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E agora?
Agora aguento-me à bronca! Por que é que decidi quebrar as minhas próprias regras! Tu aqui em minha casa… ainda vamos no nosso primeiro encontro…
Chegamos a casa, pouco mais de cinco minutos a pé. Soube-me bem o “passeio”, ajudou-me a pôr as ideias no lugar, a perceber o que é que podia acontecer naquela noite; tu acompanhavas-me ao meu lado, passo firme, decidido, até no teu andar sabias o que querias.
Entramos, as desculpas do costume pela não arrumação da casa, não te importaste, comentaste que em tua casa era a mesma coisa, é o que dá viver sem mais ninguém.
Levei-te para a sala, não era muito grande mas era espaçosa, não tenho muita decoração, o essencial para uma pessoa que vive só, e tem poucas visitas sociais. Sentaste-te no sofá, eu segui-te, estávamos agora pela primeira vez juntos, sozinhos, tu olhaste para mim, sempre com o teu olhar, profundo, penetrante, doce, meigo, eu olhei para ti, mas o meu coração batia a uma velocidade louca, a minha excitação era enorme, estávamos ali os dois tão próximos o desejo que brotava de mim era enorme, embora tentasse controlar, disfarçar, não queria que ficasses a pensar que…
Voltaste a beijar-me, da mesma forma intensa ternurenta, mas senti no teu beijo o teu desejo, sinto as tuas mãos percorrerem o meu corpo, dessa mesma forma, as minhas mãos tocaram no teu corpo, tocaram pela primeira vez, é intenso, sentir o teu corpo, a tua excitação sinto-a nas minhas mãos, sinto o teu coração a bater, tão acelerado como o meu, afinal não sou só eu que sinto este nervoso, esta excitação.
Finalmente os nossos corpos tocam-se, ainda que por cima da roupa, sinto o teu corpo junto do meu, continuamo-nos a beijar continuo a sentir as tuas mãos a percorrerem o meu corpo; percorrem-no como se quisessem o saborear, o meu corpo deixa-se ser saboreado…
Também eu saboreio o teu corpo, as tuas linhas, as minhas mãos sentem-te, tens um corpo magnífico para as minhas mãos.
Acalmamo-nos, as tuas mãos libertam o meu corpo, perguntas-me se tenho algo que se beba, claro que tenho, o que queres, pergunto eu. Tu pedes um simples copo de água, realmente a minha boca também está um pouco seca, a excitação seca-nos um pouco a boca.
Levanto-me, vou-te buscar o líquido pedido, aproveitando também para beber um pouco desse mesmo líquido.
Volto estás no mesmo sítio, olho para ti de lado, vejo-te de perfil, com o reflexo do candeeiro aceso, a luz é fraca, mas dá um brilho magnífico, voltas-te e olhas para mim, o teu olhar, esse olhar por que me perdi, essa olhar que me leva à loucura, que deixa o meu desejo louco.
Quero beijar-te, mas dou-te a água a beber, bebes com prazer. Pousas o copo, pegas na minha mão, sento-me junto de ti, voltamo-nos a beijar, desta vez, vais mais longe com as mãos, começas a despir-me.
Gaita! Nunca fui de sexo no primeiro encontro! Mas sinto-me capaz de o fazer, sinto confiança em ti, sei que nos podemos entregar.
Também eu começo a tirar a roupa, gosto de despir com calma, peça por peça, tirar prazer desse momento, beijar o corpo que se vai despindo.

Vejo que tu também o gostas de fazer…
Finamente ambos estamos nus frente a frente, o teu corpo é magnífico, muito melhor do que aquilo que imaginei.
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