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sexta-feira, 20 de julho de 2012

sábado, 3 de março de 2012

Tangerina e o Crepe de Chocolate

Despe-se devagar, sem pressa nenhuma, câmara lenta, pedaço a pedaço, separando a casca dos gomos, libertando um pouco do suco energético contido nas minúsculas cápsulas cítricas, despreocupadamente disparado para qualquer lugar. Depois separam-se os gomos, um a um, com a mesma lentidão ou mais alguma. Ele já lá está à espera, quente, a derreter, polvilhado com canela. É uma combinação de salgado macio com doce fundente e aroma quente da especiaria. Só por si, já seria delicioso, mas nunca se perde quando se junta algo que lhe dá um toque único, um sabor extra, também doce, mas fresco, citrino, intensamente perfumado. Muito, mas mesmo muito devagar, num gesto delicado, plenamente sensual, a Tangerina mergulha no molho e arrasta-o consigo, e escorre, e pinga na língua... um após o outro, todos os gomos mergulham e fundem-se com o chocolate na boca, alternados com o crepe. Ummm, delícia é pouco. É um prazer especial, divinal!

Foto: 123FR

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Luxúria

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A luxúria é o desejo passional e egoísta por todo o prazer sensual e material.

Segundo a Doutrina Católica é um dos sete pecados capitais e consiste no apego aos prazeres carnais, corrupção de costumes; sexualidade extrema, lascívia e sensualidade.

Em Bhagavad Gita, Krishna disse: é a luxúria, nascida dentre a paixão, que se transforma em ira quando insatisfeita. A luxúria é insaciável e é um grande demónio. Conheça-a como o inimigo. (3.37).

Texto retirado daqui
Foto retirada daqui

Envolta no cetim dos lençóis sinto-lhes a cor, o cheiro, a vontade e o desejo… E quero mais…

Será mesmo pecado?

sábado, 18 de abril de 2009

domingo, 1 de março de 2009

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Prazer

Não sei o que é mais gostoso:
A expectativa e a ansiedade
da ante-véspera do amor,
O colorido e o abandono
do momento cósmico do orgasmo
ou a lassidão e os espasmos de prazer
no repouso de teus braços.


de José Eduardo Mendes Camargo

domingo, 7 de setembro de 2008

... e VOEI!

Ao contrário do que seria de esperar, dormi lindamente no dia anterior e não senti grande ansiedade. Também tinha estado a mentalizar-me de que não ia ser nada de especial. Como tenho a mania de me encher de expectativas que saem goradas, achei melhor acalmar os ânimos.
E surpreendi-me. É claro que o voo se atrasou. É claro que me enganei no assento perto da asa e acabei por ficar no assento da executiva à frente. É claro que tive de pedir para trocarem comigo para ficar à janela. Mas ADOREI! Passei o tempo todo com o nariz colado ao vidro. Pensei que as janelas fossem maiores. Pensei que o avião fosse maior. Afinal, um Airbus A319 não é uma coisa assim tão impressionante, é um avião de médio porte.
Depois de muito engonhanço às voltas no aeroporto, o bicho lá se fez à pista sem aviso. Comecei finalmente a sentir a potência dos motores e a força da gravidade a puxar-me para trás enquanto atingia velocidades nunca dantes experimentadas, cerca de uns 300 km/h. Adorei a descolagem, no momento exacto em que o avião deixa de ter contacto com o solo e começa a flutuar, deixei escapar um UAU! bem parolo. Simplesmente adorei! E depois, a terra a afastar-se cada vez mais, as casas e os carros a ficarem mais pequenos… já conhecia aquela zona aérea à volta do aeroporto pelo Google Earth, mas de avião tem-se a noção da profundidade. Passei por dentro de uma nuvem e de repente, ficou tudo branco para logo voltar à paisagem magnífica.
Lá em cima, parece que se vai a andar muito devagarinho, a terra cá em baixo passa lentamente mas o bicho consegue atingir facilmente os 850 km/m e subir até cerca de 13 km, até quase não distinguir cidades, apenas os rios e as montanhas.

Depois a aterragem também foi interessante. Primeiro, a perda de altitude, embora gradual, fez-me algumas vertigens. Depois achei piada à forma do avião curvar, inclinando para a esquerda ou para a direita, a fazer-se à pista. A aterragem foi suave, nem dei pelo momento de contacto com o solo e a travagem também foi subtil. Estava à espera de uma coisa mais brusca, estava à espera de alguma turbulência lá em cima, mas foi tudo muito calmo.

A viagem de regresso correu lindamente, a parte que eu mais gosto é definitivamente da descolagem. A paisagem nocturna é fabulosa, nada que eu já tivesse visto no Google Earth, pois lá é sempre de dia. As luzes foram-se afastando à medida que o avião ia ganhando altitude, até serem apenas manchas claras em fundo escuro, cidades perdidas no meu mapa aéreo. Pena haver muita nebulosidade, que não me permitiu ver a paisagem como eu gostaria quando estávamos a chegar, mas fui espreitando por entre as nuvens, a ver as pontes e os telhados das casas a aproximarem-se cada vez mais.
Na aterragem, já senti melhor as rodas a atacarem os asfalto da pista e a travagem que se sucedeu. Foi giro! Quero mais!

E o que eu me ri com a tripulação? Os espanhóis a falar inglês são imbatíveis. Depois, aquele tom de voz monocórdico de quem já disse a mesma coisa milhares de vezes faz com que não se perceba nada do que dizem. E a demonstração dos procedimentos de segurança? Eu já tinha visto anúncios a gozar com aquilo, mas pensei que estivessem a exagerar. Qual quê, é mesmo assim, os gestos com cara de enfado enquanto a gravação passa em duas línguas diferentes, é demais!

Sei que isto é uma banalidade para a maior parte das pessoas, mas é mesmo daquelas coisas que eu andava há imenso tempo para fazer e nunca tinha tido oportunidade. Agora só falta asa delta, pára-quedas e balão de ar quente… até lá, vou continuar a voar na minha imaginação.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Voar


Nunca andei de avião. Nem de helicóptero, balão de ar quente, asa delta, ou qualquer outro tipo de dispositivo voador. Mas voo frequentemente nos meus sonhos, na minha imaginação.

Tenho de ingerir muito açúcar para ter energia suficiente para voar. Então, antes da viagem, como tudo aquilo que é normalmente proibido: gelados, bolas de Berlim, chocolates… até fartar. Às vezes começo a voar ainda com aquele gostinho doce do chocolate a derreter na boca.

Dou um impulso com as pernas e num salto, começo a flutuar. Depois faço como se estivesse a nadar. Dou aos braços e às pernas, faço o movimento necessário para subir. Vou deslizando pelo ar, encontrando alguma resistência, mas não tanta que me faça desistir. E começo a ver as coisas de cima para baixo. Sinto a vertigem da altitude, à medida que vou subindo. Aproveito correntes de ar para planar.

Os telhados vão ficando mais pequenos, as copas das árvores parecem cabeças de cabelo crespo, vejo os pedaços de terra cultivada que formam mantas de retalhos coloridos a aconchegar a paisagem. Passo por dentro das nuvens e não consigo ver nada, envolve-me um nevoeiro húmido e intenso.

Depois quando me canso, começo a descer lentamente. Mergulho no ar de cabeça para baixo, rebolo, faço piruetas e cambalhotas e caio sempre suavemente de pé, como se tivesse pára-quedas.

Se tudo correr bem, à hora em que este post for publicado, estarei finalmente a voar de avião pela primeira vez. Era daquelas coisas que estavam na “lista de coisas a fazer antes de morrer”. Quando regressar, já posso riscar mais essa da minha lista.

Foto: Ibéria

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Provocação gratuita 29

Especialmente dedicada a quem não está de férias e tem de trabalhar neste feriado:
tomar banho de mar sem roupa e ficar ao sol a ouvir nina simone cantar summertime com cheirinho a maresia e sabor a sal na pele...

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Caminhos de prazer

Com um ligeiro toque, roço a ponta dos meus dedos pelos teus braços.

Arrepias-te!

Continuo a picar-te, as minhas mãos que tão bem conhecem o teu corpo, calmamente continua a deslizar suavemente pelo teu corpo, os pequenos arrepios percorrem o teu corpo já despido.

Aproximo-me de ti, e roço-me nu pelo teu corpo nu, sinto a tua excitação aumentar, o teu respirar mais acelerado a pedir mais. Estou teso e evidencio o meu tesão junto de ti, olhas para ele a pedes que eu entre…

Eu, e porque quero provocar-te… não entro… roço-me em ti, não só com os meus dedos como com a minha língua.

Começo a beijar a perna, calmamente vou beijando a tua perna esquerda, começo junto do teu rabo, mas em vez de me aproximar afasto-me calmamente beijando a perna, dando-te a sentir beijos pela parte de dentro da tua perna, volto com um correr da minha língua até à tua virilha… e paro!

Agora viro-me para a tua perna direita, e repito o mesmo percurso dado à perna esquerda… e paro!

Estás de pernas abertas à minha frente, a minha boca está mesmo em frente do teu caminho de prazer…

Calmamente toco-te com a ponta do meu dedo no teu segredo, estremeces, a minha língua calmamente toca nas tuas virilhas, beijando-as delicadamente…

Beijo o teu sexo! A minha língua de calma e pacífica, torna-se revolta, tesa, energicamente toca-te e tu estremeces, o meu dedo entra em ti enquanto com a língua beijo o teu segredo, sinto-te pulsar, a tua excitação aumenta e vens-te com e na minha boca.

A minha excitação é grande, teso estou, e teso entro em ti, da maneira que tu tanto gostas… ai que bela canzana tu recebes, por fim ambos nos vimos quase em simultâneo, tu e depois eu…

Beijo a tua boca…

Sinto-te a tremer, deixo-te recuperar… voltarei para voltar a percorrer os teus caminhos de prazer…

Até já

sábado, 31 de maio de 2008

Um beijo

O que nós fazemos por dar um beijo?

Um beijo delicioso, quente, profundo

que se transforma no toque da nossa língua

num percurso de prazer,

Mais beijos

Mais toques

Mais carícias

Uma delicia!

Aqui deixo um beijo meu provocante