terça-feira, 1 de outubro de 2013

ao Corpo!

Meu Querido Corpo, 
venho agradecer-te publicamente porque és fantástico e mereces. És capaz de suportar todo o tipo de violências que eu Mente, ou algum outro agente exterior exercemos sobre ti e continuar firme com o teu trabalho. Tens uma capacidade incrível de regeneração. Podem achar que isto não é nada extraordinário, que só estás a cumprir o objetivo para o qual foste evoluindo durante milhões de anos, mas eu cada vez mais me maravilho contigo, ó Corpo!


Nunca me preocupei muito contigo, até porque nunca me deste grandes problemas. Basicamente, sempre fui uma pessoa saudável, por pior que te tratasse, tu sempre respondeste bem. Não és nenhum modelo e tens as tuas falhas, já me chateei e rejeitei-te muitas vezes mas a verdade é que tu me serves perfeitamente, tenho tudo mais ao menos no sítio e do tamanho certo, muito pouco que me queixar e muito a agradecer. Normalmente só nos damos conta das coisas importantes quando nos faltam. Sou uma Pessoa extremamente sortuda e privilegiada por te ter a ti Corpo, com muita Saúde - um enorme tesouro - e estou plenamente consciente disso agora. 

Agora entendo a nossa relação sado-maso. Eu Mente, a Sádica, a que puxa por ti, tortura-te, quer sempre mais. Tu Corpo, o meu fiel Escravo que aguenta quase tudo, quase sem se queixar. Como tua Domina, tenho de perceber quais são os teus limites e respeitá-los. Para o bem e para o mal, somos inseparáveis, "na Saúde e na Doença, na Alegria e na Tristeza, até que a morte nos separe", por isso vamos tentar manter isto num nível de sanidade aceitável, ok? Nada de fanatismos ou obsessões, vamos minimizar a Dor e maximizar o Prazer. Tentar perceber ambos, pois já sabemos como andam sempre de mãos dadas, por isso há que saber doseá-los e no (muito) que depende de nós e mantê-los em níveis equilibrados.

Já paraste de crescer há algum tempo, e embora muito lentamente, estás a envelhecer, o que torna as tuas tarefas cada vez mais difíceis e demoradas. Ainda assim, espanto-me com a tua rapidez de recuperação. Só há pouco me dei conta da importância de te respeitar e manter-te saudável. O que até nem é assim tão difícil, basta compreender-te e para te compreender basta ouvir-te. Tu fazes-te ouvir muito bem, eu é que por vezes faço ouvidos moucos....

Por isso, Corpo, vou esforçar-me a sério para te respeitar e mimar. Tu bem mereces, pelo que tens aturado ao longo de todos estes anos. Vou continuar com o exercício físico regular e cuidar bem da alimentação. Vou meditar mais e stressar-me menos.  É tão simples, se não me deixar vencer pela Preguiça e pelo Comodismo, realmente consigo ver as mudanças e os resultados surgem quando me porto bem. E se bem que demoras algum tempo a reagir a estas coisas, o metabolismo é lento mas convicto, com resultados que se prolongam a longo prazo. Porque eu bem sei que no fundo, o teu bem-estar e o meu são um só. Tu e eu somos um só!

CORPO, és o melhor instrumento que me foi dado, o meu interface com o mundo, expressas, comunicas, executas quase tudo o que eu mando e normalmente, fazes um excelente trabalho.
Quando trabalhamos em conjunto, conseguimos cumprir o lema: "Mens sana in Corpore sano"! 

Agradeço-te Corpo, por todas as experiências que me proporcionas, as boas e as más também, porque acabo sempre por aprender alguma coisa com isso! Juntos, vamos tornar-nos numa Pessoa melhor, mais forte, saudável e com muito mais qualidade de Vida!

Imagem: O Pensador de Auguste Rodin. Foto surripiada daqui.

sábado, 28 de setembro de 2013

swingin' (in the rain) parte 39

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Fomos jantar a casa dos Doces. Já tínhamos trocado algumas mensagens via skype que davam conta das intenções deles. Nós não estávamos propriamente com vontade de que nos saltassem em cima, mas apreciamos a companhia deles e foi nessa perspetiva que aceitámos o convite. O repasto foi bastante saboroso e agradável, eles foram impecáveis, ele sempre na dele, ela a deixar o álcool desinibi-la.

Não deixa de ser curiosa a a distinção entre assédio e sedução. Cremos que depende exclusivamente de estarmos a gostar ou não. Temos que treinar os nãos, sobretudo quando gostamos das pessoas, mas não queremos nada de sexual. É que dizê-lo a seco não é agradável, nem para quem diz, nem para quem ouve. Normalmente, não é necessário dizê-lo declaradamente, porque dá para entender a falta de receptividade, mas nem sempre.

Neste caso, o Yang recorreu a outra estratégia. O Duque ligou para combinar pescaria noturna e o Yang convidou-o para aparecer por lá, uma vez que ficava em caminho. Ele apareceu com a Duquesa e ainda ficámos um bom tempo à conversa os seis.
Os Doces tomaram banho um de cada vez, aperaltando-se para sair. A Doce estava a demorar imenso tempo e o Doce pediu à Yin para ir lá ver se estava tudo bem. a Yin foi, chamou por ela, que respondeu a dizer que sim, que estava ok. desta vez não lhe pediu para lavar as costas, como fez no Skype. Pessoalmente, é bastante mais tímida, mesmo com uns copos a mais. O Yang tinha-lhe pedido para mostrar as mamas e ela apenas levantou um pouco a blusa.

Como demorámos tanto tempo na conversa, acabou para ficar tarde para sairmos e estava na hora do Yang e o Duque apanharem a maré, ou neste caso, uma barrigada conversa e de frio. A Yin e a Duquesa ficaram em casa, a dormir no quentinho. O Yang chegou gelado e soube-lhe muito bem aconchegar-se no corpo quente da Yin.


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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

sexo ou consultoria de imagem?



«Quinta à noite, lua cheia, filminho do Thiago Lacerda na Record... de repente começa a bater aquela vontade louca de fazer besteira e o seu namorado não tá ali pra te socorrer. Nessas horas, o jeito é usar a criatividade e fantasiar. E quando eu digo "fantasiar", por favor, não inventa moda.

Com vocês, mais um vídeo original do Porta dos Fundos: "Sexo Por Telefone"...»

terça-feira, 24 de setembro de 2013

swingin' (in the rain) parte 38

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A festa noturna era Branca, pelo que nos vestimos dessa cor, da cabeça aos pés. O Yang com camisa e calças leves e soltas, a Yin com um top de alças bordado oferecido pela Duquesa, cuequinha de renda branca comprada na feira, calça branca justa, sapatinho e malinha a condizer. Ainda tivemos de esperar bastante pela chegada do aniversariante e dos Embaixadores, enquanto isso fomos tomando banho e tentando fugir das melgas. A Yin levou Fenistil, mas realmente o que dava jeito ali prevenir as picadas com umas tochas de citronela. E já agora, mais espreguiçadeiras e uns colchões. E alguém a fazer boas massagens, isso é que era!

Finalmente o aniversariante chegou, o Yang deu por isso e foi cumprimentá-lo, mas ele desapareceu lá para dentro com o bolo. Passado algum tempo, veio ter connosco, com a sua respetiva e mais dois casais amigos, ficaram pela beira da piscina, conversa agradável, bom humor, soube bem revê-los, apesar de acharmos a O muito cansada e abatida, já vem a ser hábito e lamentamos bastante. Chegaram os Embaixadores, sempre bem dispostos. O Guardião por diversas vezes elogiou a Yin em altos berros "estás mesmo boa!". Não é que ela não aprecie a sua franca expressividade, mas achou que era um bocado escusado gritar tão alto, até porque mesmo com a música em altos berros, seria preferível dizer-lhe ao ouvido.

Cantámos os parabéns e comemos o bolo enquanto éramos comidos pelas melgas. Ainda assim, nós até escapámos, a Yin passou a noite a emprestar Fenistil. Disse que para a próxima iria começar a cobrar. Em favores sexuais, talvez...

O pessoal parecia estar mole, demasiado mole para fazer sexo, demasiado calor nos quartos, nem sequer a borda da piscina parecia estimular alguém.
A Yin ainda abocanhou o Yang até ficar completamente dormente da posição, mas soube-nos bem. A temperatura começou a descer um pouco e decidimos ir espreitar a sala sado-maso e não para nosso espanto, mas para nosso contentamento, estava vazia. Ajustámos a luz para o mínimo e entrámos na jaula para dar largas ao desejo. Íamos nós já bem lançados, quando a Yin começou a desenrolar o preservativo no membro do Yang e algo estranho aconteceu. What the fuck?!?! Às escuras, não dava para perceber por que raio estava ela a estranhar um preservativo. "Ahahaaha! Isto é mais estúpido que os tampões com aplicador!", pensou ela. Só depois de se abrir a luz percebemos. Como explicar, aquilo tinha uma espécie de aplicador, supostamente para tonar a colocação mais fácil, mas é uma tira lubrificada que se cola aos dedos, uma coisa um bocado parva, mas enfim, depois de perceber, tira-se e continua-se e a partir daí a coisa correu sem problemas. Foi interessante foder na jaula, mas com o barulho do som da pista mesmo ali ao lado, não dá para ouvir os sons do amorrrr...

A noite continuava espetacular, quente e estrelada, a Yin convidou e insistiu para que fossemos todos ao banho e conseguiu convencer o A e um dos casais que estava com ele. Mas o banho do A não durou muito tempo, para desilusão dela, porque a O não o acompanhou. Nadar como se vem ao mundo, a ver as estrelas... é uma experiência que nunca se tinha proporcionado e que queremos repetir em noites quentes como aquela.


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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

swingin' (in the rain) parte 37

continuação daqui | início

Tínhamos criado o ritual de ir uma vez por mês ao clube, mas quebrámos a regra no primeiro mês de Verão. Basicamente, nenhuma das festas temáticas nos convenceu nem conseguimos convencer mais ninguém a vir connosco, pelo que achámos que não valeria a pena. Os Embaixadores é que estão lá sempre, o que nos preocupa um pouco, achamos que estão viciados. Mas gostámos de saber que já diversificaram a sua dieta, e para além de casais, já estiveram com uma ex-namorada do Guardião e numa ou outra ocasião, com outro homem. Agora só falta o Guardião deixar a sua Musa usar o presente que lhe demos...

Voltaríamos duas vezes no mesmo mês, por ocasião de dois aniversários, primeiro do A e depois da Musa. Depois do que se passou, ficámos agradavelmente surpreendidos quando ele nos convidou para a festa e nos disse que seria no nosso antro de perdição favorito. Estava um calor insuportável, daqueles que só apetece despir a pele, e fomos novamente ao final da tarde, com a certeza de que o tempo estaria muito mais convidativo a um mergulho na piscina do que da última vez. Aliás, não pensávamos noutra coisa durante o caminho, chegámos lá acima com o termómetro do carro a marcar 49,5º. A piscina já estava composta, corpos bonitos, muito topless. O Yang bem que chateou a Yin para fazer o mesmo, mas apesar de ela ter ido com um simples vestidinho de verão curto e decotado, não deixou de ir à casa de banho vestir o bikini antes de se render à piscina. A sensação de frescura oferecida pela água nos nossos corpos literalmente escaldantes é indescritível. Nadámos, mergulhámos, apaziguámos o calor. Pouco depois, uma mulher fez aquilo que a Yin queria ter feito mas não teve coragem: despiu o vestido e mergulhou. Até que ela começou a achar ridículo estar a secar ao sol com o bikini molhado e despiu-se, ainda a tempo de atazanar o Yang, que continuava com os calções. Entretanto, lá se convenceu a despir. Não há dúvida que sem roupa é muito melhor!
A outra mulher saída da casca também por lá estava com o marido. A Yin gostou do corpo dele, achou as mamas da mulher descomunais, espalhafatosas, em sintonia com a personalidade dela.
Pouco depois, o marido dela entrou de serviço voluntário ao churrasco e o pessoal começou a dar ao dente e a atacar a sangria. Eram oito, nove da noite e o calor continuava insuportável, só se estava bem dentro de água. Depois de comer, hesitámos em ir à água, mas acabámos por ceder, estava toda a gente dentro de água, e a diferença de temperatura entre os nossos corpos e a imensidão de líquido clorificado não era significativa, de modo que dificilmente pararíamos de fazer a digestão por imergir naquelas águas. E realmente ninguém se sentiu mal, muito pelo contrário.
Já tínhamos sido informados das limitações do sexo na piscina. O homem do outro casal mergulhou depois de ter grelhado a carne, imaginamos que aquilo lhe deve ter sabido mesmo bem e a seguir ainda melhor, quando a sua esposa decidiu mergulhar e dar-lhe prazer com a boca. O Yang pergunta à Yin "quanto tempo aguentas?" Mas ela não está claramente numa de competição e responde "3 segundos". Experimentámos fazer algumas brincadeiras que a água facilita e beijámo-nos debaixo de água. A Yin queixava-se que não via nada, a água não estava realmente límpida, é uma piscina de campo, tem alguns insectos e outras coisas vegetais a boiar, mas parece-nos perfeitamente utilizável. E continuamos a utilizá-la até anoitecer, altura em que decidimos tomar duche e mudar de roupa.


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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

swingin' (in the rain) parte 36

continuação daqui | início

Fomos conhecer o outro casal "Sem Preconceitos" numa gelataria perto da praia. Mais uma vez, não fazíamos ideia de como seriam, tínhamos apenas a referência não muito abonatória de outro casal, mas ainda assim, fomos. São pessoas bastante simples, sem grande formação académica, mas com quem mantivemos conversa noite dentro.

Isso de se auto-intitularem sem preconceitos deixa a Yin de pé atrás. Mas resolveu dar-lhes o benefício da dúvida e esperar para ver. Acabaram por surpreender pela positiva. Claro que quando a expetativa não é muito alta, é mais fácil isso acontecer. Um pouco reservados de início, mas depois com o desenrolar da conversa foram-se abrindo e falaram de tudo, realmente sem preconceitos. A conversa rolou de tal forma que quando a outra mulher disse que tinham de ir andando, a Yin olhou para o relógio e pareceu-lhe ser 11 da noite, mas quando chegou a casa, reparou que já passava das 3 da manhã...

Estivemos com eles outra vez à beira-mar com a filha e uma amiga, num agradável passeio de fim-de-tarde. O Yang esforçou-se por os convencer dos benefícios do nudismo, ao que eles não disseram que não, mas para o fazerem com a filha, teria de ser com muito cuidado, teriam de a educar para isso, só os três. Aguardamos que um dia destes queiram vir connosco pôr o rabo ao léu.

Quanto ao casal dos Doces, também os voltámos a encontrar, desta vez com a filha adolescente, numa feira da região. A Yin divertiu-se com ela nos carrosséis, a mãe é que ficou um bocado mal disposta de tanto andar à roda. Não deu para conversar grande coisa, mas não deixou de ser um serão bem passado.


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sábado, 14 de setembro de 2013

a Odisseia do último Concerto




Terminaste o último concerto da digressão, um arraso, banda e público sintonizados, numa massa sonora fluida, electrizante, que te deixou com a adrenalina toda a galopar descontrolada pelo corpo, cheio de energia e claro, a libido à flor da pele. No meio da multidão, montes de miúdas giras todas oferecidas, falas com algumas que vêm ter contigo, simpáticas e atrevidas, elogiam-te, gritam com o corpo “fode-me!” e tu pensas: “Penélope...”. Que bem que te sabia a pele dela agora, o sorriso, o abraço, a boca, enfim, toda. Ela não te pode acompanhar desta vez, tens de te portar bem. Mas elas bem que te tentam! Os sorrisos, os decotes, as mini-saias, meu Deus, as mini-saias… Dás os autógrafos, despachas as miúdas. Elas são bastante insistentes, o resto do pessoal baza, tu que vás lá ter. O último concerto… e estás apenas a algumas horas de distância dela…

Os teus pensamentos são interrompidos pelo som da aceleração de uma potente moto. Estás deitado no palco exterior e levantas-te a tempo de a ver ser travada com estrondo. 




A moto dos teus sonhos… Quem a conduz é um corpo esguio, vestido de cabedal preto dos pés ao pescoço, com botas de saltos altos do mesmo material. Tira o capacete, mas tem uma máscara de látex tipo Cat Woman sem orelhas, toda a indumentária está concebida para revelar as formas sem mostrar o conteúdo. Mas se não é uma mulher, engana bem e desperta em ti pensamentos luxuriantes. Dirige-se devagar em passos decididos para ti e sorri uns lábios rubros. Intriga-te, esta mulher entesoa-te o cérebro e desconcerta-te.

A próxima vez que abrir os lábios, será para sorver a tua língua, a boca inteira, e beijar-te com uma paixão que nunca antes tinhas sentido. Sabe a fruta. Apanhou-te desprevenido, colou o seu corpo ao teu, tirou-te o fôlego, intumesceu-te o sexo, fez-te tremer as pernas. Há quanto tempo não sentias isto? Mas que loucura é esta?

“Penélope…” o pensamento atinge-te como um raio e torna-se sonoro: tens de parar com isto.

Tens mesmo?...

“Xiu…” sussurra ela de dedo em riste a tocar nos lábios que leva depois aos teus. Ela tem luvas pretas sem dedos, que terminam em belas unhas da cor dos lábios. Não resistes e chupas-lhe o dedo. Tens esta vontade irresistível de lhe chupar os dedos todos, sorvê-la toda.

Para lá do cheiro do cabedal, sentes um leve aroma que não consegues identificar mas que te é extremamente familiar. Tentas inquirir-lhe os olhos, mas percebes que tem lentes coloridas.

Quem é esta misteriosa mulher que te tira do sério? Quem é que ela pensa que é para te deixar assim? Queres saber, claro, e esse desejo sobrepõe-se por momentos ao de a possuir.

“Quem és?”, perguntas. Ela apenas sorri e começa a abrir lentamente o fecho do fato colado ao corpo, revelando a pele branca… o rego das mamas… ui, o umbigo… ai, a fenda do sexo…

Deixa-te doido, completamente doido, latejante, com muito pouco sangue no cérebro. Agora há apenas um pensamento latente na tua mente: fodê-la. Fodê-la de todas as formas que conseguires. Mas logo a seguir, há uma campainha que ressoa: “Penélope… nem sequer tenho preservativos...”
“Mas quem és tu, tenho de saber!” gritas e abana-la com força, prestes a tirar-lhe a máscara de forma violenta se ela não o fizer.
Mas ela fá-lo. Não sem antes seres atingido pelo raio do discernimento e perguntares: “Penélope?”
Ela sorri. Como foi que não percebeste logo no primeiro sorriso? “Penélope!...” Apetece-te bater-lhe pela figura de parvo que fizeste mas conténs-te e ainda acrescentas, com a maior das inocências: “Desde quando é que tu sabes conduzir motas!?”
Ela ri: “Ainda há coisas sobre mim que tu não sabes, Ulisses. Tenho de conseguir surpreender-te de vez em quando. Se soubesses tudo deixaria de ter piada, não achas?” E continua a rir às gargalhadas, perante a tua perplexidade, até te desmanchares a rir também.
“Achas que foi o destino que nos juntou?” – pergunta ela.
“Não tenho dúvidas”.
“E achas que também estava escrito que me reconhecerias?” Ela de vez em quando faz com cada pergunta, não é?
“Isso agora… sei que tive de me conter bastante para não te saltar logo em cima, lá isso tive!”
“E que tal saltares agora?”
Depois de recuperares da surpresa, fazes o que continua a apetecer-te fazer, até com mais vontade agora, fodes e deixas-te foder por ela, de todas as formas que vos apetecer. E há qualquer coisa de diferente, como se estivessem redescobrir-se, a reconquistar-se. E quando passadas umas horas estão os dois satisfeitos, deitados de costas a olhar para o céu, perguntas-lhe: “Onde foste desencantar a moto?” E ela diz-te: “A moto é tua, feliz aniversário!”
Deixa-te conduzir o brinquedo novo e partem os dois, em direcção ao sol nascente.


Imagem: uma montagem manhosa que fiz com isto (gracias Ulisses!) e isto. Aproveito também para agradecer as sugestões musicais ;)

Este texto é a resposta a um desafio proposto pelo Ulisses aqui. Se quiseres participar, ainda vais a tempo, o prazo termina amanhã dia 15. A votação poderá ser efetuada até ao final do mês. Passa por lá e participa!

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