sexta-feira, 5 de abril de 2013

Swingin' (in the rain) parte 19

continuação daqui | início

Por ela, fariam a passagem de ano em casa, com a família. Mas ele não queria. Aceitaria passar em qualquer outro lado. O Yang estava danadinho para ir ao clube. A Yin também gostava de ir, mas tentou conciliar as vontades, não se importaria nada de ficar em casa com eles. O Yang consegue ser bastante persistente, diríamos mesmo insistente, e a verdade é que depois de algum tempo, ela acabou por ceder, mas não sem aquela sensação de "ok, estou a ver que toda a gente quer ir menos eu e como não quero fazer desfeita vou, mas já sei que vai ser uma seca e vou querer vir cedo". Ela não tinha disposição nem roupa para ir, claramente eles só vieram ter connosco porque estávamos ali, à mão de semear, não tinham em mente que os pudéssemos desencaminhar para um espaço daqueles. O modus operandi deles com os outros casais costumava ser diferente do que aconteceu connosco. Normalmente, conversariam bastante na net, conhecer-se-iam minimamente e só se encontrariam com alguém que achassem que valeria mesmo a pena encontrar pessoalmente. Há que dizer que ainda nós nem sonhávamos com estas coisas do swing já eles tinham a escola toda. Frequentaram sites e clubes e conheceram assim bastantes casais da mesma "religião", mas devido a um problema de saúde dele, há algum tempo que não o faziam nem pensavam fazer, sem que ela demonstrasse algum tipo de nostalgia. Mas o curioso é que após ter resolvido ir e encontrado a vestimenta certa, parecia outra, mais entusiasmada que nós. A Yin disponibilizou-lhe o seu guarda-roupa, mas ela preferiu fazer as suas próprias aquisições. São bem diferentes, mental e fisicamente, apesar de serem sensivelmente da mesma altura, ela é mais magra e tem mais mamas que a Yin (quer dizer, tem à mesma duas, mas maiores), mas haveria peças e acessórios que lhe poderiam servir. Partilham no entanto uma certa casmurrice própria das filhas únicas que estão habituadas a fazer tudo à sua maneira.
Chegado o último dia do ano, jantaram em nossa casa e o serão estava agradável, entre comes e bebes e preparativos para a noite. Ela não costuma maquilhar-se, mas deixou a Yin passar-lhe um eyeliner e uma sombra discreta nos olhos e também pintou os lábios. Tinha de ser, para combinar com um vestido preto curto e justo, com decote generoso. A Yin também com o seu vestido preto "eu nunca me comprometo", um pouco mais comprido e menos decotado, mas ainda assim coladinho ao corpo. Vaporizaram-se com uma chuva de brilhantes prateados que depressa se desvaneceram. Os homens são muito mais descomplicados com estas coisas das vestimentas. Uma camisa e umas calças e tándar que já se faz tarde. O quarto ficou todo de pantanas, parecia que tinham estado ali umas quantas adolescentes a prepararem-se para a night. A verdade é que a sensação não foi muito diferente. Estávamos todos sintonizados na rádio PARTY!



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quarta-feira, 3 de abril de 2013

a matemática do sw

imagem por Jaison Cianelli + carpe vitam!
texto por kasalkerkasal

(1 + 1 + 1 + 1) = 4

Bem sei que isto do sexo não é uma ciência exata como a matemática, mas perdoem-me os mais sentimentalistas e menos racionais, para mim, (1 + 1 + 1 + 1) são 4, ou pelo menos deveriam ser. São raros os casais que conseguem pensar desta forma quando decidem experimentar partilhar a sua intimidade com outro casal. Repare-se que não gosto de usar a tradução de “troca de casais” para a expressão inglesa “swing”, porque no fundo trata-se de uma partilha e não de uma troca. Trocam-se carinhos, carícias, fluídos, paixão, mas partilham-se intimidades, casais.

Mas voltemos à matemática.

Após muitas conversas com outros casais em fóruns ou salas de conversação conhecidas do meio ou mesmo pessoalmente, percebi que muito poucos aceitam esta ideia que no swing (1 + 1 + 1 + 1) são 4. Para a grande maioria 2 + 1 + 1 são 4 ou 3 + 1 são 4 ou (1+1) + (1+1) são 4. Nas divisões e nas multiplicações, normalmente concordamos: dividimos os esforços para multiplicar o prazer…ou será que multiplicamos os esforços para dividir o prazer? Bem, agora fiquei baralhada. Eu estava nas adições…

Esquisito?

Passo a explicar…

Para mim, para que o 4 tenha verdadeiramente significado de 4, ou seja, para que o swing seja plenamente usufruído por todos, terá de haver envolvência de todos com todos. Tem de haver partilha total de todos os corpos por todos os outros. Trata-se de sexo, portanto, são 4 corpos, não são 2 mulheres e 2 homens. Todos aceitam 3 + 1, ou seja, 2 mulheres + 1 homem, e o outro a servir de cabide, todos aceitam 2 mulheres (uiiii) + 1 homem + outro homem, a deliciarem-se com a cena, grande parte ficou fã de (1 homem + 1 mulher) + (1 homem + 1 mulher, sejam os respetivos ou os trocados, no entanto pouco são os que têm a minha visão de que (1 + 1 + 1 + 1) são 4.

Matemática à parte…

Sendo mulher e, como tantos outros de nós, fruto de uma educação mais tradicional, com valores mais conservadores, demorei algum tempo a chegar a esta conclusão. Não porque não perceba muito de matemática, mas porque a ideia de poder partilhar o “meu homem” com outro homem fugia aos padrões. Mas a idade trouxe-me também alguma maturidade e maior tolerância perante o preconceito. Sim, porque não passa de preconceito. Sexo não tem idade, sexo não tem cor, sexo não tem religião, sexo não tem (ou não devia ter) género sexual.

Não estou a apelar à bissexualidade generalizada… tipo, vamos todos ser bissexuais agora! Está na moda! É o que está a dar! Nada disso! Prezo muito as minhas escolhas e não troco o meu marido por outra mulher( porra… as mulheres ainda são mais chatas que os homens). Mas isso é a minha vida, o que escolhi para mim. Outra coisa são os momentos íntimos que partilho em determinados momentos. O swing não é a minha vida, apesar de ser chamado de “lifestyle”, não é o meu estilo de vida, não concedo a ideia de ser definida ou rotulada a partir de momentos, deliciosos e importantes claro, mas pequenos momentos numa vida que espero longa e preenchida com tantos outros momentos de outro cariz. No meu swing sim, sou bissexual, trissexual se assim fosse possível, sou acima de tudo um ser sexual. Só assim usufruo desse momento na sua plenitude. Só assim (1 + 1 + 1 + 1) são 4.

Comentários? São bem vindos, mas já sei que vão dizer que estou a fazer “a quadratura do círculo” ou que têm de fazer “a prova dos 9” para poderem responder, mas pensem bem no assunto. Não será que (swing – preconceito) = prazer2?

segunda-feira, 1 de abril de 2013

swingin' (in the rain) parte 18

continuação daqui | início

Aparentemente são pessoas normais, um pouco mais velhas que nós. Claro que normalidade é forma de dizer, quase toda a gente parece normal antes de se conhecer. Depois disso é que "normal" se pode tornar num adjetivo pejorativo. Ela estava bastante reservada, na defensiva, mais do que ele. Claro que, sabendo o que sabíamos, não conseguimos deixar de imaginar como seriam eles na intimidade... A conversa foi agradável, mas estava como o tempo, um bocado fria. Não deixámos de ser estranhos com uma ou duas coisas em comum, a partilhar ideias. Podíamos fazê-lo sobre diversos assuntos, mas a insularidade (talvez por não nos ser comum) interessa-nos bastante. Pela forma como muda as pessoas. Claro que tendo oportunidade, não deixaríamos de nos voltar a encontrar.
E foi o que fizemos. Eles são adeptos da pescaria. Elas não mas gostam de conversar e passear, pelo que apesar de não ser o tempo ideal para o passeio, foram com eles. Depois de algum tempo de engonhanço, fizeram-se ao caminho. Eles ficaram a dar banho ao isco e a trocar confidências sobre... particularidades físicas e afins. Elas caminharam à beira da estrada e do mar, por entre carros e pinheiros, a falar sobre o passado e o presente e as pessoas que se cruzaram com ambas. Sendo uma cidade pequena, não admira. Voltaram, por um caminho que não lembra ao diabo porque a Yin se distraiu na converseta, mas chegaram. Estava frio. A Yin tinha levado um livro e o Yang o portátil, não chegaram a usar nenhum porque todos quiseram ir embora para paragens mais quentes. Não quiseram jantar connosco, tinham coisas combinadas e o tempo tinha de chegar para se dividirem pela família. Não se foram embora sem ser convidados para passarem connosco o reveillón.

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sexta-feira, 29 de março de 2013

Santa SEXta...


Foi há uns meses, mas podia ser agora, no outro hemisfério. E será novamente, daqui a uns meses... mas aqui dentro, por mais que chova, é sempre Verão.

domingo, 24 de março de 2013

swingin' (in the rain) parte 17

continuação daqui | início

Quando começámos a escrever isto, a ideia era descrever o meio, as pessoas, os sites, os clubes, numa abordagem concisa mas minimamente refletida da coisa.
Não é que tenhamos deixado de lado essa ideia, mas entretanto foram acontecendo coisas interessantes que nos desviaram do caminho traçado. Ou talvez não seja um desvio, talvez seja apenas um aprofundamento.
Seja como for, iremos continuar ao sabor dos acontecimentos, demorando o tempo que quisermos demorar. Mandamos a concisão para as urtigas. Quem quiser lê, quem não quiser não lê. Não prometemos que se aprenda alguma coisa com isto mas talvez sirva de entretenimento. Não prometemos que a coisa aqueça e muito menos que chova. Não prometemos absolutamente nada a não ser um relato e uma outra reflexão sobre os acontecimentos, o mais sinceramente possível, segundo a nossa perspectiva e resguardando sempre ao máximo a identidade das pessoas envolvidas. Saudavelmente servido ao natural, sem corantes nem conservantes, para quem quiser ler ou beber.

Começámos a trocar ideias com um casal que nos despertou a atenção inicial com dois pormenores: primeiro porque apesar de morarem numa ilha, ela é nossa conterrânea. Se bem que, com a sorte que temos tido com os conterrâneos, isso não queria dizer grande coisa, mas sempre era um ponto em comum. Segundo, ele porque ele é bi, e isso desperta sempre a curiosidade da Yin. São muito poucos os homens que têm a coragem de se assumir como tal. Ela já se perguntou como reagirá quando alguém alinhar sem resitência em todas as maluqueiras que lhe passam pela cabeça. Até agora, tem sempre de ir conquistando e leva muitos nãos pelo caminho. Isso não a desanima, muito pelo contrário, ir devagar dá-lhe gozo e confiança, respeitando os limites e ultrapassando-os de vez em quando. Mas e se alguém suficientemente doido disser sim a tudo, sem resistências? É coisa para a assustar. Até agora, todas as suas ideias têm funcionado na prática, umas melhor, outras pior, mas sempre dando para aprender com o processo. O limite é uma fronteira desconhecida mas muito apetecida. Ela tem esta ideia de que toda a gente é potencialmente bi, mas a educação muitas vezes leva a melhor sobre o desejo e as pessoas não se conseguem desformatar da mentalidade vigente. Nem sequer conseguem admitir uma certa curiosidade e é sempre mais fácil para as mulheres fazerem-no, pois a sua educação permite um contato mais próximo. No meio swinger, a esmagadora maioria das mulheres assume-se como bissexual, mesmo nunca tendo tido nenhuma experiência. Estando lá a vontade, a experiência segue-a, é tudo uma questão de oportunidade. Nunca estivemos com nenhuma mulher que não o fizesse. Mas ser bi não significa obrigatoriamente gostar de ambos os sexos da mesma forma ou querer foder com toda a gente. Não é um estilo de vida, muito menos uma opção. a única opção que pode existir é o assumir ou não da curiosidade, da vontade.
Mas voltemos ao tal casal. Vinham ao continente passar o Natal e lembraram-se de combinar um encontro, afinal de contas, era já ali, a uns escassos passos da estadia, uma agradável esplanada (mais agradável no verão, diga-se, mas ainda assim simpática de inverno, com os aquecedores de teto) onde servem um chocolate quente cremoso que recomendámos. Tínhamos trocado muito pouca informação, as contas do facebook e algumas conversas online. Se fôssemos para mais longe, a Yin iria querer saber mais, para não arriscar fazer a viagem e não haver grande empatia. Mas como estávamos em casa, lá fomos à aventura, movidos pela curiosidade.


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sexta-feira, 22 de março de 2013

Diálogos (im)prováveis XXI

                                                                        Threesome s01e02

Gosto do conceito desta série, tem cenas hilariantes.
Trata-se de um trio (um casal e um amigo gay) que ao festejar o aniversário dela com muita droga e álcool à mistura, acabam os três na cama.
Mais tarde ela descobre que está grávida do amigo gay e decidem educar a criança os três.
Este é um dos primeiros diálogos depois dessa decisão:


Ela: Okay, so how do I explain this to her? Our three-way, daddy-mummy-daddy setup.

O amigo gay: We need the well-spun version, all right? It's still fundamentally true, but in which we don't come out as drug-crazed perverts.

Ele: On account of our drug-addled threesome?

O amigo gay: O No, no, you see, it's more about the language. We weren't... We weren't drug-addled we were just tired and emotional.We didn't have a threesome, we were just... You know when politicians lie and they say they misspoke? Well, we just misfucked. Hmm?

Ele: Yes.

O amigo gay: Done.

Ela: A tired and emotional misfuck? Yeah.

Ele: Mmm.

Ela: I mean, that will look so much better on the nursery application.

quinta-feira, 21 de março de 2013

swingin' (in the rain) parte 16

continuação daqui | início

Pouco depois voltaram e deram-nos a conhecer mais um casal. Ele falava sem se calar, com uma energia impresionante para aquela hora do dia (o sol já nascia) ela estava caladita, visivelmente cansada e ensonada, tal como a Yin. A conversa era sobre como estava a ser difícil encontrar um par compatível, a maioria nem sequer sabe conversar. De como funcionam os sites em outros países europeus. Pareciam saber o que queriam e ser exigentes. Nós reconhecemos essa realidade, identifcamo-nos, e sentimos a frustração deles, pois já há bastante tempo que tentam combinar coisas e não conseguem. Mas não desmoralizamos. Era a primeira vez que vinham ao espaço e gostaram. Ficámos com o contato deles e a curiosidade para conhecer melhor aquele casal. A conversa estava a ser interessante, mas Yin já só queria sair dali, via o nascer do sol, a belíssima paisagem do alto da encosta e sonhava com pão quente.
Quando já estávamos a pensar ir juntos embora, o Dono do Pedaço resolve aparecer e pôr-se a contar as suas aventuras em motéis. Ele defendia a sua teoria de que aquele espaço funcionava como um motel barato. Nós não somos da mesma opinião, um motel é muito mais privado, tem outro tipo de mordomias, não serve para o que nos motiva a ir ali, que é sobretudo conhecer pesssoas. Mas o Rei fala que se farta, comentou que andou a ler os nossos “relatos”, pediu desculpa por não ter acedido a revelar onde era o espaço quando o Yang lhe ligou, mas que precisa de preservar as pessoas que o frequentam e uma forma de o fazer é aceitar apenas pessoas que são recomendadas por outras ou que se registam nos sites. Custa-nos a entender por que motivo alguém haveria de querer revelar alguma coisa, pois isso implicaria revelar-se também, mas há gente para tudo. Depois fez elogios à beleza da Yin, que ela agradeceu, embora achasse que isso se devia à sua boa disposição alcoólica.

Saímos todos juntos e fomos tomar o pequeno-almoço num café ali perto, onde pudemos falar mais um pouco. Não havia pão quente, para desilusão da Yin, mas havia bolinhos e café. As pessoas foram simpáticas, tanto as que nos atenderam, como os outros clientes. Interrogámo-nos sobre se fariam ideia de onde saímos e o que se passará na casa lá do alto...


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segunda-feira, 18 de março de 2013

uma noite erótica (parte III)

texto por PinhalMan | parte I - parte II




Carla afastou-se de Miguel com uma passada sensual, até chegar à cadeira. Virou-a de lado e, retirando o pé direito do sapato, colocou-o sobre o tampo. 
As palmas das mãos subiram pelas faces da perna direita até às coxas. Aí, encostaram sobre a pele e começaram a enrolar vagarosamente a meia pela perna abaixo, até a retirar do pé. 
Repetiu o ritual com a perna esquerda, ficando unicamente com duas reduzidas peças de 
lingerie sobre o corpo. 
Então, aproveitou-se da ânsia de Miguel em a querer tocar para o fazer sofrer mais um pouco. Colocou uma pausa no seu desnudar e começou a dançar um pouco ao som da 
música que entretanto tinha mudado para algo mais erótico. 
O corpo ondulava de uma forma lasciva. Os dedos acariciavam a pele, provocando em 
Miguel desmesuradas ondas de desejo de que pudesse ser ele a tactear aquela sublime 
obra dos Deuses. 
Uma das mãos subiu lentamente pela cintura, flectiu para o umbigo e voltou a subir até 
ao peito, onde os dedos circundaram sensualmente a zona onde se adivinhavam os 
mamilos. 
A outra mão mergulhou descaradamente para dentro das cuecas. Carla mordeu com grande erotismo o lábio, simulando que estava a oferecer a si própria um ardente momento de prazer. 
Depois voltou-se de costas para Miguel. 
Desapertou o sensual soutien e retirou-o. Primeiro uma alça, e depois a outra. Com uma 
calma exasperante… 
Revelava assim as suas costas e os seus ombros completamente desprovidos de vestes. 
Entretanto, reparou que no fundo do quarto existia um espelho. A sua posição permitia a 
Miguel vislumbrar os seus belos seios, mas a distância e a fraca luz impediam que o detalhe consolasse minimamente a sua ansiedade. Nunca ele tinha desejado tanto que o quarto fosse mais curto! 
Percebendo a fonte de tortura que tinha ao seu dispor, Carla acariciou o peito muito 
suavemente, provocando ainda mais o seu parceiro. O seu vulto à média luz era, para ele, 
simplesmente a personificação da perfeição! 
Então, os braços dela cruzaram-se, protegendo os seus seios numa falsa inocência. 
Uma vez mais encarou Miguel e, sentindo que a adrenalina do momento lhe estava a 
deixar os mamilos duros de ansiedade, foi revelando os seus belos seios com um cruel 
vagar. Tinham um tamanho perfeitamente ajustado à sua elegância (um 34 ou 36) e 
pareciam imunes à força da gravidade. Os mamilos pareciam gritar por uma boca quente, mas a vontade de torturar a mente de Miguel era enorme! Ele ia ter que esperar: 
- Meu Lindo, não sabes onde te meteste… – Soltou ela, maquiavelicamente. 
- Vou até onde tu me levares! – Respondeu ele, totalmente submerso na sua ambição de 
possuir o corpo daquela Deusa. 
- Depois não te queixes. Disse-te que os erotismos me deixam louca… – Lembrou ela, 
enquanto se virava uma vez mais de costas e se ajoelhava sobre o chão de pétalas. 
Com os polegares sobre as ancas, foi tirando lentamente as cuecas, enquanto esticava 
com malandrice o seu rabiosque. Foi sentindo que o fio dental ia saindo bem devagar de 
entre as suas nádegas. 
Miguel sentia-se a rebentar de desejo, mas continuava aprisionado pela regra de passividade a que estava obrigado. Aquela visão era uma tentação brutal e a única forma de se segurar era cravando bem os dedos nos lençóis. Até porque o acto de fechar os olhos por um instante que fosse não era uma possibilidade, claro! 
Quando as calcinhas chegaram aos joelhos, Carla tombou o tronco e deitou as suas 
costas sobre chão de pétalas, aquecido pelo calor da noite de Verão. Continuou a 
despojar-se da última peça de roupa, libertando tranquilamente uma perna e depois a outra. 
Estava, por fim, nua! Mas ainda se encontrava numa pose pouco reveladora. Estava deitada, de costas, com as pernas juntas e flectidas, ficando de lado para o seu atento espectador. O braço esquerdo tinha voltado a cobrir os seios e a mão direita desaparecia por entre as pernas, simulando carícias no seu baixo-ventre. 
Provocou um pouco mais ao contorcer o tronco, indiciando estar a sentir um enorme 
prazer em tocar-se. 
Rodou o corpo sobre o chão, ficando com os pés virados para Miguel. Foi atrevida ao 
ponto de afastar os seus joelhos, mas mantendo a mão a cobrir a sua púbis. Então, foi 
vagarosamente erguendo o seu tronco, ao mesmo tempo que ia abrindo os dedos, 
revelando assim, embora de forma dissimulada, o seu gineceu. 
Estava agora sentada. 
Colocou-se de joelhos, e depois de pé. Deixou cair os braços, revelando por fim todo o 
seu esplendor. 
Começou a caminhar, de um modo pausado mas decidido, na direcção de Miguel. Tinha 
as costas cobertas de pétalas vermelhas, como se houvesse vestido uma capa escarlate. 
Enquanto caminhava, algumas delas iam caindo do seu corpo, gerando um efeito visual 
quase mágico. Chegou ao pé de Miguel, olhou-o bem nos olhos, colocou-lhe as mãos sobre os ombros e, empurrando o seu tronco para trás, disse: 
- Agora, vamos brincar!...

sábado, 16 de março de 2013

swingin' (in the rain) parte 15

continuação daqui | início

Os Embaixadores tinham prometido espectáculo para aquela noite, mas a madrugada já ia adiantada e nada. Entretanto, o porteiro simpático começou a fazer um divertido strip da cintura para baixo, revelando a sua tanga preta. As meninas que o rodeavam aproveitaram para lhe dar umas palmadas no traseiro. Muito nos rimos! 
Nesta altura, éramos pouco mais de meia dúzia, a “Dona do Pedaço” serviu shots ao pessoal em copos altos. Ela tem um belo corpo, sempre muito bem apresentado em lingerie provocante, daquela que só fica bem em mulheres com corpo apropriado. Ficámos a saber que é ela o modelo que decora algumas das paredes do espaço com fotos bastante sensuais. Passado pouco tempo, os Embaixadores começaram a provocar-se mutuamente. Já há muito que andavam em roupa interior, pelo que era muito fácil chegar aos pontos de ebulição. Aproveitaram o sofá onde estava sentada a Yin, que ficou a assistir muito próxima do acontecimento. Começaram por fazer o gosto à língua, um ao outro, lambendo-se e abocanhando-se. A Musa é uma verdadeira acrobata, leve e com longos membros a envolver o Guardião, a encaixar-se nele nas mais variadas posições, e com os solavancos, acordaram uma rapariga que dormia no sofá atrás, que se levantou como se nada fosse e foi à vidinha dela. A Yin levantou-se também para poder apreciar melhor e tentou segurar o sofá, descontraidamente ajudada pelo porteiro, como se fosse a coisa mais natural do mundo e fizesse parte do trabalho dele. O casal fodente optou depois por ir terminar o servicinho nos quartos, em privado.

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quinta-feira, 14 de março de 2013

uma noite erótica (parte II)


texto por PinhalMan | continuação daqui

O enorme quarto tinha uma ténue iluminação, em tons de vermelho, oriunda principalmente das mesas-de-cabeceira. Espalhadas pelo chão do quarto, haviam também bastantes velas, que emanavam um suave mas interessante odor a cereja. Ainda no chão, e desde o ponto onde ela se encontrava, tinha sido colocado um encantador trilho de pétalas vermelhas, que seguiam um trajecto ondulante até uma cadeira no centro do quarto, e desde aí até à enorme cama. Aqui, sobre os lençóis brancos, estava desenhado um grande coração, preenchido também com pétalas vermelhas, e no seu centro, um outro mais pequeno, com pétalas de um tom mais claro. Cor-de-rosa suave talvez, ou mesmo brancas. 
Na cadeira, provocadoramente despido de roupas à excepção de uma pouco inocente gravata, mas numa pose pouco reveladora, encontrava-se Miguel, expectante pela reacção da jovem beldade ao cenário por si montado.
Carla seguiu pelo trilho de pétalas, pisando-as cuidadosamente com os sensuais sapatos de salto stiletto, até chegar bem perto da cadeira. As notas e o ritmo da música enchiam o ambiente, como que a convidando descaradamente a presentear Miguel com um sensual Striptease. Era sem dúvida uma jogada arriscada da parte deste, pois é sabido que deve partir da Mulher a iniciativa de querer brindar o seu parceiro com uma actuação tão ousada. Mas Carla adorava ser desafiada… E Miguel já tinha percebido isso… 
Num acto romântico, ele revelou uma rosa vermelha, que ofereceu a Carla. Esta aceitou-a, com um sorriso, e perguntou-lhe: 
- O que é que tu queres?... 
- O que tu me quiseres dar. Nada mais do que isso… 
- Olha que depois tens que te aguentar à bronca! 
- E eu aguento… 
- Tens a certeza? 
- Tenho… – Arriscou ele. 
Naquele curto momento de impasse, a música desapareceu num fadeout… 
De repente, a doce voz de Michael Bublé surgiu por entre um fundo de cordas, soltando 
as palavras “Birds flying high, you know how I feel”… 



Era o catalizador que Carla precisava… O timbre do Canadiano arrancou-lhe desde logo 
um sorriso maroto, e à medida que os vocábulos eram derramados, surgiu-lhe uma enorme vontade de baixar a alça direita do vestido. Os olhares não descolavam, e nenhum dos dois se permitia sequer a pestanejar. Era como se uma batalha pelo controlo do Universo estivesse prestes a começar! 

Ao escutar “…It’s a new dawn…”, Carla deixou cair a rosa a seus pés. A sua mão esquerda deslizou sobre o ombro direito e a alça descaiu no braço. 
Quando o contrabaixo surgiu a marcar o ritmo, foi inevitável o acelerar das batidas dos 
corações de ambos. 
A anca de Carla começou a seguir a cadência da música de uma forma infernalmente 
provocante. 
Havia voltado as costas a Miguel que se encontrava absolutamente fascinado, enquanto 
a segunda alça também era arrastada pelo braço esquerdo. O vestido desceu vagarosamente até à cintura, impulsionado sensualmente pelos dedos de Carla. 
Ela virou-se por momentos, revelando o atraente rendilhado do seu soutien preto. 
Aproximou-o descaradamente da cara de Miguel, deixando-o a morder os seus próprios 
lábios. 
Depois girou de novo, sempre numa dança ritmada. O vestido continuou o seu caminho, 
descendo pelo fabuloso corpo da jovem e revelando o cinto de ligas e o sensual fio 
dental que desaparecia por entre as suas nádegas. 
No resto do trajecto descendente do vestido, Carla foi flectindo as pernas, mantendo o 
tronco direito e o ritmo da música na anca. 
O vestido caiu finalmente no chão, sobre o manto de pétalas. Ela retirou os pés de 
dentro da circunferência que o mesmo desenhava, afastando um pouco as pernas. 
Vergou o corpo para o apanhar, espetando descaradamente o traseiro na direcção de 
Miguel e, sempre sincronizada com a cadência da melodia, endireitou-se e atirou-o para 
longe, num gesto brusco mas que conteve uma bela carga erótica. 
Carla olhou por cima do ombro, só para confirmar que Miguel se encontrava a apreciar 
o espectáculo. Sorriu ao atestar que só lhe faltava um pouco baba para perder por 
completo a compostura. 
Ele estava extasiado pela divina imagem que lhe entrava pelos olhos: Os saltos altos 
sublinhavam a elegância das pernas, cobertas por umas sensuais meias escuras, 
semi-transparentes, encimadas por um cativante trabalhado de renda, preso pelas ligas 
que as uniam ao cinto. O fio dental e o soutien eram as restantes peças que restavam no 
corpo de Carla. Certamente ficariam para o final da actuação. 
As molas que ligavam as meias ao cinto foram soltas, e este começou lentamente a ser 
puxado para baixo pelos polegares de Carla. Ela foi curvando as costas aos poucos, 
fazendo questão de manter as pernas esticadas e os seus glúteos bem pertinho da cara de 
Miguel. A sua anca mantinha um delicioso rebolar, quase enlouquecedor. Miguel era um cavalheiro, de facto. Ardia em vontade de lhe tocar, mas nem por um instante ousou arriscar uma atitude que pudesse pôr em causa o resto da fantástica representação. 
Quando o cinto chegou ao chão, os peitos de Carla quase que estavam colados aos seus 
joelhos, numa fantástica demonstração da sua elasticidade. Ela tirou o cinto, rodou o 
corpo e atirou-o a Miguel, que o recebeu com um sorriso aberto. 
Carla aproximou-se e curvou o corpo sobre ele, aproximando os seus lustrosos lábios 
dos dele e, pousando as mãos sobre os joelhos, afastou-lhe descaradamente as pernas, 
revelando uma brutal erecção. 
- Olha quem acordou! – Brincou ela. 
Miguel não conseguiu evitar que surgisse um rubor no seu rosto, como se se sentisse 
envergonhado. 
- Não tenhas vergonha, meu lindo… Agora já é tarde demais para isso! – Disse, enquanto soltava uma piscadela de olho. 
De seguida, pegou na gravata e segredou: 
- Gostei deste pormenor… Mas mais tarde, vais ficar tão quente, que nem esta peça vais 
querer sobre o teu corpo – Gracejou. 
Então, puxando o artefacto com suavidade mas de um modo convicto, ordenou: 
- Anda daí! Preciso dessa cadeira, agora… 
Miguel obedeceu e deixou-se guiar através do manto vermelho, até aos pés da cama. 
Então, Carla fê-lo sentar, apontou-lhe o indicador direito e rematou com um sorriso: 
- Fica aí quietinho a apreciar… 
 continua...