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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

arrepia-me IV: o Norte e a Neve no Litoral

O Norte é um velho amigo, por isso não tem de avisar quando vem, fico sempre contente com a visita, mesmo que seja rápida e intempestiva. 
O Norte é livre e traz com ele quem quer. Seja Tempestade ou Brisa, é sempre bem recebida, sempre compreendida. 
O Norte já trouxe a Neve, uma ou outra vez. E das raras vezes que o fez, é sempre um espectáculo muito bom de se sentir. 

O Mar é muito quente para a Neve, mas por vezes o Norte leva-a à beira-rio, pertinho da foz… 

É assim, um entusiasmo, um arrepio, uma delícia doce, uma saudade eternizada numa melodia intemporal: 


Luís Represas, Neva sobre a marginal
Letra aqui

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Arrepia-me III


Björk, All is full of love

Devagar, a roçar ao de leve, languidamente. Baixinho, com um rumor cadente, amplificado, vibrante… Nasce o Amor do gesto imprevisto no ambiente improvável, transborda e contamina tudo à sua volta. Deixo-me levar no embalo rouco e cristalino da inocência, para lá do arco-íris. Toca, arrepia… e sabe tão bem...

[Para quem como eu se interroga sobre que verso é aquele que ela canta depois de “your doors are all shut”, adianto que após exaustiva busca, percebi que ela gosta muito de inventar palavras e consequentemente deixar-nos a matutar o que quererá ela dizer com aquilo. Mas lá que soa bem, lá isso soa...]
gracias, Engonhita ;)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

arrepia-me II - carmina burana

Lembras-te do anúncio do Old Spice? Esquece. Foi apenas a forma como a conheci e talvez por isso, não tenha reparado logo no seu verdadeiro valor.

Recentemente, lembrei-me de ouvir novamente, a propósito do que estava a escrever, e arrepiei-me. Como eu já tinha explicado aqui há uns tempos, este tipo de reacção pode ser interpretada como uma forma de medir a qualidade de uma experiência, neste caso, musical.

Quero convidar-te a ouvi-la comigo. A deixares-te tocar pelo som. Aceitas? Vá, põe os auscultadores, ou de preferência, liga as colunas do computador no máximo (se forem boas) e carrega no Play:



Começa pungente, num lamento, e diminui abruptamente o volume. O piano e o violoncelo mantêm o ritmo. Dramatismo latejante, já se sabe que quando menos esperarmos, vai explodir-nos nos ouvidos. A massa cantante descreve a personalidade da Sorte e de como somos afectados por ela. A tensão está toda acumulada, encurralada, não tem mais por onde fugir. De repente, acontece - Consegues senti-la? O subwoofer sopra, o ritmo é muito rápido, alucinante, triunfante; O coro de vozes funde-se com a orquestra, todos são um e o papel de cada elemento é fundamental para o resultado harmonioso que se pretende – uma verdadeira orgia musical.

Como eu gostava de fazer parte da orquestra a tocar tímpanos e fazê-los vibrar nos teus ouvidos…

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segunda-feira, 17 de março de 2008


...a voz desta mulher. tenho os pelos todos em pé, inclinados na direcção das colunas de som. nos braços, nas pernas, na nuca. Não me arrepio com qualquer coisinha, mas os agudos cristalinos desta soprano têm qualquer coisa de divino:





Maria Callas, A Rainha da Noite



existem mais algumas coisas que me deixam assim, numa sensação que eu não sei bem como definir, é estranho. mas geralmente significa que estou a passar por uma boa experiência :-)
acontece com alguns sons, e com alguns toques, com alguns sabores ou aromas. raramente me arrepio com o que vejo.
a seu tempo, trarei aqui alguns desses arrepios.

imagem: gettyimages, com um arrepio meu