terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

morde-me


Texto e foto por Francisco del Mundo

A noite é de Carnaval. Não jantaram juntos. Ele com os seus amigos e Ela com uma amiga.


Ele sempre se mascarou. A cidade assim o exige. Deixou-se levar pela moda e pensou em vampirizar-se. Mas a referência dele não eram os vampiros recentes, mas sim Lestat. A mítica personagem que Tom Cruise encarnou na tela. A base branca para esconder a sua pele morena. A camisa negra aberta no peito desafiando o ar frio da noite e as calças pretas completavam o vestuário. O cabelo desalinhado e na boca dois caninos salientes. Nada daquelas dentaduras completas, artificiais. Apenas dois caninos que passavam bem como dentes seus. Perfeito!


Ela queria ter-se mascarado mas não encontrou a máscara perfeita. Não quis perder a festa e vestiu uma roupa normal de sair. Sem saber bem porquê, decidiu prender o cabelo. Um rabo-de-cavalo que deixava o seu pescoço fino e comprido a descoberto.


É Ele quem primeiro a vê. Ao ver a pele dela, sente um longo arrepio e sorri. Ela vê-o ao longe. Ri dos seus caninos e pisca-lhe o olho. Uma multidão de mascarados interpõe-se entre eles. Só passados alguns minutos Ela sente alguém que lhe toca no ombro. Vira-se e dá de caras com olhar dele. Ele inclina-se para a frente, cheira-a e diz-lhe ao ouvido: “Vem comigo!”. Como que magnetizada por uma força sobrenatural, segue-o sem hesitar. O apartamento dele não dista mais de vinte metros. Entram no prédio e Ela sobe os degraus para o elevador. Ele agarra-lhe o braço e puxa-a pela porta das escadas. Encosta-a ao vão entre a parede e as escadas. Beijam-se uma primeira vez. Ela consegue sentir os dentes dele com a língua. Isso excita-a. Um frémito de medo e excitação. Ela inclina o pescoço e pergunta-lhe: “É isto que queres?”. Julgava que não mostrando medo, assumiria o controlo. “Não”, responde ele. “Não é aí que te vou morder!”. As mãos dele percorrem o corpo dela. Ao chegar às calças, rapidamente lhe desaperta os botões e desce-as até aos pés. Ela já não sabia se era excitação de ser mordida, medo de serem apanhados ou até frio. Ele beija a parte da frente das coxas até ao joelho. Olha para cima e diz: “A minha artéria favorita está aqui, no interior da coxa.”. E começa a mordiscar o interior das coxas. Os gemidos dela começam a ser mais intensos. Ele afasta-lhe as pernas e dá uma mordida mais forte. “Hummmm, mais…”, suplica Ela. Num só movimento Ele vira-a ao contrário e morde-lhe gentilmente as nádegas. Ela já tem as mãos na parede. Completamente vulnerável. Ele baixa-lhe as cuecas pretas de fio dental e começa a fazer um sexo oral que a leva ao delírio. Um jogo excitante que os deixa loucos. De repente, Ela vira-se. Levanta-o e encosta-o à parede. “Agora sou eu. Não penses que só os vampiros sabem chupar!”. E ali mesmo a sua boca o faz vir, depois de um sonoro gemido de libertação. Abraçam-se os dois depois de um orgasmo partilhado.


“Agora vamos dançar, porque ainda é cedo”, decreta Ela. “Sim porque sabes que os vampiros têm de aproveitar a noite…”



7 comentários:

Shelyak disse...

Ehiiii Será que é só imaginação?
:)

Niina disse...

Primeira vez aqui!

e adorei.


voltarei sempre.

besos

Francisco del Mundo disse...

Shelyak, mais realidade que o anterior mas ainda ficção.. Mas sabes que gosto de fazer coisas boas...:D
Abraço

doiSabores disse...

Vampiros... seres tão frios... e tão quentes...
Beijos

carpe vitam! disse...

Francisco, fiquei com esta vontade que não passa de experimentar o efeito de umas mordidelas de caninos exagerados... e dá-las também!

carpe vitam! disse...

Niina, volta sempre que queiras, gostei do teu sítio, também por lá passarei ;)

Millady disse...

Não conhecia esta faceta do Francisco...
Bela descoberta!

Beijo doce