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terça-feira, 20 de setembro de 2011

"sonhaste comigo? (...) eu também sonhei contigo! (...) que sonhaste tu?"

sonhei que te rias. rias e rias e rias sem parar, de cabeça para trás. um riso laranja, cristalino.
e eu ria com gosto, por estares a rir. depois ficámos em silêncio, só para rebentar a rir a seguir. depois silêncio sério, a olhar-nos durante um grande bocado.
depois eu aproximei-me de ti beijei-te nos lábios, devagar.
tu coraste e devolveste-me o beijo, mas com gula, a abrir-me os lábios e a enfiar a língua como se eu fosse um doce que nunca tinhas provado e estavas a descobrir que gostavas. bastante.
e eu deixei-me ir para dentro da tua boca. toda intensa e inteira, a dançar tango com a tua língua, a sorvê-la, a mordê-la, a rodopiar com ela. lambi-te o queixo que escorria da gargalhada cítrica, doce e fresca.
já não sei se estava a sonhar ou acordada. estava... a sonhardada.
a minha língua ganhou vontade própria (que não era diferente da minha, apenas mais precisa) e começou a deslizar por ti abaixo. macia e quente, muito quente. e fresca e doce, doce e salgada. caminhei e perdi-me por montes e vales a sentir as curvas e texturas com a boca e as mãos e os olhos e o nariz e os ouvidos. tu rias e gemias, rias e gemias...
depois acordei. e perguntei-me se realmente querias. se realmente gostarias.



e tu, que sonhaste tu?

sábado, 21 de maio de 2011

carpe somnium [5]


Começo a ouvir os sons que eles fazem. Até são discretos, mas o meu super ouvido onírico é capaz de escutar o roçar da pele como se fosse um avião a levantar voo. Claro que depressa me arrependo do meu ataque de estupidez aguda quando decidi deixá-los sozinhos. Paro de chuchar nas azedas e decido espreitá-los. É que nem sequer preciso de procurar um buraquinho, a minha visão penetra as várias camadas de matéria que nos separam e faço zoom ao que mais me interessa. Oiço a Bjork, numa daquelas músicas que me arrepiam, o que costuma ser um bom indício de qualidade:

You'll be given love
You'll be taken care of
You'll be given love
You have to trust it
Maybe not from the sources
You have poured yours
Maybe not from the directions
You are staring at
Trust your head around
It's all around you
All is full of love
All around you
All is full of love
You just ain't receiving
All is full of love
Your phone is off the hook
All is full of love
Your doors are all shut
All is full of love!
(...)
All is full of love
All is full of love…

Natural, sem corantes nem conservantes, simplesmente lindo e tremendamente excitante. Não resisto a juntar um molho de azedas esfregar-me nos caules. Eles estão mesmo compenetrados a curtir a cena que entretanto mudou de cenário – o quarto luminoso onde os deixei é agora um templo vermelho-alaranjado com cheiro de canela. Estou eu a preparar-me para me pirar e deixar o casalinho dar largas à luxúria, quando ela olha para cima e diz:
- Salta lá daí e vem cá.
- CATRAPUM! - Assustei-me com ela a olhar na minha direcção, com aquela expressão “foste apanhada no teu próprio sonho, não tens vergonha?” dei um pulo e vim cá parar abaixo, fazendo algum estrondo.
Felizmente, caí em cima de um monte de almofadas. Que palhaça, pá. Não sei como raio fiz aquilo, estava a pairar no meio da matéria, e quando ela me chamou, tornou-se instável.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Bons sonhos…


Gostava de te ter nos meus braços
De adormecer ao teu lado
De te ver adormecer
De te dar um beijo de boas noites

De te sentir ao meu lado
O teu calor
A tua excitação
O teu desejo
O teu cheiro

Beijar, o teu corpo
Beijar o teu sexo
Dar-te prazer
Receber prazer

Onde estás tu?
Porque não estamos juntos?

Sinto-te tão perto de mim
Mas no entanto não estás aqui.

Beija-me o meu corpo
Sente-me vibrar com os teus beijos
Sente-me

Sinto o teu prazer
Sinto a tua volúpia
A tua satisfação por te tocar
Por te beijar

Delícia, das delícias
A tua boca encosta-se à minha
Beijas-me, e eu beijo-te
Sentimos as nossas línguas
Enrolam-se uma na outra

Adormecemos

Bons sonhos…

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Olho

Olho,
E tudo vejo,
Mas nada sinto,

Esperava poder sentir algo,
Mas estou aqui, no meu canto sozinho

Espero que Vocês apareçam,
Que venham ter comigo e me beijem,
Me acarinhem

Arranquem-me desta inútil solidão
Para os Vossos braços

Quero sentir os Vossos corpos
Os Vosso sexos,
Quero beijar os Vossos corpos
Quero ter os Vossos sexos na minha boca

Quero sentir os Vossos orgasmos junto de mim
Quero que Vocês se beijem
Se comam à minha frente

Que ser comido por Vós!
Quero ter orgasmos em Vós!

Beijo-vos,
Toco-vos,

Já não estou só,
Estou convosco,

Sinto o vosso calor junto de mim

O Vosso desejo,
O Vosso prazer.
O Vosso corpo

O Vosso calor
O Vosso carinho

Olho,
Tudo vejo,
Tudo sinto.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Masturbo-me

Apetece-me masturbar,

Enquanto o faço penso em ti, no teu corpo, na tua boca, nas tuas mãos, na forma como me tocas, na forma como sinto o teu toque, o teu calor o teu tesão

Imagino que é a tua mão que me toca, que me masturba, hummm sabe bem, tens um toque especial.

A tua boca quente, salivante, sinto a tua língua, sabe bem…

Sinto o teu corpo a roçar no meu, continua por favor, estou a arder, estou em fogo, quero mais, quero sentir o teu toque em mim, não te afastes, não fujas, volta.

Isso, volta, toca-me, beija-me, PROVOCA-ME, quero ter um orgasmo, quero que o sintas nas tuas mãos que tenho um orgasmo, sim, continua, toca-me, tens uma mão firme, tens uns dedos excitantes, quero lamber os teus dedos.

Quero-te!

Continua, o teu toque faz-me bem, sinto-me bem, sinto que o orgasmo está próximo, está quase, quase, quase, mais um pouco, isso, mais um pouco, já sinto na minha cara que está ao rubro, o resultado do teu toque, venho-me pela tua mão.
Beijo-te a mão.

Sonho de uma noite de Verão

Sonhei contigo.

Sonhei que estavas ao meu lado.

Que dos teus lábios, doces e quentes, brotavam palavras quentes e doces.

Arrepiaste-me com as tuas palavras. Excitei-me, excitaste-te! Deliramos ao sabor das palavras, quero-te, desejo-te, beija-me, toco-te, toca-me, acariciamo-nos, amamo-nos.

Palavras quentes em noite quente.

Excitação de meras palavras, num sonho de uma noite de Verão.

Com um beijo acordaste-me, e afinal aquilo que parecia um sonho era verdade, a tua boca, as tuas palavras, as tuas exclamações excitadas, o teu beijo, quente.

Tudo lá estava, e eu esperei, e os teus lábios tocaram nos meus, dando lugar a uma só palavra a uma só frase:

Provoca-me!