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quarta-feira, 21 de março de 2012

o Prazer de Iogurtar

Iogurte, do turco "yoğurt", significa algo como "tornar denso". E é isso mesmo de que se trata: o leite líquido fermenta e torna-se num creme sólido, que depois de batido adquire uma textura suave e cremosa, imaculadamente branca. De sabor acidulado, com um travo azedo da fermentação, é um alimento milenar originário do médio oriente. 

Degustar iogurte é simples e natural, um prazer ao alcance de quase toda a gente. os lacticínios ocupam uma larga fatia da minha alimentação e a seguir ao leite, o iogurte está num lugar de destaque. leve, nutritivo, de fácil digestão, com aquelas bactérias todas que facilitam o processo. Muito cremoso, fresco, de textura voluptuosa, é assim que gosto dele. Adoro o travo azedo! Mas por vezes, quando não me sinto suficientemente doce, suavizo-o com mel ou pedaços de fruta. 

Há uns tempos, decidi recuperar a antiga iogurteira da minha mãe. É verdade, ainda está em perfeitas condições e faz uns iogurtes deliciosos! O processo é muito simples: a 1 L de leite fervido (de preferência gordo) junta-se 1 iogurte (gosto particularmente dos gregos). Mistura-se bem e coloca-se nos copos de vidro da iogurteira. Passadas 8 horas, os iogurtes estão prontos. É possível fazê-los sem o calorzinho da iogurteira, para isso bastando um lugar de temperatura constante, como uma mala térmica, apenas demora mais tempo. 

Existe outro processo para obtenção do iogurte, que eu acho fascinante mas nunca tive oportunidade de experimentar: através da "flor de iogurte", ou "kefir". Trata-se de um conjunto de microorganismos que produzem a fermentação e têm o aspecto de uma couve-flor. kefir vem também do turco “Keif”, que significa “bom sentimento”. Os pastores do Cáucaso, transportavam o leite em bolsas de couro, que fermentava num caldo borbulhante e azedo - o tal leite tornado denso, antepassado do iogurte moderno. O consumo regular deste alimento em terras ocidentais deve-se a algumas teorias sobre a longevidade dos povos que o consumiam regularmente há muitos séculos. Não será por acaso que uma das marcas do produto tem bem presente este facto no seu nome. 

E o sabor agri-doce do iogurte da infância?... Lembro-me dos corantes que faziam o iogurte de banana amarelo e o de morango cor-de-rosa... lembro-me de a minha avó aquecer os iogurtes que a minha mãe fazia, o que os tornava mais azedos, impossíveis de comer sem açúcar para um paladar infantil... Quem se lembra, nos idos anos 80, de uns iogurtes com embalagem em formato de D? Era um plástico branco, leve e esponjoso, com uma colher dupla de plástico branco, colada na parte de trás. Tinha sabores inovadores como "laranja", "chocolate" e "côco"... 

Não aprecio iogurtes com pedaços, preferindo os naturais aos quais junto a fruta ou o doce que me apetece. Mas há uma cadeia de lojas alimentares que tem uns iogurtes de meio quilo com pedaços de alperce que são divinais! E há também um gelado de iogurte que me tira do sério: chama-se "crystal berry", tem o sabor do iogurte da infância e pedaços de cerejas cristalizadas, ui... é de chorar por mais! 

Mas a versatilidade do iogurte vai muito mais longe, não se confinando a lanches e sobremesas. O molho de alho kebab é disso exemplo, uma combinação de iogurte, maionese, alho e salsa que liga uma bela pita shoarma ou uma veraneante salada de massa e fruta. E se tiver uns camarões pelo meio, tanto melhor! Devo referir também as suas propriedades lubrificantes no que diz respeito ao sexo. E como pode ser interessante para refrescar partes o corpo demasiado quentes, com a enorme vantagem de ser comestível. E que tal uma salada de fruta e corpos com iogurte para ligar tudo? 

Há quem coma o iogurte diretamente do copo, sem o mexer, mas eu sou incapaz de não o fazer. Tenho de testar a textura, creio que é assim que se revela o carácter do iogurte, a sua alma. Iogurtes magros, líquidos? Só em última instância, quando não houver mais nada para comer. Quando escorre lentamente pela colher e pinga, sedutoramente, tipo anúncio de tv em câmara lenta. Há coisas que têm de ser feitas devagar para se entender a sua beleza. Iogurtar é sem dúvida uma delas.

foto: Getty Images editada por mim

quinta-feira, 8 de março de 2012

o Prazer do Chá

Preto, branco, amarelo, vermelho, verde - atravessando os tempos e as culturas - muito mais do que uma simples bebida, o chá é um ritual que me agrada bastante.

A história
Oriundo dos países onde o sol nasce primeiro, diz a história que foram os chineses a descobrir que as folhas secas camellia sinensis mergulhadas em água quente resultavam numa bebida excelente, despertadora de sentidos. Os portugueses trouxeram-no do Japão para o Ocidente nas suas primeiras visitas e Catarina de Bragança levou-o para o Reino Unido, onde passou a assumir um papel fundamental nas reuniões festivas da corte, até dar nome às lendárias tea parties, que se popularizaram, deixando de ser privilégio da realeza. Atualmente é cultivado por todo o globo, especialmente nos países tropicais e climas de monção. Portugal foi também pioneiro no cultivo de chá no ocidente, existindo ainda plantações de chá nos Açores.

O ritual
Aquando das comemorações da chegada dos portugueses ao Japão, visitei certa vez uma exposição sobre a cultura nipónica e claro, o chá não podia faltar. Pude então degustar esta bebida da forma tradicional japonesa: no chão, almofada debaixo do rabo, de pernas cruzadas, em frente a uma senhora de olhos em bico, vestida de quimono, com todos os apetrechos necessários numa mesa baixa. Primeiro derreti na boca um cubo de açúcar, depois então, bastante devagar, beberiquei o chá bem quente. De seguida pude ainda experimentar a belíssima arte de dobrar papel, e ainda hoje não me esqueci de algumas formas de origami que por lá aprendi.

Gosto de o bebericar assim, na mesa baixa da sala, em boa companhia. A água ferve num piscar de olhos, enquanto se conversa e escolhe o chá. Há uma prateleira inteira dedicada aos vários tipos que perfumam o armário. Depois escalda-se o bule e colocam-se as ervas. Mais uns minutinhos para a magia acontecer (dependendo do tipo de chá) as ervas misturam-se com a água e libertam o seu aroma, sabor e cor. Retira-se o saquinho ou a bola metálica e está pronto a servir. Gostava de conseguir beber o chá quente sem o adoçar, mas o mel dá sempre aquele toque adocicadamente reconfortante que não consigo dispensar. Gosto particularmente de acompanhar com bolachinhas simples. Torrada, maria ou de gengibre, molhá-las no líquido quente até amolecerem um pouco, tentando que não se partam e caiam inadvertidamente na bebida, o que acontece com mais frequência do que eu gostaria, mas não é por isso que deixo de as beber.
Por falar nisso, vou dar início ao meu ritual, que escrever sobre o assunto dá vontade de repetir a experiência.

Os sabores
As variedades de chá dependem sobretudo do tipo de oxidação a que são sujeitas as folhas.
Para além do chá, aprecio igualmente tisanas ou infusões de frutos, flores e especiarias, combinadas ou não com chá.
Hoje escolhi uma infusão de ervas e especiarias: canela, alcaçuz, menta, chicória, roseira brava e casca de laranja. Lembra-me os serões passados no bar marroquino, uma mistura chá com leite e alcaçuz e um chá afrodisíaco com brandy, acompanhado de tâmaras recheadas com côco...

Gosto do preto forte earl grey, com o toque da bergamota; gosto do vermelho intenso com rooibos e hibisco; gosto do branco suave e floral  com rosa e violeta.

Gosto bastante de chá com leite, mas não como fazem os ingleses, apenas umas gotas de leite diluído na água, na... eu gosto mesmo é de mergulhar as ervas no leite! Aprecio especialmente uma tisana que inventei para a constipação: leite, tília, camomila e folhas de laranjeira, mel e brandy (ou Brandymel) - não prometo que cure a constipação, mas tomada antes de deitar, garante uma noite verdadeiramente tranquila, livre de preocupações e insónias causadas por nariz entupido!

Gosto dos aromas delicados, do equilíbrio de sabores... Quente no inverno, gelado no verão, é sem dúvida das bebidas mais multifacetadas que existem. Gosto, gosto, GOSTO!

Cá em casa ouve-se muitas vezes: Vai um chazinho? Qual preferes?

Foto: the_TEA_by_ireneya

sábado, 10 de julho de 2010

gelado!




Confesso que aprecio por demais um gelado a meio da tarde.
Nem sequer foi a minha primeira escolha, apenas o que havia disponível.

Mas fiz-me a ele com voracidade e a saborear cada detalhe.

Primeiro, uma lambidela na fina capa de chocolate estaladiço. Chocolate gelado para mim, tem de ser assim, duro, a derreter lentamente com o calor da boca.
Depois vem a baunilha cremosa, branca, suave e a seguir a geleia de morango… não me interessa quantos corantes aquilo tem, sei que é para lá de bom, é qualquer coisa extraordinária, uma textura fugidia que escapa à língua... sorvo de um trago um pedaço que facilmente se desprende da baunilha macia e deixo-a permanecer entre a língua e o céu da boca, a derreter, a saborear… fresquinha, alternada com a doçura da baunilha e vestígios do chocolate… ummmm… delícia!


E um semi-frio com suco de menina?...


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sábado, 4 de julho de 2009

Fruto-Rei


Olha para ele, iluminado, com toda aquela exuberância tropical, está mesmo a pedi-las!
Pega na faca grande de serrilha e começa por te livrar da coroa. Depois corta-lhe o pé.
Já se começa a sentir aquele cheirinho bom, adocicado. Corta a casca à volta, às tirinhas, o mais finas possível.
Já começa a escorrer o sumo? Mnham, mham, é de lamber os dedos.
Agora corta-o ao meio e depois em quatro. Tira-lhe o centro rijo, mas só se for mesmo muito rijo.
A luz sai lá de dentro e invade o olhar. Sol aos pedaços.
E está pronto a ser saboreado. Sabe mesmo bem aquecido no molho de uma carninha grelhada, mergulhado em chocolate de fondue ou comido assim mesmo, ao natural.
Ummmmm, doce e ácido, fibroso, fresquinho, sumarento, madurinho, mesmo bom!
E o cheirinho adocicado, intenso, caramelizado, perdura nos dedos e na memória...

quarta-feira, 15 de abril de 2009

quadrado

Tive na mão um chupa-chupa agridoce. Segurei-lhe o pau, fi-lo rodar nos meus dedos e olhei para as duas faces da superfície colorida, atractiva. Tinha quatro lados iguais, cada qual com a sua cor. Comecei a lambê-lo, a arredondar-lhe os cantos e era doce. Tutti-frutti, uma mistura de sabores de onde distingo um travo a goiaba, morango, laranja e abacaxi, salpicado de canela. Foi ficando transparente com as minhas lambidelas, até conseguir ver-lhe o coração. Trinquei-o e cheguei a uma parte mais amarga de mentol. Ao contrário dos chupas normais, este começou por ser doce e o núcleo é mais ácido, limão. Mas os meus dentes esmagaram o coração acre e trituraram-no com a doçura da fruta, misturando os sabores. Os pedacinhos coloridamente saborosos lutaram na minha boca, estimulando as papilas, fazendo-me sentir todos os cambiantes de sabor. Gulodice, pura gulodice…

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

doce pecado

Quero um doce, um doce que se derreta pelos meus lábios, que seja quente…

Até parece que me estou a fazer um anúncio, de um qualquer doce que por aí há.

Quero sentir o seu cheiro, deixar-me embriagar pelo seu cheiro intenso, imaginar o sabor que tem mesmo já o tendo saboreado tantas vezes.

Quero sentir o seu toque junto dos meus lábios, a sua lisura e sua espessura.

Quero que te derretas dentro de mim, quero ficar a saborear-te pedacinho a pedacinho…




sábado, 17 de janeiro de 2009

domingo, 12 de outubro de 2008

lollypop: uma vontade danada...

apetece-me dar-te beijinhos, mordiscar-te todo a começar pela base, passar por lá a língua e ir subindo, brincando com as tuas bolinhas, beijando-as, sugando-as, lambendo-as… parece-te bem? devem estar mesmo macias. mas eu quero subir em espiral, enquanto as minhas mãos dançam com as tuas virilhas e com as tuas nádegas, com o teu saco de bolas mágicas. vou subindo e mordiscando e lambendo e beijando. gosto de mordiscar aquela parte que une a glande ao corpo, quando o prepúcio está todo para trás. e no freio, dar umas valentes lambidelas. aguentas-te?
umas lambidelas vigorosas, enquanto seguro a base para não fugires e depois passo a língua pelo buraquinho devagarinho a olhar para ti com cara de safada, a rir-me. e depois, tens de me pedir para continuar. quero apenas dar-te prazer à minha maneira, quero concentrar-me no que estou a fazer e para isso, não me podes tocar senão desconcentro-me! tens é de me pedir para continuar porque eu agora parei e só continuo se tu pedires.
lambo-te a glande macia e inchada em espiral e mordisco. e depois, quando tu me pedires bastante com o corpo todo, começo a chupar. e espero. se soubesses como estou molhada...
a minha saliva lambuza-te todo e eu começo a chupar-te lentamente. primeiro, só a glande. depois desço sobre o corpo. bolas, és grosso! mas eu tento engolir-te todo devagar até sentires a glande esmagada contra a minha garganta e eu ficar com imensa falta de ar. e subo. e desço. e subo. e faço umas coisas com a língua que te tu não sabias que era possível fazer e volto a subir para tomar fôlego. e desço. e começo a aumentar o ritmo, e a sugar, e a morder-te a glande quando subo, e a apertar com os lábios e com a garganta. posso ficar nisto imenso tempo, mas às tantas canso-me e peço ajuda a uma mão que te vai percorrendo ritmadamente e com a outra mão, vou explorando as tuas nádegas, levo dois dedos à boca, ou melhor, neste momento, posso levá-los à minha menina que o efeito é o mesmo, ficam bem molhados e começo a explorar os arredores do teu anusito, enquanto te chupo vigorosamente, insistindo no freio do prepúcio. chupo-o, faço um movimento de sucção com os lábios de modo que vens atrás deles para onde eu quiser e nisto, começo a penetrar-te devagarinho, só com um dedo, enquanto te abocanho. aperto-te as nádegas com força e pressiono-te contra o fundo da minha garganta. onde é que te queres vir?

sábado, 26 de julho de 2008

cornetto

Não comia um cornetto desde o milénio passado, mesmo antes de ser destronado pelo Magnum. Mas desta vez, era o que havia em casa. E foi o melhor cornetto que comi até hoje.

Comecei por lamber a parte de cima e dei uma dentada generosa que fez o chocolate estalar sob a pressão dos meus dentes, a cremosidade da nata contrastava com a dureza do chocolate a derreter mas ambos se fundiram na minha boca dançando com a língua. Doce, doce, doce…
Um dos motivos pelos quais eu deixei de comer cornettos foi o cone. Gostava mais dele seco, e com a variedade de sabores que existem actualmente no mercado, não faz sentido limitar-me aos sabores dos cornettos.
Mesmo assim, a baunilha húmida soube-me bem. Comecei por dar pequenas dentadas no rebordo do cone estaladiço, lambendo o coração macio de nata, comendo a baunilha e vendo o cone afunilar-se. Tinha-me esquecido de como o interior é forrado a chocolate, o que se tornou numa agradável recordação. Quando estava perto do fim, enfiei a língua no interior do que restava do cone para derreter o chocolate até chegar bem lá no fundo, e sorvi-o com os lábios fresquinhos.
Delícia!

Pequeno detalhe: tecnicamente, nem sequer era um Cornetto da Olá, mas sim uma dessas marcas do Jumbo, tão bom ou melhor que o original, mas por uma fracção do preço, ahahah.

O que estava a ouvir enquanto comia o gelado:



INXS, Taste it

"Sweet, sweet, sweet
Could you taste it?"

quinta-feira, 26 de junho de 2008

o teu sabor

Qual é o sabor dos teus lábios?
Qual é o sabor do teu corpo?
Como será sentir nas minhas mãos a tua pele,
Sentir nas minhas mãos a rodearem o teu corpo
Tocar no teu peito
Correr a minha língua por ele
Até teres os teus mamilos em pé
Tocar-te e arrepiar-te e estremecer-te
Sentir o teu corpo nas minhas mãos
Beijá-lo, acariciá-lo
Sentir-te estremecer com o meu toque.
Sentir o teu cheio, o teu desejo
Sentir os teus lábios contra os meus
Sentir o sabor do teu beijo
Pelos meus dedos
Descobrir os caminhos do prazer
Que o teu corpo têm para me oferecer
Tocar-te enquanto te beijo
Sentir o teu calor húmido a brotar
Senti-lo na ponta dos meus dedos
E deles juntos com a minha língua
Dar-te o prazer que procuras…

Provoca-me!!!

sábado, 17 de novembro de 2007

a Arte de Expressar Prazer

Pêras em Chocolate
Gostávamos de saber quais são as tuas manifestações de prazer predilectas. Seja no cinema, literatura, pintura, fotografia, música, dança, teatro, culinária... qualquer tipo de arte.
Cita, cria, envia-nos. Para o mail ou para o blog.
Ficamos à espera...
foto: CORBIS