Mostrar mensagens com a etiqueta celebração. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta celebração. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

11!

É uma idade respeitável para um blog. Ou talvez seja ridículo ainda existir. Seja como for, está aqui. Há onze anos. E, se não acontecer nenhum imprevisto, continuará a existir enquanto for cumprindo o seu propósito: inquietar pessoas. Provocá-las. Mesmo que seja só uma, uma vez por ano. Tem valido a pena. Mesmo!

domingo, 10 de setembro de 2017

10!



O tempo passa... em termos de longevidade blogosférica, este sítio é jurássico! Estive a dar uma volta pelo arquivo, a abrir gavetas de memórias, desde o entusiasmo efervescente dos primeiros tempos até à serenidade dos últimos, passando por alguma indiferença e abandono. Deixámos crescer algumas ervas daninhas neste jardim, a tecnologia mudou, com a morte do flash, muitas ligações desapareceram ou mudaram de sítio e existem ainda muitos conteúdos que não foram adaptados, mas irei tratar disso. As redes sociais tiraram muita clientela à blogosfera, mas creio que acabou por servir de filtro e quem por aqui anda agora, fá-lo num ritmo mais lento, mais saboreado.

Este blog foi uma grande paixão que agora abraço com imenso carinho, após ter estado algum tempo a negligenciar. É certo que isto é só um blog, não se queixa nem sente falta, mas um blog é um meio, um veículo, uma forma de comunicar com pessoas.

Pessoas... há as que vêm e vão, as que ficam, as que se gostam, as que se detestam, as que nos são indiferentes. Mas no fundo, por muito que algumas possam desiludir, fica sempre a esperança de encontrar outras nos surpreendam. Ou por vezes as mesmas que desiludem surpreendem também positivamente... 

É a isso que se deve a longevidade deste espaço: enquanto existirem Colaboradores, Comentadores e Leitores, este blog não morrerá.

E é por causa de quem o criou - JCAparceiro de tantas aventuras, embarcas muitas vezes nas minhas maluquices, sei que posso sempre contar com a tua cumplicidade; quem nele colaborou ativamente - Quimerafoste a primeira, o mote desta aventura inicialmente triangular... agora tão distante, tão diferente, mas muito presente na minha mente; Pekeninatu és grande! Nunca duvidei que chegasses longe! E dez anos depois de nos termos encontrado, tanta coisa aconteceu... és uma promessa cumprida, tenho imenso orgulho em ti!; e toda a longa lista de colaboradores ocasionais (que terei de atualizar, eu sei, peço desde já desculpa a quem não foi incluído, pode aproveitar para se queixar): mil agradecimentos que não cabem em palavras. Agradeço mesmo muito terem embarcado nesta coisa!

Para os comentadores que ajudaram a acrescentar algum valor, prestígio e dignidade a este estaminé, fica também aqui um agradecimento muito especial. Foram muitos ao longo destes anos, alguns bastante assíduos. Conhecemos muitos pessoalmente, alguns tornaram-se amantes, outros amigos que ainda perduram.

​Guardo as últimas palavras para os leitores não comentadores. É que eu continuo a ter fé nas pessoas. Apesar de ser cada vez mais difícil, acredito que anda por aí gente capaz de dizer e fazer coisas que nos acrescentam e fazem crescer e amadurecer. Sim, tu que não conheço mas sei que estás aí a ler e não dizes nada, se tens alguma coisa para dizer, esta é a altura certa para o fazeres. Não precisa de ser um comentário público, também temos e-mail à disposição. Vá, prova-me que a minha fé não é vã!


Gosto mesmo deste recanto internético e quero continuar a alimentá-lo. Mas isto é muito mais divertido com companhia...

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Ena tantos...



Nove Primaveras... e Verões! E venham os Outonos e os Invernos também!

É costume por estas alturas fazer-se um balanço, filosofar sobre o futuro... mas desta vez não vou fazer nada disso, apenas não esquecer que isto começou há nove anos e se bem que tenha andado paradito, não está morto, nem estará enquanto houver vontade de publicar coisas e pessoas que leiam, mesmo que sejam muito poucas.
Venham mais!


quinta-feira, 10 de setembro de 2015

8!


8 anos... caramba, o tempo passa! É um cliché, eu sei, mas não deixa de ser verdade. Temos andado bastante ausentes, mas não me esqueço deste espaço e de como sou feliz aqui. Se não vimos mais, se não alimentamos, é porque temos outras prioridades, atrevo-me a dizer que estamos demasiado ocupados a viver. Talvez um dia destes possamos trazer para aqui algumas dessas... vivências. Nunca esquecerei a importância deste sítio, ainda tenho algumas ideias que gostava de concretizar aqui, mas depois de tanta coisa, é difícil trazer algo de novo. Não vou prometer nada, a única coisa com que me posso comprometer é que tudo o que for feito, será com prazer. Quando tiver de ser. Agora vou tratar de continuar a viver. Com muuuuito prazer!

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

7 anos...



Pois é, 7 anos... e isto tem andado paradito ultimamente. Talvez seja velhice, talvez seja apenas falta de vontade, a verdade é que este blog perdeu o viço que vem da energia e da vontade das pessoas que nele participam. E sem pessoas a participar, morre. Mas isso não é drama nenhum, porque os blogs (e provavelmente as pessoas) podem renascer a qualquer momento. Haja vontade. Não sei se essa vontade existe, mas este aniversário é uma oportunidade para pensar nisso. 

Aproveito também para agradecer a todas as pessoas que fizeram este sítio nascer e crescer. Morrer será apenas uma consequência natural. Tudo o que tem começo, tem fim. Mas pode sempre renascer, recomeçar. E a mim, palpita-me, ainda há muito para vir.

Até mais, e sobretudo, melhor!

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Swingin' (in the rain) parte 56

continuação daqui | início

Foi a vez do Yang fazer anos e a Yin queria que tudo fosse como ele desejava. Ofereceu-lhe um perfume e apesar de estar extremamente constipada, sem nenhum olfato quando o comprou, ele pareceu gostar.Os Duques disponibilizaram a casa e disseram que podia convidar até 12 pessoas para jantar. Ele não se fez rogado, e convidou um monte de casais, dos quais 2 aceitaram ir. Os Sem Preconceitos e, para nosso espanto, os Envergonhados. Isto porque o plano seria seguir dali para o nosso antro de perdição predileto. Para melhorar ainda mais, o Casal Especial passaria por lá depois de jantar e seguiria connosco para o clube.
A Duquesa esmerou-se na cozinha, tinha um bacalhau com broa no forno e estava a ultimar uns rolos de enchidos para a entrada. Ainda fomos a tempo de ajudar na sobremesa e no prato escolhido pelo Yang - caril de gambas. O bacalhau chegaria para todos e seria mais consensual, uma vez que a maioria não era apreciadora do caril picante, mas os Duques, entusiastas da malagueta, fizeram a vontade ao Yang. As mulheres ajudavam na cozinha, os homens entretinham-se com afazeres de pesca, quando os Envergonhados chegaram, já estava quase tudo pronto. Ela estava bem apetecível, com um vestidinho preto justo, a mostrar a perna torneada. A comida estava deliciosa, e apesar da Yin não ter olfato, apreciou as texturas. Ainda assim, conseguia sentir o picante do caril, apesar do Duque dizer que não abusou. A SP provou e sentiu-se mal, teve de ir apanhar ar para a rua até ficar melhor.Quando já estávamos nas sobremesas, chegou o Casal Especial. Ela estava lindíssima, já não a víamos há imenso tempo, soube bem conversar, matar saudades.
Após convivermos um pouco e nos aperaltarmos, seguimos rumo ao destino escolhido.

O Yang quis experimentar o novo carro dos Duques e eles deixaram-no conduzir. Seguimo-lo em caravana até ao sítio, não sem ele se enganar no caminho. Uma vez chegados, deparámo-nos com o local com muito pouca gente, o que nos fez lembrar uma certa Páscoa. Já lá estavam os Doces à nossa espera, e os Embaixadores chegariam pouco depois. Pareceram-nos bastante cansados.
No início, os casais (principalmente os membros masculinos) estavam todos sem exceção encostados à parede. A música não estava má e a Yin começou a dançar devagar, timidamente. Estávamos curiosos para saber como é que os casais iriam reagir uns aos outros, especialmente os Doces e os SP, mas foi com os Envergonhados que estes últimos encontraram mais afinidades. A Yin observava enquanto dançava sozinha. O Duque foi ter com ela e dançaram um pouco sozinhos, até ela ir buscar a Duquesa e dançarem os três. 
Passado algum tempo, chegou o homem do bolo. O Yang tinha dito que não queria bolo nem que lhe cantassem os parabéns e a Yin tentou respeitar isso, mas a verdade é que acabou com dois bolos de aniversário, um surpresa, com uma mamalhuda qualquer oferecida pelos SP e outro por ligeira insistência dos Embaixadores, com foto escolhida pela Yin, mas que não era grande surpresa para ele: uma foto do seu membro a servir de cabide a uma chibata. Será que os pasteleiros estão sempre a receber pedidos destes ou quando acontece é um fartote?
Cantámos os Parabéns, tirámos fotos e pouco depois já os Doces se despediam. Ofereceram-lhe um conjunto de acessórios para vinho e também um livro erótico para Yin, prenda de aniversário atrasada que ela mais tarde devorou em três tempos, com interessantes repercussões para o Yang.

A Musa fez um show no varão principal seguida de uma outra rapariga com um corpo muito bem proporcionado, salientado por um catsuit preto rendado que ela enrolou pela cintura, servindo de leggings. Completando a inusitada toilette, um par de sapatilhas pretas. A Yin gostou da combinação sexy sport. A Musa perguntou à Yin se podia amarrar o Yang, mas ele já lhes tinha dito que não queria nada disso. Ainda assim, conseguiram arrastá-lo para o palco e a Musa tentou fazer-lhe algumas maldades, mas ele não estava muito colaborativo. Aliás, para quem tinha uma série de gente a fazer-lhe as vontades, ele não parecia estar muito satisfeito. A Yin perguntou-lhe o que se passava, ele tinha comido imenso, estava com alguma dificuldade na digestão.
Dançámos um pouco juntos, começámos a aquecer e desaparecemos na rotunda do labirinto, mas apesar das tentativas da Yin, o Yang não estava disposto para a brincadeira.
A Musa tinha perguntado à Yin que músca é que o Yang gostava, e ela respondeu sem pensar muito "AC/DC, Thunderstruck". Quando a música começou a tocar, ela começou a pular, indo buscar energia sabe-se lá onde, e assim continuou, no seu vestidinho preto eu-nunca-me-comprometo e uns saltos razoavelmente altos. Os Embaixadores meteram-se com ela e ainda dançou um pouco no varão com a Musa. Ela andava a evitar o varão mas sabia que teria de o enfrentar, ainda para mais nem sequer estava muita gente na pista, tinham o espaço todo para elas. Depois de se esgueirar um bocado rodopiando à volta do varão, entrou na dança com a Musa. Apetecia-lhe dançar com cada uma das meninas, apetecia-lhe dançar com toda a gente. Mas estavam todos muito compostos e tímidos, com os seus pares. Era o aniversário dele e ele é que conseguiu juntar toda a gente, mas ela estava possuída, não parava quieta, nunca tinha desbundado tanto aquela pista vazia, e pulava e voava e nadava no ar como se não houvesse amanhã. Por algumas vezes o Yang aproximou-se e foi recambiado. Foi-se despedindo das pessoas que pediam desculpas por a interromper e tinha de limpar o suor da cara com o mesmo lenço como que limpara o ranho. Todos disseram ter gostado da noite. A Menina Especial deu um xoxo ao Yang. A Yin abraçou-a com força. Gostava de lhe provar os lábios, mas não ousou, não se consegue habituar a essas convenções dos xoxos.
Foi a primeira vez que os Embaixadores se foram antes de nós. A Yin fartou-se de pular e passado algum tempo, fomos para cima descansar. o SP já lhe tinha oferecido colo e ela recusou, dizendo que ainda tinha de ir pular mais um bocado, mas desta vez aceitou e esparramou-se toda em cima dele, completamente estourada. Estava toda ensopada em suor, cabelo molhado, curou assim a constipação. O pessoal estava todo com vontade de ir embora e foi o que fizemos depois de ela tomar duche e mudar de roupa.

E foi assim que passámos o primeiro aniversário do Yang sem comemorar com uma foda digna. Fizémo-lo no dia anterior e seguinte, apesar da descomunal dor de pescoço com que a Yin acordou.

continua aqui

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

swingin' (in the rain) parte 48

continuação daqui | início

Era Festa da Espuma. Ficámos bastante reticentes antes de decidirmos ir porque as nossas experiências anteriores em festas deste género não tinham sido das melhores. Ambos os acontecimentos remontam às nossas adolescências. O Yang chegou de boxers ao parque de campismo, de madrugada, cheio de frio e a Yin fartou-se de respirar e engolir espuma, para além dos documentos todos molhados. Mas depois de ouvir os relatos da festa anterior, percebemos que muita coisa era diferente e resolvemos arriscar. Ainda bem que o fizemos. 
 Os Sem Preconceitos foram ter lá a casa e rumámos com eles ao local. Já passava da meia-noite, os Embaixadores já lá estavam mas ainda não tinha chegado o bolo. A Yin estava a morrer de curiosidade para saber como tinha ficado mas ainda teve de aguentar algum tempo. Fomos com os SP para um quarto tirar fotos. Eles tinham trazido trajes árabes. Depois perguntaram se nós não queríamos que nos tirassem fotos e a Yin lá se predispôs, depois de alguma hesitação. Estava como um vestidinho-preto-eu-nunca-me-comprometo, sem cuecas, mas foi ao carro buscá-las. Tinha levado bikini a conselho da Musa, mas a SP começou a mandar vir e o Yang também, onde já se viu, numa festa swinger, andar de bikini! Perante a indignação de ambos e para ser solidária com a SP, lá ficou em lingerie, apesar de achar que cada qual tem o direito a vestir-se como bem entende. 
 Fomos experimentar a espuma, o canhão estava a bombar e para ficarmos batizados, levámos logo com a espuma nos olhos. A partir daí aprendemos a não nos virarmos de frente para aquilo quando está a espumar. De resto, foi divertido e bastante agradável. Finalmente o bolo chegou e a Yin tratou de o receber e fotografar. Depois de algumas questões logísticas, lá conseguiram acertar as coisas. Normalmente quando há aniversários, os parabéns são cantados na pista e distribuído o bolo e o champanhe. Mas bolo e espuma não combinam, e nós até preferíamos convidar apenas algum pessoal para ir ao lounge provar o bolo. Mas não foi bem isso que aconteceu. Os Embaixadores disseram para não nos preocuparmos, que tratariam de tudo e quando menos esperávamos, o Dono do Pedaço I anunciou que iriam ser cantados os parabéns lá em cima. A Yin entrou em pânico, achou que o bolo não chegaria para toda a gente. Depois de acendidas todas as velinhas, nem esperou que acabassem de cantar e soprou-as todas de um só fôlego. Ela nem se lembra quando tinha sido a última vez que lhe cantaram os parabéns ou qual foi o seu último bolo de aniversário, dispensa esse tipo de atenções. Começou a cortar microfatias de bolo de 3x3 cm, tentando fazer a coisa render. A Musa tratou da distribuição e o Guardião do champanhe. A Yin estava tão empenhada na tarefa que o suor escorria-lhe pelo corpo, conseguiu dividir colocar as mamas em fatias diferentes e dividir o seu sexo em 4, guardando uma das partes para ela própria comer. Ainda andou a distribuir as últimas fatias pelo staff e pelos Donos do Pedaço II, que lhe deram os parabéns e beijinhos. Houve uns quantos casais que não conhecia que a abordaram e lhe desejaram felicidades. Fez um brinde esfrega-esfrega copos com a Devassa e a moça de outro casal que os acompanhava que rezava assim: "na boquinha, na bundinha e muita sacanagem!" A Devassa deu-lhe um xoxo que ela apreciou bastante. Elas são da mesma idade mas a Yin acha que ela tem uma certa atitude maternal que lhe inspira confiança, além de ser bastante sensual. 

 Tudo isto fez com que a Yin se sentisse em casa, lembrando o Cheers: "where everybody knows your name / and they're always glad you came"
 Aquilo está a tornar-se numa comunidade muito semelhante a uma fraternidade. E sim, isto é mesmo uma história sobre swing


 continua aqui

terça-feira, 10 de setembro de 2013

6 anos!


O tempo passa... se fosse uma criança, iria este ano para a primária, como é um blog, já tem uma idade respeitável... Muitos foram os blogs que vimos aparecer e desaparecer nestes anos, mas este continua aqui, veio mesmo para ficar!
O balanço que faço deste tempo é bastante positivo, experimentei e aprendi muitas coisas, conheci pessoas, criei laços, fiz alguns nós e só cresci com tudo isso.
Tenho de agradecer a todos os Leitores, é por causa de vocês que este blog existe e muito especialmente aos Comentadores, que ao longo destes anos foram enriquecendo o tasco e dando motivos para continuarmos. Alguns já desapareceram, outros ainda por cá andam, todos têm um espaço no meu pensamento. Se bem que ultimamente este antro tem sido um pouco desprezado, e tenho de admitir mea culpa, porque de facto ando a fazer outras coisas e afastei-me bastante da blogosfera. Também perdi um bocado o tesão, estou a ficar cada vez mais exigente e ultimamente são poucos os blogs que me despertam a atenção. E não fui a única pessoa a fazê-lo, se não fosse a história do swing isto congelava. Por isso não nos podemos queixar de falta de Leitores ou Comentadores, quando nós próprios não nos dedicamos.
Mais um agradecimento a todos os Colaboradores que foram cedendo conteúdos e mesmo criando-os especificamente para aqui e às minhas Companheiras de blog, que têm andado desaparecidas metidas nas suas vidas, mas que em vários momentos contribuíram generosamente para a vida deste sítio. Aproveito para agradecer mais uma vez publicamente a JCA, que fundou tudo isto. Ainda me lembro bem quando me enviou uma sms, já eu estava na cama, a dizer para ir ver o mail. E eu só pensei "Ir ao mail a estas horas, não me apetece, vejo o que for amanhã!"
E foi realmente só no dia seguinte que eu reparei no que havia sido feito: foi semeado um espaço de diversão que me iria dar horas, meses, anos de prazer!

Fica aqui o compromisso de que me irei empenhar mais e tentar dinamizar isto. Porque ainda tenho muito que aprender, mais experiências para fazer e mais pessoas para (re)conhecer. Tenho esta sensação de que tudo o que depender de mim é possível se me empenhar. E se conseguir contagiar-vos com Entusiasmo, então...

O Céu não é o limite, é apenas um dos objetivos! ;)

ilustração baseada numa foto retirada daqui

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Boas Entradas!



texto por PinhalMan

Carla havia aceite o convite para ir a casa de Miguel beber um copo. Tinha sido o primeiro encontro, e não queria dar-lhe a entender que era uma miúda fácil. Por isso, quando a conversa começou a amornar, aproveitou e perguntou-lhe:
- Levas-me a casa?
- Já?! Porque não ficas aqui até de manhã? – Respondeu-lhe ele.
- Achas? Já vim à tua casa na primeira vez que saímos. Se passo aqui o resto da noite vou-me sentir uma verdadeira galdéria! – Disse ela a rir.
Miguel ia refutar a ideia de Carla, quando ela lhe colocou uma mão sobre a boca.
- Não é negociável… Só preciso de saber se me levas, ou não…
Miguel não ousou insistir. Respondeu, então a sorrir:
- É claro que te levo. Depois de me teres proporcionado uma companhia tão encantadora, levo-te, onde quiseres ir…
Despacharam-se então, e dirigiram-se calmamente para perto da porta de saída.
Perante a sensação de desejo de que aquela noite se pudesse perpetuar no tempo, Miguel não resistiu e, antes que Carla pudesse pegar nos seus pertences, encostou-a à parede e disse-lhe:
- Desculpa, mas é mais forte do que eu!
E deu-lhe um beijo bem profundo.
Carla sentiu um arrepio causado por aquele ímpeto inesperado de Miguel, e pela sensação de estar encostada a uma parede e em simultâneo ao corpo do seu amante.
O sangue começou a correr-lhe rápido nas veias. Então, resolveu ousar, e com a mão direita subiu o vestido até à anca. Levantou de seguida o joelho direito quase até à axila.
Miguel entendeu de imediato o atrevimento de Carla e colocou o seu braço esquerdo debaixo da sua perna, deixando-a suspensa.
Enquanto o beijo se tornava mais e mais arrebatador, Miguel deixou perceber que era capaz de suportar o delicado peso de Carla contra a parede e ela embarcou na loucura… Levantou a outra perna, que foi de imediato suportada pelo braço direito de Miguel. De seguida, rodou o pé direito, fazendo cair o sapato ao chão. Pouco depois, o outro sapato seguiu o mesmo caminho.
Carla, à parte de ter os seus braços em redor do pescoço de Miguel, estava agora totalmente à sua mercê, confiando por completo na sua robustez física para que não a deixasse cair. Essa ligação tornava o momento mais excitante do que perigoso. A adrenalina corria rápido nas veias de ambos.
Carla estava totalmente exposta, pois a sua púbis estava encostada ao baixo-ventre de Miguel. A inevitável fricção do momento cobrava o seu preço de ambos os lados… Carla começou por se sentir excitada, depois humedecida e, por fim, encharcada no desejo de ter Miguel dentro de si. Já este, não podia, nem queria, evitar que o seu membro ficasse  bem crescido e duro. Tinha uma forte sensação de calor que era potenciada pelo repetido roçar das cuecas de renda nas suas calças.
Carla libertou então o pescoço de Miguel, deixando-lhe todo o trabalho de a suportar, e baixou as mãos até ao cinto das calças dele. Desapertou-o, de uma forma mais ou menos atabalhoada, enquanto se continuavam a beijar, e baixou-lhe as calças e os boxers até onde os seus braços o permitiram. Pegou então no seu inchado pénis e, desviando com a outra mão as suas próprias cuecas, apontou-o para a sua expectante vagina. Miguel não resistiu e entrou de rompante pelo bem lubrificado interior de Carla, até sentir tocar-lhe bem no fundo. O calor de Carla soube-lhe tão bem!
Carla não conseguiu evitar soltar um forte gemido, que alimentou ainda mais a tesão que inundava os sentidos de Miguel. Guiado por esta, ele começou a executar ritmados e profundos movimentos de vaivém, enquanto a sua boca se perdia por entre os lábios e o pescoço de Carla.
Aguentou este frenesim por algum tempo, até que começou a sentir os seus braços a ceder. Abrandou então o ritmo e deixou descair uma das pernas de Carla. Esta compreendeu a mensagem e acabou por se suportar no seu próprio pé, repetindo pouco depois o movimento com a outra perna.
Miguel sentiu-se aliviado, mas não saciado. Deixou que a sua roupa descaísse até ao chão, soltou um pé, e com o outro jogou-a para longe de si, ficando com as pernas livres de movimentos. Então, virou Carla para a parede e puxou as suas ancas para si.
Logo esta leu as ideias do seu amante: Puxou o vestido para cima, passou-o pelo tronco e tirou-o, desnudando o seu belo corpo.
Depois, dobrou o tronco para a frente, ao mesmo tempo que com os polegares começou a descer as cuecas pelas pernas abaixo. Revelando uma elasticidade fantástica, manteve as pernas quase direitas e foi aproximando o peito dos joelhos, enquanto fazia a sensual peça de lingerie sair por um pé e depois pelo outro. Por fim, colocou as mãos na parede e, arqueando sensualmente o tronco, espetou os glúteos na direcção de Miguel, tornando-os deliciosamente reluzentes. Este não se conseguiu segurar. Penetrou de novo Carla, fazendo soar as batidas da sua anca naquelas nádegas, que cada vez mais lhe pareciam irresistíveis.
Sentia-se a arder em volúpia e as barreiras do decoro começavam a desvanecer-se. O outrora cuidado e gentil cavalheiro parecia agora dominado por uma animalesca vontade de ir mais e mais além. E foi subjugado a esta força que ele não resistiu à tentação e então, com o seu polegar direito, começou a esfregar de um modo provocador o ânus de Carla, ao mesmo ritmo que a penetrava.
Os gemidos de Carla tornavam-se mudos. Ela estava a experimentar um prazer tal, que a sua garganta não conseguia verbalizar o que ela sentia.
Sem conseguir perceber os sinais da sua parceira, mas cego pela sua excitação, Miguel deixou soltar um certeiro fio de saliva por entre as nádegas de Carla e usou-o como lubrificante.
Justamente quando se preparava para tentar penetrar o olho anal de Carla com o polegar, esta segurou‑lhe com firmeza o pulso.
Miguel gelou! Teria estragado aquele momento de adrenalina pura ultrapassando os limites de Carla?!
Foi então que sentiu o seu dedo ser impelido pela amante para o seu interior, desaparecendo até à sua base. Carla soltou um gemido:
- Ohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!…
Miguel sentiu a sua excitação renascer com mais vigor! Retirou parte do polegar, deixando apenas a sua extremidade dentro da parceira e voltou a penetrá-la, ainda com mais afinco.
Carla sentia-se a rebentar de prazer, mas tal como Miguel, apetecia-lhe voar mais e mais longe. Então, moveu a anca um pouco para a frente, dando a entender que desejava uma pausa na repetida penetração. Miguel parou.
Carla estendeu então a mão direita na sua direcção e encontrou o seu encharcado pénis. Afagou-o com doçura, como que o felicitando pelo óptimo desempenho, e voltou a esticar-se para trás.
Apontou-o então para o seu cu, e perante o olhar deliciado mas embasbacado de Miguel, forçou a glande para dentro de si.
Devagar, esta foi desaparecendo no interior de Carla, enquanto ela libertava um “Hummmmmmmmmmmmm”, como se estivesse a experimentar a sensação que mais desejava.
Parou por instantes, como que para ganhar fôlego, e voltou a forçar o membro para dentro de si, até o sentir bem no seu interior.
- Ohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh… Que bom que é sentir-te. – Soltou – Agora estou por tua conta… Leva-me para lá das estrelas…
E Miguel voltou à sua marcha repetitiva.
Primeiro de uma forma mais cuidada, mas à medida que ia ganhando confiança com base nos gemidos aprovadores de Carla, ia acelerando e forçando a penetração até tão fundo quanto conseguia.
Entretanto, tentando dar ainda um pouco mais de prazer à sua parceira, curvou-se um pouco sobre as suas costas, e levou a mão direita até ao seu baixo-ventre. Desceu, tacteando um pouco, até conseguir encontrar, com a ponta dos dedos, o seu clítoris.
Carla soltou um gemido bem profundo. Aquele pormenor pareceu-lhe divino. Sentiu um choque em todo o seu corpo e o orgasmo estava agora tão próximo…
Enquanto Miguel ritmava a circulação dos seus dedos com as batidas da sua anca, ela não resistiu a colocar a sua mão direita sobre a mão de Miguel, pressionando-a de tal forma contra si, que ele começou a ter dificuldade em trabalhar-lhe aquele importante centro de prazer.
Foi então que ele percebeu que a sua amante estava bem perto de alcançar o clímax e os seus movimentos de penetração atingiram um ritmo frenético, que o levou a sentir-se a rebentar de prazer.
Então Carla não resistiu e deslizou a sua mão para trás, penetrando-se a si própria com três dedos e largando um brutal gemido de satisfação:
- Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!
Miguel sentiu-a estremecer e também não aguentou, explodindo o seu gozo dentro dela… Sentia por um lado a força das pernas a desaparecer, mas a sensação era tão forte, que continuou a socar as nádegas de Carla por uns longos instantes, enquanto se sentiu a ejacular umas quatro ou cinco vezes mais.
Foi então que curvou o seu corpo por cima do corpo de Carla, e segredou-lhe ao ouvido:
- Tu és um espanto…
Carla reuniu as suas forças, endireitou o tronco e puxou a anca para a frente, fazendo Miguel sair de dentro de si:
- Ohhhhhhhhhhhh… - Não resistiu a soltar.
Então virou-se de frente para Miguel, que logo se apressou a aproximar os seus lábios dos dela.
Carla olhou-o olhos nos olhos e disse com um ar derrotado:
- Eu não acredito que te deixei ires-me ao cu na primeira vez que saímos! Decididamente, sou mesmo uma galdéria!
Miguel respondeu com um ar animado:
- Isso quer dizer que sempre podes passar cá a noite comigo, então?...
Entreolharam-se, desataram-se a rir, e entregaram-se a um apaixonado beijo…

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

utopias



Foi Natal e Verão do outro lado do mundo. É Verão e Natal no coração de quem consegue. Cada vez menos gostamos das luzes e das musiquinhas e das prendas. Cada vez mais gostamos de reunir a família e sentir o calor dos sorrisos. E queremos mais uma vez agradecer àqueles que, com consciente ou inconsciente coragem, decidem cumprir o verdadeiro espírito natalício fazendo nascer as suas crias e criando-as.
Por aqui, ficamo-nos pelas reuniões familiares e pelas lembranças do Verão que nos fazem perseguir o prazer, como as gaivotas...

JCA + carpe vitam!

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Olá Blog:

Como vais? eu aqui vou andando, como diria o SG "cá se vai andando com a cabeça entre as orelhas"!


Tenho dias que vou melhor, outros nem por isso, mas o percurso de vida a isso encaminha, no entanto espero que a vida melhore.


E tu, como vais, desde que nasceste, que por acaso até tive... mão no assunto, tens vindo a desenvolver-te e a crescer, já tens o teu próprio espaço.


Contigo, conheci muitas pessoas (e espero continuar a conhecer), tive boas e más experiências, alegria, prazer, amargos de boca, tristeza e dor, já olhei para ti e pensei se deverias continuar a existir ou não, no fim, chego sempre à conclusão que tu não podes pagar as favas por eu sentir e viver a vida.


Fazes cinco anos, parabéns!


que venham muitos mais!

5!


... têm sido uma viagem muito gratificante para mim. Este espaço é uma verdadeira paixão de ondas rebeldes, com os seus altos e baixos, mas onde sei que posso sempre voltar com novas inspirações, como a um porto seguro. Gosto de relações assim. Não é o espaço que importa, gosto do desafio de tentar mantê-lo sempre limpo e arrumado, inteligentemente provocador, mas isso só importa porque tal como em casa, é o sítio onde me sinto à vontade e onde gosto de receber pessoas - essas sim, as verdadeiras estrelas deste sítio. Ao longo destes 5 anos, foram muitas as que por aqui passaram e algumas delas, poucas mas boas, deixaram a sua marca e tornaram-se preciosas. Alicerçaram-se e fortalecem-se aqui relações. É incrível o que um blog nos pode dar se estivermos dispostos a investir tempo, energia, vontade. Por vezes sinto-me só nesta demanda, mas não me importo, até porque gosto muito de fazer as coisas à minha maneira :) No entanto, e como gosto de desafios e acho que se formos mais temos mais hipóteses de ser melhores, deixo aqui mais uma vez um apelo à participação, ao aumento da qualidade deste espaço.

Tenho de deixar também um agradecimento muito especial ao Imperator, criador deste projecto, pois se não fosse ele não estaria aqui de flute de champanhe rosé e morangos, a comemorar mais um aniversário. Agradeço-te mesmo muito, pois tu bem sabes como este tasco é especial para mim :)

Venham mais 5, mais 10, os que forem, desde que sejam muito bons, tanto ou mais do que os que já aconteceram!

5 anos! novo grafismo

[imagem do antigo layout do blog]

é verdade, já lá vão 5 anos desde que começámos este projecto!
para comemorar, resolveu-se mudar novamente de identidade gráfica e layout, desta vez para uma coisa mais fresca e arejada, a apelar com inteligência e sensualidade à satisfação saudável dos prazeres que nos arrebatam...
temos pela primeira vez um símbolo que é uma espécie de coração/maçã/arabesco que servirá futuramente para identificar todas as fotos produzidas por nós.
Mais rubricas e novidades no conteúdo irão surgir, por isso, estejam atentos. divirtam-se. provoquem!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

arrepia-me IV: o Norte e a Neve no Litoral

O Norte é um velho amigo, por isso não tem de avisar quando vem, fico sempre contente com a visita, mesmo que seja rápida e intempestiva. 
O Norte é livre e traz com ele quem quer. Seja Tempestade ou Brisa, é sempre bem recebida, sempre compreendida. 
O Norte já trouxe a Neve, uma ou outra vez. E das raras vezes que o fez, é sempre um espectáculo muito bom de se sentir. 

O Mar é muito quente para a Neve, mas por vezes o Norte leva-a à beira-rio, pertinho da foz… 

É assim, um entusiasmo, um arrepio, uma delícia doce, uma saudade eternizada numa melodia intemporal: 


Luís Represas, Neva sobre a marginal
Letra aqui

domingo, 25 de setembro de 2011

Chanson d'automne



Les sanglots longs
Des violons
De l'automne
Blessent mon coeur
D'une langueur
Monotone.

Tout suffocant
Et blême, quand
Sonne l'heure,
Je me souviens
Des jours anciens
Et je pleure

Et je m'en vais
Au vent mauvais
Qui m'emporte
Deçà, delà,
Pareil à la
Feuille morte.

Paul Verlaine