quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Arrepia-me III


Björk, All is full of love

Devagar, a roçar ao de leve, languidamente. Baixinho, com um rumor cadente, amplificado, vibrante… Nasce o Amor do gesto imprevisto no ambiente improvável, transborda e contamina tudo à sua volta. Deixo-me levar no embalo rouco e cristalino da inocência, para lá do arco-íris. Toca, arrepia… e sabe tão bem...

[Para quem como eu se interroga sobre que verso é aquele que ela canta depois de “your doors are all shut”, adianto que após exaustiva busca, percebi que ela gosta muito de inventar palavras e consequentemente deixar-nos a matutar o que quererá ela dizer com aquilo. Mas lá que soa bem, lá isso soa...]
gracias, Engonhita ;)

22 comentários:

M. disse...

Vou falar só da musica...Não posso com a Bjork (o que me dá algum prazer em pronunciar o seu nome e fingir vómito...). Nem te sei explicar porque...nem a mim...Questão de pele mesmo...

Vejo-a coma uma histérica dentro de um tubo de cola...

Olha não sei...Também posso ter defeitos, certo?

lol

carpe vitam! disse...

Ó M, só falaste da Bjork, não falaste da música!

Simplesmente disse...

:)

Amante da Vida disse...

Tanta sensualidade em dois "cromos" eléctricos .... se lhes dessem alma ... o video seria mais alucinante.

e Sim, esse suposto verso não faz parte da letra ... é tipo um lá, lá, lá em linguagem de Rôbô ... Lol

carpe vitam! disse...

A sensualidade está tanto no objecto observado como no observador. Quem disse que os robôs não podem ter alma?

Quanto às palavras inventadas, é mesmo língua bjorkiana, nem sequer islandês é, ela faz isso em mais canções. "Amphibian", por exemplo, é totalmente inventada.

Anónimo disse...

agarrados

carpe vitam! disse...

Agarrados a quê? Quem?

Engonha McQueen disse...

Bjork é assim, ou se detesta de vómito, ou se "engulha" de adoração. Eu sou do segundo saco, já se sabe. É um amor antigo,incondicional, daqueles que guardo nas palminhas das mãos como um tesouro pessoal. Daqueles que do qual nem queremos falar com medo de se gastar.Para mim, quando algo nos toca verdadeiramente, nos transcende e nos acelera os sentidos, é quase impossível descrever a sensação. Esta música é um verdadeiro orgasmo emocional sincronizado, que eu nem tenho a certeza do que isso quer dizer, mas só pode ser qualquer coisa de extraordinário, in any language... :)

amèlie e juan disse...

bem... a música não me fascinou. mas adorei a sensualidade nos robos. os poucos gestos dados com extremo cuidado, atenção precisa... a primeira vez é sempre uma descoberta...

carpe vitam! disse...

Engonha, ela parece uma princezinha, muito pueril e inocente, até abrir a goela. Depois é para o lado que estiver virada, mas tem umas saídas que eu acho geniais, mágicas mesmo. E nem sequer é preciso procurar dizer mais, apenas sentir.

Amèlie, esquece o vídeo, experimenta fechar os olhos e ouvir...

Engonha McQueen disse...

Eu por acaso, também acho o vídeo absolutamente espectacular. Provocador, original, shots de imagens brilhantes e sobretudo totalmente metafórico e inteligente. Muito interessante... claro que tinham que ser robôs, para dizer que o amor pode existir em tudo o que vemos, não é propriedade nossa, não é exclusivo, mas vem de dentro, da forma como olhamos para fora. O diálogo, mais que tudo, é muito bom, como se fosse um diálogo nosso, numa reconciliação interior depois da luta entre o desânimo e a esperança. Além do mais, há "cromos com alma" com muito menos jeito para as lidas do amor... e por tudo isso acho este vídeo sublime. Mas claro, é apenas a uma questão de gosto, e toda a gente sabe que gostos não se... alguns têm, outros não... hahaah

carpe vitam! disse...

Também gosto do vídeo, caso contrário teria postado apenas o som. Mas creio que à primeira leitura, se sobrepõe à música. a imagem é muito forte, por isso recomendo ouvir apenas a música, sem distracções, faz toda a diferença!

O vídeo também vive separadamente da música, é um tipo de linguagem universal, faz-me pensar num pós-guerra onde sobrou apenas uma réstia de humanidade e com ela também sobrevive o amor, que é uma espécie de erva trepadeira que vai crescendo por todo o lado, mal tenha oportunidade.

M. disse...

Tu não deixas passar nada:) Mas tens razão...Uma coisa existe além da outra (às vezes)

Neste caso e como a música é da dita...A min não me entra. Não me peças para explicar. É o maneirismo da voz...soa-me a qualquer coisa que não gosto...Só isso...

Questão de pele...

olha ...gosto do vídeo (sem som...)

carpe vitam! disse...

M, sei bem como é, há coisas que não "batem" e pronto. eu já olhei para o vídeo sem a música e pus-me a imaginar como seria se em vez de duas "robotas" delicadas, fossem dois "robotos" robustos, assim com os abdominais bem definidos, nas mesmas poses. Continuaria a passar a mensagem?

M. disse...

VÊS!

lol

O que tu vês nela vejo mais na PJ Harvey...Por acaso encaixa mesmo na perfeição (a tua visão)...Com a diferença de uma sinceridade que vejo numa e não na outra:)

Mas são gostos:) Nem se trata de discutir talentos...

carpe vitam! disse...

Pois, a PJ Harvey só não tem aquele ar de princezinha do gelo, não parece tão inocente, mas também sabe abrir a goela e arrepiar.

M. disse...

Por acaso (aí está...) acho que tem um ar de princezinha frágil...Olha...na linha da Piaf, Billie Holliday e outras, poucas...)

Por dentro são vulcões enormes.....

carpe vitam! disse...

estou a ver... frágil e grunge, sim, mas não do gelo! ;)

Naty disse...

Cada novo amigo que ganhamos no decorrer da vida aperfeiçoa-nos e enriquece-nos, não tanto pelo que nos dá, mas pelo que nos revela de nós mesmos.

Autor Miguel Unamuno
Bjs com carinho

carpe vitam! disse...

e revelar-nos não é uma excelente dádiva? se formos a ver bem, a verdadeira amizade é a forma de amar mais despretensiosa que existe.

amèlie e juan disse...

nunca tinha pensado dessa forma carpe mas vendo bem as coisas não deixas de ter razão. *

Alien David Sousa disse...

Não tenho muito para dizer: *****estrelas para este post.