sexta-feira, 8 de março de 2013

uma noite erótica (parte I)

texto por PinhalMan


Tal como haviam combinado, Carla foi ter à casa de Miguel. Entrou no elevador e marcou o código que ele lhe tinha indicado. Enquanto subia até à  Penthouse, foi-se olhando ao espelho. Uma vez que não tencionavam sair nessa noite, pôde dar-se ao luxo  de apresentar um visual arrasador. Não se preocupou em parecer um pouco vulgar… Despertar a paixão do seu amante era o seu único objectivo! 
“Espero que ele não tenha nenhum ataque quando me vir” – Pensou, a sorrir. 
Quando o ascensor chegou ao seu destino, dirigiu-se à luxuosa entrada da casa de Miguel e parou por instantes. Relembrou os avassaladores momentos de paixão que tinham vivido do outro lado daquela porta havia bem pouco tempo, e prometeu a si mesma que esta noite não lhe ficaria atrás. 
Passou uma última vez a mão pelo justo vestido, como que a chegá-lo ainda mais ao 
corpo, e tocou à porta. 
Logo, Miguel surgiu e recebeu-a com um belo sorriso. Não resistiu a olhá-la de cima a 
baixo com ar de desejo, e exclamou: 
- Caramba, Mulher! Até fico sem respiração só de olhar para ti! Por favor, entra… 
Carla aproximou-se, colocou os braços à volta do seu pescoço e colou os seus apetitosos 
lábios nos dele, num saudoso beijo. 
Miguel fechou a porta com um toque com o pé, para não perder a atenção de Carla, e 
por entre um beijo e outro deixou escapar: 
- Não tens… noção… das saudades… que tinha… de ti… 
- Acho que consigo fazer uma ideia… – Respondeu Carla de um fôlego, entregando-se depois a um beijo mais profundo. 
Ali ficaram um pouco, matando as saudades com abraços e beijos. Sabia-lhes tão bem estar assim. Embora não se conhecessem assim há tanto tempo, havia aquela sensação magnética de que o Universo tinha sido criado para  que eles pudessem estar juntos. Nada mais contava naquele momento em que o próprio tempo parecia parar só para os contemplar. 
Então, como se a força do desejo tivesse repousado  por um instante para retomar o fôlego, Miguel aproveitou para justificar o convite que tinha endereçado a Carla: 
- Sabes que no sábado fiquei a pensar que foi pouco cortês da minha parte não te ter recebido no meu quarto da forma que acho que tu mereces… 
- Ai sim? Achas que mereço ser recebida de uma forma especial? – Sorriu Carla. 
- Claro que sim. Não me arrependo nem por um segundo por ter perdido o decoro contigo, mas a verdade é que gostava de te poder proporcionar uns momentos bem carregados de erotismo. Por isso te pedi para vires cá hoje, ter comigo. 
- Hummm… Momentos eróticos soa-me bem. Gostava de ver isso. Mas olha… Desde já  te aviso que esse tipo de ambiente desperta em mim vontades bem carnais! – Respondeu 
Carla, com um riso malandreco. 
- Então vem comigo. – Pediu Miguel, levando-a pela  mão até um aparador que se encontrava perto da porta da sua suite.  
Aí chegados, ele tirou da gaveta um lenço vermelho  de cetim. Enrolou-o e, transformando-o numa venda, disse, enquanto o colocava em volta da cabeça de Carla, cobrindo-lhe por completo os olhos: 
- Agora vais ter que confiar em mim… Vou-te levar até à porta do quarto de banho, vendada, para não estragar a surpresa. Peço-te que  aguardes aí até te dar sinal. Não demorarei mais do que 4 ou 5 minutos, prometo…  
Carla acedeu e deixou-se guiar através da suite.  Entrou no bem equipado quarto de banho e, após sentir a porta a ser fechada, retirou o lenço. Olhou-se no espelho e aprovou o que viu.  Como é que o Miguel não havia de ter gostado? O justo vestido preto, bem decotado, revelava de um modo arrojado as suas formas perfeitas. Só não era demasiado curto, para não denunciar extemporaneamente o sensual cinto de ligas, que na hora certa haveria de provocar efeitos bem interessantes no seu parceiro. 
Ajeitou o cabelo e retirou da clutch, que ainda não tinha largado, um tubo de gloss com que retocou os lábios.  Pousou a pequena bolsa sobre o móvel do lavabo e reparou que, vinda do quarto, começava a soar uma sensual melodia, de batida bem pronunciada. 
Sorriu, como que adivinhando um ambiente propício a uma noite de paixão. Gostava de sentir que ambos estavam com ideias alinhadas. De repente ouviu três batidas na porta. Tinha que ser o sinal! 
Respirou fundo, fechou os olhos por um momento e reabriu-os, devagar, com um olhar 
felino. 
Rodou a maçaneta… Lentamente… Adorava a ideia de poder massacrar Miguel com pequenas esperas, estrategicamente desesperantes. Contudo, a curiosidade em saber o que a aguardava do outro lado da porta acabou por ser mais forte e não demorou muito até que ela a abrisse por completo. 
Por muito que tivesse em mente manter uma pose sensual, não conseguiu evitar uma sensação de arrebatamento causada pelo cenário diante de si… 

continua...

2 comentários:

carpe vitam! disse...

Poder feminino... isto promete ;) assim de repente, parece-me uma boa forma de comemorar o dia da Mulher... todos os dias :)

Pinhal Man disse...

Agora que falas nisso, é mesmo.
Nada como uma Mulher sentir-se livre para dar a um Homem tudo aquilo que ele fez por merecer... ;)

Feliz Dia da Mulher... Hoje e Sempre... :)