sexta-feira, 4 de julho de 2008

provocação gratuita 23

PAIXÃO é uma tentativa biológica para garantir uma exclusividade temporária.

49 comentários:

Otário disse...

Belo pensamento! não concordo muito chamar a paixão de "temporária". pode ser limitada a cada situação/pessoa/objecto, mas estamos sempre apaixonados por algo.nem que seja apenas por nós próprias, no nosso amor próprio.

carpe vitam! disse...

Gracias, já andava a pensar nisto há algum tempo e na forma como havia de o expressar. Acho que é impossível uma pessoa estar sempre apaixonada, se assim fosse, morria de cansaço. É que suspirar pelos cantos é sintoma de cansaço profundo! Das noites mal dormidas, das refeições mal comidas... é claro que é possível ter várias paixões e apaixonarmo-nos várias vezes pela mesma coisa ou pessoa, mas estar sempre com a chama acesa no máximo, parece-me simplesmente impossível.

Otário disse...

podes estar apaixonada mesmo sem te apreceberes vitam!. eu cá penso de maneira diferente. claro que não é uma paixão intensa. não se pode comparar a paixão a uma pessoa com outra a um objecto ou alimento (sim, pk tb nos apaixonamos por alimentos! ou achas que não? hum...), são coisas totalmente diferentes. nós, humanos/animais, vivemos de paixão/exapectativa/desejo e ele que nos conduz pela vida fora.

carpe vitam! disse...

eu conheço bem os sintomas, mas sim, acredito que existam pessoas distraídas que não se apercebam imediatamente. concordo que apaixonarmo-nos por comida não é a mesma coisa que apaixonarmo-nos por uma pessoa, mas acontece. Mas há que distinguir um legítimo entusiasmo de uma paixão arrebatadora. Há que saber dosear o sal!

Otário disse...

até pk, parecendo que não, ou estamos apaixonados pela vida ou pela não vida. sem a paixão, sem o entusiasmo da paixão, de nada valia a pena viver!

carpe vitam! disse...

a paixão é uma idiotice irracional que nos deixa cegos. é preciso saber controlá-la, dar-lhe rédea curta para não andar por aí a fazer estragos.

Octávio disse...

a paixão faz parte do desejo.

Estarmos apaixonados faz parte do percurso que é amar uma pessoa incondicionalmente!

Otário disse...

se é idiotice eu não sei, pois depende de como e onde surge e para quem se destaca. agora, obviamente que é irracional e ainda bem que assim o é. mau seria se fosse racional, pois nem todos nós a saberiamos ou conseguiriamos utilizá-la. já viste o que seria eu estar apaixonado por ti e por mais uma centena de mulheres vitam!? tanto que seria mau para as mulheres que, pelo menos 1 sentiria decerto algo por mim e não poderia exprimir (tanto quanto queria!), como para mim que não saberia de igual modo destinguir o amor por cada pois, para mim, seria tudo igual. e o amor e a paixão só fazem estragos se mal utilizados, não é algo óbvio que "faz e acontece".

QJ disse...

a paixão é a forma de estarmos sempre preparados para amar...

penso eu de que...


não acho que seja uma forma biológica de garantir a exclusividade

carpe vitam! disse...

octávio, paixão é desejo, do mais egoísta que pode haver. Mas não confundas paixão/desejo com amor, uma coisa não tem de estar obrigatoriamente ligada à outra, embora seja bom quando isso acontece.

Otário disse...

só sei que não concordo nada com esta afrimação. e concordo com o octávio.

carpe vitam! disse...

otário, lá estás tu a confundir paixão com amor! Tu consegues estar apaixonado por várias pessoas ao mesmo tempo? Hás-de me explicar como consegues gerir isso! É que eu até agora, tinha esta ideia ingénua de que só era possível uma paixão de cada vez... quando muito, ir alternando, daí a ilusão biológica de exclusividade...

Octávio disse...

olá!
eu nao acho que a paixão seja um desejo demaisiado egoista, o ser humano pela sua natureza já é egoista o suficiente.

as relações começam com paixão que se transforma em amor.

paixão e desejo são desejos (passo a redundância) diferentes, eu posso apaixonar-me sem desejar, eu posso desejar sem me apaixonar

eu desejo o euromilhões, mas não me apaixono por ele.

eu apaixono-me por uma música, mas não a desejo.

carpe vitam! disse...

QJ, então explica-me lá como se eu fosse um miúdo de 4 anos: tu apaixonas-te como forma de te preparares para amar? E como é que a paixão te prepara para isso? Consegues escolher por quem te apaixonas?

Otário disse...

não não vitam!. eu não afirmei isso. claro que é impossível, porque a paixão é algo irracional. tou a tentar explicar que, se não o fosse assim, decerto conseguiria estar apaixonado por mais k 1 pessoa. seria "eu quero, eu posso, eu tenho"! MAS NÃO É!

carpe vitam! disse...

otário, eu consigo entender o desejo sem paixão, não consigo é entender a paixão sem desejo!
Num mundo ideal, poderia admitir que todas as paixões se transformassem em amor, mas neste... muitas vezes as paixões terminam em obsessão, desespero, frustração, depressão..
Daqui a nada estás a dizer-me que a paixão é altruísta!

Otário disse...

só sei que a paixão depende claramente de nós, pois nos apaixonamos por alguém ou algo semelhante a nós. e quando as paixões não terminam da melhor forma, como referiste, é pk a raça humana não sabe reagir quando um seu acto ou desejo não é aceitável. estamos programados para sermos nada, daí termos que procurar ser alguma coisa e lutar para tal. quando algo nos corre mal, quando algo não nos é aceite, estamos mais adaptados a reagir mal à situação do que simplesmente apagá-la e tentar refaze-la de uma outra maneira que nos seja mais útil. daí o mesmo que as paixonatas, como tudo...

muito querida disse...

caramba, que discussão aqui vai..

eu sinceramente acho que a paixão não é nenhuma idiotice, mas antes o sal da vida e sim, penso que realmente temos d eter sempre "alguém" no sector da obsessão...senão..o que podemos fazer com a loucura natural d ecada um? É que o amor (que não é para aqui chamado) é um sentimento nobre que não partilha o espaço da loucura, mora noutra arrecadação..
enfim..se não estivermos apaixonados todos os dias..a vida não tem sal..eu estou sempre apaixonada obsessivamente..até arranjar outra paixão para substituir a anterior e pronto...lá vamos nós..mais uma volta no carrocel..é aloucura..saiam da frente..

(suspiros loucos)

carpe vitam! disse...

ó muito querida, como é que consegues estar smepre apaixonada? Não te cansas? Não te deprimes? Explica-nos lá qual é o teu segredo, se te apetecer ter essa generosidade!

Miriamdomar disse...

Tá acesa a discussão! É disto que eu gosto!ahahahahhaah:))
Voçês conhecem aquela canção do Rui Reininho:
"Paixão ,não vais fugir de mim !Serás paixãooooooooo, até ao fimmmmmmmmm!
Ora aí está! A paixão é desejo mas nem sempre, o desejo é paixão!
Ora ,se a paixão é temporária ou não, só o tempo o dirá!
Quanto ao resto, eu sou uma apaixonada pela vida! E paixões á parte, porque elas são loucas e não me deixam racionalizar!
Bjs

Otário disse...

esta vitam! hoje está a aborrecerme um pouquito (sem querer ofender...). tentando responder pela muito querida, eu, por exemplo, sou apaixonado pelo blog do provocame (sim, assumo ;) ) e por chocolates, por wrestling, etc.

e não me canso nada, antes pelo contrário: é o que faz ser um pouco mais feliz na vida!

carpe vitam! disse...

Miriam, essa música é dos Heróis do Mar: http://www.youtube.com/watch?v=99rP_DA3g6w

carpe vitam! disse...

ó otário, isso de estares apaixonado pelo blog vai passar-te, acredita! Quanto ao resto, há que saber se é paixão ou amor.

Quando uma pessoa diz que é permanentemente apaixonada pela vida, não se estará a querer dizer que se AMA a vida?

(como eu gosto de te picar!...)

Otário disse...

amor - sentimento que nos impele para o objecto dos nosso desejos, PAIXÃO, afecto.

paixão - tendência dominante, ou mesmo dominadora e geralmente exclusiva, que exerce, de modo mais ou menos constante, uma acção directora sobre a conduta e o pensamento, orientando os juízos de valor, e impedindo o exercício de uma lógica imparcial.

nada como o dicionário pra concluir que não há paixão sem amor.

otário 1 - 0 vitam!

toma lá e embrulha
ehehehehhehe

ps: como eu gosto de te picar!

;)

carpe vitam! disse...

meu caro, continuo a dizer que o amor é perfeitamente possível sem paixão, tal como a paixão é possível sem amor, independentemente do que diz o dicionário. Digo isto porque já o senti.

carpe vitam! disse...

foste ver amor, deverias ter visto também paixão, mas eu faço-te esse favor:
sentimento excessivo;
amor ardente;
afecto violento;
entusiasmo;
cólera;
grande mágoa;
vício dominador;
alucinação;
sofrimento intenso e prolongado;
parcialidade;
o martírio de Cristo ou dos Santos martirizados;
parte do Evangelho em que se narra a Paixão de Cristo;
colorido, expressão viva, em literatura.

Otário disse...

sentir, saber, ser.

a minha política ds 3 S's.
se sentes, sabes que assim o é. e é assim a partir do que é cada pessoa, do que cada pessoa pode ser.

mesmo assim, continuo afirmando que é o amor que nos conduz para a paixão.

não há paixão sem amor, pois é o amor que nos conduz até ela. algo conduzirá também ao amor, pois tudo tem um elo de condução, tudo tem um trajecto e tudo é determinado por outrem. por exemplo, eu não vim até a este blog, inicilamente, do nada: alguém me informou, alguém me conduziu até ele.

2-1!!!!!!!!!!

ah, eo poema é muito bonito tb

Otário disse...

e a paixão não existe para cada pessoa não permanecer sozinha ou para ter companhia. a paixão existe devido á atração. e é pela atração que nos unimos.

carpe vitam! disse...

nunca vi otário mais espirituoso!
gostei da política dos 3s!
eu não digo que o amor não inpire paixão, ou que a paixão não possa insperirar o amor, simplesmente acho que não tem obrigatoraimente de ser assim.
paixão não acontece sem atracção, claro, embora seja muito mais do que isso.
O poema de que falas é a definição do dicionário, lol.
Ai otário, andas mesmo apanhadinho de todo, é o que dá estar sempre apaixonado!
2-2?

Octávio disse...

pensamento: A medida do amor é amar sem medida

carpe vitam! disse...

octávio, e a medida da paixão, qual será?

Octávio disse...

estar apaixonado com medida!

será que se consegue medir a paixão, o amor, o ódio?

ou simplesmente sente-se e pronto?

carpe vitam! disse...

sim, gosto dessa ideia de pura e simplesmente sentir... mas cuidado com o que se sente!

Otário disse...

sim, ando um pouco apanhado...
"paixão não acontece sem atracção, claro, embora seja muito mais do que isso", concordo plenamente.

Mas sem atração não há paixão, não há amor, não existe sequer o resto que dixes poder existir (e existe). Com isto, passo á frente do marcador:

3-2!

3,2,1 é a geração NESTUM! (hum... n ligues... é da paixão...)

Anonimo do Algarve disse...

Será só temporaria há tanta maneira de reavivar a paixão só a perde k se deixa ficar quieto e n inova na relaçao.

Bjs e bom fim de semana

carpe vitam! disse...

Eu disse que é temporária porque não dura ininterruptamente para sempre, mas não disse que não era possível reavivá-la, recuperá-la, reinventá-la!

Quimera disse...

Belissima discussão!
Qto a mim, a paixão é o q me faz sentir viva. Mais do q uma vontade é uma necessidade. E n me canso pq mesmo a paixão pode ter várias nuances. Hoje posso estar menos apaixonada, mas MENOS n significa AUSÊNCIA de paixão!

Beijos!

morango disse...

carpe vitam!
Ai que grande confusão aqui vai!!!
Não te estarás a arriscar muito, ao tentares definir o indefinível, como por exemplo a... PAIXÃO?
Paixão é isto... paixão é aquilo...

queres saber?

Paixão é tesão, é desejo. Paixão é sentir pulsar a vida dentro de nós. Paixão é vida, é viver, é saber aproveitar a vida (ooops, não és tu, a carpe vitam?)

Sugeres que a paixão castra o outro, acorrenta-o, para que não seja de mais ninguém. Para mim, isso é paixão doentia, obsessiva até:

"és minha, só minha, de mais ninguém..." paixão, isto?
Cuidado que isso só pode ser doença.

Quer-me parecer que essa tua frase provocação, é autobiográfica, pela forma como defendes o teu ponto de vista... serás um pássaro ferido na alma?

Calma, nem todas as paixões são dilaceradoras; as fulminantes dão nos volta ao miolo e talvez por isso nos leve a consentir idiotices que em circunstâncias normais, jamais o faríamos, que nos faz esquecer de nós, que vivemos em função do outro e não para nós;
as paixões saudáveis que chegam de mansinho, são bem melhores, aquelas que quando damos por nós, estamos com aquele sorriso tolo, que nos faz rejuvenescer, que nos faz alcançarmetas, enm que para isso tenhamos que derrubar barreiras.

Sim, ali o QJ tem razão, o estado de alma do apaixonamento é a autoestrada para um sentimento mais amplo, como o amor.

Se estavas falando de paixão desejo tesão, então estás falando de outra coisa mais dentro do hedonismo, temporário e precário, efectivamente...

E agora, lembrei-me dos Heróis do Mar, com a Paixão... se calhar até fazia pendant com essa tua frase/provocação, não sei. Que dizes, ó carpe? ;)))

carpe vitam! disse...

Quimera, se achas que é possível a paixão debaixo de uma depressão, então concordo contigo. É possível haver sempre paixão com altos e baixos, uma vezes mais, outras menos, mas quando me refiro a PAIXÃO, estou a falar do pico mais alto.

carpe vitam! disse...

morango, mas que inflamado discurso, gostei! É para isso mesmo que provoco, mas pelo que vejo, a frase que escrevi não saiu muito bem.
Longe de mim achar que a PAIXÃO castra o outro, eu creio que nos pode castrar a nós, que passamos a olhar para o nosso objecto de paixão como a única coisa existente no mundo. Sei que a PAIXÃO pode ser uma coisa saudável, se a soubermos disciplinar, caso contrário, pode ser um perfeito desastre, especialmente se não for correspondida. Lidar com uma paixão não correspondida não é tarefa fácil, quem ainda não a viveu, não sabe como é bom para crescer.
Eu desconfio sempre das minhas paixões no início, vigio-as de perto, a ver o que andam a tramar até poder confiar. Acho que são uma espécie perigosa, nunca se sabe o que pode sair dali, há que ter cautela...

Pekenina disse...

Bem mas que grande discussão que aqui vai.
Se paixão é para garantir exclusividade em que plano estão as paixões platónicas?Exclusividades sonhadas? Deve ser isso.
Mas estarmos apaixonados não é só querer exclusividade. Aliás o mais importante é precisamente o oposto: a partilha da paixão!
E mais não digo ou estaria a divagar por caminhos que... enfim...
É melhor só deixar um Beijo*

carpe vitam! disse...

pekenina, as paixões platónicas estão no mesmo plano das outras, na medida em que a pessoa apaixonada só tem olhos para o objecto da sua paixão e mesmo assim, fica completamente cega, não o vendo como realmente é, mas sim como o idealiza. A exclusividade não é um desejo de quem se apaixona mas sim uma consequência da sua paixão, consigo fazer-me entender?

Gulosos disse...

Não podemos deixar de estar de acordo.

Em poucas palavras disseste tudo.

Na verdade a paixão torna os intervenientes "exclusivos" mas, é preciso não esquecer que é passageira.

Ninguém vive no estado de paixão permanente, o que não quer dizer, que passada a paixão, não tenham lugar outro tipo de sentimentos igualmente belos.

Bjos Gulosos

lalisca.cs-life disse...

Concordo, não vou adiantar mais nada ai que foi dito(muito)!
beijo

luafeiticeira disse...

Não concordo nada. 1º porque não é tentativa, só algo racional pode ser uma tentativa e a paixão não é um sentimento lá muito racional, 2º nada tem a ver com biologia, mas com sentimento, algo que não me parece que possa ser explicado por cientistas de ciências exactas ou quase exactas, como o caso da biologia, 3º temporário sim, aí concordamos, 4º a paixão nada garante, bem pelo contrário, 5º exclusividade talvez, mas não como tentativa de garantia.
beijos

carpe vitam! disse...

Lua Feiticeira, fico muito contente por não concordares! Deixa-me agora rebater os teus argumentos:
1 - é uma tentativa porque nem sempre funciona. é claro que não é nada racional, é uma coisa natural, e a natureza também é falível;
2 - cada vez me inclino mais para a explicação de que é biológica sim senhor, porque mexe muito como corpo, principalmente por causa das hormonas;
3 - Também fico contente por concordarmos num aspecto!
4 - Pois não, não garante nada, mas tenta!
5 - exclusividade, como já tive oportunidade de o explicar anteriormente, tem que ver com a cegueira com que a pessoa apaixonada olha para o objecto da sua paixão como se não existisse mais nada à face da terra.

carpe vitam! disse...

otário, anda cá, esqueci-me de te dizer, leva lá o prémio... ai, espera, eu confesso: também sou mais uma vítima da Paixão, desta vez deu-me um pancadão tão forte e atordoante que ainda estou a andar de lado, por isso, acabei de comprovar a minha teoria! 3-3?

cereja disse...

A paixão é um estado absolutamente criativo que pode dar lugar à obra permanente ou a um vazio deseperante que nada pode preencher- a não ser o tempo que a cura.
Concordo com a Carpem quando diz que paixão é desejo e acredito que a maior parte das vezes que sentimos a tal paixão, é apenas a nossa desculpa moral para não admitir desejo puro e simples (SIMPLES NUNCA É)
a Paixão pode rápidamente passar do estado hilariante e feliz que todos conhecemos à doença e paranóia de que não quero ser vitima. Penso que se podem trabalhar estas intensidades sem perder os estados de graça e abandonado os de desgraça

carpe vitam! disse...

é uma embriaguez em que escorro e transbordo. Tenho de pedir desculpas pelos meus excessos...