quarta-feira, 3 de março de 2010

corpos suados (2)

continuação daqui

texto e foto por Toque

Garanto-lhe que sou uma profissional competente e o que aconteceu no parque de estacionamento foi algo de extraordinário no meu comportamento.
O olhar dele mostrava uma incredulidade que a deixou furiosa.
- Aliás, aquele assunto está devidamente resolvido sugiro por isso que passemos à nossa reunião de uma vez por todas.
Ele entendeu o seu nervosismo e começou a rir-se com algum cinismo.
Sentou-se na cadeira que ele lhe indicou, mas ao fazê-lo a mão dele roçou levemente nos seus seios.
Susteve o riso e deteve o olhar no botão pronto a soltar-se da camisa branca que ela vestia.
Durante longos instantes apenas se ouvia a respiração de ambos no extenso gabinete. Até que o intercomunicador tocou e a estranha tensão que se tinha gerado desanuviou.
Deixou-o falar com a secretária, enquanto procurava apertar mais um botão da camisa. Estava demasiado zangada com os homens naquela fase da sua vida, para conseguir entender a reacção que teve há alguns minutos atrás.
- Desculpe esta intromissão, mas creio que podemos começar então a nossa reunião, depois de todos os percalços.
A voz séria e profissional ajudou-a a recompor-se e começou rapidamente a apresentar a proposta que trazia em nome da sua empresa. Rapidamente adquiriu a confiança que a caracterizava profissionalmente e viu, satisfeita, que ele estava surpreendido com isso.
-Parabéns pela sua apresentação. Agradecia que me deixasse o dossier para mostrar aos restantes membros do Conselho de Administração, mas creio que poderemos em breve concluir o negócio. Deixamos desde já agendada uma reunião para daqui a uma semana com toda a administração, se não vir inconveniente?
Ela respondeu positivamente enquanto arrumava os papéis na pasta e se preparava para sair.
Estendeu a mão em jeito de despedida e desequilibrou-se quando ele a puxou até ao seu corpo musculado.
Sentiu os lábios masculinos a forçarem os seus e uma mão a desapertar-lhe o botão da camisa para mais facilmente lhe tocar os seios.
Estava atordoada com aquela reacção e os seus pensamentos dispersaram momentaneamente entre o avião que Carlos devia estar a apanhar naquele momento e a voz séria que ele usou durante toda a reunião.
Nesse espaço de tempo em que deixou voar a imaginação sentiu que a outra mão dele subia por entre as suas coxas procurando a humidade que se soltava das suas partes mais íntimas. Sentiu-o desviar as cuequinhas e deixar a mão acariciá-la. Fez pressão sobre ela. Viu a sua reacção de desejo a este movimento e moldou o corpo para trás para que a boca dele chegasse facilmente aos seus seios.
Pegou nela ao colo e deitou-a no sofá que se encontrava desocupado no outro canto do gabinete. A resistência dela foi mínima e acabou assim que ele lhe retirou a camisa deixando beijos molhados espalhados na sua barriga em torno do umbigo. Deixou a língua descer um pouco, parou para olhar os poucos pelos que ela tinha, contornou os lábios vaginais só com a ponta da língua e de seguida introduziu-a fazendo soltar pequenos gemidos de prazer. Tirou-a lentamente e chupou o pequeno montinho.
Ela empurrou-o para o tapete felpudo que estava aos pés do sofá para o forçar a mudar de posição.
Deitou-se sobre ele em posição invertida, por forma a que ele continuasse a chupá-la avidamente como o estava a fazer, mas dessa forma ela podia brincar com o pénis dele. Molhou-o calmamente com a língua, como se estivesse a lamber um gelado, de seguida abriu a boca e introduziu-o devagar apertando ligeiramente os lábios. Sentiu-o aumentar com a pressão que ela fazia. Chupou-o e aspirou-o todo para dentro da sua boca. Prendou-o com os dentes e chupou-a da base até à pontinha. Durante algum tempo esteve tão envolvida nessa tarefa que nem reparou que ele tinha parado de a chupar e retesava as pernas, como se estivesse a conter-se. Parou e olhou sobre os ombros para ver o que estava errado. Viu-o com os olhos fechados e a gozar intensamente. Sorriu e recomeçou. Desta vez arrastou-se sobre o corpo dele, deixando os seios deslizarem na sua pele e chupou-lhe o dedo grande do pé. Sem contar ele estremeceu, tentou levantar-se, mas já ela deixava a língua correr por entre a coxa esquerda dele, antes de chegar aos seus testículos e levá-los à boca para os saborear. Entretanto com as mãos massajava o pénis deixando-o ainda mais duro. Levou-o até à sua boca e sentiu que ele recomeçava a lambe-la, aumentou a velocidade com que o chupava e com as unhas arranhava-lhe a pele das coxas.
Ele apertava-lhe o corpo para lhe dar prazer com a língua e com as mãos. Ele mexia-se provocadora e dava-lhe a conhecer o caminho para os pontos onde sentia mais prazer. Ele sentiu onde ela queria ser tocada e com a ponta dos dedos ajudava a língua, o corpo dela tremia de excitação e ela sentiu um jorro de esperma soltar-se dentro da sua boca. Apertou ligeiramente o pénis com os dentes prolongando-lhe o prazer e o gemido que o ouviu soltar.
Passaram longos minutos antes de conseguirem acalmar a respiração ofegante e antes dele dizer numa voz arrastada: - Acredita que nunca me vi envolvido numa situação como esta. Desculpa-me por favor, mas a verdade é que senti vontade de ter sexo contigo desde que me bateste na porta do carro.
- Eu é que tenho de pedir desculpas. Não sei o que me passou pela cabeça!
- Desejo?
Ele começou a rir-se e ela sentiu uma vontade louca de lhe bater.
- Posso saber porque te ris?
- Porque me deste um orgasmo sensacional e nem te cheguei a penetrar. Acho que estou completamente apanhado por ti...além de destruidora de carros, és uma diabinha tentadora, nem sei como consegui resistir-te durante a reunião.
Aquelas palavras foram como um balde de água fria para ela. Há duas noites atrás Carlos tinha-lhe dito exactamente o mesmo.
Começou rapidamente a vestir-se para sair dali. Não conseguia prestar atenção ao que ele dizia, apenas conseguiu fixar a palavra jantar, mas nessa altura já estava vestida, com a pasta na mão e pronta a sair.
Surpreendido ele apenas conseguiu perguntar onde é que ela ia, mas já a porta se tinha fechado.

continua...

8 comentários:

Stargazer disse...

um pouco rápido...de uma mulher como ela, que acaba de perder o seu amor, espwerava um pouco mais de resistência...

Mas, claro, uma história pode fluir como quisermos...

Beijos,

Kinky disse...

Desejos sao desejos...lol

Doce Veneno disse...

Acho que não ha aqui a situação de "luto". Foi uma despedida um pouco agressiva, à rebelia... Entendo o desejo dela, afinal de contas sentiu-se ignorada por ele lhe ter omitido o que andava a tratar...

Só que há frases que nos "teletransportam" mesmo sem querermos...

Beijos

Anónimo disse...

Stargzer
e porque não? o desejo surge quando e onde menos se espera. alguns abafam-no outros preferem vivê-lo, é uma questão de opção.
obrigada pela leitura
beijo
Toque

Anónimo disse...

Kinky
concordo plenamente, desejos são desejos. E é tão bom senti-los :)
beijo
Toque

Anónimo disse...

Doce veneno
o luto pode ser vivido de tantas formas!
e, por vezes sermos teletransportados para situações diferentes pode ser agradável não achas?
beijo
Toque

Anónimo disse...

Doce veneno
o luto pode ser vivido de tantas formas!
e, por vezes sermos teletransportados para situações diferentes pode ser agradável não achas?
beijo
Toque

Provoca-me disse...

Bem, tenho alguma inveja das pessoas que conseguem viver assim, sem receios ou sem pensar neles, mas a verdade é que por mais forte que o desejo fosse, não me consigo imaginar a viver uma história dessas. O bom da Imaginação é que quando escrevemos, podemos imaginar o que quisermos e nem sempre ter de sofrer as consequências más dos nossos actos. Imaginar não tem limites, e é por isso que é tão apelativo!

carpe vitam!