Lembras-te, Quimera...


... como tudo começou, há 5 anos?
E como foi, há 3 anos?
Este ano, vamos novamente dar sangue amanhã de manhã. Desta vez esperamos dormir (um pouco) mais…

carpe vitam! + Imperator

imagem: Pink Floyd, The Dark Side of the Moon

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

* Dança XV: Ballet contemporâneo


Crépuscule des océans — séquence d'extraits from L E M M on Vimeo.


Verdadeiramente exploratório, parecem crianças em corpos de adultos, a experimentar o toque com total controlo do movimento e expressão corporal...

ao som de Sonatas Para Piano, de Beethoven

Mais:
La pudeur des icebergs
e Amour, acide et noix

Gracias Fabulastic!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

a 120 km/h

Viajavam rumo a norte, testemunhando o Verão verdejante. Ela sabia que havia surpresa porque Ele já lhe tinha dito, e aquela caixa de cartão devia ter algo a ver com o assunto. Lá dentro, uma série de brinquedinhos novos pediam experimentação: um gel de massagem maçã canela (natal fins de Julho?) um anel para menino (adivinhavam-se erecções muuuito prolongadas!), um conjunto de bolinhas de silicone para enfiar rabiosque acima (ui, ui, dupla festa!) e um ovo vibratório com comando à distância. Ela apreciou as ideias e apetecia-lhe muito experimentar tudo, mas não ficou muito convencida com aquele ovo, achou-o pequeno, preferia que não tivesse fio. Não se deixou vencer pelas primeiras impressões, e não desistiu da ideia. Procurou as pilhas, mas eram do tamanho errado, pelo que teve de esperar pela próxima paragem no supermercado para realizar o seu desejo. Lá encontrou as pilhas certas que o faziam vibrar e aproveitou para ir ao wc lavar o brinquedo. Felizmente não era um espaço muito concorrido. O material é macio, uma espécie de plástico aborrachado que lhe confere um toque suave. Lavou-o bem para não ter de usar preservativo e poder assim usufruir daquela textura.
Seguiram rumo à auto-estrada, onde Ela se sentiu mais confortável para experimentar o ovinho, em pleno dia. Com Ele a conduzir (sim, segurança é muito importante, ela nunca se atreveria a conduzir na auto-estrada com um brinquedo bem no sítio, por temer as consequências. Numa estrada pacata a baixa velocidade, ainda vá, já o tinha feito...) lá se meteu à descoberta daquela coisa nova.
Passou o comando para as mãos dele, para poder controlar a intensidade da vibração. Mas logo viu que o melhor mesmo era estar no máximo, o corpo absorve bastante as vibrações, ao tocar nas nádegas e no botãzinho, ninguém diria os tremeliques que se passavam lá mais fundo. A princípio, sentia-se um pouco constrangida quando ultrapassavam camiões, fechava-se, desconcentrava-se. Depois começou a entrar naquele transe em que nada mais importa, deixou-se penetrar pelos os traços descontínuos da estrada, cada um dando a sua estocada, a 120 km/h, naqueles breves segundos durante a ultrapassagem. Penetrada pela estrada... a ideia soou-lhe bem, a sua menina estava a gostar.
"Tens meia hora até à próxima portagem", diz Ele de menino apertado, visivelmente entusiasmado. Ela abre-lhe a braguilha e deixa-o espreitar, só para poder acariciar um pouco, sem deixar a sua menina.
Começa a imaginar uma história que lhe andava a pairar no pensamento e que a deixa bem no ponto que se quer. É sempre assim, nunca tem papel e caneta à mão ou um processador de texto, mas esforçou-se por lembrar de cada detalhe da viagem que estava a fazer nas asas da imaginação.

"5 minutos!" Começa a sentir a pressão, vai ter de se despachar. Já tem os dedos engelhados de tanto esfregar!
Abre a pala do carro e verifica que o espelho lhe devolve uma vista privilegiada da sua menina rosadinha, molhada, já bastante estimulada, com o fio a sair, que ela aproveita para fazer conduzir as vibrações até ao anusito, e puxa, e aperta, ritmadamente até que finalmente se vem, a 120 km/h, 2 min. antes da portagem.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

domingo, 26 de setembro de 2010

teleférico

Domingo de manhã, chuva miudinha de final de Verão. Ela despertou antes do dia para servir de motorista e quis juntar o útil ao agradável, propondo um encontro com o Outro. Ele não podia ir, o que lhe causava algum nervoso miudinho perceptível por ela. Mas afinal de contas, iriam encontrar-se num sítio público, o que poderia acontecer? Não que isso lhe fizesse muita confusão, já tinham estado os três juntos, mas ficou aquela incerteza que não o deixa completamente à vontade.
Ela levou um livro para ler enquanto esperava, mas estava a ser difícil passar daquela página, não se conseguia concentrar, a paciência nunca foi virtude sua. Tinha saudades do Outro, tinham-se afastado e ela estava a tentar aproximar-se novamente, a tentar percebê-lo.
Encontraram-se à hora marcada, a tempo do pequeno-almoço. Sabia-lhes bem estarem ali os dois na conversa, uma conversa que poderia durar horas a fio sem ser monótona. Foi acompanhada dum café para ele, e uma torrada para ela, que deliciosamente dividiram.
O tempo deu sinal de melhoras e decidiram ir lá para fora. O passeio à beira-rio é sempre agradável, apesar das nuvens mal encaradas. O teleférico passeava vagarosamente as suas cabines suspensas e a ideia surgiu de imediato nas mentes de ambos.
Uma viagem de ida e volta demorava cerca de 15 minutos, optaram por viajar apenas num sentido. Não havia muito movimento, apenas uma família aguardava na fila, eles seguiram na cabine de trás. Paisagem deslumbrante, e apesar dos vidros sujos, ele ainda conseguiu tirar algumas fotos pondo a máquina do lado de fora.
Aquela cápsula semi-reservada era apenas uma oportunidade para dar largas ao desejo de ambos. Ela pensou em dizer-lhe o quanto lhe apetecia beijá-lo, mas antes de ter oportunidade de o fazer, ele sentou-se ao seu lado e consentiu com um sorriso em vez de palavras. Ela não perdeu mais tempo e beijou-lhe a boca, imediatamente correspondida por ele. E foi um longo beijo abraçado, um matar de saudades, uma pacificação do desejo que em vez de acalmar apenas se tornou mais premente.
Respiração ofegante, mãos nos cabelos, mordidelas de pescoço, lambidelas de orelha, mãos que percorrem as partes mais sensíveis dos corpos excitados. A vertigem, não das alturas, mas do querer.  Ela traz um vestido leve e quando ele se apercebe de que ela não tem roupa interior, fica doido. Ajoelha-se e começa a lamber-lhe o sexo, a saborear devagar. Ela fica um pouco atrapalhada, olha para todo o lado, a família da frente está entretida com a paisagem e bastante distanciada, permite-se fechar os olhos por uns instantes e inspirar aquela loucura. Depois segura-lhe o rosto e puxa-o novamente para a sua boca, a sentir o seu próprio sabor. A vontade de retribuir era muita, ela sentia a intumescência nas calças, mas limitou-se a senti-lo com as mãos por cima da ganga enquanto se beijavam. A viagem alucinante estava quase a terminar, a família da outra cabine já olhava de soslaio para os dois amantes e tiveram de regressar à terra. Completamente molhados e intumescidos, desataram a rir com a situação. 
Demoraria algum tempo a regularem o ritmo cardíaco e a disfarçarem os vestígios da sua excitação. A hora de almoço aproximava-se demasiado rápida e ela já tinha almoço combinado. Conduziu o Outro a casa, o que lhe proporcionou um encontro fácil do caminho entre as pernas dela até à fenda molhada. Estava a ferver e assim ficou durante boa parte do trajecto.
À chegada a casa dele, ficaram ainda um pouco a conversar no carro, aquela conversa que pode durar horas sem ser desinteressante. Mas ela tinha de ir, Ele estava à espera. O Outro despediu-se com um beijo suave na boca que ela não retribuiu. Mais tarde explicou-lhe que não era a falta de vontade, mas a discrição assim o obrigava. O Outro compreendeu.
Não era algo que Ela fizesse regularmente. De facto, tratou-se de uma situação inédita, clandestina, há muito que não seduzia nem se deixava seduzir sozinha, sem o seu par.
À chegada a casa dela, Ele já estava à sua espera. E antes de comerem, comeram-se um ao outro. Ela estava incrivelmente excitada e ele percebeu logo que algo se tinha passado. Da cozinha ao quarto, foram duas explosões intensas, instantâneas dela, seguidas da dele.
Ela foi-lhe contando entusiasmadamente o que se passara, nada que ele não tivesse imaginado, e a descrição provocava-lhe um misto de ciúme e tesão…

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

pequenos prazeres II - a menina da fruta e o rapaz das encomendas


A menina da Fruta
“Limão com Açúcar” é a frutaria mesmo aqui ao lado, ao atravessar da rua. Já se chamou outras coisas, já teve outras gerências, nada parecia durar naquele espaço de renda elevada por muito tempo, até que eles chegaram e têm-se aguentado. É uma empresa familiar, pai reformado, mãe dona de casa e filha, típica loja de bairro num espaço recente, bem arejado e arranjado, com paredes pintadas de branco e amarelo e uns girassóis de papel a decorar.
Respira-se simpatia naquela frutaria, bem como os aromas da fruta da época, misturados, às cinco da tarde, com o cheirinho do pão com chouriço e dos croissants acabadinhos de sair do forno. Há também sopa à hora de almoço e biscoitos da confeitaria da Ajuda a toda a hora.
Mas o que me interessa mais naquela loja é a menina da fruta. Loirinha, pequena, bem feitinha, transpira simpatia por todos os poros. Está sempre a sorrir e atende-me sempre com uma calma segura sem se demorar demasiado, apenas o suficiente para poder apreciar a companhia.
Já me passou pela cabeça entregar-lhe um bilhetinho a perguntar se quer ir tomar café um dia destes, mas depois caio na realidade e livro-me a tempo do ridículo. Ela tem uma aliança no anelar esquerdo e os pais estão sempre por lá a guardá-la, por isso deixo-me ficar no meu cantinho para não arranjar sarilhos. Até porque segundo pude apurar, o pai era polícia.
Nunca trocamos muitas palavras, mas na verdade não me interessa falar muito com ela, basta-me apenas ver o seu sorriso para alegrar o meu dia.

O rapaz das encomendas
Dei com ele uma vez quando fui entregar correspondência à mais pacata estação dos CTT da cidade, logo de manhã cedo. A partir daí, esforcei-me para ir sempre à mesma hora. Nem sempre o encontro, mas quando acontece, sabe-me bem observá-lo discretamente enquanto distribui a correspondência pelos apartados e se prepara para mais um giro. Um dia bateu-me à porta e estendeu-me um embrulho de estranhas dimensões: “Bom dia, é só para entregar”. Agradeci com o maior sorriso que consegui e desejei-lhe também um bom dia. Deduzi que faz as entregas de objectos não normalizados e apeteceu-me mandar vir mais amostras de estranhos tamanhos só para ter o prazer de o ter à porta a dizer “Bom dia, é só para entregar”. Mas nunca o fiz, limito-me a passar pela estação sempre que tenho uma desculpa plausível para poder ficar a olhar para ele.
Não é que me sorria ou sequer repare em mim, é só mesmo porque gosto de olhar para ele enquanto aguardo na fila ou espero que o colega da caixa me sele as cartas todas. Não é que ele seja um ícone de beleza, é baixinho, tem uma barba rala engraçada, um olhar compenetrado, demasiado ocupado para reparar em mim, mas eu gosto mesmo de olhar para ele.
Um dia destes vi-o a passear pela cidade com uma criança pela mão e uma mulher ao lado. Uma família feliz em tempo de férias. Ainda bem.
Hoje fui lá entregar meia dúzia de cartas e uma encomenda, mas nem sinal dele ou da carrinha vermelha que conduz. Amanhã passo por lá outra vez.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

III anos a Provocar!!!

Pois é, 3 anos…

Aproveitamos este aniversário para agradecer mais uma vez a todos os leitores, comentadores e colaboradores que nos têm acompanhado neste espaço, ao longo de todo este tempo. Sabemos que é impossível agradar a todos, provocar e uma arte que vamos explorando e expressando e sobretudo divertindo-nos bastante durante o processo.

Ultimamente a inspiração e a disponibilidade não nos têm brindado com a sua presença, mas fazemo-nos valer das generosas e talentosas colaborações que vamos acolhendo com todo o prazer. Mas melhores fases virão, sei-o bem e o quarto ano de existência reservará ainda muitas surpresas. Continuem por cá e verão!

Venham mais três, todos de uma vez!

domingo, 5 de setembro de 2010

diálogos (im)prováveis X


Olá! Sou eu, conheci-te num bar, olhavas para o cu de uma gaja, lembras-te?

Conheceste-me num bar?.. Não estou a ver, não conheço pessoas em bares.

Grrr… Pareces daqueles filmes portugueses antigos. Do Vasco Santana e afins. Ó inclemência! Ó martírio! Estará acaso periclitante a vinda de vossa senhoria a esta humilde casa?.. O resto não me lembro. Cromo!

Chama-me nomes, chama-me tesão, sei muito bem quem és e onde nos conhecemos, estou-te cá com uma sanha que nem imaginas, galdéria...

Agora pareces um labrego. Gosto disso. Sanha. Já ontem disseste algo semelhante, de que também gostei. Muito. Tesão? Não sei o que seja. Não aprecio sexo. Nem mesmo de luz apagada. E sim, fodo-te todo. E chupo. E penetro. E entro. E enfio-me. E espeto-me. E abro-me. E rebento-te.

É?.. Não me parece, não vejo qualquer indício de verdade ou sequer de indulgência nas tuas palavras mas… Veremos. Veremos se eu estou com disposição...

Ora, lá estás tu a confundir licença poética com realidade… Estava apenas a pensar numa festa, de aniversário, fim de ano, com chapeuzinhos e serpentinas; sabes, é que estou com uma tesão imensa, deve ser do calor e o trabalho rebentou, chegou a minha vez, só me apetece sair daqui e foder-te, deixar-te seco, impotente.

Deveras?

Deveras: visualizo-te, de joelhos, à minha frente. A lamber-me a rata. Depois, quanto te arrasto pelo caralho e te amarro à cama, constato a tua anuência, incondicional, patente nessa carinha laroca e traquinas nesse pincel grosso empirista…

Ui, com essa do «empirista» é que me quilhaste, bem esgalhado, mal posso esperar… Compro eu o vinho?...


imagem: Virgo, (c) Allthesky.com
Texto por António Gil

sábado, 28 de agosto de 2010

Magda XII

início | continuação daqui
texto por Bernardo Lupi

No caminho de regresso a casa, Henrique vai traçando os planos para o fim de semana seguinte.
- Magda, no próximo sábado iremos receber a visita de um casal de amigos. Ele chama-se António e é o Senhor da rapariga que virá com ele. Peço que os recebas respeitosamente e que vistas algo adequado à tua condição de escrava.
- Será um grande prazer conhecer os seus amigos e farei tudo o que me ordenar meu Senhor – responde ela.
Na manhã do sábado, Henrique mandou que Magda limpasse com esmero a sala e a cozinha, colocando tudo ordenado, polindo os vários bibelots, os porta-retratos e alinhando os livros das estantes.
Quando o serviço foi concluído, ele ordenou que ela tomasse banho e se perfumasse com algumas gotas de sândalo.
Em seguida entregou-lhe uma longa saia de tule de seda branca, extremamente delgada e cortada numa lateral. A saia, do tipo usado pelas odaliscas orientais, era tão transparente que, em vez que esconder suas formas, as realçava ainda mais.
Retirou as algemas, enquanto os pulsos e os braços foram enfeitados com largas pulseiras de cobre. Quanto ao cinturão de couro foi substituído por uma longa e fina corrente de ouro que dava três voltas em torno da fina cintura da escrava. A coleira e as correntes nos pés, não foram removidas.
Faltavam poucos minutos para as cinco horas da tarde, quando o telemóvel de Henrique tocou. Era o António a avisar que estava em frente ao portão da propriedade. O dono da casa, accionou o controlo remoto do portão, e um Volvo azul escuro, conduzido por um homem de cerca de quarenta anos de idade, entrou no pátio defronte do edifício principal.
Junto com o convidado, desceu também a namorada dele, uma mulher que aparentava ter mais ou menos a mesma idade de Magda, alta, de olhos azuis e longos cabelos loiros. Ela vestia uma elegante capa escarlate, fechado à altura do pescoço, que escondia totalmente o corpo. Apenas a ponta dos pés, descalços, era visível e, pela curta extensão de seus passos, era fácil intuir que eles estavam acorrentados.
Os dois, entraram no hall de entrada da casa, onde Henrique e Magda os aguardavam. Os cumprimentos foram calorosos entre os dois homens, enquanto a jovem loira apenas acenou com a cabeça murmurando "Boa tarde" em tom tão baixo que ninguém a ouviu.

Magda aproximou-se da desconhecida, e deu dois beijos no rosto dela que, como única resposta, baixou a cabeça e permaneceu silenciosa em pé ao lado do seu dono.
Magda intuiu imediatamente que a rapariga não estava a sentir-se à vontade naquela situação. Observando com mais atenção o manto que ela vestia, reparou que as duas pontas, embora bem encostadas, não se fechavam totalmente deixando assim entrever, por baixo, a pele nua da mulher. Reparou também a presença de um cinturão de couro e, enquanto se esforçava para olhar melhor, a sua atenção foi desviada pelas palavras de Henrique
- Este é o António, um dos meus melhores amigos e como tu podes constatar, também é um mestre dominador.
- Muito prazer, Senhor António - respondeu Magda com um sorriso.
- O prazer é todo meu. Esta bela jovem aqui ao meu lado chama-se Elisabete e é minha escrava há poucas semanas.
- Sorte de o Senhor ter uma escrava tão nova, bonita e ob…
- Obediente? -interrompeu António- Se é isso que você está a pensar, está redondamente enganada, pois ela é uma das submissas mais atrevidas e desobedientes que já encontrei na minha vida.
- A sério, Sr. António? -perguntou de novamente Magda - Ela tem um rosto tão sereno que...
- Não se deixe enganar pelas aparências -interrompeu novamente o visitante - ela tem um temperamento que pouco condiz com uma submissa. E estamos justamente aqui, na vossa casa, para que o seu dono, o meu amigo Henrique, ponha em prática a sua experiência de mestre para dar a justa punição à Elisabete.
- Mas por que deve ser o meu dono e não o Senhor a fazer isso? – arriscou Magda.
Mas, antes que ele pudesse satisfazer a curiosidade da mulher, Henrique já estava a tirar o manto da rapariga que ficou totalmente nua, exposta à vista de todos. As mãos estavam bem atadas atrás das costas e fixadas ao cinturão de couro que, pela circunstância, foi apertado o mais possível.
A pele da Elisabete era branca e fininha, os peitos fartos, e cada mamilo enfeitado por uma argola de ouro. Suas nádegas eram tão bonitas quanto as de Magda e as suas pernas, mais compridas que as da anfitriã, terminavam com dois belos pés, não muito pequenos, mas realmente graciosos.
O Sr. M., acenou para ela e disse:
- Vamos!
Os dois foram, lentamente, em direcção de uma repartição da casa onde havia o quarto em que Magda era conduzida todas as vezes que era castigada.
Enquanto Magda ficou sozinha na companhia de António, respondendo às perguntas dele, fazendo perguntas ou oferecendo bebidas, o Henrique tratava de punir rigorosamente a jovem rebelde, mas nem um grito abafado foi ouvido na sala, devido à parte interna da casa ter portas e paredes insonorizadas.
Naturalmente Magda não se importava se o seu dono castigava uma outra escrava, mas temia que ele, como qualquer dominador, estivesse a exercer o seu direito de interagir sexualmente com a rapariga.
Essa suspeita tornava-se mais forte e concreta com o passar do tempo. Ela sabia, por experiência, que uma sessão punitiva podia durar, no máximo, uma hora e meia, e já fazia mais de duas horas que eles não apareciam. A sua inquietação crescia à medida que o tempo passava. Essa sua apreensão contrastava, surpreendentemente, com a calma de António que demonstrava ser um conversador competente e discreto.
Ele, novamente instigado por Magda, afirmou que a punição de Elisabete cabia ao Henrique por dois motivos. Antes de tudo a rapariga fora-lhe apresentada por ele que, naquela oportunidade, responsabilizou-se perante o amigo garantindo tratar-se de uma escrava meiga e obediente. Em segundo lugar, ele estava completamente apaixonado por ela e, por se tratar de um castigo bem duro, preferia que fosse dado por outra pessoa de confiança.
Magda ficou cismada. Se o Henrique já conhecia a Elisabete, pensou, era evidente que ele já a tinha possuído e, portanto, com muita probabilidade agora estaria a desfrutar dos prazeres que uma mulher bonita podia oferecer a um Senhor temporariamente dono de seu corpo.

Uma profunda tristeza, misturada a um rancor crescente começou a corroer a mente da mulher que estava a sentir-se traída dentro do seu território, nos seus próprios aposentos.
Enfim após um tempo que pareceu interminável, os dois emergiram do interior da habitação.
A pele das coxas e das nádegas de Elisabete estava totalmente cheia de marcas violáceas, enquanto outras marcas roxas, deixadas por cordas bem apertadas, eram visíveis nos braços, nas pernas, nos tornozelos e nos pés.
O Henrique deu um beijo no rosto da escrava que, sentando-se ao lado de António, encostou a cabeça no ombro dele e, enquanto não parava de beijá-lo, murmurava em continuamente.
- Perdão meu Senhor, admito que o erro foi só meu e agradeço ao Senhor Henrique por me ter ensinado o imenso valor da submissão total e incondicional.
- Bem, -comentou Henrique - como parece que tudo foi resolvido, que tal experimentar aquele deliciosos robalos grelhados que nos esperam e abrir aquelas garrafas de vinho verde bem gelado?
- Resolvido uma ova! - pensou Magda, enquanto uma raiva surda tomava conta do seu sistema nervoso.
Os dois visitantes e o anfitrião acomodaram-se em torno de uma mesa quadrada. Elisabete teve algumas dificuldades para se sentar, devido ao forte ardor que sentia nas nádegas. Enquanto isso, Magda foi para cozinha para trazer o peixe que tinha sido preparado pela Rosa, a discreta empregada da casa, e um balde de gelo contendo uma primeira garrafa de vinho verde.
O jantar estava delicioso e todos comeram e beberam com satisfação. Apenas Magda beliscava no prato sem apetite mas, em compensação tomou mais vinho que todas as outras pessoas.
Para terminar foi servido um pudim abade de priscos e aberta uma garrafa de brandy.
Ao passo que os homens tomavam café, Elisabete e Magda ficaram encarregues de levar os pratos sujos de volta para a cozinha onde seriam colocados na máquina de lavar louça.
Subitamente Magda, que já tinha ingerido álcool em excesso, arremessou com força uma pesada bandeja de prata contra a máquina cujo selector de programas ficou completamente danificado.
Os homens chegaram imediatamente e encontraram Magda sentada no chão, que choramingava e escondia o rosto entre as mãos.
Henrique, em tom imperioso, perguntou o que tinha acontecido, mas Magda continuava a chorar sem responder. Foi Elisabete que contou tudo o que tinha visto.
Ele ordenou que Magda se levantasse e, olhando bem sério nos olhos dela, perguntou qual a razão de um comportamento tão inusitado.
- O Senhor traiu-me com a Elisabete! - respondeu ela quase histérica.
Henrique ficou vermelho de fúria perante a insolência da sua escrava. E, enquanto meditava qual devia ser o castigo oportuno, o António decidiu intervir.
- Querida amiga, o Henrique é a pessoa mais correcta e leal que já conheci. Ele nunca faria sexo com a sua afilhada...
- Afilhada? - murmurou Magda quase sem voz…
- Sim querida -interveio Elisabete- ele nunca te contou que logo após meu pai, que era director comercial de uma empresa do Henrique, ter falecido, assumiu o compromisso de pagar os meus estudos, e que além disso ele sustentou a casa da minha mãe durante alguns anos?
- Juro que eu nada sabia sobre isso. Mas então porque é que vocês demoraram tanto dentro do quarto?
- O Henrique castigou-me como eu merecia -narrou a jovem- mas depois passou um bom tempo comigo a tentar explicar-me como é que eu devia comportar-me com o António, ensinando-me o valor da lealdade e da confiança que sempre devemos às pessoas que nos amam. Por isso é que demoramos tanto tempo...
Ao ouvir estas palavras Magda ficou mais vermelha que um tomate e arrependeu-se de ter julgado e condenado moralmente o seu parceiro sem nem ter antes conversado com ele.
- Meu Senhor, peço perdão com humildade e, ao mesmo tempo, peço-lhe um castigo que me sirva de lição para o resto da vida, disse ela, cabisbaixa.
- Muito bem! Como tu estragaste a máquina, irás substituí-la, agora mesmo!
- Sim Senhor, vou lavar esta louça toda - murmurou Magda.
- Não falei em lavar prato algum, minha querida. Disse que irás substituir a máquina de lavar. Trata-se de algo totalmente diferente.

Realmente Magda não estava a entender a diferença semântica entre as duas orações, mas era evidente que Henrique já tinha decidido que ia ser daquela forma.
Com efeito, ele mandou que a jovem ficasse totalmente nua, a não ser por um simbólico e minúsculo avental cor de rosa que mal cobria o púbis. Tirou os adornos e recolocou o cinto de couro com uma corda entre os lábios vaginais. Atou as mãos com algemas compridas, segurou a argola dianteira do cinturão a outra argola no lava louças e pediu que Elisabete pusesse toda a louça suja à esquerda da Magda.
Dos dois tanques em frente à escrava, um foi preenchido com água quente e detergente, o outro ficou vazio, mas com a água a correr da torneira aberta.
Magda devia simplesmente pegar a louça que se encontrava à sua esquerda, mergulhá-la na água morna e passar uma esponja, enxaguá-la debaixo da torneira e, enfim, apoiá-la em cima de um escorredor de pratos.
O Henrique alertou-a que, caso uma só peça ficasse suja, ela teria que lavar novamente toda as louça e, em caso de danos materiais, ia receber dez chibatadas por cada peça danificada.
- Este serviço é muito fácil e rápido - raciocinou mentalmente Magda.
Mas, enquanto pensava nisso, Henrique colocou na cabeça dela o capuz de couro que a deixou completamente cega e, ao apertar a fivela do capuz em torno do pescoço de Magda, explicou:
- As máquinas de lavar louça não conseguem ver os pratos!

Agora ia ser realmente mais difícil e complicado executar a tarefa.
- Paciência - pensou novamente Magda - irei demorar mais tempo, mas a noite ainda está no início.
Agora que ela não podia ouvir mais nada, o anfitrião dirigiu-se a seus hóspedes com estas palavras:
- Eu disse que a Magda ia substituir a máquina, não que ia simplesmente lavar os pratos.
Os dois não entenderam muito bem o significado das palavras, mas ficaram curiosos para saber exactamente o que o Henrique queria dizer com suas enigmáticas palavras.
Ele entrou para a dispensa e voltou com um estranho objecto composto, fundamentalmente, por uma base quadrada de madeira, dividida em dois compartimentos bem separados, constituídos por duas placas de cobre. Levantou o pé direito de Magda e apoiou-o no compartimento da direita, passando um cinto de couro sobre o pé para garantir um bom contacto com o fundo de metal. Fez o mesmo com o pé esquerdo. Depois, com uma pequena corrente de ferro amarrou os tornozelos, mais em baixo que os grilhões, fixando a extremidade da corrente a uma segunda argola na parte baixa do lava louças. Agora Magda estava duplamente presa ao móvel da cozinha.
De uma gaveta extraiu um pequeno transformador, daqueles normalmente usados nas sessões de fisioterapia e ligou-o às duas chapas de cobre. Ligou um fio à tomada, regulou oportunamente a voltagem e anunciou:
- A máquina de lavar louça está oficialmente pronta para funcionar.
E, assim dizendo, apertou um interruptor e uma fraca corrente eléctrica alternada começou a fluir nos pés de Magda.
A jovem, que já tinha começado muito vagarosamente a lavar os pratos, acelerou rapidamente o que estava a fazer. Embora a corrente não fosse dolorosa, causava uma sensação desagradável.
Dentro de vinte minutos toda a louça estava no lado direito da pia, apoiada no escorredor de pratos.
Henrique desligou a electricidade e foi verificar o resultado. Não todas as peças estavam perfeitamente limpas e um pires, que tinha escorregado das mãos ensaboadas de Magda estava danificado.
Conforme o prometido, com a ajuda da Elisabete, todas as peças, mesmo que limpas, foram repostos no lado esquerdo do lava louças.
- Acho que usei um programa de lavagem muito fraco -comentou Henrique- enquanto aumentava a voltagem e ligava novamente o transformador.
Desta vez a corrente era mais intensa e a jovem apressava-se o mais possível para terminar o trabalho. Por outro lado, não podia deixar nada sujo, pois o seu dono iria reiniciar toda a operação aumentando ainda mais a corrente eléctrica nos seus pés. Uma situação realmente complicada de gerir.
Foram mais vinte minutos de sofrimento, mas enfim até o último talher foi perfeitamente limpo e posto no escorredor. Infelizmente mais dois copos ficaram danificados.
O anfitrião estendeu o chicote na direcção do António, pedindo a gentileza de ele aplicar trinta golpes na Magda, distribuídos entre as coxas e as nádegas. O amigo aceitou com prazer, satisfeito de poder retribuir o favor há pouco recebido.
- Apesar da louça partida- ironizou Henrique- foi tudo lavado com uma notável poupança de energia.
- Pois é, meu amigo, a Magda demonstrou ser um electrodoméstico bastante ecológico- gracejou o António - que, após ter novamente agradecido e cumprimentado o Henrique, retirou-se da casa, entrou no carro com a Elisabete e desapareceu rapidamente na estrada escura da serra.
Henrique voltou de imediato para a cozinha onde Magda ainda estava encapuçada e acorrentada ao lava louças. Acariciou as suas pernas e as costas, beijou-lhe as nádegas e os lábios vaginais que, devido à posição da jovem, dobrada para frente, se ofereciam ainda mais e, quando ela ficou bem molhada, afastou a corda que estava enfiada na sua vagina e penetrou-a com ardor. Apesar do capuz, os gritos de Magda foram tão altos que uns gatos, que estavam do lado de fora da cozinha à espera dos restos do peixe, fugiram apavorados entre as plantas do jardim do casarão.


imagem: Getty Images
continua...