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domingo, 15 de abril de 2012

My own private rain: o Prazer do Duche

foto: chuveiro by Narcisa


Dos prazeres simples e mundanos, o duche é sem dúvida dos meus prediletos, a minha chuva privada (partilhada ou não), completamente controlável em temperatura, intensidade e direção.

Mas se recuarmos um pouco, a água canalizada é uma invenção que nem todas as pessoas viventes conhecem como realidade desde que nasceram. De facto, as casas de banho atuais são privilégios que as casas modestas do tempo dos meus avós não possuíam.
Os cuidados diários de higiene tais como o banho são relativamente recentes na nossa cultura, mas da Mesopotâmia e de países como índia e Egipto, surgem os primeiros relatos de baldes derramados sobre os corpos. Os romanos, danadinhos para a brincadeira, praticavam orgias em banhos comuns. Davam bastante importância à higiene, difundindo as termas e as propriedades terapêuticas da água. Aproveitando os benefícios do líquido, surgiram também os banhos a vapor finlandeses (sauna) e turcos (hamam). Procurei saber a origem do SPA e verifiquei que deriva do nome de uma cidade belga, conhecida no tempo dos romanos como "Aquae Spadanae" também há que se refira a SPA como sendo acrónimo de salus per aquam ou sanitas per aquam (saúde pela água). Curiosamente, na idade média, era crença comum que a água destruía a protecção natural da pele contra as doenças e por essa razão era preferível não a lavar.  Mas muito antes disso já os gregos, para refrescar os atletas durante as olimpíadas, inventavam o sistema de canalização e o chuveiro que deu origem ao duche moderno. Curiosamente, a etimologia da palavra é do francês douche.
imagem: desenho de vaso grego, daqui

Não há nada como tomar um duche quando o cansaço aperta. Um banho de imersão espumante e perfumado, tomado com boa música, sabe muito bem de vez em quando, mas ao preço a que está a água e o gás, torna-se mais económico e prático o belo do duche. Purificador, recuperador de energias, relaxante duche.

Tanto relaxamento, vapor e toque corporal, tornam o duche num lugar propício para soltar a libido. Seja a solo, seja em companhia, a água estimula o sexo, possibilita a exploração numa atmosfera erótica higienicamente incomparável: as gotas de suor fundem-se com as de água e outros fluidos do corpo provocados pela excitação e escorrem pelo ralo após o prazer. Simultaneamente excitante e relaxante, o duche tem sido palco de inúmeras fantasias ao longo dos tempos, apenas limitadas pela imaginação. Manejar o jacto do duche com mestria, alternar água fria com quente, são apenas algumas ideias...

Existem dois tipos de pessoas: as que preferem tomar banho de manhã, e as que preferem tomá-lo à noite. (Ok, três ou quatro tipos, mas não quero falar nas que não tomam banho e das que tomam banho a toda a hora). Eu prefiro tomá-lo antes de deitar, gosto de entrar na cama de corpo e alma limpa, após a festa molhada, exclamada e cantada por cada gota (e por vezes por mim também) da bendita água!

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quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Banho...

Acordei com o som da água a correr, pensei que era chuva, afinal estamos no tempo dela. Ai como o vento uiva lá fora, está frio. Contínuo a ouvir a água correr, acabo por acordar, mas estou tão bem no quentinho…
Bem tenho de ir à casa de banho, vou-me levantar, hummm que bem que sabe espreguiçar, porra para o vento continua a soprar forte, está frio!
E que raio, a água que continua a correr, devo ainda estar a dormir. Bem toca a levantar.
Olho para o meu lado… onde estás tu? Devia estar mais alguém nesta cama? E eu ontem à noite não sonhei, tinha-te aqui ao meu lado a dormir, adormeci junto de ti, a sentir o teu calor, o teu corpo, o teu toque, a tua excitação.
Tenho mesmo de ir à casa de banho!
Que nevoeiro é este? Hummm, afinal estas aqui na casa de banho, não foi um sonho ontem à noite e ainda bem, foi muito bom ontem à noite, a nossa excitação, o nosso calor, a nossa loucura, a chuva a cair lá fora, o sexo ardente cá dentro.
Mas tem lá santa paciência que eu quero mijar, pira-te daqui!

Ahhhhh! Estava a ver que não, sabe bem!
Olha… a banheira está cheia de água, bem apetecível para um banho a dois, de imersão…
Já podes voltar, despe-me! Eu dispo-te! Vamos os dois ali para dentro. Sim! Gosto de poder partilhar estes momentos contigo, sabe bem.
Sinto o teu corpo junto do meu, mergulhados assim na água quente, não sinto o frio, mas imagino o frio que está lá fora, e aqui nesta água quente tu e eu, aqueces-me a alma!
Sinto a tua mão a percorrer o meu corpo, a tocar-me com calma, com sensibilidade, estimulas-me os sentidos, o teu toque excita-me, sinto-me prestes a explodir!
Sim, sim, mais, quero mais, venho-me pelas tuas mãos, assim dentro de água, que sensação de liberdade [molhada].
Agora sou eu, também é te toco também tu te vens pelas minhas mão, sinto o teu corpo a vibrar com a aproximação do teu orgasmo.
Beijo-te, beijas-me, beijamo-nos! Fecho os olhos e deixo-me estar.

Provoco-te!
Provoca-me!!!

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Purificação

Percorro cada canto de mim, revisito-me uma vez mais, neste prazer líquido e quente de espuma frutada.
Confronto-me. Confronto o corpo, preparo o espírito, sintonizo-os para chegar aonde quero. Encontro-me.
Afogo as dores e as mágoas na água e vejo-as escorrer pelo ralo entre os meus dedos dos pés. Purifico-me.
Com a mente e o corpo lavados, atinjo o bem-estar e dou as boas-vindas à noite que se aproxima.

Vanessa da Mata + Ben Harper: Boa Sorte / Good Luck

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Apetece-me...

Um duche bem quente, a água a deslizar na nossa pele... Passo-te o gel de banho pelas costas, desço às tuas nádegas, o meu peito a tocar as tuas costas... A minha mão alcança o teu sexo, vou-te tocando suavemente.
Viras-te para mim e lambes os meus seios, ajoelhas-te e metes a língua no meu sexo molhado numa mistura de água com o sabor da minha excitação. Continua... Leva-me ao êxtase... A água continua a correr, o prazer aumenta até ao limite...
Agora deixa que eu cuide de ti... Serei eu a provocar, a dar-te prazer...!