domingo, 17 de setembro de 2017

Teoria...

"[O swing] é o caminho mais à mão para se tentar uma reinclusão rapidinha na tal cena primária (papai traçando mamãe). O sujeito leva a patroa pro swing porque deseja inconscientemente reproduzir as relações afetivo-sexuais da qual foi excluído pelo pai, pleiteando, dessa vez com êxito, sua inclusão tardia. Nem precisa explicar que, nesse esquema, a patroa vira a mãe no inconsciente traquinas do swingueiro. Agora ele poderá ver sua mãelher sendo desfrutada com alegre despudor por outro homem sem tomar um chega pra lá do desfrutador. Se calhar, até entra na dança também, já que há sempre algum orifício sobrando nessas situações. Sem falar na chance de faturar na boa a mulher do próximo, sendo que o próximo pode ser justamente o sujeito que está sendo agraciado naquele mesmo instante por um boquete da parte da sua, com todo respeito, excelentíssima senhora. Num clube de swing não há terceiros excluídos. Trata-se de uma rebelião contra a lei excludente do pai e a favor do incesto praticado com a mãe. E você ainda pode tomar cerveja e uísque à vonts durante a cerimônia de inclusão."

Reinaldo Moraes, artigo completo aqui.

domingo, 10 de setembro de 2017

10!



O tempo passa... em termos de longevidade blogosférica, este sítio é jurássico! Estive a dar uma volta pelo arquivo, a abrir gavetas de memórias, desde o entusiasmo efervescente dos primeiros tempos até à serenidade dos últimos, passando por alguma indiferença e abandono. Deixámos crescer algumas ervas daninhas neste jardim, a tecnologia mudou, com a morte do flash, muitas ligações desapareceram ou mudaram de sítio e existem ainda muitos conteúdos que não foram adaptados, mas irei tratar disso. As redes sociais tiraram muita clientela à blogosfera, mas creio que acabou por servir de filtro e quem por aqui anda agora, fá-lo num ritmo mais lento, mais saboreado.

Este blog foi uma grande paixão que agora abraço com imenso carinho, após ter estado algum tempo a negligenciar. É certo que isto é só um blog, não se queixa nem sente falta, mas um blog é um meio, um veículo, uma forma de comunicar com pessoas.

Pessoas... há as que vêm e vão, as que ficam, as que se gostam, as que se detestam, as que nos são indiferentes. Mas no fundo, por muito que algumas possam desiludir, fica sempre a esperança de encontrar outras nos surpreendam. Ou por vezes as mesmas que desiludem surpreendem também positivamente... 

É a isso que se deve a longevidade deste espaço: enquanto existirem Colaboradores, Comentadores e Leitores, este blog não morrerá.

E é por causa de quem o criou - JCAparceiro de tantas aventuras, embarcas muitas vezes nas minhas maluquices, sei que posso sempre contar com a tua cumplicidade; quem nele colaborou ativamente - Quimerafoste a primeira, o mote desta aventura inicialmente triangular... agora tão distante, tão diferente, mas muito presente na minha mente; Pekeninatu és grande! Nunca duvidei que chegasses longe! E dez anos depois de nos termos encontrado, tanta coisa aconteceu... és uma promessa cumprida, tenho imenso orgulho em ti!; e toda a longa lista de colaboradores ocasionais (que terei de atualizar, eu sei, peço desde já desculpa a quem não foi incluído, pode aproveitar para se queixar): mil agradecimentos que não cabem em palavras. Agradeço mesmo muito terem embarcado nesta coisa!

Para os comentadores que ajudaram a acrescentar algum valor, prestígio e dignidade a este estaminé, fica também aqui um agradecimento muito especial. Foram muitos ao longo destes anos, alguns bastante assíduos. Conhecemos muitos pessoalmente, alguns tornaram-se amantes, outros amigos que ainda perduram.

​Guardo as últimas palavras para os leitores não comentadores. É que eu continuo a ter fé nas pessoas. Apesar de ser cada vez mais difícil, acredito que anda por aí gente capaz de dizer e fazer coisas que nos acrescentam e fazem crescer e amadurecer. Sim, tu que não conheço mas sei que estás aí a ler e não dizes nada, se tens alguma coisa para dizer, esta é a altura certa para o fazeres. Não precisa de ser um comentário público, também temos e-mail à disposição. Vá, prova-me que a minha fé não é vã!


Gosto mesmo deste recanto internético e quero continuar a alimentá-lo. Mas isto é muito mais divertido com companhia...

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Swingin' (in the rain) outros carnavais e um clube diabólico

O Carnaval costuma ser uma época animada nos clubes de swing, as máscaras costumam ajudar as pessoas a soltar-se. Houve um ano em que fomos ao nosso clube favorito quando já não era no sítio original, a Yin mascarou-se de cupido, com asinhas brancas, uma boina vermelha de crochet trés française, um poncho também de crochet muito esburacado branco que deixava ver um soutiã vermelho. Improvisou um pequeno arco e flecha e andava a flechar o pessoal aleatoriamente. O Yang não se quis mascarar nesse ano.

Houve outro carnaval em que o Yang se mascarou com o corpete da Duquesa e deixou a Yin colocar-lhe unhas postiças e pintá-las, o que lhe deu imenso gozo. Comprou uma mini-saia elástica, vestiu umas meias de liga que esburacou logo que lhes pôs os dedos manicurados em cima. Completou o look com uma cabeleira loira encaracolada e maquilhagem carregada que não disfarçava a barba a despontar. Ficou com um ar de puta reles transgender que dava tesão e divertia a Yin -  estava uma verdadeira matrafona!
A Yin vestiu um negligé oferecido pela Duquesa, nos mesmos tons preto e vermelho do corpete do Yang com tanga e máscara a condizer. Após um animado jantar na casa da Duquesa, lá fomos com o Tal Casal conhecer um novo clube.
O Tal estava todo cafeinado e quando bebe café, tudo pode acontecer. Depois de muita indecisão em relação ao traje, acabou por se decidir por uma cabeleira punk cor-de-laranja que fazia vagamente lembrar o Rod Stewart. A Tal estava muito elegante no seu corpete, que lhe acentuava a cintura fina e decote generoso, ligeiramente burlesca com um toque de loucos anos 20.
O espaço era do tipo “Tal Clube”, um armazém num local insuspeito mas muito acessível, cremos já ter ido àquela rua visitar uma loja de móveis, mesmo ao lado. No interior, um hall acolhedor dava-nos as boas-vindas. Estava frio lá fora, mas lá dentro tirámos os casacos e assumimos as nossas novas identidades.

Já conhecíamos os donos deste sítio, tinham sido sócios dos Donos do Pedaço. Apresentaram-nos o local, não era muito grande, tinha uma pequena pista, um balcão com varão onde dava para dançar, uma zona de quartos e um labirinto que começava após os quartos e dava a volta para a pista.

O espaço estava bem composto, com bastante fumo, a música era uma treta, por isso ficámos no sítio do bar a conversar. Depois o Tal foi dançar para a pista e deu um espetáculo que nos deixou bastante bem humorados. Fomos até um quarto, tirámos umas fotos e demos a trancada inaugural deste clube a carnavalar.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Swingin' (in the rain) a artista e o cientista #5

continução daqui | início

Ambos responderam positivamente, ele apenas após a Yin ter perguntado se tinha lido o texto. Mas a verdade é que nunca chegaram a embarcar na viagem. Nós fomos mantendo contato, convidando para várias coisas, desde idas a clubes, caminhadas, jantares, saltos de pára-quedas… todos os convites foram recusados, sempre muito ocupados nos mais variados projetos que nunca nos incluíam. A Yin começou a ter um dejá vu de uma situação com outro casal (ainda antes chamarmos a isto de swing) em que não teve paciência para compreender a falta de disponibilidade da outra parte e desatinou. Desta vez não queria fazer isso e manteve-se quieta.

Passados uns meses, a Artista aborda-nos a perguntar se queríamos ir ao aniversário do Tal Clube que ia fechar para obras e que o Dono do Pedaço disse que nunca voltaria a abrir. Se até então o Yang se tinha mantido na dele, tentando pôr água na fervura sempre que a Yin se exaltava, desta vez achou muito má onda o convite dela, pois só poderiam entrar com outro casal que conhecesse o local e pareciam querer usar-nos para esse efeito. Acabou por lhes responder muito sincera e educadamente que não tínhamos interesse em ir a esse clube nesse dia, pois que estávamos a pensar em ir a outro e seriam muito bem-vindos se quisessem vir connosco. A Yin nem sequer se dignou a pronunciar-se. E é claro que eles não quiseram vir connosco.

A Yin andou a remoer esta história durante um ano, a tentar compreender o que os tinha levado a agir daquela forma, sempre achando que devíamos ter um defeito qualquer. Por que é que alguém diz que gostou, que quer repetir e depois não diz nada durante meses? Ficou mesmo a bater mal uns tempos, tentou esquecer o que se tinha passado e seguir em frente mas não conseguiu. Tinha aquela dúvida a martelar-lhe na mente. Chegámos a encontrar-nos acidentalmente, afinal de contas moramos em localidades próximas, cumprimentámo-nos e seguimos caminho. Numa dessas vezes, o Cientista estava sozinho. A Yin achou que a melhor forma de arrumar o assunto, para além de escrever sobre isto, seria fazer a tal pergunta que lhe andava a martelar o juízo: Por que não nos voltámos a encontrar?, pedindo que lhe respondessem com sinceridade. Ela respondeu prontamente que esteve doente e que o tempo não tinha sido muito. Lembramos que tinha passado um ano desde o nosso encontro sexual. Ele revelou que se tinham separado, mas que continuam bons amigos.

Que pena, eles pareciam mesmo feitos um para o outro. Um peso enorme saiu de cima da Yin. A separação deles explicava a ausência de contatos. Tudo levava a crer que o assunto estava arrumado. Mas o Cientista continuou o diálogo com a Yin. Queria continuar o que tinham começado, agora sem a Artista. Mas não nos pareceu que os nossos desejos estivessem em sintonia, e com alguma pena da Yin, declinámos o convite.


Mais tarde viemos a saber (o mundo é pequeno) que o Cientista afinal tem uma companheira de longa data que se "esqueceu" de mencionar e que pelos vistos, não costuma fazer parte das suas aventuras...

continua...

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

o Prazer de SUPAR*

*andar de Stand Up Paddle


A vontade de experimentar foi imediata, assim que vi e entendi o conceito. A oportunidade surgiu há uns anos, numa plácida baía da costa alentejana. No princípio, as pernas tremem, apesar do mar parecer plano, sempre se agita um pouco, não é fácil manter o equilíbrio e a queda é quase certa. O medo de cair e fazer figuras ridículas está lá, mas não impede o gozo. E lutar contra o desequilíbrio e vencer é um gozo vitorioso. A sensação de estar em pé a deslizar sobre as águas, apenas com uma prancha e um remo (que se chama pagaia) a manobrar, a controlar todo o processo tem qualquer coisa de… bíblico. É mesmo poderoso!
A partir daí, fiquei viciada. Experimentei lagoas, rios e albufeiras, sítios onde conseguia alugar pranchas.


O vento é inimigo do SUP, transforma-nos em vela. E se até pode ser muito bom navegar à popa (é só preciso ficar em pé, podemos abrir os braços e apreciar a paisagem) à bolina (ziguezaguear contra o vento) não é nada fácil, mas com alguma tenacidade, é possível, nem que seja de joelhos ou esquecendo a pagaia e dando aos braços como fazem os surfistas.


Uma vez quis aventurar-me na maré cheia revolta. Vi algumas pessoas a fazê-lo, e achei que depois da rebentação não teria dificuldades. Pois a primeira dificuldade foi mesmo passar a rebentação. Levei com a prancha em cima, engoli alguma água, mas depois de esperar que o sete passasse, lá consegui. A segunda dificuldade foi conseguir pôr-me de pé. O mar, que visto de terra até parecia calminho, sentido na pele era uma máquina de lavar roupa a centrifugar. Ok, talvez esteja a exagerar um pouco, mas aquilo de calmo não tinha nada, tentava pôr-me de pé, vinha uma onda e lá caía eu, punha-me em cima da prancha para de novo cair com a próxima onda… Resultado, só aguentei meia hora e desse tempo, passei muito pouco em pé e fiquei com a boca a saber a sal de tanta água que engoli. Quando decidi sair, apanhei uma onda de joelhos! É uma sensação fantástica, uma energia tremenda, mágica, a elevar-nos e a levar-nos para terra muito rápido… claro que no final enrolei-me toda na onda e na areia, andei às voltas até não saber mais qual era o lado de cima e voltar a descobrir de novo. E via os outros a entrar e a sair com imensa fluidez e elegância, senti-me mesmo aselha… no dia seguinte doíam-me os músculos todos como se tivesse levado uma tareia. É que levei mesmo porrada do mar e passei a respeitar mais os surfistas.


Comecei a ir com mais calma, nas ondinhas pequeninas, aquelas onde se aprende a fazer surf. Comecei a entender o ritmo do mar, a respeitá-lo. Até entender a sintonia da minha respiração com a remada e a ondulação. Quando expiro, puxo a pagaia; quando inspiro trago-a para fora da água e repito o ciclo tendo em atenção as ondas, contrabalaçando os altos e baixos. Trabalho o corpo todo e tenho plena consciência disso. Não é difícil, é parecido com andar a pé ou de bicicleta, se não pensarmos, fazêmo-lo instintivamente. A grande vantagem é que se cairmos, tomamos banho, não nos esbardalhamos no chão duro. Nunca me magoei a sério, o mais grave que me aconteceu foram umas nódoas negras, uma unha partida e um brinco (de estimação) perdido para o mar. E depois de algumas tentativas falhadas, começamos a apanhar ondinhas, a deslizar e a vir com elas para a costa. Uma delícia!


Certa altura, pelo meu aniversário, ofereci-me uma aula de SUP yoga. Já andava para experimentar há imenso tempo, ninguém quis vir comigo por isso tive uma prática muito proveitosa e tranquila na foz do rio, com um professor só para mim. E foi muito bom! Nunca pensei que conseguisse fazer tantas posturas em cima de uma prancha! Alguns amigos acompanharam-me e ficaram em terra na esperança de me ver cair, mas eu aguentei-me. Fiquei mesmo surpreendida por não ter caído, estive quase quando experimentei as posturas do Guerreiro, que em terra firme até nem são muito difíceis, mas que causam bastante desequilíbrio em cima de uma prancha. Ou posturas invertidas como esta. A partir daí, comprei uma âncora, e sempre que pude, usei nas pranchas alugadas. Sabe mesmo bem, depois de remar, sentir o prana, a energia vital a pulsar, ao pôr-do-sol, praticar yoga e relaxar! (Um conselho: usar repelente de insetos para yogar no lusco-fusco)


Fiz as contas e decidi comprar uma prancha insuflável. Muito fácil de transportar, não tão fácil de encher (é preciso uma pressão tremenda, o que acaba por se tornar num bom aquecimento, dar à bomba manual) e também requer alguma logística para voltar a arrumar e lavar, mas como se costuma dizer, “quem corre por gosto, não cansa”.
A verdade é que não me arrependo nada, só tenho pena de não ter comprado há mais tempo. A grande vantagem é poder experimentar sítios onde não existem pranchas para alugar e claro, durante o tempo e o horário que me apetecer.


Tenho conseguido contagiar amigos e familiares com este desporto. Desenvolvi uma técnica parecida com a aprendizagem de bicicleta, que consiste em colocar uma mão no selim e ir a correr atrás, eu vou de boleia na parte posterior da prancha, ajudando a estabilizá-la. É muito divertido, algumas pessoas têm um talento natural para a coisa, outras nem por isso. Encontro particular piada naqueles que acham que é muito fácil e não precisam de indicações. São invariavelmente os primeiros a cair e a fazer aquelas figuras tristes que dão tanta vontade de rir e fazem o meu dia muito mais alegre!... No outro dia estive a ensinar o meu pai. E a pensar que há trinta anos estava ele a ensinar-me a andar de bicicleta…


Guardo muito bons momentos e sei que vou criar muitos mais. Desfrutar de uma vista privilegiada de um grupo de golfinhos… talvez numa próxima consiga nadar com eles! Subir rios tranquilos, sem gente, sem roupa… sentir a água a fluir debaixo dos pés, em perfeita comunhão com a natureza… apanhar uma onda em pé, aproveitar toda aquela energia acumulada na água, sentir a adrenalina a fazer o seu trabalhinho espalhando pelo corpo e mente uma torrente de euforia e bem-estar… Na serenidade das águas calmas ou no ímpeto das ondas, é verdadeiramente entusiasmante. Só me falta experimentar sexo na prancha. Um orgasmo em cima da água deve ser estrondoso!


Que mais dizer para te converter… EXPERIMENTA!

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Swingin' (in the rain) os Felizes do Norte #2

continuação daqui | início


Notava-se que mais gente já tinha passado por ali, pelo que a Feliz pediu uma toalha de banho para colocar na cama. Um procedimento tão simples que nunca nos tinha ocorrido fazer nos clubes. A verdade é que nunca tínhamos passado de uns amassos com outro casal num clube, mas suspeitávamos que desta vez iríamos mais longe.
Estava imenso calor, mais do que anteriormente quando estivemos naquele quarto, talvez porque a excitação desta vez era diferente, quatro pessoas a respirar, a transpirar tesão.
Pela conversa que tivemos com eles no dia anterior, tinha ficado claro que ela não era bissexual, que gostava mesmo era de estar com homens. No entanto, foi ela que tomou a iniciativa chamando a Yin, beijando-a, começando a despi-la. Foram-se despindo ambas e os homens seguiram-nas, cada qual se despindo a si próprio, com alguma ajuda delas.


A Yin gostou da suavidade da pele, da boca da Feliz, apesar de saber a tabaco. Ambos eram fumadores, mas isso não nos incomodou muito. Para quem disse que não gostava de mulheres, não se portou nada mal com a Yin. Depois cada qual ficou com o parceiro oposto. A Yin também gostou do toque e do corpo dele, bastante firme,  O Yang começou a fazer o seu trabalhinho de mãos no corpo da Feliz, mais concretamente na zona genital e ficámos estupefatos com a facilidade com que ela chegava ao orgasmo, parecia uma fábrica, a Yin sentiu alguma inveja, mais tarde havia de lhe perguntar como fazia aquilo. A Yin também gostou do toque dele, muito firme, tenso, teso, parecia prestes a explodir a qualquer momento, mas aguentou-se bem. Gostou de ouvir a Feliz gemer de prazer proporcionado pelo Yang, aquilo estava a dar-lhe imensa pica enquanto chupava o Feliz, cada vez mais rápido. O Yang continuou até ficar com o pulso dorido e a Feliz não parecia fartar-se de se vir. Então ele propôs-lhe entrar dentro dela e iniciaram uma bela canzana. A Yin esteve algum tempo a cavalgar o Feliz, entretanto os outros dois terminaram e ficaram um pouco a apreciá-los, até que por fim ele se veio a penetrá-la por trás.

Ficámos ali um pouco, ofegantes, encharcados em suor, o ambiente estava demasiado quente e precisámos sair para arejar. Fomos ter com os nossos amigos e pouco depois despedimo-nos e voltámos para a casa deles. Pelo caminho comentámos alguns acontecimentos.

No dia seguinte voltámos a encontrar-nos com os Felizes e ficámos um pouco mais à conversa. Gostamos particularmente dos sorrisos cúmplices pós-sexo guardado em segredo. Fomos ainda visitar a casa que estavam a recuperar, e mostraram-nos com imenso orgulho e felicidade os planos de futuro. Despedimo-nos desejando tudo de bom e seguimos viagem, após trocarmos doces típicos das regiões onde habitamos.

Foi uma experiência interessante, que não nos importaríamos de repetir, apesar de sabermos que mesmo que eles fossem da mesma opinião, a distância não nos iria permitir fazê-lo com regularidade.

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