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domingo, 25 de novembro de 2007

O Quarto Elemento... outras perspectivas - 4ª parte

Um pôr-do-sol, é sempre um pôr-do-sol, mas com a companhia certa é delicioso. Quem me acompanhava neste pôr-do-sol era quem eu mais queria ter para partilhar aquele momento diariamente único.

Ali estávamos, depois de um pôr-do-sol misturado com um belo mergulho (fresquito) e um encontro de corpos que nos aqueceu o corpo e a alma. O mergulho acendeu-nos o desejo tal como um isqueiro acende um rastilho, neste crepúsculo dos deuses que era só nosso…

(…)

Bip, bip, bip bip… os sons inconfundíveis dos nossos telemóveis. Tanto eu como ela recebemos uma mensagem escrita, simples e directa:

“Venham ter rapidamente connosco”

Era da nossa amiga, questionamo-nos se estaria a correr alguma coisa mal. Ela apenas pedia que fossemos ter com eles… Podia ser um pouco mais esclarecedora afinal tem, pelo menos, 160 caracteres para uma mensagem e não paga mais por isso (tinha uma amiga que achava que quanto mais escrevesse mais pagava…)

Apressamo-nos em ir embora; o que valeu é que quando recebemos a mensagem já nos tínhamos vestido…

Fomos um pouco a pisar o pé no acelerador, pois a preocupação era alguma…

Chegámos… as luzes estavam acesas, o carro estava lá, mas o que se passaria… Irra! Não comi, tenho fome, e estes metem-se com invenções de mandar mensagens sem justificação nenhuma, espero pelo menos que haja uma boa causa para isto tudo…!

Entramos, meio a resmungar, meio esfomeado, com cara de mau pergunto o que se passava, se havia algum problema…

Afinal não era nada! Estavam ambos com um daqueles sorrisos idiotas que vai de orelha a orelha. Pareciam-me bem, muito bem, eu é que estava com fome e não tinha ainda percebido porque é que estava ali.

Lá foram dizendo, que tínhamos sido uns queridos em termos preparado aquela surpresa, estava tudo tão bom, mas nós sozinhos não iríamos dar conta da comida, e vocês também têm de jantar, portanto e sem mais discussões… vamos comer! Ainda tentamos protestar mas a fome venceu-nos e ficamos e fomos todos para a mesa jantar.

(…)

O jantar iniciou-se, prolongou-se e terminou de forma muito agradável. Além disso o nosso repasto estava excelente.

Enquanto comia e conversava dava para ir analisando quem me rodeava, principalmente os nossos convidados especiais. Ela, eu já conhecia, mas estava calma, serena, tinha o seu perfume habitual, agradável um ligeiro cheiro a limão, mas fresco, radiava uma alegria que fazia tempo que não lhe via, era bom vê-la assim.

Comíamos com vontade, e bebia-se um bom vinho tinto.

Ele, era a primeira vez que o via, o contacto anterior não foi mais que umas conversas no MSN, umas trocas de e-mails e uns telefonemas. Também ele me parecia calmo e sereno, emanava uma certa tranquilidade muito própria que tenho algumas dificuldades em descrever.

Entretemo-nos a conversar entre café e chás pós refeição e um belo digestivo que encontrei escondido numa prateleira do armário da cozinha.

Ali ficámos à conversa um bom bocado. Aproveitámos para nos conhecer melhor, ou seja, para conhecer o nosso convidado melhor.

Senti-me muito bem naquele grupo, parecia que estávamos feitos uns para os outros, completávamo-nos uns aos outros nas conversas. Firmou-se ali uma cumplicidade muito pacífica, realmente tínhamos encontrado um amigo especial para a nossa amiga.

Mas a noite era deles e não nossa, pois era isso o planeado, discretamente despedimo-nos deles com um até amanhã, e não saímos propriamente de casa, mas fomos para o nosso cantinho deixando-lhes a casa toda só para eles. Como os quartos tinham casa de banho, a possibilidade de nos cruzarmos era remota, portanto, embora estivéssemos na mesma casa, na prática era como estivéssemos cada casal numa casa separada…

Entramos no nosso cantinho e já meios de espírito quente de excitação, trocávamos carinhos, carícias, beijos, toques, e outros mais actos excitantíssimos entre nós, quando começamos a ouvir uns ruídos estranhos, que de estranhos não tinham nada, eram uns gemidos leves, mas tensos de excitação, começávamo-nos a aperceber que o nosso casalinho convidado, afinal estava a entender-se muito bem, ouvia-se, quase que se sentia a excitação do casal no quarto ao lado.

Da nossa perda de excitação, com o quase susto do barulho dos nossos vizinhos excitados, logo recuperámos não só porque os nossos corpos quentes e excitados que de pouca ajudam precisavam. Tínhamos ali ao nosso lado dois amante que, embora não víssemos, ouvíamos e imaginávamos. A nossa imaginação voava com o que eles poderiam estar a fazer… Novamente totalmente excitados como uns voyeurs voltamos ao nosso leito e amansamos a nossa excitação até que acabamos por adormecer, sem roupa, pois a noite estava quente, agarrados um ao outro. Assim acordamos no outro dia.

Tomámos banho (juntos) soube bem sentir umas mãos firmes a percorrem o meu corpo, o duche soube bem…

Descemos para tomar o pequeno-almoço, voltamo-nos a encontrar todos…

Bons-dias, para aqui e para ali, algumas piscadelas de olhos entre todos, um sorriso de orelha a orelha, havia em todos nós uma empatia extraordinária, um sentimento de confiança, tomamos o pequeno-almoço, ficamos por ali a “vegetar” durante a manhã (não percebo como é que acordamos todos mais ou menos à mesma hora e até relativamente cedo) aproveitamos para conversar um pouco… sobre a noite anterior… (do jantar…!) e planos futuros…

Chegou-se à conclusão que e por motivos de férias já marcadas de uns e trabalho por outros, a próxima vez que nos podíamos encontrar todos juntos (ficaram alguns almoços combinados individualmente, chegou-se à conclusão que era impossível juntarmo-nos os quatro antes do final do ano) iríamos fazer a passagem de ano juntos… Tínhamos tempo para planear e escolher o sítio para nos encontrarmos e divertirmo-nos todos juntos numa excelente passagem de ano…

(…)

O tempo passa depressa…

Já falta pouco para a passagem de ano!

1ª Parte


2ª Parte


3ª Parte

Imagem retirada de Geographicae

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

O Quarto Elemento... outras perspectivas - 3ª parte

Sábado dourado… a tarde estava quente, apesar do Outono presente, convidava a um passeio à beira-mar.

Tinhas aquele imbróglio profissional para resolver e eu fui buscar o Quarto Elemento à saída da auto-estrada. Ele estava a par do que tínhamos preparado. Identifiquei-lhe a matrícula, estava aonde prometera estar, vindo do norte, fiz sinal para que me seguisse. Tinha imensa curiosidade em estar com ele, em conhecê-lo mais de perto, mas sabia que tinha de resistir, que ele seria todo para ela nesse dia. Por isso, deixei-o à porta de casa e segui ao teu encontro.

Felizmente o teu assunto foi resolvido rapidamente, a tempo de ainda conseguirmos contemplar o pôr-do-sol com areia nos pés.
Imaginámo-los a abraçarem os corpos, a entregarem-se finalmente nas garras do desejo e só nos apetecia fazer o mesmo. A nossa praia estava deserta, e as rochas convidavam a um encontro mais íntimo. Apesar do sol se estar a despedir do dia e o crepúsculo nos arrepiar com um beijo frio, o calor da paixão levou-nos a mergulhar na água gelada.

Navegámos pelos corpos que sabemos de cor, ao sabor das ondas, num doce reencontro dos sentidos. O fervor dos corpos apaziguado pelo frio líquido e flutuante, o teu calor, o teu respirar intenso… excita-me, alivia-me; perturba-me, acalma-me; inquieta-me, dá-me paz… ficamos assim nesta dualidade de sensações até nos completarmos, até saciarmos o corpo e juntos experimentamos uma vez mais a Unidade.

Pensámos neles, se estariam a desfrutar da nossa surpresa, no prazer sentido naquele preciso momento.

E precisamente nesse momento, os nossos telefones chamaram-nos em uníssono: recebemos notícias deles.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

O Quarto Elemento...Outras Perspectivas - 2ª Parte

Finalmente o tão desejado fim-de-semana longe da minha rotina. Não parava de pensar no momento em que iria encontrar os meus amigos mais queridos, no abraço apertado com que eles me presenteiam em cada reencontro. Combinámos encontrar-nos no nosso velho refúgio. Tal como combinado, a chave estava no vaso ao pé da porta. Entro e deparo-me com um ambiente ainda mais acolhedor do que já é costume.

Como cheguei cedo decido tomar um banho de imersão enquanto aguardo a chegada deles. Já debaixo da água coberta de espuma, fecho os olhos e deixo-me envolver pelo calor da água, a música e o cheiro a óleo essencial que se espalha pela casa. Oiço um barulho, penso que devem ser eles. Estou tão relaxada que nem me mexo. Sei que me encontram com facilidade, a casa não é muito grande.

Entretanto sinto uma mão contornar o meu rosto, deslizar pelos meus cabelos. “Olá Quimera!” Não conhecia aquela voz! Abro os olhos meio assustada! O rosto era-me familiar mas eu não queria acreditar que fosse mesmo ele! O homem que apenas existia na minha imaginação, aquele que eu não conhecia pessoalmente mas que me tocava na alma de forma tão intensa estava ali debruçado sobre mim a olhar-me com doçura.

Fiquei sem palavras, o nosso olhar dizia tudo. Sem qualquer pudor pela minha nudez levantei-me estendendo os meus braços para ele e beijámo-nos. Sim, era mesmo o meu Eros, o meu deus mitológico que ganhava forma naquele corpo sexy que eu ansiava tocar.

Olho-o novamente e sorrio ao ver a sua t-shirt molhada e os vestígios de espuma que as minhas mãos haviam deixado no seu rosto. Como duas crianças começámos a brincar com a água enquanto trocávamos algumas palavras sem sentido. Não havia nada a explicar, aquele momento teve a cumplicidade própria de quem já se conhece há muito tempo. Entretanto ele já estava todo molhado. Despimos as roupas que ele trazia vestidas e partilhámos a banheira num verdadeiro banho ao corpo e à alma. Beijámo-nos, acariciámo-nos, fundimo-nos um no outro numa comunhão que só os amantes conhecem.

Passámos aquela tarde juntos, perdidos nos lábios, no corpo um do outro, a saborear cada palavra, cada gesto, cada toque…! “Para ti não serei mais uma quimera!”.

Ébria de entusiasmo nem me lembrara dos meus amigos. Tinha que lhes ligar. Sentia-me feliz e queria que partilhassem aquele momento comigo em todos os sentidos. Pego no telemóvel e decido enviar-lhes um sms


sexta-feira, 19 de outubro de 2007

O Quarto Elemento… outras perspectivas – 1ª parte

Faltava alguém que te preenchesse totalmente - era gritante esse sentimento, transpirado por todos os poros, senti-o na língua, enquanto passeava pelo teu corpo, senti-o na alma, ao ouvir-te chorar baixinho. Era algo que nós jamais te poderíamos dar, mas podíamos pelo menos ajudar-te a encontrar.

A Teia… quanto poder na ponta dos dedos! O nosso Amante iniciou a viagem que nos levou a preparar-te A Surpresa, sem que fizesses a mínima ideia... foste tu que escolheste, só podia ser assim, nós apenas te demos a força e a confiança que necessitavas para arriscar mais uma vez, para acreditar só mais uma vez.

Ele foi-se revelando, cada vez mais apetecível, tanto que parecia irreal, tu não querias acreditar, pediste-me para te beliscar. Estavas completamente apaixonada, nunca te tinha visto assim, tão plena de vida, tão brilhante… Rimos perdidamente em cima da manta laranja, como eu gostei de te ver rir assim, a exalar esperança!

Tinha chegado a altura, tinha de ser especial. Percebeste finalmente que não havia nada de errado contigo, tinhas tudo o que precisavas, e agora só querias partilhar essa sensação com mais alguém. Depois de tantos encontros de alma, o encontro dos corpos. Oferecemo-vos esse momento a dois, sabendo que seria apenas a confirmação do que já compreendíamos: a comunhão de dois seres há muito esperada por ambos, para se fazerem um só de corpo e alma.

Deixámos a casa à vossa disposição, preparámos o cenário onde já nos tínhamos deixado levar por esse suave abandono de prazer, a partilhar os nossos corpos. Preparámos a luz, os aromas, os sons e toques suaves, não nos esquecendo dos sabores, e deixámos espaço para a vossa dança dos sentidos, tudo como sabíamos que ias gostar e que ele iria certamente aprovar.

O sonho, a expectativa, a realidade – tudo se misturou naquele dia. Eu e o nosso Amante estávamos verdadeiramente deliciados com o que tínhamos preparado para vocês, tão excitados com a ideia que mal nos conseguíamos conter. Trocámos gestos cúmplices, separámos os corpos e seguimos com o planeado.

Expectantes e decididos, com a adrenalina a bombar na corrente sanguínea e a energia acumulada a fluir, começámos a pôr em prática, com pensamentos e gestos coordenados, o que há muito tínhamos imaginado…

domingo, 30 de setembro de 2007

O Quarto Elemento

Adoro aqueles minutinhos ao acordar em que estou meia a dormir meia acordada. Nessas alturas acontece-me sentir que estou a ver um filme em que posso escolher algumas cenas e, ainda melhor, posso escolher o final do filme. Por vezes não sei se foi sonho ou pensamento. Esta manhã tive um sonho, chamemos-lhe assim, bastante excitante.
Estava num restaurante com um casal íntimo numa mesa para 4 pessoas. Chega então o 4º elemento. Não o conhecia de lado nenhum, era uma surpresa dos meus amigos.Cumprimentou-me com dois beijos e posou levemente a mão na minha cintura. Senti-me imediatamente atraída por ele. A ténue malícia do seu olhar cativou-me!
Sentou-se no lugar disponível mesmo ao meu lado. No meio da conversa e de alguns copos do meu adorado vinho tinto alentejano, fomos-nos aproximando, tocando afavelmente, provocando subtilmente. Até que posei a minha mão na coxa dele. Olhámo-nos de forma cúmplice e entendi que ele queria o mesmo que eu. Passei a mão pelo seu sexo e tive a certeza que me desejava.
Sobremesa... Perguntei-lhe se quer provar a minha e dei-lhe à boca uma colher do meu doce. Uma gota do recheio de chocolate escorre da colher para os seus lábios. Apeteceu-me lambê-los mas limitei-me a passar-lhes o meu dedo. A tensão aumenta, sinto a mão dele por debaixo da minha camisola e depois a descer para o meu rabo.
O casalinho estava à nossa frente a partilhar uma mousse qualquer na boca um do outro. Excita-me o erotismo dessa visão.
Entretanto o meu novo amigo levantou-se para ir à casa de banho e piscou-me o olho. Mensagem entregue.... fui atrás dele!
Tinha deixado a porta aberta. Entrei e senti as mãos dele a encostarem-me à parede. Senti os seus lábios e língua nos meus. Agarrou-me pelos cabelos de forma a inclinar o meu pescoço e lambeu-mo todo. De seguida agarrou os meus seios por debaixo do meu soutien e enquanto os acariciava vigorosamente, chupou os meus mamilos.
As nossas calças estavam desapertadas meio descidas, as nossas mãos exploravam o sexo um do outro. Queria a sobremesa mais desejada. Meti o docinho dele na minha boca! Delicioso! Não deu para saborear por inteiro porque ele pegou em mim, virou-me de costas e penetrou-me!
Não podíamos estar melhor quando de repente o meu outro amigo aparece ao pé de nós.
Pedi-lhe que nos beijasse aos dois e ele acedeu. Beijou e tocou o pouco do meu corpo que estava disponível. Percebi que também fez o mesmo ao meu parceiro mas como estava de costas não vi, apenas imaginei! Queria mais do que isso mas o espaço não dava para mais! Por isso o meu amigo ficou apenas a assistir ao culminar do nosso prazer.
Voltámos os 3 para a mesa. A nossa amiga percebeu logo o que se tinha passado. Só lhe disse que depois a compensávamos. Pedi ao empregado de mesa a conta com a maior brevidade possível porque estava indisposta. Boa desculpa! Não ficava bem dizer ao senhor que na verdade o que eu queria era mesmo ir rapidamente para o hotel mais próximo pedir um quarto para 4 pessoas e terminar o que tínhamos começado.
Estávamos no inicio da parte mais interessante, já tinha a chave do dito quarto e eis que toca o despertador. O toque é a música "Paciência" de João Pedro Pais e Mafalda Veiga.
Como em tantas outras ocasiões em que quero parar o tempo, a letra faz todo o sentido para mim. Embora não queira deixar este sonho por aqui, "A vida não pára"!
Tinha um novo dia à minha espera. Talvez o dia me proporcionasse uma surpresa e fizesse chegar até mim um " 4º elemento" que satisfizesse o(s) meu(s) desejo(s)!!!!