continuação daqui | início Os Embaixadores tinham prometido espectáculo para aquela noite, mas a madrugada já ia adiantada e nada. Entretanto, o porteiro simpático começou a fazer um divertido strip da cintura para baixo, revelando a sua tanga preta. As meninas que o rodeavam aproveitaram para lhe dar umas palmadas no traseiro. Muito nos rimos! Nesta altura, éramos pouco mais de meia dúzia, a “Dona do Pedaço” serviu shots ao pessoal em copos altos. Ela tem um belo corpo, sempre muito bem apresentado em lingerie provocante, daquela que só fica bem em mulheres com corpo apropriado. Ficámos a saber que é ela o modelo que decora algumas das paredes do espaço com fotos bastante sensuais. Passado pouco tempo, os Embaixadores começaram a provocar-se mutuamente. Já há muito que andavam em roupa interior, pelo que era muito fácil chegar aos pontos de ebulição. Aproveitaram o sofá onde estava sentada a Yin, que ficou a assistir muito próxima do acontecimento. Começaram por fazer o gosto à língua, um ao outro, lambendo-se e abocanhando-se. A Musa é uma verdadeira acrobata, leve e com longos membros a envolver o Guardião, a encaixar-se nele nas mais variadas posições, e com os solavancos, acordaram uma rapariga que dormia no sofá atrás, que se levantou como se nada fosse e foi à vidinha dela. A Yin levantou-se também para poder apreciar melhor e tentou segurar o sofá, descontraidamente ajudada pelo porteiro, como se fosse a coisa mais natural do mundo e fizesse parte do trabalho dele. O casal fodente optou depois por ir terminar o servicinho nos quartos, em privado.
texto por PinhalMan | continuação daqui O enorme quarto tinha uma ténue iluminação, em tons de vermelho, oriunda principalmente das mesas-de-cabeceira. Espalhadas pelo chão do quarto, haviam também bastantes velas, que emanavam um suave mas interessante odor a cereja. Ainda no chão, e desde o ponto onde ela se encontrava, tinha sido colocado um encantador trilho de pétalas vermelhas, que seguiam um trajecto ondulante até uma cadeira no centro do quarto, e desde aí até à enorme cama. Aqui, sobre os lençóis brancos, estava desenhado um grande coração, preenchido também com pétalas vermelhas, e no seu centro, um outro mais pequeno, com pétalas de um tom mais claro. Cor-de-rosa suave talvez, ou mesmo brancas. Na cadeira, provocadoramente despido de roupas à excepção de uma pouco inocente gravata, mas numa pose pouco reveladora, encontrava-se Miguel, expectante pela reacção da jovem beldade ao cenário por si montado. Carla seguiu pelo trilho de pétalas, pisando-as cuidadosamente com os sensuais sapatos de salto stiletto, até chegar bem perto da cadeira. As notas e o ritmo da música enchiam o ambiente, como que a convidando descaradamente a presentear Miguel com um sensual Striptease. Era sem dúvida uma jogada arriscada da parte deste, pois é sabido que deve partir da Mulher a iniciativa de querer brindar o seu parceiro com uma actuação tão ousada. Mas Carla adorava ser desafiada… E Miguel já tinha percebido isso… Num acto romântico, ele revelou uma rosa vermelha, que ofereceu a Carla. Esta aceitou-a, com um sorriso, e perguntou-lhe: - O que é que tu queres?... - O que tu me quiseres dar. Nada mais do que isso… - Olha que depois tens que te aguentar à bronca! - E eu aguento… - Tens a certeza? - Tenho… – Arriscou ele. Naquele curto momento de impasse, a música desapareceu num fadeout… De repente, a doce voz de Michael Bublé surgiu por entre um fundo de cordas, soltando as palavras “Birds flying high, you know how I feel”…
Era o catalizador que Carla precisava… O timbre do Canadiano arrancou-lhe desde logo um sorriso maroto, e à medida que os vocábulos eram derramados, surgiu-lhe uma enorme vontade de baixar a alça direita do vestido. Os olhares não descolavam, e nenhum dos dois se permitia sequer a pestanejar. Era como se uma batalha pelo controlo do Universo estivesse prestes a começar!
Ao escutar “…It’s a new dawn…”, Carla deixou cair a rosa a seus pés. A sua mão esquerda deslizou sobre o ombro direito e a alça descaiu no braço. Quando o contrabaixo surgiu a marcar o ritmo, foi inevitável o acelerar das batidas dos corações de ambos. A anca de Carla começou a seguir a cadência da música de uma forma infernalmente provocante. Havia voltado as costas a Miguel que se encontrava absolutamente fascinado, enquanto a segunda alça também era arrastada pelo braço esquerdo. O vestido desceu vagarosamente até à cintura, impulsionado sensualmente pelos dedos de Carla. Ela virou-se por momentos, revelando o atraente rendilhado do seu soutien preto. Aproximou-o descaradamente da cara de Miguel, deixando-o a morder os seus próprios lábios. Depois girou de novo, sempre numa dança ritmada. O vestido continuou o seu caminho, descendo pelo fabuloso corpo da jovem e revelando o cinto de ligas e o sensual fio dental que desaparecia por entre as suas nádegas. No resto do trajecto descendente do vestido, Carla foi flectindo as pernas, mantendo o tronco direito e o ritmo da música na anca. O vestido caiu finalmente no chão, sobre o manto de pétalas. Ela retirou os pés de dentro da circunferência que o mesmo desenhava, afastando um pouco as pernas. Vergou o corpo para o apanhar, espetando descaradamente o traseiro na direcção de Miguel e, sempre sincronizada com a cadência da melodia, endireitou-se e atirou-o para longe, num gesto brusco mas que conteve uma bela carga erótica. Carla olhou por cima do ombro, só para confirmar que Miguel se encontrava a apreciar o espectáculo. Sorriu ao atestar que só lhe faltava um pouco baba para perder por completo a compostura. Ele estava extasiado pela divina imagem que lhe entrava pelos olhos: Os saltos altos sublinhavam a elegância das pernas, cobertas por umas sensuais meias escuras, semi-transparentes, encimadas por um cativante trabalhado de renda, preso pelas ligas que as uniam ao cinto. O fio dental e o soutien eram as restantes peças que restavam no corpo de Carla. Certamente ficariam para o final da actuação. As molas que ligavam as meias ao cinto foram soltas, e este começou lentamente a ser puxado para baixo pelos polegares de Carla. Ela foi curvando as costas aos poucos, fazendo questão de manter as pernas esticadas e os seus glúteos bem pertinho da cara de Miguel. A sua anca mantinha um delicioso rebolar, quase enlouquecedor. Miguel era um cavalheiro, de facto. Ardia em vontade de lhe tocar, mas nem por um instante ousou arriscar uma atitude que pudesse pôr em causa o resto da fantástica representação. Quando o cinto chegou ao chão, os peitos de Carla quase que estavam colados aos seus joelhos, numa fantástica demonstração da sua elasticidade. Ela tirou o cinto, rodou o corpo e atirou-o a Miguel, que o recebeu com um sorriso aberto. Carla aproximou-se e curvou o corpo sobre ele, aproximando os seus lustrosos lábios dos dele e, pousando as mãos sobre os joelhos, afastou-lhe descaradamente as pernas, revelando uma brutal erecção. - Olha quem acordou! – Brincou ela. Miguel não conseguiu evitar que surgisse um rubor no seu rosto, como se se sentisse envergonhado. - Não tenhas vergonha, meu lindo… Agora já é tarde demais para isso! – Disse, enquanto soltava uma piscadela de olho. De seguida, pegou na gravata e segredou: - Gostei deste pormenor… Mas mais tarde, vais ficar tão quente, que nem esta peça vais querer sobre o teu corpo – Gracejou. Então, puxando o artefacto com suavidade mas de um modo convicto, ordenou: - Anda daí! Preciso dessa cadeira, agora… Miguel obedeceu e deixou-se guiar através do manto vermelho, até aos pés da cama. Então, Carla fê-lo sentar, apontou-lhe o indicador direito e rematou com um sorriso: - Fica aí quietinho a apreciar…
Tal como haviam combinado, Carla foi ter à casa de Miguel. Entrou no elevador e marcou o código que ele lhe tinha indicado. Enquanto subia até à Penthouse, foi-se olhando ao espelho. Uma vez que não tencionavam sair nessa noite, pôde dar-se ao luxo de apresentar um visual arrasador. Não se preocupou em parecer um pouco vulgar… Despertar a paixão do seu amante era o seu único objectivo!
“Espero que ele não tenha nenhum ataque quando me vir” – Pensou, a sorrir.
Quando o ascensor chegou ao seu destino, dirigiu-se à luxuosa entrada da casa de Miguel e parou por instantes. Relembrou os avassaladores momentos de paixão que tinham vivido do outro lado daquela porta havia bem pouco tempo, e prometeu a si mesma que esta noite não lhe ficaria atrás.
Passou uma última vez a mão pelo justo vestido, como que a chegá-lo ainda mais ao
corpo, e tocou à porta.
Logo, Miguel surgiu e recebeu-a com um belo sorriso. Não resistiu a olhá-la de cima a
baixo com ar de desejo, e exclamou:
- Caramba, Mulher! Até fico sem respiração só de olhar para ti! Por favor, entra…
Carla aproximou-se, colocou os braços à volta do seu pescoço e colou os seus apetitosos
lábios nos dele, num saudoso beijo.
Miguel fechou a porta com um toque com o pé, para não perder a atenção de Carla, e
por entre um beijo e outro deixou escapar:
- Não tens… noção… das saudades… que tinha… de ti…
- Acho que consigo fazer uma ideia… – Respondeu Carla de um fôlego, entregando-se depois a um beijo mais profundo.
Ali ficaram um pouco, matando as saudades com abraços e beijos. Sabia-lhes tão bem estar assim. Embora não se conhecessem assim há tanto tempo, havia aquela sensação magnética de que o Universo tinha sido criado para que eles pudessem estar juntos. Nada mais contava naquele momento em que o próprio tempo parecia parar só para os contemplar.
Então, como se a força do desejo tivesse repousado por um instante para retomar o fôlego, Miguel aproveitou para justificar o convite que tinha endereçado a Carla:
- Sabes que no sábado fiquei a pensar que foi pouco cortês da minha parte não te ter recebido no meu quarto da forma que acho que tu mereces…
- Ai sim? Achas que mereço ser recebida de uma forma especial? – Sorriu Carla.
- Claro que sim. Não me arrependo nem por um segundo por ter perdido o decoro contigo, mas a verdade é que gostava de te poder proporcionar uns momentos bem carregados de erotismo. Por isso te pedi para vires cá hoje, ter comigo. - Hummm… Momentos eróticos soa-me bem. Gostava de ver isso. Mas olha… Desde já te aviso que esse tipo de ambiente desperta em mim vontades bem carnais! – Respondeu
Carla, com um riso malandreco.
- Então vem comigo. – Pediu Miguel, levando-a pela mão até um aparador que se encontrava perto da porta da sua suite.
Aí chegados, ele tirou da gaveta um lenço vermelho de cetim. Enrolou-o e, transformando-o numa venda, disse, enquanto o colocava em volta da cabeça de Carla, cobrindo-lhe por completo os olhos:
- Agora vais ter que confiar em mim… Vou-te levar até à porta do quarto de banho, vendada, para não estragar a surpresa. Peço-te que aguardes aí até te dar sinal. Não demorarei mais do que 4 ou 5 minutos, prometo…
Carla acedeu e deixou-se guiar através da suite. Entrou no bem equipado quarto de banho e, após sentir a porta a ser fechada, retirou o lenço. Olhou-se no espelho e aprovou o que viu. Como é que o Miguel não havia de ter gostado? O justo vestido preto, bem decotado, revelava de um modo arrojado as suas formas perfeitas. Só não era demasiado curto, para não denunciar extemporaneamente o sensual cinto de ligas, que na hora certa haveria de provocar efeitos bem interessantes no seu parceiro.
Ajeitou o cabelo e retirou da clutch, que ainda não tinha largado, um tubo de gloss com que retocou os lábios. Pousou a pequena bolsa sobre o móvel do lavabo e reparou que, vinda do quarto, começava a soar uma sensual melodia, de batida bem pronunciada.
Sorriu, como que adivinhando um ambiente propício a uma noite de paixão. Gostava de sentir que ambos estavam com ideias alinhadas. De repente ouviu três batidas na porta. Tinha que ser o sinal!
Respirou fundo, fechou os olhos por um momento e reabriu-os, devagar, com um olhar
felino.
Rodou a maçaneta… Lentamente… Adorava a ideia de poder massacrar Miguel com pequenas esperas, estrategicamente desesperantes. Contudo, a curiosidade em saber o que a aguardava do outro lado da porta acabou por ser mais forte e não demorou muito até que ela a abrisse por completo.
Por muito que tivesse em mente manter uma pose sensual, não conseguiu evitar uma sensação de arrebatamento causada pelo cenário diante de si…
Voltaram
para o lounge, os quartos já não tinham muito que ver, já tinha passado
o reboliço, estava tudo a descansar, calma e silenciosamente. Falávamos
com os embaixadores e o casalinho estreante, trocávamos ideias sobre as
nossas experiências. O Guardião e a sua Musa estão perfeitamente à
vontade naquele habitat, têm uma regra simples: só se envolvem
sexualmente com casais quando ambos lhes agradam. Ele é hetero, ela é
bi, mas diz que só se envolve com mulheres em contexto de casal em
situações muito próprias. Nós compreendemos a dieta deles e reconhecemos
que a nossa é diferente, mais variada. Fizemos percursos bem diferentes
e aprendemos bastante com isso, continuamos a aprender. A Yin estava a
explicar à Musa como se relacionava sexualmente com mulheres quando o
Guardião acordou e perguntou se ela já tinha beijado alguma “não leste
esta história desde o ínicio”, pensou. E começou a explicar as
diferenças, que todos os beijos são diferentes independentemente de
serem trocados entre mulheres ou homens e que só houve um que não gostou
particularmente. O Guardião quis saber pormenores, ela tentou
explicar-lhe que houve falta de coordenação, como numa dança, como num
idioma em que os pares não se entendem, e que o facto de sentir um sabor
intenso a tabaco também não ajudou. “Beija-me lá para ver se gostas” -
disparou ele de repente. Ela não estava nada à espera, ele insistiu, ela
ficou sem jeito, escondeu-se atrás de uma almofada, disse-lhe que não.
“Porquê? É porque fumo?” voltou a insistir, os outros riam, mas ela
voltou a dizer que não, já tinha beijado outros fumadores e gostado, o
sabor a tabaco não era tão intenso, não gostava era de sentir que estava
a lamber um cinzeiro. Ele continuou a insistir madrugada fora, mas ela
não cedeu.
Ahahahahaahahahahahahahah! O côco que eu parti com isto! A gargalhar de cabeça para trás até roncar, só me faltou babar. "Eu quero que o meu reto se passe a chamar torto!" Ahahahaharrrrrrahahaahrrrrrrahahahah! Aiii... guardanapo!
Era um sábado como outro qualquer, precisei sair para ir ao supermercado. Comprar ovos, leite, pão… coisas banais. Estacionei o carro no parque, estiquei os braços e bocejei, era o último sítio onde me apetecia estar naquele dia ensolarado. Saí, arrastei os pés, peguei num carrinho e lá fui nem feliz nem contente. Apenas fui. Passei por uma série de coisas inúteis em promoção e fui direita ao assunto. De repente, olfatizei um perfume no ar que me chamou atenção, tentei seguir de onde vinha… mas sem grande sucesso. Fiquei a pensar naquele aroma durante uns segundos acabando por esquecer. Olhei para os shampoos, e as milagrosas características de cada um, e lá veio novamente aquele cheiro frutado e doce, hipnotizando as minhas narinas e todos os receptores sensoriais do meu cérebro. Passei os olhos, rodei a cabeça e nada… depressa interiorizei que iria aventurar-me a descobrir. Deslizei o carrinho em passo acelerado, passando pelas várias “ruelas” do supermercado e nada. Seria possível? Seria um truque do além? Encabecei aquela demanda de corpo e alma, pois queria descobrir o que já me tinha inebriado o espírito. De volta da fruta, entre o ananás, as mangas e bananas… aquela curiosidade latejava-me na mente… Quem seria? Por meros segundos, lá senti novamente, coração pulsou e num instinto quase desumano, deslizei o carrinho até aos congelados. Passei rapidamente a pente fino a área com os olhos. Com o nariz aguçado, rodei a cabeça em todas as direcções, como se a presa não me fosse escapar desta vez. E lá estava… escolhendo calmamente entre brócolos e uma macedónia… Estagnei, fiquei qual anime japonês com os olhos brilhantes e com raios de sol a passar nos cabelos. Retomei a mim, e disfarçadamente peguei nos gelados, nos crepes… enquanto de soslaio ia admirando aquele apolo. Um charme derrubador, uma presença, nem que estivesse a um 1 km de distância já se sentia. Por segundos meu olhar cruzou-se com o dele… colapsei, sentia as pernas a tremer, o coração a bater mais alto que os pensamentos e atabalhoadamente, e meti crepes e gelados e profiteroles no carrinho. Saí dali num foguete, e parei num corredor longínquo, arfando, com a mão poisada numa caixa de nestum. Inspirei e respirei calmamente, sem me importar com quem passava ou olhava para mim com ar intrigado. Lentamente dirigi-me para as caixas de pagamento, receando encontrá-lo, e ao mesmo tempo desejando. Meti-me numa fila qualquer, com o espírito bem longe dali. Ao que me apercebi tinha ficado a pairar nos congelados. Paguei os gelados, crepes… nem queria nada daquilo, e fui para o carro. Arrumei as compras e finalmente sentei- me. E ali fiquei no silêncio. E não parei de pensar naqueles olhos castanho mel, porte atlético, mas sem ter aqueles músculos que mais parecem hematomas… e as mãos… ai as mãos… firmes e delicadas, e continuei por ali a divagar nos pensamentos… Um calor súbito e delicioso invadiu-me por completo, comecei a deslizar as mãos entre as pernas, e foram subindo por dentro da camisola, toquei nos mamilos deliciosamente hirtos e apalpei a mama com mão. Entre pequenos gemidos, a outra mão deslizou para dentro das calças e descobri a cueca humedecida. Esfreguei suavemente até ficar completamente molhada e sedenta latejando de desejo. Levantei a camisola para cima e apertei as mamas com força, entre um olho aberto e o outro meio fechado vi que a noite já tinha caído e os vidros tinham embaciado. Continuei, mais solta e sem querer saber do mundo à minha volta, arfei de prazer, não ia parar até atingir o clímax. Desci novamente com a mão e desta vez meti-a dentro da cueca. Torturei o clítoris com um dedo em cima dele. Desejei ser polvo e ter mais mãos para me satisfazer. Completamente molhada enfiei dois dedos bem lá dentro e com a outra mão devorei o clitóris. Enquanto me penetrei intensamente, gemia e contorcia-me de prazer no banco do carro. E quase asfixiei quando soltei o grito final de imenso tesão, ao mesmo tempo que me vim e molhei resto da minha mão escorrendo até ao pulso… Deixei-me cair para trás e inclinei o banco. Respirei ofegantemente e abri a janela do carro para sentir o ar na cara. Enquanto não parei de sentir o coração a querer pular fora do peito não me levantei. De repente alguém meteu um papel pela janela do carro, que me caiu no colo. Sobressaltada puxei o banco, olhei para todo o lado mas não vi ninguém. Suspirei profundamente, um pouco assustada, peguei no papel e li: “Topei-te nos congelados, liga-me… P.s. quem me dera ter sido esse banco…”
continuação daqui | início Claro que a Yin foi com o Guardião até à sala sado-maso e variedades. A luz estava regulada para o mínimo, mas ele não hesitou em aumentá-la, fingindo que eram um casal que não sabia que o espaço estava ocupado. É um folião, este Guardião, demasiado indiscreto na opinião da Yin. Dois casais divertiam-se na jaula. Ele fingiu-se surpreendido e seguiu, a Yin ainda ficou um pouco mais, na esquina, a ouvir e a observar. Os casais continuavam a divertir-se, completamente alheios a ela. Depois foram ao piso superior. O primeiro quarto que encontraram tinha a porta fechada, mas o Guardião abriu-a, para revelar um homem de meia idade sem roupa interior a vestir as calças. Ela dispensava de bom grado aquela visão. Pediram desculpa e continuaram. Os outros quartos não tinham portas, pelo que era fácil espreitar. Antes da visão, a audição era estimulada pelos gritos e gemidos que se ouviam. Algumas mulheres de quatro, rabos brancos reluzentes na escuridão. Voltaram ao lounge e contaram o que viram. Dali a pouco, o Guardião voltou a dizer que estavam a usar a cadeira na sala das variedades. A menina do outro casal ficou curiosa e a Yin perguntou se ela queria ir com ela ver e ela aceitou com todo o prazer. Deram as mãos e lá foram descobrir a sala e o resto dos quartos. Afinal a cadeira estava apenas a servir de apoio. Muita canzana se pratica naquela casa... para gáudio da Yin.
Sim, dança. Porque a música não me diz tanto e só há um verso que retenho da letra: "You've gotta get up and try try try". Mas o diálogo dos corpos é memorável. Não são os corpos classicamente esguios dos bailarinos, são atléticos, musculados, possuem uma robustez que me fascina. Ela, principalmente, é muito masculina, sem que isso ofusque o seu par de alguma forma, pelo contrário, equivalem-se. Eles bem que se experimentam, tentam-se, em cada gesto. E há uma violência latente que resulta do choque das tentativas falhadas, da busca do equilíbro. E há uma beleza, uma estetização da luta que me prende. Não torço por nenhum dos dois, acho que estão ambos a ganhar. Porque tentam. Tentar é ganhar. Experimentar, aprender alguma coisa, nem que seja a falhar. Falhar melhor é caminhar na direção do sucesso. Tentar até esgotar as hipóteses, até conseguir. É a dança da vida... FORÇA!