Manhã cedo, a luz penetra no quarto pelos buracos da persiana. Ouve-se o barulho da água a correr, o marido está no duche e ela sente a vontadezinha danada… O amante aproxima-se de pé, nu, banhado por aquela luz entrecortada pela persiana e sorri maliciosamente erecto. Ela contorce-se, insinua-se, chama-o. Ele finge-se desinteressado mas avança devagar. Ela ergue-se e prepara-se para lhe mimar o sexo, mas ele não deixa, empurra-a e ataca-a no pescoço, saboreando o perfume de fêmea excitada com pequenas dentadas alternadas com lambidelas que a arrepiam. Ela tenta fazer-lhe o mesmo simultaneamente, mas ele afasta-a e desce em direcção ao peito e por lá se perde, com o nariz a escassos milímetros da pele, a inspirar profundamente enquanto o corpo dela implora pelo toque. Ele lambe-lhe os seios, enrija-lhe os mamilos deixando um rasto húmido de saliva, enquanto ela tenta acariciar-lhe a nuca, mas ele prende-lhe as mãos com as dele e desce, cheirando-lhe a barriga, roçando as coxas com a face… Pára e olha-lhe nos olhos. Há ali uma espécie de entendimento. Ela aproveita para se libertar e beijar-lhe a boca, entrelaçam os corpos, lutam pelo domínio. Ele diz-lhe "vou fazer-te vir em 30 segundos". Ela olha-o com uma expressão jocosa e procura o preservativo. Encontra-o. Mas ele não está a gozar. "Um" e penetra-a com uma estocada forte. Foi muito fácil entrar porque ela está inundada, a liquefazer-se em desejo. Ela geme. "Espera, o preservativo!" "Dois" Ela debate-se, já percebeu que ele não vai parar. A água deixou de correr, o marido está a fazer a barba. "Três. Diz que não queres. Cinco!" Cada estocada é um número mais próximo do êxtase. Ela debate-se mas delira cada vez que ele entra até ao fundo e lhe faz estremecer o corpo todo. "Não!" murmura ela. "Não o quê? Dez!" Ela continua a debater-se e a forma como se mexe e contorce aumenta-lhe o prazer. "Treze. Não queres? Quinze!" Ela está a vibrar. Ele sente o aumento de temperatura, sente-lhe a textura a pressioná-lo e tenta controlar-se. "Sim!" "Vinte!" Ela começa a respirar fundo. "Sim o quê? Vinte e dois!" ela continua a debater-se, mas ambos sabem que ela não se quer desligar, mas ele pára. "Sim o quê, diz! Vinte e três!" Agora só ela é que se mexe, está a ferver. Ele também está quase, a pausa refreia-o, mas ela continua a mexer-se, a chegar-se mais para ele, a fingir que se debate. "Não pares! Por favor, não pares!..." "Vinte e cinco!" Ele penetra-a com força e ela abafa um grito e aperta-o dentro dela, não o quer deixar sair, ele não quer sair, é bom demais… "Vinte e oito!" ela geme. "Vinte e nove!" Nada mais importa a não ser aquele prazer. Ela sobe, ela prende-o, não o quer deixar sair. E o "Trinta…" soa rouco e deturpado. E ele sente a vertigem, sabe que tem de a largar, mas ela não deixa, aperta-o e não o larga e sente-o estremecer dentro dela, abraça-o até acalmar. Ela volta-se e soluça. Ele pede desculpa. Não era suposto. Eles sabiam perfeitamente que o pedaço de látex não passava de uma barreira psicológica que uma vez transposta, não é possível voltar a erguer.
"vou fazer-te vir em 30 segundos"?!? Ainda se fosse "vou fazer-te vir DURANTE 30 segundos"... E mesmo assim... eu às vezes...
"barreira psicológica"?!?! Pffffff... Pois, toda a gente sabe que os príncipes encantados NUNCA estão contaminados e os bebés vêm de França...
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sábado, 4 de abril de 2009
domingo, 2 de novembro de 2008
diálogos (im)prováveis III
Ela: se bem me lembro, tu disseste que tinhas um coração de manteiga há uns tempos
Ele: HAHAHAH no sentido figurado, claro.
Ela: na, eu às vezes vou lá. e tem gordura sim senhor. à volta
Ele: hahahahaha
Ela: o que é bom. porque ajuda a escorregar para o interior. E é quentinho.
Ele: eu sou todo quentinho :D algo me diz que já não estamos a falar de coração :D
Ela: sei lá. Posso estar enganada. Mas como palpita, presumi que fosse o coração.
Tu não me digas…
Ele: Pois, pois
Ela: lol
Ele: o que não faltam são coisas que palpitam!
Ela: pois, realmente há outros sítios que palpitam :$
Ele: sim...e não é preciso estar a listá-los :D
Ela: Preciso urgentemente de um mapa!
Ele: para?
Ela: ai este meu sentido de orientação… Para saber onde estou afinal, ora!
Ele: hahaha...e de momento a tua localização é um problema?
Ela: É! Quer dizer, não gosto de andar por aí perdida. E depois se não encontro o caminho para casa?
Ele: e agora andas perdida porque? não sabes o teu rumo?
Ela: eu sei o rumo, só estou um bocadinho desorientada. Caraças…
Ele: ora, então o que é que te esta a desorientar? conta-me lá
Ela: são muitas artérias, muitos vasos capilares
Ele: palpitações, pois!
Ela: e eu tento não sair das artérias, que são as vermelhas. Mas não têm tabuletas como no "era uma vez o corpo humano"
Ele: hahaha...o que eu gostava desses bonecos!
Eu: mas eu percebo quando entro numa veia, porque não palpita tanto e é mais escura. De resto, estou um bocado às escuras.
Ele: ora...basta uma ideia luminosa;) e não me parece que te faltem ideias
Ela: acho que tenho de ir para cima. É, deve ser para cima…
Ele: então, se para cima é o caminho, o que te detém?
Ela: falta de combustível
Ele: é um mal geral
Ela: estímulo
Ele: ora, há que bicicletar :D
Ela: o meu combustível é estímulo
Ele: e qual é o estimulo que te falta?
Ela: vou tentar aproveitar o oxigénio do teu sangue. Mas provavelmente se me deixar ficar quietinha, o fluxo acaba por me levar lá. afinal, o sangue todo passa por lá.
Ele: hum...andar ao sabor do vento… isso pode-te levar contra os rochedos da costa
Ela: isso é se tiveres as artérias entupidas de colesterol, pelo que vejo, não é o caso. eu é que sou uma precipitada de ideias malucas. não te vou roubar oxigénio nenhum. vou esperar que o teu sangue me leve lá. afinal de contas, o coração bombeia o sangue todo numa questão de minutos.
Ele: não me vais roubar?
Ela: na, não acho muito correcto.
Ele: e porque haverias de me roubar oxigénio? e, já agora, como o farias?
Ela: não estás a perceber? era o combustível para pôr o motor a funcionar. o oxigénio da artéria... ora, eu consigo filtrar oxigénio do sangue. qualquer célula faz isso. O oxigénio é o estímulo sanguíneo.
Ele: troca-me lá isso por miúdos.
Ela: queres coisa mais miúda que uma célula? então vamos lá. O átomo…
Ele: vamos a isso :D Mais ainda
Ela: … é uma coisinha muito pequenininha
Ele: os átomos têm núcleo :D
Ela: exacto, eu ia chegar lá a seguir
Ele: :D
Ela: o núcleo, se bem me lembro das aulas de química, tem protões
Ele: hum...isso não será mais de física? :D
Ela: ou será neutrões? Ou electrões?...
Ele: olha lá... já que falamos de neutrões... e como anda a tua vida sexual?
Ele: HAHAHAH no sentido figurado, claro.
Ela: na, eu às vezes vou lá. e tem gordura sim senhor. à volta
Ele: hahahahaha
Ela: o que é bom. porque ajuda a escorregar para o interior. E é quentinho.
Ele: eu sou todo quentinho :D algo me diz que já não estamos a falar de coração :D
Ela: sei lá. Posso estar enganada. Mas como palpita, presumi que fosse o coração.
Tu não me digas…
Ele: Pois, pois
Ela: lol
Ele: o que não faltam são coisas que palpitam!
Ela: pois, realmente há outros sítios que palpitam :$
Ele: sim...e não é preciso estar a listá-los :D
Ela: Preciso urgentemente de um mapa!
Ele: para?
Ela: ai este meu sentido de orientação… Para saber onde estou afinal, ora!
Ele: hahaha...e de momento a tua localização é um problema?
Ela: É! Quer dizer, não gosto de andar por aí perdida. E depois se não encontro o caminho para casa?
Ele: e agora andas perdida porque? não sabes o teu rumo?
Ela: eu sei o rumo, só estou um bocadinho desorientada. Caraças…
Ele: ora, então o que é que te esta a desorientar? conta-me lá
Ela: são muitas artérias, muitos vasos capilares
Ele: palpitações, pois!
Ela: e eu tento não sair das artérias, que são as vermelhas. Mas não têm tabuletas como no "era uma vez o corpo humano"
Ele: hahaha...o que eu gostava desses bonecos!
Eu: mas eu percebo quando entro numa veia, porque não palpita tanto e é mais escura. De resto, estou um bocado às escuras.
Ele: ora...basta uma ideia luminosa;) e não me parece que te faltem ideias
Ela: acho que tenho de ir para cima. É, deve ser para cima…
Ele: então, se para cima é o caminho, o que te detém?
Ela: falta de combustível
Ele: é um mal geral
Ela: estímulo
Ele: ora, há que bicicletar :D
Ela: o meu combustível é estímulo
Ele: e qual é o estimulo que te falta?
Ela: vou tentar aproveitar o oxigénio do teu sangue. Mas provavelmente se me deixar ficar quietinha, o fluxo acaba por me levar lá. afinal, o sangue todo passa por lá.
Ele: hum...andar ao sabor do vento… isso pode-te levar contra os rochedos da costa
Ela: isso é se tiveres as artérias entupidas de colesterol, pelo que vejo, não é o caso. eu é que sou uma precipitada de ideias malucas. não te vou roubar oxigénio nenhum. vou esperar que o teu sangue me leve lá. afinal de contas, o coração bombeia o sangue todo numa questão de minutos.
Ele: não me vais roubar?
Ela: na, não acho muito correcto.
Ele: e porque haverias de me roubar oxigénio? e, já agora, como o farias?
Ela: não estás a perceber? era o combustível para pôr o motor a funcionar. o oxigénio da artéria... ora, eu consigo filtrar oxigénio do sangue. qualquer célula faz isso. O oxigénio é o estímulo sanguíneo.
Ele: troca-me lá isso por miúdos.
Ela: queres coisa mais miúda que uma célula? então vamos lá. O átomo…
Ele: vamos a isso :D Mais ainda
Ela: … é uma coisinha muito pequenininha
Ele: os átomos têm núcleo :D
Ela: exacto, eu ia chegar lá a seguir
Ele: :D
Ela: o núcleo, se bem me lembro das aulas de química, tem protões
Ele: hum...isso não será mais de física? :D
Ela: ou será neutrões? Ou electrões?...
Ele: olha lá... já que falamos de neutrões... e como anda a tua vida sexual?
terça-feira, 21 de outubro de 2008
estímulo
Em pé, contra a superfície fria do lavatório, penetro-te lentamente por trás enquanto te dedilhas e te vens assim, com um seio na minha mão, a olhar-me através do espelho...
terça-feira, 14 de outubro de 2008
hot wet pink suede
Chega aqui. Deixa-me falar-te ao ouvido: quero-te toda! Deixas-me mimar-te? Começo devagar a descer pelo pescoço, a inspirar o teu cheiro a um milímetro da pele, a trincar a tua orelha até sentir a resposta. Beijo-te suavemente, demoradamente, nos teus lábios doces. Mordo-te o queixo e desço com a língua. Enrolada na toalha, és uma irresistível tentação. Posso despir-te? Deixa… desembrulho-te, a sorver o sabor quente do teu peito. Quero ter-te assim, nua, à minha mercê. Confias em mim?
És linda! O teu corpo é um instrumento delicado e único que eu toco todo, não deixo milímetro por tocar, e insisto onde sinto a resposta mais intensa. A minha boca perde-se nos teus seios, nas tuas axilas, no interior dos teus braços, faço-te cócegas com a língua e mordo suavemente a lateral do teu tronco. Adoro quando fechas os olhos e ris!
És linda! O teu corpo é um instrumento delicado e único que eu toco todo, não deixo milímetro por tocar, e insisto onde sinto a resposta mais intensa. A minha boca perde-se nos teus seios, nas tuas axilas, no interior dos teus braços, faço-te cócegas com a língua e mordo suavemente a lateral do teu tronco. Adoro quando fechas os olhos e ris!
Contorno as tuas pernas, subo até ao interior das coxas e por lá me deixo ficar até suspirares… lindíssima.
Beijo a tua barriguinha e vou rodeando o umbigo. Suspiras. Arrepio-te?
Lambuzo-te as virilhas com a língua toda até à entrada do teu anusito e seguro-te as nádegas, até me pedires para entrar.
Lambuzo-te as virilhas com a língua toda até à entrada do teu anusito e seguro-te as nádegas, até me pedires para entrar.
Mergulho em ti devagarinho, roço a face, o nariz, os lábios nas tuas profundezas.
Tão macia… carnuda, camurça rosa, molhada e quente, a deslizar por entre os meus dedos. Quero beijar todos os teus lábios. Beijo-os de facto, como se de uma boca se tratasse, e enterro a minha língua na maciez do teu interior. Beijas-me, ora com uma, ora com a outra boca, sorvo o teu sabor húmido de desejo, doce e salgado. Aperto o teu segredo com pequenas dentadas, mordo os teus lábios generosos, esfrego a minha boca em ti, o meu queixo, a minha língua, com força, em sintonia com o ritmo da tua respiração.
As minhas mãos passeiam-se pelo teu corpo, apertam-te os seios, as nádegas e todas as tuas partes redondas e carnudas. E gemes… sim, consigo ouvir a sinfonia que o teu corpo orquestra, que maravilha! E danças na minha boca, enquanto te sinto toda, a transpirar prazer. O teu sexo vibra, explode e brilha sob a minha boca, puxas-me o cabelo, prendes-me, apertas-me e eu liberto-te.
Lambo-te com ternura, como a uma ferida, até me dizeres para parar.
Adoro quando fechas os olhos e sorris… queres mais?
Adoro quando fechas os olhos e sorris… queres mais?
post relacionado: fondue de chocolate com sexo
domingo, 24 de agosto de 2008
DESEJO puro e duro
Sou acordada a meio da noite pelo zumbido da melga que me mordeu ontem o corpo todo. Ela diz que me enviaste imagens. Digo para não me chatear, mas ela insiste, tento matá-la com a mão, mas a única coisa que consigo é bater-me a mim própria duas vezes.
Não resisto, é claro, quero ver. Ela mostra-me as imagens mentais que tem para mim. Estou ainda meia a dormir, mas as imagens pulsam-me no cérebro e despertam-me.. começo a ter dificuldade em respirar, inspiro e expiro entrecortadamente, e mexo-me imenso, deslizando por entre os lençóis brancos na cama ainda fresca, feita de lavado.
São três imagens: a primeira é de uma boca a morder um mamilo; a segunda é de uma boca a mordiscar uma glande e a terceira é de um menino à entrada de um anusito. Não sei de quem são as imagens e tento esquecê-las, apagá-las da memória, mas não consigo. Começo lentamente a perceber o estado de excitação em que me encontro, mas não me toco. As imagens pulsam alternadamente na minha cabeça ao mesmo ritmo estonteante do sangue, e mexem-se, ganham vida. E eu sinto a boca no mamilo, sinto a glande na minha boca, sinto o menino a pressionar-me o anusito. E a respiração cada vez mais entrecortada. Agora estou completamente desperta e apetece-me tocar-me. Penso que talvez me consiga acalmar assim. Sinto um fogo enorme na barriga, passo a mão por lá e vou subindo até aos seios que estão ainda adormecidos. Os mamilos são preguiçosos e eu toco nas grandes auréolas macias e arrepio-me, e sinto a textura a enrugar e as auréolas a diminuir e os mamilos a despertar finalmente, a sentirem-se mimados e os seios redondos nas minhas mãos... e tremo, contorço-me, desço até à menina e sinto alguma humidade, penso em aliviar esta minha tensão, mas não quero o meu amiguinho vibrante outra vez, quero…
As imagens não me saem da cabeça. Vão passando alternadamente cada vez mais depressa, quase sem me dar tempo de as saborear e eu mexo-me sem conseguir parar.
Vou novamente ter com a minha menina, está completamente encharcada e isso excita-me por demais, começo a sentir o corpo todo a latejar, o sangue a galopar-me nas artérias, a respiração… já nem sei como respiro… levo a mão à boca para me provar… estou agridoce… cheiro a refogado de margarina e cebola com uma pitada de açúcar… continuo a tocar-me na esperança de que passe, de conseguir esgotar a humidade que escorre de mim, deixo a mão ficar quieta e mexo as ancas ao encontro dela, mas a humidade não passa, espalho-a pela barriga, pelas coxas, pelo anusito e não passa…
São 4:00 e não consigo dormir… resolvi escrever isto numa tentativa de me apaziguar, mas não passa. Esfrego as coxas contraindo-me e sinto a inundação que vai em mim… QUERO-TE!
É desejo puro e duro. Com muita imaginação à mistura. Apenas isso. Já passa, há-de passar.
Suspiro profundo para oxigenar mais o cérebro. Agora já consigo respirar melhor...
Vou novamente ter com a minha menina, está completamente encharcada e isso excita-me por demais, começo a sentir o corpo todo a latejar, o sangue a galopar-me nas artérias, a respiração… já nem sei como respiro… levo a mão à boca para me provar… estou agridoce… cheiro a refogado de margarina e cebola com uma pitada de açúcar… continuo a tocar-me na esperança de que passe, de conseguir esgotar a humidade que escorre de mim, deixo a mão ficar quieta e mexo as ancas ao encontro dela, mas a humidade não passa, espalho-a pela barriga, pelas coxas, pelo anusito e não passa…
São 4:00 e não consigo dormir… resolvi escrever isto numa tentativa de me apaziguar, mas não passa. Esfrego as coxas contraindo-me e sinto a inundação que vai em mim… QUERO-TE!
É desejo puro e duro. Com muita imaginação à mistura. Apenas isso. Já passa, há-de passar.
Suspiro profundo para oxigenar mais o cérebro. Agora já consigo respirar melhor...
domingo, 17 de agosto de 2008
gelo escaldante
Mais um fim-de-semana de trabalho intensivo. Já faltou mais para terminar o curso e desaparecer de vez... O laço aperta-me o pescoço, incomoda-me hoje mais do que o costume, é um eufemismo para forca. O calor é insuportável, o ar condicionado no máximo não dá conta do recado. Vou enchendo o balde de gelo com vontade de me enfiar na arca, enquanto a chefe me grita ao ouvido que o gelo já devia estar no copo do senhor da mesa 9 há 3 minutos. Pego na toalha, respiro fundo e preparo-me para aturar mais um cliente insatisfeito pronto a descarregar o seu mau humor de pessoa frustrada em cima de mim. Mas não foi isso que aconteceu. Assim que saí a porta de serviço, ela estava a levantar-se da mesa. Não era muito alta, mesmo com os saltos, mas sobressaía no seu vestido vermelho escuro simples, colado ao corpo, onde transpareciam algumas curvas apetitosas. A melhor parte deste trabalho é isto: poder servi-las, aspirando os seus perfumes e espreitando os seus decotes. Estamos sempre a competir por mesas destas e deixamos as mulheres servir as mesas dos homens que elas acham piada. Isto quando a chefe nos deixa fazer esta gestão, claro, e não estão homens e mulheres interessantes na mesma mesa, caso em que temos de tirar à sorte ou tentamos servi-los à vez.Mas esta mulher de vermelho... pele clara, cabelo escuro, curto, impecavelmente penteado e brilhante, colado ao crânio. Uns lábios vermelhos de cereja e uns olhos... ela olha directamente para mim enquanto me aproximo e o calor aperta. Ela diz "Que calor!" com uma voz tão quente que eu sinto o gelo a derreter mais depressa. Nisto, desata um laço na parte detrás do pescoço e o vestido desliza rapidamente, descobrindo-lhe o corpo por completo, caindo aos seus pés e revelando a sua total nudez. Tem a atitude das ninfas do Manara e algumas curvas da Druuna do Serpieri, um pouco menos sumptuosa, mas equilibrada. Eu paralizo, e perante o meu espanto, ela aproxima-se mais, olhando para o balde que trago nas mãos, e retira lá de dentro dois cilindros. Sorri, e com a outra mão disponível, faz-me subir o queixo que entretanto tinha caído, e pisca-me o olho, voltando costas. Começo a ver as nádegas dela a bambolear lentamente enquanto se afasta um pouco e vai passando o gelo pela face, pelo pescoço, pelas axilas e depois pára. Encosta-se à parede e faz o gelo deslizar pelo peito, endurecendo-o, despertando os mamilos. Vai arredondando as arestas dos cilindros gelados, que passam do estado sólido a líquido ao contacto com a pele escaldante, deixando um rasto de pequenas gotas que vão escorrendo e pingando. Desce pelo centro até ao umbigo, e por lá se detém um pouco, a arrefecer o ventre. Sinto o sangue a descer vertiginosamente, reparo que estou completamente em pé, e isso nota-se bem nas minhas calças, mas nem vale a pena disfarçar porque ninguém está a olhar para mim, está tudo de boca aberta a olhar para ela, a tapar os olhos às criancinhas. Sinto o suor a escorrer e só me apetece enfiar o balde de gelo pela cabeça abaixo. Ela desce as mãos pelo corpo, esfrega o gelo pelo interior das coxas, pelas virilhas e pelo rego das nádegas, e em gestos coordenados e simultâneos, faz desaparecer o gelo dentro dela. Aquilo deve ter-lhe provocado imenso prazer, porque pouco depois o seu corpo estremece todo por entre gemidos, o peito sobre e desce rapidamente devido à respiração acelerada, ela fecha os olhos e abre a boca, soltando um grito desalmado e o som ecoa na minha cabeça e faz-me querer ainda mais penetrá-la e ajudá-la a derreter o gelo.
Escorre-lhe algum líquido por entre as pernas, o único vestígio da água que já foi gelada e agora é quente.
Acordo encharcado em suor e esperma. Foda-se, devia ter percebido que era bom demais para ser verdade... mas mesmo assim, foi bastante real!
imagem: getty images
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
"já sei que hei-de arder na tua fogueira"
É inevitável, sabe-lo tão bem quanto eu. É uma combinação explosiva que testa os limites da sanidade mental. Deixa-te de merdas e goza…
Já devias saber que quanto mais esperneias, mais presa ficas.
Pensas que me assustas com a tua sinceridade bruta. "Vais ter que te esforçar mais, muito mais"…
Ainda tens dúvidas, mas eu tenho a certeza de que nos vamos dar bem. Se não jogasses tão à defesa, tinhas percebido logo isso.
Quero roçar-me em ti, quero ser a foda da tua vida.
Quero a tua cona quente e suculenta, sim, não consigo deixar de pensar nela a sorver-me o caralho pulsante a entrar bem fundo, preenchendo-te completamente. Quero dançar esse tango até à exaustão e depois recomeçar.
À tua maneira, seja, não é assim tão diferente da minha.
E depois, que importa de quem é a fogueira, não ardemos tão bem juntos?
Já devias saber que quanto mais esperneias, mais presa ficas.
Pensas que me assustas com a tua sinceridade bruta. "Vais ter que te esforçar mais, muito mais"…
Ainda tens dúvidas, mas eu tenho a certeza de que nos vamos dar bem. Se não jogasses tão à defesa, tinhas percebido logo isso.
Quero roçar-me em ti, quero ser a foda da tua vida.
Quero a tua cona quente e suculenta, sim, não consigo deixar de pensar nela a sorver-me o caralho pulsante a entrar bem fundo, preenchendo-te completamente. Quero dançar esse tango até à exaustão e depois recomeçar.
À tua maneira, seja, não é assim tão diferente da minha.
E depois, que importa de quem é a fogueira, não ardemos tão bem juntos?
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
"já sei que hei-de arder na tua fogueira"
"Vais ter de te esforçar mais do que isso. Muito mais." Digo-lhe. Gosto de me fazer de difícil. Eles não entendem que se não estivesse interessada, não me prestava a estes jogos. Acham que dominam a situação…
A verdade é que não me acontece tantas vezes como isso, esta predisposição. Sinto um fogo no ventre cada vez que penso nele, quando ele me toca, o fogo sobe por mim acima, incendeia-me descontroladamente, arrebatadoramente. Se não estivesse a tomar a pílula, estaria a ovular de certeza. E não estou a ficar mais nova... Raisparta a biologia!
Dei-me a conhecer demasiado, ele já sabe os pontos por onde pegar, faz de mim o que quiser, se quiser. E quer... mas este chove-não-molha dá-me uma pica desgraçada. Ele está a cantar-me a cantiguinha do costume, mas hoje quem quer cantar sou eu. Vou deixar-me de merdas, e dizer-lhe claramente o que quero e como quero. A ver se ele se assusta. Não, não se assustou. Contra-atacou. Ummm, que bom! Podemos ficar horas nisto. A aquecer, a preparar a grande fogueira onde vamos arder.
E agora, quem é que arde na fogueira de quem?
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
futuro?
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