sábado, 24 de dezembro de 2011
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
diálogos (im)prováveis XVII
Ele: Tenho saudades das nossas aventuras a quatro.
Ela: Eu também, para quebrar a rotina. Não que seja uma má rotina…
Ele: Sim, mas parece que ninguém quer nada connosco…
Ela: … ou mesmo encontrar alguém que se interesse por um de nós… acho que estamos a perder o jeito, ou a paciência… não te sabia bem foder outra?
Ele: Outra… mas como vou encontrar alguém que te supere?
Ela: Não precisa de me superar, seria bom se fosse diferente, não?
Ele: Talvez, mas ninguém me quer… bom seria arranjar quem nos quisesse aos dois!
Ela: Pois, mas com as nossas esquisitices, não é fácil. É por isso mesmo que se torna tão desafiante…
terça-feira, 22 de novembro de 2011
provocação gratuita 83
será por isto que há gente que diz ser "insaciável"?
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
InspirAR-te
(Inspira-me… a tua respiração.)
Respirações… lentas, rápidas, pausadas, ofegantes, entrecortadas às vezes mesmo bafejadas, asfixiadas ou suspiradas. Sinto os músculos a contraírem, a contracção do diafragma o relaxamento do abdómen enquanto te oiço o ar a entrar pelas narinas, apercebo-me da pressão nos pulmões que é depois aliviada pela expiração que me acaricia, sinto-lhe o ritmo, a amplitude, a frequência…
Fico sem fôlego a ler-te. Inspirar é fazer entrar o ar, oxigenar todas as células do corpo, alimentar a alma. Insuflar bolas de sabão, dizer ao vento para as soprar e deixar que toques e rebentes a Perfeição. PUF!
ExpirAR-te
Sorvo-te o ar como num beijo selado, oxigeno -me de ti. Respirar é inato, raquidiano, libertação de energia, combustão de moléculas que me percorrem, acto vital que me mantém viva. Respira-me… expira-me, inspira-me, transpira-me.
E se o ar me faltar, insuflas-me os pulmões?
Oxigeno-me em ti. Inspiro nas tuas vírgulas, suspiro nas reticências… expiro no ponto final.
RespirAR-te
Aromas de ares trocados, temperatura que flui á superfície corporal, função vital, metabolismo…. Transpira-se.
Deixo que o ar me invada as narinas e estimule as células olfactivas. Cheiro-te. Guardo a memória desse aroma, no momento único que se repete sempre que o evoco, sinto o teu cheiro.
Prendo-te, liberto-te, prendo-te, liberto-te, prendo-te, liberto-te... Na troca gasosa desse vaivém cíclico, essencial, vital. Desde a expulsão do líquido amniótico, até ao meu último suspiro. Enquanto durar, viverei.
TranspirAR-te
Em gotas salgadas que escorrem através dos poros, arrefece-me quando estiver muito quente. Deixa-me fluir à flor da pele, sentir o arrepio das lufadas de ar fresco.
evaporAR os líquidos que bebes em goles sedentos, num último sopro, suspiros (doces, de claras em castelo com raspa de limão)...
Na pele, aspiro-te o ar transpirado… numa respiração profunda em ritmo de dois tempos, cadenciado… em frequências, de compassos de sopros exalados.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
domingo, 13 de novembro de 2011
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
NadAR e o Prazer de FlutuAR na ÁGUA
Decidi que havia de
ser peixe e esforcei-me para controlar a respiração e nadar na água doce (que
de doce não tem nada, mais sabor insípido e um cheiro intenso a cloro que me faz sempre espirrar. Gosto muito mais do tempero do mar). Descobri então
que não tenho vocação para peixe, nem guelra, nem elegância, mas consigo
movimentar-me de um lado para o outro, dentro de água. Longe de possuir a
graciosidade de um cisne ou a sensualidade de uma bailarina aquática, sou
Foca (arraçada de lontra) trapalhona e brincalhona, e duvido que venha a
conseguir agilidade de Golfinho, muito menos incisividade de Tubarão. Mas
isso não me preocupa nem me impede de tentar aprender a fazer melhor, com mais
eficácia, aprimorar a técnica, aumentar a resistência e diminuir o atrito. Treino,
aprendo a respirar para me deslocar melhor e com menos esforço no meio aquático. Fora de água é tão fácil,
tão instintivo que não damos importância nenhuma ao que é vital – usamos o Ar e
nem lhe agradecemos a existência. Mas eu descobri a importância de Bem-Respirar
com a Água, gerir a Inspiração e a Expiração.Na água salgada, quanto mais sal tiver, mais fácil se flutua. Dizem que há águas tão salgadas que tornam impossível que alguém se afogue nelas, mas eu tenho as minhas dúvidas, porque basta o pânico e até um alguidar pode ser perigoso.
descida dos Céus, mata-me a sede
e lava-me a alma!
Alimenta as flores com o teu orvalho
do cimo da montanha nascente
a rasgar o leito dos Rios
para se fundir com o Mar!
E em brumas de espuma salgada,
sobe de novo às nuvens até evaporar!
Bem-hajas, ó Água!
música: Tchaikovsky, O Lago dos Cisnes (excerto)
foto: Getty Images (leão marinho do Alasca)
post relacionado: a-A-AAAAATCHIIIIIIIIIIIM!!!!!
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
provocação gratuita 82
Faithfulness is about honoring your commitments and respecting your friends and lovers, about caring for their well-being as well as your own."
sábado, 15 de outubro de 2011
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
diálogos (im)prováveis XVI
I wanted to do this the other night, but the shooting sort of messed everything up.
Debra Morgan, will you...?
Are you insane?
Will you get up?
Come on, Deb, we've been at this for a year. You... you make me happy, I make you happy.
So?
So..."
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
domingo, 25 de setembro de 2011
Chanson d'automne
sábado, 24 de setembro de 2011
terça-feira, 20 de setembro de 2011
"sonhaste comigo? (...) eu também sonhei contigo! (...) que sonhaste tu?"
e eu ria com gosto, por estares a rir. depois ficámos em silêncio, só para rebentar a rir a seguir. depois silêncio sério, a olhar-nos durante um grande bocado.
depois eu aproximei-me de ti beijei-te nos lábios, devagar.
tu coraste e devolveste-me o beijo, mas com gula, a abrir-me os lábios e a enfiar a língua como se eu fosse um doce que nunca tinhas provado e estavas a descobrir que gostavas. bastante.
e eu deixei-me ir para dentro da tua boca. toda intensa e inteira, a dançar tango com a tua língua, a sorvê-la, a mordê-la, a rodopiar com ela. lambi-te o queixo que escorria da gargalhada cítrica, doce e fresca.
já não sei se estava a sonhar ou acordada. estava... a sonhardada.
a minha língua ganhou vontade própria (que não era diferente da minha, apenas mais precisa) e começou a deslizar por ti abaixo. macia e quente, muito quente. e fresca e doce, doce e salgada. caminhei e perdi-me por montes e vales a sentir as curvas e texturas com a boca e as mãos e os olhos e o nariz e os ouvidos. tu rias e gemias, rias e gemias...
depois acordei. e perguntei-me se realmente querias. se realmente gostarias.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
sábado, 10 de setembro de 2011
4 anos, 50 pessoas
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Pintar Verão
domingo, 4 de setembro de 2011
provocação gratuita 81
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
pêra rocha | parte 2
- Não – respondi envergonhado.
- Já tiveste? – voltou ela, a mastigar bolacha com doce.
- Já – respondi prontamente, tendo dúvidas se por trocar cuspo no banco do trás de um autocarro com uma miúda lhe podia chamar isso. Ainda para mais quando no dia seguinte ela não me reconheceu.
- Não… - disse-lhe baixando os olhos.
sábado, 27 de agosto de 2011
carpe somnium [último]
Somewhere over the rainbow, Provoca-me!!!!
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
pêra rocha | parte 1
Era puto, algum acne e pêlos por todo o lado a nascer, nunca me hei-de esquecer. Férias de Verão, terra dos avós. Queria juntar uns trocos para os meus jogos e foi a minha avó que apareceu com a ideia: apanhar pêra. Não posso dizer que me tenha agradado muito, mas lá fui eu, de manhã bem cedinho, na camioneta, com um monte de velhas. Bem, havia outro rapaz da minha idade e uma rapariga um pouco mais velha.
O trabalho era simples mas cansativo. As mulheres andavam de balde na mão, a colher a fruta das árvores e os homens carregavam as caixas para os tractores. Eu e o outro rapaz não fomos considerados “homens”, pelo que nos meteram junto com as mulheres, a acartar os escadotes e a apanhar as pêras mais altas. Claro que os "homens" ganhavam mais. A hierarquia era rígida na apanha da fruta.
Apesar do dia de trabalho terminar cedo, nos primeiros dias chegava morto a casa, todo arranhado, apanhei um escaldão no nariz e só via pêras à frente quando fechava os olhos. Depois fui-me habituando. Gostava da companhia do outro rapaz, falávamos sobre jogos, ele tinha o que eu queria comprar e ao final do dia ia até casa dele jogar.
A rapariga era gira e simpática, discutíamos filmes e séries que pirateávamos e pensava nela no duche, enquanto lavava a pila a alta velocidade. Observava-a discretamente.
Uma vez, trouxe uma t-shirt bastante larga de uma marca de caramelos de fruta. Lembro-me perfeitamente, porque quando ela ergueu o braço para apanhar uma pêra, a manga larga deixou-me ver por breves mas iluminados instantes uma maminha. Era pequena, rija, com o bico espetado. Parecia uma pêra! O meu sangue baralhou-se todo, sem saber se havia de se concentrar na minha cara ou na minha pila, acabou por ir para os dois lados, para meu grande embaraço. Ela sorriu, mas não me pareceu ter notado. Passei o resto do dia a tentar ver de novo, mas só consegui vislumbres parciais.
Noutra altura, estava ela no cimo do escadote, a colher as pêras mais altas com umas calças coladas ao corpo. Conseguia perceber que estava a usar uma tanga cor-de-rosa pela falta marcas nas nádegas e pelo tecido que aparecia por baixo das calças. O cromo do outro rapaz passou por mim e comentou, num tom demasiado alto:
- Achas que não te topo, tás sempre a olhar para ela, ainda agora tavas a olhar pró cu dela! – ia morrendo de vergonha. Fiquei com a nítida impressão de que ela ouviu.
sábado, 20 de agosto de 2011
carpe somnium [18]
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
provocação gratuita 80
domingo, 14 de agosto de 2011
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
carpe somnium [17]
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
chuva miúda
Voltaram a vestir-se entre sorrisos cúmplices e seguiram caminho. Respirei fundo. Tirei a t-shirt, estendi-a no chão, deitei-me. Fiz-me vir e finalmente adormeci.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
carpe somnium [16]
terça-feira, 2 de agosto de 2011
sábado, 30 de julho de 2011
carpe somnium [15]
Avanço para a Ângela. Começo devagar, a minha boca perde-se nos lábios, nas mamas dela, nas axilas, no interior dos braços, faço-lhe cócegas com a língua e mordo suavemente a lateral do tronco, até ela fechar os olhos e rir. Contorno as pernas, subo até ao interior das coxas e por lá me deixo ficar até ela suspirar… lindíssima. Beijo-lhe a barriguinha e vou rodeando o umbigo até sentir-lhe o arrepio. Lambuzo-lhe as virilhas com a língua toda até à entrada do rabo e seguro-lhe as nádegas, até ela me pedir para entrar. Mergulho assim devagarinho, roço a face, o nariz, os lábios nas suas profundezas. Tão macia… carnuda, camurça molhada e quente, a deslizar por entre os meus dedos. Beijo-lhe todos os lábios, como se de uma boca se tratasse, e enterro a minha língua na maciez do seu interior. Ela beija-me, ora com uma, ora com a outra boca, sorvo o sabor húmido do desejo, doce e salgado. Aperto o segredo dela com pequenas dentadas, mordo os lábios borboleta, esfrego a minha boca, o meu queixo, a minha língua, com força, em sintonia com o ritmo da respiração. As minhas mãos passeiam-se pelo corpo dela, apertam-lhe as mamas, as nádegas e todas as suas partes redondas e carnudas, esgueiram-se para dentro dela e iniciam o vaivém da loucura.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
sábado, 23 de julho de 2011
carpe somnium [14]
quarta-feira, 20 de julho de 2011
"Gostas de Amoras?"
Como é que uma praga espinhosa e desagradável dá frutos tão doces e apetecíveis?
Nascem assim, silvestremente, totalmente disponíveis para quem as quiser apreciar, saborear o Verão...
em pequenas bolinhas
esmagadas na mão
de tão maduras que estão!
sábado, 16 de julho de 2011
carpe somnium [13]
sexta-feira, 15 de julho de 2011
sábado, 9 de julho de 2011
carpe somnium [12]
Pego num pedaço e manga e papaia, esfrego a mistura no meu botãozinho e vou provando. Ummm, sabe a Verão! Lembra-me um lip gloss que tenho do mesmo sabor e que nunca dura muito tempo nos lábios porque estou sempre a passar por lá com a língua, a saboreá-lo. A Ângela também quer e o cão dá-lhe alguma assistência. Ficamos as duas assim de costas, lado a lado, e o orgasmo dela despoleta o meu logo a seguir. Nunca achei grande piada a orgasmos em uníssono. Assim consigo gozar os dois. Se acontecerem ao mesmo tempo, só consigo gozar o meu.
Precisamos todos de um banho. Enchemos a banheira com sais e relaxamos no líquido borbulhante. Sabe tão bem… levar com os jactos de água na planta dos pés e noutros sítios estratégicos… que maravilha!
quinta-feira, 7 de julho de 2011
diálogos (im)prováveis XV
Ele: Tenho estado a pensar… não sei se é boa ideia casar com a S.
Ela: Casar ou viver com ela?
Ele: Tudo… não tenho certezas.
Ela: Não sejas totó, vocês foram feitos um para o outro.
Ele: Então explica-me o que estamos aqui a fazer?
Ela: Foder, sexo do bom. Não confundas as coisas, puto. Lá por as nossas peles se darem extremamente bem, não significa que vamos passar o resto da vida juntos. Não troco o meu marido nem descuro os meus filhos para estar contigo. Enquanto aceitares isso, está tudo bem. Enquanto durar, há que aproveitar.
Ele: Tudo bem, mas… tenho dúvidas.
Ela: É saudável questionares-te. Mas olha bem para ti: tens uma carreira brilhante à tua frente, és um pedaço de carne muito interessante, podes ter as miúdas que quiseres, mas continuo a achar que a S tem tudo o que tu precisas.
Ele: O que eu preciso é diferente do que eu quero…
Ela: Deixa-te de merdas e fode. Verás que tudo fica mais claro depois de uma bela foda.
sábado, 2 de julho de 2011
carpe somnium [11]
Pergunto o que é que estão a fazer vestidos e sugiro que comecem por despir a menina. Ela também não está assim tão vestida, mas é divertido ver como os dois se amanham, à procura da ponta para a desembrulhar. Uma vez despida, e besuntada com fruta é lambida de alto abaixo. Ui… que maravilha! E é a vez dos meninos serem despidos. Como irão agora comportar-se os machos? Ok, ok, vou deixar-me de merdas e limitar-me a relatar no meu próprio estilo, mas é viciante. Primeiro o cão, o meu amor ajuda a despi-lo. Noto alguma falta de jeito que roça a má vontade. Logo a seguir o meu amor, e o cão age da mesma forma seca, o mais rapidamente possível, tocando o mínimo possível. E agora, como vai ser com a fruta? É que para tornar as coisas um pouco mais complicadas, eles têm pêlos… e para fruta com pêlos, chega os pêssegos.
- E se vos fizéssemos uma depilaçãozinha no peito, pode ser?
- Com cera? Nem penses – diz o cão.
- Então se for com lâmina? – depois de alguma hesitação, ambos concordam. A Ângela retira a venda para me assistir e vamos todos para a banheira. É uma banheira enorme, de hidromassagem.
Espalhamos o gel, eu no meu amor, ela no cão. Depois trocamos e com precisão e destreza, fazemos deslizar as lâminas. Contornamos os mamilos, fazemos um trabalhinho limpo e perfeito. Estão os dois lisinhos, prontos para ser besuntados com fruta. Corto o melão, pedaços de manga, papaia e abacaxi. Eu também me junto à festa, e também estou vendada. De facto, vejo muito melhor assim. Sinto a diferença de temperatura dos corpos, oiço os diferentes respirares, as vozes tornam-se mais distintas. Apesar de todos saberem a fruta, cada um empresta o seu sabor ao fruto que passa pelo seu corpo, tornando o paladar único e irrepetível. Cada dentada é uma degustação absolutamente sublime. Faço questão de lambuzar e amassar cada um até ficarmos todos bem pegajosos e a precisar de um banho, um belo banho de língua. Mordisco mamilos com morango, provo banana com menina. Sinto alguma fruta a querer entrar no meu sexo e provo para saber o que é. A textura, o cheiro e o sabor não enganam – é uva na vulva! Aproximo e lambuzo os pénis com melão e a seguir com saliva; roço-os um no outro e dou a provar à Ângela que só diz:
- Ummm, me gusta… - e ela trata de aviar os dois, com imenso apetite. Eu também dou uma mãozinha, claro. Nesta altura, retiramos as vendas, demoramos algum tempo a habituarmo-nos à claridade. Estamos porcos e ofegantes, na plenitude da nossa animalidade.









