sábado, 29 de dezembro de 2007

o presente: a minha versão

Sábado, terceira parte.
Enquanto observava abandonado ao meu desejo, fui aliviando o tesão que elas me provocavam, com movimentos lentos e silenciosos, mas no momento do êxtase, não consegui conter uns gemidos. Elas, que até ali pareciam ignorar-me, olharam em mim e sorriram. Limparam com a boca o resultado do meu prazer, envolveram-me no meio delas e eu senti-me nas nuvens. O meu amor pediu à nossa amiga para me beijar e beijou-me de seguida. Ser mimado por duas mulheres em simultâneo é delicioso. As duas a percorrer-me o pau… é um remoinho de prazer alucinante. Mimar duas mulheres simultaneamente é uma grande responsabilidade. Eu fui-me aguentando, deixando-as fazerem o que quisessem comigo. Não nos esquecemos dos preservativos, pois embora estivéssemos à vontade na questão das doenças, não queríamos facilitar em relação a gravidezes não desejadas. Felizmente estava bem disposto e consegui chegar para as duas de uma forma equilibrada. Isto foram elas que me disseram, porque no meio de tanto desejo, o instinto tomou conta de mim e não me preocupei com mais nada a não ser satisfazê-las, satisfazendo-me a mim também.

A partir deste episódio, gerou-se uma cumplicidade ainda maior entre nós os três e especialmente entre mim e o meu amor. Os nossos sorrisos trocados sem motivo aparente tinham de ser disfarçados para que ninguém se apercebesse do nosso pequeno segredo.

o presente: a minha versão

Sábado, segunda parte.
Depois do jantar, com a fome saciada e bem regada, subimos para as águas furtadas. Senti alguma apreensão inicial na minha namorada, mas parece que o vinho fez-lhe bem, rosou-lhe as faces e desinibiu-a um pouco, estava mesmo linda! A nossa amiga também não ficava atrás com aquela mini-saia e eu só pensava como sou um homem de sorte em ter duas mulheres tão lindas a jantar comigo e a fazerem-se uma à outra.
A música ajudou a soltar os corpos e aumentar o meu tesão, o clima estava mesmo propício ao desejo, e eu sentia-o na minha namorada, sentia-o na nossa amiga. Só tinha de fazer uma ponte subtil e vê-las encontrarem-se no centro.

Foi a minha namorada quem tomou a iniciativa, oferecendo-se para massajar a amiga. Eu olhei-a com cumplicidade e fervor, fui buscar o óleo. Ela despiu-se e deixou-a massajá-la por completo, enquanto eu observava todos os seus movimentos com prazer.

Eu mal me conseguia conter com tanta sensualidade à minha frente, a nossa amiga completamente despida, linda, adoro as suas mamas firmes, e a minha namorada de lingerie, que bem que lhe fica aquele conjunto preto que lhe ofereci. Os movimentos delas eram lentos e graciosos, trocando sorrisos cheios de desejo e ternura. Finalmente beijaram-se. Um beijo tímido, como se fosse o primeiro, que no caso de ambas era mesmo, pois nunca tinham beijado uma mulher. Aquele beijo doce deixou-me louco e pelos vistos também gostaram porque decidiram continuar e prolongar aquele prazer delicioso. Eu deixei-me ficar, passando despercebido, gozando com o prazer delas a explorarem-se mutuamente. Senti-me espectador de uma obra de arte de duas artistas muito criativas.

o presente: a minha versão

Sábado, primeira parte.
Acordei-a com um beijo e o pequeno-almoço na cama, avisando-a logo para não se ir acostumando. Há certas coisas a que se dá mais valor se forem feitas apenas ocasionalmente. Ela agradeceu-me primeiro com um sorriso e depois com o corpo todo fazendo-me estremecer. Acabámos no duche, num longo e delicioso banho onde me deliciei a percorrer-lhe o corpo com a espuma para depois a possuir segredando-lhe ao ouvido, provocando-a, preparando-a para a surpresa.

Depois de almoço, ela já sabia que a surpresa envolvia uma terceira pessoa, e claro que tentou adivinhar quem seria, mas eu nada deixei transparecer. Fomos buscá-la à rodoviária. Não foi fácil conseguir que ela viesse, teve de negociar três turnos e fazer 300 km para estar ali, mas querer é poder, e eu sabia bem que ela queria tanto como eu. Estava radiante, já não via a amiga há imenso tempo, ao contrário de mim, que tinha ido ter com ela para lhe fazer o convite e expor a minha ideia. Nós já tínhamos conversado os três sobre a vontade de ambas quererem estar com uma mulher, mais do que isso, quererem estar uma com a outra, via-lhes o brilho nos olhos e o desejo disfarçado de timidez com que abordavam o assunto. Percebi que estavam receptivas e limitei-me a fazer a ponte entre as duas, falando individualmente com cada uma.

Estavam ali as duas lindas frente a frente, pareciam bastante contentes e isso alegrava-me. Conduzi-as de novo até à casa, deixei-as à vontade para porem a conversa em dia e aproveitei para descansar. Sabia que ia necessitar de estar descontraído para qualquer exigência das meninas mais tarde. Custou-me bastante a adormecer, só a imaginar o que poderia acontecer, as duas enroladas… o meu pau teimava em não descansar, mas lá consegui relaxar e acordar a tempo de tratar do jantar, avisando logo que o tratamento da loiça ficava por conta delas.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

O presente: a minha versão

Uma versão alternativa de A Minha Primeira Aventura, parte 1

Sexta-feira.
Duche tomado, um pouco de gel, o perfume que ela gosta no pescoço, pulsos e instrumento (ela gosta quando o zezinho cheira bem, mas sem exageros). Combinei com ela no restaurante. Já sei como é, os anos de namoro diziam-me que ia chegar atrasada, por isso aproveitei para rever mentalmente o meu plano, antecipando a satisfação, mal me contendo. É claro que poderia não dar certo, mas não custava nada tentar. Tudo apontava para a realização de um sonho que eu sabia aguardado por ela também. Chegou, toda produzida com um decote revelador, fiquei logo em pé quando ela se inclinou para roçar os meus lábios nos dela. Aquele decote desconcentra-me e ela sabe disso.
Ela é muito curiosa, por isso disse-lhe apenas que tinha uma surpresa, e resisti que nem uma pedra ao bombardeamento de perguntas durante o jantar e no cinema. Resisti estoicamente à tentativa de me arrancar informações em troca de carícias, aproveitando bem as que lhe apeteceu oferecer, no escurinho.

Tenho um amigo com uma pequena casa numa aldeia a 30 km daqui. Sabia que a usava para encontros amorosos e decidi pedir-lhe a casa emprestada, ao que ele acedeu prontamente. Ele é designer de interiores e decorou a casa de forma a ser quente e acolhedora, para servir os seus propósitos. A minha namorada gostou bastante e passámos uma bela noite em que eu não me poupei a esforços para a mimar como ela gosta e tendo imenso prazer em despi-la e fazê-la vir-se demoradamente.

gracias D, P, Q e AC pela preciosa ajuda ;-)

Bocadinho de Paixão # 7

Levantares-te às 8 (depois de teres estado a trabalhar umas 12h até às 2) para estares com a tua paixão ;-)

Renascer das Cinzas...










Das paixões

"A nudez do teu corpo
é idéia que vaga solta
no campo da fantasia,
abre portas,
ressuscita sonhos
e incendeia as minhas emoções."

(Ademir Antonio Bacca)

Imagem retirada de :

Prémios

Isto de receber nomeações e prémios é muito bonito, gera interacção na blogosfera e tudo mais, mas o tramado é escolher. Tentando respeitar os regulamentos, vamos lá tratar disto:


Bom Na Cama



Recebemos as nomeações da Borboleta Endiabrada e do Alguém Comum, a quem agradecemos a distinção.

Desta vez calhou-nos a nós receber tão honroso tributo ficando nós desde já agradecidos por tal confiança em nos nomear. Ainda não percebemos se ganhamos o prémio ou não, mas isso também não interessa muito.

E o que é ser BNC, ui aí está algo difícil, obriga-nos a fazer uma autoavaliação para saber se somos bons… hummm, sim somos Bons na Cama sem sombra de dúvida!

Afinal, somos três, a nossa imaginação voa em cada palavra que escrevemos, sempre e se nos juntamos a criatividade triplica e é uma delícia deliciar que nos lê.

A escolha foi muito difícil porque há muitos blogs que nos despertam a imaginação, não querendo voltar a nomear quem nos nomeou, e no seguimento das regras, cabe a nós nomear os que são na nossa imaginação, os Melhores na Cama:


- Fantasias a 4 – porque se devem divertir à brava
- Sutra – porque tem muita experiência
- Rocha Suave – porque sim
- 3º Frente – Porque, ela tem o calor nas palavras que nos faz aquecer no corpo e muito bom humor, que é importante na cama!
- Fogo no Ventre – Porque é inteligentemente quente

As regras:
- Nomear 5 bloggers (não exclusivamente do sexo oposto) que, pelas razões mais diversas, imaginem ser bons na cama.
- Expliquem, em traços gerais, o que é, para vocês, a definição de "bom na cama". Se quiserem desenvolver e explicar as vossas escolhas, parece-nos bem.
- Deixar um comentário no blog dessa pessoa para que saiba que foi nomeada. O ideal será escreverem: "Acho que és bom/ boa na cama. Desafio-te no meu blog...", mas poderão ser mais comedidos.

Não podem ser nomeados:
- Os autores do desafio: Bad e Ervi. É claro que somos bons na cama, e por isso não podemos tirar a competitividade a isto. (Não faço a mínima quem sejam!!!)
- Pessoas que se conheçam pessoalmente. Este é apenas um exercício de imaginação. Afinal, o erotismo está no cérebro, não é? O corpo reage, o cérebro age.
- Pessoas que não conhecem pessoalmente, mas com as quais já estiveram na cama.

Importante: se conhecem (no sentido bíblico da palavra) alguém que foi nomeado, e até sabem que não é bem assim, não queremos saber. Nas camas virtuais é bom quem nós achamos que é. Ao menos nessas que não existam desilusões...


DIZ QUE NÃO É UM MAU BLOG… é um blog muito bom sim senhora!



Obrigada Pekenina e Bruxinhos Kidos


Porque achamos que o prémio estava incompleto, resolvemos fazer um complemento:




Premiados:


- Pekenina
- Bruxinhos Kidos
- Alguém Comum
- 3º Frente
- Fogo no ventre
- Minhas Lindas
- Entre as Palavras

Regras:
1. Este prémio deve ser atribuído aos blogs que considerem serem bons, entende-se como bom os blogs que costuma visitar regularmente e onde deixa comentários.
2. Só e somente se recebeu o “Diz que até não é um mau blog”, deve escrever um post:

- Indicando a pessoa que lhe deu o prémio com um link para o respectivo blog;
- A tag do prémio;
- As regras;
- E a indicação de outros 7 blogs para receberem o prémio.

3. Deve exibir orgulhosamente a tag do prémio no seu blog, de preferência com um link para o post em que fala dele.

4. (Opcional) Se quiser fazer publicidade ao blogger que teve a ideia de inventar este prémio, ou seja – Skynet - pode fazê-lo no post).

Regras 2 – é um blog muito bom sim senhora!
Não há regras, excepto linkar a imagem ao nosso blog (se vos apetecer), de resto a regra de escolher o ou os blog(s) fica à responsabilidade de cada um.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

será que tocas?


Imaginação. A tua é estimulada por palavras. Não precisas de imagens, preferes construí-las, imaginá-las. O que desconheces é um convite à imaginação.
Gostas de ficar nessa degustação intelectual a cozinhar sensações que te dão imenso prazer.
Na tua imaginação tudo é perfeito, ninguém se magoa, só há prazer. As pessoas são exactamente como tu queres que sejam. Queres tocar, aconchegar dentro de ti quem te toca, queres entrar e penetrar também, devagar, profundamente.
Vêm–te à mente imagens do teu peito nu a abraçar alguém, de uma cabeça no teu colo, de passares a mão pelo cabelo que não é teu. Sentes o cheiro imaginado, o toque da pele a deslizar, quente, rosada, brilhante.
É a tua forma de responder a quem te chama e toca.
Na tua imaginação tudo é seguro, mas não queres guardar tudo para ti, queres expressar o que se passa aí dentro, queres partilhar.
Pode ser perigoso, já pensaste?
Achas que consegues tocar também? Até onde irá o toque da tua imaginação na realidade?

imagem: Michelangelo, Capela Sistina, a criação de Adão (pormenor)

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Natal...



Natal adj. respeitante ao nascimento; natalício; pátrio; s. m. dia ou época em que se comemora o nascimento de Jesus Cristo. Lat. Natale

Tenho de dizer que detesto o natal comercial. Detesto prendas por obrigação, luzinhas, sms de natal, cartõezinhos com pai natal e azevinhos e sininhos, árvores de natal, luzinhas, canções de natal, publicidade de tv e todas essas merdas. Ignoro-as o máximo que posso.
Felizmente essa fase já está a passar este ano, resume-se agora ao lixo monstruoso que se acumula nos caixotes das zonas mais abastadas das cidades – quanto mais dinheiro, mais lixo.
Este é um dia triste para muita gente, pessoas sem família, crianças que não recebem prendas, é muito triste.
Mas afinal de contas, deve-se comemorar o Natal nesta época, apesar de muito provavelmente Cristo não ter nascido neste dia, o que importa é a intenção. E nem tudo é mau nesta altura, gosto da parte de reunir a família, de comer até fartar, das gargalhadas. Mas também podemos fazer isso mais vezes, noutras alturas do ano, não podemos?
Por isso, espero que compreendam o meu espírito natalício, e o que eu quero é que se repita sempre que possível, sem prendas obrigatórias, sem luzinhas nem sininhos, mas com amor, e paz, e saúde, e todas as coisas verdadeiramente boas da vida.
E porque o Natal afinal é nascimento, uma palavra especial de apreço a todos os aventureiros que decidiram ter filhos nestes tempos conturbados, desejo-vos muito boa sorte! Afinal, os bebés continuam a ser o maior símbolo de Esperança de Natal.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Pecado…

Um beijo ao acordar e outro ao adormecer

Um peito onde “pecar”

Quero lamber as tuas mamas!

Mordiscar lentamente os teus mamilos

Fazer-te estremecer com um beijo no teu pescoço nu!

Correr a língua pelo teu corpo

Chegar às tuas virilhas

E pecar longamente no teu sexo

Sentes a minha boca no teu sexo?

Sentes o meu corpo junto do teu?

Sente o meu desejo

A minha excitação

A minha vontade…

E tu que nos vês, minha doce voyeur

Junta-te a nós neste canto de desejo e pecado

Também a ti desejo beijar-te

Tocar-te

Possuir-te

Entre estas palavras me excito

Entre as letras me toco

Entre estas letras o meu corpo pede para pecar

Deixem-me provocar-vos

Sentir o vosso desejo junto de mim

Tomem o meu corpo, sinto o meu desejo em vós

Possuam-me aqui mesmo!

Entre beijos, penetrações e outras estimulações

Venho-me entre vós

Provoquem-me!

Provoca-me!!!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

the vagina workshop

"[A slight English accent]
My vagina is a shell, a round pink tender shell, opening and closing, closing and opening. My vagina is a flower, an eccentric tulip, the center acute and deep, the scent delicate, the petals gentle but sturdy. I did not always know this. I learned this in the vagina workshop. I learned this from a woman who runs the vagina workshop, a woman who believes in vaginas, who really sees vaginas, who helps women see their own vaginas by seeing other women’s vaginas. In the first session the woman who runs the vagina workshop asked us to draw a picture of our own “unique, beautiful, fabulous vagina.” That’s what she called it. She wanted to know what our own unique, beautiful, fabulous vagina looked like to us. One woman who was pregnant drew a big red mouth screaming with coins spilling out. Another very skinny woman drew a big serving plate with a kind ofDevonshirepattern on it. I drew a huge black dot with little squiggly lines around it. The black dot was equal to a black hole in space, and the squiggly lines were meant to be people or things or just your basic atoms that got lost there. I had always thought of my vagina as an anatomical vacuum randomly sucking up particles and objects from the surrounding environment. I had always perceived my vagina as an independent entity, spinning like a star in its own galaxy, eventually burning up on its own gaseous energy or exploding and splitting into thousands of other smaller vaginas, all of them then spinning in their own galaxies. I did not think of my vagina in practical or biological terms. I did not, for example, see it as a part of my body, something between my legs, attached to me.
(…)
I found it quite unsettling at first, my vagina. Like the first time you see a fish cut open and you discover this other bloody complex world inside, right under the skin. It was so raw, so red, so fresh. And the thing that surprised me most was all the layers. Layers inside layers, opening into more layers. My vagina amazed me. I couldn’t speak when it came my turn in the workshop. I was speechless. I had awakened to what the woman who ran the workshop called “vaginal wonder.” I just wanted to lie there on my mat, my legs spread, examining my vagina forever. It was better than theGrand Canyon, ancient and full of grace. It had the innocence and freshness of a proper English garden. It was funny, very funny. It made me laugh. It could hide and seek, open and close. It was a mouth. It was the morning.
(…)
The woman who ran the workshop laughed. She calmly stroked my forehead. She told me my clitoris was not something I could lose. It was me, the essence of me. It was both the doorbell to my house and the house itself. I didn’t have to find it. I had to be it. Be it. Be my clitoris. Be my clitoris. I lay back and closed my eyes. I put the mirror down. I watched myself float above myself. I watched as I slowly began to approach myself and reenter. I felt like an astronaut reentering the atmosphere of the earth. It was very quiet, this reentry: quiet and gentle. I bounced and landed, landed and bounced. I came into my own muscles and blood and cells and then I just slid into my vagina. It was suddenly easy and I fit. I was all warm and pulsing and ready and young and alive. And then, without looking, with my eyes still closed, I put my finger on what had suddenly become me. There was a little quivering at first, which urged me to stay. Then the quivering became a quake, an eruption, the layers dividing and subdividing. The quaking broke open into an ancient horizon of light and silence, which opened onto a plane of music and colors and innocence and longing, and I felt connection, calling connection as I lay there thrashing about on my little
blue mat. My vagina is a shell, a tulip, and a destiny. I am arriving as I am beginning to leave. My vagina, my vagina, me."



obrigado pela sugestão, Afrika :-)

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Imagina…

Sais do trabalho tarde, após um dia cansativo e tens apenas uma coisa em mente:


Desejas com fervor que a loja da esquina ainda esteja aberta, e está! Compras uma barra de chocolate de leite recheado de caramelo. Mal cabes em ti de contentamento: seis pedaços de prazer todinhos para ti, seis momentos mágicos de puro deleite com caramelo. Vais doseá-los bem, aproveitar cada bocado ao máximo.
É noite, faz frio e chovisca. Corres escadas abaixo abrindo ansiosamente a embalagem, e o aroma do chocolate mistura-se com o do caramelo. Partes o primeiro pedacinho e o chocolate é tão suave que nem se ouve o partir.
Entras no carro a sorrir, derretendo-o contra o céu da boca, acariciando-o com a língua. Na rádio passa aquela música que tanto gostas. Estás na fila dos semáforos, fechas os olhos por um instante e deixas-te levar por aquele sabor quente, o chocolate já derretido e o caramelo intenso a desfazer-se num líquido sublime.
Reparas no efeito curioso dos pingos de chuva a refractarem a luz vermelha do carro da frente. Sabe bem estar a caminho de casa, mal podes esperar por um banho quente!
Preparas o banho, pões outro pedaço na boca enquanto te despes. Sabe-te bem lavar o corpo cansado e esvaziar a mente enquanto saboreias o doce e tentas não mexer a língua, não engolir para prolongar o sabor até liquefazer. Registas todas as sensações deste sabor que se prolonga na tua memória.
De banho tomado, sentas-te na cama, ouves o vento lá fora enquanto ofereces à tua boca mais um pedaço. O caramelo não se quer soltar e deixa um rasto elástico entre um pedaço e outro. Aperta-lo contra o céu da boca, extraindo o sabor apaixonante que diz ao teu cérebro para libertar mais endorfina e serotonina na corrente sanguínea. Sentes imediatamente o efeito envolvente de bem-estar percorrer-te o corpo todo, recostas-te, fechas os olhos e pensas como seria bom oferecer um beijo de chocolate com caramelo ao teu amor. A tua imaginação apodera-se da realidade e brinda-te com o teu desejo. Partilhas os pedaços que restam com quem amas, em beijos deliciosamente doces e reconfortantes...

sábado, 15 de dezembro de 2007

lembrando Magritte...




Provoca-me!!!

Provoca-me, como nunca me provocaste

Entrega-te aos prazeres, e provoca-me,

Excita-me, deixa-me sentir o teu desejo,

Provoca-me!!!

Entrega-me o teu corpo,

E eu dou-te o meu coração!

Provoca-me!!!

Beija-me o corpo,

Entrego-me a ti!

Provoca-me!!!

As excitações estão ao rubro,

Orgasmos ameaçadores aparecem,

Parecem trovões numa noite de tempestade!

Provoca-me!!!

Vimo-nos em provocações,

Explodimos em prazer!

Vem, e provoca-me!!!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

pequenos prazeres: a directora e o chefe de zona do supermercado

a directora

Há sete anos, inscrevi-me numa loja para um part time para colaborar com uma empresa multinacional do ramo alimentar sem saber bem o que era o trabalho, mas cujos requisitos preenchia.
Uma série de meses depois, quando eu já nem me lembrava do assunto, uma voz feminina muito simpática e eficiente telefonou-me a marcar entrevista. No dia combinado, lá fui, tive de esperar um pouco, estávamos em Junho e o fresco do ar condicionado sabia-me bem. Enquanto esperava, pus-me a ler o livro para disfarçar o nervosismo destas situações, não devia ser grande coisa porque já não me recordo dele. Sei que algum tempo depois a mesma voz que me tinha ligado abordou-me, acompanhada de uns olhos verdes intensos, enormes, hipnotizantes. Como eu gostava de lhe beijar as pálpebras! E os lábios frescos, naturais, sorridentes, feitos para serem beijados… Perguntou-me o nome numa afirmação, ao que eu respondi positivamente, e lá fomos para as entranhas do armazém da loja, aquela parte nunca visitada pelo comum consumidor. Era um cubículo deprimente sem janelas, a sala dos empregados, voltei lá algumas vezes depois, mas nunca teve tanta luz como quando estive lá com ela. Era verdadeiramente uma mulher brilhante! Muito empática e com um ar ultra profissional e competente no seu tailleur verde seco, a condizer com os olhos. A entrevista correu lindamente, tinha sido a primeira escolha dela e não quis entrevistar mais ninguém. Fiquei super contente, o trabalho parecia agradável e a remuneração era bastante simpática, pelo que aceitei logo. Combinámos encontrar-nos na semana seguinte para assinar o contrato e para ela me dar a formação necessária e trabalharmos um pouco em conjunto. Se foi difícil o tempo passar entre o telefonema e a entrevista, ainda mais devagar passou aquela semana, em que eu contava os segundos para a hora exacta. Muito antes do tempo, lá estava eu à espera. Ela apareceu no Audi A6 da empresa, desta vez de t-shirt, calça de ganga e ténis, uma vez que íamos para o terreno, mas nem por isso menos encantadora e apetecível. O trabalho correu lindamente, foi super agradável e interessante. Fiquei a saber que a formação dela era em línguas germânicas e que morava em Sintra. A partir daí, comecei a trabalhar individualmente mas com imensa motivação. Fazia relatórios semanais comparativos, enviava postais de natal e de primavera feitos por mim, convites para festas e tudo o que me passava pela cabeça. O trabalho foi-se estendendo a todo o país, foi criado um departamento próprio na empresa e eu deixei de contactar com ela. Lembro-me que no primeiro Natal, enviaram-me um postal assinado por várias pessoas e com uma mensagem dela onde agradecia "o excelente trabalho realizado". Como fiquei feliz! Falei com ela ao telefone mais uma ou duas vezes, e trocámos alguns mails profissionais. Nunca mais a vi, mas nunca mais esqueci a competência e os olhos dela.


o chefe de zona

Quando eu ia ao sábado à tarde entregar o meu trabalho, por vezes, muito raramente, via um rapaz que eu achava bonito. Nessa altura, escrevi isto sobre ele, para o QJ e para a Quimera:

"Ele deve ter mais ou menos a minha idade, não é muito alto, é magrito, cabelo castanho, olhos azuis. Ele faz-me lembrar alguém, um actor, aquele que fez o Crime do padre Amaro, sabem, o Jorge Corrula. Embora as feições sejam parecidas, ele é muito mais bonito, tem o nariz mais perfeito, um ar frágil que lhe dá imensa piada. Eu acho graça, o que é que querem? Gosto de olhar para ele entre os detergentes, as couves e a roupa, discretamente, sem que ninguém perceba. Deleito-me numa onda de voyeurismo, a ver o que ele está a fazer enquanto finjo indecisão quanto ao arroz a levar.

Creio que a primeira vez que o vi, foi no escritório. Ele não tinha farda vestida, por isso parti do princípio que seria um chefe de zona ou de loja. Depois vi-o num Audi, e confirmei a minha teoria, porque os big bosses andam todos de Audi, quanto maior for o Audi, maior o cargo. O dele é uma carrinha A4.
Se bem que ainda não tenha percebido muito bem o que é que ele é, vejo o que ele faz. E acho-lhe mais piada ainda quando o vejo a supervisionar os legumes, a varrer a secção, ou a limpar as balanças. Achava piada, mesmo que ele fosse feio, porque não é todos os dias que eu vejo um chefe fazer o que ele faz. Hoje estava a ajudar um funcionário a desmanchar caixas de cartão e também já o vi a lavar o chão. A loja hoje estava cheia, princípio do mês, eles fartam-se de vender. Disse boa tarde ao gerente da loja que me costuma entregar o trabalho e a resposta dele foi "Boa tarde? Só se for para si!" Fez-me rir, porque aquilo estava realmente caótico. No meio do caos, lá andava ele, com calças de fato e mangas de camisa arregaçadas, acho-lhe mesmo piada! A dedicação que ele põe no trabalho, sempre muito concentrado… a competência excita-me, sem dúvida."

Vai fazer um ano que deixei de colaborar com a empresa, e consequentemente deixei de lá ir ao sábado e deixei também de voltar a ver este rapazinho tão bonito e tão… tão não para o meu bico!…

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Inquietações do Corpo e da Alma - 3ª Parte

continuação daqui

Como é habitual às quintas-feiras, hoje é a minha ladies night. Vou jantar com as minhas amigas sem os respectivos namorados ou maridos.

Vamos à “tasquinha” do costume. É um lugar simples mas tem umas iguarias divinas e empregados sempre simpáticos.

A Marta não está nos dias dela, mais uma vez discutiu com o marido. Com tanta discórdia não percebo como ainda conseguem viver sob o mesmo tecto. A velha desculpa do filho em comum! No fundo acho que tem medo de recomeçar a sua vida mas seria demasiado doloroso ter que o admitir. Também não serei eu a tocar na ferida.

Todas acabam por se queixar de alguma coisa em relação às suas caras metades. Reparo no ar descontraído da Júlia, a única do grupo que não tem qualquer compromisso. Por momentos invejo a sua independência. Está sozinha mas feliz!

Entretanto saímos para beber um copo num bar que a Júlia sugere. O espaço é amplo mas acolhedor. No balcão está a habitual clientela masculina preparada para o engate. Há um jovem que se destaca no grupo pelo seu corpo nitidamente trabalhado. Cruzámos olhares por instantes mas eu desvio o olhar e dirijo-me para a mesa que as meninas escolheram. Sobre a mesa encontra-se um folheto no qual diz que haverá uma surpresa nesta noite.


Peço um whiskie e deixo-me relaxar recostada no sofá. O corpinho escultural do bar não tira os olhos de mim. Entro no jogo, dá-me gozo sentir que o atraio.

Vou bebericando o meu escocês enquanto brinco com o gelo. Discreta mas propositadamente deixo cair uma gota de bebida sobre o meu peito descoberto. Passo os dedos pela pele em jeito de carícia tentando secar o líquido derramado. Levo a mão até entre os meus seios sobre os quais pende um colar com o qual brinco. Sei que me observa, imagino que por instantes desejou que outro líquido jorrasse sobre o meu peito. Excita-me imaginar o desejo dele!

Entretanto deixo de ver o meu deus grego. Num dos monitores do bar anunciam que já falta pouco para a surpresa da noite. A dois metros da nossa mesa estão a montar um mini-palco sobre o qual deixam apenas uma cadeira. Vinha mesmo a calhar um comediante para nos alegrar a noite.

Fico estupefacta quando após o suspense criado pela música aparece o homem que estivera a seduzir vestido de cowboy. Afinal trata-se de um show de strip!

Começa a dançar ao ritmo envolvente da música. As calças justas deixam antever o deleite que está para vir. O chicote que tem na mão dá-lhe ainda mais virilidade, fazendo-me estremecer a cada movimento de simulação duma chicotada.

Vai-se despindo aos poucos com movimentos que exalam sensualidade. Fica de tronco nu, os seus mamilos destacam-se na pele morena. Dá vontade de os morder…Depois despe as botas, as calças… hummm! Belo rabo que espreita pelas cuecas de fio dental!

Subitamente desce do palco, pega-me pela mão e leva-me para o centro das atenções. Pede-me que me sente na cadeira que jaz sobre o palco e dança para mim. De pernas abertas sobre a cadeira em que estou sentada, insinua o seu sexo na minha direcção. Pega nas minhas mãos e encosta-as ao seu rabo. Dou-lhe uma palmada de mansinho. Tenho vontade que seja o meu cavaleiro, que me cavalgue até á exaustão… Termina esta tortura deliciosa com um suave mas sugestivo deslizar do chicote desde os meus ombros até às minhas coxas. Pega-me novamente pela mão beijando-a encaminha-me para a minha mesa.

Estou a arder de desejo… Afinal, esta noite, foi ele que dominou o jogo de sedução…!

continuação aqui

domingo, 9 de dezembro de 2007

o grande O Lá

Iniciámos a viagem que prometia ser longa e prazerosa.
Começámos devagar, a saborear cada curva, monte e vale sem pressa de chegar.
Tu já tinhas estado e disseste-me como é bom. Foste e voltaste e eu continuei contigo ao meu ritmo.
Demorei a chegar, mas quando assim é, sabe melhor a chegada.
O grande O estava à minha espera, como sempre, de braços abertos.
Nem sempre consigo abraçá-lo, mas desta vez consegui aproximar-me bastante e abracei-o calmamente, sentindo-o percorrer-me o corpo todo a partir do centro, numa explosão de prazer intenso. Não satisfeito, ele quer levar-me ao cume. Estou quase . Aumento o ritmo da caminhada até ficar sem fôlego. Viva, vibrante, revigorada – o meu corpo grita, liberta-me a alma! Ah, que paisagem magnífica! Que viagem maravilhosa! Deixo-me levar pelas ondas que me invadem e levanto voo. É bom demais! É intensa, demorada, deliciosamente violenta esta viagem até .
Fecho os olhos húmidos e deixo-me ir até a energia se esgotar e não ter mais forças, deslizo lentamente até ao chão e peço para me trazeres de volta, aninhada em ti saboreio os sentidos numa suave quietude.

sábado, 8 de dezembro de 2007

Godiva




















Ela é ímpar. Nasceu em berço de ouro e carrega nos ombros a responsabilidade de continuar o império da família, tarefa que não escolheria se lhe fosse permitida essa opção.
Demasiado rebelde, espírito livre, quase selvagem. Ama a natureza e por ela luta desesperadamente.

Segue a galope no seu cavalo negro e brilhante, por entre as plantações de café, certificando-se de que as regras estão a ser cumpridas.

Cabelos soltos ao vento, calça de ganga justa, camisola de manga comprida com atilhos desapertados à frente revelando os seios livres que galopam ao ritmo do cavalo. Imagina-se uma cowgirl do oeste, uma Robin dos Bosques de Sherwood, uma Amazona justiceira e feroz.

Não tem homem, embora todos lhes caiam aos pés, ela só tem olhos para o Trovão. Quem é que precisa de homem quando tem à sua disposição um puro-sangue daqueles?
O cavalo é um belo animal, inteligente e sensível. Os dois entendem-se na perfeição.

O Trovão é um garanhão. Ela observa-o a cobrir a égua com toda a sua força pujante transformada em mestria instintiva. Observa todos os músculos, todos os movimentos, a rendição e gozo da égua e não deixa de ter uma ponta de inveja do casal.
Equilíbrio, elegância, força e delicadeza. O macho perfeito. Suspira.

Estão a cavalgar os dois, a uma velocidade louca. O Trovão avança pelo prado mais rápido que um relâmpago. O ritmo é repentinamente quebrado e ela é lançada para a frente, rasgando o solo com o seu corpo. É no que dá quando não se usam estribos. Ferimentos graves, clavícula partida. O cavalo magoou-se gravemente numa pata dianteira. O veterinário queria abatê-lo, mas ela não deixa. Contrata a melhor cirurgiã especialista neste tipo de lesões e consegue recuperar o cavalo.

As mazelas físicas de ambos demoram o mesmo tempo a cicatrizar. O cavalo recupera totalmente, mas não a deixa montar. Deixa montar qualquer um, menos a ela. Magoada e frustrada, acaricia o bicho, passa horas a falar com ele, a dizer-lhe que ele não teve culpa, mas ele mostra-se inflexível, já não é o mesmo.

Então ouve finalmente falar de um sujeito que faz milagres com os cavalos, que os entende como ninguém. Contrata-o. Ele leva o cavalo para uma clínica distante à beira-mar. Ele é diferente, não lhe cai aos pés, não se rende à sua beleza. Isso desafia-a. Ela tenta desesperadamente conseguir a sua atenção, mas ele só atenta no cavalo, concentrado e profissional. Ele toca no cavalo como ela gostaria de ser tocada, com suavidade e firmeza, e o cavalo obedece. Juntos dão longos passeios pela areia molhada, ela começa a ter uma certa inveja da relação deles, o cavalo afeiçoa-se ao mestre, ela sente que é ali que ele pertence.

Vão mais uma vez passear na praia, ela a pé, ele montado no cavalo. Ele acha que o animal já está preparado e convida-a a subir para junto dele. O Trovão não se mexe. Ela deixa-se envolver pelo corpo do homem e sabe-lhe bem, sente-se perfeitamente segura e em harmonia. O cavalo tranquiliza-se. O mestre pede-lhe para avançar sem medo e o Trovão dá os primeiros passos nervosos. Ela não cabe em si de excitação! Abraça o pescoço do cavalo, sussurra-lhe à orelha "lindo menino, assim mesmo é que é!" O mestre sorri, mas ela não vê aquele sorriso misto de missão cumprida e desejo. Agora já pode ceder à conquista dela. Segura-a firme e ajuda-a a voltar-se para ele. Ela agradeceu-lhe com um abraço que não deixou espaço para palavras nem dúvidas. Seguiu-se o beijo deliciosamente longo e profundo, há muito aguardado pelos três.

O Trovão juntou-os, e continua a juntá-los. Dão longos passeios na areia molhada da praia deserta, ao sabor da maresia, e fazem amor ao ritmo quente do galope.


inspirado na lenda de Lady Godiva e no livro "O Encantador de Cavalos" de Nicholas Evans
foto: CORBIS

sábado, 1 de dezembro de 2007

Ao Minete


Entre as pernas tenho um segredo
Segredo que quer ser beijado!

Mete a tua boca entre mim

Sinto a tua língua correr
Sinto a tua língua entrar em mim

Corre-a pelo meu segredo
Sinto o teu toque,
Sinto o prazer que me dás
Tocando-me assim de macio

Sinto a força da tua língua
Sinto o calor do teu beijo
No meu segredo

Do meu segredo, vem prazer
Da tua língua vem prazer
Venho-me com prazer na tua boca
Venho-me com loucura
Ao toque da tua língua!