quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Biologia vs Razão



Por que razão é que nos excitamos pelo simples facto de olhar para alguém com um aspecto interessante?
Por que razão é que uma pessoa intelectualmente excitante, pode perfeitamente não interessar sexualmente?
Não há razão, não pode haver. A não ser o raio da Biologia. Mas isso será Razão?
Folheio uma revista e o meu olhar fica preso a uma impressão de alguém com uns olhos magnéticos. Fico ali a olhar para aqueles olhos durante uns segundos, a percorrer com os meus o corpo que os transporta, antes de reparar na parvoíce que isso é.
Conheço na net alguém que partilha os mesmos interesses que eu, que me excita intelectualmente e depois quando nos encontramos pessoalmente não há química nenhuma.
Mas o que é isto?! Parece que o meu corpo anda a gozar comigo. Ó MONTE DE CÉLULAS, ORGANIZA-TE!!
É uma coisa que me intriga, deveras. Que raio de selecção é esta que eu faço? Que tipo de pessoas me interessam como parceiros sexuais? Têm de ter o que eu acho que é "compatibilidade física". Têm de ter o que eu acho que é "compatibilidade intelectual". Não será isto exigência a mais? Mas que parvoíce de selectividade é esta, alguém me explica?!
Eu já percebi que as coisas não resultam quando vou lá só porque a pessoa em questão é fisicamente interessante. Também já percebi não resultam quando a pessoa é "apenas" intelectualmente interessante. E também já percebi que às vezes demora algum tempo, mas uma pessoa que à partida me empolgava, depois de revelar o que lhe vai lá dentro apaga-me o tesão; e também já aconteceu uma pessoa que não me dizia nada fisicamente, depois de se revelar um pouco mais intelectualmente, dá-me um tesão desgraçado. Custa-me aceitar isto. Não aceito. Acho que devia ter o direito de me entusiasmar por quem eu quisesse e as coisas resultarem. Mas sinto que não tenho. É claro que são precisas (pelo menos) duas pessoas para dançar tango, e eu não sou inteiramente responsável por as coisas não resultarem, mas até que ponto é que eu devo ceder? Até que ponto posso tolerar comportamentos que não me agradam?
O sexo atrapalha a vida…
imagem: feromonas

11 comentários:

muito querida disse...

oh, se atrapalha querida carpe..

já te falei na Fátima e no Zé, lembraste? eles amam-se e desejam-se. São seres iluminados.
Quanto amim, como tu sabes, tenho oLuís que faz qq mulher salivar e apesar de me tratar tão bem..tu sabes, já conversamos sobre isso,as minhas hormonas só "aquecem". Já com aquela pessoa de quem tu (e toda a gente) estás farta de ouvir falar..bem...despreza-me e contudo..as minhas hormonas disparam só de falar nele.

Vou ali beber uma água gelada mas deixo-te beijos muito quentes..a escaldar..

cereja disse...

Ouvi hoje de manhã na antena 2 um programa sobre este tema . Andamos todos a perguntar o mesmo.
Faz-me confusão pensar que alguém que encontro na net, com quem falo várias vezes e me dá a tal tremenda tesão, não me provocaria sensação nenhuma se me cruza-se com ele na rua. Os sinais exteriores não me acenderiam luz alguma se o não tivesse conhecido sem rosto.
Então o que me atraiu nele?

D'age disse...

Hehehehehe... até que não é assim tão escandaloso.
Às vezes fica uma bela amizade, outras uma raivinha de estimação.
Mas na verdade o sexo atrapalha, sobretudo pela ausência oou pouca prática...

É de noite... lalala

Afrika disse...

Pois, entendo te bem eu ja senti isso na pele! Como resolvi? nao resolvi... aproveitei o melhor que cada lado me oferecia lol

carpe vitam! disse...

muito queria, a fátima e o Zé... (http://palavrasquentes.blogspot.com/2008/02/querido-editor-as-palavras-que-nunca-te.html) sim, vais escrever mais sobre eles? talvez o sexo tenha razões que a razão desconhece.

cereja! (ontem tive o prazer de comer uma com fondue de chocolate na tua terra, soube bem!) Faz confusão isso da net porque não podemos sequer culpar as feromonas que só actuam na presenção física. Mas existem outras hormonas que não precisam sequer disso. Basta pensar, imaginar, idealizar. Porque no fundo, não é a pessoa que nos excita, mas a ideia que fazemos dela.

d'age... és capaz de ter razão, a mania de querer controlar tudo estraga muita coisa. Gostava de ter a iluminação do Ghandi ou do Dalai Lama e não precisar de sexo para nada. De certeza que tudo se tornava mais simples.

Afrika: é mesmo assim, há que aproveitar a vida! (de preferência sem magoar ninguém)

cereja disse...

Pois, daí os corações partidos- a imagem que fizemos não corresponde, a voltagem que projectamos no outro não teve feed back, nem retorno e acabamos "apaixonados" pela nossa imagem e não pela pessoa. Um dia pomos uns óculos e foi-se, já não fica nada, nem o desejo.

São talvez memórias que acionam as hormonas

cereja disse...

Pois, daí os corações partidos- a imagem que fizemos não corresponde, a voltagem que projectamos no outro não teve feed back, nem retorno e acabamos "apaixonados" pela nossa imagem e não pela pessoa. Um dia pomos uns óculos e foi-se, já não fica nada, nem o desejo.

São talvez memórias que acionam as hormonas

cristina rocha disse...

Confesso que a vossa reflexão me interessou bastante: biologia e psicologia, sim porque é destas duas coisas que se trata.
Mas convenhamos, apesar de muitas vezes não acertarmos (que são em bem maior do que as que poderíamos algum dia sequer sonhar), se soubessemos realmente como as coisas funcionam realmente, que seria depois do prazer da conquista? Do idealizar? Sim porque o simples olhar para o físico é já em si uma idealização.

carpe vitam! disse...

cristina, a conquista é apenas feita pelas hormonas? Não será um jogo psicológico também? Idealizar faz parte do processo, é o sonho que persiste. Será possível viver sem sonhar?

cristina rocha disse...

Carpe vitam, quando me referi ao facto de "quando soubermos tudo..." refria-me exactamente à conjuntura biológica e psicológica. E concordo contigo, não é possível viver sem sonhar.
Eu pelo menos não consigo viver assim, nem sequer me imagino a fazê-lo.

Anónimo disse...

Realmente, dá que pensar!!

E acontece-me tantas vezes isso!!!