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sábado, 25 de fevereiro de 2012

man on man: fornecedor e cliente

2 men wrestling by PIB
sou só eu ou a diferença entre lutar e foder pode ser bastante ténue?

Tenho um fornecedor de longa data com o qual tenho vindo a estreitar relações comerciais por uma questão estratégica. Ele não é o cúmulo da competência, é um pouco trapalhão desorganizado, baldas e tangas, o que já me causou bastante stress por não cumprir prazos e perder negócios por falta de resposta atempada. Mas o trabalho dele tem bastante qualidade e bom preço, e é por isso que mantemos a relação, apesar de ainda termos muitas arestas a limar. Ele às vezes tira-me do sério, vem-me com muita lata e desculpas esfarrapadas e eu começo a mandar vir e ele está sempre na boa, a minimizar conflitos. Um dia destes, numa das nossas conversas, reparei o quanto ele é fisicamente interessante e não consegui evitar que a minha imaginação me levasse até um filme bdsm. Ele é grande e robusto, acabadinho de chegar ao clube dos quarenta, um olhar intenso, penetrante, umas mãos enormes, proporcionais ao corpo. Tem um arzinho sexy que eu creio que o salva em muitas situações. Imaginei-me a castigá-lo por ser tão insubordinado, com chibata de couro, a montá-lo e a chamar-lhe “you naughty, naughty boy!”, enquanto o fazia relinchar a cada chibatada… ai…

Tenho um cliente bastante interessante, com quem mantenho uma relação profissional muito produtiva. Muito elegante, educado, simpático, um esbanjador de charme. Tem uma voz… grave, quente, suave e aveludada… uma excelente voz para um anúncio a chocolate quente, daquele cremoso, ou um bom locutor de rádio, daqueles programas pela noite dentro. Mesmo ao telefone às vezes consegue arrepiar-me. Encantador, cuidado, uns olhos claros magnéticos, sempre a prender os meus, uma pele suave, impecavelmente barbeada. É daquelas pessoas sem idade definida, não é novo, nem velho. Acho-lhe piada porque vejo-o algumas vezes atrapalhado com algumas situações, mas tem humildade suficiente para assumir o que não domina e pede ajuda. Enfim, um exemplo de cliente para quem é um prazer trabalhar. Claro que também faço os meus filmes e sonho com ele, uma cena bem suave, um roçar de corpos eletrizante, uma dança exploratória… ai…

Uma vez estávamos numa reunião os três e mais uma vez, voltei aos meus filmes. Desta vez eu estava fora de cena e deixei os dois num palco de luxúria, enquanto assistia de camarote e binóculos.

Um é casadíssimo e pai de filhos, o outro tem filhos e é divorciadíssimo, mas tem namorada. Mais hetero é difícil, se bem que já apanhei alguns comentários que me surpreenderam de ambas as partes, ou então sou só eu a desejar.

O atrapalhado e o trapalhão, mas que bela combinação! Vou-me entretendo comigo até que me convidem para o palco, onde ficamos juntinhos, numa bela sanduíche em que sou o recheio e depois alternamos.

Mas os meus filmes servem apenas para tornar o mundo real mais colorido. Mantenho sempre a minha máscara profissional, sorridente e cordial, aparentemente imperturbável e absolutamente eficaz. Trabalho é trabalho, fantasias são... isso mesmo :)

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Pintar Verão

É a estação do calor e apesar deste ano não haver aquelas noites quentes de outros verões, o calor faz-se sentir, principalmente durante o dia.
Estavam de férias e ela decidiu aproveitar para pintar o interior da casa. Uma inata falta de jeito para pinturas impeliu-o para outras tarefas no exterior. Estava mesmo calor e ela não tinha roupa adequada para as pinturas, por isso despiu-se. E após os preparativos necessários, pegou no rolo embebido na tinta e começou a rolá-lo pela parede. Minúsculos salpicos de tinta sarapintavam-lhe a pele, mas ela não se importava, sabia por experiências anteriores que um duche esfoliante trataria do assunto.
Ele chegou e foi agradavelmente surpreendido por ela, completamente nua, empoleirada no escadote. Inadvertidamente, ela tocou com o rabo numa das paredes ainda húmidas. Duas manchas de tinta, uma maior que a outra, marcavam-lhe os glúteos. Ele pegou na câmara fotográfica e começou a disparar para registar a cena, enquanto ela continuava, de rolo em riste, ameaçando pintá-lo todo se não a deixasse terminar. Claro que a ameaça não o impediu de a assediar e apalpar e lamber e até acabarem os dois no chão de mosaico refrescante, banhados em tinta.
Ele foi buscar o balde e a esfregona e quando chegou, deparou-se com ela de quatro a lavar energicamente o chão pintado e ali mesmo lhe deu com o seu rolo até a tintar toda!
Há quem prefira o Inverno ou uma estação mais amena, mas há certas coisas que só acontecem quando o calor aperta…

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

pêra rocha | parte 2


foto por TenderPuffies editada por mim

continuação daqui

Convidou-me para lanchar na casa dela num sábado e eu fui sem hesitar, todo contente e expectante. Tomei banho, perfumei-me com um after shave pavoroso, queria agradar-lhe, ultrapassar a minha timidez naturalmente desajeitada.
Cheguei mais cedo que a hora combinada, mas ela já tinha a mesa posta com uma pequena toalha aos quadrados vermelhos com toda a espécie de doces e bolachas e pão, leite, iogurte… e antes mesmo de comer alguma coisa, ela pergunta-me:
- Tens namorada?
- Não – respondi envergonhado.
- Já tiveste? – voltou ela, a mastigar bolacha com doce.
- Já – respondi prontamente, tendo dúvidas se por trocar cuspo no banco do trás de um autocarro com uma miúda lhe podia chamar isso. Ainda para mais quando no dia seguinte ela não me reconheceu.
- Fizeste sexo com ela?
- Não… - disse-lhe baixando os olhos.
- Queres fazer comigo? – disparou ela levantando-me o queixo e olhando-me nos olhos. Senti um calafrio espinha abaixo. Não estava a acreditar naquilo. Engoli em seco.
- Ag...ora?...
- Por que não, os meus pais não estão cá e apeteces-me tanto…
Vá-se lá perceber o que ela viu em mim que me tornou apetecível. A verdade é que também ela me apetecia. Muito. E assim juntámos as duas vontades que afinal eram só uma.
A boca era doce. Talvez fosse do doce de pêra com bolacha Maria, sabia bem. Ela fumava, mas não se notava o gosto do tabaco. As nossas roupas voaram rapidamente para fora dos corpos e quando ela viu os meus boxers brancos às cerejas, desatou a rir e exclamou:
- Let’s pop the cherry!
Ainda sinto os lábios à volta da cabecinha, a língua… depois os dentes, ui… mais devagar! Ela engolia-me com gosto e vigor e não demorou muito tempo até eu explodir-lhe na boca. Ia pedir desculpa, mas ela arrebatou-me com um beijo antes de eu abrir a boca. Já tinha provado o sabor daquilo e não tinha achado nada de especial, mas misturado com o dela, ganhava outro paladar.
Quis retribuir-lhe o gesto e fui descendo. Provei devagar aquelas pêras, aquelas duas firmes, redondas, sardentas e doces pêras que ela tinha no peito. Desci mais até ao triângulo de pêlos e aventurei-me entre eles de olhos fechados, sem saber muito bem como lhe poderia dar prazer, mas ela tratou de me ir indicando o caminho até a fazer gemer.
Toda ela me sabia a pêra, ao doce, ao fruto, já nem sei bem. Foi buscar preservativos. Colocou um com a boca. "Sabe a pêra", disse ela, e eu não fiquei surpreendido. Abraçou-me e deslizou sentada sobre mim. Deixou-se ficar assim um pouco imóvel enquanto me beijava e eu curtia aquele lugar quente, envolvente. Depois começou a mexer-se devagar. Delírio. Pensei que não fosse aguentar três segundos sem me vir outra vez. Mas aguentei. Não muito mais que isso, mas lá me fui aguentando. E depois de me vir, ela tirou o carapuço e voltou a lamber-me até eu estar pronto para outra. E passámos a tarde naquilo, a experimentar diferentes posições e formas de amar, até que se fez noite e tive de voltar para casa da minha avó e ouvir o típico “mas por onde é que tu andaste?”. Tinha-me esquecido completamente, no dia seguinte os meus pais voltariam para me buscar. Esperei que toda a gente estivesse deitada para ir ter com ela, mas não estava ninguém em casa ou ela não me ouviu, ou não quis abrir a porta... 

Nunca mais a vi. Foi estudar para longe e por lá ficou. Por esta altura, sempre que vejo uma pêra rocha, não deixo de sorrir. Mordo-a com força e saboreio-a com vontade, por entre lembranças daquele Verão.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

pêra rocha | parte 1




Era puto, algum acne e pêlos por todo o lado a nascer, nunca me hei-de esquecer. Férias de Verão, terra dos avós. Queria juntar uns trocos para os meus jogos e foi a minha avó que apareceu com a ideia: apanhar pêra. Não posso dizer que me tenha agradado muito, mas lá fui eu, de manhã bem cedinho, na camioneta, com um monte de velhas. Bem, havia outro rapaz da minha idade e uma rapariga um pouco mais velha.
O trabalho era simples mas cansativo. As mulheres andavam de balde na mão, a colher a fruta das árvores e os homens carregavam as caixas para os tractores. Eu e o outro rapaz não fomos considerados “homens”, pelo que nos meteram junto com as mulheres, a acartar os escadotes e a apanhar as pêras mais altas. Claro que os "homens" ganhavam mais. A hierarquia era rígida na apanha da fruta.

Apesar do dia de trabalho terminar cedo, nos primeiros dias chegava morto a casa, todo arranhado, apanhei um escaldão no nariz e só via pêras à frente quando fechava os olhos. Depois fui-me habituando. Gostava da companhia do outro rapaz, falávamos sobre jogos, ele tinha o que eu queria comprar e ao final do dia ia até casa dele jogar. 

A rapariga era gira e simpática, discutíamos filmes e séries que pirateávamos e pensava nela no duche, enquanto lavava a pila a alta velocidade. Observava-a discretamente. 
Uma vez, trouxe uma t-shirt bastante larga de uma marca de caramelos de fruta. Lembro-me perfeitamente, porque quando ela ergueu o braço para apanhar uma pêra, a manga larga deixou-me ver por breves mas iluminados instantes uma maminha. Era pequena, rija, com o bico espetado. Parecia uma pêra! O meu sangue baralhou-se todo, sem saber se havia de se concentrar na minha cara ou na minha pila, acabou por ir para os dois lados, para meu grande embaraço. Ela sorriu, mas não me pareceu ter notado. Passei o resto do dia a tentar ver de novo, mas só consegui vislumbres parciais.
Noutra altura, estava ela no cimo do escadote, a colher as pêras mais altas com umas calças coladas ao corpo. Conseguia perceber que estava a usar uma tanga cor-de-rosa pela falta marcas nas nádegas e pelo tecido que aparecia por baixo das calças. O cromo do outro rapaz passou por mim e comentou, num tom demasiado alto:
- Achas que não te topo, tás sempre a olhar para ela, ainda agora tavas a olhar pró cu dela! – ia morrendo de vergonha. Fiquei com a nítida impressão de que ela ouviu.



continua e termina aqui

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

chuva miúda

foto: rain drops on pine tree por Desert Nana

Era uma daquelas noites estupidamente quentes de verão em que o calor convidava a insónia. O ar dentro de casa estava saturado e irrespirável, a arder-me no corpo. Levantei-me e fui espreitar lá fora. Estava bem mais fresco, temperatura agradável, a brisa quente do sul fazia-se notar, mas abafada por uma humidade persistente. Fui andando até ao caminho de terra batida, pelos trilhos do pinhal, a sentir a humidade transformar-se em chuva miúda. Uma chuvinha molha-tolos, desprovida das memórias de Inverno, ainda a aprender a chover. Soube bem senti-la na cara, cheirá-la na terra. Mesmo estando com medo de chover, assentava a poeira e libertava o aroma dos pinheiros, tornava tudo mais fresco e intenso.
Continuei o meu passeio sem ver nem ouvir vivalma, apenas alguns cães a ladrar longe, um carro a passar na estrada principal, até que avistei duas pessoas aproximarem-se da clareira onde estava. Instintivamente, escondi-me atrás de um arbusto seco, que me permitiu continuar a ver a movimentação do casal. Sim, consegui aperceber-me, apesar da pouca luz, que se tratava de homem e mulher, ouvia-os falar e rir, tornou-se óbvio o que iriam ali fazer.
Abraçaram-se e beijaram-se com urgência, contra um pinheiro. Ele acariciava-a por cima da roupa, até ela despir a túnica num só gesto, revelando o corpo alvo, nu. Atirou a túnica para o chão, ajoelhou-se nela e começou a abrir-lhe as calças, numa lenta tortura. Mamou-o com ternura, até ele pedir que parasse. Ela obedeceu e colocou-se de gatas, convidando-o a entrar.
Ele penetrou-a devagar, numa estocada prolongada, que a fez suspirar um gemido. Foram aumentando o ritmo, embalados por ela e eu assistia ao baloiçar hipnótico das suas mamas. Brilhava-lhe o luar na pele branca, reflectido pela chuva. Ele era mais escuro, mais peludo, mexia-se com vigor dentro dela, conseguia sentir-lhe o vibrar da carne cada vez mais forte.
Intumesci. O tesão era respirável, embriagante, contagiante. A minha pulsação acelerava com a deles e esforcei-me para não fazer nenhum som que me denunciasse. Queria juntar-me a eles, mas sabia que se os surpreendesse, só iria conseguir assustá-los e cortar-lhes o tesão. Dominando a vontade, mantive-me no meu canto, a observar, enquanto me ia tocando. E assisti atentamente ao desenrolar do querer, por entre gemidos e suspiros, na dança da chuva aprendiz que apaziguava o calor estival humedecendo ainda mais os corpos.
Voltaram a vestir-se entre sorrisos cúmplices e seguiram caminho. Respirei fundo. Tirei a t-shirt, estendi-a no chão, deitei-me. Fiz-me vir e finalmente adormeci.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

"Gostas de Amoras?"

 - Vou dizer ao teu pai que já namoras!
Curiosamente, era o meu pai que me costumava dizer isto quando era criança. Coitadas das pessoas que não gostam de amoras, não namoram enquanto não mudarem de ideias!
Estava desejando que começasse a época delas para sair por aí a apanhá-las.
Por que será que as melhores, maiores, mais apetecíveis amoras estão sempre nos locais mais inacessíveis?
Uma vez, tinha uns 4 anos, caí para dentro das silvas. Nunca mais me esqueci, doeu. E depois quando fui tomar banho, ardeu, COMO ARDEU! O corpo todo arranhado, mas nada que mercurocromo e mimos maternos (depois do devido ralhete) não resolvessem. Serviu-me de lição, tento sempre convencer-me que é apenas uma ilusão de óptica, da mesma categoria de "a fila do lado no supermercado é sempre mais rápida", mas não deixo de olhar para as amoras do alto com cobiça.
Sabem mesmo bem, e é preciso bastante disciplina para conseguir apanhá-las sem as ir comendo logo todas, a soprar o pó da estrada.
Como é que uma praga espinhosa e desagradável dá frutos tão doces e apetecíveis?
Nascem assim, silvestremente, totalmente disponíveis para quem as quiser apreciar, saborear o Verão...

bagas negras redondinhas
em pequenas bolinhas
esmagadas na mão
de tão maduras que estão!



E tu, não gostas de Amoras?

quarta-feira, 16 de março de 2011

diálogos

Texto e foto por Pink Poison

Não me perguntes porquê: imagino-te com umas Dockers azuis escuras e uma camisa azul clara de mangas dobradas… Imagino-te a abrires-me a porta de uma casa e ficares a rir e a chorar ao mesmo tempo, são muitas emoções e tu sabes, SE NÃO SABIAS, FICAS A SABER AGORA: ao pé de mim, podes ser tudo o que quiseres à hora que quiseres… Abraço-te a afago-te no meu peito (ok, aguenta-te) e choras, choras talvez a bola de sofrimento que tens dentro de ti.
Sorrateiramente, tiro da minha mala um bombom da caixa que havia trazido e depois de ter deixado todas as tuas lágrimas correrem, mando-te fechar os olhos:
“Confias em mim?”
“Ai… o que me vais fazer?”
“Coisa linda, confia em mim…”
Ponho um bombom na boca e dou-to à tua boca. Sorris e mastigas ao mesmo tempo e assim se afastou o desabafo das lágrimas… Volto a abraçar-te mas desta vez :”Olha, as tuas mamas são um encosto do melhor” enquanto eu replico:”São tuas”…
Sinto-me a levitar quando fecho os olhos e te aperto bem forte, e tiro-te a camisa para fora das calças… Lá vou eu sentir as tuas costas, enquanto uma das minhas pernas roça a parte interior nas tuas, o que já dá um tesão do caraças…
“Ai estas mamas…”
“Quais? Estas?” E pego na tua mão e ponho-ta em cima da minha mama, respiras fundo e começas a desabotoar-me a camisa para descobrires tudo, (entretanto, tanto um, como o outro, começa a sentir o tesão bem forte), ao mesmo tempo eu sussuro-te ao ouvido: “Estou cheia de tesão, mexes nelas como eu gosto… “ E gemo… (ah, pois, eu gemo muito)…
Puxei por ti e fomos para um quarto… fiz-te uma massagem nas costas, beijei-te as orelhas enquanto te dizia: “A tua puta está a ficar com mais e mais tesão… tens que resolver esse problema”… Viras-te para cima como se a massagem não te tivesse relaxado em nada e voltas a lamber, chupar e amassar as minhas mamas, tinhas uma mão em cada uma e, do nada, eu venho-me… Estou molhada, estou com tesão e desejo-te. Dispo-te e faço-te um broche mas antes beijo-te o interior das coxas, lambo-te os tomates e o caralho desde a base até à cabeça e faço o que mais gosto durante um bom tempo: Tenho um caralho na boca… Enquanto isso ouço e sinto o teu prazer, avisas que te vais vir, e eu preparo-me para engolir aquele jacto quente. Saboreio tudo e rio-me. Rio-me porque finalmente tinha conhecido o teu corpo, o teu cheiro, e estavas despenteado por causa dos amassos… Fazemos uma pausa… E, quanto falamos e falamos, eu digo:
“Apetece-me foder-te”
“E se for eu a foder-te?”, dizes tu.
“Olha o atrevido”
Pegas em mim pela cintura e viras-me no sofá da sala, baixas-me as calças e cuecas ao mesmo tempo…
“Não quero cona, importas-te?”
“Não coisa linda, quero-te em todos os buracos”
Entras no meu cú, devagar, quando me sentes relaxada e a ir contra o teu corpo, percebes que me podes enrabar como foder uma cona, eu gemia, eu vinha-me e a minha cona pingava, enquanto eu te pedia para enrabares a tua puta como se não houvesse amanhã… Esporras-me o cú… e cais para o sofá ao lado…
Levanto-me e como um bombom, vou tomar um duche quente e tu segues-me, relaxamos no duche e mais uns momentos de tró-ló-ló, quero saber como és, como são os, como te sentes, como está a “passa seca”, conto-te que também eu já sofri mesmo muito como tu, falamos de coisas divertidas, do teu desporto, do meu desporto, rimo-nos e abraçamo-nos…
Os abraços silenciosos são tramados.
“Coisa linda, a minha cona está a dizer …”
“Só se te comer em todas as posições que eu quiser”
“Aceito”
Fodemos tanto e tantas horas, de quatro, vim-me, pedi para me dares umas valentes palmadas e deste, percebias que eu era doida na cama, montei-te e gemia, vinha-me várias vezes no meio disto tudo…
“Não estou a conseguir aguentar mais…”
E eu para te atrasar, comecei a perguntar-te a tabuada…
Vieste-te depois de termos fodido em todas as posições, tinha parecido uma dança tal era o entendimento do outro quando queria mudar de posição…
Lá fomos para o duche e desta vez, eu quis lavar-te…
Quando eu saí, estavas na cama a olhar para a janela, sentei-me a olhar fixamente para ti e emocionei-me. Com as lágrimas nos olhos, disse:
..., tu também és tudo. Tu és um espectáculo, nunca te disseram?”
Tu ris e dizes que não é assim.
“Isso cabe-me a mim julgar. Tenho fome”
Fomos a um McDrive e ficamos horas no carro a conversar, entre mimos e gargalhadas, ambos nos sentíamos um do outro… O dia nasceu e fomos cada um para sua casa…
Quando é a próxima?


domingo, 6 de março de 2011

carnavalando!

Véspera de Domingo Gordo e ela acorda cedo com vontade de fazer das suas. Despacha as tarefas rotineiras e reúne os ingredientes. Inspirada num sonho que tinha tido há dias, saiu de casa de avental e botas, mas em vez do impermeável, levou um sobretudo comprido e teve de calçar umas meias altas e levar cachecol. Apesar do sol, o Inverno faz-se sentir na pele nua. Mas passado o primeiro contacto com o forro frio do casaco, ela nem o sente, a expectativa aquece-a. Adora fazer surpresas, e esta, se correr bem, vai ser das grandes.

Avisou que ia, mas decidiu ir mais cedo para a surpresa fazer mais efeito - em vez de jantar, levou um cesto com o que iria ser o almoço. Antes teve de passar pelo supermercado para buscar os ingredientes que faltavam. Divertiu-se a fazer as compras com um ar muito discreto e compenetrado, sem dar o mínimo indício do que (não) havia por baixo daquela indumentária.
Pelo caminho foi-se deliciando a imaginar a expressão dele quando a visse e a tentar perceber que espécie de máscara era aquela – uma mistura de capuchinho vermelho de cabeleira flamejante encaracolada, bochechas e lábios vermelhos (cesto de verga com paninho por cima e tudo) Pipi das Meias Altas (não eram coloridas, mas chegavam às coxas) e cozinheira lasciva (só detectável pelo avental de quadradinhos vermelhos após casaco despido e revelação dos seus dotes de… culinária).
A expressão dele… aquele sorriso que sublima os cantinhos da boca e faz o olhar brilhar… ela faria qualquer loucura para testemunhar aquela expressão!
Não pode cozinhar apenas de avental porque estava bastante frio, e depois do orgasmo, não restou tesão que chegasse para aquecer o tempo todo, mas o almoço correu lindamente.
A ementa? Primeiro houve entradas (entraram um no outro e partilharam o leite quente dele com beijos) depois uma sopinha de feijão verde (ela nem sequer gostava de feijão verde, mas o creme de cenoura estava óptimo, apenas um pouco salgado), seguida de uma meravigliosa pasta – fusilli tricolore alla carbonara - acompanhada por uma bela salada: cenoura, cogumelos, milho e courgete fundida com maionese. A bebida escolhida foi… água (tal como no sonho em que ela trouxe a garrafa “fonte de vida” mas aqui sem rótulo especial …ihihihih). Uma magnífica broa de milho áspera, dura e estaladiça por fora e suave, doce e húmida por dentro (muito parecida com ele, de resto) de comer e implorar por mais, especialmente quando está quente (mesmo muito parecida com ele!) e por fim tangerinas docinhas e um quadradinho de chocolate!

O resto da tarde foi passada a limpar arduamente a casa, diferente mas necessária forma de aproveitar o sol, para depois aproveitarem a noite com os amigos. No dia seguinte ela lembrou-se de pôr em prática umas máscaras especiais inspirada por outro sonho que teve. Sonhou que os pêlos púbicos tinham crescido imenso e tapavam, alegremente encaracolados, o triângulo da púbis e metade das coxas. Achou piada, podia fazer tranças com eles! Então toca de pedir emprestados alguns caracóis compridos a uma farta cabeleira, inventar uma mascarilha, colher algumas flores para o toque final “flower power” e desenhar uma boca no saco das bolas. O resultado foi hiLaRiaNtE, claro, uma bela matrafona de nariz à Pinóquio, que apesar do frio, não parava de crescer por causa de uma certa borboleta de longos bigodes de penas pretas pousada numa púbis purpurinada. Escusado será dizer que o nariz cresceu, cresceu, cresceu… e espantou a borboleta que foi voar para outras paragens, deixando a descoberto a entrada para um sítio acolhedor onde o nariz apinocado ficou quentinho durante um bom pedaço de tempo...


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quinta-feira, 3 de março de 2011

paixão proibida

texto por TaViTa
pintura "Nômades Amantes do Tempo" por Bruno Steinbach Silva


Ainda me lembro de todos os pormenores. Do som das tuas palavras ao meu ouvido, das cores do quarto de hotel, do cheiro da tua pele, e de todo aquele calor que sentimos. E o teu corpo majestoso, os teus olhos brilhantes, o teu sorriso sedoso, as tuas mãos que tão bem embalavam o meu corpo naquela noite... Ainda consigo sentir o pecado que viveu em mim. A quantidade de adrenalina que se esvaziou para as minhas veias foi tal, que ainda hoje me alimenta o desejo, e com toda a certeza residirá em circulação para sempre. O coração batia cada vez mais acelerado, mas o cérebro negava todos os impulsos. Queria ficar, o desejo sedento de te envolver, de te conhecer e de me entregar como nunca me tinha entregado a alguém. A força das hormonas conseguiu vencer o meu consciente pecador. A tua sedução venceu. Entreguei-me, não sabia como, mas estava ali. Foi ali num clima nunca antes sentido, num ambiente totalmente desinibido e de excitação, que nos entregamos um ao outro.
Lembro-me de a minha razão ter perguntado ao coração se valeria a pena, se tal pecado seria alguma vez perdoado. Perdoei-me mas não foi de imediato. Só muito depois de te ter tido em mim é que realmente equacionei os sentimentos. Perdoei-me porque de uma maneira ou de outra, e apesar de todos os devaneios que habitavam naquele quarto, tudo foi sentido, houve paixão.
Fecho os olhos e revejo aquela noite. Os teus braços abraçavam-me como que a pedir de alguma forma autorização para me teres. E o momento em que tocas nos meus lábios senti que te tinha concedido o desejo. Avançaste com as tuas mãos grandes e aveludadas, e agarraste-me com vigor. Despi-me logo após de te ver despir em escassos segundos. Ambos queríamos aproveitar todos aqueles momentos a medo que o tempo acabasse ou que eu me arrepende-se. E não, não me arrependi, segui em frente. Tocava-te loucamente, abraçava-te tão forte, queria que me sentisses só tua. O calor habitou em nossos corpos, e o meu pecado capital naquela noite viveu em ti.
Reviveria tudo outra vez. Sentiria novamente os teus beijos, o teu calor, o teu desejo... Cairia na tua cama, ter-te-ia novamente em mim, só para encher uma vez mais o coração daquilo que ainda sinto por ti. Arrepia-me a ideia de um dia poder voltar a sentir o teu toque. É tudo passado, é tudo lembrança, e hoje tudo reinventado seria apenas uma quimera. Aqueles minutos já passados, já queimados, de ouro pecaminoso não voltam mais. Agora só o sonho traz ao coração aquela paixão proibida.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

desencontros...



Éramos muito putos, estranhos a estudar numa nova cidade, um novo mundo a explorar. Toda a vida e todas as ideias pela frente. Gostava das nossas conversas, de estar contigo e isso era notoriamente recíproco. Era bom quando vínhamos no mesmo comboio, a trocar ideias intercidades. Nunca parávamos de falar, nunca morria o assunto, só queria que morasses mais longe para continuarmos a conversar. Ficávamos até madrugada a palrar sobre todos os assuntos que nos viessem à cabeça, nunca nos cansavamos – a máxima liberdade com o mínimo de responsabilidade.
A bike, o entusiasmo, letras de luz a dançar no parque da cidade, a magia das artes, da criatividade. Directas a acabar trabalhos… tu dizias nunca ter feito nenhuma, mas ajudaste-me algumas vezes. Lembro-me de quando vieste estudar matemática para o meu quarto. Dormimos à vez na cama estreita, primeiro tu que, de dedo na boca, parecias um bebé… de teres acordado tranquilamente, tal como tinhas adormecido e deixares-me o lugar aquecido e perfumado. Lembro-me de te ver de gatas no chão, à procura de alguma coisa, já não sei o quê. A gola da camisola denunciava o teu peito no soutiã preto. Terás dado por isso? Terás feito de propósito? Com certeza não deste por eu ver o desenho que fizeste de mim quando estava a dormir… eu sabia que estavas caídinha, e a minha namorada tão distante ao fim-de-semana… era preciso agir com a cabeça certa, não queria estragar tudo.
Gostavas de escrever, lembro-me que o partilhavas comigo, como não havia e-mail, simplesmente imprimias e davas-me para ler. Gostava da tua escrita. Eu nunca lia logo, levava comigo para depois de ler com calma. Foi assim quando puseste a carta na mochila. Pensei que fosse mais uma das tuas histórias. Não posso dizer que tenha ficado surpreendido com o conteúdo, de certa forma, já estava à espera.
As férias vieram e a seguir o novo ano. Havia um silêncio estranho entre nós, já não falávamos como dantes. Andámos a evitar o assunto, por falta de coragem para o resolver. Discutíamos bastante outros temas com algum fervor, estavas irritantemente teimosa e suponho que eu não ficava atrás. Tenho mau feitio, sei-o, bem pior que o teu, menina mimada, mas a mesma casmurrice idiota de não querer dar o braço a torcer.
Desencontrámo-nos!
Quando cheguei já não estavas, fartaste-te de esperar. Ficaste danada, insuportável, não me deixaste explicar e deixei de falar contigo.
Andámos anos assim, a cruzarmo-nos sem nos falarmos, com amigos comuns, a evitar o confronto. Até que, com o incentivo de um deles, decidiste vir até mim. Bateste à porta do quarto. Ainda sentia a raiva no sangue, não abri.
Arrependi-me uns tempos depois, quando passaste por mim casualmente na rua, olhaste-me nos olhos e sorriste. Um sorriso triunfante, quase de troça. Foi o que bastou para perceber que tudo estava bem para ti, não guardavas mágoa. Senti-me estupidamente incomodado. Tu radiante e eu a remoer o orgulho idiota, a tentar parecer indiferente.
Encontrei-te mais tarde, na tua cidade natal, os mesmos amigos comuns a aproximarem-nos. Estavas com namorado e eu senti uma coisa estranha, aquela sensação de ter perdido algo que nunca tive nem terei. Ciúme? Que parvoíce…
Cada vez que passo pela tua cidade, lembro-me de ti e do idiota que fui. Será que ainda estás por aí? Talvez um dia nos reencontremos e eu possa finalmente retribuir-te o sorriso.

domingo, 31 de outubro de 2010

Lembras-te, Quimera...


... como tudo começou, há 5 anos?
E como foi, há 3 anos?
Este ano, vamos novamente dar sangue amanhã de manhã. Desta vez esperamos dormir (um pouco) mais…

carpe vitam! + Imperator

imagem: Pink Floyd, The Dark Side of the Moon

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

a 120 km/h

Viajavam rumo a norte, testemunhando o Verão verdejante. Ela sabia que havia surpresa porque Ele já lhe tinha dito, e aquela caixa de cartão devia ter algo a ver com o assunto. Lá dentro, uma série de brinquedinhos novos pediam experimentação: um gel de massagem maçã canela (natal fins de Julho?) um anel para menino (adivinhavam-se erecções muuuito prolongadas!), um conjunto de bolinhas de silicone para enfiar rabiosque acima (ui, ui, dupla festa!) e um ovo vibratório com comando à distância. Ela apreciou as ideias e apetecia-lhe muito experimentar tudo, mas não ficou muito convencida com aquele ovo, achou-o pequeno, preferia que não tivesse fio. Não se deixou vencer pelas primeiras impressões, e não desistiu da ideia. Procurou as pilhas, mas eram do tamanho errado, pelo que teve de esperar pela próxima paragem no supermercado para realizar o seu desejo. Lá encontrou as pilhas certas que o faziam vibrar e aproveitou para ir ao wc lavar o brinquedo. Felizmente não era um espaço muito concorrido. O material é macio, uma espécie de plástico aborrachado que lhe confere um toque suave. Lavou-o bem para não ter de usar preservativo e poder assim usufruir daquela textura.
Seguiram rumo à auto-estrada, onde Ela se sentiu mais confortável para experimentar o ovinho, em pleno dia. Com Ele a conduzir (sim, segurança é muito importante, ela nunca se atreveria a conduzir na auto-estrada com um brinquedo bem no sítio, por temer as consequências. Numa estrada pacata a baixa velocidade, ainda vá, já o tinha feito...) lá se meteu à descoberta daquela coisa nova.
Passou o comando para as mãos dele, para poder controlar a intensidade da vibração. Mas logo viu que o melhor mesmo era estar no máximo, o corpo absorve bastante as vibrações, ao tocar nas nádegas e no botãzinho, ninguém diria os tremeliques que se passavam lá mais fundo. A princípio, sentia-se um pouco constrangida quando ultrapassavam camiões, fechava-se, desconcentrava-se. Depois começou a entrar naquele transe em que nada mais importa, deixou-se penetrar pelos os traços descontínuos da estrada, cada um dando a sua estocada, a 120 km/h, naqueles breves segundos durante a ultrapassagem. Penetrada pela estrada... a ideia soou-lhe bem, a sua menina estava a gostar.
"Tens meia hora até à próxima portagem", diz Ele de menino apertado, visivelmente entusiasmado. Ela abre-lhe a braguilha e deixa-o espreitar, só para poder acariciar um pouco, sem deixar a sua menina.
Começa a imaginar uma história que lhe andava a pairar no pensamento e que a deixa bem no ponto que se quer. É sempre assim, nunca tem papel e caneta à mão ou um processador de texto, mas esforçou-se por lembrar de cada detalhe da viagem que estava a fazer nas asas da imaginação.

"5 minutos!" Começa a sentir a pressão, vai ter de se despachar. Já tem os dedos engelhados de tanto esfregar!
Abre a pala do carro e verifica que o espelho lhe devolve uma vista privilegiada da sua menina rosadinha, molhada, já bastante estimulada, com o fio a sair, que ela aproveita para fazer conduzir as vibrações até ao anusito, e puxa, e aperta, ritmadamente até que finalmente se vem, a 120 km/h, 2 min. antes da portagem.

domingo, 26 de setembro de 2010

teleférico

Domingo de manhã, chuva miudinha de final de Verão. Ela despertou antes do dia para servir de motorista e quis juntar o útil ao agradável, propondo um encontro com o Outro. Ele não podia ir, o que lhe causava algum nervoso miudinho perceptível por ela. Mas afinal de contas, iriam encontrar-se num sítio público, o que poderia acontecer? Não que isso lhe fizesse muita confusão, já tinham estado os três juntos, mas ficou aquela incerteza que não o deixa completamente à vontade.
Ela levou um livro para ler enquanto esperava, mas estava a ser difícil passar daquela página, não se conseguia concentrar, a paciência nunca foi virtude sua. Tinha saudades do Outro, tinham-se afastado e ela estava a tentar aproximar-se novamente, a tentar percebê-lo.
Encontraram-se à hora marcada, a tempo do pequeno-almoço. Sabia-lhes bem estarem ali os dois na conversa, uma conversa que poderia durar horas a fio sem ser monótona. Foi acompanhada dum café para ele, e uma torrada para ela, que deliciosamente dividiram.
O tempo deu sinal de melhoras e decidiram ir lá para fora. O passeio à beira-rio é sempre agradável, apesar das nuvens mal encaradas. O teleférico passeava vagarosamente as suas cabines suspensas e a ideia surgiu de imediato nas mentes de ambos.
Uma viagem de ida e volta demorava cerca de 15 minutos, optaram por viajar apenas num sentido. Não havia muito movimento, apenas uma família aguardava na fila, eles seguiram na cabine de trás. Paisagem deslumbrante, e apesar dos vidros sujos, ele ainda conseguiu tirar algumas fotos pondo a máquina do lado de fora.
Aquela cápsula semi-reservada era apenas uma oportunidade para dar largas ao desejo de ambos. Ela pensou em dizer-lhe o quanto lhe apetecia beijá-lo, mas antes de ter oportunidade de o fazer, ele sentou-se ao seu lado e consentiu com um sorriso em vez de palavras. Ela não perdeu mais tempo e beijou-lhe a boca, imediatamente correspondida por ele. E foi um longo beijo abraçado, um matar de saudades, uma pacificação do desejo que em vez de acalmar apenas se tornou mais premente.
Respiração ofegante, mãos nos cabelos, mordidelas de pescoço, lambidelas de orelha, mãos que percorrem as partes mais sensíveis dos corpos excitados. A vertigem, não das alturas, mas do querer.  Ela traz um vestido leve e quando ele se apercebe de que ela não tem roupa interior, fica doido. Ajoelha-se e começa a lamber-lhe o sexo, a saborear devagar. Ela fica um pouco atrapalhada, olha para todo o lado, a família da frente está entretida com a paisagem e bastante distanciada, permite-se fechar os olhos por uns instantes e inspirar aquela loucura. Depois segura-lhe o rosto e puxa-o novamente para a sua boca, a sentir o seu próprio sabor. A vontade de retribuir era muita, ela sentia a intumescência nas calças, mas limitou-se a senti-lo com as mãos por cima da ganga enquanto se beijavam. A viagem alucinante estava quase a terminar, a família da outra cabine já olhava de soslaio para os dois amantes e tiveram de regressar à terra. Completamente molhados e intumescidos, desataram a rir com a situação. 
Demoraria algum tempo a regularem o ritmo cardíaco e a disfarçarem os vestígios da sua excitação. A hora de almoço aproximava-se demasiado rápida e ela já tinha almoço combinado. Conduziu o Outro a casa, o que lhe proporcionou um encontro fácil do caminho entre as pernas dela até à fenda molhada. Estava a ferver e assim ficou durante boa parte do trajecto.
À chegada a casa dele, ficaram ainda um pouco a conversar no carro, aquela conversa que pode durar horas sem ser desinteressante. Mas ela tinha de ir, Ele estava à espera. O Outro despediu-se com um beijo suave na boca que ela não retribuiu. Mais tarde explicou-lhe que não era a falta de vontade, mas a discrição assim o obrigava. O Outro compreendeu.
Não era algo que Ela fizesse regularmente. De facto, tratou-se de uma situação inédita, clandestina, há muito que não seduzia nem se deixava seduzir sozinha, sem o seu par.
À chegada a casa dela, Ele já estava à sua espera. E antes de comerem, comeram-se um ao outro. Ela estava incrivelmente excitada e ele percebeu logo que algo se tinha passado. Da cozinha ao quarto, foram duas explosões intensas, instantâneas dela, seguidas da dele.
Ela foi-lhe contando entusiasmadamente o que se passara, nada que ele não tivesse imaginado, e a descrição provocava-lhe um misto de ciúme e tesão…

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

pequenos prazeres II - a menina da fruta e o rapaz das encomendas


A menina da Fruta
“Limão com Açúcar” é a frutaria mesmo aqui ao lado, ao atravessar da rua. Já se chamou outras coisas, já teve outras gerências, nada parecia durar naquele espaço de renda elevada por muito tempo, até que eles chegaram e têm-se aguentado. É uma empresa familiar, pai reformado, mãe dona de casa e filha, típica loja de bairro num espaço recente, bem arejado e arranjado, com paredes pintadas de branco e amarelo e uns girassóis de papel a decorar.
Respira-se simpatia naquela frutaria, bem como os aromas da fruta da época, misturados, às cinco da tarde, com o cheirinho do pão com chouriço e dos croissants acabadinhos de sair do forno. Há também sopa à hora de almoço e biscoitos da confeitaria da Ajuda a toda a hora.
Mas o que me interessa mais naquela loja é a menina da fruta. Loirinha, pequena, bem feitinha, transpira simpatia por todos os poros. Está sempre a sorrir e atende-me sempre com uma calma segura sem se demorar demasiado, apenas o suficiente para poder apreciar a companhia.
Já me passou pela cabeça entregar-lhe um bilhetinho a perguntar se quer ir tomar café um dia destes, mas depois caio na realidade e livro-me a tempo do ridículo. Ela tem uma aliança no anelar esquerdo e os pais estão sempre por lá a guardá-la, por isso deixo-me ficar no meu cantinho para não arranjar sarilhos. Até porque segundo pude apurar, o pai era polícia.
Nunca trocamos muitas palavras, mas na verdade não me interessa falar muito com ela, basta-me apenas ver o seu sorriso para alegrar o meu dia.

O rapaz das encomendas
Dei com ele uma vez quando fui entregar correspondência à mais pacata estação dos CTT da cidade, logo de manhã cedo. A partir daí, esforcei-me para ir sempre à mesma hora. Nem sempre o encontro, mas quando acontece, sabe-me bem observá-lo discretamente enquanto distribui a correspondência pelos apartados e se prepara para mais um giro. Um dia bateu-me à porta e estendeu-me um embrulho de estranhas dimensões: “Bom dia, é só para entregar”. Agradeci com o maior sorriso que consegui e desejei-lhe também um bom dia. Deduzi que faz as entregas de objectos não normalizados e apeteceu-me mandar vir mais amostras de estranhos tamanhos só para ter o prazer de o ter à porta a dizer “Bom dia, é só para entregar”. Mas nunca o fiz, limito-me a passar pela estação sempre que tenho uma desculpa plausível para poder ficar a olhar para ele.
Não é que me sorria ou sequer repare em mim, é só mesmo porque gosto de olhar para ele enquanto aguardo na fila ou espero que o colega da caixa me sele as cartas todas. Não é que ele seja um ícone de beleza, é baixinho, tem uma barba rala engraçada, um olhar compenetrado, demasiado ocupado para reparar em mim, mas eu gosto mesmo de olhar para ele.
Um dia destes vi-o a passear pela cidade com uma criança pela mão e uma mulher ao lado. Uma família feliz em tempo de férias. Ainda bem.
Hoje fui lá entregar meia dúzia de cartas e uma encomenda, mas nem sinal dele ou da carrinha vermelha que conduz. Amanhã passo por lá outra vez.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

frog song

as provocações também se fazem com recordações

achava imensa piada a este vídeo clip, embora não soubesse quem era o artista.

a passear encontrei este blog que sempre ajuda a lembrar o tempo em que a nossa maior preocupação era ver desenhos animados e lanchar :-)

aqui fica uma recordação





Bom fim de semana

sábado, 22 de agosto de 2009

Summer I

Férias - I

211… O número, o quarto, o corredor, o hotel…
Ela numa ânsia tempestuosa de lá chegar, depois da agitação do dia.

Os banhos, as fantasias, os sorrisos, as provocações na varanda… Despida de roupa e preconceitos, sem receio os olhos alheios. Apenas um corpo invadido pela réstia de sol…

Era Verão, o calor era muito e as vontades começavam a emergir quando se via sozinha naquela cama de casal…

Um quarto que deixou de o ser a partir do momento em que as fantasias começaram. Refúgio, isso sim… Refúgio para sentimentos, conversas de horas, prazeres inúmeros… Esses, acima de tudo!

Falavam ao telefone horas afim. Ele picava, ela respondia. As quatro paredes absorviam todas as palavras de gozo, todas as fotografias trocadas, todos os toques a si mesma e orgasmos de ambos. Intensos, simultâneos, loucos, deliciosos. A pedirem mais… E assim foi nos 5 dias que ali morou.

Ao fim do 5º dia ela fecha a porta, olha para o número e sorri.

“Para a próxima também vens…”

211… De um hotel qualquer…

terça-feira, 30 de junho de 2009

perdidos e achados


Perco-me no desejo do teu corpo, no teu cheiro, no sabor da tua boca quando beijas, intenso, o calor dos teus lábios pressionando-os junto dos meus.

O teu corpo roça-se no meu, pedindo pelo toque que o desejo que vai nascendo seja satisfeito. Troca-se carícias, doces calmas, pacientes, o desejo aumenta e o calor faz os corpos transpirarem, pedes mais, roças-te, picas-me, provocas-me a dar o que procuras, eu recuo, deixo o teu desejo aumentar, vejo o teu desejo aumentar de intensidade, queres-me, desejas a união dos nossos corpos.

Continuo a fazer o desejo crescer, evito a união, faço-te sofrer, desejar loucamente, queres, eu também quero, mas não já!

Espera, relaxa, respira fundo, temos tempo, a minha boca corre calmamente pelo teu corpo excitado, demoro-me aqui e ali, faço-te estremecer a cada passagem da minha língua no teu corpo, eu sei que te queres unir a mim, e que eu me quero unir a ti, mas não é o momento, temos tempo, tem calma! Continuo a saborear-te, gosto de te sentir na minha boca, a minha excitação aumenta, com o teu desespero, mas não, continuarei a perder-me e a reencontrar-me no teu corpo, no sabor que o teu corpo me deixa na boca.

Beijo o teu corpo, o teu peito, o teu sexo, faço-te tremer, bem que me pedes, mas não agora! O teu prazer hoje será pela minha boca, sentes a minha língua correr-te, sentes ela a tocar-te nas virilhas, o teu sexo, responde-me ainda mais, pede a minha atenção, e a ele vou dar-lhe a minha atenção. Inicio com um calmo beijo, molhado, sinto-te a arrepiar, sentiste o meu beijo, a minha língua corre por toda a zona, paro aqui, paro ali, vou-te saboreando pacificamente, respiras ofegantemente, já não sabes bem o que me pedir, excepto uma coisa: prazer, gemes, tremes, resmungas, eu pura e simplesmente ignoro-te.

Continuo, descontraidamente a saborear aquele pedacinho de zona corporal, lambo ou chupo?

Se calhar as duas coisas, certo é que se até agora estava sem mãos, agora vou-me socorrer delas, e os meus dedos correm, primeiro o teu corpo, ai como é bom torturar-te, bem que resmungas, bem que bufas, bem que não sabes se dizes bem se mal da tua vida…

Mas certo é que o teu corpo parece estar a satisfazer-se e sim, o meu desejo do teu corpo também se vai satisfazendo, calmamente continuo a saborear o teu corpo, ai como eu gosto do teu sabor, de o sentir na minha boca, sentir o teu desejo, o teu pulsar junto da minha boca. Se a minha boca já brincava contigo, agora com a ajuda da minha mão e dos respectivos dedos, que sem elas ela não se completava, a diversão é carinhosamente brincar com o teu sexo, a minha outra mão? Essa diverte-se comigo, quero satisfazer-me enquanto te satisfaço.

Mas bem, deixemo-nos de brincadeiras, onde é que eu ia mesmo? Ah! Sim! Satisfazia-te usando a minha boca e as minha mão, e assim irei continuar, beijando-te acariciando-te, lambendo-te e até chupando-te, com a mão e da maneira que me é possível, também te vou acariciando, toco-te com a ponta dos meus dedos, vejo-te estremecer cada toque meu, seja ele um toque com os dedos, seja ele com a língua.

Aumento a intensidade do toque, das carícias, dos mimos, quero o teu orgasmo na minha boca, quero ficar com o teu sabor na minha boca. O teu corpo estremece cada vez mais, o meu, pelo uso da minha mão acompanha quase que solidariamente o teu aumento de intensidade, ambos começamos a sentir que ELE está a chegar, aproxima-se a passos largos, sinto as vibrações do teu corpo a aumentar, sinto o teu respirar cada vez mais acelerado, tenho que manter algum controlo em mim, a minha língua trabalha com a intensidade e força que lhe é permitida, a minha mão que te acaricia esforça-se para manter a intensidade constante e a outra com a qual me acaricio, também ela tenta manter a sua própria intensidade.

ELE chega! Faz tudo estremecer! Sinto o teu sabor, agora mais intenso que nunca, é tão doce como tu, é tão picante como tu, exigente, intenso, como tu! O teu corpo parece mais calmo, o perfume do orgasmo corre no ar, estamos momentaneamente satisfeitos, até à aproximação do próximo orgasmo, ELE está sempre nas proximidades. Mas nestes momentos, aproveitamo-nos para nos perder e achar entre nós, nos nossos corpos, nos nossos desejos, perdemo-nos em prazer, para logo nos acharmos em mais prazer.
Hoje, acabou um nome e nasceu outro, ou melhor, não há de facto acabar,ou terminar, não há propriamente um fim, mas também não há propriamente um inicio, um novo nascer ou renascer, um começo algo de novo, muda-se o nick, mas quem está por trás continua sempre a ser a mesma pessoa, com a mesma vontade de sempre, de provocar, mas para quem quiser mesmo, e fique a entender esta pequena nota final, pode dizer adeus ao nick QJ e dar as boas vindas ao nick Imperator, embora de facto sejam a mesma pessoa (mas com um nome mais pomposo)
Boas provocações!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

belo fim-de-semana

O tempo começou a aquecer (já não era sem tempo) e nós metemo-nos ao caminho e fomos passear até à praia do Meco para ser correcto fomos para a praia do Rio de Prata o dia estava bastante simpático e quente.

fica a prova do belo dia de praia



e do belo pôr do sol que encontramos ao final da tarde bem depois das 20 horas :-)



Foi de facto um fim de semana interessante, sábado praia, no domingo fomos ver a apresentação do Livro deste Senhor

Boa semana
!