terça-feira, 30 de outubro de 2007

pequenos prazeres

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O Fabuloso Destino de Amélie Poulain

E os teus pequenos prazeres, quais são?

tradução:
Amelie não tem nenhum homem: experimentou uma ou duas vezes, mas o resultado ficou aquém da expectativa. Em vez disso, ela cultiva um gosto especial pelos pequenos prazeres - mergulhar a mão em sacas de grão, partir o queimado do leite-creme com a ponta da colher e fazer ricochetes na água do Canal de Saint Martin.

Falta pouco...

Estou a contar as horas que faltam para o nosso doce reencontro. Sei que será assim… doce, intenso, envolvente, extasiante! Aquele misto de loucura e carinho que tão bem nos caracteriza. Estou à vossa espera…!

imagem retirada daqui.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Bocadinho de Paixão #2


Saborear-te (sabor e arte)
depois de teres estado dentro de mim!

Men kissing


Porque todos têm direito a dar um beijo!

Um beijo é um beijo

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retirado daqui

Último tango em Paris

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http://www.imdb.com/title/tt0070849/

Já falei sobre ele, num comentário a este post.
Apeteceu-me agora deixar aqui a minha cena preferida.
Gosto quando eles começam a falar cada um na sua língua. Gosto quando eles grunhem o nome um do outro, e quando ele a enraba depois de a ter untado com manteiga, e quando ele lhe pede para cortar as unhas e enviar dois dedos no rabo dele… e quando diz que afinal quer saber o nome dela.

É antigo, não é fácil de encontrar, mas vale a pena.

tradução livre:
chateada? estás chateada? Chateada? Acho que sou feliz contigo.
Outra vez! Outra vez, fá-lo outra vez, OUTRA VEZ!

Sou...

Sou como sou
Porque sou assim
Tal como estou e sou

Tenho prazer em ser como sou
A dar prazer como sou
Pelo que sou assim

Beijo assim
Porque sou assim

Toco-te assim
Porque sou assim

Sou como sou
Porque sou assim

Sou assim
E entrego-me assim
Nos teus braços
Porque assim eu sou
Assim eu serei

Deixo-te um beijo
Um carinho
O meu coração

Assim serei
Assim sou

Aqui estou!

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

O Quarto Elemento... outras perspectivas - 3ª parte

Sábado dourado… a tarde estava quente, apesar do Outono presente, convidava a um passeio à beira-mar.

Tinhas aquele imbróglio profissional para resolver e eu fui buscar o Quarto Elemento à saída da auto-estrada. Ele estava a par do que tínhamos preparado. Identifiquei-lhe a matrícula, estava aonde prometera estar, vindo do norte, fiz sinal para que me seguisse. Tinha imensa curiosidade em estar com ele, em conhecê-lo mais de perto, mas sabia que tinha de resistir, que ele seria todo para ela nesse dia. Por isso, deixei-o à porta de casa e segui ao teu encontro.

Felizmente o teu assunto foi resolvido rapidamente, a tempo de ainda conseguirmos contemplar o pôr-do-sol com areia nos pés.
Imaginámo-los a abraçarem os corpos, a entregarem-se finalmente nas garras do desejo e só nos apetecia fazer o mesmo. A nossa praia estava deserta, e as rochas convidavam a um encontro mais íntimo. Apesar do sol se estar a despedir do dia e o crepúsculo nos arrepiar com um beijo frio, o calor da paixão levou-nos a mergulhar na água gelada.

Navegámos pelos corpos que sabemos de cor, ao sabor das ondas, num doce reencontro dos sentidos. O fervor dos corpos apaziguado pelo frio líquido e flutuante, o teu calor, o teu respirar intenso… excita-me, alivia-me; perturba-me, acalma-me; inquieta-me, dá-me paz… ficamos assim nesta dualidade de sensações até nos completarmos, até saciarmos o corpo e juntos experimentamos uma vez mais a Unidade.

Pensámos neles, se estariam a desfrutar da nossa surpresa, no prazer sentido naquele preciso momento.

E precisamente nesse momento, os nossos telefones chamaram-nos em uníssono: recebemos notícias deles.

Bocadinho de Paixão #1



"Se vieres, por exemplo, às quatro horas, às três já eu começo a ser feliz."

Antoine de Saint-Exupéry, O Principezinho


Foto: CORBIS editada por mim

Uma sexta-feira passada...

A semana passada, decidi ir passar o fim-de-semana fora, já que temos uma casa na praia durante uns meses, nada melhor do que aproveitar. Sempre dá para descansar e relaxar um pouco.

Dá para nos afastarmos do PC, do stress do dia a dia, dos nossos pequenos vícios diários…

Cheguei, a casa estava vazia, ia passar a noite sem ninguém em casa. O resto do pessoal chega sábado, ter a casa só para mim de vez em quando sabe bem termos todo o espaço só para nós, é algo fantástico, posso fazer o que quiser sem ninguém me aborrecer.

Cheguei, mandei a tralha para um canto e fui comer qualquer coisa, que a fome já apertava.

Peguei o telemóvel, e liguei para umas amigas que fazia tempo que não as via e combinamos ir beber um copo depois de jantar.

E assim foi, eram dez e meia quando nos encontrámos, os beijos e abraços do costume, e por fim sentámo-nos num bar a conversar, quando estamos sem ver alguém por algum tempo, há sempre qualquer coisa para conversar, e a conversa é como as cerejas…

A noite passou-se rapidamente, quando olho para o relógio já é mais que horas de ir para a cama, venho para casa.

O meu corpo está moído de um dia de trabalho, não é que tenha um trabalho que faça grande esforço físico, na verdade não faço nenhum esforço, estar atrás de uma secretária num escritório… não cansa muito o corpo. Mas o meu corpo ressentia-se, e embora já fosse tarde decidi tomar um belo banho (eis outra maravilha de estar sem ninguém em casa, posso tomar banho a qualquer hora do dia ou da noite que ninguém se vai incomodar ou ralhar por estar a fazer barulho ou o quer que seja!). Lembrei-me que tinha no carro uns brinquedos bem engraçados que me haviam oferecido fazia tempo, mas que raramente tinha tempo e oportunidade para os usar, e pensei cá para mim, eis uma bela altura de os ir buscar!

Sem mais corri ao carro e trouxe-os comigo. Despi-me, o meu corpo estava sem roupa, com alguma excitação pelo meio, olho para os meus brinquedos e penso… por qual é que vou começar, eles são de vários tamanhos, uns meramente manuais e outros com pilhas… vou começar por um manual e mais pequeno, antes com a mão estimulo-me, sabe bem, o meu corpo começa a estar mais receptivo aos meus brinquedos, pego num dos mais pequenos e penetro-me com ele… sabe bem, tinha saudades de brincar comigo assim, de usar estes brinquedos em mim.

Sabe bem sentir o brinquedo dentro de mim, o meu corpo, move-se em si mesmo, ajuda-me a sentir o brinquedo, a estimular-me…

A excitação vai aumentando, e mais, e mais…

Detenho-me, vou para a casa de banho, tenho um chuveiro magnífico à minha espera, levo os meus preferidos comigo, brinco com ambos, a minha excitação volta a aumentar, cada vez mais, o meu corpo treme com a excitação, e mais, e mais…

Sinto que está próximo, o meu orgasmo aproxima-se, intensifico o uso dos meus brinquedos em mim, e o meu orgasmo aproxima-se, a água corre pelo meu corpo, a excitação aumenta, está a chegar…

Atinjo o pico, venho-me… sinto o meu corpo estremecer, deixo-me escorregar… sento-me, tenho-o ainda dentro de mim, deixo-me ficar assim um pouco, com o meu brinquedo dentro de mim e a água a escorrer pelo meu corpo…

Sabe bem estes duches a horas tardias, sabe muito bem, estimula-me a mente e o corpo.

Deliciosamente provocante

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

O Quarto Elemento...Outras Perspectivas - 2ª Parte

Finalmente o tão desejado fim-de-semana longe da minha rotina. Não parava de pensar no momento em que iria encontrar os meus amigos mais queridos, no abraço apertado com que eles me presenteiam em cada reencontro. Combinámos encontrar-nos no nosso velho refúgio. Tal como combinado, a chave estava no vaso ao pé da porta. Entro e deparo-me com um ambiente ainda mais acolhedor do que já é costume.

Como cheguei cedo decido tomar um banho de imersão enquanto aguardo a chegada deles. Já debaixo da água coberta de espuma, fecho os olhos e deixo-me envolver pelo calor da água, a música e o cheiro a óleo essencial que se espalha pela casa. Oiço um barulho, penso que devem ser eles. Estou tão relaxada que nem me mexo. Sei que me encontram com facilidade, a casa não é muito grande.

Entretanto sinto uma mão contornar o meu rosto, deslizar pelos meus cabelos. “Olá Quimera!” Não conhecia aquela voz! Abro os olhos meio assustada! O rosto era-me familiar mas eu não queria acreditar que fosse mesmo ele! O homem que apenas existia na minha imaginação, aquele que eu não conhecia pessoalmente mas que me tocava na alma de forma tão intensa estava ali debruçado sobre mim a olhar-me com doçura.

Fiquei sem palavras, o nosso olhar dizia tudo. Sem qualquer pudor pela minha nudez levantei-me estendendo os meus braços para ele e beijámo-nos. Sim, era mesmo o meu Eros, o meu deus mitológico que ganhava forma naquele corpo sexy que eu ansiava tocar.

Olho-o novamente e sorrio ao ver a sua t-shirt molhada e os vestígios de espuma que as minhas mãos haviam deixado no seu rosto. Como duas crianças começámos a brincar com a água enquanto trocávamos algumas palavras sem sentido. Não havia nada a explicar, aquele momento teve a cumplicidade própria de quem já se conhece há muito tempo. Entretanto ele já estava todo molhado. Despimos as roupas que ele trazia vestidas e partilhámos a banheira num verdadeiro banho ao corpo e à alma. Beijámo-nos, acariciámo-nos, fundimo-nos um no outro numa comunhão que só os amantes conhecem.

Passámos aquela tarde juntos, perdidos nos lábios, no corpo um do outro, a saborear cada palavra, cada gesto, cada toque…! “Para ti não serei mais uma quimera!”.

Ébria de entusiasmo nem me lembrara dos meus amigos. Tinha que lhes ligar. Sentia-me feliz e queria que partilhassem aquele momento comigo em todos os sentidos. Pego no telemóvel e decido enviar-lhes um sms


segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Cumplicidades


Tu e eu somos um. Entendimento perfeito, respeito, sabemos exactamente quando devo ser eu ou tu a comandar. Gosto quando me levas pela tua mão, gosto de te levar aos confins da Via Láctea e trazer-te de volta. E é bom, é ainda melhor quando partilhamos esse deleite com mais alguém…

domingo, 21 de outubro de 2007

Tributo à minha Menina

"Como um fruto que mostra
aberto pelo meio
a frescura do centro
Assim é a manhã
dentro da qual eu entro"


Sophia de Mello Breyner Andresen

Amo-te, minha manhã fresquinha...

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Desejo...

Quem me dera ter
bocadinhos de Paixão
para saborear quando quisesse
e poder distribuir por quem precisasse...
foto: CORBIS

O Quarto Elemento… outras perspectivas – 1ª parte

Faltava alguém que te preenchesse totalmente - era gritante esse sentimento, transpirado por todos os poros, senti-o na língua, enquanto passeava pelo teu corpo, senti-o na alma, ao ouvir-te chorar baixinho. Era algo que nós jamais te poderíamos dar, mas podíamos pelo menos ajudar-te a encontrar.

A Teia… quanto poder na ponta dos dedos! O nosso Amante iniciou a viagem que nos levou a preparar-te A Surpresa, sem que fizesses a mínima ideia... foste tu que escolheste, só podia ser assim, nós apenas te demos a força e a confiança que necessitavas para arriscar mais uma vez, para acreditar só mais uma vez.

Ele foi-se revelando, cada vez mais apetecível, tanto que parecia irreal, tu não querias acreditar, pediste-me para te beliscar. Estavas completamente apaixonada, nunca te tinha visto assim, tão plena de vida, tão brilhante… Rimos perdidamente em cima da manta laranja, como eu gostei de te ver rir assim, a exalar esperança!

Tinha chegado a altura, tinha de ser especial. Percebeste finalmente que não havia nada de errado contigo, tinhas tudo o que precisavas, e agora só querias partilhar essa sensação com mais alguém. Depois de tantos encontros de alma, o encontro dos corpos. Oferecemo-vos esse momento a dois, sabendo que seria apenas a confirmação do que já compreendíamos: a comunhão de dois seres há muito esperada por ambos, para se fazerem um só de corpo e alma.

Deixámos a casa à vossa disposição, preparámos o cenário onde já nos tínhamos deixado levar por esse suave abandono de prazer, a partilhar os nossos corpos. Preparámos a luz, os aromas, os sons e toques suaves, não nos esquecendo dos sabores, e deixámos espaço para a vossa dança dos sentidos, tudo como sabíamos que ias gostar e que ele iria certamente aprovar.

O sonho, a expectativa, a realidade – tudo se misturou naquele dia. Eu e o nosso Amante estávamos verdadeiramente deliciados com o que tínhamos preparado para vocês, tão excitados com a ideia que mal nos conseguíamos conter. Trocámos gestos cúmplices, separámos os corpos e seguimos com o planeado.

Expectantes e decididos, com a adrenalina a bombar na corrente sanguínea e a energia acumulada a fluir, começámos a pôr em prática, com pensamentos e gestos coordenados, o que há muito tínhamos imaginado…

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Beijos...

Um beijo de mim para ti
Levemente os nossos lábios tocam
Roçando-se meigamente,

Sinto o teu calor nos meus lábios.

Gosto de te beijar,
E a ti também que me lês
Faz tempo que não nos beijamos...

Gosto de te ver beijar.


De tocar
De sentir o teu toque

E o teu também!

De vos ver tocar
De vos ver…

Passei por aqui
E nesta breve passagem
Deixo-vos mil e um beijos
Com carinho para serem espalhados
Pelo vosso corpo.

Beijos provocantes!!!

Imagem retirada de:
http://kavorka.wordpress.com/2007/01/18/wednesday-kiss-by-bernard-perroud/

EXPECTATIVAS




[Do lat. exspectatu, esperado, + -iva.] S.f. Esperança fundada em supostos direitos, probabilidades ou promessas.)


Expectativa é sonho em perspectiva, energia que nos faz evoluir.

As desilusões não são mais do que as nossas expectativas frustradas. E a desilusão dói… aperta, sufoca, frustra. Só porque criamos expectativas, só porque sonhamos.

Vamos deixar de sonhar por causa disso?
Vamos deixar de ambicionar mais e melhor porque nos magoamos no processo?

Eu quero, eu espero, eu acredito. E desiludo-me, por vezes. E dói. Mas isso não me faz deixar de querer, nem de esperar, muito menos de acreditar.

Sinto necessidade de me justificar, de dar claramente a entender os meus propósitos: estou aqui para (me) experimentar, para (me) testar, para (me) compreender. Cada letra, cada cor, cada gesto é MEU, sou EU a tentar seguir o meu caminho.

Demasiada exigência? Demasiada ambição? Não me parece que possa ser demasiado exigente comigo, mas talvez o seja com os outros. Eu dou, e espero receber na mesma medida. Egoísmo…

Preciso de querer melhor, de esperar melhor, de acreditar melhor.

Vivo na expectativa de que a Dor seja apenas uma forma de compreender melhor o Prazer.

Entre Flores




Pingámos, rebolámos e provámo-nos,
entre flores.

Amanhecemos gotas de orvalho,
nossos corpos reacendidos.

Germinámos a preto a branco ou a cores,
antes assim que vendidos.

Pisada seiva entardecida,
doce futuro feito ferida,
o teu sangue quente remanescente
sulcando o chão vazando vida.

Lambemo-nos entre flores.

Sorvemos de trago rumores,
resplandecemos a nossa utilidade ejaculante.

Chovemo-nos em redondas gotas de humores,
apodrecemos no calor sufocante,
a minha, a tua propriedade de amante.

E restámos.

Um canto varrido de dores,
secas palhas de suores.

Tudo isto,
entre flores.


Texto original publicado em http://nao-lugar-nalgum-lado.blogspot.com/

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Liberdade de Pensamentos


PARABÉNS! Fico muito contente por finalmente te teres libertado!
A sério, estou mesmo feliz por ti (sorriso, daqueles que tu sabes).
Este “conteúdo” que não é bom aplaude-te.
Mas já agora, deixa-me só esclarecer o meu ponto de vista:
(Não quero que isto se torne numa guerra entre sexos – quero simplesmente mostrar outro ponto de vista.)
Este “conteúdo” que aqui está não é bom para ti, eu sei, não te serve, não satisfaz todos os teus caprichos, não é?
Não é pelo meu decote, nem pelas minhas pernas, muito menos pelos meus batons e demais acessórios que compõem a “embalagem” que eu me quero insinuar. Não é com certeza culpa minha teres-te deixado escravizar pelo teu sexo. Eu sou assim, embalada desta forma que tu tanto gostas, não te vou pedir desculpa por ser como sou.
Só te peço que me aceites, com todos os meus defeitos e qualidades, como eu faço contigo.
A decisão é tua, meu caro. (piscadela de olho, daquelas que tu bem sabes…)

terça-feira, 16 de outubro de 2007

ditadura das hormonas


Escusas de vir com os teus decotes, com as tuas pernas, baton e lápis de olhos. Escusas de te insinuar.
Quem é que pensas que és?! Lá por a embalagem ser boa, não significa que o conteúdo também seja, e no teu caso, eu sei que não é.

Hoje não vou ceder, declarei guerra à ditadura das hormonas, não aceito que a química me dite as regras. Já avisei o meu pau: ele até se poderá erguer, mas não te dará prazer. Porque sei que há provocações excitantes que não passam pelo sexo puro e duro; porque sei que há prazeres extasiantes por caminhos que não imaginas.

Hoje, liberto o meu grito contestatário: não vou ser ESCRAVO do meu SEXO!!!

domingo, 14 de outubro de 2007

Adão e Eva no Paraíso

O calor daquela noite de Verão, apesar de estarmos à beira-mar, convidava a sair. Fui com um grupo de amigos ao nosso bar habitual. Havia entre eles um amigo pelo qual me sentia atraída. Era o meu fruto proibido!

O bar tinha uma pequena pista de dança. Ao calor do álcool que me estimulava os sentidos, juntou-se o calor provocado pela proximidade do corpo do meu Adão que dançava comigo.

Quando menos esperava, ele agarrou-me contra ele e deu-me um beijo nos lábios. Afastei de imediato a minha boca da dele para lhe dizer ao ouvido que não o devia ter feito. Pior a emenda que o soneto! Enquanto lhe dizia isso não resisti a dar-lhe um beijo no pescoço. Esquecemos por momentos onde e com quem estávamos. Beijámo-nos intensamente!

Fomos dançando ao sabor dos nossos beijos cada vez mais ardentes. Os nossos corpos roçavam um no outro, sentia o teu sexo duro a encostar-se na minha púbis. Mais uns minutos naquele espaço e éramos acusados de atentado ao pudor! Tínhamos que sair dali.

Saímos sem nos despedirmos de ninguém e fomos para a praia. Aí ele deitou-me sobre a areia e começou a despir-me, a tocar-me a beijar-me. Retribui as carícias e os beijos dados. Quando ele chegou ao meu sexo e o lambeu enquanto os seus dedos entravam em mim, senti que o céu que avistava estava mais próximo, quase conseguia tocar as estrelas. Quis que também ele sentisse o mesmo!

Agora era o meu Adão quem estava deitado, enquanto eu, de joelhos paralelos ao seu pescoço, insinuava o meu rabo para o seu rosto. Baixei-me e meti o fruto desejado na minha boca. Por essa altura já ele tocava com a língua no meu clítoris de forma ritmada e com os seus dedos estimulava os meus buraquinhos mágicos.

Sentia o meu orgasmo a aproximar-se, já não conseguia conter os meus gemidos ofegantes. Aumentei o ritmo da minha boca sobre o seu sexo e comecei a sentir o corpo dele contrair-se até ao espasmo final. Veio-se na minha boca, contagiou-me com o seu prazer, enlouqueceu-me… Ofereci o meu orgasmo aos seus lábios! Tocámos ambos o céu…!

Descemos à terra num abraço terno, apenas com as estrelas como cúmplices da nossa partilha, do nosso prazer!

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Fala-me de Orgasmos



Que é bom, já sabemos. Gostávamos de saber o que te dá prazer, te faz chegar ao êxtase total. Como gostas de provocar um orgasmo a quem que está contigo? No que é que pensas? O que vês? O que ouves? O que cheiras? O que saboreias? Onde tocas? Dor? Vibração? Contracção? Alívio? Transe? Onde, como, quando, porquê?

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Silêncio...

Entro nesta casa envolta em silêncio e escuridão. Acendo o meu cigarro e desejo que como outrora estejas aqui para o partilhar, para rires comigo, para nos perdermos nas horas com conversas sobre tudo e sobre nada. A minha nudez apenas coberta por um roupão, deixando descobertas as pernas e parte do meu peito que tocavas com devoção. A doçura dos nossos beijos perdidos no tempo. Não existia tempo, apenas os momentos vividos sem pensar no futuro porque ambos sabíamos que a vida nos iria separar. Cada minuto era sentido com a intensidade própria de quem sabe que não existe amanhã, de quem sabe que pode ser a última vez.

Deito-me na minha cama vazia e quase sinto o teu jeito carinhoso de afastar os meus cabelos do meu rosto, de beijar os meus olhos, a minha boca. Lembro a tua respiração ao meu ouvido, denunciadora da tua excitação, do teu desejo, o toque suave da tua pele na minha, o teu cheiro, o calor da tua língua a percorrer cada cantinho do meu corpo. Desejo novamente os nossos corpos unidos como se fossem um só, numa dança sincronizada de prazer. Desejo o calor do teu orgasmo no meu ventre… Quero o teu beijo de boa noite com esse olhar que é só teu, esse olhar que sentia como um abraço à minha alma.

Saíste da minha vida sem deixar rasto, nem uma palavra, um adeus… Ficaram apenas as memórias mergulhadas em silêncio!

Bons sonhos…


Gostava de te ter nos meus braços
De adormecer ao teu lado
De te ver adormecer
De te dar um beijo de boas noites

De te sentir ao meu lado
O teu calor
A tua excitação
O teu desejo
O teu cheiro

Beijar, o teu corpo
Beijar o teu sexo
Dar-te prazer
Receber prazer

Onde estás tu?
Porque não estamos juntos?

Sinto-te tão perto de mim
Mas no entanto não estás aqui.

Beija-me o meu corpo
Sente-me vibrar com os teus beijos
Sente-me

Sinto o teu prazer
Sinto a tua volúpia
A tua satisfação por te tocar
Por te beijar

Delícia, das delícias
A tua boca encosta-se à minha
Beijas-me, e eu beijo-te
Sentimos as nossas línguas
Enrolam-se uma na outra

Adormecemos

Bons sonhos…

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Masturbação


fotos publicadas em 11/10/07 por carpe vitam





Cheguei a casa, pelo fim da tarde.

O meu corpo já sentido de um dia de escritório queixava-se, mas, o que tem de ser, tem mesmo de ser, peguei na minha bicicleta e fui pedalar um pouco, as curvas do tempo começam a aparecer, um bom passeio de bicicleta sempre ajuda a queimar umas calorias, nem que seja para depois as recuperar rapidamente numa saída à noite no fim-de-semana!

Depois de dar um belo passeio, foi bem mais de uma hora a pedalar, o meu corpo estava completamente em suor, banheira, onde está a minha bela banheira?

Dispo-me, olho para o meu corpo, agora sem roupa, todas as minhas curvas estão à vista, todo o meu ser está agora à vista. Estou de frente para um espelho grande que tenho na sala, olho para mim, vejo-me sem roupa…

Não sei bem porquê, mas toco-me, ou melhor acaricio-me, excito-me, mas tenho de ir tomar banho!

Abro a torneira, deixo a água aquecer, entro na banheira, tenho o chuveiro aberto, deixo a água correr pelo meu corpo, sabe bem, depois de um esforço físico, sentir a água correr pelo nosso corpo, volto a tocar-me, sabe bem, é excitante, sentir a água correr pelo nosso corpo, e ir tocando-nos, instintivamente levo a minha mão ao meu sexo, acaricio-me…

Saco do chuveiro, aponto-o para mim para o meu corpo, para o meu sexo, sabe bem sentir o jacto de água assim no nosso sexo, excita-me.

A excitação aumenta, toco-me, agora com mais intensidade, passo as mãos pelo meu corpo, acaricio-me, masturbo-me, primeiro com calma, vou aumentando a intensidade à medida que a excitação aumenta, sabe bem, a água cai por cima do meu corpo, imagino-me que não sou eu que me masturbo, que está mais alguém aqui comigo, que me toca, que me acaricia, que me masturba…

Hummm

Sinto que o orgasmo está perto, sim estou a vir-me, venho-me…

A água continua a correr sobre mim, sobre o meu corpo, excitado pelo orgasmo…

Tomo banho, seco-me, estico-me na cama, não tenho roupa, deixo-me estar, assim sem roupa em cima da cama, relaxando, saboreando o orgasmo já passado, sonhando em partilhar esta sensação.

Toca-me,

Toca-te,

Sente-me,

Sinto-te,

Provoco-te,

Provoca-me!

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Janela de Recordações

Na janela deste quinto andar lembro a última vez que estivemos juntas (os)! As duas neste quarto, nesta cama… O teu mais que tudo a presenciar a nossa entrega!
Lembro o teu orgasmo vivido entre contracções e gemidos, o jeito como me agarraste, a expressão do teu rosto… Todo o teu corpo numa celebração de prazer! Tive a certeza que te podia dar muito mais do que certos homens nos dão! Senti que tocava o teu corpo como nunca tinha tocado antes. Espero ter tocado a tua alma com a mesma intensidade!

Saudade

Tenho saudades da tua boca
Do teu beijo,
De beijar os teus lábios
Do teu suspiro
Do teu corpo
Do teu orgasmo
De te tocar e fazer-te estremecer
De te dar orgasmos
De te ter ao meu lado


Tenho saudades

sábado, 6 de outubro de 2007

saturday night's rapidinha

a lembrar algumas noites de sábado, quando não tinha de ficar em casa a fazer projectos intermináveis...


Bodyrockers, I like the way you move

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A música é quente, tem o ritmo de uma queca bem dada: primeiro é lenta e suave, depois o ritmo vai aumentado gradualmente até explodir num êxtase orgásmico e assim se mantém alucinantemente por breves minutos… a duração de uma rapidinha.

Oh Dylan, que voz de cama! Vai-se a ver e é só garganta... não, não é dor de cotovelo, eu até admito que o tipo tem sex appeal. Podia juntá-lo com a Shakira "I'm on tonight and my hips don't lie..." e ele: "I like the way you move!" e depois nós, numa grande orgia musical e... e depois eu bato com a cabeça e acordo.

Há rapidinhas fantásticas, não há?

Caramba, tenho de trabalhar!

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Pétalas

para a minha Quimera:

Chego de mansinho, pé ante pé, para não te despertar da languidez que te invade. Sinto a respiração profunda de quem dorme serenamente, e vejo os teus olhos inquietos debaixo das pálpebras cerradas. Com que estarás a sonhar? Apetece-me invadir o teu sonho de sensações inesquecíveis. Tento conter a minha ansiedade, mas não é fácil, o coração bate forte pelo desejo latente de te tocar, mas contenho-me. Não gosto da pouca lingerie que tens vestida – só atrapalha. Quero-te despida de roupa e preconceitos para te poder tocar melhor. Ajoelho-me ao pé de ti. Cheiras bem, uma mistura doce de amêndoa e cacau. A minha respiração acelerada arrepia-te a pele, eriçando os pelos. Mexes-te ligeiramente e soltas um suspiro.Com delicadeza e alguma mestria, liberto-te lentamente das tuas meias e do cinto de ligas. A tanga é mais difícil, mas com um pouco calma e paciência, consigo deixar-te completamente nua.O desejo apodera-se de mim, tento acalmar-me. Sinto o sangue a latejar-me nas artérias, a uma velocidade estonteante. Olho para os teus lábios rosados e carnudos, semi-cerrados, aproximo-me com uma vontade louca de te beijar, paro a um milímetro de distância, fecho os olhos e resisto. Respiro fundo e concentro-me.Pego na grande rosa aveludada da cor os teus lábios que colhi no teu jardim e ofereço-te o aroma inebriante que se solta dela. Retiro uma pétala e passo-a levemente pelos teus lábios que se abrem um pouco mais. Deixas escapar outro suspiro, balbuciando qualquer coisa que eu não entendo. Desço com outra pétala pelo teu pescoço, ao longo do teu ombro e detenho-me a olhar para os teus seios tranquilos. São demasiado tentadores, apetece-me provocá-los. Contorno-os com mais pétalas e aproximo-as lentamente, uma a uma, dos mamilos que despertam com a carícia fresca e suave. Sinto a tua respiração acelerar, vejo que continuas a sonhar, um convite para eu continuar.Outra pétala desce pela tua barriga, detém-se na profundidade do umbigo e desliza até ao baixo-ventre.Olho para o pequeno triângulo que guarda a entrada do teu sexo e suspiro - quero fazer-te estremecer de prazer – quero que o prazer se prolongue para além do tempo e do sonho.Outra pétala percorre o peito do teu pé e outra sobe pela tua perna, pelo interior das tuas coxas que se afastam ligeiramente, o suficiente para me deixar vislumbrar o centro do teu prazer. Quero mergulhar em ti com uma carícia e ficar assim para sempre, mas sei que não posso. A última pétala toca nos lábios do teu sexo, penetra-o ligeiramente e detém-se no botão mágico do teu prazer. Tu esboças um sorriso, apertas as coxas e continuas a sonhar. Como eu gostava de estar nos teus sonhos!
Olho para o espelho. Sou igual a ti, feminina, excitada com o reflexo do meu próprio desejo em ti. Guardo a última pétala e o que resta da rosa. Quando acordares nua e coberta de pétalas perfumadas, saberás que te fui visitar.


Texto originalmente publicado em Contos Secretos por carpe diem como resposta a uma provocação da Sutra. Publicado agora aqui com autorização de ambas.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

A minha primeira aventura (4ª parte)

1ª Parte

2ª Parte

3ª Parte


(…)

Os brinquedos…

Como ia dizendo, também eu queria brincar, ou melhor, que brincassem comigo.

A minha amiga por esta altura está “sem fôlego”, deixa-se ficar um pouco, depois de me agarrar, ela abraça-me com força, dizendo que era muito bom estar ali, que aquela noite estava a ser maravilhosa, que nunca tinha tido tanto prazer e tão intenso como naquela noite.

De repente levanta-se, “empurra-me para o chão”, a minha amiga virou “dominadora” e sabe muito bem, estar sob o “domínio” dela.

Sinto os lábios dela no meu corpo, já os havia sentido antes, e continua a saber muito bem, sinto a língua dela a correr pelo meu corpo, no meu peito, porra que bem que sabe!

Sinto-a, sinto-a de uma forma que nunca na vida tinha imaginado senti-la, toca-me no meu sexo, sinto a língua dela das virilhas, também eu tinha me depilado, pelos é coisa que não existe, a minha pele está macia, lisa, suave, sinto a língua dela do meu sexo, sinto e estremeço o meu corpo arrepia-se só com a passagem muito ao de leve da língua dela pelas minhas virilhas, sinto-a ela lambe-me, beija-me acaricia-me, masturba-me, hummm!!!!!!!

Ela manda-me virar, sinto a língua dela do meu rabo, sinto a língua dela dentro do meu rabo, porra que sabe bem!

Sinto que os brinquedos estão perto, sinto algo a tremer próximo de mim e a escorregar pelo meu corpo, sinto-o a entrar dentro de mim, é confortável, tal como a minha amiga diria, tem o tamanho certo, sinto-o, não imaginaria que era tão agradável, o meu amor soube bem escolher!

Ela continua a dar-me prazer, tenho de mudar de posição esta posição é boa, mesmo boa, mas as minhas pernas já não se aguentam, viro-me de frente, e tenho a minha amiga na minha frente, vê-se que está extremamente excitada, ela masturba-se enquanto me penetra, eu beijo-a, beijo-a intensamente, ela domina-me, empurra-me para o chão e volta a penetrar-me, é bom, muito bom, e agora posso olhar para ela, sentir a sua excitação, sinto que estarei próximo do orgasmo, a minha amiga continua loucamente a penetrar-me com o brinquedo e a masturbar-se, ela também está próxima do orgasmo, vimo-nos, temos um orgasmo em simultâneo, os nossos corpos estão suados e oleados (é bom não esquecer que eu antes tinha massajado a minha amiga, e usado bastante óleo).

Ficamos no chão, deitadas, beijamo-nos, mimamo-nos, os nossos corpos estão cansados, a nossa respiração é ofegante, os nossos corações batem velozmente.

Olho para o meu amor, está no mesmo sítio, vi que estava sem uma boa parte da roupa, masturbou-se enquanto assistia, tem de ser compensado! Mas vai ter de esperar este momento é meu e da minha amiga!

(…)

Passou-se algum tempo, segundos, minutos não tenho bem certeza, o meu corpo recuperou, sentia-me bem, a minha amiga também já estava recuperada, votamo-nos a beijar, já não me lembro se disse, mas adoro beijar a boca da minha amiga!

Levantamo-nos e vamos ter com o meu amor.

Pegamos-lhe nas mãos e puxamo-lo para o nosso meio. Digo à minha amiga para beijar o meu amor, ela olha para mim meio sem saber o que dizer o que fazer, o meu amor também, mas eu digo-lhes para não recearem e beijarem-se, tocarem-se, sentirem-se.

E assim foi, ela tocou, beijou sentiu o meu amor, e eu fiquei a ver por uns momentos e por fim também fui à carga, partilhei o meu amor com a minha amiga, beijos, toques, carícias, sexo, suor, ouve de tudo nessa noite, acabou por ser uma noite de muito prazer, ver e sentir, fazer amor a três, na mesma cama, na mesma noite, acabamos os três a dormir agarrados numa mistura de pernas braços e troncos, mas confesso que ele ficou um pouco à margem, e aproveitei para estar com ela o máximo de tempo possível, para a sentir como na verdade nunca a tinha sentido, era uma situação nova para as duas, mas ambas gostamos do que fizemos e como o fizemos, uma experiência diferente, nenhuma estava preparada para aquela noite, para o que aconteceu, mas foi bom, muito bom, foi a minha primeira aventura.

Ao meu amor devo em parte a oportunidade que nos deu, como é que ele preparou tudo não sei, nem a minha amiga sabe, pode ser que um dia nos conte. Mas agradece-lhe, por nos respeitar, por nos dar espaço, por saber partilhar e aceitar partilhar.

Podia acabar por aqui, mas ainda tenho um domingo soalheiro para aproveitar para estar com as duas pessoas que me são mais queridas, o meu amor, e ela a minha amiga.

(…)

Intensamente.

Devia ser o teu nome. Entraste na minha vida como uma tempestade devastadora, viraste o meu mundo do avesso, obrigaste-me a repensar tudo. Entraste decidida nos teus passos seguros de saltos altivos a ecoar pelo espaço. A tua silhueta recortou-se na ombreira da porta, as tuas mãos posaram uma de cada lado, a barrar-me qualquer hipótese de fuga. O teu olhar perscrutador, incisivo, escaldante. O instante de tensão e de incerteza: odiar-me ou amar-me? Eu parei e vi pelo teu corpo que decidiste amar-me. Aproximaste-te felina, moldada ao tailleur preto, com o colar de pérolas entre os dedos. Esboçaste um ligeiro sorriso que me contagiou. Toquei-te e vibrei. Toquei-te e a tua pele escaldava à minha passagem. Tu nua, de saltos e colar de pérolas. Sonho? Miragem? Tentação irresistível. Invadiste-me os sentidos, deixaste-me num estado de inebriação tal que nada mais importava. Não me atrevi a perguntar se vieste para ficar, se me perdoaste, não me atrevi a dizer nada. Apenas aceitei o que me quiseste dar. E como me deste! Eu tentei retribuir como nunca tinha feito antes, como se não houvesse amanhã. Os teus gemidos fortes e irreprimíveis de prazer luxuriante. O colar de pérolas a baloiçar no teu peito nu. Apertava-te, querias livrar-te dele e eu ajudei. Chegaste ao clímax com as primeiras pérolas a caírem no chão. E eu segui-te, quando as últimas também lá chegaram. Depois da tua entrega, o teu abandono. Vestiste-te decidida, agora sem colar. Olhaste-me de novo com o teu olhar perscrutador, desta vez incisivo e gelado. Disseste de um só fôlego: Adeus. Amei-te intensamente, e tu deixaste-me a apanhar as tuas pérolas. Perdoa-me. Continuo a amar-te, intensamente.


terça-feira, 2 de outubro de 2007

Noite de Trocas

Para quem se queixa que os textos estão muito longos


ao som de Magic Marrakesh:


Viagem.
Reencontro.
Excitação.
Arábias.
Expectativas.
Irritação.
Estás bem?
Vamos?
Mais excitação.
Espera.
Demora.
Impasse.
Estás melhor?
Vamos?
Mais excitação.
Insenso.
Intenso.
Pedido.
Permissão.
Mama.
Paralisação.
Beijo?
Sugestão.
Recusa.
Beijo.
Exploração.
Troca.
Estranheza.
Preservativo.
Carinho.
Troca.
Preservativo!
Sugestão.
Resignação.
Gritos.
Calor.
Prazer?
Recolha.
Insatisfação.
Fúria.
Diálogo.
Despedida.


Noite quente.
Estrelas.
Vibração.
Satisfação.
Janela.
Mais satisfação.
Descanso.
Pensamentos.
Lamentos.
Azul.
Turbilhão.

Foto: Cristóvão Rodrigues, editada por mim

A minha primeira aventura (3ª parte)

1ª Parte

2ª Parte

(...)

(Sábado pela noite dentro...)

Depois do jantar ficámos por casa a conversar, a casa era pequenina, e passámos para a sala que antecedia o quarto nas águas furtadas, era um espaço agradável e amplo, tivemos que procurar almofadas para nos sentar pois não havia nenhuma cadeira ou sofá naquele espaço que vou passar a chamar de sala.

Encontrámos uma pequena aparelhagem que segundo lá dizia lia MP3, o que até deu jeito, já que tínhamos trazido uns CDs nesse formato, lá escolhi um com música calma para podermos apreciá-la e podermos estar a conversar.

Embora fosse um dia quente de primavera, as noites ainda estavam ligeiramente frescas, acabámos por juntar mais, sempre nos íamos aquecendo...

A minha amiga, queixou-se com algumas tensões no corpo, estava moída da viagem, e já estávamos ali à conversa fazia algum tempo, e o corpo começa a cansar-se, eu ofereci-me para lhe fazer umas massagens, e ela acedeu rapidamente, e lá ela se posicionou de forma que eu lhe pudesse começar a massajar as costas, e lá comecei a fazer-lhe umas pequenas massagens, mas como ela estava vestida não me estava dar grande jeito para a massajar devidamente, e perguntei-lhe se ela não se importava de se despir, ou pelo menos de tirar alguma roupa, de modo a que se sentisse mais à vontade mas sem se sentir intimidada, e ela disse logo que não tinha problema nenhum em tirar a roupa, afinal estava junto de duas pessoas em quem tinha total confiança e intimidade, vê-la em roupas intimas não seria por parte dela problema algum, e assim o fez, despiu-se, calmamente por sinal, e pude admirar enquanto ela se despia o corpo dela, não sei porquê mas excitava-me.

O meu amor, enquanto ela se despia, foi buscar o óleo que na noite anterior tinha usado em mim, e sussurrou-me ao ouvido:

- Amo-te! Estás por tua conta!

Colocou-se num canto da sala próximo de nós. E pensei eu, tu lá sabes onde queres sentar!

E com calma comecei a massajar a minha amiga, agora com o óleo é muito mais fácil, ela estremecia ao meu toque, perguntei-lhe se podia desapertar-lhe o soutien e ela disse-me que sim, e relembrou-me que estávamos entre amigos íntimos, que tinha total confiança em nós e de modo algum se sentiria incomodada por estar como estava!

Eu senti um orgulho enorme na minha amiga e na confiança que ela depositava em mim.

Continuei a massajar com a minha habitual calma e agora sem o soutien até era mais fácil, ela continuava estendida no chão e eu com as mãos a percorrer-lhe as costas, perguntei se lhe podia massajar todo o corpo, e ela disse:

- Claro que sim! Isso nem se pergunta, massaja onde tu quiseres, como tu quiseres, estou nas tuas mãos!

É claro que isto é uma grande responsabilidade, mas continuei, comecei a massajar-lhe os pés, tinha decidido começar numa ponta e acabar noutra, assim estimulava-lhe todo o corpo de forma organizada (e é como mandam os livros de massagem).

Comecei por massajar-lhe os pés de depois as pernas, uma de cada vez a direita e a esquerda, ela, e eu sentia isso nas minhas mãos à medida que lhe ia tocando, estremecia, sentia que estava a ter prazer, era estranho vê-la ali a ter prazer pelas minhas mãos. Mas lá continuei, pés, joelhos, tornozelos, pernas, rabo – ela trazia uma cuequinha fio dental muito gira que me deu jeito para lhe massajar o rabo, embora tenha ficado com a impressão que estava mais a apalpá-la do que a massajar, mas ela não se importou rigorosamente, pois quando cheguei ao rabo e comecei a tocar a medo, ela própria me relembrou que estava à vontade.

Mas até aqui tudo estava bem, mas agora queria massajar a parte da frente do seu corpo, e um pouco timidamente e meio a olhar para o meu amor que continuava no mesmo sitio, disse à minha amiga se queria que eu parasse ou se gostaria que eu continuasse a massajá-la mas agora pela frente, e ela levantou-se sorriu-me, deu-me um beijo quase junto da minha boca, os seus lábios praticamente tocaram nos meus, não sei porquê mas estremeci com aquele beijo, virou-se e disse:

- Não percebo porque é que fazes perguntas tolas, já te disse que estás à vontade, massaja-me como quiseres e onde quiseres, eu somente aproveito o que me quiseres dar.

Enchi o peito de ar, continuava a sentir uma sensação estranha, um nó na barriga, um pequeno nervosismo, a situação era nova para mim, um pouco estranha, mas fui eu que me meti nesta situação e agora tinha de me amanhar e fazer aquilo que me tinha comprometido a fazer, massajar a minha mais querida amiga.

Comecei novamente pelos pés e pernas, passando a mãos muito perto da sua pequenina cueca, ela disse-me:
- Espera um pouco.

E sem demoras tirou a cueca (que por sinal bem giras como já tinha dito), tremi, nunca tinha visto a minha amiga nua, estava toda rapadinha, nem um pelito sequer, não sei porquê estremeci, o nó na garganta parecia aumentar, até uns pequenos arrepios de frio, e isso era coisa que não tinha, isto de massajar aquece-nos. Continuei a massajá-la, algum óleo escorria-lhe da barriga para as virilhas, e demais partes íntimas, toquei-lhe nas virilhas um pouco a medo, ela nada disse, continuei para cima, uma boa massagem na barriga é sempre agradável, e bem verdade isso é, a minha amiga estremecia cada vez mais ao meu toque, massajei-lhe uma mão e o braço, e depois fiz o mesmo à outra mão, tive de tirar alguma roupa que trazia vestida, o calor já era algum, o meu amor, remexeu-se um pouco no lugar em que estava, pensava que não queria que eu me despisse, mas rapidamente percebi que tinha era posto a roupa onde não devia e ia arriscar-me a sujar a roupa, uma roupita nova que havia comprado fazia uns tempos para uma ocasião de sair à noite com o meu amor.

Mas pronto, estava eu a pensar que estava quase a terminar as massagens e já a começar a comentar se ela tinha gostado quando ela me diz:

- E então o meu peito?

Agora sim, o nó que tinha na garganta apertou-se mais, tremi! A minha amiga queria que eu lhe mexesse no peito (por sinal bem interessante, bonito, tinha os mamilos espetados, ela depois disse-me que é normal tê-los assim quando eles apanham ar. E muito timidamente comecei a massajar os peitos da minha amiga, que situação tão estranha!

Mas bem, lá ganhei coragem, e fiz-lhe uma massagem ao peito, dei mais um jeito aos ombros e pescoço (tive de lhe pedir que se sentasse para lhe massajar o pescoço), e acabei a massajem dando-lhe um beijo no pescoço (é uma espécie de imagem de marca que tenho).

De repente estou de frente para a minha amiga, e não resisto, dou-lhe um beijo, um belo beijo naqueles lábios brilhantes da minha amiga.

Afasto-me, viro-me para o meu amor e está no mesmo sítio, parece que está a apreciar, fazendo sinal do tipo, não tenho nada a ver com isso, não foi a mim que me beijaste.

A minha amiga está a olhar para mim, também meio atrapalhada notava-se na cara dela, do tipo isto nunca me tinha acontecido, virei-me novamente para ela, estou a olhar para ela e ela olha para mim, ela levanta a mão e toca-me na cara com ela faz-me uma carícia, e faço-lhe o mesmo, instantes depois voltamo-nos a beijar, desta vez temos certeza no nosso intimo que queremos fazer isso, mas ao mesmo tempo, e o meu amor, o que pensaria do que tinha feito, do que já me passava na cabeça fazer? Estava no mesmo sítio, com um sorriso um pouco tonto nos lábios, e fez-me o mesmo abanar de mãos que já tinha feito, sacudindo-as, como que diz (e de facto era o que estava a dizer-me) metes-te nessa situação agora desenrasca-te, eu estou aqui no meu cantinho a apreciar, se estás a gostar... diverte-te!

Voltei-me para a minha amiga e lá estava ela, nua, parecia que estava à minha espera, ela segredou-me ao ouvido:

- Não sei o que vai acontecer aqui hoje, mas esta é a minha primeira vez!

Eu sorri-lhe e disse-lhe também ao ouvido:

- Também é a minha!

Voltamo-nos a beijar, tinha-a ali nua à minha frente, não fui capaz de resistir e tomei-a para mim, beijei-lhe o corpo – ainda bem que o óleo tinha um sabor agradável – beijei-lhe o pescoço, os ombros, os seios, ai os seus seios, definitivamente adoro beijar-lhe os seios, são tão macios, suaves, e com os mamilos sempre em pé, onde lhe vou dando muito suavemente umas dentadas. Sei que ela estremece, geme, sinto que está a ter prazer, isto tudo é diferente, mas ao mesmo tempo nada me é estranho.

Beijo-lhe a barriga, as virilhas, tenho a minha língua no sexo dela, sabe bem, toco-lhe com os dedos enquanto lhe faço um minete, ela geme, estremece, contorce-se, ela vem-se, sinto o orgasmo dela junto de mim, os meus beijos nela continuam, beijo-lhe a boca de forma profunda, fecho os olhos, deixo-me ir, deixo-me estar, quando dou por mim, é ela que me domina, começa a despir e agora apercebo-me que ainda tinha roupa com o calor da minha excitação até disso me esqueci.

Ela despe-me com muito jeitinho, dá-me uma sensação de muito carinho e cuidado, estou de roupa interior, também bastante bonita a minha roupa interior, tinha-a escolhido propositadamente para esta noite, para "dar" ao meu amor, e por falar nisso, lá estava o meu amor, no mesmo sitio, com um sorriso meio tolo, como que dizendo diverte-te!

A minha amiga despiu-me a minha roupa interior por fim, ela tem jeito, ou pelo menos mais jeito do que certas pessoas que eu cá sei.

Estamos frente a frente sem roupa, ela empurra-me para o chão, beija-me, tal como eu a beijei, o meu pescoço, o meu corpo, o meu peito, trata-me tal como eu a tratei, mas agora sou eu que estremeço de prazer, gosto dos beijos dela, sou doces os beijos dela, e como ela é mais pequena do que eu, até parece que a própria boca dela é mais pequena, os beijos sabem-me muito bem, adoro aquela boca!

Agora é ela que me beija no sexo, sinto a língua dela, sinto a boca dela, sinto os dedos dela, hummm, a minha respiração aumenta, a minha excitação aumenta, sinto o meu coração a trotar, sinto que vou....

Vim-me, que belo orgasmo, o prazer é mais que muito, é extenuante, ela volta para junto de mim, beija-me calmamente, ficamos assim um bocado, sabe-me muito bem.

(...)

A noite que até parecia que ia já longa, afinal ainda agora tinha começado.

Por momentos pareceu-me que o meu amor se tinha ido embora, mas afinal lá estava no mesmo sitio, com o mesmo sorriso, deve ter ido à casa de banho, sei lá, sinceramente naquele momento, e o meu amor que me perdoe, não estava a pensar o que lhe tinha acontecido, era demasiado bom estar com a minha amiga, era uma situação diferente, nova, mas muito boa.

(...)

Afinal o meu amor, tinha ido buscar uma pequena mochila que colocou perto de nós (começo a desconfiar que o meu amor sabe mais do que aparenta!) fomos ver a mochila e tanto eu como a minha amiga ficámos sem saber bem o que dizer ou fazer, lá dentro tinha alguns brinquedos que trabalham a pilhas...

Gostei do que vi, embora a admiração fosse alguma, a cara da minha amiga não era diferente da minha, via-se que olhava para mim com uma cara de... nem sei bem o quê!

Certo é que concordamos que tínhamos de experimentar os brinquedos!

Peguei num, não muito grande, diria que tinha o tamanho certo, verifiquei e tinha pilhas, nunca tinha tocado numa coisa daquelas era engraçado, ter uma coisa na mão a tremer, virei-me para a minha amiga, que naquela noite era mais que amiga, era a minha amante!

Voltei a beijá-la, voltei a acariciá-la, a tocar-lhe, penetrei-a com o brinquedo enquanto que com a minha língua lhe tocava no clítoris, ela estremecia cada vez mais, eu não parava, ela estremecia, um brinquedo entrava e saía, entrava e saía, entrava e saía, entrava e saía, ela gemia, estremecia, beijávamo-nos, eu acariciava-me enquanto brincava com a minha amiga, a minha excitação não era maior, quem diria, estava a ter prazer sem quase necessidade de fazer o quer que seja, mal me tocava...

A minha amante "explodiu" num orgasmo, eu também me vim, soube-me bem vir assim, ela respira ofegante, eu sentia o meu coração bater loucamente, a minha excitação também era grande, ela puxa-me para junto dela, beija-me, abraça-me, ficamos assim.

Mas eu também quero experimentar os brinquedos!!!

(…)

4ª Parte

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

A minha primeira aventura (2ª parte)

1ª Parte

(…)

(Sábado de manhã e tarde)

Acordei com um beijo, eram umas dez e meia mais coisa menos coisa, já fazia tempo que não dormia tão bem. Mas melhor ainda acordar com um belo beijo de bons dias e o pequeno-almoço na cama, se bem me lembro a ultima vez que tive o pequeno-almoço na cama (ou qualquer outra refeição) tinha eu os meus 10 anos e tinha varicela.

Mas o meu amor veio dar-me o pequeno-almoço e juro que o beijo com que acordei foi um beijo extremamente estimulante, foi algo de mágico, foi muito bom, e a parte mais engraçada é que foi um simples beijo…

Depois de tomar o pequeno-almoço ficamos os dois na cama a conversar e a trocar carícias, e claro, acabamos por fazer amor, soube-me muito bem fazer amor, com calma, sem pressas, sentir cada toque, cada beijo, cada carícia, cada palavra de carinho, de amor que era dita.

Mas pronto o que é bom acaba depressa (e ainda estivemos no bem bom algum tempo) mas tinha de ir tomar banho, é claro que acabamos os dois por ir tomar banho juntos (supostamente devia ser mais rápido, um a lavar as costas do outro, mas garanto que é a mais pura mentira!).

O meu amor, andava com um sorriso de orelha a orelha, e ia-me provocando se eu imaginava qual seria a surpresa que tinha para mim, e eu lá ia tentando adivinhar, e para não variar falhava na surpresa (não tenho muito jeito para adivinhar), mas o estar ali, aquele fim-de-semana, já era por si só uma bela surpresa.

Já era perto do almoço, e fomos a um pequeno restaurante perto de casa almoçar, estávamos um pouco com hora marcada, pois a minha surpresa chegaria durante a tarde e era necessário ir busca-la.

Eram mais ao menos três da tarde quando o telemóvel do meu amor toca, já tínhamos acabado de almoçar mas estávamos a fazer tempo nesse mesmo restaurante para ir buscar a minha surpresa (e dizendo de passagem que o restaurante tinha uma excelente cozinha e uma paisagem maravilhosa).

São horas! A minha surpresa está a chegar, fomos à estação de autocarros buscar a dita cuja surpresa, o meu coração batia loucamente, é um pouco idiota, afinal, embora [ainda] não soubesse bem qual seria a surpresa, era sem sombra de dúvidas uma pessoa, o meu jeito para adivinhar realmente não é grande coisa!

Chega um autocarro, o meu coração bate fortemente, as minhas pernas tremem, e sinto um nó no estômago, como é que é possível tanto nervosismo?

Finalmente! A minha surpresa está mesmo à minha frente, estou sem palavras, as minhas mãos, pernas, braços, o meu corpo todo treme, a minha alegria é enorme. Como é que uma pessoa pode fazer-nos isso tudo? Simples tenho à minha frente a minha melhor amiga, vem com um sorriso maroto nos lábios e uma lágrima no canto do olho, nos meus olhos também corre uma pequena lágrima de alegria, fazia tanto tempo que eu não a via, uma grande amiga, a única pessoa que eu confio cegamente para além do meu amor.

Estamos os três juntos finalmente, a conversa entre nós não pára, já fazia bastante tempo que não estava com esta minha linda amiga, já fazia realmente demasiado tempo! Ela está muito bonita, sorridente, “solta”, confiante e segura de si, tinha um brilhozinho nos olhos muito, admito, excitante!

Passamos o resto da tarde a conversar, aproveitou-se para pôr a conversa em dia, o tempo passou a correr, quando dei conta era quase hora do jantar, o meu amor tinha desaparecido, e eu continuava na “palheta”, e o jantar, não havia nada preparado, o que é que ela ia comer!

O meu amor, a minha cara-metade, voltou a aparecer, afinal tinha estado a dormir uma sesta, deixando-nos à vontade para conversar, vá-se lá perceber…

Quanto ao jantar, afinal não havia grandes problemas, o restaurante onde tínhamos estado servia para fora (imagine-se até fazia entregas) e o meu amor tinha tratado de tudo, o jantar chegou para nós os três.

(…)

3ª Parte

4ª Parte

O MEU AMOR

Chico Buarque: A genialidade de um mestre da música.

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca
Quando me Beja na boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh’alma se sentir beijada

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos
Viola os meus ouvidos
Com tantos segredos
Lindos e indecentes
Depois brinca comigo
Ri do meu umbigo
E me crava os dentes

Eu sou sua menina viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz

Meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me deixar maluca
Quando me roça a nuca
E quase me machuca
Com a barba malfeita
E de poupar as coxas
Quando ele se deita

O meu amor
Tem um jeito manso é só seu
De me fazer rodeios
De me beijar os seios
Me beijar o ventre
E me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo
Como se o meu corpo
(fosse a sua casa)

Eu sou a sua menina viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz

Já percebeste?

Não quero tocar-te no corpo, quero tocar-te na alma!

o teu corpo poderá eventualmente servir de instrumento para lá chegar...

sessão fotográfica - 2ª parte

Ao som de Erotica, da Madonna:


























Erotica, romance...

I'd like to put you in a trance

I don't think you know what pain is
I don't think you've gone that way

I could bring you so much pleasure
I 'll come to you when you say...