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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016



O mote é uma conversa com uma amiga, que me trás à memória algumas considerações sobre tomar banho.


Todos tomamos banho, sem pensar no assunto, faz parte de nós.
aqui este assunto foi abordado e eu subscrevo o que ali foi escrito.

Mas…

Tomar um belo banho é sem dúvida um prazer relaxante, corremos todos os dias para de baixo da água e a maior parte das vezes fazemo-lo a correr, sem pensar no assunto.

Nestes dias de frio, a água quente que nos vai salpicando a pele aquece-nos, relaxa-nos contrapondo-se ao tempo frio habitual do inverno.

Sabe bem sentir a água quente a correr pelo corpo, se por vezes é a correr, outras deixo a água correr livremente, deixo-a tocar-me como se dedos fossem, acariciando todo aquele corpo nu.

E claro está, aquele toque da água chama pela líbido, apela ao prazer que vai para lá do sentir a água a correr pela pele.



O toque da água estimula-me e desperta outros sentidos que estavam adormecidos antes, o jato de água direccionado para o sítio certo, apela a outros prazeres. 



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o coração bate mais depressa, levando o sangue a partes do corpo que estavam relaxadas.

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o corpo chama por um toque mais certeiro e conhecedor dos sítios certos onde tocar. 

a espuma do banho ajuda a mão a deslizar, num vai e vem estimulante.


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É uma espécie de mini orquestra onde cada músico toca o seu instrumento e desse conjunto nasce uma pequena melodia entre um gemido, um arrepio, um suspiro, um aahhh que bem que sabe.

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A água continua a correr pelo corpo mas agora muito mais relaxado

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

swingin' (in the rain) parte 37

continuação daqui | início

Tínhamos criado o ritual de ir uma vez por mês ao clube, mas quebrámos a regra no primeiro mês de Verão. Basicamente, nenhuma das festas temáticas nos convenceu nem conseguimos convencer mais ninguém a vir connosco, pelo que achámos que não valeria a pena. Os Embaixadores é que estão lá sempre, o que nos preocupa um pouco, achamos que estão viciados. Mas gostámos de saber que já diversificaram a sua dieta, e para além de casais, já estiveram com uma ex-namorada do Guardião e numa ou outra ocasião, com outro homem. Agora só falta o Guardião deixar a sua Musa usar o presente que lhe demos...

Voltaríamos duas vezes no mesmo mês, por ocasião de dois aniversários, primeiro do A e depois da Musa. Depois do que se passou, ficámos agradavelmente surpreendidos quando ele nos convidou para a festa e nos disse que seria no nosso antro de perdição favorito. Estava um calor insuportável, daqueles que só apetece despir a pele, e fomos novamente ao final da tarde, com a certeza de que o tempo estaria muito mais convidativo a um mergulho na piscina do que da última vez. Aliás, não pensávamos noutra coisa durante o caminho, chegámos lá acima com o termómetro do carro a marcar 49,5º. A piscina já estava composta, corpos bonitos, muito topless. O Yang bem que chateou a Yin para fazer o mesmo, mas apesar de ela ter ido com um simples vestidinho de verão curto e decotado, não deixou de ir à casa de banho vestir o bikini antes de se render à piscina. A sensação de frescura oferecida pela água nos nossos corpos literalmente escaldantes é indescritível. Nadámos, mergulhámos, apaziguámos o calor. Pouco depois, uma mulher fez aquilo que a Yin queria ter feito mas não teve coragem: despiu o vestido e mergulhou. Até que ela começou a achar ridículo estar a secar ao sol com o bikini molhado e despiu-se, ainda a tempo de atazanar o Yang, que continuava com os calções. Entretanto, lá se convenceu a despir. Não há dúvida que sem roupa é muito melhor!
A outra mulher saída da casca também por lá estava com o marido. A Yin gostou do corpo dele, achou as mamas da mulher descomunais, espalhafatosas, em sintonia com a personalidade dela.
Pouco depois, o marido dela entrou de serviço voluntário ao churrasco e o pessoal começou a dar ao dente e a atacar a sangria. Eram oito, nove da noite e o calor continuava insuportável, só se estava bem dentro de água. Depois de comer, hesitámos em ir à água, mas acabámos por ceder, estava toda a gente dentro de água, e a diferença de temperatura entre os nossos corpos e a imensidão de líquido clorificado não era significativa, de modo que dificilmente pararíamos de fazer a digestão por imergir naquelas águas. E realmente ninguém se sentiu mal, muito pelo contrário.
Já tínhamos sido informados das limitações do sexo na piscina. O homem do outro casal mergulhou depois de ter grelhado a carne, imaginamos que aquilo lhe deve ter sabido mesmo bem e a seguir ainda melhor, quando a sua esposa decidiu mergulhar e dar-lhe prazer com a boca. O Yang pergunta à Yin "quanto tempo aguentas?" Mas ela não está claramente numa de competição e responde "3 segundos". Experimentámos fazer algumas brincadeiras que a água facilita e beijámo-nos debaixo de água. A Yin queixava-se que não via nada, a água não estava realmente límpida, é uma piscina de campo, tem alguns insectos e outras coisas vegetais a boiar, mas parece-nos perfeitamente utilizável. E continuamos a utilizá-la até anoitecer, altura em que decidimos tomar duche e mudar de roupa.


continua aqui

domingo, 15 de abril de 2012

My own private rain: o Prazer do Duche

foto: chuveiro by Narcisa


Dos prazeres simples e mundanos, o duche é sem dúvida dos meus prediletos, a minha chuva privada (partilhada ou não), completamente controlável em temperatura, intensidade e direção.

Mas se recuarmos um pouco, a água canalizada é uma invenção que nem todas as pessoas viventes conhecem como realidade desde que nasceram. De facto, as casas de banho atuais são privilégios que as casas modestas do tempo dos meus avós não possuíam.
Os cuidados diários de higiene tais como o banho são relativamente recentes na nossa cultura, mas da Mesopotâmia e de países como índia e Egipto, surgem os primeiros relatos de baldes derramados sobre os corpos. Os romanos, danadinhos para a brincadeira, praticavam orgias em banhos comuns. Davam bastante importância à higiene, difundindo as termas e as propriedades terapêuticas da água. Aproveitando os benefícios do líquido, surgiram também os banhos a vapor finlandeses (sauna) e turcos (hamam). Procurei saber a origem do SPA e verifiquei que deriva do nome de uma cidade belga, conhecida no tempo dos romanos como "Aquae Spadanae" também há que se refira a SPA como sendo acrónimo de salus per aquam ou sanitas per aquam (saúde pela água). Curiosamente, na idade média, era crença comum que a água destruía a protecção natural da pele contra as doenças e por essa razão era preferível não a lavar.  Mas muito antes disso já os gregos, para refrescar os atletas durante as olimpíadas, inventavam o sistema de canalização e o chuveiro que deu origem ao duche moderno. Curiosamente, a etimologia da palavra é do francês douche.
imagem: desenho de vaso grego, daqui

Não há nada como tomar um duche quando o cansaço aperta. Um banho de imersão espumante e perfumado, tomado com boa música, sabe muito bem de vez em quando, mas ao preço a que está a água e o gás, torna-se mais económico e prático o belo do duche. Purificador, recuperador de energias, relaxante duche.

Tanto relaxamento, vapor e toque corporal, tornam o duche num lugar propício para soltar a libido. Seja a solo, seja em companhia, a água estimula o sexo, possibilita a exploração numa atmosfera erótica higienicamente incomparável: as gotas de suor fundem-se com as de água e outros fluidos do corpo provocados pela excitação e escorrem pelo ralo após o prazer. Simultaneamente excitante e relaxante, o duche tem sido palco de inúmeras fantasias ao longo dos tempos, apenas limitadas pela imaginação. Manejar o jacto do duche com mestria, alternar água fria com quente, são apenas algumas ideias...

Existem dois tipos de pessoas: as que preferem tomar banho de manhã, e as que preferem tomá-lo à noite. (Ok, três ou quatro tipos, mas não quero falar nas que não tomam banho e das que tomam banho a toda a hora). Eu prefiro tomá-lo antes de deitar, gosto de entrar na cama de corpo e alma limpa, após a festa molhada, exclamada e cantada por cada gota (e por vezes por mim também) da bendita água!

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