sábado, 16 de fevereiro de 2013

uma tarde no supermercado...

Texto Soft
Imagem: corbis
Era um sábado como outro qualquer, precisei sair para ir ao supermercado.
Comprar ovos, leite, pão… coisas banais. Estacionei o carro no parque, estiquei os
braços e bocejei, era o último sítio onde me apetecia estar naquele dia ensolarado. Saí, arrastei os pés, peguei num carrinho e lá fui nem feliz nem contente. Apenas fui. Passei por uma série de coisas inúteis em promoção e fui direita ao assunto. De repente, olfatizei um perfume no ar que me chamou atenção, tentei seguir de onde vinha… mas sem grande sucesso. Fiquei a pensar naquele aroma durante uns segundos acabando por esquecer.

Olhei para os shampoos, e as milagrosas características de cada um, e lá veio
novamente aquele cheiro frutado e doce, hipnotizando as minhas narinas e todos os
receptores sensoriais do meu cérebro. Passei os olhos, rodei a cabeça e nada… depressa
interiorizei que iria aventurar-me a descobrir. Deslizei o carrinho em passo acelerado,
passando pelas várias “ruelas” do supermercado e nada. Seria possível? Seria um
truque do além? Encabecei aquela demanda de corpo e alma, pois queria descobrir
o que já me tinha inebriado o espírito. De volta da fruta, entre o ananás, as mangas e
bananas… aquela curiosidade latejava-me na mente… Quem seria?

Por meros segundos, lá senti novamente, coração pulsou e num instinto quase desumano, deslizei o carrinho até aos congelados. Passei rapidamente a pente fino a área com os olhos. Com o nariz aguçado, rodei a cabeça em todas as direcções, como se a presa não me fosse escapar desta vez. E lá estava… escolhendo calmamente entre brócolos e uma macedónia… Estagnei, fiquei qual anime japonês com os olhos brilhantes e com raios de sol a passar nos cabelos. Retomei a mim, e disfarçadamente peguei nos gelados, nos crepes… enquanto de soslaio ia admirando aquele apolo. Um charme derrubador, uma presença, nem que estivesse a um 1 km de distância já se sentia. Por segundos meu olhar cruzou-se com o dele… colapsei, sentia as pernas a tremer, o coração a bater mais alto que os pensamentos e atabalhoadamente, e meti crepes e gelados e profiteroles no carrinho. Saí dali num foguete, e parei num corredor longínquo, arfando, com a mão poisada numa caixa de nestum. Inspirei e respirei calmamente, sem me importar com quem passava ou olhava para mim com ar intrigado.

Lentamente dirigi-me para as caixas de pagamento, receando encontrá-lo, e ao mesmo tempo desejando. Meti-me numa fila qualquer, com o espírito bem longe dali. Ao que me apercebi tinha ficado a pairar nos congelados. Paguei os gelados, crepes… nem queria nada daquilo, e fui para o carro. Arrumei as compras e finalmente sentei- me. E ali fiquei no silêncio. E não parei de pensar naqueles olhos castanho mel, porte atlético, mas sem ter aqueles músculos que mais parecem hematomas… e as mãos… ai as mãos… firmes e delicadas, e continuei por ali a divagar nos pensamentos…

Um calor súbito e delicioso invadiu-me por completo, comecei a deslizar as mãos entre as pernas, e foram subindo por dentro da camisola, toquei nos mamilos deliciosamente hirtos e apalpei a mama com mão. Entre pequenos gemidos, a outra mão deslizou para dentro das calças e descobri a cueca humedecida. Esfreguei suavemente até ficar completamente molhada e sedenta latejando de desejo. Levantei a camisola para cima e apertei as mamas com força, entre um olho aberto e o outro meio fechado vi que a noite já tinha caído e os vidros tinham embaciado. Continuei, mais solta e sem querer saber do mundo à minha volta, arfei de prazer, não ia parar até atingir o clímax. Desci novamente com a mão e desta vez meti-a dentro da cueca. Torturei o clítoris com um dedo em cima dele. Desejei ser polvo e ter mais mãos para me satisfazer. Completamente molhada enfiei dois dedos bem lá dentro e com a outra mão devorei o clitóris. Enquanto me penetrei intensamente, gemia e contorcia-me de prazer no banco do carro. E quase asfixiei quando soltei o grito final de imenso tesão, ao mesmo tempo que me vim e molhei resto da minha mão escorrendo até ao pulso…

Deixei-me cair para trás e inclinei o banco. Respirei ofegantemente e abri a
janela do carro para sentir o ar na cara. Enquanto não parei de sentir o coração a querer pular fora do peito não me levantei. De repente alguém meteu um papel pela janela do carro, que me caiu no colo. Sobressaltada puxei o banco, olhei para todo o lado mas não vi ninguém. Suspirei profundamente, um pouco assustada, peguei no papel e li: “Topei-te nos congelados, liga-me… P.s. quem me dera ter sido esse banco…”


10 comentários:

Candy Man disse...

hummm querida mas texto tão delicioso este...
fiquei duro de imaginar a sena...
beijos gulos em vc...

Catarino disse...

o prazer da escrita voltou......
viva o prazeres da vida.

Soft disse...

Obrigada por partilharem o que sentiram. É muito bom saber que causa bons efeitos.

deusa disse...

Ola,boa historia adorei as fotos mto boas mesmo.
Beijos doces
Deusa

carpe vitam! disse...

:) não consigo deixar de pensar nos congelados todos a derreter... sei quem foi que te topou ;)

Pinhal Man disse...

É excitante imaginar uma mulher num momento de intimidade destes... A forma como o mesmo é descrito, ainda potencia mais a sensação de desejo...
E sim, também sou da opinião de que há bancos com sorte... :)
Muito bom!

Soft disse...

Obrigada a todos. Visto que gostaram haverá mais brevemente.

carpe vitam! disse...

Ah, e olfatizar é... priceless ;)

Vai haver mais é? Humm...

Ser. Como. Agua disse...

Que texto,... muito bom.

Alien David Sousa disse...

LOL

ADOREI! ADOREI! Estes são aqueles tipo de textos que nos transportam para outra realidade e nos oferecem um final inesperado.

Realmente a coisa poderia ter sido bem melhor se a fuga do super não se tivesse dado lol

Saudações alienígenas