quarta-feira, 25 de junho de 2008

doce tortura - parte 2

continuação daqui


E não é que ele acedeu à sugestão? Para surpresa de Carla, duas semanas depois, recebe uma marcação de Alberto. O seu torso continua sem pêlos. Ele revela que a esposa adorou a surpresa e ele gostou muito da forma como ela o demonstrou. Tem sentido de humor, este Alberto. Dá umas gargalhadas engraçadas. Desta vez voltou com ideias de fazer depilação nos genitais, mas tinha algumas dúvidas, queria experimentar, mas não se sentia muito à vontade com isso. Ela esclareceu-lhe as dúvidas, deixou-o completamente à vontade, disse que tinham pessoas formadas, de ambos os sexos.
Ele perguntou se poderia ser ela a fazê-lo, ao que ela respondeu afirmativamente. E ele acabou por aceitar.
A experiência que ela tinha na depilação do sexo masculino era ainda pouca, decorrente do estágio que tinha feito no instituto e dois ou três clientes. Mas sempre tinha corrido bem, com o maior dos profissionalismos. Este caso não seria diferente.
Carla gosta de falar com os clientes. Tem clientes fiéis que lhe contam a vida toda. As suas preocupações, as suas alegrias, os seus pecados... Ela ouve. Ela sabe ouvir e sabe que pode tirar partido disso. Retomou os estudos de psicologia e fala sobre isso com o seu cliente, enquanto prepara a cera. É uma cera cor-de-rosa, morna. Ela higieniza a pele com um tónico, põe pó de talco, barra cuidadosamente a parte de cima do escroto, enquanto pede para ele segurar o pénis. Ele começa a sentir o pénis crescer-lhe na mão, num misto surpresa e pavor. Ela tranquiliza-o, diz que é normal, que assim que ela começar a "tortura", ele volta a acalmar. E é verdade. Ela estica-lhe a pele, aplica a cera e quando puxa, parece que estão a esfolá-lo vivo. Ele dá um grito de dor agudo e as lágrimas vêm-lhe aos olhos.
Ela tem qualquer coisa de sado-maso. Sabe que a dor intensifica o prazer. Goza com as expressões que produz nos seus clientes, fá-lo para dentro, pois por fora mantém a sua postura profissional. Sabe o prazer que uma depilação bem feita oferece a quem a faz e a quem pode gozar dessa maciez, da carne tenra que desliza e fica mais sensível ao toque.
Usa gelo para acalmar a pele sensibilizada, e espera o tempo que for preciso até ele estar preparado antes de aplicar outra camada de cera ao lado. Ele tem um pénis bonito, quase tão bonito como do seu companheiro, repara ela. "A mulher dele tem sorte, se o souber desfrutar bem, deve ser maravilhoso", pensa ela, e começa a sentir-se corar. Ela pede desculpa pelo calor que está na sala, o ar condicionado avariou-se e apenas uma ventoinha arrefece o ambiente. Ele repara no corpo dela. Que má altura para reparar nisso. Ela é pequena, tem curvas interessantes. Veste apenas uma bata branca de manga à cava traçada à frente. Quando ela se inclina sobre ele, consegue ver-lhe os seios a quererem saltar fora do soutien e isso causa-lhe outra erecção. A parte mais difícil já está, ela pergunta-lhe se ele quer fazer as virilhas e as nádegas. Ele assusta-se um pouco com a ideia. Mais uma vez, ela fala-lhe das vantagens. Ele começa a imaginar a língua da sua mulher a passear-se pelos seus recantos mais escondidos e a ideia agrada-lhe. Ela diz-lhe que o que custa mais já está e ele acede. Mas não é fácil suportar a dor. Ele grita e ela vai dando palmadinhas na pele, passando gelo e creme hidratante de chocolate nas partes mais sensíveis.
Começa a surgir entre eles uma grande intimidade, devido àquela exposição dele, devido às palavras que vão sendo ditas por ela que expõem os seus pensamentos, a sua maneira de ser. Ela tenta falar de assuntos agradáveis, tenta desviar-lhe a atenção para coisas boas.
- Então e a sua esposa, faz depilação nos genitais? – Pergunta ela. Ele diz que sim, mas nunca lhe perguntou onde ou como. Ela encara a resposta como uma forma de evitar o assunto. Se calhar não quer que a mulher conheça quem lhe conhece tão bem o corpo. Ele imagina um homem a depilar a sua mulher e não acha piada, prefere mesmo não saber quem o faz. Ela imagina encontrar-se com a esposa dele. Começa a pensar que gostava de a conhecer, gostava de a depilar. Gostava de a ouvir gritar. Não só de dor como também de prazer. Gostava de poder observar como se comportariam os dois, quando fossem descobrir o corpo dele depilado. E estes pensamentos fazem-na humedecer. Nunca tinha tido este tipo de pensamentos com mais nenhum cliente. Os seus clientes eram quase todos jovens, atléticos, com corpos bonitos, musculados. No entanto, era um sujeito absolutamente comum que a excitava. Talvez fosse porque apesar de toda aquela exposição física, ele continuava a ser um mistério para ela. Não se expunha mais do que o necessário, não falava sobre a sua vida como os outros, sugeria apenas e isso deixava-lhe espaço para imaginar. Talvez fosse por isso.
- Bem, agora só faltava mesmo depilar as pernas. – Diz ela. Ele faz um ar de susto que a enternece.
- Enquanto não me vir sem pêlo nenhum não descansa, não é? – Diz ele já com um sorriso.
- Não, cabelo, sobrancelhas e pestanas gosto de ver e fazem falta! – Remata ela. - Também podemos deixar para outro dia, mas logo quando chegar ao pé da sua esposa com as pernas por depilar, vai parecer que não fiz o meu trabalho como deve ser.
- A minha mulher não está cá esta semana, por isso vou aproveitar para fazer isto com calma, por hoje chega.
Alberto vai para casa e não deixa de apreciar no duche a sua pele ainda dorida, mas completamente lisa e macia. O gel escorrega, faz menos espuma, mas sabe bem nas mãos. Ele acaricia as virilhas, o escroto depilado, as nádegas e pensa na sua mulher, no gozo que foi sentir o toque dela, a língua e os dentes no seu peito, as espirais de prazer de volta do seu umbigo, sensações que nunca tinha tido daquela forma. Pensa também na rapariga da clínica, no seu belo par de seios, como gostava de os sentir em redor do seu mastro… as duas a beijarem-se e a beijarem o seu sexo com avidez, a lamberem-lhe o escroto macio… até se vir numa sucessão de espasmos. O sémen mistura-se com a espuma do gel duche e ele acorda do sonho.
imagem: Getty Images editada por mim

continua aqui

24 comentários:

Otário disse...

esses pormenores da depilação do Alberto aleijaram.me intelectualmente.

cá para mim esse tal de alberto ou é pedófilo ou os pais não estão atentos aos programas que ele vê na televisão... não sei a idade do dito cujo!

mas se lhe doeu tanto no sonho, na realidade não deve conseguir durar muito tempo... e aposto que devido ao duche, acordou todo molhado.

Ai, este Alberto...

carpe vitam! disse...

lololololololol!
por "aleijaram-me intelectualmente" queres dizer nos tintins?

O que te faz pensar que ele é pedófilo e que os pais dele são vivos?

Aquilo não foi um sonho, aconteceu na realidade dele.

É tesudo este Alberto, não é?

Miriamdomar disse...

Doce tortura? Brrrr.. ! Que até me arrepiei! E ainda por cima, a aguardar as cenas do próximo capitulo !
Oh! Carpem!Tem pêlo ! Quer dizer, tem pena dos homens, tadinhos...! E eu que gosto deles peludinhos !Não sei ,se gostaria duma surpresa destas?

Beijos (de)penados

carpe vitam! disse...

ih ih, só lá vai quem quer, eu não estou aqui para obrigar ninguém!

Mas diz lá que não gostavas de passar a língua por sítios nunca dantes navegados?...

Otário disse...

Eu não li a da semana passada... não gosto das coisas fora do prazo. fico com prisão de ventre.

Então, se não foi um sonho, não entendi a expressão "e ele acorda do sonho". Quando aos pais, não sei pk, mas imagino-os num lar... sabe-se lá pk (nem tem nada a haver com o tema).

Sim, tesudo não sei se o é pk... digamos... não me especializo nesses pormenores... hã... mas dado os pormenores parece que sim... é.

Mas a Carla tb é uma grande provocadora... os seios da Carla especialmente...

carpe vitam! disse...

otário, as coisas fora do prazo costumam dar é uma valente diarreia!

ele sonhou sim, acordado, quando estava no duche, entendes, ou queres que te faça um desenho?

Os seios da Carla, ai, os seios da carla! sim, sim nessa parte estamos de acordo! :)

Otário disse...

ah, ok. queres dizer com isso que ele divagou espiritualmente!? ah sim... ok. já entendi. mas um desenho não fazia mal algum (tenta desenhar os seios da carla).

tou a ficar excitado com a Carla... com a história da Carla, digo...

carpe vitam! disse...

otário, se ficaste assim só com esta amostra, então espera até à próxima quarta...

Mas para te entreter até lá, deixo aqui um relato impressionante que me enviaram para o mail, sobre a experiência de um homem que depilou os tintins:


"Estava eu a ver TV numa tarde de domingo, naquele horário em que não se pode inventar nada para fazer, pois no outro dia é segunda-feira, quando a minha esposa se deitou ao meu lado e começou a brincar com minhas 'partes'.

Após alguns minutos ela teve a seguinte ideia:

- Por que é que não me deixas depilar os teus 'ovinhos', pois assim eu poderia fazer 'outras coisas' com eles.

Aquela frase foi igual a um sino na minha cabeça. Por alguns segundos imaginei o que seriam 'outras coisas'. Respondi que não, que doeria coisa e tal, mas ela veio com argumentos sobre as novas técnicas de depilação e eu a imaginar as 'outras coisas', não tive argumentos para negar e concordei.

Ela pediu-me que me pusesse nu enquanto ia buscar os equipamentos
necessários para tal feito. Fiquei a ver TV, porém a minha imaginação
vagueava pelas novas sensações que sentiria e só despertei quando ouvi o beep do microondas.

Ela voltou ao quarto com um pote de cera, uma espátula e alguns pedaços de plástico. Achei estranhos aqueles equipamentos, mas ela estava com um ar de
'dona da situação' que deixaria qualquer médico urologista sentir-se um principiante.

Fiquei tranquilo e autorizei o restante processo. Pediu-me para que eu ficasse numa posição de quase-frango-assado e libertasse o acesso à zona do tomatal.

Pegou nos meus ovinhos como quem pega em duas bolinhas de porcelana e começou a espalhar a cera morna. Achei aquela sensação maravilhosa! O Sr. 'tolas' já estava todo 'pimpão' como quem diz: 'Sou o próximo da fila!'

Pelo início, imaginei quais seriam as 'outras coisas' que aí viriam. Após estarem completamente besuntados de cera, ela embrulhou-os no plástico com tanto cuidado que eu achei que ia levá-los de viagem. Tentei imaginar onde é
que ela teria aprendido essa técnica de prazer: Na Tailândia, na China ou pela Internet?

Porém, alguns segundos depois ela esticou o 'saquinho' para um lado e deu um puxão repentino. Todas as novas sensações foram trocadas por um sonoro ' A PUUUUTA QUEEEE TE PARIUUUUUUU', quase gritado letra por letra.

Olhei para o plástico para ver se a pele do meu tin-tin não tinha vindo agarrada. Ela disse-me que ainda restavam alguns pelinhos, e que precisava repetir o processo. Respondi prontamente: Se depender de mim eles vão ficar aí para a eternidade!

Segurei o Sr. Esquerdo e o Sr. Direito nas minhas respectivas mãos, como quem segura os últimos ovos da mais bela ave amazónica em extinção, e fui para a banheira. Sentia o coração bater nas 'pendurezas'.

Abri o chuveiro e foi a primeira vez na minha vida que molhei a salada antes de molhar a cabeça. Passei alguns minutos deixando a água gelada escorrer pelo meu corpo. Saí do banho, mas nestes momentos de dor qualquer homem se
torna num bebezinho: faz merda atrás de merda. Peguei no meu gel pós barba com camomila 'que acalma a pele', besuntei as mãos e passei nos 'tomates'.

Foi como se tivesse passado molho de piri-piri. Sentei-me no bidé na posição de 'lavagem checa' e deixei a água acalmar os ditos. Peguei na toalha de rosto e abanei os 'ditos' como quem abana um pugilista após o 10° round.

Olhei para meu 'júnior', coitado, tão alegrezinho uns minutos atrás, e agora estava tão pequeno que mais parecia o irmão gémeo de meu umbigo.

Nesse momento a minha esposa bate à porta da casa de banho e perguntou-me se eu estava bem. Aquela voz antes tão aveludada e sedutora ficou igual a uma gralha. Saí da casa de banho e voltei para o quarto. Ela argumentava que os pentelhos tinham saído pelas raízes, que demorariam a voltar a crescer. Pela espessura da pele do meu tin-tin, aqui não vai nascer nem sequer uma penugem, disse-lhe.

Ela pediu-me para ver como estavam. Eu disse-lhe para olhar mas com meio metro de intervalo e sem tocar em nada, acrescentando que se lhe der para rir ainda vai levar PORRADA!!

Vesti a t-shirt e fui dormir, sem cuecas. Naquele momento sexo para mim nem para perpetuar a espécie humana.

No outro dia de manhã, arranjei-me para ir trabalhar. Os 'ovos' estavam mais calmos, porém mais vermelhos que tomates maduros. Foi estranho sentir o vento bater em lugares nunca d'antes soprados.

Tentei vestir as boxers, mas nada feito. Procurei algumas mais macias e nada. Vesti as calças mais largas que tenho e fui trabalhar sem nada por baixo.

Entrei na minha secção com uma andar igual ao de um cowboy cagado. Disse bom dia a todos, mas sem os olhar nos olhos, e passei o dia inteiro trabalhando de pé, com receio de encostar os tomates maduros em qualquer superfície.

Resultado, certas coisas só devem ser feitas pelas mulheres. Não adianta nada tentar misturar os universos masculino e feminino."




É no que dá quando não se recorre a ajuda profissional ;P

Miriamdomar disse...

Ena pá! Isto parece um debate da televisão! Daqueles pra ver quem dá mais!
O otário tem jeito!Tá gira, a provocação, entre os dois !
Oh Carpem !Tu acreditas que ainda existam , mares nunca dantes navegados?
(continua na proxima sexta)
Bjs fresquinhos do mar

Vanderdecken disse...

O Alberto, se ainda não está todo depilado, vai estar. A mulher dele já está. E a Carla?! Quero vê-la nua, por favor!

carpe vitam! disse...

lololol Miriam, ter ou não ter pêlos é uma questão que me inflama!
Os mares já estão todos navegados, mas ainda existe por aí muita floresta virgem para desflorar ;)

van der decken, volta para a semana, pode ser que vejas o teu desejo concretizar-se!

Otário disse...

Belo texto. O Sr. 'tolas' ficou extremamente reduzida após à dita experiência. Parece que a mulher aprendeu mesmo a partir da Internet...

DOeume um bocado ó Vitam!!!
Mas que é um belo texto... lá isso é!

Só penso que o O Sr. 'tolas' se deveria chamar Sr. "Pitosga". Dado que, decerto, tivesse olhos, não viria nada após o bonito acto depilatória da sua delirante mulher (repara nesta bonita expressão! :) )!

carpe vitam! disse...

Dói, não dói? só de imaginar, também me doeu um bocadinho, tadinho...

O sr. "Tolas" "Pitosga" tem um morango na ponta, sabias?

Sim, "bonito acto depilatória da sua delirante mulher" é lindo! Volta sempre :-)

Pekenina disse...

Nunca pensei que depilação masculina desse aso a tanta dissertação. Hehe. Quanto à Carla e ao Alberto, pois que estou para ver o que acontece. Por agora fico-me com o digavar do senhor durante o seu banho =)

Beijos*

Otário disse...

POrque não se fala da depilação da Carla? POr ser algo natural ou por ela não o fazer?

hum...

Otário disse...

Vitam, sabes que ontem, quando me fui deitar, adormeci a pensar nisso?

É que fiquei com um bocadinho de pena do Alberto. Pk o Alberto, coitadinho, não se conseguindo sentar devido à depilação do seu dito cujo, pode ficar com varizes... coitado!
Mas depois pensei: talvez não seja assim tão mau pois, se passar também muito tempo sentado, pode ficar com cãibras...

E isso doi...

hum... é complicada a vida!

"Sentar ou não sentar? Eis a questão..."

carpe vitam! disse...

otário, vais ter de esperar pela parte da semana que vem para saber se a Carla faz ou não depilação.

tu adormeceste a pensar nesta história? é pá, não fazia ideia de que poderia causar tanto impacto! Não estarás a confundir o Alberto com o Sr. Tolas? É que o Alberto não é assim tão mariquinhas, e não me consta que tivesse tido algum problema a sentar-se...

Anónimo disse...

Carpe
O blog tipo novelesco é fantástico e nos conduz a elocubrar o desenlace dos próximos capitulos. Sei que não vai nos decepcionar. Pretendo ler um "final feliz" pois Carla e Aberto já provocaram bastante....e não vamos ficar sem uma intimidade maior deles, inclusive talvez com os respectivos....
Bjos
Julio135

carpe vitam! disse...

Olá Julio, o comprimento desta "novela" irá depender muito dos seus leitores. Aqui todos os finais são felizes, embora possam não corresponder às expectativas...

Otário disse...

O "sr. Tolas", eu?
hum...

não sonho com isso. ainda se fosse com a carla... tudo bem!

por acaso tou a gostar da história e hei-de ler a continuação de quarta.

Ariane disse...

Venho agradecer a visita... e dar uma vista de olhos por aqui. Confesso que ainda nao tinha passado por mim, embora veja na lista de links alguns "conhecidos".

Beijos.

PS)O texto faz me respirar fundo...

QJ disse...

olá Ariane, bem vindo ao nosso cantinho.

Volta sempre que teremos todo o gosto em receber

muito querida disse...

at� que enfim publicaste este texto.

Agora estou em pulgas para saber a continua�o..

:)

Língua Lasciva disse...

Hilário o texto do "Sr. Tolas" !!!!!!!! Coitadinho...
Mas quanto ao seu texto Carpe, quanta curiosidade para saber o final. O homem depilar o corpo todo para a mulher, só pode ser uma prova de amor, vamos ver como termina.