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terça-feira, 13 de março de 2018

Animalidade



A sensualidade do excesso
do querer violento
Tão básica, visceral,
Instintiva.
A perversão da conquista
Tem de ser obsessiva?

Afinal de contas, somos apenas animais...
somos todos carne, e sangue e
consciência?


"Baby I'm preying on you tonight
Hunt you down eat you alive
Maybe you think that you can hide
I can smell your scent for miles
Just like animals
Animals
Like animals-mals"

sábado, 21 de outubro de 2017

Felices los cuatro



Dúvidas: onde está o quarto elemento? Será homem ou mulher? Será isto swing ou outra forma diferente de viver a sexualidade?

Certeza: Abana-se bem ao som da música. O resto... "no me importa un carajo"! Literalmente.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Sugestões de leitura com alguma música à mistura

Conhecemos o autor na Blogosfera e depois pessoalmente em três memoráveis concertos. Ele escreve, ele toca, ele canta, enfim, é um artista completo! Um humor e sentido crítico apurados, com toques de erotismo - é a forma que arranjamos para definir a sua obra. E já conta com 5 títulos:

Lilith

Miguel Lages é um escritor isolado numa casa de praia em plena crise criativa e a um mês da entrega do seu romance seguinte, para o qual não tem ainda, sequer, um título.
Inesperadamente recebe a visita de uma jovem de extraordinário porte e beleza que afirma chamar-se Lilith e que lhe dará a história da sua vida. Insta-o a procurar informação acerca dela e Miguel, com a sua curiosidade espicaçada, vem a descobrir as referências à primeira mulher de Adão, que se rebelou e saiu do paraíso, mas também descobre uma figura transversal a quase todas as antigas civilizações.
Incrédulo, Miguel dá-lhe uma hipótese de contar a sua história e acaba arrebatado por um misto de lendas e das realidades que estiveram na origem das mesmas. Mas se a principio tem apenas uma curiosidade académica, acaba por dar por si a respeitar e amar aquela mulher, embora tenha uma enorme dificuldade em percebê-la.
Mas ao mesmo tempo Lilith, sem que ele se dê conta, leva-o numa viagem de auto-conhecimento… 
WookFnac

Conscientização

Apesar de muitos afirmarem que as pessoas não mudam, haverá um momento em que ganhamos plena consciência de quem somos e do que nos rodeia, alterando permanentemente a nossa visão do mundo?

E se esse momento existir, seremos capazes de o reconhecer?


Fnac | Wook 





Chuva

E se alguém completamente à margem da sociedade, com desprezo pela humanidade e por si próprio por ser humano, descobrisse mensagens de eventos futuros ocultas na chuva?

Amazon (versão impressa e versão digital)
Treta de cabos, volumes 1 e 2

As aventuras e desventuras de um grupo de músicos à solta na tugalândia.
"Durante duas horas os Undercover desfilaram os sucessos mais recentes de bandas antigas e os temas mais antigos de bandas recentes num sítio que tinha uma lotação para umas quarenta pessoas mas onde estavam seguramente mais de duzentas, onde toda a gente falava de tal maneira aos gritos para se ouvirem por cima da música que era tocada que acabavam por a abafar."
Ambos os livros contêm CD com música dos XXL Blues
Wook | Fnac | Amazon (versão impressa e versão digital)

Amanhã às 15:30, haverá apresentação do livro Treta de Cabos na Livraria Lua de Marfim, Av. Conde Castro de Guimarães, 22 A, 2720-059 Amadora. Apareçam por lá!

C N Gil Blog  | Goodreads || XXL Blues Facebook

sábado, 14 de setembro de 2013

a Odisseia do último Concerto




Terminaste o último concerto da digressão, um arraso, banda e público sintonizados, numa massa sonora fluida, electrizante, que te deixou com a adrenalina toda a galopar descontrolada pelo corpo, cheio de energia e claro, a libido à flor da pele. No meio da multidão, montes de miúdas giras todas oferecidas, falas com algumas que vêm ter contigo, simpáticas e atrevidas, elogiam-te, gritam com o corpo “fode-me!” e tu pensas: “Penélope...”. Que bem que te sabia a pele dela agora, o sorriso, o abraço, a boca, enfim, toda. Ela não te pode acompanhar desta vez, tens de te portar bem. Mas elas bem que te tentam! Os sorrisos, os decotes, as mini-saias, meu Deus, as mini-saias… Dás os autógrafos, despachas as miúdas. Elas são bastante insistentes, o resto do pessoal baza, tu que vás lá ter. O último concerto… e estás apenas a algumas horas de distância dela…

Os teus pensamentos são interrompidos pelo som da aceleração de uma potente moto. Estás deitado no palco exterior e levantas-te a tempo de a ver ser travada com estrondo. 




A moto dos teus sonhos… Quem a conduz é um corpo esguio, vestido de cabedal preto dos pés ao pescoço, com botas de saltos altos do mesmo material. Tira o capacete, mas tem uma máscara de látex tipo Cat Woman sem orelhas, toda a indumentária está concebida para revelar as formas sem mostrar o conteúdo. Mas se não é uma mulher, engana bem e desperta em ti pensamentos luxuriantes. Dirige-se devagar em passos decididos para ti e sorri uns lábios rubros. Intriga-te, esta mulher entesoa-te o cérebro e desconcerta-te.

A próxima vez que abrir os lábios, será para sorver a tua língua, a boca inteira, e beijar-te com uma paixão que nunca antes tinhas sentido. Sabe a fruta. Apanhou-te desprevenido, colou o seu corpo ao teu, tirou-te o fôlego, intumesceu-te o sexo, fez-te tremer as pernas. Há quanto tempo não sentias isto? Mas que loucura é esta?

“Penélope…” o pensamento atinge-te como um raio e torna-se sonoro: tens de parar com isto.

Tens mesmo?...

“Xiu…” sussurra ela de dedo em riste a tocar nos lábios que leva depois aos teus. Ela tem luvas pretas sem dedos, que terminam em belas unhas da cor dos lábios. Não resistes e chupas-lhe o dedo. Tens esta vontade irresistível de lhe chupar os dedos todos, sorvê-la toda.

Para lá do cheiro do cabedal, sentes um leve aroma que não consegues identificar mas que te é extremamente familiar. Tentas inquirir-lhe os olhos, mas percebes que tem lentes coloridas.

Quem é esta misteriosa mulher que te tira do sério? Quem é que ela pensa que é para te deixar assim? Queres saber, claro, e esse desejo sobrepõe-se por momentos ao de a possuir.

“Quem és?”, perguntas. Ela apenas sorri e começa a abrir lentamente o fecho do fato colado ao corpo, revelando a pele branca… o rego das mamas… ui, o umbigo… ai, a fenda do sexo…

Deixa-te doido, completamente doido, latejante, com muito pouco sangue no cérebro. Agora há apenas um pensamento latente na tua mente: fodê-la. Fodê-la de todas as formas que conseguires. Mas logo a seguir, há uma campainha que ressoa: “Penélope… nem sequer tenho preservativos...”
“Mas quem és tu, tenho de saber!” gritas e abana-la com força, prestes a tirar-lhe a máscara de forma violenta se ela não o fizer.
Mas ela fá-lo. Não sem antes seres atingido pelo raio do discernimento e perguntares: “Penélope?”
Ela sorri. Como foi que não percebeste logo no primeiro sorriso? “Penélope!...” Apetece-te bater-lhe pela figura de parvo que fizeste mas conténs-te e ainda acrescentas, com a maior das inocências: “Desde quando é que tu sabes conduzir motas!?”
Ela ri: “Ainda há coisas sobre mim que tu não sabes, Ulisses. Tenho de conseguir surpreender-te de vez em quando. Se soubesses tudo deixaria de ter piada, não achas?” E continua a rir às gargalhadas, perante a tua perplexidade, até te desmanchares a rir também.
“Achas que foi o destino que nos juntou?” – pergunta ela.
“Não tenho dúvidas”.
“E achas que também estava escrito que me reconhecerias?” Ela de vez em quando faz com cada pergunta, não é?
“Isso agora… sei que tive de me conter bastante para não te saltar logo em cima, lá isso tive!”
“E que tal saltares agora?”
Depois de recuperares da surpresa, fazes o que continua a apetecer-te fazer, até com mais vontade agora, fodes e deixas-te foder por ela, de todas as formas que vos apetecer. E há qualquer coisa de diferente, como se estivessem redescobrir-se, a reconquistar-se. E quando passadas umas horas estão os dois satisfeitos, deitados de costas a olhar para o céu, perguntas-lhe: “Onde foste desencantar a moto?” E ela diz-te: “A moto é tua, feliz aniversário!”
Deixa-te conduzir o brinquedo novo e partem os dois, em direcção ao sol nascente.


Imagem: uma montagem manhosa que fiz com isto (gracias Ulisses!) e isto. Aproveito também para agradecer as sugestões musicais ;)

Este texto é a resposta a um desafio proposto pelo Ulisses aqui. Se quiseres participar, ainda vais a tempo, o prazo termina amanhã dia 15. A votação poderá ser efetuada até ao final do mês. Passa por lá e participa!

post relacionado: moto

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

private dancer



Ele é fornecedor da Casa desde o início e faz uns trabalhos extra para a Dançarina, que avisou logo que seriam cobrados em trabalho. Queria que ela dançasse para a Namorada, numa dança privada, com ele a assistir.
Ambas acederam, e após duas tentativas de marcar a cena, à terceira foi de vez. Entre elas gerou-se uma empatia imediata desde a primeira vez que se viram. A Dançarina, mulata brazuca, toda sabida e desinibida, bunda e mamas no sítio, a fazerem jus à nacionalidade, a Namorada, mais velha que a Dançarina, mas com um arzinho de menina que não parte um prato, portuguesa branquinha, com um bronze integral dourado responsavelmente conquistado em praias do sul. Aparentemente mais tímida e humilde, rabo menos exuberante e mamas menos firmes que a Dançarina, mas ainda assim proporcionais e bastante comestíveis. Devia ter trazido saltos para ficar mais à altura das plataformas da Dançarina. Falou com o Namorado e com a Dançarina e o seu patrão/amante no sentido de negociar a dança de modo a que fosse para os dois, apesar do Namorado insistir que seria só para Ela, que não queria que a outra esfregasse as mamas nos seus óculos. No fundo, ele ficaria sempre a ganhar, mesmo que a desculpa fosse para a Namorada ver e aprender para reproduzir em casa. A Dançarina disse que ia ver o que podia fazer, enquanto ambos tomavam uma bebida oferecida pela Casa. Já tinham assistido a um strip misto ao vivo, nada de especial, deu para dar umas boas gargalhadas. O Namorado já tinha frequentado sítios semelhantes com colegas de profissão e despedidas de solteiro, mas nunca gastou dinheiro com profissionais do ramo. A Namorada nunca tinha estado numa casa de meninas, satisfez assim a sua curiosidade. O ambiente era calmo e discreto, não fosse o traje insinuante de algumas (poucas) mulheres a denunciarem a sua condição de amantes profissionais. Ainda era cedo, haveria sessão de strip mais tarde.
Mal acabaram as bebidas, veio o patrão/amante, cliente do Namorado indicar as "condições do serviço". É um homem maduro mas enxuto, ligeiramente bimbo, mas ainda assim com algum charme. Devido ao facto de o Namorado ter tratado de alguns assuntos da Dançarina, ele iria aceder a que ela pudesse retribuir com o seu trabalho, sem que fosse necessário pagar qualquer valor. Eles agradeceram e esperaram pelo "serviço". A Dançarina perguntou se queriam que fosse na sala onde estavam (um espaço amplo e vazio, com um varão e bancos confortáveis, robot luminoso e música) ou lá dentro. Por "lá dentro", eles não sabiam muito bem ao que ela se referia, mas disseram que podia ser onde ela preferisse. Ela decidiu então que seria ali mesmo, ficando o patrão/amante a guardar a entrada para que ninguém os interrompesse.
A Dançarina chama o Namorado em privado e fala com ele, pergunta o que pode fazer e ele diz que vale tudo menos morder a Namorada. Depois chama a Namorada e faz-lhe a mesma pergunta e ela diz que é para provocar também o Namorado.
A música é uma dessas baladas da moda e a luz restringe-se ao robot que vai debitando raios laser verdes e vermelhos ritmicamente. A Dançarina surge pela porta em altas plataformas e lingerie branca e preta com folhos que potenciam ainda mais o seu rabo e mamas. Começa a dançar em volta do varão, em poses sensuais estudadas, nota-se que houve ali algum treino, nada que se possa comparar com as bailarinas do Crazy Horse, mas ainda assim, interessante. O casalinho observa atentamente os movimentos da dançarina em volta do varão.
Meneia as ancas, empina o rabo, oferece as mamas, usa habilmente os braços e as pernas para subir e descer do varão... A Namorada gosta particularmente de um movimento em que ela, de gatas, encaixa as nádegas no varão e investe repetidamente contra o cilindro de metal. Pensa que tem de arranjar uma coisa daquelas lá para casa. A Dançarina larga o varão, dirige-se para o casalinho e pergunta a ambos mais uma vez, numa atitude muito profissional com aquele sotaque carregadinho de açúcar, se pode pegar na Namorada, ao que lhe respondem afirmativamente. A Namorada dança com ela e pede-lhe novamente para incluir o seu par. Ela tira o soutien e avança para a cara da Namorada, que aproveita para se refastelar naquele vale, depois faz o mesmo ao namorado, que parece relutante de início, mas depois colabora a pedido da Namorada, interpretando muito mal o papel de quem está a fazer um grande frete. A pele dela é extremamente macia, cabelos cuidados, bem perfumados. A Namorada encontra oportunidade de percorrer o corpo dela com as mãos e lamber e mordiscar-lhe as mamas. A menina tímida revela-se. Tinha saudades de fazer aquilo e soube-lhe bem, mesmo sabendo que se tratava de uma profissional que não o fazia (apenas) por prazer mas por uma troca comercial. A Dançarina despe a camisola ao Namorado e ele diz-lhe para fazer o mesmo à namorada. Ela usa apenas um vestidinho cai-cai, sem roupa interior. A Dançarina parece ter ficado supreendida quando baixa o vestido, revelando as mamas da Namorada, mas rapidamente recupera a compostura e faz um sinal para o patrão/amante vigiar a porta. A Namorada repara no homem, fica um pouco constrangida, mas isso passa-lhe logo, quando a Dançarina se vira para ela e faz encaixar as suas mamas alternadamente, ora de um lado, ora do outro, nas suas, para satisfação de todos. Depois chama o Namorado e dançam os três, com ela no meio, ora virada para um, ora virada para o outro. A seguir, volta para o varão e despe a última peça de roupa que falta e atira-a para a Namorada. Dança um pouco mais e mostra a sua púbis com alguma penugem. Pouco depois, desaparece repentinamente pela mesma porta por onde entrou.
Passado algum tempo volta já vestida, pergunta se gostaram, ao que ambos respondem afirmativamente e agradecem. Ficam com a sensação de que ela também terá gostado, que não foi apenas uma troca comercial, que talvez tenha havido algum prazer da parte dela, que tenha sido um trabalho especial. Afinal de contas, é essa a impressão que deve transmitir todo o bom profissional.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

cativa




"Aquela cativa que me tem cativo,
(...)
Eu nunca vi rosa em suaves molhos,
Que pera meus olhos fosse mais formosa.


(...)
Presença serena
Que a tormenta amansa;
Nela, enfim, descansa
Toda a minha pena.
Esta é a cativa
Que me tem cativo;
E pois nela vivo,
É força que viva."


Camões


sábado, 31 de março de 2012

sexo seguro sempre! - roleta russa? Não obrigado!



"Esta história é semelhante à tua... provavelmente com um final diferente..
Né super homem...
Tu que andas aí a navegar à toa... desprevenido e desprotegido..
Tu sabes das doenças que andam por aí... também sabes que existem 40 milhões de seropositivos em todo o mundo...
Tu podes ser o próximo...
Super homem !"

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

arrepia-me IV: o Norte e a Neve no Litoral

O Norte é um velho amigo, por isso não tem de avisar quando vem, fico sempre contente com a visita, mesmo que seja rápida e intempestiva. 
O Norte é livre e traz com ele quem quer. Seja Tempestade ou Brisa, é sempre bem recebida, sempre compreendida. 
O Norte já trouxe a Neve, uma ou outra vez. E das raras vezes que o fez, é sempre um espectáculo muito bom de se sentir. 

O Mar é muito quente para a Neve, mas por vezes o Norte leva-a à beira-rio, pertinho da foz… 

É assim, um entusiasmo, um arrepio, uma delícia doce, uma saudade eternizada numa melodia intemporal: 


Luís Represas, Neva sobre a marginal
Letra aqui

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Arrepia-me III


Björk, All is full of love

Devagar, a roçar ao de leve, languidamente. Baixinho, com um rumor cadente, amplificado, vibrante… Nasce o Amor do gesto imprevisto no ambiente improvável, transborda e contamina tudo à sua volta. Deixo-me levar no embalo rouco e cristalino da inocência, para lá do arco-íris. Toca, arrepia… e sabe tão bem...

[Para quem como eu se interroga sobre que verso é aquele que ela canta depois de “your doors are all shut”, adianto que após exaustiva busca, percebi que ela gosta muito de inventar palavras e consequentemente deixar-nos a matutar o que quererá ela dizer com aquilo. Mas lá que soa bem, lá isso soa...]
gracias, Engonhita ;)

domingo, 16 de janeiro de 2011

Early Sunday Hadith...


música: Libera me por The American Boychoir

Quando empurrei a madeira velha, a grande portada abriu com um rangido, pela qual escorreu um fio de luz branca, revelando em reflexos prateados o interior da igreja sombria e lúgubre. Ela, esvoaçando no seu vestido vermelho, segurava-me com firmeza pelo pulso, com agressividade até, e os tacões dos sapatos ecoavam pelas paredes decoradas por frescos, estátuas de santos e quadros de arcanjos, um deles penetrando uma mulher com um sabre, numa perfeita analogia dos valores cristãos. Caminhava comigo pelo braço com passos decididos, bamboleando os longos caracóis negros sobre as costas, que eu com os olhos seguia, hipnotizado, de cá para lá, de lá para cá, em direcção ao altar, de onde o Cristo crucificado nos observava. Jurei que ele, com aqueles olhinhos mortiços, adivinhava as nossas intenções na casa do senhor, seu pai. As sombras que dançavam nas paredes lambiam as estátuas como línguas negras, brincando com a minha mente; vi o Cristo tentar saltar da cruz, pronto a tomar uma atitude, arregaçando as mangas, se as tivesse, como um porteiro mal-encarado.

À frente do altar, estacou de forma abrupta, ecoando a voz pelas paredes numa gargalhada, rodando sobre si mesma. Segurei-a pela cintura com firmeza e puxei-a para mim, de costas. Pressionando-a contra o meu corpo, colando-o ao dela, percebi que os saltos lhe concediam aquele dedo de vantagem sobre mim; ainda assim, afastei-lhe o cabelo com um puxão, expondo o pescoço branco e sem marcas. Ela sorria, desde a jugular, perversamente. Se tivesse comigo uma capa negra, tê-la-ia cingido em treva dentro daquele espaço já envolto em penumbra; como um vampiro de caninos afilados, quis fechar o maxilar sobre a carne imaculada, mas mordi o ar num bater de dentes reverberante, quando rodou sobre o corpo e se libertou, provocando-me com o dedo que agitava à frente do meu nariz, «nãnãnã», à medida que recuava para o altar. Fiquei a observá-la enquanto se passeava em volta deste e sentia com os dedos o toque acetinado que recobria a pedra fria. Em torno dela, havia fruta, quilos de fruta espalhada; maçãs, morangos, cerejas, ameixas, uma aguarela de cores açucaradas que contrastavam com o negrume sepulcral e religioso que nos rodeava. Poderia ela ter lá estado antes? Estaria eu a caminhar para uma armadilha? Sentou-se, rodeada por velas, umas baixas, outras altas, todas se derretendo no torpor nocturno, e cruzou a perna num movimento lento e deliberado. Fechou o polegar e o indicador sobre um morango vermelho e intumescido, levou-o à boca, trincando-o, luxuriosa, deixando que o sumo escorresse pelo canto dos lábios e queixo, como uma torrente de sangue fresco. Os meus músculos ficavam rígidos só de ver a figura dela recortada no altar do templo. Levantou os olhos castanhos vivos, brilhantes do reflexo das pequenas chamas que dançavam com as sombras e pontilhavam o espaço, num fulgor de provocação, chamando-me para junto de si.

Saltei o degrau que me separava do altar, transpirando, efervescente, apesar do frio tumular, sentindo o calor que emanava do seu corpo, o sangue pulsar-lhe nas veias, sorvendo o ar impregnado do perfume dela, arquejante. Lançou as garras afiadas ao meu casaco e puxou-me, despindo-me num movimento brusco, cravando-me os dentes no peito. Com uma cereja inchada, de um vermelho negro, acariciando-a entre os dedos, passeou-a pela minha testa e nariz, até chegar à boca, não me permitindo que a mordesse, antes esmagando-a contra os meus lábios; besuntou-me o queixo, empurrou-me para longe e riu. Com uma passada que ecoou como um martelo que cai sobre pedra, devorei os passos que nos separavam; as suas pernas fecharam-se em torno da minha cintura com a força de tenazes, ora afrouxando o aperto, ora entesando as coxas, fazendo as minhas ancas irem e virem em movimentos pendulares. Subi as mãos famintas pelas ancas dela, apertando-as com as unhas, e arranquei-lhe o vestido pela cabeça, despenteando os cabelos longos numa explosão de negro. Ao mesmo tempo que, sôfrego, a libertava do aperto curvilíneo do vestido, ela rasgava-me a camisa pelos botões, implacável, cravando as unhas vermelhas no meu peito e descendo, com força. Sabia que ficava marcado facilmente e dava-lhe gozo deixar a sua marca como se para ela não passasse de uma peça de gado. Esmagou um cacho de uvas com a mão e esfregou-o no meu peito, lambendo-o, num riso deliciado. Olhava-me nos olhos com lábios cheios que se desenhavam num sorriso malicioso. Puxei-lhe o rosto apertando-lhe a mão no pescoço. Reagiu com um suspiro que se espalhou pelo espaço vazio, frio e morto; só os nossos corpos libertavam calor suficiente para aquecer o mundo à nossa volta, o vapor da nossa respiração quente entrelaçava-se e esbatia-se na atmosfera, à medida que os nossos lábios se beijavam, chupavam, mordiam e as mãos trocavam de corpo, numa exploração atrapalhada e ansiosa, como se não houvesse dedos suficientes para percorrer todos os espaços. Sem aviso, como uma gata assanhada, enterrou os dentes no meu lábio. Chupei o sangue e, despeitado, ansiando por aquele pescoço, puxei-lhe a cabeça para trás, colocando-a sob o meu jugo, e contemplei-o, enfim à minha mercê. Era branco, imaculado, e só o Cristo que nos observava sabia o prazer que teria em deixar-lhe a minha marca. Mordi-o com força, chupando a pele com os dentes e lábios. Queria arrancar um bocado de carne. Com as mãos fechadas na minha cabeça, empurrava-me para baixo; passando-lhe as unhas nas costas, lambia-lhe os seios e os mamilos em pequenos movimentos circulares, prendendo-os com os dentes, puxando-os com os lábios; as mãos dela na minha cabeça a encresparem-se de excitação revelavam-me que gostava e os puxões no meu cabelo eram como chicotadas que me acicatavam a continuar. Ela gemia cada vez mais alto e na minha cabeça só pensava em foder, ali, em cima do altar, com os anjos a fazer de público e os santos a servir de juízes. Nada mais me interessava, só ela, nua no altar, a esmagar-me com as pernas contra o corpo transpirado e agora pegajoso das ameixas negras que mordia e espalhava pelo peito dela com a língua e as mãos, arroxeando a pele branca.

Libertei-me do seu aperto e deitei-a. O cabelo negro espraiou-se pelo altar, caindo em cascatas espirais; segurei-lhe uma perna e mordisquei-lhe a coxa, descendo lentamente com os lábios, e foi então que, abrindo-lhe mais as pernas, libertando-a do freio, encostei a língua toda, sentindo uma descarga eléctrica atravessar-lhe o corpo, da ponta das unhas de sangue até à ponta dos fios do cabelo; saboreei-a com a língua, que se mexia em círculos, de cima para baixo, explorando-a de todas as formas possíveis. Senti-a cada vez mais quente e molhada; deixava-me louco a forma como se contorcia e fazia pressão na minha cara. Gemia alto, fazendo com que toda a igreja gemesse em uníssono, num eco que ressoaria nas paredes muito depois de irmos embora, servindo de consolo a viúvas solitárias e companhia a jovens virgens. Como se fosse minha dona, mandou-me parar e, autoritária, ordenou-me que me levantasse. Ergueu-se de um pulo, sobre os saltos, e empurrou-me para o altar; trepou para cima de mim. Os seus olhos felinos e quentes não escondiam o desejo que tinha de me foder, tão forte como o meu. Montou-me com segurança, com controlo total, queria deixar bem claro que era ela quem mandava ali, definindo a que ritmo deveria mexer as ancas e erguer o corpo para melhor me torturar. Cravei-lhe as unhas numa nádega e rodeei-lhe o pescoço com uma mão, entrecortando os suspiros e os gemidos, forçando-a a acelerar, e desci pelo peito, apertando-lhe os seios, puxando-a para mim para lhe morder os lábios, doces da mistura de saliva e sumo, enquanto a sentia subir e descer sem parar. As paredes da igreja transpiravam e a própria madeira do chão e dos bancos rangia, frenética, como se fosse um ser vivo em êxtase. Os santos benzeram-se e o Cristo virou a cara para o lado… espreitando pelo rabo do olho. Os nossos corpos nus, doces e lambuzados roçavam-se um no outro e as peles em ebulição devoravam-se ao toque, extasiadas; com ela tão perto, os cabelos explodindo na minha cara, lambia-lhe a orelha, explorando cada recanto com diligência, e chupava-lhe o pescoço até ficar roxo, ignorando os seus falsos queixumes. Todo o seu corpo pedia mais, mais, mais, o que só me atiçava para lhe dar tudo o que me pedisse, tudo, numa rendição incondicional. Quem passasse lá fora, fugiria para se esconder em casa, trancaria portas, correria o ferrolho das janelas, jurando por todos os santos que, naquela igreja, os espíritos se exorcizavam. Ela gemia, eu arfava, ela mordia, eu suspirava, num ritmo frenético. Voltou a erguer o corpo; forçava-o para baixo e eu sentia que não havia forma de estar mais dentro dela. Deixei escapar um gemido que se repercutiu com os dela pela atmosfera. Rindo com os olhos, divertida, como se tudo não passasse de uma brincadeira, alcançou uma maçã vermelha; com um sorriso sedutor de Eva no paraíso, trincou-a e beijou-me: senti as nossas línguas quentes e carnudas enlearem-se uma na outra em círculos desenfreados, à medida que a maçã se derretia na nossa saliva. Chupou-me a língua e saboreou a fruta, lambendo os lábios. Começou lentamente a descer pelo meu peito, pela minha barriga, que se contorcia e encolhia ao toque quente dos lábios e da língua. Sentia que me engolia, à medida que os seus lábios subiam e desciam com tanta força e sucção que parecia querer arrancá-lo com a boca. O movimento da cabeça, os lábios que comprimiam e afrouxavam o aperto, a língua que se debatia, tudo me deixava com os nervos à flor da pele; sentia que me faria vir neste momento só de me tocar com uma pena. Ela sabia-o bem e jogava com isso, a cabra! Segurei-lhe os cabelos e puxei-a para o meu lado, deitando-a de costas para mim. Passeei as mãos e as unhas pelas coxas dela, marcando-as com cinco arranhões vermelhos e borrando-as com uma massa pastosa de açúcar. Já não havia ali fruta ou formas, tudo era uma massa de carne e sumos doces; com os dois sobre o altar, transpirados e lambuzados, sob escrutínio divino, penetrei-a, pressionando o seu corpo contra o meu com as mãos que se cravavam nas ancas e no rabo. O corpo nu e quente exercia uma atracção irresistível. Apertei-a com mais força, enquanto me mexia por trás dela, mordendo-lhe as costas até sentir a pele clara contrair-se num arrepio. Roçava o corpo num frenesi, mexendo-se com envolvência serpenteante; rodou o pescoço, os seus lábios molhados e quentes procuravam, ávidos, os meus. Apertei-lhe um seio, apertei e puxei o mamilo com os dedos, mordeu-me os lábios, entre suspiros entrecortados. O seu orgasmo era iminente e eu cravava os dentes no meu próprio lábio, para aguentar, para adiar o que se tornava cada vez mais inevitável. A um ritmo cada vez mais rápido, com os corpos em modo automático, senti o seu orgasmo, quando, no limite do suportável, lhe puxei o cabelo e enterrei os dentes no pescoço, descontrolado pelo modo como me excitava ao foder com aquela intensidade. Cada vez mais depressa, mais forte, mais fundo, explodi dentro dela, com a pele a contrair-se e a distender-se, o cérebro a forçar as paredes do crânio, num fulgor tão intenso que nos ameaçava consumir. Parámos, ofegantes, com o altar a escorrer suor e açúcar, os santos a fazer o sinal da cruz e a Virgem com uma mão sobre a cara e a outra cobrindo os olhos do Menino. As velas consumiram-se e caímos na treva prateada do fio de lua que escorria do exterior.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Inverno!



Foto: Konrad Wothe 
Música: 4 Estações: Inverno, Vivaldi


Tem a sua beleza, mas devo admitir que é a estação que menos aprecio. As terras do norte recebem o Sol ténue e obliquamente e a Chuva, essa chorona, costuma aproveitar para chover com força. É o trabalho dela, está certo, há que respeitar. Afinal de contas, é precisa, escusava era de molhar tanto e causar tantas constipações e pneumonias! A falta de calor dá-me por vezes vontade de hibernar, lembra-me que é preciso mexer-me mais para aquecer, a libido demora mais tempo, é preciso descongelar. Por um lado, o frio arrepia e espeta o mamilo mais preguiçoso, mas por outro, intimida pénis, retrai a pele e faz as bolas subir à procura do calor do corpo: o que vale é que as vaginas são sempre quentinhas, irradiam o seu calor aconchegante, independentemente da temperatura exterior!

Em pleno Solstício de Inverno, há algo que me dá alento:
(hoje foi dia mais curto do ano, a partir de agora é sempre a crescer...)

FALTAM 90 dias para a PRIMAVERAAAAAA!

 Susan Hazard, Spring Poppies 2005

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

desencontros...



Éramos muito putos, estranhos a estudar numa nova cidade, um novo mundo a explorar. Toda a vida e todas as ideias pela frente. Gostava das nossas conversas, de estar contigo e isso era notoriamente recíproco. Era bom quando vínhamos no mesmo comboio, a trocar ideias intercidades. Nunca parávamos de falar, nunca morria o assunto, só queria que morasses mais longe para continuarmos a conversar. Ficávamos até madrugada a palrar sobre todos os assuntos que nos viessem à cabeça, nunca nos cansavamos – a máxima liberdade com o mínimo de responsabilidade.
A bike, o entusiasmo, letras de luz a dançar no parque da cidade, a magia das artes, da criatividade. Directas a acabar trabalhos… tu dizias nunca ter feito nenhuma, mas ajudaste-me algumas vezes. Lembro-me de quando vieste estudar matemática para o meu quarto. Dormimos à vez na cama estreita, primeiro tu que, de dedo na boca, parecias um bebé… de teres acordado tranquilamente, tal como tinhas adormecido e deixares-me o lugar aquecido e perfumado. Lembro-me de te ver de gatas no chão, à procura de alguma coisa, já não sei o quê. A gola da camisola denunciava o teu peito no soutiã preto. Terás dado por isso? Terás feito de propósito? Com certeza não deste por eu ver o desenho que fizeste de mim quando estava a dormir… eu sabia que estavas caídinha, e a minha namorada tão distante ao fim-de-semana… era preciso agir com a cabeça certa, não queria estragar tudo.
Gostavas de escrever, lembro-me que o partilhavas comigo, como não havia e-mail, simplesmente imprimias e davas-me para ler. Gostava da tua escrita. Eu nunca lia logo, levava comigo para depois de ler com calma. Foi assim quando puseste a carta na mochila. Pensei que fosse mais uma das tuas histórias. Não posso dizer que tenha ficado surpreendido com o conteúdo, de certa forma, já estava à espera.
As férias vieram e a seguir o novo ano. Havia um silêncio estranho entre nós, já não falávamos como dantes. Andámos a evitar o assunto, por falta de coragem para o resolver. Discutíamos bastante outros temas com algum fervor, estavas irritantemente teimosa e suponho que eu não ficava atrás. Tenho mau feitio, sei-o, bem pior que o teu, menina mimada, mas a mesma casmurrice idiota de não querer dar o braço a torcer.
Desencontrámo-nos!
Quando cheguei já não estavas, fartaste-te de esperar. Ficaste danada, insuportável, não me deixaste explicar e deixei de falar contigo.
Andámos anos assim, a cruzarmo-nos sem nos falarmos, com amigos comuns, a evitar o confronto. Até que, com o incentivo de um deles, decidiste vir até mim. Bateste à porta do quarto. Ainda sentia a raiva no sangue, não abri.
Arrependi-me uns tempos depois, quando passaste por mim casualmente na rua, olhaste-me nos olhos e sorriste. Um sorriso triunfante, quase de troça. Foi o que bastou para perceber que tudo estava bem para ti, não guardavas mágoa. Senti-me estupidamente incomodado. Tu radiante e eu a remoer o orgulho idiota, a tentar parecer indiferente.
Encontrei-te mais tarde, na tua cidade natal, os mesmos amigos comuns a aproximarem-nos. Estavas com namorado e eu senti uma coisa estranha, aquela sensação de ter perdido algo que nunca tive nem terei. Ciúme? Que parvoíce…
Cada vez que passo pela tua cidade, lembro-me de ti e do idiota que fui. Será que ainda estás por aí? Talvez um dia nos reencontremos e eu possa finalmente retribuir-te o sorriso.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

chama a chama!

 

Música: Misty, Ella Fitzgerald
Texto por Toque + carpe vitam!


Dois corpos suados no tapete da sala. Os olhares perdiam-se nas chamas dançantes que a lareira lhes oferecia. A respiração ofegante sobrepunha-se ao tic-tac do relógio de parede.
- Chama a chama! - dizia enquanto passava o dedo indicador pela púbis molhada dela.
- A chama ...chama por mim! - sorriu e pousou a língua húmida na orelha dela, brincando com o seu lóbulo e murmurando pequenas provocações.
Tinham pensado este momento. Saboreado a sensação do salgado dos corpos depois do jogo da sedução e da tentação escrita em forma de prazer.

Lembrava-se de ver o seu corpo pálido, de um branco açucena, a boiar na água cálida da lagoa. Na altura viu, gostou, mas a chama ainda não corria nas veias. Era uma foto que, como o fogo, soltava labaredas e entranhava-se no olhar aprisionando os sentidos.
A imaginação tinha-as transportado para aquele espaço muito antes de lá terem chegado.

Nuas a absorver o calor da lareira... o quente dos corpos.

Sentiu-a indecisa... leu-lhe o pensamento "não me quero queimar"! Diziam as palavras caladas que o calor lhe trazia, calor esse que lhe endurecia os seios ao toque ardente dos dedos dela. Mordiscou-os, chupou-os sofregamente e soube que ela se rendia quando gemeu em surdina:
- Queres arder comigo?
Sim. ela queria arder naquele calor que se soltava do corpo dela, mas também queria senti-la incendiar. Queria acender o fósforo da paixão nos pontos mais sensíveis do seu corpo banhado com o tom alaranjado das chamas.
- Vamos brincar com a chama, sabes que ela não queima se souberes brincar.
Pegou no óleo aromático e esfregou-o nas mãos para as aquecer antes de começar a massajar-lhe os ombros. Sentiu-a relaxar com a pressão dos seus dedos e ouviu-a dizer:
- Arder não é queimar.
Ela sabia e também sabia que a queria ver arder de paixão.
Deixou que as mãos descessem até aos seios. massajou-os sentindo os mamilos endurecerem. as mãos desceram até à sua vagina - abriram os lábios e três dedos entraram no seu buraquinho penetrando-a profundamente.
Deitou o seu corpo sobre o dela inversamente e deixou a língua dançar como se fosse uma chama a entrar nela.
Ela fez-lhe o mesmo. chupavam-se com fome e com prazer.
o calor espalhava-se pelo corpo, as mãos ardiam na pele. lembrava-se dela lhe ter dito "só te queimas se não souberes arder".
Nenhuma das duas se queria queimar, mas queriam arder juntas, sentir aquele calor a subir entre as pernas, humedecê-las e criar bolhas de ar no estômago.
Ela passou a mão pelas chamas, sentiu um arrepio de calor. depois levou-a até à vagina dela, fez uma ligeira pressão e continuou a chupar e a beijá-la até senti-la estremecer, sentiu o orgasmo dela a chegar e depois disso relaxou e deixou que ela a incendiasse.

Se não souberes esperar…a flecha de fogo não te atinge!


 

terça-feira, 2 de novembro de 2010

arrepia-me II - carmina burana

Lembras-te do anúncio do Old Spice? Esquece. Foi apenas a forma como a conheci e talvez por isso, não tenha reparado logo no seu verdadeiro valor.

Recentemente, lembrei-me de ouvir novamente, a propósito do que estava a escrever, e arrepiei-me. Como eu já tinha explicado aqui há uns tempos, este tipo de reacção pode ser interpretada como uma forma de medir a qualidade de uma experiência, neste caso, musical.

Quero convidar-te a ouvi-la comigo. A deixares-te tocar pelo som. Aceitas? Vá, põe os auscultadores, ou de preferência, liga as colunas do computador no máximo (se forem boas) e carrega no Play:



Começa pungente, num lamento, e diminui abruptamente o volume. O piano e o violoncelo mantêm o ritmo. Dramatismo latejante, já se sabe que quando menos esperarmos, vai explodir-nos nos ouvidos. A massa cantante descreve a personalidade da Sorte e de como somos afectados por ela. A tensão está toda acumulada, encurralada, não tem mais por onde fugir. De repente, acontece - Consegues senti-la? O subwoofer sopra, o ritmo é muito rápido, alucinante, triunfante; O coro de vozes funde-se com a orquestra, todos são um e o papel de cada elemento é fundamental para o resultado harmonioso que se pretende – uma verdadeira orgia musical.

Como eu gostava de fazer parte da orquestra a tocar tímpanos e fazê-los vibrar nos teus ouvidos…

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sábado, 28 de agosto de 2010

Magda XII

início | continuação daqui
texto por Bernardo Lupi

No caminho de regresso a casa, Henrique vai traçando os planos para o fim de semana seguinte.
- Magda, no próximo sábado iremos receber a visita de um casal de amigos. Ele chama-se António e é o Senhor da rapariga que virá com ele. Peço que os recebas respeitosamente e que vistas algo adequado à tua condição de escrava.
- Será um grande prazer conhecer os seus amigos e farei tudo o que me ordenar meu Senhor – responde ela.
Na manhã do sábado, Henrique mandou que Magda limpasse com esmero a sala e a cozinha, colocando tudo ordenado, polindo os vários bibelots, os porta-retratos e alinhando os livros das estantes.
Quando o serviço foi concluído, ele ordenou que ela tomasse banho e se perfumasse com algumas gotas de sândalo.
Em seguida entregou-lhe uma longa saia de tule de seda branca, extremamente delgada e cortada numa lateral. A saia, do tipo usado pelas odaliscas orientais, era tão transparente que, em vez que esconder suas formas, as realçava ainda mais.
Retirou as algemas, enquanto os pulsos e os braços foram enfeitados com largas pulseiras de cobre. Quanto ao cinturão de couro foi substituído por uma longa e fina corrente de ouro que dava três voltas em torno da fina cintura da escrava. A coleira e as correntes nos pés, não foram removidas.
Faltavam poucos minutos para as cinco horas da tarde, quando o telemóvel de Henrique tocou. Era o António a avisar que estava em frente ao portão da propriedade. O dono da casa, accionou o controlo remoto do portão, e um Volvo azul escuro, conduzido por um homem de cerca de quarenta anos de idade, entrou no pátio defronte do edifício principal.
Junto com o convidado, desceu também a namorada dele, uma mulher que aparentava ter mais ou menos a mesma idade de Magda, alta, de olhos azuis e longos cabelos loiros. Ela vestia uma elegante capa escarlate, fechado à altura do pescoço, que escondia totalmente o corpo. Apenas a ponta dos pés, descalços, era visível e, pela curta extensão de seus passos, era fácil intuir que eles estavam acorrentados.
Os dois, entraram no hall de entrada da casa, onde Henrique e Magda os aguardavam. Os cumprimentos foram calorosos entre os dois homens, enquanto a jovem loira apenas acenou com a cabeça murmurando "Boa tarde" em tom tão baixo que ninguém a ouviu.

Magda aproximou-se da desconhecida, e deu dois beijos no rosto dela que, como única resposta, baixou a cabeça e permaneceu silenciosa em pé ao lado do seu dono.
Magda intuiu imediatamente que a rapariga não estava a sentir-se à vontade naquela situação. Observando com mais atenção o manto que ela vestia, reparou que as duas pontas, embora bem encostadas, não se fechavam totalmente deixando assim entrever, por baixo, a pele nua da mulher. Reparou também a presença de um cinturão de couro e, enquanto se esforçava para olhar melhor, a sua atenção foi desviada pelas palavras de Henrique
- Este é o António, um dos meus melhores amigos e como tu podes constatar, também é um mestre dominador.
- Muito prazer, Senhor António - respondeu Magda com um sorriso.
- O prazer é todo meu. Esta bela jovem aqui ao meu lado chama-se Elisabete e é minha escrava há poucas semanas.
- Sorte de o Senhor ter uma escrava tão nova, bonita e ob…
- Obediente? -interrompeu António- Se é isso que você está a pensar, está redondamente enganada, pois ela é uma das submissas mais atrevidas e desobedientes que já encontrei na minha vida.
- A sério, Sr. António? -perguntou de novamente Magda - Ela tem um rosto tão sereno que...
- Não se deixe enganar pelas aparências -interrompeu novamente o visitante - ela tem um temperamento que pouco condiz com uma submissa. E estamos justamente aqui, na vossa casa, para que o seu dono, o meu amigo Henrique, ponha em prática a sua experiência de mestre para dar a justa punição à Elisabete.
- Mas por que deve ser o meu dono e não o Senhor a fazer isso? – arriscou Magda.
Mas, antes que ele pudesse satisfazer a curiosidade da mulher, Henrique já estava a tirar o manto da rapariga que ficou totalmente nua, exposta à vista de todos. As mãos estavam bem atadas atrás das costas e fixadas ao cinturão de couro que, pela circunstância, foi apertado o mais possível.
A pele da Elisabete era branca e fininha, os peitos fartos, e cada mamilo enfeitado por uma argola de ouro. Suas nádegas eram tão bonitas quanto as de Magda e as suas pernas, mais compridas que as da anfitriã, terminavam com dois belos pés, não muito pequenos, mas realmente graciosos.
O Sr. M., acenou para ela e disse:
- Vamos!
Os dois foram, lentamente, em direcção de uma repartição da casa onde havia o quarto em que Magda era conduzida todas as vezes que era castigada.
Enquanto Magda ficou sozinha na companhia de António, respondendo às perguntas dele, fazendo perguntas ou oferecendo bebidas, o Henrique tratava de punir rigorosamente a jovem rebelde, mas nem um grito abafado foi ouvido na sala, devido à parte interna da casa ter portas e paredes insonorizadas.
Naturalmente Magda não se importava se o seu dono castigava uma outra escrava, mas temia que ele, como qualquer dominador, estivesse a exercer o seu direito de interagir sexualmente com a rapariga.
Essa suspeita tornava-se mais forte e concreta com o passar do tempo. Ela sabia, por experiência, que uma sessão punitiva podia durar, no máximo, uma hora e meia, e já fazia mais de duas horas que eles não apareciam. A sua inquietação crescia à medida que o tempo passava. Essa sua apreensão contrastava, surpreendentemente, com a calma de António que demonstrava ser um conversador competente e discreto.
Ele, novamente instigado por Magda, afirmou que a punição de Elisabete cabia ao Henrique por dois motivos. Antes de tudo a rapariga fora-lhe apresentada por ele que, naquela oportunidade, responsabilizou-se perante o amigo garantindo tratar-se de uma escrava meiga e obediente. Em segundo lugar, ele estava completamente apaixonado por ela e, por se tratar de um castigo bem duro, preferia que fosse dado por outra pessoa de confiança.
Magda ficou cismada. Se o Henrique já conhecia a Elisabete, pensou, era evidente que ele já a tinha possuído e, portanto, com muita probabilidade agora estaria a desfrutar dos prazeres que uma mulher bonita podia oferecer a um Senhor temporariamente dono de seu corpo.

Uma profunda tristeza, misturada a um rancor crescente começou a corroer a mente da mulher que estava a sentir-se traída dentro do seu território, nos seus próprios aposentos.
Enfim após um tempo que pareceu interminável, os dois emergiram do interior da habitação.
A pele das coxas e das nádegas de Elisabete estava totalmente cheia de marcas violáceas, enquanto outras marcas roxas, deixadas por cordas bem apertadas, eram visíveis nos braços, nas pernas, nos tornozelos e nos pés.
O Henrique deu um beijo no rosto da escrava que, sentando-se ao lado de António, encostou a cabeça no ombro dele e, enquanto não parava de beijá-lo, murmurava em continuamente.
- Perdão meu Senhor, admito que o erro foi só meu e agradeço ao Senhor Henrique por me ter ensinado o imenso valor da submissão total e incondicional.
- Bem, -comentou Henrique - como parece que tudo foi resolvido, que tal experimentar aquele deliciosos robalos grelhados que nos esperam e abrir aquelas garrafas de vinho verde bem gelado?
- Resolvido uma ova! - pensou Magda, enquanto uma raiva surda tomava conta do seu sistema nervoso.
Os dois visitantes e o anfitrião acomodaram-se em torno de uma mesa quadrada. Elisabete teve algumas dificuldades para se sentar, devido ao forte ardor que sentia nas nádegas. Enquanto isso, Magda foi para cozinha para trazer o peixe que tinha sido preparado pela Rosa, a discreta empregada da casa, e um balde de gelo contendo uma primeira garrafa de vinho verde.
O jantar estava delicioso e todos comeram e beberam com satisfação. Apenas Magda beliscava no prato sem apetite mas, em compensação tomou mais vinho que todas as outras pessoas.
Para terminar foi servido um pudim abade de priscos e aberta uma garrafa de brandy.
Ao passo que os homens tomavam café, Elisabete e Magda ficaram encarregues de levar os pratos sujos de volta para a cozinha onde seriam colocados na máquina de lavar louça.
Subitamente Magda, que já tinha ingerido álcool em excesso, arremessou com força uma pesada bandeja de prata contra a máquina cujo selector de programas ficou completamente danificado.
Os homens chegaram imediatamente e encontraram Magda sentada no chão, que choramingava e escondia o rosto entre as mãos.
Henrique, em tom imperioso, perguntou o que tinha acontecido, mas Magda continuava a chorar sem responder. Foi Elisabete que contou tudo o que tinha visto.
Ele ordenou que Magda se levantasse e, olhando bem sério nos olhos dela, perguntou qual a razão de um comportamento tão inusitado.
- O Senhor traiu-me com a Elisabete! - respondeu ela quase histérica.
Henrique ficou vermelho de fúria perante a insolência da sua escrava. E, enquanto meditava qual devia ser o castigo oportuno, o António decidiu intervir.
- Querida amiga, o Henrique é a pessoa mais correcta e leal que já conheci. Ele nunca faria sexo com a sua afilhada...
- Afilhada? - murmurou Magda quase sem voz…
- Sim querida -interveio Elisabete- ele nunca te contou que logo após meu pai, que era director comercial de uma empresa do Henrique, ter falecido, assumiu o compromisso de pagar os meus estudos, e que além disso ele sustentou a casa da minha mãe durante alguns anos?
- Juro que eu nada sabia sobre isso. Mas então porque é que vocês demoraram tanto dentro do quarto?
- O Henrique castigou-me como eu merecia -narrou a jovem- mas depois passou um bom tempo comigo a tentar explicar-me como é que eu devia comportar-me com o António, ensinando-me o valor da lealdade e da confiança que sempre devemos às pessoas que nos amam. Por isso é que demoramos tanto tempo...
Ao ouvir estas palavras Magda ficou mais vermelha que um tomate e arrependeu-se de ter julgado e condenado moralmente o seu parceiro sem nem ter antes conversado com ele.
- Meu Senhor, peço perdão com humildade e, ao mesmo tempo, peço-lhe um castigo que me sirva de lição para o resto da vida, disse ela, cabisbaixa.
- Muito bem! Como tu estragaste a máquina, irás substituí-la, agora mesmo!
- Sim Senhor, vou lavar esta louça toda - murmurou Magda.
- Não falei em lavar prato algum, minha querida. Disse que irás substituir a máquina de lavar. Trata-se de algo totalmente diferente.

Realmente Magda não estava a entender a diferença semântica entre as duas orações, mas era evidente que Henrique já tinha decidido que ia ser daquela forma.
Com efeito, ele mandou que a jovem ficasse totalmente nua, a não ser por um simbólico e minúsculo avental cor de rosa que mal cobria o púbis. Tirou os adornos e recolocou o cinto de couro com uma corda entre os lábios vaginais. Atou as mãos com algemas compridas, segurou a argola dianteira do cinturão a outra argola no lava louças e pediu que Elisabete pusesse toda a louça suja à esquerda da Magda.
Dos dois tanques em frente à escrava, um foi preenchido com água quente e detergente, o outro ficou vazio, mas com a água a correr da torneira aberta.
Magda devia simplesmente pegar a louça que se encontrava à sua esquerda, mergulhá-la na água morna e passar uma esponja, enxaguá-la debaixo da torneira e, enfim, apoiá-la em cima de um escorredor de pratos.
O Henrique alertou-a que, caso uma só peça ficasse suja, ela teria que lavar novamente toda as louça e, em caso de danos materiais, ia receber dez chibatadas por cada peça danificada.
- Este serviço é muito fácil e rápido - raciocinou mentalmente Magda.
Mas, enquanto pensava nisso, Henrique colocou na cabeça dela o capuz de couro que a deixou completamente cega e, ao apertar a fivela do capuz em torno do pescoço de Magda, explicou:
- As máquinas de lavar louça não conseguem ver os pratos!

Agora ia ser realmente mais difícil e complicado executar a tarefa.
- Paciência - pensou novamente Magda - irei demorar mais tempo, mas a noite ainda está no início.
Agora que ela não podia ouvir mais nada, o anfitrião dirigiu-se a seus hóspedes com estas palavras:
- Eu disse que a Magda ia substituir a máquina, não que ia simplesmente lavar os pratos.
Os dois não entenderam muito bem o significado das palavras, mas ficaram curiosos para saber exactamente o que o Henrique queria dizer com suas enigmáticas palavras.
Ele entrou para a dispensa e voltou com um estranho objecto composto, fundamentalmente, por uma base quadrada de madeira, dividida em dois compartimentos bem separados, constituídos por duas placas de cobre. Levantou o pé direito de Magda e apoiou-o no compartimento da direita, passando um cinto de couro sobre o pé para garantir um bom contacto com o fundo de metal. Fez o mesmo com o pé esquerdo. Depois, com uma pequena corrente de ferro amarrou os tornozelos, mais em baixo que os grilhões, fixando a extremidade da corrente a uma segunda argola na parte baixa do lava louças. Agora Magda estava duplamente presa ao móvel da cozinha.
De uma gaveta extraiu um pequeno transformador, daqueles normalmente usados nas sessões de fisioterapia e ligou-o às duas chapas de cobre. Ligou um fio à tomada, regulou oportunamente a voltagem e anunciou:
- A máquina de lavar louça está oficialmente pronta para funcionar.
E, assim dizendo, apertou um interruptor e uma fraca corrente eléctrica alternada começou a fluir nos pés de Magda.
A jovem, que já tinha começado muito vagarosamente a lavar os pratos, acelerou rapidamente o que estava a fazer. Embora a corrente não fosse dolorosa, causava uma sensação desagradável.
Dentro de vinte minutos toda a louça estava no lado direito da pia, apoiada no escorredor de pratos.
Henrique desligou a electricidade e foi verificar o resultado. Não todas as peças estavam perfeitamente limpas e um pires, que tinha escorregado das mãos ensaboadas de Magda estava danificado.
Conforme o prometido, com a ajuda da Elisabete, todas as peças, mesmo que limpas, foram repostos no lado esquerdo do lava louças.
- Acho que usei um programa de lavagem muito fraco -comentou Henrique- enquanto aumentava a voltagem e ligava novamente o transformador.
Desta vez a corrente era mais intensa e a jovem apressava-se o mais possível para terminar o trabalho. Por outro lado, não podia deixar nada sujo, pois o seu dono iria reiniciar toda a operação aumentando ainda mais a corrente eléctrica nos seus pés. Uma situação realmente complicada de gerir.
Foram mais vinte minutos de sofrimento, mas enfim até o último talher foi perfeitamente limpo e posto no escorredor. Infelizmente mais dois copos ficaram danificados.
O anfitrião estendeu o chicote na direcção do António, pedindo a gentileza de ele aplicar trinta golpes na Magda, distribuídos entre as coxas e as nádegas. O amigo aceitou com prazer, satisfeito de poder retribuir o favor há pouco recebido.
- Apesar da louça partida- ironizou Henrique- foi tudo lavado com uma notável poupança de energia.
- Pois é, meu amigo, a Magda demonstrou ser um electrodoméstico bastante ecológico- gracejou o António - que, após ter novamente agradecido e cumprimentado o Henrique, retirou-se da casa, entrou no carro com a Elisabete e desapareceu rapidamente na estrada escura da serra.
Henrique voltou de imediato para a cozinha onde Magda ainda estava encapuçada e acorrentada ao lava louças. Acariciou as suas pernas e as costas, beijou-lhe as nádegas e os lábios vaginais que, devido à posição da jovem, dobrada para frente, se ofereciam ainda mais e, quando ela ficou bem molhada, afastou a corda que estava enfiada na sua vagina e penetrou-a com ardor. Apesar do capuz, os gritos de Magda foram tão altos que uns gatos, que estavam do lado de fora da cozinha à espera dos restos do peixe, fugiram apavorados entre as plantas do jardim do casarão.


imagem: Getty Images
continua...

sábado, 10 de julho de 2010

gelado!




Confesso que aprecio por demais um gelado a meio da tarde.
Nem sequer foi a minha primeira escolha, apenas o que havia disponível.

Mas fiz-me a ele com voracidade e a saborear cada detalhe.

Primeiro, uma lambidela na fina capa de chocolate estaladiço. Chocolate gelado para mim, tem de ser assim, duro, a derreter lentamente com o calor da boca.
Depois vem a baunilha cremosa, branca, suave e a seguir a geleia de morango… não me interessa quantos corantes aquilo tem, sei que é para lá de bom, é qualquer coisa extraordinária, uma textura fugidia que escapa à língua... sorvo de um trago um pedaço que facilmente se desprende da baunilha macia e deixo-a permanecer entre a língua e o céu da boca, a derreter, a saborear… fresquinha, alternada com a doçura da baunilha e vestígios do chocolate… ummmm… delícia!


E um semi-frio com suco de menina?...


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