terça-feira, 30 de outubro de 2018

swingin' (in the rain) 3.2.1 Girassol


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Começava a fazer frio quando fomos convidados para lanchar na casa dos Vizinhos e percorremos a pé as duas centenas de metros que separam as nossas habitações. Continuámos a trocar ideias e a Vizinha estava com curiosidade para conhecer o clube. Combinámos uma ida. Ainda na casa deles, o Yang mencionou uma mensagem recebida de outro casal, mas a Yin não prestou atenção, pois queria dedicá-la aos Vizinhos.

Quando chegámos a casa, a Yin inteirou-se da troca de mensagens com o Girassol e respondeu ao mail enviado. Gostámos da abordagem. Trocámos mais mensagens, começámos a comunicar via whatsapp. Foi o Sol que se meteu connosco através do site do swing e avisou que a Gira era mais de falar pessoalmente, mas ainda assim fez um esforço e aderiu à aplicação para poder falar connosco. Ele escrevia pelos cotovelos, ela era bem mais comedida. Ficávamos horas e horas a conversar até às tantas, ele leu os relatos de aventuras passadas e reviu a postura deles em algumas coisas. Começámos a frequentar o mundo do swing praticamente ao mesmo tempo, mas nunca nos tínhamos cruzado. É mesmo assim, as coisas acontecem quando têm de acontecer. Encontrámos muitas coisas em comum, outras diferentes, como seria de esperar. Combinámos encontrar-nos cerca de uma semana após termos começado a trocar ideias. Foi uma longa semana, em que passávamos os dias a trocar mensagens, fotos, provocações, principalmente com ele. Ficámos bastante curiosos para saber como seria ela, que até então permanecia bastante reservada e misteriosa. Com um bebé, era compreensível que não nos pudesse dedicar grande atenção. A vontade de os conhecer pessoalmente foi crescendo até que finalmente chegou o dia.

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domingo, 30 de setembro de 2018

swingin' (in the rain) 3.1: Vizinhos


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O outono trazia fins de tarde dourados e frescos a temperar o calor do verão quando recebemos mensagem de um casal conterrâneo através do site swing. Estávamos um pouco escaldados em relação a casais geograficamente próximos, mas sabemos que existem sempre exceções à regra, pelo que acedemos a um encontro no sítio do costume. Já estávamos em cima da hora marcada, pelo que enviámos uma mensagem a avisar quando íamos a caminho. Não recebemos resposta. Como estavam a demorar, decidimos dar um passeio para desfrutar o fresco e perguntámos se demoravam. Nada. Começámos a pensar que nos iriam deixar pendurados, mas decidimos aproveitar aquele fim de tarde para caminhar um pouco. A várzea era um quadro de folhas caídas à luz do pôr-do-sol que rapidamente dava lugar ao lusco-fusco.

Passado algum tempo, recebemos mensagem a dizer que estavam a chegar. E realmente não demoraram. Desfizeram-se em desculpas, tinham encontrado alguém conhecido que já não viam há muito, nós tentámos tranquilizá-los, apesar de admitirmos que nos tinha passado pela cabeça que tínhamos levado tampa.

A conversa foi-se desenvolvendo, ficámos a saber que moravam mesmo muito próximo de nós, umas ruas acima. Disseram-nos também que eram meros curiosos, que nunca tinham experimentado, mas ela gostaria de estar com uma mulher.

Houve uma empatia imediata, a Yin gostou bastante da vizinha, que apesar de se descrever como anti-social, pareceu-nos bastante comunicativa. O Yang também lhe achou piada. O Vizinho era calmo, metido com ele, parecia disposto a tudo o que a sua mulher quisesse experimentar. Temos sempre muito cuidado com casais que se iniciam nestas lides, deixando espaço para desenvolverem ideias e desejos. Não seria diferente com estes nossos vizinhos.

Eles tinham compromissos e foram embora. Nós ficámos mais um pouco a apreciar o anoitecer daquele dia.

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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

11!

É uma idade respeitável para um blog. Ou talvez seja ridículo ainda existir. Seja como for, está aqui. Há onze anos. E, se não acontecer nenhum imprevisto, continuará a existir enquanto for cumprindo o seu propósito: inquietar pessoas. Provocá-las. Mesmo que seja só uma, uma vez por ano. Tem valido a pena. Mesmo!

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Tortura de Prazer - final

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          Ele ignora a arma, pega nela ao colo e beija-a no pescoço, aperta-a com força a sorver-lhe o cheiro frutado e o calor que o deixa doido, desvia alguns objetos em cima da secretária e senta-a. O frio da superfície metálica sabe-lhe bem no rabo a ferver mas rapidamente fica quente. Ele continua a beijá-la e acaricia-lhe o corpo, detendo-se nos seios e no rabo, fazendo o caminho mais longo até chegar ao sexo. Deita-a e estimula-a, empenhando-se em cumprir a promessa que lhe fizera há pouco: pressiona-lhe o clitóris devagar, penetra-a com dois dedos, entrando e saindo a sentir-lhe a humidade quente, a pele suave a intumescer, a contrair-se e a expandir-se. Usa essa humidade para lubrificar-lhe o ânus e vai testando a resistência à sua entrada lentamente, até não sentir nenhuma. Continua a trabalhar com os outros dois dedos no interior dela, a chamá-la, a tocar-lhe naquele ponto que a leva a entrar em erupção até a lava escaldar a pele. Desta vez é ela que pede:
          - Fode-me! - ele não se faz rogado, pega noutro preservativo e penetra-a suavemente, até ela pedir com mais força. Ele acede ao pedido até ela se vir com estrondo e depois abranda um pouco, não quer vir-se já, sai de dentro dela e pede-lhe para se virar. Ela cede e ele volta a entrar por trás, a sentir o rabo bem torneado dela contra a sua pélvis, novamente até à vertigem.
          Depois de saciados os apetites de ambos, começam a pensar em conjunto como sair daquela situação absurda. Nenhum dos dois consegue racionalizar o que se está a passar, até porque a situação é completamente irracional, mas precisam urgentemente de encontrar uma solução.
          Ela quer usá-lo como escudo para sair dali. Ele sabe que vai ser arriscado, que vai ter problemas, mas decide ajudá-la. Precisa que ela o ajude também, precisa que ela partilhe informação. Depois da experiência que viveram e da cumplicidade gerada, conseguem chegar a acordo. O conflito que os separa foi também o que os uniu e isso dá-lhes outra perspetiva sobre o ridículo da situação. “Make love, not war”, a foder é que nos entendemos, eles compreendiam agora. Mas o mundo à volta quer lá saber da compreensão deles... E é essa compreensão que os faz sair daquela sala, com a perfeita consciência de que podem muito bem não voltar a ver a luz do dia. Mesmo assim, será um dia memorável.


Agradecimentos especiais a Pole Man e Girassol pela consultoria técnica ;)


Madonna, Die Another Day

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

swingin' (in the rain): os curiosos revisitados #2

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Sem aviso, eles começaram a despir-se e a abocanharem-se um ao outro. Foi algo surpreendente, da outra vez que estivémos juntos, foram elas que começaram a despir-se enquanto eles estavam sentados no sofá, desta vez aconteceu precisamente o inverso. Estiveram assim um bom bocado, com elas a observar sem intervir, até que eles as chamaram.

A Yin manipulava o sexo do M., com as mãos e com a boca e fê-lo até ele se vir, na esperança que depois ele ficasse quietinho, mas não ficou. Decidiu retribuir-lhe. Primeiro enfiou-lhe os dedos nos dois buraquinhos da zona genital. Ela não achou muita piada à forma bruta como o fez, mas não estava fácil de ele entender. Depois decidiu abocanhá-la enquanto a penetrava com os dedos. E insistiu bastante tempo, com convicção. Ela continuou a não achar muita piada. É fodida, esta Yin. Ou melhor, ela até tinha alguma curiosidade em experimentar o que seria ser fodida pela pilinha que andou a segurar, mas pelos vistos eles continuavam numa onda soft, nada de penetrações com pilinha em mulher alheia.

Algum tempo depois, o M. adormeceu nu no cadeirão e nós tapámo-lo para não arrefecer. Ao contrário da primeira vez que nos encontrámos, apesar de ser a mesma época do ano, estava bastante mais frio. Ficámos até quase manhã a conversar, a Yin foi a primeira a ceder ao sono, o Yang e a F. continuaram com conversa da treta.

Da primeira vez que nos encontrámos, tínhamos uma caminhada de manhã cedo, dormimos pouquíssimas horas e fomos. Desta vez a Yin tinha uma ação de voluntariado para fazer, mas programou uma sms para a manhã seguinte a dizer que a noite tinha sido complicada e não iria. Não era mentira, não estava mesmo em condições, mas sentiu-se um bocado culpada.


Passado algum tempo, convidaram-nos para ir a um bar swinger na terra deles que tinha aberto há pouco tempo. Era um conceito diferente do que temos frequentado, propunha-se a estar aberto todos os dias. Isto fez-nos pensar que seria um sítio porreiro para os nossos amigos que trabalhavam ao fim-de-semana. Fazia parte da casa dos donos, um casal diferente do habitual. Ele um nortenho enorme, tatuador; ela pequena mas lutadora feroz contra um cancro. Mostraram-nos o espaço, que não era muito grande, uma zona inferior, tipo lounge, com mesas e puffs e almofadas e bar. No vão da escada, fizeram um pequeno quarto privado sem janelas, que só tinha espaço para uma maca. Tentámos imaginar como seria estarem ali quatro pessoas a transpirar, o Yang disse que teriam de ser etíopes muito elegantes, para não dizer esfomeados. A parte superior era um espaço amplo, com um pequeno estúdio de tatuagens. Provavelmente o único estúdio swinger, uma vez que ali só entravam pessoas do meio. Outro tipo de clientela, segundo o dono, era atendido ao domicílio. Ela explicou que tinham ideias de fazer ali mais alguns espaços privados.

Ficámos no rés-do-chão, só estava lá mais outro casal que nos foi apresentado, mas com quem não falámos muito. Mantivémo-nos os quatro à volta de uma mesa, a conversar a noite toda sobre leituras e experiências, o percurso deles no swing, o nosso. Falaram-nos de um motel onde tinham ido que nos pareceu paradisíaco: o quarto tinha baloiço, jacuzzi, champanhe… falaram-nos do que fizeram por lá e que era um sítio interessante para irmos os quatro. Ficámos a pensar nisso enquanto rumámos a casa.


~ FIM DO SEGUNDO VOLUME ~

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Tortura de Prazer - parte 4

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Ela resolve guardar a faca no bolso do casaco e volta a sentar-se ao colo dele, desta vez pele com pele. Ela está seca e quente, ele frio e molhado. Mas aquele contacto produz inesperadamente um efeito intumescente no sexo dele e um calor abrasador no dela. Chega-se um pouco mais perto, passa-lhe as mãos algemadas para trás do pescoço até o rosto dele ficar entre as suas mamas. Ele fica a respirar aceleradamente o calor da pele dela e deseja ardentemente não ter a boca tapada para poder morder-lhe os seios. Esse pensamento, juntamente com a incandescência do sexo dela, provocam-lhe uma forte erecção, que lhe intensifica a dor nos testículos e o faz gemer. Ela olha para o sexo dele junto do seu. Respira fundo. Pensam ambos em uníssono: "o que é que me está a acontecer?!"

Claramente, aquilo tinha ido longe demais. Ambos sabiam que não era boa ideia misturar aquele tipo de trabalho com prazer. Mas se tinham chegado até ali, também não seria agora que iria parar. Ela olha fundo nos olhos dele, de dedo na boca, pensativa:

- Se eu te tirar a fita, portas-te bem? - ele acena positivamente. Ela arranca suavemente a fita da boca dele. Ele tosse e recompõe a respiração. Ela passa-lhe o polegar pelos lábios, mantendo-lhe a faca junto ao rosto, mas ele apenas lhe roça ao de leve os seios com os lábios. Ela sente um arrepio, e desta vez é dos bons. Chega-se mais perto, sente o sexo dele duro contra o seu, doido para entrar nela, enquanto ele lhe mordisca os seios. Como é que alguém capaz de tanto terror consegue provocar tanto tesão? É inexplicável, incompreensível, uma questão de pele, talvez. Química aplicada.

- Fazes-me isso aqui em baixo? - pergunta-lhe ela, apontando para o sexo.

- Libertas-me? - tenta ele. Ela ri-se. Pega numa toalha e estende-a no chão húmido. Segura nas costas da cadeira e inclina-a devagar até chegar ao chão. Ajoelha-se e senta-se em cima da boca dele. Ele trabalha com afinco, apesar do desconforto da posição, primeiro nas virilhas e nos lábios, depois no clítoris, a seguir morde-a devagar e penetra-a ritmadamente, enquanto ela se mexe e contorce e dedilha de cócoras, até se vir uma e outra vez. Depois vira-se e retribui-lhe o gesto sem pressas, enquanto ele continua a lambê-la. Beija-lhe os testículos avermelhados e alivia-lhe a dor que provocou há pouco. Abocanha-o e engole-o até à base, sente-o estremecer todo até ele lhe suplicar:

- Fode-me. - Ela demora-se um pouco mais, provocando-lhe uma doce mistura de dor e prazer. Tenta voltar a subir a cadeira, mas é demasiado pesada. Pega numa corda, amarra-a às costas da cadeira, fá-la passar pelo gancho pendurado e usa todo o seu peso para a erguer. Vai buscar o preservativo caído no chão, colocando-o no devido sítio e enterrando o membro duro dentro de si, numa lentidão torturante, enquanto ele continua a mordiscar-lhe os seios. O encaixe é perfeito, têm ambos a noção de que aquilo não é normal, é bom demais, o clichê absoluto, parece que foram feitos um para o outro. “Que loucura…”, pensam, enquanto gemem extasiados até ele se vir.

Torturar com prazer... aquilo só podia ser de génio, ou então o maior erro de sempre. A segunda hipótese parecia mais plausível.

- Se me libertares, vou fazer-te escorrer de uma maneira que nunca mais te vais esquecer. - Tenta ele novamente. Muito tentador, mas ela não cede. Sorri e beija-o levemente na boca.

- Ajuda-me a sair daqui viva e eu retribuo-te o prazer… Onde estão as chaves destas algemas?

- As chaves destas abrem essas.

Ela abre as suas algemas e atira-lhe a chave para abrir as dele, que aproveita para vestir as calças molhadas e desamarrar as pernas, sob o olhar atento dela e da arma que continua a empunhar. Ela veste finalmente o casaco e arregaça as mangas enormes, o casaco dá-lhe pelo meio das coxas, fica cómico, mas ela deixa-o provocadoramente aberto. Ele levanta-se e detém-se uns segundos a olhá-la. Depois dirige-se para ela com uma urgência que a assusta. Será que acabou de cometer um erro fatal?


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terça-feira, 3 de julho de 2018

Trocas e Baldrocas...



"Ninguém pode se intrometer na intimidade de um casal. Entre quatro paredes vale tudo, se houver consentimento das quatro pessoas." Haja entendimento!