segunda-feira, 17 de maio de 2010

corpos suados (5)

continuação daqui
texto por Toque
foto por V editada por carpe vitam!


Quando regressou à mesa os olhos ainda estavam raiados de um prazer que ela tinha partilhado.
Saíram rapidamente do restaurante e foram surpreendidos por uma chuva que os refrescou, mas que lhe colou o vestido de seda à pele.
-A chuva ainda te torna mais irresistível!
Ela sorriu e entrou para o carro, procurando o casaco que tinha deixado no banco de trás.
A viagem foi feita num silêncio que ambos partilharam sem constrangimentos. Quando estacionou o carro em frente à sua porta ela procurou despedir-se rapidamente. O olhar que ele lançava aos seus seios, cujos mamilos se tornavam proeminentes no tecido fino estavam a deixá-la excitada. Sentia um calor a percorrer-lhe o interior das coxas e um líquido espesso a molhar a cuequinha rendada.
Tocou-lhe os lábios grossos e vermelhos com a ponta da língua e disse-lhe um "obrigada" quase em surdina.
Ignorando a atitude dela, Pedro pegou-lhe no cotovelo e fez questão de a acompanhar. No elevador largou-lhe o cotovelo e deixou os dedos percorrerem o traçado dos mamilos. Sentiu-os endurecer ainda mais ao seu toque, o que o fez baixar-se e chupar um de cada vez sofregamente deixando uma marca de saliva no vestido molhado.
As bocas já se tinham encontrado e a respiração ofegante já deixava adivinhar o desejo que os consumia quando o elevador chegou ao andar onde ela vivia.
Ainda se estavam a recompor quando foram surpreendidos pela presença de Carlos, sentado na soleira da porta.
- Tu aqui novamente?
- Acho que devemos falar, afinal partilhamos momentos óptimos os dois e a nossa última noite foi um bom exemplo disso.
Ficou satisfeito por ver a reacção de descontentamento de Pedro.
Resolveu abrir a porta, pois não queria que aquele triângulo fosse partilhado pelos vizinhos. Os dois homens entraram rapidamente em casa dela procurando que a sua presença fosse mais marcante.
-Diz o que tens para me dizer - disse ela enquanto fechava a porta.
- Queria falar apenas contigo. Este senhor está a mais.
Pedro aproximou-se dela e abraçou-a de forma possessiva, deixando as mãos demorarem-se nos mamilos que tinha beijado no elevador. Ela sentiu o mesmo calor a tomar conta do seu corpo. Queria libertar-se do vestido molhado e deixar o corpo encostar-se ao peito do Pedro para se aquecer. Momentaneamente esqueceu-se da presença do Carlos e fechou os olhos para sentir o toque daqueles dedos que em poucas horas aprenderam a conhecer o seu corpo.
Assustou-se com o suspiro prolongado de Carlos e abriu os olhos encarando-o. Desejo foi o que encontrou no olhar com que Carlos a fixava. Um desejo misturado com uma raiva que ela desconhecia nele. Levantou a mão para lhe acariciar o rosto e ver desaparecer aquele sentimento tão forte e destrutivo. Ele virou o rosto e aprisionou os dedos femininos na sua boca chupando-os com vontade.
Pedro puxou o corpo dela de encontro a si, procurando afastar aquele contacto, mas ela estava a gostar de sentir a saliva quente dele nos seus dedos, estava a gostar do roçar da língua...mas estava também a adorar as mãos de Pedro nos seus seios.
Passou-lhe uma imagem louca pela cabeça. E limitou-se a dizer para si:
- Porque não? Seria uma óptima despedida para o Carlos e para mim seria o satisfazer de um sonho.
Não disse nada. O instinto dir-lhe-ia como agir.
Deixou os dedos penetrarem mais fundo na boca de Carlos tentando acompanhar o movimento da língua dele. Ele notou a atitude dela e sentiu-a como um incentivo. Por momentos esqueceu-se da presença de Pedro e aproximou o seu corpo do dela para lhe beijar os lábios. Sentia fome deles e nem reagiu quando sentiu o toque de Pedro que continuava a acariciar-lhe os seios.
Ela correspondeu ao beijo deixando um rasto de saliva na boca dele. Pedro soltou um grunhido, ainda não entendia o que se estava a passar, mas sentia-se incomodado com aquele beijo que ela partilhava com outro. Ela entendeu a reacção dele e pousou as mãos dela por cima das dele que entretanto estavam paradas nos seus seios. Movimentou-as convidando-o a fazer o mesmo. Depois pegou numa delas e levou-a até à sua vagina fazendo-o sentir o líquido quente que ela escorria. Com a sua mão acompanhou os movimentos que ele fazia e ao fim de uns minutos obrigou-o a retirar a mão e levou-a até à sua boca que Carlos continuava a beijar avidamente. Dois dedos de Pedro, molhados pelo desejo dela entraram nas duas bocas e aí depositaram o sabor dela.
Ela sentiu o desejo dos dois homens aumentar, bem como o volume dos seus pénis um de encontro à sua vagina e outro pressionando as suas nádegas.
Encostou-se mais ao Carlos, esperando que Pedro respondesse positivamente à sua provocação. Sabia que estava a correr um risco e que um dos homens poderia rapidamente afastar-se daquele jogo, mas queria tentar, principalmente agora que sentia o desejo de ambos e o seu tesão a crescer.
A sua mão procurou o pénis de Carlos, enquanto chupava, agora só ela os dedos de Pedro. Ouviu o gemido dos dois e virou ligeiramente a cabeça para beijar o Pedro.
Carlos abriu o fecho do vestido e deixou-o cair aos seus pés. Baixou-se para lhe retirar as cuequinhas e lamber o seu montinho com a sua língua faminta.
Pedro continuava a percorrer a sua pele com a língua e com os dentes.
Ela deitou-se no tapete da sala e Carlos foi o primeiro a acompanhá-la continuando a dar-lhe prazer. Depositou o seu corpo sobre o dela e deixou que o seu pénis erecto penetrasse a vagina húmida de desejo. Moveu-se lentamente à espera que o corpo dela correspondesse, o que rapidamente aconteceu.
Pedro olhava os dois corpos a mexerem-se cada vez mais rapidamente. Sentia-se excitado, embora não entendesse a situação em que estava envolvido. O corpo dela a movimentar-se de forma tão sensual atraia-o como se de um íman se tratasse.
Viu-a mudar de posição passando para cima do corpo do Carlos, ajoelhou-se no tapete e deixou que a sua língua falasse da vontade que o consumia. Desenhou nas costas femininas rastos de desejo e paixão com a saliva quente e sentiu que ela colava o corpo aos seus lábios. Meteu as mãos entre os dois corpos e procurou os seios dela apertando-os entre os dedos. Ouviu o gemido dela e deixou que o pénis duro procurasse a abertura entre as suas nádegas.
Duplamente penetrada sentia um prazer incalculável e adivinhava nos corpos masculinos um prazer semelhante.
Enquanto gemia e se mexia por forma a satisfazer os dois homens que a penetravam, pegou na mão de Pedro e levou-a até à sua vagina, onde o pénis de Carlos a penetrava profundamente. Sentiu uma primeira reacção de negação por parte dele, mas levantou ligeiramente o corpo e deixou a mão acariciar-lhe o clitóris. Virou o rosto para encontrar os seus lábios sôfregos. Os corpos cavalgaram numa ânsia desenfreada, as mãos confundiam-se na pele escaldante, gemidos ecoavam pela sala enquanto ela sentia a dureza dos membros masculinos dentro dela.
Encostou-se mais ao Carlos para que Pedro apertasse o seu corpo ao dela. Ele correspondeu e aumentou a velocidade com que a penetrava.
Gotas de suor misturavam-se no tapete e ela sentiu que era banhada por dois líquidos quentes no preciso momento em que soltou um grito de paixão incontida.
Ficaram largos minutos a controlar a respiração ofegante antes dos corpos se esticarem lânguidos no tapete da sala.
continua...

15 comentários:

Felina disse...

Pois... aqui aqueceu um pouco

João Casanova disse...

que belo texto.
muito bom. senti-me espreitar pelo buraco da fechadura!
abraços e beijos..na boca marota!;)

Anónimo disse...

Felina
que o aquecimento tenha sido duplamente satisfatório
beijo
Toque

Anónimo disse...

João Casanova
melhor que espreitar...é partilhar
beijo
Toque

Felina disse...

Sim... duplamente...
beijo

carpe vitam! disse...

ummm, mnham, mnham, consigo sentir-lhes o sabor e o... Toque!
seria pedir muito que os meninos se tocassem e interagissem mais?
Oh, eu já estou a imaginá-los... uma noite de loucuras e o arzinho de envergonhados na manhã seguinte... onde é que eu já vi isto? ahahhaahahah!

Anónimo disse...

FElina

ainda bem :)
bjinho
Toque

Anónimo disse...

Carpe
São uins envergonhados...precisam de incentivo ;)
beijo
Toque

Waldorfa disse...

Epá eu não posso voltar cá muitas vezes, lol, fico doida e depois ninguém me atura.

Muito bom mesmo.

Beijo

Stargazer disse...

Toque,

Original, imaginativo, envolvente.

Dou nota 9 - seria 10 se as "cuequinhas" e o "montinho" fossem sem diminutivo - num texto deste calibre soam a falso!

:-)

Fico à espera da continuação!

Beijo com aplauso,

ricardo disse...

motor de arranque... ou não que continuo a ler tamanha(s) provocação(ões) mesmo sem deixar aquecer!

Anónimo disse...

Waldorfa
há loucuras que valem sempre a pena
beijo
feliz por teres gostado
Toque

Anónimo disse...

Stargazer
limito-me a concordar contigo...parvoíce o uso dos diminutivos
obrigada pelas palavras e pela chamada de atenção
beijo
Toque

Anónimo disse...

Ricardo
mas as provocações podem aquecer
beijo
Toque

Anónimo disse...

Aguardo o resto da obra...
muito bom...

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