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terça-feira, 19 de junho de 2012

provocação gratuita 87

 “Sex isn't good unless it means something. It doesn't necessarily need to mean "love" and it doesn't necessarily need to happen in a relationship, but it does need to mean intimacy and connection... There exists a very fine line between being sexually liberated and being sexually used.”

terça-feira, 22 de novembro de 2011

provocação gratuita 83

"If you believe that you can use sex to shore up your fragile
self-esteem by stealing someone else's, we feel sorry for you, because this will never work to build a solid sense of self worth, and you will have to go on stealing more and more and never getting fulfilled."

será por isto que há gente que diz ser "insaciável"?

quinta-feira, 22 de julho de 2010

motel


Tinha de ser alguma coisa especial, afinal de contas, é muito tempo!

Muito tempo… a partilhar sonhos, tristezas e alegrias, a crescer juntos…

Ao fim deste tempo todo, não é fácil descobrir coisas que ainda não tenhamos experimentado. Ela disse que tinha uma surpresa para mim, queria levar-me a um sítio e mais não diria. Na minha mente passaram alguns cenários… de certo a comemoração envolveria sexo... Estaria ela a pensar convidar mais alguém? Puxei um pouco por ela. Fez questão de esclarecer que seríamos só os dois. Riu-se e desconversou quando lhe falei em motel.

No dia anterior, mandou-me dar uma volta para fazer uns telefonemas e verificar coordenadas. como ela queria fazer mistério, fiz-lhe a vontade, fui passear para o supermercado, comprei uma tablete de chocolate daquelas de leite, como ela gosta. Ainda me perguntou se eu queria saber ou preferia a surpresa, claro que optei pela segunda, mas a desconfiar que não iria ficar assim tão surpreendido…

Estava meio atordoado, o dia era de chuva intensa, tudo o que sabia é que íamos para os lados de Sintra, continuava a suspeitar do motel, mas ela não adiantava mais nada, só sorria e dizia que eu ia gostar.

Deixei-me levar com ela a conduzir-me segundo as orientações precisas do GPS e depois de muita água e trânsito, chegámos ao local.

Tal como eu suspeitara. O sítio até era discreto, não fossem os inúmeros cartazes com o preçário. Ela comentou a falta de classe da tipografia e organização gráfica da sinalética que retirava todo o charme que o exterior poderia ter. Curioso o facto de os folhetos promocionais falarem de comemoração de aniversários, reveillons, ocasiões especiais perfeitamente lícitas, quando rapidamente se verifica que está totalmente concebido para os encontros clandestinos – a garagem privativa, o acesso directo ao quarto, o discreto serviço de quarto…

Mas ela gostou daquela sensação de clandestinidade, mesmo sem o ser. E eu também. O facto de estarmos ali exclusivamente para foder era uma novidade excitante.

O quarto era simples mas interessante, cama redonda, forrado a espelhos, permitia-nos uma visão diferente de nós próprios. Na casa de banho, uma banheira de hidromassagem esperava-nos. Há muito que ela comentava que queria sentir o poder dos jactos. Mas antes disso, dançou para mim e tirou a roupa criteriosamente escolhida para a ocasião devagar, permitindo-me fazer algumas fotos. Aproveitámos os espelhos para descobrir novos ângulos e brincámos com os vários tipos de luz existentes.

Depois foi a vez dela me despir e saborear. Estávamos com fome, pedimos algo para comer e fomo-nos comendo enquanto esperávamos. Ouvimos alguns ruídos a abrir uma porta seguidos de uma campainha – era a comida – continuámos a comermo-nos na alcova redonda e depois de saciado o sexo, saciámos o estômago.

Ela começou a preparar a banheira. O líquido borbulhante facilmente provocou a espuma do gel duche. Ela mergulhou, levou o champanhe e os bombons e eu juntei-me à festa. Com jeitinho, coubemos os dois e ela pode finalmente experimentar e direccionar os jactos. Brindámos ao amor, à saúde, à felicidade e ao sexo do bom. Brincámos um pouco, mas a banheira era demasiado estreita, pouco confortável para dois corpos fodentes.

Voltámos à cama. Apreciei uma vez mais os nossos corpos em acção como se fosse um espectador graças ao espelho redondo do tecto. Gostei do que vi e ela comentou comigo: “somos fotogénicos a foder, já viste?” E de facto, a forma como os corpos e os músculos se movem é espantosamente sensual. E dei-lhe com força, excitado por aquele estímulo extra, até ela se vir profusamente, até eu me vir de seguida. Era para isso que ali estávamos. Na verdade, o local é indiferente para mim, desde que esteja com ela.

Acalmámos um pouco entre os lençóis, aninhados um no outro, a ouvir a chuva bater furiosamente lá fora, a ver um canal porno sem som e a comentar os clichés. Experimentámos ainda partilhar um chupa duplo de morango e champanhe e fazer algumas fotos com ele saboreando-o nos locais mais prováveis do corpo, fazendo-o derreter e escorrer gulosamente antes de tomarmos duche e seguirmos viagem.

Quando saímos, o dia resplandecia de acordo com os nossos estados de espírito. Fomos pelo caminho a saborear os quadradinhos da tablete de chocolate comprada na véspera, especialmente desenhados para se encaixarem no céu da boca. Para a próxima, talvez fiquemos para a noite…

domingo, 8 de março de 2009

Coito Interrompido

Escrever poesia é algo inato para algumas pessoas, eu não sou de facto poeta, mas ele que assim escreve, é indubitavelmente único e provocador. Muita poesia é escrita, muita poesia é copiada dos livros para a internet e para os blogues, mas ele tem sido esquecido, logo ele que era apreciador tanto nas palavras como nos actos, de uma boa provocação! Esta é a minha homenagem!

"Mas se o pai acordar!..." (Márcia dizia
A mim, que à meia-noite a trombicava)
"Hoje não..." (continua, mas deixava
Levantar o saiote, e não queria!)
Sempre em pé a dizer: "Então, avia..." Soneto do coito interrompido2
Sesso à parede, a porra me agüentava:
Uma coisa notei, que me arreitava,
Era o calçado pé, que então rangia:
Vim-me, e assentado num degrau da escada,
Dando alimpa ao caralho, e mais à greta
Nos preparamos para mais porrada:
Por variar, nas mãos meti-lhe a teta;
Tosse o pai, foge a filha... Oh vida errada!
Lá me ficou em meio uma punheta!

Manuel Maria Barbosa du Bocage - Soneto Coito interrompido

sábado, 17 de janeiro de 2009

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Your Body

- Tens umas linhas muito doces, sabias?
- Linhas doces? Estás a dizer que tenho uns quilos a mais de uma maneira simpática?
- Não! Estou a dizer-te que és doce, e o teu corpo deixa-me com água na boca.
- Não digas disparates! Onde é que o meu corpo é interessante?
- Então, olha, os pés, têm o tamanho certo, suaves, embora um pouco frios (tens de ver esse problema de má circulação); as tuas pernas são uma perdição, gosto de as beijar, passar a minha mão por elas, e ver em ti a reacção ao meu toque, como te arrepias. A tua barriga, sim tem algumas curvitas, mas são deliciosas, e o teu peito, gosto correr a minha língua por ele, sei como tu gostas. Os teus ombros, suaves, adoro beijar os teus ombros. Tocar com a minha mão neles, arrepiar-te, estremecer-te.
- Lá estás tu mais as tuas manias…
- Pode ser que sim, mas dá-me cá um destes tesões… ter-te nas proximidades da minha boca… isto para não falarmos do teu sexo.
- Do meu sexo?
- Claro, ver-te como reages quando te toco, seja de uma forma calma e lenta, irritante, quando tu já me pedes mais, ou quando tomo o teu sexo em mãos e te acelero a respiração, e por fim, quando nos fundimos como um só, levando o êxtase ao máximo.
- Hummm, essa parte de levar o êxtase ao máximo parece ser interessante, e se nos deixássemos de conversas, e passássemos aos actos?
- É para já! Estou a arder :-)

terça-feira, 28 de outubro de 2008

fondue de chocolate com sexo

Encontrámo-nos por acaso no supermercado depois do trabalho. Disse-lhe que queria comê-lo com cacau doce e escolhi chocolate de leite em forma de botão.
Após o jantar, a sobremesa: chocolate fundido no calor do corpo.

Humedeci o primeiro botão doce na minha boca e dei-lhe a provar na boca dele. Aquele sabor aveludado aquece-me. Derreti o segundo botão lentamente no morango dele, descendo pelo corpo, insistindo na prega que prende a pele, no rebordo do morango carnudo.

Comecei a lamber devagar, a sentir aquele sabor doce misturado com um toque salgado, quase picante de excitação e mamei-o assim, devagar, alternando lambidelas com mais chocolate, que se derretia facilmente no calor húmido da carne palpitante.

O creme que brotou fundido no chocolate… ummm, delicioso!

posts relacionados: hot wet pink suede | gelado!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

estímulo

Em pé, contra a superfície fria do lavatório, penetro-te lentamente por trás enquanto te dedilhas e te vens assim, com um seio na minha mão, a olhar-me através do espelho...

terça-feira, 14 de outubro de 2008

hot wet pink suede


Chega aqui. Deixa-me falar-te ao ouvido: quero-te toda! Deixas-me mimar-te? Começo devagar a descer pelo pescoço, a inspirar o teu cheiro a um milímetro da pele, a trincar a tua orelha até sentir a resposta. Beijo-te suavemente, demoradamente, nos teus lábios doces. Mordo-te o queixo e desço com a língua. Enrolada na toalha, és uma irresistível tentação. Posso despir-te? Deixa… desembrulho-te, a sorver o sabor quente do teu peito. Quero ter-te assim, nua, à minha mercê. Confias em mim?
És linda! O teu corpo é um instrumento delicado e único que eu toco todo, não deixo milímetro por tocar, e insisto onde sinto a resposta mais intensa. A minha boca perde-se nos teus seios, nas tuas axilas, no interior dos teus braços, faço-te cócegas com a língua e mordo suavemente a lateral do teu tronco. Adoro quando fechas os olhos e ris!
Contorno as tuas pernas, subo até ao interior das coxas e por lá me deixo ficar até suspirares… lindíssima.
Beijo a tua barriguinha e vou rodeando o umbigo. Suspiras. Arrepio-te?
Lambuzo-te as virilhas com a língua toda até à entrada do teu anusito e seguro-te as nádegas, até me pedires para entrar.
Mergulho em ti devagarinho, roço a face, o nariz, os lábios nas tuas profundezas.
Tão macia… carnuda, camurça rosa, molhada e quente, a deslizar por entre os meus dedos. Quero beijar todos os teus lábios. Beijo-os de facto, como se de uma boca se tratasse, e enterro a minha língua na maciez do teu interior. Beijas-me, ora com uma, ora com a outra boca, sorvo o teu sabor húmido de desejo, doce e salgado. Aperto o teu segredo com pequenas dentadas, mordo os teus lábios generosos, esfrego a minha boca em ti, o meu queixo, a minha língua, com força, em sintonia com o ritmo da tua respiração.
As minhas mãos passeiam-se pelo teu corpo, apertam-te os seios, as nádegas e todas as tuas partes redondas e carnudas. E gemes… sim, consigo ouvir a sinfonia que o teu corpo orquestra, que maravilha! E danças na minha boca, enquanto te sinto toda, a transpirar prazer. O teu sexo vibra, explode e brilha sob a minha boca, puxas-me o cabelo, prendes-me, apertas-me e eu liberto-te.
Lambo-te com ternura, como a uma ferida, até me dizeres para parar.
Adoro quando fechas os olhos e sorris… queres mais?
post relacionado: fondue de chocolate com sexo

domingo, 12 de outubro de 2008

lollypop: uma vontade danada...

apetece-me dar-te beijinhos, mordiscar-te todo a começar pela base, passar por lá a língua e ir subindo, brincando com as tuas bolinhas, beijando-as, sugando-as, lambendo-as… parece-te bem? devem estar mesmo macias. mas eu quero subir em espiral, enquanto as minhas mãos dançam com as tuas virilhas e com as tuas nádegas, com o teu saco de bolas mágicas. vou subindo e mordiscando e lambendo e beijando. gosto de mordiscar aquela parte que une a glande ao corpo, quando o prepúcio está todo para trás. e no freio, dar umas valentes lambidelas. aguentas-te?
umas lambidelas vigorosas, enquanto seguro a base para não fugires e depois passo a língua pelo buraquinho devagarinho a olhar para ti com cara de safada, a rir-me. e depois, tens de me pedir para continuar. quero apenas dar-te prazer à minha maneira, quero concentrar-me no que estou a fazer e para isso, não me podes tocar senão desconcentro-me! tens é de me pedir para continuar porque eu agora parei e só continuo se tu pedires.
lambo-te a glande macia e inchada em espiral e mordisco. e depois, quando tu me pedires bastante com o corpo todo, começo a chupar. e espero. se soubesses como estou molhada...
a minha saliva lambuza-te todo e eu começo a chupar-te lentamente. primeiro, só a glande. depois desço sobre o corpo. bolas, és grosso! mas eu tento engolir-te todo devagar até sentires a glande esmagada contra a minha garganta e eu ficar com imensa falta de ar. e subo. e desço. e subo. e faço umas coisas com a língua que te tu não sabias que era possível fazer e volto a subir para tomar fôlego. e desço. e começo a aumentar o ritmo, e a sugar, e a morder-te a glande quando subo, e a apertar com os lábios e com a garganta. posso ficar nisto imenso tempo, mas às tantas canso-me e peço ajuda a uma mão que te vai percorrendo ritmadamente e com a outra mão, vou explorando as tuas nádegas, levo dois dedos à boca, ou melhor, neste momento, posso levá-los à minha menina que o efeito é o mesmo, ficam bem molhados e começo a explorar os arredores do teu anusito, enquanto te chupo vigorosamente, insistindo no freio do prepúcio. chupo-o, faço um movimento de sucção com os lábios de modo que vens atrás deles para onde eu quiser e nisto, começo a penetrar-te devagarinho, só com um dedo, enquanto te abocanho. aperto-te as nádegas com força e pressiono-te contra o fundo da minha garganta. onde é que te queres vir?

domingo, 6 de abril de 2008

feminilidade


Eve Ensler, reclaiming cunt
 
excerto de um vídeo da HBO sobre Os Monólogos da Vagina
«I call it cunt. I’ve reclaimed it, “cunt.” I really like it. “Cunt.” Listen to it: “Cunt.” C C, Ca Ca. Cavern, cackle, clit, cute, come—closed c—closed inside, inside ca—then u—then cu—then curvy, inviting shark skin u—uniform, under, up, urge, ugh, ugh, u—then n then cun—snug letters fitting perfectly together—n—nest, now, nexus, nice, nice, always depth, always round in uppercase, cun, cun—n a jagged wicked electrical pulse—n then soft n—warm n—cun, cun, then t—then sharp certain tangy t—texture, take, tent, tight, tantalizing, tensing, taste, tendrils, time, tactile, tell me, tell me “Cunt! cunt!” say it, tell me “Cuuunt.”“Cuuuuuunt.”»