sexta-feira, 27 de junho de 2008

provocação gratuita 22

"Não sei porque é que os homens têm vergonha em assumir que têm um lado feminino. Eu não só assumo como digo que esse lado tem 1,61, 54 quilos e costuma andar aqui por casa."

quinta-feira, 26 de junho de 2008

o teu sabor

Qual é o sabor dos teus lábios?
Qual é o sabor do teu corpo?
Como será sentir nas minhas mãos a tua pele,
Sentir nas minhas mãos a rodearem o teu corpo
Tocar no teu peito
Correr a minha língua por ele
Até teres os teus mamilos em pé
Tocar-te e arrepiar-te e estremecer-te
Sentir o teu corpo nas minhas mãos
Beijá-lo, acariciá-lo
Sentir-te estremecer com o meu toque.
Sentir o teu cheio, o teu desejo
Sentir os teus lábios contra os meus
Sentir o sabor do teu beijo
Pelos meus dedos
Descobrir os caminhos do prazer
Que o teu corpo têm para me oferecer
Tocar-te enquanto te beijo
Sentir o teu calor húmido a brotar
Senti-lo na ponta dos meus dedos
E deles juntos com a minha língua
Dar-te o prazer que procuras…

Provoca-me!!!

quarta-feira, 25 de junho de 2008

doce tortura - parte 2

continuação daqui


E não é que ele acedeu à sugestão? Para surpresa de Carla, duas semanas depois, recebe uma marcação de Alberto. O seu torso continua sem pêlos. Ele revela que a esposa adorou a surpresa e ele gostou muito da forma como ela o demonstrou. Tem sentido de humor, este Alberto. Dá umas gargalhadas engraçadas. Desta vez voltou com ideias de fazer depilação nos genitais, mas tinha algumas dúvidas, queria experimentar, mas não se sentia muito à vontade com isso. Ela esclareceu-lhe as dúvidas, deixou-o completamente à vontade, disse que tinham pessoas formadas, de ambos os sexos.
Ele perguntou se poderia ser ela a fazê-lo, ao que ela respondeu afirmativamente. E ele acabou por aceitar.
A experiência que ela tinha na depilação do sexo masculino era ainda pouca, decorrente do estágio que tinha feito no instituto e dois ou três clientes. Mas sempre tinha corrido bem, com o maior dos profissionalismos. Este caso não seria diferente.
Carla gosta de falar com os clientes. Tem clientes fiéis que lhe contam a vida toda. As suas preocupações, as suas alegrias, os seus pecados... Ela ouve. Ela sabe ouvir e sabe que pode tirar partido disso. Retomou os estudos de psicologia e fala sobre isso com o seu cliente, enquanto prepara a cera. É uma cera cor-de-rosa, morna. Ela higieniza a pele com um tónico, põe pó de talco, barra cuidadosamente a parte de cima do escroto, enquanto pede para ele segurar o pénis. Ele começa a sentir o pénis crescer-lhe na mão, num misto surpresa e pavor. Ela tranquiliza-o, diz que é normal, que assim que ela começar a "tortura", ele volta a acalmar. E é verdade. Ela estica-lhe a pele, aplica a cera e quando puxa, parece que estão a esfolá-lo vivo. Ele dá um grito de dor agudo e as lágrimas vêm-lhe aos olhos.
Ela tem qualquer coisa de sado-maso. Sabe que a dor intensifica o prazer. Goza com as expressões que produz nos seus clientes, fá-lo para dentro, pois por fora mantém a sua postura profissional. Sabe o prazer que uma depilação bem feita oferece a quem a faz e a quem pode gozar dessa maciez, da carne tenra que desliza e fica mais sensível ao toque.
Usa gelo para acalmar a pele sensibilizada, e espera o tempo que for preciso até ele estar preparado antes de aplicar outra camada de cera ao lado. Ele tem um pénis bonito, quase tão bonito como do seu companheiro, repara ela. "A mulher dele tem sorte, se o souber desfrutar bem, deve ser maravilhoso", pensa ela, e começa a sentir-se corar. Ela pede desculpa pelo calor que está na sala, o ar condicionado avariou-se e apenas uma ventoinha arrefece o ambiente. Ele repara no corpo dela. Que má altura para reparar nisso. Ela é pequena, tem curvas interessantes. Veste apenas uma bata branca de manga à cava traçada à frente. Quando ela se inclina sobre ele, consegue ver-lhe os seios a quererem saltar fora do soutien e isso causa-lhe outra erecção. A parte mais difícil já está, ela pergunta-lhe se ele quer fazer as virilhas e as nádegas. Ele assusta-se um pouco com a ideia. Mais uma vez, ela fala-lhe das vantagens. Ele começa a imaginar a língua da sua mulher a passear-se pelos seus recantos mais escondidos e a ideia agrada-lhe. Ela diz-lhe que o que custa mais já está e ele acede. Mas não é fácil suportar a dor. Ele grita e ela vai dando palmadinhas na pele, passando gelo e creme hidratante de chocolate nas partes mais sensíveis.
Começa a surgir entre eles uma grande intimidade, devido àquela exposição dele, devido às palavras que vão sendo ditas por ela que expõem os seus pensamentos, a sua maneira de ser. Ela tenta falar de assuntos agradáveis, tenta desviar-lhe a atenção para coisas boas.
- Então e a sua esposa, faz depilação nos genitais? – Pergunta ela. Ele diz que sim, mas nunca lhe perguntou onde ou como. Ela encara a resposta como uma forma de evitar o assunto. Se calhar não quer que a mulher conheça quem lhe conhece tão bem o corpo. Ele imagina um homem a depilar a sua mulher e não acha piada, prefere mesmo não saber quem o faz. Ela imagina encontrar-se com a esposa dele. Começa a pensar que gostava de a conhecer, gostava de a depilar. Gostava de a ouvir gritar. Não só de dor como também de prazer. Gostava de poder observar como se comportariam os dois, quando fossem descobrir o corpo dele depilado. E estes pensamentos fazem-na humedecer. Nunca tinha tido este tipo de pensamentos com mais nenhum cliente. Os seus clientes eram quase todos jovens, atléticos, com corpos bonitos, musculados. No entanto, era um sujeito absolutamente comum que a excitava. Talvez fosse porque apesar de toda aquela exposição física, ele continuava a ser um mistério para ela. Não se expunha mais do que o necessário, não falava sobre a sua vida como os outros, sugeria apenas e isso deixava-lhe espaço para imaginar. Talvez fosse por isso.
- Bem, agora só faltava mesmo depilar as pernas. – Diz ela. Ele faz um ar de susto que a enternece.
- Enquanto não me vir sem pêlo nenhum não descansa, não é? – Diz ele já com um sorriso.
- Não, cabelo, sobrancelhas e pestanas gosto de ver e fazem falta! – Remata ela. - Também podemos deixar para outro dia, mas logo quando chegar ao pé da sua esposa com as pernas por depilar, vai parecer que não fiz o meu trabalho como deve ser.
- A minha mulher não está cá esta semana, por isso vou aproveitar para fazer isto com calma, por hoje chega.
Alberto vai para casa e não deixa de apreciar no duche a sua pele ainda dorida, mas completamente lisa e macia. O gel escorrega, faz menos espuma, mas sabe bem nas mãos. Ele acaricia as virilhas, o escroto depilado, as nádegas e pensa na sua mulher, no gozo que foi sentir o toque dela, a língua e os dentes no seu peito, as espirais de prazer de volta do seu umbigo, sensações que nunca tinha tido daquela forma. Pensa também na rapariga da clínica, no seu belo par de seios, como gostava de os sentir em redor do seu mastro… as duas a beijarem-se e a beijarem o seu sexo com avidez, a lamberem-lhe o escroto macio… até se vir numa sucessão de espasmos. O sémen mistura-se com a espuma do gel duche e ele acorda do sonho.
imagem: Getty Images editada por mim

continua aqui

domingo, 22 de junho de 2008

Inquietações do Corpo e da Alma - 5ª Parte

continuação daqui

Percorro as ruas sem pensar no percurso. Não consigo explicar a mim mesma porque raio me fui meter na cama de um desconhecido. Passo por casa para tomar um duche e apesar do marasmo próprio de quem acorda de ressaca, ainda consigo despachar-me a tempo de ir trabalhar.

Estou com péssimo aspecto e sem maquilhagem não consigo mesmo disfarçar a noite mal dormida. Sujeito-me aos comentários dos colegas com especulações sobre como terei passado a noite. Afinal a funcionária exemplar, de aspecto cuidado e com ar de quem não quebra um prato, pela primeira vez, aparece com ar de quem andou na boémia a noite toda.

O Sérgio chega ao escritório aquando a mim mas face à situação, apenas esboça um sorriso de quase cumplicidade. Pelo menos ele, que me conhece mal, não está à espera que eu seja perfeita.

Depois de uns quantos cafés que o Sérgio se oferece para me ir buscar, já me sinto mais acordada. Sem perguntas ou confidências feitas, sinto nele uma espécie de apoio.

O dia arrasta-se, tarda em acabar. Mas por outro lado também não quero que acabe. Não sei como irei encarar o Carlos esta noite. Pareço uma miúda que perdeu a virgindade e tem medo que a mãe perceba. Já decidi que não lhe vou dizer nada sobre a minha one night stand. Acho que não vale a pena magoá-lo com isso. Não agora!

Quero apenas perceber o que significou esta noite, entender até que ponto isso tem alguma coisa a ver com o meu namorado e depois sim, tomar uma decisão friamente.

Eu gosto dele! Cresci com ele, como poderia não gostar!? Será que a compreensão, o carinho, tudo aquilo que construímos é suficiente para “vivermos felizes para sempre”? Será (só) isso o Amor?!!!

sexta-feira, 20 de junho de 2008

quarta-feira, 18 de junho de 2008

doce tortura - parte 1


Há algum tempo que ele tivera esta ideia de ver o seu peito lisinho, livre de pêlos. Queria fazer uma surpresa à esposa. Já tinham falado sobre isso algumas vezes e ele também desejava que ela pudesse percorrer-lhe o peito e a barriga com a língua.
Toca o telefone na recepção da clínica. A recepcionista não está, por isso ela atende.
"Carpe Corporem, boa tarde, em que posso ser útil?"
Do outro lado, um homem diz que esteve a ver o site da clínica e gostava de marcar uma sessão de depilação. Esta clínica atende pessoas de ambos os sexos por esteticistas credenciados de ambos os sexos.
Seguem-se as perguntas banais que ela sabe de cor e faz com toda a simpatia e profissionalismo, sempre com um sorriso nos lábios, mesmo sabendo que a pessoa do outro lado da linha não vê, sabe que isso se nota na voz.
Marcou a sessão na sua agenda, no dia seguinte teria uma hora disponível para fazer depilação no peito do senhor.
- Está marcado, Sr. Alberto Correia. Amanhã quando chegar, pergunte pela Carla.
Alberto gostou da eficiência do atendimento, da voz que sorria. A esposa faria anos no dia seguinte e a depilação era parte do seu presente.
Cinco minutos antes da hora marcada, Alberto entra na clínica. O ambiente é calmo e acolhedor. Um cheiro suave paira no ar e ouve-se baixinho uma música relaxante. A recepcionista pede-lhe para esperar numa cadeira confortável.
Ele não é lindo de morrer, mas tem imenso charme, um olhar intenso que cativa. Apesar da camisola e das calças de ganga despretensiosas, mantém uma postura formal enquanto folheia o semanário que trouxe consigo.
Pouco depois aparece Carla. Tem certamente menos uma década que ele, um sorriso sempre pronto. Cabelo brilhante, pele clara, ligeiramente maquilhada. Apresenta-se na sua bata branca e fá-lo dirigir-se ao gabinete.
É um espaço simpático. Tem uma secretária de atendimento e uma "marquesa de tortura". Ela diverte-se a chamar-lhe assim na brincadeira, mas já percebeu que alguns clientes levam a piada demasiado a sério.
Ele despe a camisola e senta-se sobre a marquesa, permitindo-lhe que avalie o estado da sua pele e qual a melhor cera a aplicar. Decide-se por cera de chocolate.
A maioria dos clientes da clínica é do sexo feminino. Também tem alguns clientes regulares masculinos, geralmente são desportistas. Muito raramente aparecem homens como aquele que decidem fazer alguma coisa de diferente para mudar o seu aspecto. Mas a pouco e pouco, os homens começam a preocupar-se mais com a sua imagem, principalmente com a chegada do tempo bom para a praia.
Carla começa pelas zonas menos sensíveis e avisa que vai doer. Os homens têm geralmente muito menos tolerância à dor que as mulheres, por isso ela vai com calma.

Barra-o com uma pasta castanha cremosa com cheiro a cacau. A pasta solidifica e adquire uma consistência plástica passados uns segundos. Ela testa a consistência e puxa de repente, sem dó nem piedade. Ele dá um pulo e ela dá-lhe umas palmadinhas para anestesiar a pele. Deixa-o recompor-se um pouco.


- Bem, eu disse-lhe que ia doer, mas veja, nem um pelinho! - diz ela enquanto ele passa a mão pela pele recém depilada. Parece realmente outra pele. Está quente e vermelha, com os poros irritados. Mas ela diz-lhe que isso já passa, que no final aplica-lhe um creme calmante que o vai deixar tão suave com o rabinho de um bebé e ele aceita continuar a tortura.

A parte da barriga dói mais, ele começa a ponderar não fazer quando chega ao estômago. Ela convence-o dizendo que assim a esposa muito mais facilmente conseguirá rodear-lhe o umbigo e passear a língua pelo baixo-ventre. É um mundo de novas sensações que se pode abrir.

Vai tentando manter uma conversa com ele. Alberto não fala muito sobre a sua vida pessoal a Carla. Aos poucos, ela apercebe-se que ele trabalha numa multinacional, faz consultoria técnica e dá formação a colaboradores. Apercebe-se também que é casado há 4 anos, tem uma vida sexual saudável e não tem filhos.

Ela sugere depois a depilação das axilas, que é só mais um pouco, que é rápido, não dói nada.

- Nunca foi beijado nas axilas? Nunca lhe passaram a língua por esses lados? Não sabe o que perde, devia experimentar! - Diz ela piscando o olho.

A parte de não doer nada era mentira, mas realmente foi rápido.

Ela aplica-lhe ainda o derradeiro processo de tortura que é passar toda a pele a pente fino com uma pinça. Em alguns sítios faz cócegas, o que torna o processo difícil de realizar, mas ela lá consegue.

Ao contrário do que é costume, Carla fala da sua vida a Alberto. Fez o primeiro ano de psicologia. As saídas profissionais estavam difíceis e ela queria começar a ganhar dinheiro rapidamente para sair de casa dos pais e ir viver com o namorado. Decidiu-se por uma profissão mais técnica e fez um curso de formação de esteticista. Passados três anos de prática, anseia por mais. O trabalho é agradável, mas muito repetitivo. Por vezes já não pode ver mais pêlos à frente.

Por fim, acalma-lhe a pele com o prometido creme, tocando-lhe sem luvas no torso torturado. As mãos dela são pequenas e suaves, com gestos precisos. Massajam-lhe a pele sedenta de paz até o creme ser completamente absorvido. Repete o mesmo processo nas axilas. Alberto fecha os olhos e deixa-se levar pelo toque, pelo som calmo da música, pelo aroma suave da sala. E sabe bem aquela experiência. O prazer da massagem é intensificado pela dor da depilação e o resultado agrada-lhe.

- Para a próxima, tem de experimentar depilar os genitais. – diz ela com um sorriso nos lábios, em jeito de provocação.
imagem: Getty Images editada por mim
continua aqui

sexta-feira, 13 de junho de 2008

quarta-feira, 11 de junho de 2008

verão by pekenina

Verão - a noite
continuação daqui
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foto by Hugo Gomes
Rui e Bia conversavam sobre os “novos amigos”. Já se imaginavam os seis numa completa loucura na praia ou, quem sabe, no quarto de Hotel onde estavam hospedados.
Os quatro amigos chegam aos pares. Primeiro eles, depois elas. No entanto a opinião era unânime. Tinha valido a pena a espera. Estavam as duas deslumbrantes. Cláudia com uma mini-saia e top decotado, sandálias. Joana estava de vestido justo sem costas o que não só salientava as suas curvas como mostrava que não tinha sutien e, por fim, saltos altos.
Cláudia e Joana sentiam-se diferentes. Aquele casal trazia qualquer coisa de diferente e tanto Vasco como Tiago nunca tinham estado assim.
A noite foi-se desenrolando e depois de algumas bebidas já as inibições tinham desaparecido. Vasco conversava com Rui e Bia enquanto Tiago conversava com as duas amigas.
Sem que nenhum dos dois percebesse confessaram que desde a tarde da praia que tinham ficado com umas imagens na cabeça... imagens essas que correspondiam exactamente com o que Rui e Bia desejavam.
Ainda sem nada se ter passado decidiram ir dar uma volta pela praia.
O canto do costume ainda lá estava, mas a praia estava completamente deserta.
Joana deitou-se na areia. Cláudia fez-lhe companhia. Bia deita-se entre as duas amigas e beija Joana, sem mais nem menos. Joana fecha os olhos e deixa-se levar.
Rui, Cláudia e Tiago envolvem-se em beijos e carícias enquanto Vasco percorria o corpo de Bia.
Depois de quebrado o gelo inicial, já os seis se encontravam deitados. Rui e Vasco despiam-se mutuamente. Tiago era despido por Joana e Cláudia enquanto Bia o beijava.
Era muita gente, muitas mãos, muitas vontades.
Rui e Bia iam ser tratados que nem príncipes. Afinal de contas estavam em lua-de-mel.
Rui senta-se e fecha os olhos. Tiago coloca em si um preservativo e percorre a cara de Rui com o seu pénis, duro e grosso até encontrar os lábios que depressa se abrem para o receber. Rui sente-se invadido outro corpo revestido de látex que lhe acariciava o ânus. Era Vasco que lentamente o penetrava. Bia era acariciada pelo marido e por Joana e Cláudia. Joana beijava-a enquanto Cláudia fazia mestrias com as mãos no monte de Vénus.
Só se ouviam gemidos... os três homens vieram-se quase em simultâneo. Primeiro Vasco, depois Rui e por fim Tiago.
A noite, no entanto, estava longe de ter terminado. Bia queria ser penetrada pelos dois “desconhecidos”. Senta-se em cima de Vasco que a penetra por trás e sente Tiago numa só estocada. Cláudia e Joana usam e abusam de Rui.
Dedos entram e saem de bocas sedentas, dedos entram e saem de vaginas que escorrem excitação, que gritam por serem preenchidas. E Rui assim o faz, uma de cada vez, enquanto usa as mãos na outra.
Tiago e Vasco envolvem-se a pedido de Bia. Quer assistir. Toca-se enquanto vê Vasco a entrar em Tiago. São movimentos possantes, rápidos, secos. Enquanto o penetra consegue bater-lhe uma punheta como Tiago nunca tinha sentido.
Cláudia e Joana beijam-se. Não um beijo como os do costume. Um beijo longo, cheio de êxtase, de erotismo. Rui pede mais. Cláudia deita-se e Joana vira-se ao contrário formando um 69 perfeito. Cláudia ainda estava de mini-saia e assim ficou, Joana tinha o vestido e uma tanga rasgada ao meio, o que permitia que a língua de Cláudia se mexesse perfeitamente, mesmo com lingerie. Deliciam-se as duas uma com a outra enquanto Rui se deleita a assistir.
Rui e Bia enquanto observam os quatro amigos vão-se explorando um ao outro. Ela troca as suas mãos pelas dele e vice-versa. Tocam-se mutuamente, vêm-se entre altos gemidos, depois de ouvirem Joana e Cláudia num intenso orgasmo.
No fim foram todos tomar banho naquela água tépida que reflectia a lua tipo espelho.
- Eu e a Bia sempre quisemos ter uma noite assim.
- Mas nós não somos gays – disse Joana.
- Nós percebemos isso quando foram à água, mas quisemos continuar para ver no que dava – disse Bia com um piscar de olhos.
Nenhum dos presentes era virgem, mas nenhum deles tinha tido, até hoje, uma noite com sensações tão fantásticas como aquela. A melhor lua de mel.
camisinhacarnaval
foto in Orquídea Garden



segunda-feira, 9 de junho de 2008

Linguagem dos Corpos


Como é doce o reencontro dos nossos corpos,
O já conhecido toque da nossa pele!
Beijo cada recanto de ti,
Perco-me no desejo que me consome,
Na ânsia de te sentir dentro de mim.
O teu corpo (con) funde-se com o meu,
O nosso êxtase eleva-nos a um estado de perfeita união!
Dá-se a materialização do sentimento que nos une,
Traduzido na linguagem dos corpos!
Absorvo a mais profunda essência de NÓS...

domingo, 8 de junho de 2008

Verão by pekenina

Verão - a tarde

Foto by Enresinados

- Joana vamos à praia?
- Ok. Deixa-me só vestir o bikini e arrumar as coisas que eu já passo em tua casa de carro.
- Quando estiveres pronta manda-me um toque para o telemóvel que eu desço.

O telemóvel de Cláudia vibra.

Cláudia e Joana conheciam-se desde sempre. Faziam tudo juntas, sabiam tudo uma da outra. Tinham uma particularidade: cumprimentavam-se com um singelo beijo na boca. Não que isso quisesse dizer alguma coisa, apenas tinham confiança para o fazer. Era o “cumprimento especial” apenas entre as duas.

Cláudia entra no carro de Joana e beija-a.

- Cruzei-me com o Tiago e com o Vasco. Também iam para a praia. Espero que não te importes que venham connosco...

- Claro que não. – diz Cláudia com um sorriso na cara.

Tiago era moreno, olhos verdes, alto e magro mas não demasiado; Vasco, pelo contrário, era mais musculado, meio aloirado, olhos castanhos amêndoa.

Conheciam Joana e Cláudia há muitos anos, desde a primária. Moravam todos no mesmo bairro pelo que cresceram todos juntos.

Cláudia cumprimentou-os com um sorriso.

Chegados à praia, escolhem “aquele spot”, aquele cantinho quase reservado para onde iam sempre, na praia do costume.

Toalhas estendidas, guarda-sol, etc...

- Cláudia ajudas-me aqui a por creme? Não tive tempo de por em casa.
-Sim, claro.

Tiago e Vasco nem ouviram. Estavam já preparados para ir ao banho. Depois de verem Cláudia a por creme em Joana é que se lembraram que também não tinham posto protector.

- Vasco ajuda-me aqui que eu também não pus creme em casa.
- Então depois trocamos que eu também me esqueci.

Passa um casal de namorados a apreciar a cena e Joana repara. Dá uma cotovelada a Tiago que também percebe o que vai na cabeça daqueles dois.

Com um piscar de olhos acordam em fingir que, de facto, se tratam de dois casais homossexuais que aproveitam a típica desculpa do “pões-me creme?” para trocarem carícias num local público. Segredam a Vasco e a Cláudia o que se passa e os quatro riem, mas concordam em provocar o casal que se tinha instalado ao lado deles.

- Cláudia... desvia o bikini por favor, senão fico com marcas e sei que não gostas...
- Não te preocupes. Faço questão de espalhar bem.
- Vasco vais ter que puxar os calções para baixo para não os manchares...
- Ok. Deixa-me só acabar de por aqui na coxa que já trato das costas.

Rui e Bia continuavam a ouvir toda a conversa, apreciando. Há algum tempo que tinham desejo de ter uma aventura com casais homossexuais.

- Tiago é a tua vez – diz Vasco com um ar comprometedor.
- Está bem assim? – pergunta Tiago depois de insistir na região lombar de Vasco.
- Perfeito!
- Vamos ao banho pessoal? – diz Joana.
- Bora! – Diz Cláudia entusiasmada.
- Mas quem é que guarda as nossas coisas...?

Antes que alguém dissesse alguma coisa, Rui respondeu prontamente:

- Se quiserem nós guardamos. Vamos ficar por aqui.
- Não se importam mesmo...? – pergunta Tiago.
- Na boa – diz Bia com um sorriso.

Rui era fisicamente semelhante a Tiago. Um pouco mais alto. Bia tinha cabelo preto, encaracolado, tez branca.

- Obrigada! – diz Joana com um sorriso.

No meio de toda a brincadeira na água Joana provoca Rui e Bia, puxando o fio do bikini a Cláudia. Acidentalmente esta acaba por perder mesmo a parte de cima do bikini. Por mais que tentasse mergulhar não se conseguia esconder, pois a maré ali era rasa e rodeada de pequenas rochas. Por vingança Cláudia faz o mesmo a Joana.

Tiago e Vasco já conheciam aquelas duas, mas nunca as tinham imaginado assim sem roupa, particularmente num cenário como aquele: praia. Tanto Tiago como Vasco ficaram atrapalhados, a tentar procurar os bikinis das amigas, mas sentiam-se a viajar, longe dali, o que se fazia notar debaixo dos calções dos dois. Tentando disfarçar curvavam-se para tentar procurar os bikinis nas rochas, mas em vão.

Rui e Bia assistiam atentamente a tudo. Bia sentia-se cada vez com mais vontade de conhecer as raparigas.

Depois de encontrados os bikinis regressam os quatro já refrescados.

- Obrigado – diz Vasco a Rui.
- Ora essa. Já agora, sou o Rui e esta é a Bia. Vocês são de cá?
- Sim, crescemos aqui. E vocês? Nunca vos tinha visto por aqui...
- Viemos de lua-de-mel.
- Parabéns, então – responde Vasco com um sorriso.

Mesmo depois de toda esta conversa Vasco ainda se sentia a tentar esconder todo aquele volume debaixo dos calções. Olhou para Tiago e percebeu que este também se tinha virado de barriga para baixo para se tentar esconder.

- Vou buscar um gelado. Alguém quer? - pergunta Cláudia.
- Sim, por favor – responde Joana.

Cláudia regressa com um gelado para a amiga.

- És um amor – diz Joana, pagando à amiga com um beijo nos lábios.

Cláudia sorri.

Tiago e Vasco vêem a cena e não ficam indiferentes. Já tinham presenciado aquilo vezes sem conta e hoje, sem saberem explicar porquê, estavam assim, doidos por verem duas amigas darem um simples beijo.

- Oh meninos que é isso? Também querem é? – diz Joana.
- Oh Joana não sejas tonta. Sabes bem que não... – responde Tiago muito atrapalhado.
- Não seja por isso ok?

Do nada Joana atira-se aos lábios de Tiago dando-lhe um beijo curto enquanto Cláudia faz o mesmo a Vasco.

- Agora para não dizerem que é injusto, trocamos – diz Cláudia.

Trocam de pares para que sejam os dois beijados pelas duas raparigas.

Os dois amigos nem sabiam o que dizer. Estavam estáticos, mas tentaram encarar aquilo com naturalidade, ainda que não fosse nada fácil.

Rui estava notoriamente excitado e Bia também.

- Conhecem algum sítio onde se possa descontrair à noite? – pergunta Rui.
- Nós hoje vamos ao bar daqui da praia. Tem música muito porreira e como fica na praia é muito agradável. – diz Joana.

Continuaram na palhaçada os quatro, conversando de vez em quando com aquele simpático casal de recém-casados.

Por volta das 20h decidiram ir para casa. Assim teriam tempo de jantar, tomar banho, etc. Tinham combinado no bar da praia por volta das 23h.

pekenina

continua aqui

sexta-feira, 6 de junho de 2008

provocação gratuita 19

"Um homem só namora uma rapariga porque quer mantê-la fora do mercado de consumo. Só casa com ela porque quer mantê-la fora do mercado de consumo a título permanente."
Rui Coimbra, Os Homens são do pior que há (texto completo aqui; livro em que foi inspirado aqui)

quinta-feira, 5 de junho de 2008

No campo...


Ai o ar puro...
O ar do campo abre-nos o espírito, adoça o espírito e aquece a alma
Vejo-te no campo, no meio das espigas e o meu desejo irradia de loucura
Beijo-te, tocas-me, trocamos mimos, quentes, doces
Sentimos as espigas a roçarem-se nos nossos corpos despidos.
O nosso desejo aumenta, a nossa excitação aumenta
Encontramo-nos no centro do prazer, ficamos encaixados um no outro
E assim ficamos até atingir o auge…
Um sabor intenso corre pelo corpo,
Um sabor intenso de prazer…
Diria que são dois sabores,
Tão diferentes e tão próximos
Um é doce, meigo, delicado
O outro é robusto, entroncado, delicadamente áspero
Mas ambos fundem-se num só sabor que recebemos com prazer
Por fim, ofereço-te uma flor, que delicadamente guardas
Delicadamente, mas provocante,
Acendes-me o desejo!
Provoca-me!!!

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Sons de Prazer

A Amélie lançou o mote e eu lembrei-me.
palavras? imagens? vídeos?
Nada define melhor a essência de um orgasmo que o som...

advertência: os sons abaixo deverão ser ouvidos com auscultadores. caso não seja possível, convém ouvir só ou na companhia certa ;)









Pois é Amélie, os que mostraste eram representados, mas estes, foram sentidos...