sábado, 26 de dezembro de 2009

~43

Ai! Não posso crer! Começo a sentir contracções a meio da noite. Não podias ficar quietinho agora e deixar-me gozar um pouco mais deste estado de graça? Caramba!

Lá fomos para o hospital, a Catarina foi lá ter e eu insisti para que os dois assistissem ao parto. O parto correu bem, bem melhor do que eu esperava, é um menino! Foi muito bom ter os dois ao meu lado, deram-me imensa força. Penso que é realmente a minha oportunidade de me reconciliar de uma vez por todas com os homens.

Foi tudo muito rápido. O bebé aproveitou que estávamos os dois finalmente a dormir descansados para decidir nascer. Telefonei à Catarina e ela veio ter connosco ao hospital e assistiu ao parto. Ela é muito forte e eu sei que fará sempre parte das nossas vidas. Agora eu sei o quanto ela se empenhou para que esta história desse certo e estou-lhe imensamente grato.

Foi uma loucura, felizmente tudo correu bem, nasceu um menino, 2,950 Kg! Mal posso esperar para lhe ensinar tudo o que puder, educá-lo, vê-lo crescer!...Vou fazer tudo para isto dar certo.

Não faço ideia do que irá acontecer connosco, mas isso agora não me preocupa nada. O bebé está bem, eu estou bem, toda a gente à minha volta está feliz.

Havia esperança no ar, ainda há, posso cheirá-la. Ela estava com o bebé, num quadro perfeito de serenidade. Comecei a suspeitar que a ternura é a mais genuína demonstração de amor. Ela virou-se para mim e sorriu: “Promete-me que te vais esforçar por falar português sem sotaque.”
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início

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

~42

Ela estava linda com aquela barriga e eu estava doido para a mimar com ela merecia, mas não sabia se ela ia deixar. Comecei a beijá-la, ela estava a responder muito bem, e eu fui avançando. Começou a tirar-me a camisa e só descansou quando me despiu completamente.

Levei-a para a cama. Depois foi a minha vez de a despir. Nunca tinha visto uma mulher assim tão grávida e nua à minha frente, foi impressionante. Momentos preciosos, poder desfrutar da presença dela, saber que dentro dela está um bebé que nós fizemos com imenso prazer… foi único.


“You put this in me / So now what, so now what?”

Fizemos amor.

“Wanting, needing, waiting / For you to justify my love”

Não sabia que era possível fazê-lo com uma barriga de quase oito meses, mas foi muito bom.

“Hoping, praying / For you to justify my love”

Senti-me completamente mimada, com um enorme poder.

"Yearning, burning / For you to justify my love”

Adormecer ao lado dele faz-me sentir finalmente protegida e segura.

“I'm open and ready / For you to justify my love”

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

~41

Demorei um dia para digerir aquela história toda e decidir o que fazer. Fui ter ao apartamento dela, tinha de ser cauteloso, tinha de a convencer…

Ela é tão linda! Estou mesmo perdidamente apaixonado, e com o bebé então…

O apartamento era minúsculo. Ela conduziu-me para um sofá-cama. Reparei num quadro com uma montagem de pormenores de um corpo masculino e percebi que eram as fotos que ela me tinha tirado nos Açores. Ela deve ter reparado, porque corou de repente. Afinal, talvez não seja só atracção…

Ele voltou, desta vez reparou no quadro com as fotos, eu realmente sou muito burra, devia ter-me desfeito daquilo. Depois começou a contar-me uma história.

“Trabalhei com uma nadadora num projecto de educação física nas escolas e acabei por me apaixonar por ela. Foi a única vez que misturei trabalho com amor e acabei por me casar. Estávamos sempre juntos, éramos muito unidos, e apesar de não planearmos ter filhos, ela engravidou. Ela estava no topo da carreira, e não ficou nada contente com a ideia de ter um filho. Apesar de eu querer ter o bebé, ela optou por abortar e eu tentei respeitar a decisão dela. Mas a partir daí a nossa relação nunca mais foi a mesma. Ela começou a afastar-se de mim e eu não conseguia esquecer o que se tinha passado.

Aquele aborto acabou com o nosso casamento. Não há dia nenhum que passe que eu não me arrependa de não a ter conseguido convencer a ter o bebé.

Ok, ele acabou com todos os meus planos num minuto.
“Lamento o que te aconteceu, eu percebo que queiras ficar com o bebé, mas pensa se isso será o melhor para ele. Ele pode ter uma família aqui, com tudo o que precisa, dois pais que se amam e que vão com certeza amá-lo também. Achas que podes dar-lhe mais do que isso?”

“Acho que podemos fazer isso e muito mais.”

“Para os homens é tudo tão fácil, acham piada a ter um filho porque não têm de carregar a criança 9 meses no bucho, não têm de a parir, não têm de amamentar…”

“Mas a partir daí podemos ajudar…”

“Porra, eu detesto a ligeireza de pensamento dos homens!”

“Mas se detestas tanto, por que és tão agressiva e te comportas tantas vezes como um? Ainda por cima, os homens são tão «básicos», não é?”

Nádia 1, João 2 - ele marca 2 pontos com uma só boca e eu devia aprender a controlar melhor o que digo. Até lhe viro as costas e deixo escapar um “desculpa” baixinho.

“Eu gostava que me desses um pouco mais de crédito, eu preocupo-me contigo e com o bebé, eu quero-vos aos dois, deixa-me…”

Ele é mesmo perito em abordagens por trás. Vem de mansinho, falar-me ao ouvido, pousa uma mão no meu ombro, abraça-me, envolve-me a barriga nos braços e eu não aguento mais e desato a chorar como nunca tinha feito antes. Não consigo parar de soluçar, até me passo!

Ela começou a chorar desalmadamente e eu virei-a para mim, ela enterrou a cabeça no meu peito e eu senti que finalmente ela começava a render-se. Aos poucos, foi-se acalmando.

“E se ele for uma má pessoa? E se não gostar de mim? E se eu não gostar dele? Eu não estou preparada para isto!”

“Ninguém está, faz-se o melhor que se pode. O que é preciso é amar, incondicionalmente.”

Não sei…

Boas Festas

Sem ser muito diferente de todos os outros desejos natalicios e da forma de os desejar, aqui vos deixo o cartão de natal cá da casa

com desejos da época:

Amizade Paz Amor

Muito sexo Muito preservativo

Muita diversão Muitas prendas


~40

A Catarina defende-o a dizer que ele levou com tudo de repente, coitado, e que faz sentido ele pedir algum tempo para reflectir, mas faz-me à mesma a massagem.
Ela pergunta-me o que é que eu quero, o que é que eu sinto por ela, o que é que eu sinto por ele. Eu meto-me em cada embrulhada!
Eu sou o mais honesta possível com ela, digo-lhe que a amo do fundo do coração, mas sinto-me irremediavelmente atraída por ele, não entendo por que estou apaixonada por alguém que eu não conheço, quando tenho uma pessoa ao pé de mim que me ama, que me quer, não entendo por que é que me sinto tão dividida, a escolha lógica seria ela, mas se ele quisesse ficar comigo… mas eu também não quero que ele fique comigo só por causa do bebé. Isso não ia dar certo. Aliás, eu nem sei se poderá dar certo de alguma maneira, que puta de vida a minha!
“Olha, eu acho que ele vai querer assumir o bebé, e se ele atravessou 4 países para te encontrar sem saber o que o esperava é porque gosta de ti. Eu percebo perfeitamente que sintas confusa, no teu lugar também ficava, mas se ele quisesse ficar com o bebé e comigo, eu não hesitava.”
“E se ele quiser ficar só com o bebé?”
“Tu deixas? Aposto que ias brigar pela custódia do puto só para poderes estar com ele. Mas acho sinceramente que as hipóteses de isso acontecer são remotas.”
Ele liga-me, pede-me para nos encontrarmos e eu digo-lhe para vir ter ao apartamento.
“Bem, desta vez vou mesmo ficar na casa do Peter. Palpita-me que vocês vão ter uma longa noite… vê se não te enervas, ainda tens de aguentar o bebé mais uns tempos!”

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

~39

Não acredito, ele vem de carro ter comigo! Não sei porque tou tão entusiasmada, ele deve tar a pensar que vai repetir os Açores, quando me vir até foge! A Catarina aposta comigo que ele não vai fazer nada disso. Diz que vai ficar na casa do Peter para podermos estar mais à vontade.
“Olha, depois pergunta-lhe se podemos fazer ménage à trois…” Ela não existe.

Estava super cansado da viagem, foram 1200 Km por quatro países diferentes a abrir, três deles com o volante do lado errado. Estava mesmo ansioso por a voltar a ver. Tinha reservado um quarto num hotel, mas o que eu queria mesmo era dormir com ela nessa noite.
Toquei à campainha, ela abriu a porta e eu apanhei o maior susto da minha vida. Estava grávida!

Se isto fosse um filme, era aqui que fazia um grande plano da minha barriga e da cara de espanto dele e depois fade out para intervalo.
Desta vez não houve cá abordagens pelas costas, ele leva comigo e com a minha barriga de frente, olha para mim aterrado e pergunta “Nádia, what happened?” Apetece-me ser sarcástica, e dizer-lhe que engoli uma melancia inteira. Mas respiro fundo e contenho-me. “Quando soube fiquei cheia de raiva, tinha-te desfeito se estivesses à minha frente. Depois com o tempo, percebi que o que tem de ser tem muita força.”
“How is it possible? I saw you take the pill!” – o gajo deve estar mesmo assustado, deixa de falar português quando a adrenalina dispara.
“A pílula não funcionou comigo, afinal, nenhum contraceptivo é 100% eficaz, muito menos uma pílula de emergência. O que eu tomei foi uma dose concentrada de hormonas que supostamente impedem a fecundação. A médica explicou-me que a fecundação acontece geralmente entre 6 a 72 horas após o acto, dependendo da fase do ciclo menstrual, por isso se a pílula for tomada depois, deixa de fazer o efeito desejado .”
Percebeste ou queres que te faça um desenho? – era o que me apetecia dizer, mas ele tá tão aterrado, de boca aberta. E continuo: “No meu caso, a fecundação deu-se antes de eu ter tomado a pílula. Para além disso, termos andado a «brincar» depois só facilitou o caminho ao espermatozóide, porque as contracções do útero ajudam a navegação. Mas o pior foi mesmo teres-me deixado dormir aquele tempo todo. Se eu tivesse tomado logo, não estava assim de certeza!”.

“Why didn't you tell me before?!”
Ela diz-me que só descobriu que estava grávida depois de vir da Amazónia e nessa altura já era tarde para abortar. Que não me queria contar nada, mas que precisava da minha autorização para dar o bebé para adopção, que como o sistema não funciona em Portugal, escolheu o que lhe pareceu ser um sistema melhor na Dinamarca.
Eu fiquei sem saber o que fazer. Tinha de telefonar urgentemente para o Tomás, talvez ele me conseguisse explicar o que se passou. Era surreal demais.
“Isto é muita coisa ao mesmo tempo para mim. Por favor, dá-me um tempo, deixa-me digerir isto tudo, eu volto assim que puder.”

A Catarina está a dever-me uma massagem aos pés. Ligo-lhe a dizer para cancelar o hotel.

“Vais mesmo ser pai? Se tens dúvidas pede um teste de paternidade, não te precipites!”
O Tomás então explicou-me novamente o que a Nádia já me tinha dito, eu não tinha razões para duvidar do que ela me estava a dizer, tudo fazia sentido.
Não podia acreditar que ia ser pai… um sentimento de alegria incontrolável invadiu-me, liguei imediatamente para a Alice, ela iria ter uma surpresa em grande: “Vou ser pai!” ela adorou a notícia, deu-me os parabéns e percebeu finalmente como tudo se encaixava.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

provocação gratuita 61

"A Arte é o Sexo da Imaginação."

~38

Não tive coragem de lhe dizer ao telefone, acho que prefiro falar com ele pessoalmente. Ele não faz mesmo ideia do que se trata, pensa que é algum problema de saúde ou que cometi algum crime e tenho a polícia à perna, ele realmente não me conhece. Se isso acontecesse, ele seria a última pessoa a quem eu ligaria. Tento tranquilizá-lo e dizer que está tudo bem, tento dar-lhe a ideia de que só ele me pode ajudar.

Não estava a conseguir voo para a Dinamarca, os aviões estavam todos cheios por causa do Natal e o mau tempo não estava a ajudar. Mas o que é que seria que ela queria de mim? A minha vontade era ir de carro até lá. Liguei-lhe a explicar a situação, ela disse que podia bem esperar para depois do Natal, mas eu senti o desapontamento na voz dela e decidi fazer a viagem de carro. Faltavam três dias para o Natal, disse aos meus pais que tinha um assunto urgente para resolver, que se calhar não ia poder passar a Consoada com eles. No dia seguinte, estava à porta da morada que ela me tinha dado.

~37

A Alice disse-me que recebeu um mail da Nádia a dizer que ela estava na Dinamarca a trabalho. Tinha de tirar esta história a limpo.
Liguei-lhe, mas ela não tinha o telemóvel ligado. A Catarina não atendia.


A Catarina liga-me finalmente, mas só para dizer que o João tá a tentar falar com ela, provavelmente já tentou falar comigo, mas eu tenho sempre o telemóvel desligado. Só o que se paga de roaming, nem sei por que o trouxe. Decido ligar a porcaria do telemóvel e preparar-me para lhe contar de uma vez por todas.


Voltei a insistir, não ia desistir enquanto não conseguisse falar com ela. Finalmente consigo que ela me atenda:
“Nádia! Há quanto tempo! Estava difícil conseguir falar contigo. Como estás?”
“Tou bem, e tu?”
“Tudo bem, a Alice disse-me que estás na Dinamarca, está a correr tudo bem?”
“Sim.”
Ela parecia extremamente seca e evasiva, a querer despachar-me.
“O que se passa, estou a achar-te tão estranha…”
Fez-se silêncio do outro lado.
“Tenho uma cena para te contar, mas não pode ser por telefone. Podes vir cá ter?”
Fiquei apreensivo. Afinal sempre havia qualquer coisa…
“Claro, vou o mais rápido que eu puder, mas por favor adianta-me alguma coisa do que se trata! Passa-se alguma coisa com a tua saúde? Meteste-te em alguma embrulhada com a polícia?”
“Não, não é nada disso, eu tou bem, o assunto é demasiado delicado para te dar pormenores por telefone. Tenho mesmo de falar pessoalmente contigo.”
“Ok, eu vou ver quando posso ir e já te ligo.”


domingo, 20 de dezembro de 2009

~36

Isto é claro, deixa-me com mais algumas dúvidas. “Que raio de orientação sexual é a tua?” Não consigo entender. Acho que vou dar em doida. “O que é que isso interessa? Sou uma pessoa que se apaixona por outras pessoas, independentemente do sexo. Bem vistas as coisas, isso é só um pormenor.” Será? Agora que penso melhor sobre isto, há qualquer coisa que continua a não bater certo, sinto uma pedra no sapato. É o João e o bebé, tenho de resolver isto de uma vez por todas. “Liga-lhe.” “Não ligo.” “Tens de lhe ligar!” “Se ele souber até pode querer ficar com o bebé e eu acho que isso não é o melhor para ele. O melhor é o João não saber. “Tu tens medo que ele aceite o bebé! Deves estar a pensar que eu não te conheço! Para além de ele ter o direito de saber que tem um filho, tu não lhe podes fazer isso, ele sempre foi correcto contigo! Como é que tu vais conseguir dá-lo para adopção sem o consentimento do pai, estás doida?” “Sim, deve ser, como nos contos de fadas. Tu dizes que ele gosta de mim, aposto que se ele souber desaparece logo do mapa, nunca mais me vai chatear! Deves tar a pensar que ele vai adorar a ideia de ser pai e já agora, pede-me em casamento! Tu és tão romântica, Catarina! O mais certo é não acreditar que o bebé é dele! Nem penses, eu não vou passar por isso!” A Catarina está-se mesmo a passar, nunca a vi assim. Mas decido pôr mais lenha na fogueira: “É verdade que eu não quero que ele fique com o bebé, acho que ele fica melhor com um casal a sério, mesmo que ele e a Alice o quisessem adoptar, não sei se eles são o casal ideal, tendo em conta o comportamento sexual …” “Tu és uma preconceituosa! Uma parvalhona, egoísta, egocêntrica, mais teimosa e retorcida que eu sei lá! Eu nem sei como é que posso gostar tanto de ti! Pensava que a gravidez te podia trazer algum discernimento, mas tu estás cada vez mais parva! ” Preconceituosa, eu? “A julgar as pessoas pelo comportamento sexual! Pelo que tu me dizes, eles nunca foram irresponsáveis, nunca te trataram mal, por que é que tu és assim? Porque é que não tomas de uma vez por todas a atitude certa? Por que é que tens de ir sempre pelo caminho mais difícil? Tou farta de aparar os teus golpes, de te ver estenderes-te ao comprido! Ou lhe contas tudo até à próxima semana ou eu conto-lhe! Escolhe! ” “Chiça! Agora tás armada em minha mãe?!” “Se estou a fazer isto é para teu bem e porque gosto de ti!” Dá meia volta, pega na mala e no casaco e bate com a porta. Decido ir tomar um bom banho de imersão, aquilo já lhe passa e daqui a nada já está aí, de certeza. Ponho a Susana Félix a cantar para mim 3 vezes seguidas:
“Flutuo
Consigo deslindar o meu gosto sem esforço
Balanço é o que a maré me dá
E eu não contesto
O meu destino está fora de mim
Eu aceito
Sou eu despida de medos e culpas
Confesso
Hoje eu vou fingir
Que não vou voltar
Despeço-me do que mais quero
Só para não te ouvir dizer
Que as coisas vão mudar
Amanhã
Flutuo
Consigo deslindar o meu gosto sem esforço
Balanço é o que a maré me dá
E eu não contesto
Amanhã pensar nisso sempre me dá mais jeito
Fazer de mim Pretérito Mais Que Perfeito
Hoje eu vou fingir
Que não vou voltar
Despeço-me do que mais quero
Só para não te ouvir dizer
Que as coisas vão mudar
Amanhã
Amanhã
Hoje eu vou fugir
Para não me dar a vontade de ser tua
Só para não me ouvir dizer
Que as coisas vão mudar
Amanhã
Amanhã
Amanhã
Flutuo”
Adoro o vídeo, naquela parte em que o BI se afunda na água, como se perdesse a identidade, ela sai de dentro de água e entra no carro, desperta para outra realidade, purificada, com mais clareza. Eu também saio de dentro de água purificada, mas num contexto bem diferente, e acordo para uma realidade em que já não sei qual é a minha identidade. A minha vida mudou tanto nos últimos meses… A Catarina ainda não chegou e começo a ficar preocupada. Vou deitar-me. Dou voltas e mais voltas, não consigo dormir, a Catarina ainda não chegou, sinto a falta dela na cama. Passo a noite em claro, a Catarina passou-se de vez comigo.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

* Dança VI: street dancing

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Diversity, vencedores do concurso Britains Got Talent 2009

Sincronia, pura poesia corporal. expressividade à flor da pele! diversidade para quebrar a monotonia. diversidade que diverte. diversidade apaixonante que vibra e vive!
Criativos contadores de histórias condensadas repletas de ritmo intenso... e tudo se encaixa com perfeição e pertinência!

(não foi por acaso que venceram a Susan... apesar de eu a adorar!)

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Sexo Seguro Sempre! Dia Mundial de Luta contra a SIDA


Dia 1 de Dezembro dedicado à informação e à demonstração de solidariedade internacional face à pandemia da sida.

O Dia Mundial de Luta Contra a Sida é comemorado na próxima segunda-feira, 1 de Dezembro, reunindo pessoas de todo o mundo, com o objectivo de informar e demonstrar solidariedade internacional face à pandemia.


Trata-se de uma oportunidade para que parceiros públicos e privados realizem acções de divulgação sobre a evolução da pandemia, da prevenção, do tratamento e dos cuidados, nos países com elevada prevalência da doença e no resto do mundo.

Em 2007, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, cerca de 2,5 milhões de pessoas foram infectadas, elevando para 33,2 milhões as pessoas que vivem com o HIV. No mesmo ano, 2,1 milhões de pessoas morreram por causa da doença. Oito países da África Subsaariana representam quase um terço de todas as novas infecções e mortes por sida do mundo.



Pelo nosso país vão realizar-se acções de sensibilização, exemplos disso são: