quinta-feira, 11 de setembro de 2008

à chuva

Chove lá fora, sento-me na cama a ouvir o som da chuva a bater no beirado da janela, sabe bem ouvir o som da chuva, relaxa-me, faz a minha imaginação voar enquanto espero por ti..


Dou uma escapadela à rua, vou até à praia e vejo chover junto do mar, sabe tão bem, a água corre pelo meu corpo, não tenho uma peça de roupa seca, se calhar devia voltar para casa, mas sabe tão bem estar aqui em frente do mar a sentir a chuva bater no meu corpo, é melhor ir para casa, com um pouco de sorte tu já chegaste e ainda me ajudas a tirar esta roupa molhada e de boleia tomamos um belo duche quente.


E de facto, lá estás tu, um sorriso de orelha a orelha, um beijo quente e bem molhado para matar as saudades que já eram muitas.


Entramos em casa, a minha roupa estava toda molhada não tinha ponta de roupa seca em mim, tu ajudas-me a tirar a roupa, que bom que é voltar a sentir as tuas mãos no meu corpo, os teus dedos a passarem pela minha pele molhada, os teus beijos que me aquecem o espírito.

Acabamos por ir para a casa de banho, sinto a água quente a correr pelo meu corpo, sinto as tuas mãos a correrem pelo meu corpo, não sei bem porquê mas deixo-me estar, entre a água quente do chuveiro e as tuas mãos calmas e doces a correr o meu corpo, deixo-me ficar tal como estou, num estado de total relaxe, embora sinta a excitação do momento a correr por todo o meu corpo, sinto as tuas mãos a tocarem-me e a tua boca a beijar-me, tinha tantas saudades de te sentir junto de mim, e assim, ambos sem roupa no banho…


Pressinto pelo teu toque que nos vamos divertir ali no banho, depois do teu toque e dos teus beijos, colocamo-nos numa posição confortável, os nossos sexos unem-se como um só fosse e nesse vai e vem de prazer atingimos em simultâneo o orgasmo, deixando correr pelas pernas o resultado final do nosso encontro no duche.


És tu que me dás banho, sabe tão bem ver as tuas mãos a lavar o meu corpo, cheias de espuma e de gel de banho, lavamo-nos, secamo-nos, vimos para o quarto.


A chuva continua a cair com a mesma intensidade, oiço-a claramente a bater na janela do quarto, abraçamo-nos, aconchegamo-nos no quente do quarto, e deixamo-nos ficar a ouvir o som da chuva a bater nas janelas, embalando-nos numa sonolência meiga e doce…


Assim ficamos neste embalo musical das gotas de água a bater nas janelas…

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

1 ano a provocar!

Caro Bloguito,
PARABÉNS por este primeiro aniversário!
Agradeço a tua ajuda preciosa nesta nossa missão de provocar responsavelmente, procurando sempre fazê-lo com a máxima qualidade. Um ano na blogosfera já é uma idade respeitável, juntos vimos nascer e morrer muitos blogs neste espaço de tempo, deixámo-nos prender por alguns, tivemos algumas desilusões, mas o balanço é muito positivo.
O que realmente nos dá mais prazer é esta saudável interacção, a descoberta de pessoas que de outro modo dificilmente conheceríamos. Amizades que ultrapassam o virtual e se tornam bem reais.
Iniciámos este projecto como forma de estarmos os três juntos, já que fisicamente isso é difícil, e acabámos por descobrir que existem muitas pessoas com quem gostamos de partilhar as nossas ideias.
Foi um ano excelente em que pude experimentar muito, aprender bastante, e quero continuar a fazê-lo, cada vez mais e melhor!
Agradeço a todos os que nos visitam e contribuem para manter vivo este espaço!
Agradeço especialmente aos meus companheiros de blog que aturam as minhas loucuras! QJ+ Quimera, you’re the best!
Venham mais anos, com mais Provocações repletas de Prazer, para todos os que nos acompanham!

carpe vitam!

PARABÉNS!





Aniversário



Há um ano o Provoca-me nasceu!

Nasceu para provocar e para ser provocado, o tempo passou e após um ano, aqui estamos para continuar a provocar e a sermos provocados.

Durante este ano a criatividade provocante fluiu ao correr dos dedos e oferecemos vários bocadinhos de paixão, e muitas provocações gratuitas mais os imensos textos e mais textos e ainda... mais textos e imagens que nós os três escrevemos e produzimos com muito prazer para provocar quem por aqui passou.

A melhor recompensa, com o nascimento do blogue foram as novas amizades.

Ter um blogue é sem sombra de dúvida um desafio à imaginação, criatividade e ao prazer de escrever.

Não vou dissertar sobre o que é ser um “bloguer” cada bloguer terá a sua opinião, no entanto é de comum acordo, diria eu, que é um prazer enorme escrever por prazer e com prazer que aqui nos divertimos a escrever, a provocar e a sermos provocados.

Durante este ano, tivemos a oportunidade de ir conhecendo dezenas de blogues, na minha pasta de favoritos tenho mais de 300 blogues por onde eu na medida do possível visito com alguma regularidade, não a que eu queria, mas a que posso.

Da comunidade bloguer tivemos a oportunidade de conhecer alguns dos seus autores, seja pessoalmente seja via MSN, e conhecer quem está por trás do blogue sem a máscara que nos “protege”.

Da comunidade fizemos amizades virtuais e físicas que tivemos a oportunidade de apertar a mão e de dar uma bela beijoca, sem máscaras, intenções e demais confusões, se durante este ano tivemos imenso prazer em escrever, em deliciarmo-nos a provocar, a excitar os leitores, se ajudamos os nossos leitores a soltarem-se nas regras instituídas e a deixarem-se levar pela imaginação, maior prazer tivemos em poder conhecer e jantar com alguns dos nossos leitores.

Enquanto escrevo esta tentativa de texto, sentido, para comemorar o aniversário do blogue, saboreio o som dos “The Beach Boys”, pois se calhar dirão não tem nada a ver com provocações, mas eu cá, já estou a imaginar o mar, as belas ondas, o pessoal a surfar e as meninas sozinhas em terra, naqueles belos bikinis reduzidos sozinhas e com frio a precisar de serem aquecidas.

Mas voltando ao texto de aniversário…

Obrigado a todos! Percebe-se que temos muitos leitores anónimos que pelas mais diversas razões não comentam, é claro que comentar é facultativo, mas a única maneira de conhecermos os nossos leitores é mesmo convidando-os a ler e a comentar, a dizer-nos que seja: olá!

Nós por aqui nos vamos manter, e iremos garantidamente continuar a tentar provocar, a sermos provocados, a discutir ideias e experiências, e convido a todos os que nos visitam a por aqui ficarem, a beber mais uma rodada de provocações por conta da casa.

Beijos e abraços muito provocantes a todos!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Diálogos (im)prováveis I

Ela: Onde é que queres que ponha isto?
Ele: Põe aí na bolsa de cima. [da mochila]
Ela: Ena, não tens nada aqui dentro!
Ele: Claro, eu não tenho vagina!

domingo, 7 de setembro de 2008

... e VOEI!

Ao contrário do que seria de esperar, dormi lindamente no dia anterior e não senti grande ansiedade. Também tinha estado a mentalizar-me de que não ia ser nada de especial. Como tenho a mania de me encher de expectativas que saem goradas, achei melhor acalmar os ânimos.
E surpreendi-me. É claro que o voo se atrasou. É claro que me enganei no assento perto da asa e acabei por ficar no assento da executiva à frente. É claro que tive de pedir para trocarem comigo para ficar à janela. Mas ADOREI! Passei o tempo todo com o nariz colado ao vidro. Pensei que as janelas fossem maiores. Pensei que o avião fosse maior. Afinal, um Airbus A319 não é uma coisa assim tão impressionante, é um avião de médio porte.
Depois de muito engonhanço às voltas no aeroporto, o bicho lá se fez à pista sem aviso. Comecei finalmente a sentir a potência dos motores e a força da gravidade a puxar-me para trás enquanto atingia velocidades nunca dantes experimentadas, cerca de uns 300 km/h. Adorei a descolagem, no momento exacto em que o avião deixa de ter contacto com o solo e começa a flutuar, deixei escapar um UAU! bem parolo. Simplesmente adorei! E depois, a terra a afastar-se cada vez mais, as casas e os carros a ficarem mais pequenos… já conhecia aquela zona aérea à volta do aeroporto pelo Google Earth, mas de avião tem-se a noção da profundidade. Passei por dentro de uma nuvem e de repente, ficou tudo branco para logo voltar à paisagem magnífica.
Lá em cima, parece que se vai a andar muito devagarinho, a terra cá em baixo passa lentamente mas o bicho consegue atingir facilmente os 850 km/m e subir até cerca de 13 km, até quase não distinguir cidades, apenas os rios e as montanhas.

Depois a aterragem também foi interessante. Primeiro, a perda de altitude, embora gradual, fez-me algumas vertigens. Depois achei piada à forma do avião curvar, inclinando para a esquerda ou para a direita, a fazer-se à pista. A aterragem foi suave, nem dei pelo momento de contacto com o solo e a travagem também foi subtil. Estava à espera de uma coisa mais brusca, estava à espera de alguma turbulência lá em cima, mas foi tudo muito calmo.

A viagem de regresso correu lindamente, a parte que eu mais gosto é definitivamente da descolagem. A paisagem nocturna é fabulosa, nada que eu já tivesse visto no Google Earth, pois lá é sempre de dia. As luzes foram-se afastando à medida que o avião ia ganhando altitude, até serem apenas manchas claras em fundo escuro, cidades perdidas no meu mapa aéreo. Pena haver muita nebulosidade, que não me permitiu ver a paisagem como eu gostaria quando estávamos a chegar, mas fui espreitando por entre as nuvens, a ver as pontes e os telhados das casas a aproximarem-se cada vez mais.
Na aterragem, já senti melhor as rodas a atacarem os asfalto da pista e a travagem que se sucedeu. Foi giro! Quero mais!

E o que eu me ri com a tripulação? Os espanhóis a falar inglês são imbatíveis. Depois, aquele tom de voz monocórdico de quem já disse a mesma coisa milhares de vezes faz com que não se perceba nada do que dizem. E a demonstração dos procedimentos de segurança? Eu já tinha visto anúncios a gozar com aquilo, mas pensei que estivessem a exagerar. Qual quê, é mesmo assim, os gestos com cara de enfado enquanto a gravação passa em duas línguas diferentes, é demais!

Sei que isto é uma banalidade para a maior parte das pessoas, mas é mesmo daquelas coisas que eu andava há imenso tempo para fazer e nunca tinha tido oportunidade. Agora só falta asa delta, pára-quedas e balão de ar quente… até lá, vou continuar a voar na minha imaginação.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

provocação gratuita 32

"Expectativa: estado ou condição mental que, no cortejo das emoções humanas, é precedido pela esperança e seguido pelo desespero."
Ambrose Bierce, Dicionário do Diabo

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Voar


Nunca andei de avião. Nem de helicóptero, balão de ar quente, asa delta, ou qualquer outro tipo de dispositivo voador. Mas voo frequentemente nos meus sonhos, na minha imaginação.

Tenho de ingerir muito açúcar para ter energia suficiente para voar. Então, antes da viagem, como tudo aquilo que é normalmente proibido: gelados, bolas de Berlim, chocolates… até fartar. Às vezes começo a voar ainda com aquele gostinho doce do chocolate a derreter na boca.

Dou um impulso com as pernas e num salto, começo a flutuar. Depois faço como se estivesse a nadar. Dou aos braços e às pernas, faço o movimento necessário para subir. Vou deslizando pelo ar, encontrando alguma resistência, mas não tanta que me faça desistir. E começo a ver as coisas de cima para baixo. Sinto a vertigem da altitude, à medida que vou subindo. Aproveito correntes de ar para planar.

Os telhados vão ficando mais pequenos, as copas das árvores parecem cabeças de cabelo crespo, vejo os pedaços de terra cultivada que formam mantas de retalhos coloridos a aconchegar a paisagem. Passo por dentro das nuvens e não consigo ver nada, envolve-me um nevoeiro húmido e intenso.

Depois quando me canso, começo a descer lentamente. Mergulho no ar de cabeça para baixo, rebolo, faço piruetas e cambalhotas e caio sempre suavemente de pé, como se tivesse pára-quedas.

Se tudo correr bem, à hora em que este post for publicado, estarei finalmente a voar de avião pela primeira vez. Era daquelas coisas que estavam na “lista de coisas a fazer antes de morrer”. Quando regressar, já posso riscar mais essa da minha lista.

Foto: Ibéria

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

provocação gratuita 31

Não fumo, quase não bebo álcool, mas em contrapartida... faço umas coisas bem mais interessantes!

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Não Despir!

A noite está demasiado quente para espaços fechados mas tu insistes em conhecer um desses bares-discotecas que se dizem alternativos. Eu preferia ficar no hotel a matar a sede que tenho de ti mas cedo à tua vontade.

Escolho um vestido de poliéster justo até à anca e depois folgado o suficiente para me dar liberdade de movimentos a dançar e calço umas sandálias de salto alto que me dão um certo sex-appeal.

O bar é um espaço moderno e em quase toda a extensão da parede lateral exibe uma tela de dois corpos nus abraçados. No rés-do-chão é a pista de dança e no piso superior desenha-se um labirinto entre mesas baixas e puffs. O ambiente é descontraído, sem olhares incomodativos de homens a “babarem-se” ou de mulheres a avaliarem as roupas umas das outras. Percebe-se que parte da clientela é gay e isso só torna o ambiente mais interessante. Este é, sem dúvida, um espaço de liberdade, isento de preconceito!

Enterramos-nos os dois num puff delicioso enquanto saboreámos uma piña colada. Com um pouco de gelo mal moído na língua dou-te um beijo gelado e depois sussurro-te ao ouvido que não trago roupa interior. Está perto da verdade...

Nos casais à volta sente-se uma enorme tensão sexual presa entre beijos e carícias discretas e isso só aumenta o meu desejo. Tentas escapar às teias de sedução que te teço levando-me para dançar.

A música não é propriamente calma mas todos os pretextos são bons para te tocar, para me enroscar em ti. A evidência do teu desejo aumenta vertiginosamente enquanto me agarras por trás fazendo os nossos corpos balançarem num sobe e desce sincronizado com a música. A tua respiração ao meu ouvido provoca-me arrepios, os teus beijos no meu pescoço enlouquecem-me, as tuas mãos a descerem da minha cintura até aos meus caminhos de pecado aumentam a ânsia de te fundir no meu corpo...

Já sem fôlego encostamos-nos a uma coluna num canto da pista. As tuas mãos deslizam pelas minhas cochas e nádegas debaixo do meu vestido enquanto eu desaperto os botões das tuas calças.

Os meus saltos deixam-nos praticamente à mesma altura. Entrelaço uma perna em ti fazendo o teu mastro encostar-se a mim e, sem perceberes como, no instante em que aproximas a tua mão para afastar as minhas cuecas, faço-te entrar em mim num impulso!

Com o lusco-fusco das luzes intermitentes passamos despercebidos, ou assim parece. Sinceramente não me interessa se alguém nos observa! A intensidade do momento não me permite perder mais que uns milésimos de segundo a pensar nisso. Os gemidos perdem-se na amplitude da música, perdemos-nos ambos num vai-vem efusivo até explodimos de prazer com a intensidade de um furação!

Já no elevador do hotel perguntas-me se realmente estou sem roupa interior pois com a confusão de tecidos entre nós, apesar de teres a sensação que usava um fio dental estranhaste a facilidade com que me havias penetrado. Pergunto-te se queres verificar e tu acedes abaixando-te aos meus pés. Por debaixo do vestido descobres o meu segredo a espreitar entre rendas e dás-lhe um beijo!

Hummm... quero mais...