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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

chama a chama!

 

Música: Misty, Ella Fitzgerald
Texto por Toque + carpe vitam!


Dois corpos suados no tapete da sala. Os olhares perdiam-se nas chamas dançantes que a lareira lhes oferecia. A respiração ofegante sobrepunha-se ao tic-tac do relógio de parede.
- Chama a chama! - dizia enquanto passava o dedo indicador pela púbis molhada dela.
- A chama ...chama por mim! - sorriu e pousou a língua húmida na orelha dela, brincando com o seu lóbulo e murmurando pequenas provocações.
Tinham pensado este momento. Saboreado a sensação do salgado dos corpos depois do jogo da sedução e da tentação escrita em forma de prazer.

Lembrava-se de ver o seu corpo pálido, de um branco açucena, a boiar na água cálida da lagoa. Na altura viu, gostou, mas a chama ainda não corria nas veias. Era uma foto que, como o fogo, soltava labaredas e entranhava-se no olhar aprisionando os sentidos.
A imaginação tinha-as transportado para aquele espaço muito antes de lá terem chegado.

Nuas a absorver o calor da lareira... o quente dos corpos.

Sentiu-a indecisa... leu-lhe o pensamento "não me quero queimar"! Diziam as palavras caladas que o calor lhe trazia, calor esse que lhe endurecia os seios ao toque ardente dos dedos dela. Mordiscou-os, chupou-os sofregamente e soube que ela se rendia quando gemeu em surdina:
- Queres arder comigo?
Sim. ela queria arder naquele calor que se soltava do corpo dela, mas também queria senti-la incendiar. Queria acender o fósforo da paixão nos pontos mais sensíveis do seu corpo banhado com o tom alaranjado das chamas.
- Vamos brincar com a chama, sabes que ela não queima se souberes brincar.
Pegou no óleo aromático e esfregou-o nas mãos para as aquecer antes de começar a massajar-lhe os ombros. Sentiu-a relaxar com a pressão dos seus dedos e ouviu-a dizer:
- Arder não é queimar.
Ela sabia e também sabia que a queria ver arder de paixão.
Deixou que as mãos descessem até aos seios. massajou-os sentindo os mamilos endurecerem. as mãos desceram até à sua vagina - abriram os lábios e três dedos entraram no seu buraquinho penetrando-a profundamente.
Deitou o seu corpo sobre o dela inversamente e deixou a língua dançar como se fosse uma chama a entrar nela.
Ela fez-lhe o mesmo. chupavam-se com fome e com prazer.
o calor espalhava-se pelo corpo, as mãos ardiam na pele. lembrava-se dela lhe ter dito "só te queimas se não souberes arder".
Nenhuma das duas se queria queimar, mas queriam arder juntas, sentir aquele calor a subir entre as pernas, humedecê-las e criar bolhas de ar no estômago.
Ela passou a mão pelas chamas, sentiu um arrepio de calor. depois levou-a até à vagina dela, fez uma ligeira pressão e continuou a chupar e a beijá-la até senti-la estremecer, sentiu o orgasmo dela a chegar e depois disso relaxou e deixou que ela a incendiasse.

Se não souberes esperar…a flecha de fogo não te atinge!