continuação daqui
Às tantas fui eu que me esqueci de me proteger. Como é que uma pessoa se protege contra a paixão? As sensações atingem-me com uma violência tremenda, sinto tudo à flor da pele. Não tenho casca, tenho os miolos à mostra. Luto contra a obsessão, e até agora tenho conseguido vencer. Não deixo que a minha loucura se sobreponha ao meu dever. Deixo a razão falar mais alto e trazer-me de volta à terra.
Porquê que é suposto amar sexualmente apenas uma pessoa de cada vez? Porquê que a sociedade ocidental impõe legal e religiosamente essa exclusividade? Não estou a dizer que seja uma coisa fácil de gerir, mas se as pessoas conseguem ter vários filhos e dividir e multiplicar o amor por todos eles, não será possível fazê-lo também no amor sexual?
Talvez quando o tesão passar nos possamos encontrar fisicamente. Talvez o desejo nunca passe, fique apenas adormecido, à espera de uma pequena chama, uma faísca, para inflamar e incendiar tudo. É preciso ter muito cuidado com o que se deseja e atentar nas consequências. Talvez não seja a concretização do desejo que importa, mas apenas o desejo em si, o que fazemos com ele, o que nos faz mover.
Encontrei-a, ela é um precioso tesouro para mim que eu vou guardar com todo o cuidado num cofre muito especial. Amo-a. É certo que de uma forma completamente diferente do amor que sinto pelo meu homem. Mas não é menos intenso, menos válido. Ela está presente em cada fôlego, cada batida do meu coração. Vou tê-la para sempre tatuada na minha memória.
Mas o que vem a ser isso de conhecer alguém?
Não tenho dúvidas de que conheço muito bem uma parte dela. Mas será que conhecer presencialmente é conhecer melhor? Será que alguma vez conseguimos conhecer completamente alguém? Será que nos conhecemos verdadeiramente a nós próprios?
Porquê que é suposto amar sexualmente apenas uma pessoa de cada vez? Porquê que a sociedade ocidental impõe legal e religiosamente essa exclusividade? Não estou a dizer que seja uma coisa fácil de gerir, mas se as pessoas conseguem ter vários filhos e dividir e multiplicar o amor por todos eles, não será possível fazê-lo também no amor sexual?
Talvez quando o tesão passar nos possamos encontrar fisicamente. Talvez o desejo nunca passe, fique apenas adormecido, à espera de uma pequena chama, uma faísca, para inflamar e incendiar tudo. É preciso ter muito cuidado com o que se deseja e atentar nas consequências. Talvez não seja a concretização do desejo que importa, mas apenas o desejo em si, o que fazemos com ele, o que nos faz mover.
Encontrei-a, ela é um precioso tesouro para mim que eu vou guardar com todo o cuidado num cofre muito especial. Amo-a. É certo que de uma forma completamente diferente do amor que sinto pelo meu homem. Mas não é menos intenso, menos válido. Ela está presente em cada fôlego, cada batida do meu coração. Vou tê-la para sempre tatuada na minha memória.
Mas o que vem a ser isso de conhecer alguém?
Não tenho dúvidas de que conheço muito bem uma parte dela. Mas será que conhecer presencialmente é conhecer melhor? Será que alguma vez conseguimos conhecer completamente alguém? Será que nos conhecemos verdadeiramente a nós próprios?
animação sobre ilustrações do cão sarnento


