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terça-feira, 30 de outubro de 2018

swingin' (in the rain) 3.2.1 Girassol


continuação daqui início 
 

Começava a fazer frio quando fomos convidados para lanchar na casa dos Vizinhos e percorremos a pé as duas centenas de metros que separam as nossas habitações. Continuámos a trocar ideias e a Vizinha estava com curiosidade para conhecer o clube. Combinámos uma ida. Ainda na casa deles, o Yang mencionou uma mensagem recebida de outro casal, mas a Yin não prestou atenção, pois queria dedicá-la aos Vizinhos.

Quando chegámos a casa, a Yin inteirou-se da troca de mensagens com o Girassol e respondeu ao mail enviado. Gostámos da abordagem. Trocámos mais mensagens, começámos a comunicar via whatsapp. Foi o Sol que se meteu connosco através do site do swing e avisou que a Gira era mais de falar pessoalmente, mas ainda assim fez um esforço e aderiu à aplicação para poder falar connosco. Ele escrevia pelos cotovelos, ela era bem mais comedida. Ficávamos horas e horas a conversar até às tantas, ele leu os relatos de aventuras passadas e reviu a postura deles em algumas coisas. Começámos a frequentar o mundo do swing praticamente ao mesmo tempo, mas nunca nos tínhamos cruzado. É mesmo assim, as coisas acontecem quando têm de acontecer. Encontrámos muitas coisas em comum, outras diferentes, como seria de esperar. Combinámos encontrar-nos cerca de uma semana após termos começado a trocar ideias. Foi uma longa semana, em que passávamos os dias a trocar mensagens, fotos, provocações, principalmente com ele. Ficámos bastante curiosos para saber como seria ela, que até então permanecia bastante reservada e misteriosa. Com um bebé, era compreensível que não nos pudesse dedicar grande atenção. A vontade de os conhecer pessoalmente foi crescendo até que finalmente chegou o dia.

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domingo, 30 de setembro de 2018

swingin' (in the rain) 3.1: Vizinhos


continuação daqui início

O outono trazia fins de tarde dourados e frescos a temperar o calor do verão quando recebemos mensagem de um casal conterrâneo através do site swing. Estávamos um pouco escaldados em relação a casais geograficamente próximos, mas sabemos que existem sempre exceções à regra, pelo que acedemos a um encontro no sítio do costume. Já estávamos em cima da hora marcada, pelo que enviámos uma mensagem a avisar quando íamos a caminho. Não recebemos resposta. Como estavam a demorar, decidimos dar um passeio para desfrutar o fresco e perguntámos se demoravam. Nada. Começámos a pensar que nos iriam deixar pendurados, mas decidimos aproveitar aquele fim de tarde para caminhar um pouco. A várzea era um quadro de folhas caídas à luz do pôr-do-sol que rapidamente dava lugar ao lusco-fusco.

Passado algum tempo, recebemos mensagem a dizer que estavam a chegar. E realmente não demoraram. Desfizeram-se em desculpas, tinham encontrado alguém conhecido que já não viam há muito, nós tentámos tranquilizá-los, apesar de admitirmos que nos tinha passado pela cabeça que tínhamos levado tampa.

A conversa foi-se desenvolvendo, ficámos a saber que moravam mesmo muito próximo de nós, umas ruas acima. Disseram-nos também que eram meros curiosos, que nunca tinham experimentado, mas ela gostaria de estar com uma mulher.

Houve uma empatia imediata, a Yin gostou bastante da vizinha, que apesar de se descrever como anti-social, pareceu-nos bastante comunicativa. O Yang também lhe achou piada. O Vizinho era calmo, metido com ele, parecia disposto a tudo o que a sua mulher quisesse experimentar. Temos sempre muito cuidado com casais que se iniciam nestas lides, deixando espaço para desenvolverem ideias e desejos. Não seria diferente com estes nossos vizinhos.

Eles tinham compromissos e foram embora. Nós ficámos mais um pouco a apreciar o anoitecer daquele dia.

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quinta-feira, 2 de agosto de 2018

swingin' (in the rain): os curiosos revisitados #2

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Sem aviso, eles começaram a despir-se e a abocanharem-se um ao outro. Foi algo surpreendente, da outra vez que estivémos juntos, foram elas que começaram a despir-se enquanto eles estavam sentados no sofá, desta vez aconteceu precisamente o inverso. Estiveram assim um bom bocado, com elas a observar sem intervir, até que eles as chamaram.

A Yin manipulava o sexo do M., com as mãos e com a boca e fê-lo até ele se vir, na esperança que depois ele ficasse quietinho, mas não ficou. Decidiu retribuir-lhe. Primeiro enfiou-lhe os dedos nos dois buraquinhos da zona genital. Ela não achou muita piada à forma bruta como o fez, mas não estava fácil de ele entender. Depois decidiu abocanhá-la enquanto a penetrava com os dedos. E insistiu bastante tempo, com convicção. Ela continuou a não achar muita piada. É fodida, esta Yin. Ou melhor, ela até tinha alguma curiosidade em experimentar o que seria ser fodida pela pilinha que andou a segurar, mas pelos vistos eles continuavam numa onda soft, nada de penetrações com pilinha em mulher alheia.

Algum tempo depois, o M. adormeceu nu no cadeirão e nós tapámo-lo para não arrefecer. Ao contrário da primeira vez que nos encontrámos, apesar de ser a mesma época do ano, estava bastante mais frio. Ficámos até quase manhã a conversar, a Yin foi a primeira a ceder ao sono, o Yang e a F. continuaram com conversa da treta.

Da primeira vez que nos encontrámos, tínhamos uma caminhada de manhã cedo, dormimos pouquíssimas horas e fomos. Desta vez a Yin tinha uma ação de voluntariado para fazer, mas programou uma sms para a manhã seguinte a dizer que a noite tinha sido complicada e não iria. Não era mentira, não estava mesmo em condições, mas sentiu-se um bocado culpada.


Passado algum tempo, convidaram-nos para ir a um bar swinger na terra deles que tinha aberto há pouco tempo. Era um conceito diferente do que temos frequentado, propunha-se a estar aberto todos os dias. Isto fez-nos pensar que seria um sítio porreiro para os nossos amigos que trabalhavam ao fim-de-semana. Fazia parte da casa dos donos, um casal diferente do habitual. Ele um nortenho enorme, tatuador; ela pequena mas lutadora feroz contra um cancro. Mostraram-nos o espaço, que não era muito grande, uma zona inferior, tipo lounge, com mesas e puffs e almofadas e bar. No vão da escada, fizeram um pequeno quarto privado sem janelas, que só tinha espaço para uma maca. Tentámos imaginar como seria estarem ali quatro pessoas a transpirar, o Yang disse que teriam de ser etíopes muito elegantes, para não dizer esfomeados. A parte superior era um espaço amplo, com um pequeno estúdio de tatuagens. Provavelmente o único estúdio swinger, uma vez que ali só entravam pessoas do meio. Outro tipo de clientela, segundo o dono, era atendido ao domicílio. Ela explicou que tinham ideias de fazer ali mais alguns espaços privados.

Ficámos no rés-do-chão, só estava lá mais outro casal que nos foi apresentado, mas com quem não falámos muito. Mantivémo-nos os quatro à volta de uma mesa, a conversar a noite toda sobre leituras e experiências, o percurso deles no swing, o nosso. Falaram-nos de um motel onde tinham ido que nos pareceu paradisíaco: o quarto tinha baloiço, jacuzzi, champanhe… falaram-nos do que fizeram por lá e que era um sítio interessante para irmos os quatro. Ficámos a pensar nisso enquanto rumámos a casa.


~ FIM DO SEGUNDO VOLUME ~

terça-feira, 3 de julho de 2018

Trocas e Baldrocas...



"Ninguém pode se intrometer na intimidade de um casal. Entre quatro paredes vale tudo, se houver consentimento das quatro pessoas." Haja entendimento!

domingo, 29 de abril de 2018

Swingin'(in the rain): os Músicos #6

continuação daqui início

Fomos para casa e no dia seguinte eles convidaram-nos para irmos ter com eles
a uma quintinha da família do Músico, convite que nós aceitámos, apesar de ser
um pouco longe.
Mas não nos arrependemos, foi muito bom voltar a estar com eles, num contexto
completamente diferente. Sabíamos que não éramos os únicos na quinta, por isso
estava fora de questão uma abordagem sexual. Quando chegámos a tarde já ia a
meio, mas ainda fomos a tempo de conhecer um pequeno paraíso: uma represa
usada para rega e também para banhos. Levámos a prancha da Yin e o kayak do
Yang, estivemos os quatro a tomar banho e a remar na água, rodeados de beleza
tranquila e silêncio, apenas quebrado pelos nossos risos. O cão ainda foi convidado
para cima da prancha, mas não foi na conversa. A Yin arriscou tirar a parte de
cima do bikini, quando a vontade dela era despir-se toda, mas fomos alertados
para que poderia vir alguém e não queríamos que eles ficassem mal vistos
com amigos tão… despudorados.
Ficámos por lá até o sol descer e a sombra se apoderar das margens. A Yin e a
Música foram a pé até à casa com o cão, ele gostava bastante de passear no
campo, na cidade não tem tantas oportunidades de molhar as patitas na água
enlameada das rigueiras. Aproveitaram para conversar um pouco ao pôr-do-sol
entre plátanos e choupos. Sentia-se aquela nostalgia de fim de verão, quando os
dias começam a ficar mais curtos e só apetece aproveitar ao máximo.


Tomámos banho e jantámos um delicioso peixe que a Música cozinhou no forno
e foi com muita pena que tivémos de ir embora, pois no dia seguinte o trabalho
esperava-nos. Ficámos com imensa vontade de lá voltar.

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quarta-feira, 4 de abril de 2018

Swingin' (in the rain) os Músicos #5

continuação daqui início


Por volta do aniversário da Yin, a Música ia participar num concerto ao ar livre, uma produção que envolvia centenas de pessoas entre músicos e coros. Convidou-nos para assistir e claro, nós aceitámos. Não apenas para a podermos ouvir atuar, como achávamos interessante ouvir aquela musical ao vivo.

Pensámos em ir até um clube a seguir ao concerto. Fomos jantar com o Músico, que não ia participar no concerto e tivemos de nos despachar rápido, pois estava quase na hora. Antes disso tínhamos estado um pouco com ambos e fomos com eles passear o cão pelos arredores de casa, foi um final de tarde bastante agradável, estava um final de verão muito simpático e o cão deles é muito sociável. Chegados ao recinto, já estava imensa gente, ficámos bastante para trás, onde estávamos muito bem sentados, mas o som não chegava nas melhores condições e foi um pouco dececionante ouvir a abertura, já tínhamos ouvido aquilo com melhor qualidade no sistema de som da sala. Mas mais para o final, decidimos ir um pouco mais para a frente, e aí sim, o som fazia-se ouvir em melhores condições e fazia-nos vibrar. Ficámos a aguardar a Música, enquanto o recinto esvaziava. E lá veio ela, com o seu sorriso contagiante, juntar-se a nós. Seguimos para a casa deles, a Yin vestiu-se para sairmos para o clube, mas notou a hesitação da Música em escolher o vestido, pensou que talvez estivesse cansada e não tivesse muita vontade de ir para o clube, falta de vontade essa que se veio a confirmar e se juntou à vontade do Músico e da Yin. O Yang era o único que queria ir, mas não se chateou nada quando os Músicos propuseram que ficássemos pela casa deles. Têm um espaço muito simpático, super prático e simples, a condizer os donos. Fomos para o quarto experimentar uma vela de massagens que tinham trazido das férias. A cobaia desta vez era o Músico, a Yin começou a massajá-lo conforme se lembrava de lhe terem feito no dia anterior uma massagem ayurvédica ao corpo todo que lhe soube lindamente, ainda para mais depois de ter passado a semana a fazer limpezas profundas em casa. Com o corpo dorido, as massagens sabem melhor, e ela esperava conseguir reproduzir os gestos da massagista, contando com a colaboração dos outros dois elementos para irem fazendo a massagem de forma simétrica e simultânea. O músico parecia estar a gostar, conseguimos sentir os músculos no corpo dele e toda a estrutura óssea, nunca tínhamos massajado ninguém tão magro. Depois passámos à Música, tentando reproduzir os mesmos gestos. Ela também parecia estar a gostar. A ideia era não deixar nenhuma parte do corpo por massajar. No final, a Yin dedicou-se mais ao sexo do Músico e o Yang ao sexo da Música. A Yin não tinha tido daqueles mimos no dia anterior. Eles estavam de músculos aquecidos e relaxados, a Música já tinha bocejado algumas vezes, estava quase a dormir. A Yin estava com vontade de ter o Músico dentro dela, quando nos apercebemos que não tínhamos preservativos e por isso ficámos pelas carícias manuais até praticamente adormecermos.


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terça-feira, 27 de março de 2018

swingin' (in the rain): os Músicos #4


continuação daqui início

No meio de Agosto, depois de eles terem ido de férias, conseguimos encontrar um dia para nos encontrarmos novamente. Como seria durante a tarde, optámos por ir fazer Geocaching caminhando pela serra, depois de um almoço em nossa casa. Foi muito bom revê-los, soube bem o fresco da serra numa altura em que quase toda a gente opta por praia. Passaram pela nossa cabeça algumas ideias de nos despirmos e fazer sexo ao ar livre, ou simplesmente arejar partes mais privadas do corpo, mas comportámo-nos e divertimo-nos bastante. Eles iriam novamente de férias no dia seguinte, desta vez para o estrangeiro, pelo que teriam de tratar das malas e afins e não puderam ficar para a noite e nós ficámos a pensar se voltaríamos a estar sexualmente com eles e ultrapassar o nosso record das duas vezes. Mesmo que isso não viesse a acontecer, gostávamos de estar simplesmente com eles. Por isso os convidámos para um programa familiar em que podiam trazer o rebento dele. Foi a Dupla de Peso que nos falou de um peddy paper pela capital, e eles aceitaram prontamente. Correu muito bem, ficámos em terceiro lugar e o miúdo também apreciou. Fomos os sete almoçar a uma hamburgueria simpática com comida deliciosa. Os músicos tiveram de ir andando para os anos de um colega do filho e nós fomos para casa da Dupla.

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segunda-feira, 19 de março de 2018

swingin' (in the rain) os Músicos #3

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Tínhamos sido convidados para a festa de aniversário da menina que toma conta do clube da casa com piscina, era festa branca. Aceitámos o convite e combinámos encontrar-nos novamente no Clube, desta vez ir de tarde e aproveitar a piscina. O Tal Casal também estava por cá e achou a ideia interessante, pelo que nos iríamos encontrar lá. A Tal estava com imensa vontade de piscina, estava um sol abrasador que fazia apetecer ainda mais atividades aquáticas. Eles foram mais cedo, e quando lá chegaram depararam-se com um clima diferente, de sol encoberto por nuvens que persistiam em não arredar dali tão cedo, para grande insatisfação da Tal. Ainda assim, decidimos ir, e como de costume, não nos arrependemos minimamente.
Ainda que o sol não desse o ar da sua graça, estava calor e acabámos à mesma nus na piscina. Há uns tempos tínhamos estado por ali com imenso calor, tanto calor que a Yin só se convenceu a ir porque a Dupla de Peso ofereceu boleia no seu carro com ar condicionado, tendo acabado a fazer yoga nua na relva, à beira da piscina. Depois acabámos por vir cedo porque havia quem tivesse de ir trabalhar no dia seguinte e nós tínhamos uma caminhada matinal. Mas foi uma tarde/início de noite muito bem passada. Desta vez ainda seria melhor. Os Músicos só apareceram no finalzinho da tarde, mas ainda a tempo para um mergulho. Aliás, o tempo melhorou quando eles decidiram aparecer e o sol também. Depois da piscina, fomos tomar banho. O duche é bastante espaçoso e coubemos os quatro sem problemas. Soube muito bem ensaboar corpos alheios, o Yang a tocar na Música, a Yin a tocar o instrumento do Músico nas suas costas, enquanto beijava o Yang… roubar beijos uns aos outros... uma delícia. Quando estávamos de saída da casa de banho, fomos surpreendidos pela aniversariante que estava a mostrar o espaço a mais um casal.
Fomos para um quarto e aproveitámos para fazer algumas fotos com a Música. Levámos uma túnica branca, de acordo com o tema da festa e ela prontificou-se a vesti-la. Tinha também lingerie branca sugestiva, com rendas transparentes. Ela tem um corpo elegante e é bastante fotogénica. Dá o corpo ao manifesto, acatando sugestões nossas e propondo outras, algumas fotos ficaram porreiras, ela gostou e nós também.
A sessão de fotos abriu-nos o apetite para uma sessão de sexo. Não tínhamos a certeza se eles estariam interessados em trocar de parceiro, mas em breve iríamos descobrir. A Yin despiu o Músico, que é bastante magro, e ficou surpreendida com o sexo dele quando desceu os boxers e ele ficou espetado, como se fosse um boneco das Caldas. “Não sei como não cais para a frente”, brincou ela. Não é que fosse descomunal, apenas parecia maior por ele ser magro. Daí a pouco haveria de perceber que sabia muito bem sentar-se em cima dele, enquanto o Yang canzanava a Música. Este casal musical foi uma bela surpresa, ela era mesmo muito dada, e ele muito curioso e simpático, gostámos muito de estar com eles assim e gostávamos de repetir.

Após o jantar bastante concorrido, tivemos oportunidade de rever os antigos Donos (do outro) Pedaço, o Dono tinha sido convidado para fazer um strip. O espaço estava bastante concorrido, e quando chegámos lá não dava para ver grande coisa. Já sabíamos que ele estava vestido de Polícia. A Yin tirou os sapatos e pôs-se em pé em cima das costas do sofá, mas mesmo assim não dava para ver grande coisa. A Tal aproveitou para se sentar a descansar, pois toda a gente estava em pé.

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sábado, 17 de março de 2018

na máquina de lavar há orgias de peúgas

original aqui

As minhas meias, de vez em quando, também swingam nos meus pés...


"A máquina de lavar tem um compartimento secreto que dá para Nárnia?"

"Meia esquerda: Meu bem, que se passa com você hoje, está com cara de borboto...
Meia direita: Pare de fingir que não sabe, seu cafajeste de poliéster, eu vi o que você estava fazendo com a vacarrona da fronha na máquina de lavar roupa!
Meia esquerda: Eu?!? Nunca!!!
Meia direita: Eu bem te vi roçares-te nela durante a centrifugação! Parecia uma festa da espuma no barril!
Meia esquerda: Mas aquilo não significou nada para mim! tu sabes como é na máquina de lavar roupa, eu tinha bebido muito amaciador com cheiro a bosque encantado...
Meia direita: Eu não aguento mais isto, na semana passada foi com o pano da loiça, que chegaste a casa ainda a cheirar a gambas à la Guilho! A minha mãe bem me disse que não devia confiar numa meia com raquetes, temos que nos separar!
Meia esquerda: Mas, eu e tu, um sem o outro não somos nada! Somos inúteis, desirmanados para acabar os nossos dias como paninhos da limpeza, a esfregar chichi de gato e óleo de bicicleta!
Meia direita: Tivesses pensado nisso antes! Adeus, até nunca! Vou enfiar-me debaixo do saco do ginásio, nunca mais me irão descobrir!"


Excertos de Macaquinhos no SótãoNovela das meias separadas por Susana Romana
Podcast integral aqui


quinta-feira, 15 de março de 2018

swingin' (in the rain): os Músicos #2


 continuação daqui início

Fomos jantar ao buffet de sushi onde já fomos várias vezes com casais, incluindo os Amantes. Gostamos de lá ir porque o preço é bastante acessível e tem imensa variedade, o que nos permite pagar o jantar aos nossos convidados. Eles gostaram e seguimos viagem até casa.
Como eles nunca tinham estado com outro casal, fizemos questão de ir devagar, mas a Música estava animada. Pusemos a tocar o CMusic na tv, com clássicos de piano e sugerimos massagens com óleo quente, coisa que a Música se prontificou a receber. Despiu-se completamente e ficou à mercê das mãos da Yin. Ela foi massajando sem pressas, o corpo todo, começando pelas costas, descendo até aos pés. Depois a Música virou-se e a Yin massajou-lhe o peito, a barriga, as virilhas, as pernas… depois pediu ajuda ao Músico e começaram a subir em simetria, pelas pernas acima, até aos seios… ela estava a gostar. Trocou alguns beijos com a Yin, enquanto o Músico lhe visitava o sexo com um dedo, logo seguido pela Yin. Entraram assim os dois nela, estimulando-lhe também o botãozinho do prazer, até ela gemer e assim continuaram.
Depois cada qual voltou ao seu par e brincámos assim lado a lado, a deixarmo-nos contagiar pelo tesão uns dos outros. Já era tarde e no dia seguinte a Yin era a única que teria de ir trabalhar, mas não se importou nada de dormir poucas horas. Foi para o trabalho com um sorriso de orelha a orelha.
 
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segunda-feira, 12 de março de 2018

swingin' (in the rain): os Músicos #1

continuação daqui início

Os Amantes queriam conhecer outros clubes para além do Venusa, por isso levámo-los ao Clube da vivenda com piscina descoberta no começo do verão.
Quando chegámos, outro carro seguia à nossa frente, mas não virou para a vivenda. Percebemos depois que também se dirigiam para o mesmo local e que devia ser a primeira vez que para lá se dirigiam. Na entrada, vieram connosco espreitar a piscina e depois no interior, o Yang ofereceu-se para lhes mostrar o espaço, já que o iríamos fazer para os Amantes. E foi com todo o prazer que o fizémos e assim ficámos a conhecer os Músicos. Era realmente a primeira vez que ali iam e para nós era a primeira vez que conhecíamos alguém naquela circunstância da coincidência e termos chegado ao mesmo tempo. Eles eram muito simpáticos, ficamos a noite toda à conversa com eles. Estavam a iniciar a atividade e tinham imensas questões e dúvidas, às quais nós fomos tentando responder honestamente.
Os Amantes sentiram-se um pouco desenquadrados no espaço, mas não deixaram de se divertir, apesar de ela comentar que não se fodia ali, aparentemente eles eram os únicos com esse intuito.
Acabámos por combinar encontrar-nos no dia seguinte. Já tínhamos combinado ir até à praia com a família da Yin, pais e primos emigrantes afastados e ela também tinha combinado com a comadre para exercer um pouco a “madrinhidade”, de modo que toda a gente aceitou o convite e vimo-nos com uma série de gente de diferentes proveniências para gerir. Estava imenso vento, por isso a comadre fez apenas uma visita rápida e os pais ainda não tinham chegado com os primos quando os Músicos chegaram. No final, deu para gerir tudo e a Yin ainda pôs o pai e a prima e os Músicos a experimentar a prancha. Foi uma tarde bem passada. Quando chegou ao fim, convidámo-los para jantar lá em casa. Dessa vez, foram os únicos convidados…

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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

swingin' (in the rain): casais interessantes com quem nunca fodemos


continuação daqui | início

Nunca recusámos um convite para conhecermos pessoalmente, apesar de já termos convidado alguns que depois se cortam ou se esquecem de nós. Não levamos a mal, afinal de contas, há todo um mercado de escolhas, é normal que encontrem opções mais adequadas às suas preferências e necessidades.
No meio de tudo isto, temos uma pequena coleção de casais com quem nos encontrámos para beber alguma coisa numa esplanada, ou jantar.

Com um desses casais que decidiu vir à nossa cidade conhecer-nos, decidimos ir jantar após conversa fluida num cafézinho acolhedor. Era inverno e a Yin voltou a pedir previamente ao Yang para não convidar ninguém para ir lá a casa. Sugerimos comida italiana, havia um restaurante que sempre que por lá passávamos, normalmente fora das horas de refeição, a Yin dizia que tínhamos de lá voltar. Mas ainda não haveria de ser desta vez, pois a fila de pessoas para entrar chegava à rua e estava demasiado frio para estar ali à espera. Optámos por outro restaurante italiano e foi bastante agradável. Eles eram bastante simpáticos e terra a terra, houve uma altura em que a Yin pensou que ele poderia ser um primo afastado, mas rapidamente percebeu que não. Voltámos a encontrar-nos na casa da Dupla de Peso, por convite do Yang (ele é mesmo descarado, não se coíbe de fazer estas coisas, já os tinha convidado outras vezes, desta aceitaram) com a desculpa de serem precisos voluntários para ajudar na construção de um puzzle de 4500 peças que estava a dar algum gozo à Yin. Passámos um bom bocado na galhofa, nunca mais nos vimos depois disso.

Conhecemos outro casal geograficamente próximo, mais velho mas como muito bom ar, especialmente ele, com uma onda bem diferente da nossa. Eles assumem-se como cuckhold. A Yin até era capaz de achar piada a ter uma série de homens de roda dela, a tentar tratar deles em simultâneo enquanto o Yang assistia, mas ele não vai muito na conversa. Este casal tem um blog onde vai descrevendo as suas aventuras e apesar de serem bastante pormenorizados em alguns aspetos, são descrições bastante gráficas e interessantes. Não fomos jantar com eles porque tinham outros compromissos, mas foi proveitoso conhecer uma forma de estar diferente.

Houve outro casal que se meteu connosco no site que pareceu muito boa onda. Também mais velhos, também com muito bom ar, principalmente ela, com uns olhos penetrantes, doces e picantes, está visto que a Yin gosta de mulheres maduras com olhos assim, de quem já viveu o bastante para aprender com os maus momentos e saber apreciar os bons. Fomos ao bar do costume, agora renovado, para o que eles chamaram de “sunset” qualquer coisa que nos escapou, mas o importante é que era ao pôr-do-sol. Eles falaram-nos das suas viagens swingers no estrangeiro e de como as coisas são diferentes lá fora, é outro “mindset”. Muito cosmopolitas, mas simultaneamente terra a terra e com inclinações esotéricas. Ele falou sobre umas massagens Yoni que deixaram a Yin com bastante curiosidade para experimentar. Fomos jantar a um buffet oriental onde já levámos vários casais. A Yin achou o sítio demasiado reles para eles, apesar de dizerem que gostaram. Mas foi um serão muito agradável.
Pouco tempo depois, enviaram-nos mensagem a perguntar sobre a nossa disponibilidade para um encontro sexual. Assim mesmo, educadamente sem rodeios. Ficámos a pensar no assunto, porque gostámos de estar com eles e temos com toda a certeza muito a aprender com sua postura. Mas na altura também tínhamos conhecido um outro casal com quem queríamos aprofundar conhecimentos e há que estabelecer prioridades.
A maior parte das vezes, não é preciso dizer explicitamente não, porque as pessoas conseguem percebê-lo indiretamente, mas por vezes é mesmo preciso dizê-lo, da forma mais simples e honesta possível, tentando não ferir suscetibilidades. E foi isso que a Yin tentou fazer via messenger:
“Cremos que n é o momento certo para nós 4
N sei se alguma vez será, mas n gostamos de fechar portas
Gostámos genuinamente de estar convosco e gostaríamos de continuar a trocar ideias
São um casal muito charmoso e resolvido
Vamos falando?”
Aproveitou também para elogiar os olhos doces e picantes da outra mulher, e ela muito simpaticamente agradeceu o piropo. E fomos falando. Convidaram-nos para um Festival Tântrico, mas a Yin teve de trabalhar nessa data e semanas antes as entradas já estavam esgotadas. Fomos trocando ideias sobre as massagens, a Yin encontrou uns tutoriais, fez uns contatos e encontrou vários locais onde fazem as ditas massagens, mas ainda não experimentámos e não nos voltámos a encontrar.


continua...

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

swingin' (in the rain): o novo Tal Clube

continuação daqui | início

Fomos algumas vezes ao Tal Clube em festas temáticas, a primeira das quais com a Dupla de Peso, no novo espaço. Ao contrário do que o Dono do Pedaço tinha vaticinado, o sítio voltou a abrir, mas num local diferente, no meio de uma zona industrial, completamente insuspeito). Não conhecíamos o sítio, mas vimos um casal dirigir-se para lá e seguimo-lo. A simpatia de porteiro que por lá andava (parece sempre que nos estão a fazer um grande favor ao deixarem-nos entrar) deve ter achado que éramos habitués e disse-nos para apresentarmos o espaço aos nossos amigos, que nunca tinham ido ao Tal Clube velho. Era festa dos Cowboys e tentámos seguir o dress code, sendo que a Yin foi mascarada de índia. Havia um touro mecânico e o pessoal começou a montá-lo sem roupa e inevitavelmente, mais tarde ou mais cedo, acabava por ir para ao chão almofadado. Divertimo-nos um bom bocado, apesar de não termos testado o touro, a música estava porreira.


No início do verão, voltámos lá a uma sexta-feira para fugir ao barulho da festa da aldeia que faz vibrar os vidros das janelas. Chegámos cedo, pensámos até que ainda não estivesse lá ninguém porque não nos atenderam logo a porta, íamos ver a vista do cimo do edifício quando alguém se dignou a abrir a porta com a já característica simpatia trombuda do costume. Éramos os únicos clientes, pudemos ver tudo e escolher o quarto que mais nos agradou e demos largas à nossa libido. Enquanto por lá estávamos, começámos a ouvir gemer e arfar muito perto, e soubemos assim que já não estávamos sozinhos, alguém devia estar no quarto ao lado. Quando saímos, a Yin assustou-se, porque afinal o outro casal estava ali mesmo, encostado à porta. Pouco depois de voltarmos ao lounge (a parte da disco não costuma abrir à sexta, pelo que a zona dos quartos e esta são as únicas disponíveis) eles também voltaram. tinham muito bom ar, mais novos que nós, bastante fora da nossa liga. Percebemos que eram espanhóis, mas não metemos conversa. Ainda era cedo, mas calculámos que à hora a que chegássemos a casa, já não haveria festa barulhenta e assim aconteceu.


Noutra ocasião combinámos com o Tal Casal ir a uma festa de Halloween. Chegámos relativamente cedo e ainda havia pouca gente. Eles começaram a confraternizar com outro casal com bom ar que nos apresentaram e nós fomos dar uma volta. Sentámo-nos nos sofás do lounge e a Yin reparou numa cota enxuta de olhos vivos e sorriso simpático que meteu conversa de circunstância com ela, à qual retribuiu na sua cabeleira preta lisa com chapéu de bruxa.

Fomos dar uma volta pelos quartos, entrámos num e quando vínhamos a sair fomos barrados por um casal. Na escuridão que estava, não conseguimos ver quem eram, só passado um pouco entendemos que se tratava da cota enxuta de olhos vivos e do seu marido. Eles fizeram-nos um convite bastante explícito para irmos brincar para o quarto, mas a Yin recusou. Nunca recebemos uma proposta assim tão direta de desconhecidos (os felizes do norte nós já conhecíamos minimamente, por isso não contam) e se bem que o Yang não se importaria de brincar com a mulher, a Yin não sentiu nenhuma atração pelo seu par, apesar de ter uma voz interessante. Pensou durante algum tempo sobre o assunto, sobre a química que nos move, na importância do aspeto físico. Pensou também se aceitaria uma proposta para ser vendada e deixar as coisas acontecerem, aceitando não controlar absolutamente nada. Mas o sensor de risco fala sempre mais alto e só mesmo nas suas fantasias mais loucas se deixa ir assim. Passado algum tempo, vimos o homem sair da casa de banho completamente nu e com um ar satisfeito. Sem dúvida que o pessoal mais velho é muito mais pragmático e sabe aproveitar a vida melhor do que nós...

continua aqui

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Swingin' (in the rain): venusa

continuação daqui | início

Temos uma amiga que foi colega de escola da Yin com quem temos abertura 
suficiente para falar das nossas andanças. Ela mostrou curiosidade e tinha um 
amante com quem queria ir. Nós optamos por não nos envolver com pessoas 
com relações com terceiros (claro que corremos sempre o risco de nos mentirem 
ou omitirem, como foi o caso do Cientista, mas regra geral, as pessoas são 
sinceras nesta matéria) mas tentamos não julgar as pessoas e as suas 
circunstâncias. A primeira vez que ela nos apresentou o Amante foi num 
almoço na nossa casa, onde juntámos vários amigos. Ela estava bastante acesa, 
e foi ver os brinquedos sexuais que temos no quarto. O Yang ficou lá com eles e 
a Yin foi dar atenção às outras visitas. Pouco depois, chamaram a Yin. E o que 
ela viu deixou-a num ataque de riso: o Yang de pingalim na mão, visivelmente 
excitado, a pingalinar o rabo na Amante, que se tinha despido entretanto. 
O Yang ordenou-lhe que chupasse o Amante e nem ela nem ele se fizeram 
rogados. 
A Yin não se conseguia excitar com aquilo, afinal de contas, era a sua colega de 
turma, que conhecia há quase duas décadas, só lhe dava para rir. Entretanto 
achou melhor voltar lá fora. Apenas o membro masculino da Dupla de Peso 
lá estava, os restantes tinham ido passear. A Yin não sabia o que fazer com ele, 
voltou lá dentro com uma desculpa esfarrapada e perguntou se poderia incluí-lo. 
Os Amantes hesitaram e ela voltou lá fora. Conseguia-se ouvir o som 
constrangedor das pingalinadas, a Yin tentava disfarçar, mas nunca foi boa nisso. 
Entretanto chegou o resto do pessoal e a coisa lá dentro acalmou. Mais tarde 
haveríamos de contar aos outros o que se estava a passar e pedir desculpas pela 
nossa falta de tacto para lidar com estas situações.


Os Amantes registaram-se nos sites da especialidade, começaram a frequentar 
um clube numa vila próxima e convidaram-nos para lá ir. Aceitámos o convite no 
finalzinho do verão. Constatámos que o porteiro e um single que costumava 
frequentar o nosso clube extinto favorito se tinham mudado para ali. Os singles 
são sempre bem-vindos, mas nesta noite não vimos muitos. O espaço é de uma 
atriz porno e seu marido. Por fora é um local insuspeito, parece uma singela 
capela. Na verdade já foi um lagar, um restaurante e um espaço noturno 
“normal”, antes de ser transformado em antro de pecado. Gostámos do local, 
exceto a parte dos quartos improvisados na zona dos lagares. A mezanine com 
vista para o ecrã onde são projetados em loop os filmes da Dona está muito bem 
aproveitada, com uma cama comunitária no centro e várias mesas com poltronas 
à volta. Contaram-nos que por vezes a dona sá uns shows de sexo a fazer 
lembrar os velhos tempos. Não vimos nada disso. Era uma sexta-feira e estava 
pouca gente. Nos filmes ela aparecia a fazer sexo com toda a espécie de 
intervenientes e o marido sempre a observar e a esgalhar o pessegueiro.
Eles foram muito simpáticos connosco, estivémos algum tempo lá em cima a 
conversar com a Dona e os nossos amigos, mas não nos identificámos muito 
com o local. Não colocamos de parte a ideia de lá voltar, mas não fazemos 
muita questão, apesar de os Amantes nos convidarem para lá ir com alguma 
regularidade.
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