quarta-feira, 6 de março de 2013

swingin' (in the rain) parte 14

continuação daqui | início

Voltaram para o lounge, os quartos já não tinham muito que ver, já tinha passado o reboliço, estava tudo a descansar, calma e silenciosamente. Falávamos com os embaixadores e o casalinho estreante, trocávamos ideias sobre as nossas experiências. O Guardião e a sua Musa estão perfeitamente à vontade naquele habitat, têm uma regra simples: só se envolvem sexualmente com casais quando ambos lhes agradam. Ele é hetero, ela  é bi, mas diz que só se envolve com mulheres em contexto de casal em situações muito próprias. Nós compreendemos a dieta deles e reconhecemos que a nossa é diferente, mais variada. Fizemos percursos bem diferentes e aprendemos bastante com isso, continuamos a aprender.  A Yin estava a explicar à Musa como se relacionava sexualmente com mulheres quando o Guardião acordou e perguntou se ela já tinha beijado alguma “não leste esta história desde o ínicio”, pensou. E começou a explicar as diferenças, que todos os beijos são diferentes independentemente de serem trocados entre mulheres ou homens e que só houve um que não gostou particularmente. O Guardião quis saber pormenores, ela tentou explicar-lhe que houve falta de coordenação, como numa dança, como num idioma em que os pares não se entendem, e que o facto de sentir um sabor intenso a tabaco também não ajudou. “Beija-me lá para ver se gostas” - disparou ele de repente. Ela não estava nada à espera, ele insistiu, ela ficou sem jeito, escondeu-se atrás de uma almofada, disse-lhe que não. “Porquê? É porque fumo?” voltou a insistir, os outros riam, mas ela voltou a dizer que não, já tinha beijado outros fumadores e gostado, o sabor a tabaco não era tão intenso, não gostava era de sentir que estava a lamber um cinzeiro. Ele continuou a insistir madrugada fora, mas ela não cedeu.
continua aqui

2 comentários:

Pinhal Man disse...

Cede! Cede! Cede!... :)

carpe vitam! disse...

veremos se cede ou não... nos próximos capítulos ;)