sábado, 12 de julho de 2008

a cereja, a boca e o amiguinho tímido: uma conversa

Uma cereja rubra e polpuda encontra uns lábios igualmente polpudos e suculentos. Percorre a sua maciez firme e elástica, aloja-se na casinha que se forma à sua medida.
- Que quentinho e confortável, que bem que se está aqui!
Então repara que alguém a observa no andar de cima. É um ser tímido, enfiado no seu capuz de carne tenra.
- Olá! - diz a cereja. - Queres brincar comigo?
Ele sorri timidamente e ela sai da casinha e visita-o, cumprimentando-o ao de leve. Nessa altura, ele sai de dentro do capuz e começa a revelar a sua natureza libidinosa.
- Vem cá, esfrega-te em mim, deixa-me provar esse suco que te envolve! - diz ele inebriado pelo aroma da casinha da cereja e pela textura lisinha e firme da sua nova amiga. E ela faz-lhe a vontade, e riem-se os dois perdidamente.
É então que uma boca de lábios igualmente macios e elásticos entra em cena. Do seu interior, espreita uma língua sedenta, que percorre os lábios antecipando o que se irá passar. A boca começa a passear na periferia da casinha da cereja, a depositar beijos nas suas paredes, a arrastar a língua por aquela textura macia. A cereja e o seu amiguinho vêem-na e chamam-na, pedem para ela se juntar à festa.
- Vem, anda cá morder-nos! - dizem os dois suplicantes.
A boca demora-se. Ela gosta de os fazer esperar, pedir, suplicar. E eles não se fazem rogados. Quanto mais ela se aproxima, mais eles gritam, e pedem, e suplicam. Ela morde os lábios que os envolvem e beija-os devagar.
- Anda lá, vem cumprimentar os teus amigos, vem visitar a casinha que tem sempre as portas abertas para ti, vem tirar-me o capuz e conhecer esta nova amiga cereja!
A boca não resiste mais e toca ao de leve no amigo que se lança a ela aos beijos. Cumprimenta a cereja e bebe o suco que a envolve, sorve-o com os lábios e espreita para dentro da casinha. Os dentes roçam ao de leve no amigo e lançam-se à cereja mordendo-a. Ela gosta, ela grita enquanto é esmagada e comida pelas duas bocas. A boca a saber a cereja continua a esfregar o amigo, a pressionar, a tilitar, faz-lhe cócegas e ele ri-se, ri-se que nem um perdido, e dá gargalhadas estridentes que o fazem vibrar todo e contagia todos à sua volta. A língua lambe-o lentamente, despede-se com um beijo e parte para beijar a outra boca do corpo, dando-lhe a provar um sabor único, com um travo de cereja. :)

12 comentários:

Pekenina disse...

Mistura de sabores... explosiva! Logo agora que acabei de comer cerejas... mas ninguém mas dá assim à boca =P

Beijoca*

carpe vitam! disse...

completamente explosiva! eu e esta minha paixão por cerejas... oh, tenho de te levar as cerejas à boca um dia destes... ihih :)

Anónimo disse...

Carpe
Isto que é uma provocação. a cereja é só para compór. ao vivo e a cores é o suficiente, provocas pelo texto pela foto, não falta nem o som pois a musica ....completa o sentido da audição
mais uma vez parabens. sabes provocar, e como.
a cereja é quase desnecessária..... outros sabores melhores....
bjs
julio135

carpe vitam! disse...

Gracias Julio, a cereja não é essencial, mas é aquele saborzinho extra, a cereja no topo do bolo! ;)

Nikita disse...

Cerejas já são óptimas...mas dadas à boca, isso assim, nem tem comparação :p


Beijos

Pekenina disse...

weeeee =D

Casal LD disse...

cerejas adocicadas

ummmmmm

devem ser uma delicia

abreijos

Paulo e Maria

carpe vitam! disse...

sim, molhadas assim no suco agridoce... nunca experimentaram?

Casal MM disse...

acho que vamos experimentar hoje, com morangos...
Casal MMs – Sexo Com Amor!

carpe vitam! disse...

e fazem vocês muito bem! sugestão: abusem do chantilly e depois tirem umas fotos para nós vermos ;-)

Bia disse...

eu tinha razão quanto às ecrejas... comem-se de qualquer maneira.. e são sempre boas!!!

miminhos

Cândida disse...

vcs devem ter vida !:)
Nâo pensam em mais nada!???