domingo, 6 de agosto de 2017

Swingin' (in the rain) a artista e o cientista #4

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Trocámos mensagens que diziam que tínhamos gostado e queríamos repetir. Todos concordaram, embora soubéssemos à partida que não seria tão cedo, pois o Cientista iria estar fora do país por uns tempos. Ainda assim, encontrámo-nos novamente com a Artista e ficámos a percebê-la um pouco melhor. A verdade é que não sabíamos grande coisa sobre eles, mas ficámos com imensa vontade de os desvendar, tanto um quanto o outro têm profissões e ocupações interessantes, ficámos com vontade de participar, de fazer coisas com eles que não tivessem de passar obrigatoriamente por sexo.


A Yin começou a descongelar e a criar expetativas. Tentava não fazer filmes, mas era difícil não o fazer. Até porque estava a ser estimulada. Num fim-de-semana, enquanto fazíamos a viagem de regresso a casa, o Cientista meteu-se com ela, a dizer que lhe apetecia estar a quatro naquele momento. Ela humedeceu instantaneamente. A conversa que se seguiu foi quente e deixou-a plena de desejo. Quando chegámos a casa, coisa que ainda demorou, pudemos finalmente satisfazer o desejo e soube muito bem. Mas não deixámos de reparar que ele só se meteu com a Yin, que lhe perguntou se ele tinha contado à Artista e mais tarde disse que apenas tinha falado, sem se referir ao teor da conversa. Isto não nos pareceu um bom caminho.


Ainda assim, a Yin decidiu escrever um texto, uma espécie de declaração de intenções com votos de reciprocidade.

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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Swingin' (in the rain) a artista e o cientista #3

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A Yin demorou um pouco, hesitou em revelar-se. Não estava muito confiante. Passado algum tempo, muito mais do que necessitou para vestir a indumentária, apareceu tal como foi à festa, com a lingerie preta de renda e franjas que o Yang lhe havia oferecido e uma máscara veneziana, que lhe dava alguma proteção psicológica. Reparou no brilho dos olhos do cientista quando a viu, que não demorou muito a descobrir-lhe os seios que já assim, tinham muito pouco a cobri-los.
A Yin virou a sua atenção para a Artista e ignorou um pouco o Cientista, à espera que se acalmasse um pouco. Já tinhamos trocado fotos e percebido que a Artista não era muito abonada de peito. De fato, sai mesmo ao pai, muito lisinha, mas com uns mamilos apetitosos. Quando a Yin a despiu, fez um comentário parvo de quem constata o óbvio e logo se arrepende: “Tu não precisas de usar soutien!” Mais tarde haveria de lhe pedir desculpa, mas a Artista não pareceu ficar chateada com isso, e explicou -lhe que depois de dar de mamar a três crianças, ficou sem peito. A Yin achou incrível como poderiam ter saído três crias, todas já crescidas, de uma barriga tão pequena. Ela é mesmo pequenina, morena e cheirosa, com um sorriso luminoso, contagiante.
Não faltou muito para o Cientista reclamar a atenção da Yin, e ela ainda tentou que os dois homens se envolvessem, tinha alguma esperança, pois ele tinha referido ser bi (uma coisa que a entusiasmou um pouco) mas se é, não mostrou qualquer interesse no Yang, que não tardou a ser puxado para o “molho” e a envolver-se com a Artista.
Mais uma vez, foi tudo muito rápido, a Yin estava meio atordoada, já o cientista a tinha possuído e o Yang fazia o mesmo com a Artista. Estivemos ainda um pouco, cada um com o seu par, e depois as duas meninas, os três, uma grande misturada suculenta.


Pouco depois, foram embora, pois ele tinha de fazer as malas para viajar no dia seguinte.

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domingo, 30 de julho de 2017

Swingin' (in the rain) a artista e o cientista #2

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A Yin passou o dia em pulgas. Por um lado, queria conhecer melhor o casalinho, por outro já há muito que não se metia naquelas aventuras, estava a atravessar um longo inverno que durou até ao verão e tinha de descongelar rapidamente. O Yang estava entusiasmado, naquele entusiasmo comedido dele. Convidámo-los para jantar, mas não podiam. Então convidámo-los para a sobremesa que seria a bela mousse de chocolate do Yang e eles aceitaram.
Chegada a hora, eles ainda não tinham chegado e a Yin desejou que não aparecessem, pois isso provaria que a sua desilusão em relação ao swing era justificada e que não valia a pena fazer mais tentativas. E resmungou o seu mau humor para cima do Yang, que a aturou pacientemente. O casal homónimo avisou que vinha a caminho, mas já tinha passado tempo mais que suficiente para chegarem e nada. Perguntámos se se tinham perdido, ao que responderam que tinham estado a conversar.
A Yin achou aquilo estranho, pareceu-lhe um sintoma de que algo não estava bem, que talvez não estivessem de acordo em relação à vinda ou ao que viriam fazer. Mas nada mais a fazer a não ser esperar e a espera foi longa e enervante, apesar de eles não terem demorado assim tanto.

Quando chegaram sorridentes, provaram a mousse do Yang apenas para não lhe fazer a desfeita. Ele tinha ideias de usar a mousse para derreter o gelo, no corpo da Artista, mas não se proporcionou. O Cientista continuou na sua onda, bastante incisivo, enquanto a sua companheira parecia mais hesitante. A Yin sabia que tinha de começar por ela e refrear o entusiasmo dele, mas não sabia bem como. Claro que nestas alturas, as coisas simplesmente acontecem. Ou não. Mas proporcionaram-se quando o Yang falou da indumentária que levámos à última festa “Eyes wide Shut”. Pediu à Yin para lhes mostrar. Ela lá lhe fez a vontade, ligeiramente contrariada e tímida.



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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Swingin' (in the rain): a artista e o cientista #1


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Após algum tempo sem acontecer nada de novo, a Yin continuava muito been there, done that. Porque o que ela quer não encontra. Ela quer a partilha total e equilibrada, com todos os membros envolvidos, na simetria da quadrangulação. Ou triangulação, qualquer forma que funcione na perfeição. Quer aprender o mais que puder. Quer repetir e fazer melhor. E não encontra quem queira o mesmo. Já é difícil encontrar quem queira alguma coisa connosco, quanto mais repetir, fazer melhor… aprender algo de novo, inesperado, uma forma diferente e apetecível de viver a sexualidade, seria pedir muito?
O Yang continuava à procura nos sites, de vez em quando chamava a atenção da Yin para algum casal, mas invariavelmente, não mexiam com ela, não lhe traziam nada de novo ou de minimamente interessante. Até que surgiu um casal da nossa área geográfica com quem mais uma vez o Yang encetou conversa.

Foi tudo muito rápido, eles perguntaram se nos podíamos encontrar num dia e no outro estávamos a trocar mensagens no whatsapp. Gostamos de utilizar esta app porque permite conversas em grupo com números de telefone válidos. Assim, antes de conhecermos pessoalmente as pessoas com quem estamos a falar, muitas vezes conseguimos encontrar-lhes as pegadas digitais.
Após o mais ou menos recente historial de falhanços e frustrações, a Yin estava mais interessada noutras atividades e não prestou atenção alguma à conversa que se foi desenrolando no telemóvel e que nos levou a um encontro nesse mesmo dia.

Ficámos a conhecer pessoalmente a Artista e o Cientista. Sorridentes, irradiavam a boa disposição de quem está de bem com a vida. A empatia foi imediata e acabámos por os levar para casa. Ficámos um pouco à conversa e deu para perceber que estavam (principalmente ele) bastante interessados em que acontecesse algo sexual, mas a Yin estava noutro comprimento de onda, bastante mais a leste. Ele foi bastante incisivo desde início, logo nas mensagens: “E se vivêssemos num mundo perfeito, que gostariam de fazer hoje?”. Mas nesse dia, quando se aperceberam que não passaríamos da conversa e porque tinham compromissos cedo no dia seguinte, foram embora, com encontro combinado para a noite seguinte.
O Yang estava na boa, como sempre, a Yin ficou apreensiva. Achava-os bastante interessantes, com muito em comum connosco, (até os nomes), pareciam feitos um para o outro, completamente sintonizados, pareciam-lhe demasiado bons para serem verdade. Ainda por cima com encontro marcado para o dia seguinte e ficando claro que não seria só para conversar…

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segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Swingin' (in the rain) coisas que aconteceram no Verão

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Fomos no verão seguinte com a Utopia e o Camaleão ao outro clube rural da piscina coberta numa de aproveitar a piscina e aproveitámos bastante. O Yang levou a máquina fotográfica à prova de água e fizemos algumas fotos subaquáticas. A água anula a gravidade e deixa os corpos flutuantes, bastante apetecíveis.
A Utopia não quis experimentar a piscina, mas o Camaleão estava danadinho. Hesitou um pouco em solidariedade com o seu par, mas acabou por se juntar a nós, também sem roupa. O calor convidava a usufruir o espaço exterior, havia churrasco e estava uma noite mesmo agradável.
Conhecemos um casal mais velho muito simpático que nos convidou para uma ida à disco anos 80 no autódromo do Estoril, o Yang deu-lhes o nosso contato, mas nunca mais disseram nada.

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