quarta-feira, 22 de abril de 2009

Donzela Ansiosa


Arreitada donzela em fofo leito,
Deixando erguer a virginal camisa,
Sobre as roliças coxas se divisa
Entre sombras subtis pachocho estreito.

De louro pêlo um círculo imperfeito
Os papudos beicinhos lhe matiza;
E a branda crica nacarada e lisa,
Em pingos verte alvo licor desfeito.

A voraz porra, as guelras encrespando,
Arruma a focinheira, e entre gemido
A moça treme, os olhos requebrando.

Como é inda boçal, perder os sentidos;
Porém vai com tal ânsia trabalhando,
Que os homens é que vêm a ser fodidos.
 
Manuel Maria Barbosa du Bucage

11 comentários:

Bernardo Lupi disse...

Que apelo!!! :)

Tana disse...

É sempre um prazer tamanho ler estes poemas de Bocage!
QJ, mais uma vez obrigada!!!

Um beijinho da Tana*

Rei Lagarto III disse...

Uma pérola

beijo

QJ disse...

ola Bernardo, obrigado pela visita

QJ disse...

Olá Tana

pois é, ler quem bem escreve é sempre um prazer ;-)

Sempre às ordens

beijinho para ti também Tana

QJ disse...

Rei Lagarto:

são pérolas senhor, são pérolas

:-D

Casal 30 disse...

Boa tarde, parabéns pelo vosso blog, já há muito que não passávamos por aqui e gostamos bastante do que vimos.

O nosso mudou de domínio passando a ser http://casal-trinta.net/, se estiverem interessados em trocar link podemos o fazer.

Obrigado, continuem assim.

Casal_30

Luisa Bettencourt disse...

hmmmmmmmmmm

carpe vitam! disse...

Pfffff ansiosa sim, agora donzela...

Alguém Comum disse...

Foto de praia...

E agora é só chuva...

Bem, não fazendo offtopic, o Barbosa consegue colocar em palavras realistas porventura o que muitos pensam.


Cmpts

AC

Eduardo Beirão disse...

Ok... ganhas-te!
O Bocage é o mesmo ... igual a si mesmo...
A tua ilustração vence a minha a milhas de distância!
belíssima críca!