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terça-feira, 29 de janeiro de 2008

* Dança IV: dança oriental / tribal


Serpente Imortal, Las Nieblas de Avalon
Andava há que tempos para postar dança do ventre, mas nada do que tinha visto me empolgou, até encontrar esta Morgana, fundindo dança oriental tradicional com movimentos mais tribais, acompanhada por um som condizente.
Já viram serpente mais sensual e provocante?
Obrigada, Messenger

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

private dancer



Ele é fornecedor da Casa desde o início e faz uns trabalhos extra para a Dançarina, que avisou logo que seriam cobrados em trabalho. Queria que ela dançasse para a Namorada, numa dança privada, com ele a assistir.
Ambas acederam, e após duas tentativas de marcar a cena, à terceira foi de vez. Entre elas gerou-se uma empatia imediata desde a primeira vez que se viram. A Dançarina, mulata brazuca, toda sabida e desinibida, bunda e mamas no sítio, a fazerem jus à nacionalidade, a Namorada, mais velha que a Dançarina, mas com um arzinho de menina que não parte um prato, portuguesa branquinha, com um bronze integral dourado responsavelmente conquistado em praias do sul. Aparentemente mais tímida e humilde, rabo menos exuberante e mamas menos firmes que a Dançarina, mas ainda assim proporcionais e bastante comestíveis. Devia ter trazido saltos para ficar mais à altura das plataformas da Dançarina. Falou com o Namorado e com a Dançarina e o seu patrão/amante no sentido de negociar a dança de modo a que fosse para os dois, apesar do Namorado insistir que seria só para Ela, que não queria que a outra esfregasse as mamas nos seus óculos. No fundo, ele ficaria sempre a ganhar, mesmo que a desculpa fosse para a Namorada ver e aprender para reproduzir em casa. A Dançarina disse que ia ver o que podia fazer, enquanto ambos tomavam uma bebida oferecida pela Casa. Já tinham assistido a um strip misto ao vivo, nada de especial, deu para dar umas boas gargalhadas. O Namorado já tinha frequentado sítios semelhantes com colegas de profissão e despedidas de solteiro, mas nunca gastou dinheiro com profissionais do ramo. A Namorada nunca tinha estado numa casa de meninas, satisfez assim a sua curiosidade. O ambiente era calmo e discreto, não fosse o traje insinuante de algumas (poucas) mulheres a denunciarem a sua condição de amantes profissionais. Ainda era cedo, haveria sessão de strip mais tarde.
Mal acabaram as bebidas, veio o patrão/amante, cliente do Namorado indicar as "condições do serviço". É um homem maduro mas enxuto, ligeiramente bimbo, mas ainda assim com algum charme. Devido ao facto de o Namorado ter tratado de alguns assuntos da Dançarina, ele iria aceder a que ela pudesse retribuir com o seu trabalho, sem que fosse necessário pagar qualquer valor. Eles agradeceram e esperaram pelo "serviço". A Dançarina perguntou se queriam que fosse na sala onde estavam (um espaço amplo e vazio, com um varão e bancos confortáveis, robot luminoso e música) ou lá dentro. Por "lá dentro", eles não sabiam muito bem ao que ela se referia, mas disseram que podia ser onde ela preferisse. Ela decidiu então que seria ali mesmo, ficando o patrão/amante a guardar a entrada para que ninguém os interrompesse.
A Dançarina chama o Namorado em privado e fala com ele, pergunta o que pode fazer e ele diz que vale tudo menos morder a Namorada. Depois chama a Namorada e faz-lhe a mesma pergunta e ela diz que é para provocar também o Namorado.
A música é uma dessas baladas da moda e a luz restringe-se ao robot que vai debitando raios laser verdes e vermelhos ritmicamente. A Dançarina surge pela porta em altas plataformas e lingerie branca e preta com folhos que potenciam ainda mais o seu rabo e mamas. Começa a dançar em volta do varão, em poses sensuais estudadas, nota-se que houve ali algum treino, nada que se possa comparar com as bailarinas do Crazy Horse, mas ainda assim, interessante. O casalinho observa atentamente os movimentos da dançarina em volta do varão.
Meneia as ancas, empina o rabo, oferece as mamas, usa habilmente os braços e as pernas para subir e descer do varão... A Namorada gosta particularmente de um movimento em que ela, de gatas, encaixa as nádegas no varão e investe repetidamente contra o cilindro de metal. Pensa que tem de arranjar uma coisa daquelas lá para casa. A Dançarina larga o varão, dirige-se para o casalinho e pergunta a ambos mais uma vez, numa atitude muito profissional com aquele sotaque carregadinho de açúcar, se pode pegar na Namorada, ao que lhe respondem afirmativamente. A Namorada dança com ela e pede-lhe novamente para incluir o seu par. Ela tira o soutien e avança para a cara da Namorada, que aproveita para se refastelar naquele vale, depois faz o mesmo ao namorado, que parece relutante de início, mas depois colabora a pedido da Namorada, interpretando muito mal o papel de quem está a fazer um grande frete. A pele dela é extremamente macia, cabelos cuidados, bem perfumados. A Namorada encontra oportunidade de percorrer o corpo dela com as mãos e lamber e mordiscar-lhe as mamas. A menina tímida revela-se. Tinha saudades de fazer aquilo e soube-lhe bem, mesmo sabendo que se tratava de uma profissional que não o fazia (apenas) por prazer mas por uma troca comercial. A Dançarina despe a camisola ao Namorado e ele diz-lhe para fazer o mesmo à namorada. Ela usa apenas um vestidinho cai-cai, sem roupa interior. A Dançarina parece ter ficado supreendida quando baixa o vestido, revelando as mamas da Namorada, mas rapidamente recupera a compostura e faz um sinal para o patrão/amante vigiar a porta. A Namorada repara no homem, fica um pouco constrangida, mas isso passa-lhe logo, quando a Dançarina se vira para ela e faz encaixar as suas mamas alternadamente, ora de um lado, ora do outro, nas suas, para satisfação de todos. Depois chama o Namorado e dançam os três, com ela no meio, ora virada para um, ora virada para o outro. A seguir, volta para o varão e despe a última peça de roupa que falta e atira-a para a Namorada. Dança um pouco mais e mostra a sua púbis com alguma penugem. Pouco depois, desaparece repentinamente pela mesma porta por onde entrou.
Passado algum tempo volta já vestida, pergunta se gostaram, ao que ambos respondem afirmativamente e agradecem. Ficam com a sensação de que ela também terá gostado, que não foi apenas uma troca comercial, que talvez tenha havido algum prazer da parte dela, que tenha sido um trabalho especial. Afinal de contas, é essa a impressão que deve transmitir todo o bom profissional.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

* dança XIX: experimental



Sim, dança. Porque a música não me diz tanto e só há um verso que retenho da letra: "You've gotta get up and try try try". Mas o diálogo dos corpos é memorável. Não são os corpos classicamente esguios dos bailarinos, são atléticos, musculados, possuem uma robustez que me fascina. Ela, principalmente, é muito masculina, sem que isso ofusque o seu par de alguma forma, pelo contrário, equivalem-se. Eles bem que se experimentam, tentam-se, em cada gesto. E há uma violência latente que resulta do choque das tentativas falhadas, da busca do equilíbro. E há uma beleza, uma estetização da luta que me prende. Não torço por nenhum dos dois, acho que estão ambos a ganhar. Porque tentam. Tentar é ganhar. Experimentar, aprender alguma coisa, nem que seja a falhar. Falhar melhor é caminhar na direção do sucesso. Tentar até esgotar as hipóteses, até conseguir. É a dança da vida... FORÇA!

terça-feira, 6 de abril de 2010

* Dança IX: salsa sedutora!


The Thomas Crown Affair

Uma salsa caliente assim, com um vestido transparente para não deixar dúvidas quanto à não existência de roupa interior... só pode aquecer. Muito!

E as nossas aulas de salsa? Ainda te lembras, Quimera? que bela forma de aquecer no Inverno! e o que fazíamos depois... como acontece no filme depois...
a dança dos sexos...

Salsa... a dança da Sedução, da Intuição Feminina ;)

Música: Cumenco, Raf S. Astor e Eddie Bobe
~
"Do you wanna dance? Or do you wanna Dance?"
Gracias Francisco por me teres lembrado do filme ;)

terça-feira, 13 de novembro de 2007

* Dança I - ballet clássico


A dança é um poema de gestos que esculpem o espaço. Daniel Sibony

“L'étrangère” excerto do ballet de Roland Petit: Clavigo (1999), inspirado na peça de teatro homónima de Goethe. Música de Gabriel Yared

Clavigo é um homem dividido pelo seu coração e espírito contraditórios, sem saber muito bem se há-de procurar o verdadeiro amor ou ficar-se por uma vida de prazeres imediatos.

Gosto da forma como a Marie-Agnès Gillot faz desta dança uma provocação. Gosto do equilíbrio, da graciosidade, da elegância, da suavidade ousada. Isto é que é conquistar! Linda, não é?


Obrigado pelo vídeo, Corine

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Dança XXIV: apneia subaquática



"Elle ne filme que sous l'eau. Julie Gautier, réalisatrice immergée, signe un nouveau film, "Ama", dédié à toutes les femmes : "J’ai voulu mettre dans ce film ma plus grande douleur en ce monde. Pour qu’elle ne soit pas trop crue je l’ai enrobée de grâce. Pour qu’elle ne soit pas trop lourde je l’ai plongée dans l’eau." Découvrez un extrait de deux minutes dans cette vidéo, et retrouvez le film en intégralité sur sa chaîne Viméo "Les films engloutis".

A Água permite uma diferente gramática do movimento. A dança é quase um voo, um poema fluído.
Sublime.

quinta-feira, 22 de março de 2018

Dança XXIII: enciclopédia do movimento corporal

Erik Satie's "Gymnopedie No. 1" by Fabio D'Andrea

Coreógrafa e bailarina: Teneisha Bonner


A Dança reflete a Música, num controlo perfeito do movimento do corpo, sincronizado com o som. Expressa emoções com linguagem própria, gramática e sintaxe, frases com conjugações verbais e motoras, numa composição harmónica e sotaque peculiar. Gostei!

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

* Dança XXII: sensorial sevensome


Sense8, S01E06-Demons
Música: Fat Boy Slim Ft. Macy Gray, Demons

É uma dança, só pode. 
Uma orgia sensorial. 
Tão, tão... Uaaaaaau!
Quem me dera estar lá no meio... 
no entrelaçar dos corpos... 
sentir, sentir, sentir... 
cada corpo, todos os corpos.

Quero dançar assim, não precisa de ser com tanta estética, só tem de dar gozo a todos os intervenientes. 
E tresandar tesão...

"All of your demons will wither away
Ecstasy comes and they cannot stay
You'll understand when you come my way
Coz all of my demons have withered away"

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

* Dança XXI: Luta?

Ólafur Arnalds, Alice Sara Ott - Reminiscence


Eu sei que é suposto ser uma luta, mas parece mais uma dança, uma espécie de valsa. Sou só eu ou isto é extremamente erótico? E triste, a música é incrivelmente melancólica e intimista. Tal como a luta. "Fighting is the ultimate act of intimacy"

Post relacionado: Man on Man

terça-feira, 13 de setembro de 2016

swingin' (in the rain) o Tal clube

continuação daqui| início

aqui tínhamos mencionado o primeiro clube que tentámos frequentar, a referência, o supra-sumo dos clubes de swing no nosso país, que o Yang fez logo uma cruz por os achar demasiado elitistas. São o único clube que cobra “jóia”, apesar de já terem baixado esse valor 66% nos últimos anos e supostamente só outro casal que seja “sócio” pode convidar outro casal a sê-lo também. Pois bem, o Tal Casal convidou-nos, insistiu a dizer que iríamos gostar e nós acabámos por ir a uma sexta-feira. As sextas-feiras nos clubes são mais calmas, por norma aparece menos gente. Já nos tinham dito que este clube é do género discoteca com quartos, achámos o espaço decadente, não tanto quanto o outro rural, mas ainda assim gasto, com um ar de Casino Estoril. Às sextas só está aberta a zona do bar, mas isso não nos impediu de espreitar a discoteca com os seus dois pisos,Era noite de kizomba, coisa que temos quase sempre que levar com nos outros clubes, por isso não era novidade. A Yin levou um vestido curto de alças e generoso decote, com o padrão mais africano do seu guarda-roupa e muitas pulseiras e colares, só não tinha cabeleira afro e pele morena.
Lá chegados conhecemos um professor de dança que dançou com a menina do Tal Casal e com a Yin. Ele era muito simpático e jeitoso, mas a mulher era o oposto.
Chegámos a fazer umas aulas desta dança quando ainda não era moda, mas entre os dois, temos quatro pés esquerdos. Isto porque a Yin insiste em comandar e não se deixa levar. Isto porque nas aulas havia falta de homens e ela fazia por vezes o papel masculino, coisa que achava mais interessante. As danças de salão são bastante machistas, são sempre os homens a comandar. No início a coisa não correu muito bem com o professor, mas depois ela entrou no ritmo e lá funcionou.
Depois conhecemos um casal das ilhas também já gasto, a condizer com o espaço. Ele propôs ao menino do Tal Casal irem para um quarto, proposta que ele declinou e mais tarde mostrou-se bastante desagradado e quase ofendido com a forma como foi feita a proposta.
Aproveitámos para conhecer melhor os quartos e dar uma fodinha num deles. Muito pequenos e abafados, com porta dupla de grade para quem quer ser observado, o que não era o nosso caso.


continua aqui

segunda-feira, 22 de julho de 2013

*Dança XX: Houba!



Sur la piste du marsupilami, música de Bruno Coulais, interpretada por Salah Benlemqawanssa

O filme está muito bem feito, é de rebolar a rir do princípio ao fim, vale mesmo a pena! 
Tem outra cena em que o Lambert Wilson "interpreta" I'm alive da Celine Dion que deverei trazer aqui noutra oportunidade. Mas esta cena de dança no final... é o delírio! Existem outras danças houba lá pelo meio também a não perder, mas queria só mostrar este solo da cintura para cima, um cheirinho do domínio de cada músculo, cada articulação, como se a estrutura óssea deixasse por momentos de existir e a carne de borracha flexível dominasse o espaço apenas enquanto o esqueleto não voltar novamente ao seu lugar, quando lhe apetecer. Também quero! É contagiante, não é? Será que se eu treinar bastante...

segunda-feira, 13 de maio de 2013

swingin' (in the rain) parte 24

continuação daqui | início

A maluca da Musa pediu ao DJ para tocar uma musiquinha que sabia que a Yin gostava. Estava prestes a preparar das dela. Quando a música começou a tocar, ela e a O foram para o palco e chamaram a Yin. Ela fingiu que não era nada com ela e assobiou para o ar. Elas foram dar show para o varão e nós ficámos a assistir. Estava a ser um bom espetáculo, elas mexem-se bem e fazem bom uso do cilindro de metal. A música é contagiante e o A (chamemos assim ao par da O) aproxima-se da Yin e começam a dançar. Ela chama o Yang para a dança e enquanto as outras duas se entretêm no varão, a Yin dança com os dois, beija-os muito languidamente, alternadamente, até que é puxada pelas outras duas para o palco (que na verdade tem apenas uma dezena ou duas de cm, mas ainda assim lhe parece bastante assustador. Ela é voyeur, caramba, e isso é exibicion... nem sequer tem tempo para raciocinar. desata a gritar “socorro, tirem-me daqui!” mas ninguém parece ligar-lhe. Agarra-se ao varão enquanto elas a puxam para o meio, perde um sapato, enfim, faz um bocadinho de palhaça antes de decidir deixar-se ir e depois de se soltar (literalmente, do varão) fica no meio das duas e aceita os mimos que ambas lhe dão. Depois sugere que a Musa vá para o meio e beijam-se. é um beijo muito suave e terno, difícil de explicar. Não é daqueles que aquecem, embora ela não estivesse com frio, mas sabe definitivamente bem. Ela beija-lhe uma mama e também lhe sabe bem. Depois sugere que seja a vez da O ir para o meio, mas a música termina entretanto. Que não fosse por isso, voltamos a estar os quatro juntos, a formação original e mimamos a O, e a Yin prova-lhe uma maminha de mamilo espetado e beijam-se mais e aquecem, aquecemos todos. Vamos espreitar o espaço renovado ao lado da pista, uma espécie de labirinto com glory holes do diâmetro de pernas. Vimos algumas cenas dignas de filme erótico de alta qualidade. A luz estava fantástica, avermelhada, parecia acariciar o rabo alçado na mulher, mas na verdade era uma mão masculina cujos dedos iam entrando e saindo de dentro dela, ao ritmo da respiração e dos gemidos. Passou-nos pela cabeça fazermos o nosso próprio filme a quatro, mas não ali, não assim. Ficámos algum tempo com eles no escurinho, a partilhar aquela intimidade lasciva. A Yin aproveitou para descer à cintura do Yang e brincar como menino dele. O A perguntava-lhe se tinha perdido as chaves e ela ria com o sexo do Yang na boca. Queríamos aproximar-nos mais deles, mas a Yin achou que tínhamos de lhes dar espaço. Ainda não tinha havido muito contato entre a O e o Yang e achávamos que tinha de ser ela a dar o primeiro passo nesse sentido, caso o quisesse dar. Arrefecemos e voltámos para cima.
Por esta altura o T-boy andava de toalha enrolada à cintura, com arzinho de quem já tinha faturado e ficou um pouco à conversa connosco. A O ainda falou em tomar banho (nesta altura, ainda não conseguíamos distinguir quando ela estava a falar sério e quando estava a gozar) e o Yang sugeriu que a Yin lhe fosse lavar as costas, mas ela torceu o nariz e disse que não tinha chinelos. A ideia de tomar banho ali não é minimamente atraente. Lembra as séries CSI, se alguém usasse uma daquelas luzes que faz os fluídos corporais brilhar, haveria de encontrar muitas luzinhas no final da noite. E isso, de alguma forma, representa um sério risco de saúde pública que não estamos dispostos a correr. Tentamos sempre minimizar os riscos ao máximo. Pouco depois o casal eclesiástico foi embora e nós não demorámos muito mais, deixando bem clara uma forte vontade de estar novamente com eles. Um banho relaxante na nossa banheira, quem sabe?



continua aqui

sexta-feira, 2 de julho de 2010

* Dança XI - tango com bola

não gosto de futebol, mas contudo, não deixo de achar piada ao que se pode fazer com uma bola.

também não sei dançar propriamente, e muito menos dançar um tango, dança agressiva mas muito sensual.

juntar uma bola e um par a dançar dá no que segue




quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

eu, tu e... eles (2ª parte)

continuação daqui
por
Francisco del Mundo

Depois de uns momentos, desceram as escadas e mais uma vez sentiram os olhares, desta vez com alguma curiosidade extra pelo tempo demorado no primeiro andar. Chegaram à mesa e as bebidas esperavam por eles. Ele foi respondendo às perguntas dela sobre aquele universo. Ele lá foi explicando o que sabia. Ao ver a porta abrir-se e ver o casal que chegava, ele sorriu e disse que tinham chegado os melhores professores que podiam ter. Era o casal que o tinha levado lá a primeira vez. Logo os descobriram e foram ter com eles à mesa. Rápidas apresentações e a sonora cumplicidade masculina. Eram os dois homens que se conheciam há mais tempo. Ele olhou rapidamente para ela e viu-a a analisar o casal. Os olhos dela tinham rapidamente analisado o homem, mas foi a mulher que lhe chamou logo a atenção. Ele já lhe tinha dito que ela não era um mulherão espampanante, mas que ela ia ficar fixada nela. E tinha razão. Mais baixa que ela mas era incrível como aquele corpo exalava qualquer coisa. Ela não o conseguia definir, mas era óptimo. Uma sexualidade atrevida e libidinosa que a fez estremecer de prazer. E ela ainda só tinha perguntado se ela estava a gostar. Como estava fixada com a boca dela, teve de pedir para repetir. Sim, estava a gostar. Quer dizer, não sabia, estava a achar piada. Ahah! Risos das duas. Entretido à conversa com o amigo, ele gostou do riso partilhado pelo canto do olho. Enquanto o amigo foi buscar bebidas, ele aproximou-se delas. Perguntou de que falavam. Do ambiente, responderam. E riram. Então desta vez decidiste trazer companhia, perguntou a amiga. Sabes que isto foi bom sozinho, mas com ela só melhora. Com ela e connosco então nem se fala, provocou a amiga olhando para ela. Ele teve medo que a provocação tivesse sido demasiado directa e olhou para ela. Ela não parecia intimidada. Finalmente sorriu e disse que tinha curiosidade de muita coisa. O primeiro gelo pareceu quebrado. Seguiram-se belas conversas dos quatro, sempre com o olhar de inveja dos outros clientes que foram chegando. A certa altura uma música mais animada e quando os dois homens dão por eles tem as respectivas mulheres a dançar nas suas costas. Ela encostou-se às costas dele e a amiga às costas do amigo. Os dois riram-se. Sabiam que tinha começado algo. Os dois homens viraram-se e começaram a dançar com elas. Obviamente as mãos e as bocas não ficaram quietas muito tempo. Ele parou e disse que pensava que ela não gostava de beijos em público. Pois, mas este sítio não é normal, respondeu. Aqui dentro não parece haver limites, acrescentou ela. Ahah, eu avisei, disse ele. A dança sensual continuou entre os dois pares. Quis uma volta da música que os dois homens ficassem por trás delas e elas frente a frente bem perto. A música, a sensualidade, o ambiente fê-las aproximarem-se até à distância de um beijo. E beijaram-se. Primeiro timidamente mas depois com a libido ao rubro. A primeira reacção dele foi de surpresa. Não esperava que ela se deixasse levar. Olhou então o amigo, ele sorriu e piscou-lhe o olho. Já tinha visto a sua parceira seduzir outras mulheres. Olhou novamente para ela e viu que estava a apreciar aquele beijo diferente, feminino. Encostou então mais o sei corpo ao dela. Ela sentiu-o bem encostado e as mãos dele a percorrer o seu corpo. Um calor saia dos corpos de ambos. A dança foi-se tornando sexo. As duas mulheres continuaram a beijar-se. Os homens estavam cada vez mais excitados. Beijos no pescoço. Mãos nos seios. As mãos delas são ainda mais atrevidas que as deles e sabem onde tocar para excitar a outra mulher. De repente os olhos dos quatro cruzam-se mas de forma trocada. Assim, o olhar dele encontrou-se com o olhar lascivo da sua amiga, o olhar lascivo do amigo encontrou o dela. Ficaram assim durante um minuto. Em contacto com um corpo mas com um outro olhar. A cena era demasiado excitante. Ele olhou de lado a sala e toda a gente estava vidrada naquele espectáculo delicioso. Ela inclinou a cabeça para trás para lhe falar ao ouvido. Pensou que os limites dela estivessem a ser ultrapassados. Mas não. Ela disse-lhe apenas, vou trocar com ela. A princípio ele não percebeu, mas logo a viu trocar de posição com a amiga. Agora era o corpo da amiga encostada ao dele e o dela encostada ao amigo. Apesar de tremendamente excitado, ele não tinha entendido o porquê da troca. E só depois percebeu! Sendo quase possuída por trás e vendo-o possuir outra por trás, ela olhou-o nos olhos com todo o atrevimento. E ele mergulhou naqueles belíssimos olhos e sentiu um prazer sem palavras. Ali estava ela, provocando-o, sabendo que a ligação deles ia para além dos corpos. Dos deles ou dos corpos dos amigos. A ligação deles estava naquele olhar que os unia sem restrições. Depois de uns minutos assim, viu-a novamente inclinar a cabeça para trás e segredar algo ao ouvido do amigo. Viu-o rir e a acenar com a cabeça! Que fazia ela agora, pensou ele. Então ela segredou algo ao ouvida da amiga e também ela riu. Ficou confuso. A amiga voltou-se e deu-lhe um beijo na boca. Segredou-lhe, hoje quem te leva para a cama é ela! Então percebeu tudo. Muitas coisas novas naquela noite mas ela não ia abdicar dele. Não naquela primeira noite. Os sentidos dela estavam ao rubro e era com ele que ela queria explodir de prazer. Ele sorriu-lhe e puxou-a para si. Anda cá, capuchinho, disse ele. Quero o meu lobo mau, respondeu ela…

FIM

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

* Dança II - Mega Dance Party


The Matrix Reloaded

A música intensa, alucinada, vibrante. Corpos, muitos corpos. Misturados, suados, ritmados. Uma massa sintonizada ao som da batida.
A dança instintiva sente-se com os ouvidos, ponta dos dedos, nariz, boca, olhos, com todo o ser. Cada um, cada duo, cada trio, cada quarteto, quinteto, sexteto, septeto, octeto… todo o grupo.
O mar de gente, as ondas de movimento expressivo, instintivo, sensual.
Respiração, transpiração, inspiração, paixão.
O convite para nos juntarmos à massa dançante. Eu aceito! Mexo-me, convido-te. Queres dançar comigo? Connosco?


sábado, 4 de novembro de 2017

Swingin' (in the rain): Festa Havaiana 2x2

continuação daqui | início

O Verão estava ao rubro, um calor imenso que pedia água e corpos despidos, por isso resolvemos fazer-nos ao caminho e visitar o antro da moda, estrear a piscina e ficar para a noite. Apanhámos bastante calor pelo caminho no nosso bólide sem ar condicionado, mas valeu a pena a viagem, quando lá chegámos, a meio da tarde, atirámo-nos para a piscina sem pudores nem roupa. A piscina que a Yin conheceu no inverno e estava desejosa de chegar ao verão para a experimentar.O ambiente estava porreiro, meia dúzia de casais, bebidas à discrição, churrasquinho, uma delícia. A Yin estava bastante confiante com o seu corpo, feliz da vida a comer amoras oferecidas pelas silvas que rodeavam a vedação. Aproveitámos o mais que pudemos o sol e a água até irmos para dentro tomar banho e vestirmo-nos para o jantar. Encontrámos pelo caminho um casal conhecido, os amantes dos  Devassos e acabámos por jantar por lá com eles num ambiente muito agradável.
Era festa havaiana, por isso o Yang levou uns calções com padrão de hibiscos e a Yin uma micro-saia estampada de franjinhas e bikini, complementados por aqueles colares de flores que nos ofereceram por lá.
A memória escreve-se por linhas tortuosas e nem sempre conseguimos fazer jus aos acontecimentos. Nunca escrevemos aqui sobre um casal que conhecemos no nosso antigo clube preferido, uma vez que lá fomos com os Envergonhados. A bem dizer, nessa noite apenas a Yin conheceu o membro feminino desse casal, e tudo por causa das unhas. Ela estava a conversar com a Envergonhada na fila para pagamento sobre roer unhas e a Senhora que estava atrás meteu-se com elas, porque também ela roía as unhas. Muito simpática esta Senhora, a Yin ficou impressionada com os olhos dela, com a intensidade deles. E ficaram um pouco a discutir tentativas e métodos, e a desejar que da próxima vez que se vissem, conseguissem controlar o vício. Ela disse que o casal a que pertencia se chamava 2x2 e que ambos tinham a mesma tatuagem. Ao mesmo tempo que diz isto, levanta o vestido e mostra (supostamente) a tatuagem, mas foi tudo muito rápido e a Yin não conseguiu ver nada, pois ficou vidrada no papinho moreno e totalmente depilado, sinal de que costuma apanhar bastante sol.
A partir daí, fomos mantendo algum contacto com o membro masculino do casal (por sinal bastante simpático) através de um site swinger, mas nunca mais nos voltámos a encontrar pessoalmente. Viemos a confirmar que também são fãs de nudismo e têm casa na praia.
A Yin reconheceu aqueles olhos intensos na mesa do jantar e foi meter-se com eles. A dona dos olhos intensos demorou algum tempo a lembrar-se dela, mas quando a Yin lhe falou das unhas riu-se e disse que tinha conseguido acabar com o vício de vez, ao contrário da Yin, que na altura em que a conheceu conseguiu andar uns tempos bem, mas depois recaiu no vício.

Mais tarde, a Yin confessou-lhe que não chegou a conseguir ver-lhe a tatuagem e o motivo de não ter conseguido. Ela riu e em plena pista de dança, quando nos íamos a despedir, levantou o seu vestido rendado sem forro, devagarinho, para que a Yin pudesse finalmente apreciar a sua tatuagem… e novamente o seu papinho lisinho e moreno.

continua aqui

domingo, 17 de setembro de 2017

Teoria...

"[O swing] é o caminho mais à mão para se tentar uma reinclusão rapidinha na tal cena primária (papai traçando mamãe). O sujeito leva a patroa pro swing porque deseja inconscientemente reproduzir as relações afetivo-sexuais da qual foi excluído pelo pai, pleiteando, dessa vez com êxito, sua inclusão tardia. Nem precisa explicar que, nesse esquema, a patroa vira a mãe no inconsciente traquinas do swingueiro. Agora ele poderá ver sua mãelher sendo desfrutada com alegre despudor por outro homem sem tomar um chega pra lá do desfrutador. Se calhar, até entra na dança também, já que há sempre algum orifício sobrando nessas situações. Sem falar na chance de faturar na boa a mulher do próximo, sendo que o próximo pode ser justamente o sujeito que está sendo agraciado naquele mesmo instante por um boquete da parte da sua, com todo respeito, excelentíssima senhora. Num clube de swing não há terceiros excluídos. Trata-se de uma rebelião contra a lei excludente do pai e a favor do incesto praticado com a mãe. E você ainda pode tomar cerveja e uísque à vonts durante a cerimônia de inclusão."

Reinaldo Moraes, artigo completo aqui.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Swingin' (in the rain): um clube que não deixou saudades e uma agradável despedida

continuação daqui| início

Os Doces levaram-nos a conhecer outro clube supostamente mais perto de nós, mas igualmente por estradas de muitas curvas. Numa noite de inverno, lá chegámos, enjoados de tanta curva. O sítio até parecia simpático por fora, mais uma vivenda com espaço de esplanada que não podíamos usufruir nesta altura de frio e chuva. No interior, uma sala ampla com pista de dança e um piso superior com vista para a pista. Um certo ar rural, como o outro clube da piscina coberta, mas versão desleixada, principalmente a parte dos quartos, totalmente improvisada às três pancadas, com um ar mesmo reles. O espaço já tinha sido uma discoteca, talvez uma casa de alterne, com um ambiente decadente. Encontrámos os Devassos, os seus amigos da passagem de ano e um ex-jogador de futebol sozinho, ainda com bom ar, mas claramente decadente. A Yin ainda trocou alguns beijos e amassos com os Doces, mas não passou daí.


Estivemos mais algumas vezes com os Alto & Baixa, já depois de terem a criança, decidiram emigrar ambos e tiveram de a deixar cá com os avós. É duro… Mas antes de irem, fomos visitá-los ao parque de campismo e passámos bons momentos a fazer geocaching, com a criança no carrinho. Vieram também jantar connosco lá a casa e a Baixinha cumpriu a promessa de fazer umas massagens à Yin, que as tentou retribuir e aprendeu mais algumas coisas sobre o assunto. Estava frio, mas elas lá se conseguiram aquecer só de cuecas, apenas com creme hidratante e o toque das mãos.

continua aqui

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

O Prazer de Yogar




Yoga é um universo que ando a descobrir. Uma filosofia que se pode praticar no dia a dia, envolvendo a mente e o corpo. Originária da Índia há mais de 5000 anos, tem raízes na língua sânscrita e significa controlar, unir.


Eu já tinha tido alguns contatos com esta disciplina em aulas de grupo ao ar livre e lembro-me de exercícios que me pareciam tão fáceis e simples, na verdade exigiam bastante equilíbrio, força e agilidade, tanto que no dia seguinte ficava com o corpo todo dorido.


Comecei entretanto a pesquisar e a praticar com regularidade com objetivo de perder peso. Pode parecer disparatado, mas a verdade é que experimentei e gostei. Acelera realmente o metabolismo, melhora a postura, contribui ativamente para o meu bem-estar. E havendo algum cuidado com a alimentação, resulta! Encontrei uma "guru" no youtube e fui explorando os seus vídeos e praticando com afinco. Há um que gosto particularmente e que fui vendo e praticando até saber de cor todas as frases e movimentos e incorporar outras posições de outros vídeos para criar o meu treino personalizado. Admiro bastante a postura desta Sadie Nardini. Uma yogi rocker muito castiça!
Claro que no início não é fácil, desequilibrei-me algumas vezes, doeram-me músculos que eu nem suspeitava que tinha, mas com o passar do tempo fui notando substanciais melhorias no equilíbrio, flexibilidade, força, e resistência. Sim, esta última surpreendeu-me bastante, mas a verdade é que notei bem a diferença no caminhar, andar de bicicleta, nadar… todo o tipo de atividade física. Aprendi a respirar de uma forma mais focada e otimizada que faz toda a diferença.Ao princípio, mal conseguia tocar com as pontas dos dedos no chão, com as pernas direitas, passados alguns meses, consigo assentar a palma da mão, atar os atacadores das sapatilhas sem dobrar os joelhos. Deitada, consigo tocar com os pés no chão atrás da cabeça e outras proezas de flexibilidade que só conseguia fazer quando era criança. Ainda não consigo sentar-me na posição de lótus com os dois pés para cima, como na imagem, mas hei-de lá chegar.


Agora no verão quando o calor excessivo não convida ao exercício, espero pelo tempo fresco da noite e vou lá para fora com o meu tapete, a água e a vela de citronela para afastar os insetos, ponho uma musiquinha e vou exercitando ao sabor da brisa fresquinha. Gosto muito de desportos de ar livre, e sabe mesmo bem exercitar yoga junto ao mar (se bem que algumas posições sejam dificultadas pela areia) ou praia fluvial ao pôr-do-sol. Ainda não experimentei mas espero fazer brevemente stand up paddle yoga, juntar duas coisas que me dão muito prazer!


Ainda sou muito ignorante na matéria, mas estou encantada com as descobertas que vou fazendo. Muito interessante a ligação entre yoga e meditação. Quando estou a fazer os exercícios e me concentro na respiração, sinto que estou a meditar. E quando estou a fazer outro tipo de exercícios físicos e o fôlego começa a esvair-se, concentro-me na respiração de yoga e sinto a minha energia a renovar. Também no sexo notei a diferença, posições que exigem mais flexibilidade e que dantes eram desconfortáveis, são agora possíveis e o treino de respiração também ajuda na resistência e consequente prolongamento da atividade sexual.

Existem exercícios específicos de yoga para os mais variados fins, já experimentei para adormecer,
reduzir o stress, para dores de cabeça… desde que pratico com regularidade, não voltei a ter enxaquecas. No fundo, promovem comprovadamente o bem-estar físico e mental. Admiro bastante a estética, a calma e a graciosidade que esta prática comunica. Os praticantes experientes transmitem imensa paz, gosto da forma com ligam todas as posições e movimentos num todo fluído, como se fosse uma dança.calma e profunda,que expressa a paz que vem de dentro. Os resultados dependem claramente da dedicação e persistência, vale a pena experimentar!

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Swingin' (in the rain) parte 56

continuação daqui | início

Foi a vez do Yang fazer anos e a Yin queria que tudo fosse como ele desejava. Ofereceu-lhe um perfume e apesar de estar extremamente constipada, sem nenhum olfato quando o comprou, ele pareceu gostar.Os Duques disponibilizaram a casa e disseram que podia convidar até 12 pessoas para jantar. Ele não se fez rogado, e convidou um monte de casais, dos quais 2 aceitaram ir. Os Sem Preconceitos e, para nosso espanto, os Envergonhados. Isto porque o plano seria seguir dali para o nosso antro de perdição predileto. Para melhorar ainda mais, o Casal Especial passaria por lá depois de jantar e seguiria connosco para o clube.
A Duquesa esmerou-se na cozinha, tinha um bacalhau com broa no forno e estava a ultimar uns rolos de enchidos para a entrada. Ainda fomos a tempo de ajudar na sobremesa e no prato escolhido pelo Yang - caril de gambas. O bacalhau chegaria para todos e seria mais consensual, uma vez que a maioria não era apreciadora do caril picante, mas os Duques, entusiastas da malagueta, fizeram a vontade ao Yang. As mulheres ajudavam na cozinha, os homens entretinham-se com afazeres de pesca, quando os Envergonhados chegaram, já estava quase tudo pronto. Ela estava bem apetecível, com um vestidinho preto justo, a mostrar a perna torneada. A comida estava deliciosa, e apesar da Yin não ter olfato, apreciou as texturas. Ainda assim, conseguia sentir o picante do caril, apesar do Duque dizer que não abusou. A SP provou e sentiu-se mal, teve de ir apanhar ar para a rua até ficar melhor.Quando já estávamos nas sobremesas, chegou o Casal Especial. Ela estava lindíssima, já não a víamos há imenso tempo, soube bem conversar, matar saudades.
Após convivermos um pouco e nos aperaltarmos, seguimos rumo ao destino escolhido.

O Yang quis experimentar o novo carro dos Duques e eles deixaram-no conduzir. Seguimo-lo em caravana até ao sítio, não sem ele se enganar no caminho. Uma vez chegados, deparámo-nos com o local com muito pouca gente, o que nos fez lembrar uma certa Páscoa. Já lá estavam os Doces à nossa espera, e os Embaixadores chegariam pouco depois. Pareceram-nos bastante cansados.
No início, os casais (principalmente os membros masculinos) estavam todos sem exceção encostados à parede. A música não estava má e a Yin começou a dançar devagar, timidamente. Estávamos curiosos para saber como é que os casais iriam reagir uns aos outros, especialmente os Doces e os SP, mas foi com os Envergonhados que estes últimos encontraram mais afinidades. A Yin observava enquanto dançava sozinha. O Duque foi ter com ela e dançaram um pouco sozinhos, até ela ir buscar a Duquesa e dançarem os três. 
Passado algum tempo, chegou o homem do bolo. O Yang tinha dito que não queria bolo nem que lhe cantassem os parabéns e a Yin tentou respeitar isso, mas a verdade é que acabou com dois bolos de aniversário, um surpresa, com uma mamalhuda qualquer oferecida pelos SP e outro por ligeira insistência dos Embaixadores, com foto escolhida pela Yin, mas que não era grande surpresa para ele: uma foto do seu membro a servir de cabide a uma chibata. Será que os pasteleiros estão sempre a receber pedidos destes ou quando acontece é um fartote?
Cantámos os Parabéns, tirámos fotos e pouco depois já os Doces se despediam. Ofereceram-lhe um conjunto de acessórios para vinho e também um livro erótico para Yin, prenda de aniversário atrasada que ela mais tarde devorou em três tempos, com interessantes repercussões para o Yang.

A Musa fez um show no varão principal seguida de uma outra rapariga com um corpo muito bem proporcionado, salientado por um catsuit preto rendado que ela enrolou pela cintura, servindo de leggings. Completando a inusitada toilette, um par de sapatilhas pretas. A Yin gostou da combinação sexy sport. A Musa perguntou à Yin se podia amarrar o Yang, mas ele já lhes tinha dito que não queria nada disso. Ainda assim, conseguiram arrastá-lo para o palco e a Musa tentou fazer-lhe algumas maldades, mas ele não estava muito colaborativo. Aliás, para quem tinha uma série de gente a fazer-lhe as vontades, ele não parecia estar muito satisfeito. A Yin perguntou-lhe o que se passava, ele tinha comido imenso, estava com alguma dificuldade na digestão.
Dançámos um pouco juntos, começámos a aquecer e desaparecemos na rotunda do labirinto, mas apesar das tentativas da Yin, o Yang não estava disposto para a brincadeira.
A Musa tinha perguntado à Yin que músca é que o Yang gostava, e ela respondeu sem pensar muito "AC/DC, Thunderstruck". Quando a música começou a tocar, ela começou a pular, indo buscar energia sabe-se lá onde, e assim continuou, no seu vestidinho preto eu-nunca-me-comprometo e uns saltos razoavelmente altos. Os Embaixadores meteram-se com ela e ainda dançou um pouco no varão com a Musa. Ela andava a evitar o varão mas sabia que teria de o enfrentar, ainda para mais nem sequer estava muita gente na pista, tinham o espaço todo para elas. Depois de se esgueirar um bocado rodopiando à volta do varão, entrou na dança com a Musa. Apetecia-lhe dançar com cada uma das meninas, apetecia-lhe dançar com toda a gente. Mas estavam todos muito compostos e tímidos, com os seus pares. Era o aniversário dele e ele é que conseguiu juntar toda a gente, mas ela estava possuída, não parava quieta, nunca tinha desbundado tanto aquela pista vazia, e pulava e voava e nadava no ar como se não houvesse amanhã. Por algumas vezes o Yang aproximou-se e foi recambiado. Foi-se despedindo das pessoas que pediam desculpas por a interromper e tinha de limpar o suor da cara com o mesmo lenço como que limpara o ranho. Todos disseram ter gostado da noite. A Menina Especial deu um xoxo ao Yang. A Yin abraçou-a com força. Gostava de lhe provar os lábios, mas não ousou, não se consegue habituar a essas convenções dos xoxos.
Foi a primeira vez que os Embaixadores se foram antes de nós. A Yin fartou-se de pular e passado algum tempo, fomos para cima descansar. o SP já lhe tinha oferecido colo e ela recusou, dizendo que ainda tinha de ir pular mais um bocado, mas desta vez aceitou e esparramou-se toda em cima dele, completamente estourada. Estava toda ensopada em suor, cabelo molhado, curou assim a constipação. O pessoal estava todo com vontade de ir embora e foi o que fizemos depois de ela tomar duche e mudar de roupa.

E foi assim que passámos o primeiro aniversário do Yang sem comemorar com uma foda digna. Fizémo-lo no dia anterior e seguinte, apesar da descomunal dor de pescoço com que a Yin acordou.

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