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quarta-feira, 25 de abril de 2018

Dança XXIV: apneia subaquática



"Elle ne filme que sous l'eau. Julie Gautier, réalisatrice immergée, signe un nouveau film, "Ama", dédié à toutes les femmes : "J’ai voulu mettre dans ce film ma plus grande douleur en ce monde. Pour qu’elle ne soit pas trop crue je l’ai enrobée de grâce. Pour qu’elle ne soit pas trop lourde je l’ai plongée dans l’eau." Découvrez un extrait de deux minutes dans cette vidéo, et retrouvez le film en intégralité sur sa chaîne Viméo "Les films engloutis".

A Água permite uma diferente gramática do movimento. A dança é quase um voo, um poema fluído.
Sublime.

quinta-feira, 22 de março de 2018

Dança XXIII: enciclopédia do movimento corporal

Erik Satie's "Gymnopedie No. 1" by Fabio D'Andrea

Coreógrafa e bailarina: Teneisha Bonner


A Dança reflete a Música, num controlo perfeito do movimento do corpo, sincronizado com o som. Expressa emoções com linguagem própria, gramática e sintaxe, frases com conjugações verbais e motoras, numa composição harmónica e sotaque peculiar. Gostei!

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

* Dança XXII: sensorial sevensome


Sense8, S01E06-Demons
Música: Fat Boy Slim Ft. Macy Gray, Demons

É uma dança, só pode. 
Uma orgia sensorial. 
Tão, tão... Uaaaaaau!
Quem me dera estar lá no meio... 
no entrelaçar dos corpos... 
sentir, sentir, sentir... 
cada corpo, todos os corpos.

Quero dançar assim, não precisa de ser com tanta estética, só tem de dar gozo a todos os intervenientes. 
E tresandar tesão...

"All of your demons will wither away
Ecstasy comes and they cannot stay
You'll understand when you come my way
Coz all of my demons have withered away"

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

* Dança XXI: Luta?

Ólafur Arnalds, Alice Sara Ott - Reminiscence


Eu sei que é suposto ser uma luta, mas parece mais uma dança, uma espécie de valsa. Sou só eu ou isto é extremamente erótico? E triste, a música é incrivelmente melancólica e intimista. Tal como a luta. "Fighting is the ultimate act of intimacy"

Post relacionado: Man on Man

terça-feira, 29 de outubro de 2013

grokking* the pole

Texto inspirado no livro Conscientização escrito e oferecido pelo Ulisses

"Por una cabeza" de Carlos Gardel intrepretado por Brest Chamber Orchestra

Andreia estava a treinar no varão ao som do tango e mostrava a Céu um movimento inventado a partir de algo que tinha visto num vídeo. Céu aplaudiu e mostrou-lhe no outro varão como poderia utilizar a gramática da dança, fazendo a ligação com outros movimentos. Andreia incorporou ambos e continuou a construir frases de movimento ao som do tango, despiu o top e parou abruptamente, em jeito de pergunta. Céu sorriu, percebeu a conversa que ela queria ter e respondeu à provocação com a mesma linguagem. Tomou-lhe o varão e construiu metáforas ondulando-se ao ritmo da música, deixando cair a camisola e revelando a exclamação do seu peito, à desgarrada. Andreia riu, gostou da resposta dela, mas está de calças justas de algodão e não consegue descortinar uma forma elegante de as despir ao mesmo tempo que desafia a gravidade, pelo que as despe encostada ao varão, fazendo-as deslizar devagar pelas pernas sem as fletir, encaixando o varão entre as nádegas e descendo-o de seguida pelo meio das costas. Céu pega numa das rosas vermelhas da jarra e coloca-a na boca. Espera que Andreia termine a descida e aproveita uma perna fletida e um ombro para trepar por ela acima. Seguindo o ritmo da música, mostra-lhe como despir os calções com uma mão, enquanto a outra segura o varão nas alturas e fica lá em cima, de cabeça para baixo. Andreia olha para cima boquiaberta, mas não dá o braço a torcer, faz-se ao varão com um pino, segura-se pelas pernas, ergue o tronco até encontrar-lhe a boca de pernas para o ar e beija-a devagar, roubando-lhe a flor. Percorre-lhe com a rosa o rosto e o peito, segue até ao umbigo, até o corpo lhe suplicar para que o livre da tanga. Termina assim o tango e a tanga. Estão ambas nuas, entrelaçadas uma na outra, com a verticalidade inabalável do varão pelo meio. Os movimentos sucederam-se espontâneos e fluidos, ora muito lentos, ora muito rápidos, com todas as cambiantes de velocidade que o tango exige. Não são precisas palavras, apenas gestos. Sabiam ambas onde iriam chegar, faltando apenas saber como. 
As pulsações estão aceleradas, elas fazem aquilo tudo e até parece que não custa nada, mas é um esforço físico tremendo, horas e horas de treino, muita dor para chegar ao topo. Não será apenas por isso que pulsam tão rápido, nunca estiveram assim, tão nuas, tão próximas uma da outra. O suor escorre-lhes pelos corpos torneados e fá-los brilhar, realçando as formas e os músculos que se movimentam ao ritmo acelerado da respiração. Tocam-se em mútua exploração. Humedecem e aquecem o varão apertado entre as coxas e começam a escorregar devagar, abraçadas num beijo quente, ou melhor, são muitos pequenos beijos que parecem um, com as línguas dançantes lá pelo meio, entrando e saindo da boca, explorando lábios, ombros, pescoços, orelhas, mamilos e arredores. Luxúria pura. Céu posiciona-se de cabeça para baixo e procura o sexo de Andreia, enquanto esta faz o mesmo. repetem o que fizeram na boca, só que estas bocas são maiores, permitem uma exploração mais ampla, nariz e queixo também participam, até ficarem húmidos e brilhantes, lambuzados, a escorrer de prazer. Os sexos latejam, os membros tremem até à vertigem do limite das forças. Andreia solta Céu e escorregam ambas pelo varão lubrificado até ao chão. 

Esfregam-se, penetram-se, amam-se, entregam-se à inevitabilidade do clímax e assim continuam até a inquietação ficar quieta. É a consequência lógica dos acontecimentos, agora já sabem o como e não têm dúvidas quanto ao porquê.



segunda-feira, 22 de julho de 2013

*Dança XX: Houba!



Sur la piste du marsupilami, música de Bruno Coulais, interpretada por Salah Benlemqawanssa

O filme está muito bem feito, é de rebolar a rir do princípio ao fim, vale mesmo a pena! 
Tem outra cena em que o Lambert Wilson "interpreta" I'm alive da Celine Dion que deverei trazer aqui noutra oportunidade. Mas esta cena de dança no final... é o delírio! Existem outras danças houba lá pelo meio também a não perder, mas queria só mostrar este solo da cintura para cima, um cheirinho do domínio de cada músculo, cada articulação, como se a estrutura óssea deixasse por momentos de existir e a carne de borracha flexível dominasse o espaço apenas enquanto o esqueleto não voltar novamente ao seu lugar, quando lhe apetecer. Também quero! É contagiante, não é? Será que se eu treinar bastante...

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

* dança XIX: experimental



Sim, dança. Porque a música não me diz tanto e só há um verso que retenho da letra: "You've gotta get up and try try try". Mas o diálogo dos corpos é memorável. Não são os corpos classicamente esguios dos bailarinos, são atléticos, musculados, possuem uma robustez que me fascina. Ela, principalmente, é muito masculina, sem que isso ofusque o seu par de alguma forma, pelo contrário, equivalem-se. Eles bem que se experimentam, tentam-se, em cada gesto. E há uma violência latente que resulta do choque das tentativas falhadas, da busca do equilíbro. E há uma beleza, uma estetização da luta que me prende. Não torço por nenhum dos dois, acho que estão ambos a ganhar. Porque tentam. Tentar é ganhar. Experimentar, aprender alguma coisa, nem que seja a falhar. Falhar melhor é caminhar na direção do sucesso. Tentar até esgotar as hipóteses, até conseguir. É a dança da vida... FORÇA!

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

private dancer



Ele é fornecedor da Casa desde o início e faz uns trabalhos extra para a Dançarina, que avisou logo que seriam cobrados em trabalho. Queria que ela dançasse para a Namorada, numa dança privada, com ele a assistir.
Ambas acederam, e após duas tentativas de marcar a cena, à terceira foi de vez. Entre elas gerou-se uma empatia imediata desde a primeira vez que se viram. A Dançarina, mulata brazuca, toda sabida e desinibida, bunda e mamas no sítio, a fazerem jus à nacionalidade, a Namorada, mais velha que a Dançarina, mas com um arzinho de menina que não parte um prato, portuguesa branquinha, com um bronze integral dourado responsavelmente conquistado em praias do sul. Aparentemente mais tímida e humilde, rabo menos exuberante e mamas menos firmes que a Dançarina, mas ainda assim proporcionais e bastante comestíveis. Devia ter trazido saltos para ficar mais à altura das plataformas da Dançarina. Falou com o Namorado e com a Dançarina e o seu patrão/amante no sentido de negociar a dança de modo a que fosse para os dois, apesar do Namorado insistir que seria só para Ela, que não queria que a outra esfregasse as mamas nos seus óculos. No fundo, ele ficaria sempre a ganhar, mesmo que a desculpa fosse para a Namorada ver e aprender para reproduzir em casa. A Dançarina disse que ia ver o que podia fazer, enquanto ambos tomavam uma bebida oferecida pela Casa. Já tinham assistido a um strip misto ao vivo, nada de especial, deu para dar umas boas gargalhadas. O Namorado já tinha frequentado sítios semelhantes com colegas de profissão e despedidas de solteiro, mas nunca gastou dinheiro com profissionais do ramo. A Namorada nunca tinha estado numa casa de meninas, satisfez assim a sua curiosidade. O ambiente era calmo e discreto, não fosse o traje insinuante de algumas (poucas) mulheres a denunciarem a sua condição de amantes profissionais. Ainda era cedo, haveria sessão de strip mais tarde.
Mal acabaram as bebidas, veio o patrão/amante, cliente do Namorado indicar as "condições do serviço". É um homem maduro mas enxuto, ligeiramente bimbo, mas ainda assim com algum charme. Devido ao facto de o Namorado ter tratado de alguns assuntos da Dançarina, ele iria aceder a que ela pudesse retribuir com o seu trabalho, sem que fosse necessário pagar qualquer valor. Eles agradeceram e esperaram pelo "serviço". A Dançarina perguntou se queriam que fosse na sala onde estavam (um espaço amplo e vazio, com um varão e bancos confortáveis, robot luminoso e música) ou lá dentro. Por "lá dentro", eles não sabiam muito bem ao que ela se referia, mas disseram que podia ser onde ela preferisse. Ela decidiu então que seria ali mesmo, ficando o patrão/amante a guardar a entrada para que ninguém os interrompesse.
A Dançarina chama o Namorado em privado e fala com ele, pergunta o que pode fazer e ele diz que vale tudo menos morder a Namorada. Depois chama a Namorada e faz-lhe a mesma pergunta e ela diz que é para provocar também o Namorado.
A música é uma dessas baladas da moda e a luz restringe-se ao robot que vai debitando raios laser verdes e vermelhos ritmicamente. A Dançarina surge pela porta em altas plataformas e lingerie branca e preta com folhos que potenciam ainda mais o seu rabo e mamas. Começa a dançar em volta do varão, em poses sensuais estudadas, nota-se que houve ali algum treino, nada que se possa comparar com as bailarinas do Crazy Horse, mas ainda assim, interessante. O casalinho observa atentamente os movimentos da dançarina em volta do varão.
Meneia as ancas, empina o rabo, oferece as mamas, usa habilmente os braços e as pernas para subir e descer do varão... A Namorada gosta particularmente de um movimento em que ela, de gatas, encaixa as nádegas no varão e investe repetidamente contra o cilindro de metal. Pensa que tem de arranjar uma coisa daquelas lá para casa. A Dançarina larga o varão, dirige-se para o casalinho e pergunta a ambos mais uma vez, numa atitude muito profissional com aquele sotaque carregadinho de açúcar, se pode pegar na Namorada, ao que lhe respondem afirmativamente. A Namorada dança com ela e pede-lhe novamente para incluir o seu par. Ela tira o soutien e avança para a cara da Namorada, que aproveita para se refastelar naquele vale, depois faz o mesmo ao namorado, que parece relutante de início, mas depois colabora a pedido da Namorada, interpretando muito mal o papel de quem está a fazer um grande frete. A pele dela é extremamente macia, cabelos cuidados, bem perfumados. A Namorada encontra oportunidade de percorrer o corpo dela com as mãos e lamber e mordiscar-lhe as mamas. A menina tímida revela-se. Tinha saudades de fazer aquilo e soube-lhe bem, mesmo sabendo que se tratava de uma profissional que não o fazia (apenas) por prazer mas por uma troca comercial. A Dançarina despe a camisola ao Namorado e ele diz-lhe para fazer o mesmo à namorada. Ela usa apenas um vestidinho cai-cai, sem roupa interior. A Dançarina parece ter ficado supreendida quando baixa o vestido, revelando as mamas da Namorada, mas rapidamente recupera a compostura e faz um sinal para o patrão/amante vigiar a porta. A Namorada repara no homem, fica um pouco constrangida, mas isso passa-lhe logo, quando a Dançarina se vira para ela e faz encaixar as suas mamas alternadamente, ora de um lado, ora do outro, nas suas, para satisfação de todos. Depois chama o Namorado e dançam os três, com ela no meio, ora virada para um, ora virada para o outro. A seguir, volta para o varão e despe a última peça de roupa que falta e atira-a para a Namorada. Dança um pouco mais e mostra a sua púbis com alguma penugem. Pouco depois, desaparece repentinamente pela mesma porta por onde entrou.
Passado algum tempo volta já vestida, pergunta se gostaram, ao que ambos respondem afirmativamente e agradecem. Ficam com a sensação de que ela também terá gostado, que não foi apenas uma troca comercial, que talvez tenha havido algum prazer da parte dela, que tenha sido um trabalho especial. Afinal de contas, é essa a impressão que deve transmitir todo o bom profissional.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

* Dança XVII: symmetry projects


"The Symmetry Project" por Jess Curtis/Gravity
Coreografado e interpretado por Maria Francesca Scaroni e Jess Curtis
Vídeo por Regina Teichs
Música de Klaus Janek

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

* Dança XVI: tango a três!




Porque Tango nunca é demais... aqui está ele reinventado, mas mantendo a sua essência.
Baseado numa história real (e com o Banderas como actor principal) o filme é inspirador, faz uma excelente fusão das tradicionais danças de salão com ritmos e sons contemporâneos e esta cena é por demais original, surpreendente, provocante!

Gracias Nina! ;)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

* Dança XV: Ballet contemporâneo


Crépuscule des océans — séquence d'extraits from L E M M on Vimeo.


Verdadeiramente exploratório, parecem crianças em corpos de adultos, a experimentar o toque com total controlo do movimento e expressão corporal...

ao som de Sonatas Para Piano, de Beethoven

Mais:
La pudeur des icebergs
e Amour, acide et noix

Gracias Fabulastic!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

* Dança XI - tango com bola

não gosto de futebol, mas contudo, não deixo de achar piada ao que se pode fazer com uma bola.

também não sei dançar propriamente, e muito menos dançar um tango, dança agressiva mas muito sensual.

juntar uma bola e um par a dançar dá no que segue




quarta-feira, 12 de maio de 2010

* Dança X: ritual de mudança

ATENÇÃO: Aconselho vivamente a quem ainda não viu o filme que o faça antes de ver esta cena:


corpos que se movem em sintonia... o ritual de passagem, a energia da massa sincronizada...


peço desculpa pela má qualidade do vídeo, ainda sou um bocado azelha na edição.
outras danças aqui

terça-feira, 6 de abril de 2010

* Dança IX: salsa sedutora!


The Thomas Crown Affair

Uma salsa caliente assim, com um vestido transparente para não deixar dúvidas quanto à não existência de roupa interior... só pode aquecer. Muito!

E as nossas aulas de salsa? Ainda te lembras, Quimera? que bela forma de aquecer no Inverno! e o que fazíamos depois... como acontece no filme depois...
a dança dos sexos...

Salsa... a dança da Sedução, da Intuição Feminina ;)

Música: Cumenco, Raf S. Astor e Eddie Bobe
~
"Do you wanna dance? Or do you wanna Dance?"
Gracias Francisco por me teres lembrado do filme ;)

quarta-feira, 17 de março de 2010

* Dança VIII: flash mob



Black Eyed Peas, I Gotta a Feeling

Oprah's 24th Season Kick Off Party - Chicago, 10 Set. 2009


Marketing viral do mais alto nível:

"A surpresa ficou por conta da atitude da platéia, que realizou a maior ação de flash mob, que se tem notícia. Sem que Oprah soubesse, will.i.am criou com um grupo de dançarinos uma coreografia e chamou 800 fãs para o espetáculo de TV. As 800 pessoas aprenderam os passos e ensinaram para mais de 20.000."

O resultado é o que se pode ver, não sei como é que conseguem ficar quietinhos no início. Gosto especialmente da parte em que toda a gente se liga e se torna numa massa pulsante... brilhante! CONTAGIANTE!

I gotta feeling...

terça-feira, 12 de janeiro de 2010