Aqui o que conta é a determinação e a força de vontade,
Ser diferente perante a indiferença, ser verdadeiramente provocador!
Entrega-te aos prazeres, e provoca-me,
Excita-me, deixa-me sentir o teu desejo,
Provoca-me!!!
Entrega-me o teu corpo,
E eu dou-te o meu coração!
Provoca-me!!!
Beija-me o corpo,
Entrego-me a ti!
Provoca-me!!!
As excitações estão ao rubro,
Orgasmos ameaçadores aparecem,
Parecem trovões numa noite de tempestade!
Provoca-me!!!
Vimo-nos em provocações,
Explodimos em prazer!
Vem, e provoca-me!!!


Pêras em Chocolate
Que saudades dos meus passeios de bicicleta ao pôr-do-sol! Agora a noite chega cedo, está frio. Lembro-me de quando o sol aquecia até tarde e o dia durava até à hora do jantar. Tenho o fim-de-semana, eu sei, mas não me chega. Por isso, decidi levantar-me mais cedo e sair de casa com rumo mais ou menos planeado, ao sabor do vento.
Rasgo o caminho de terra batida com restos de alcatrão, desço na lisura da ponte sobre a auto-estrada: iiiiihuuuuuu! Largo o volante e fecho os olhos por um instante. Os rumos habituais adquirem novos contornos, o que se perde em velocidade para os automóveis, ganha-se em pormenor, em cheiro, em som.
Ando por montes e vales (são mais pequenos declives, mas de BTT, parecem montanhas) o sol espreita ainda envergonhadamente pelo horizonte, está frio, as mãos congelam, sinto o ar gelado entrar e arder no nariz e na garganta, as lágrimas saltam-me dos olhos até se habituarem ao frio (nota: trazer óculos para a próxima).
Depois de uma subida ou duas mais intensa, já me sinto mais quente. Passo por baixo da auto-estrada, subo desço, subo desço até voltar ao ponto de partida. Estou quente, a transpirar.
Hoje aconteceu uma coisa inédita: depois de uma subida mais acentuada, resolvi ajustar o capacete, junto à paragem do autocarro. Comecei a ver tudo desfocado, a cabeça a andar à roda. Não, não me esqueci do pequeno-almoço. Resolvi sentar-me na paragem, devia ser uma quebra de tensão. Cabeça para baixo, até que oiço alguém:
- Tensão baixa? – Olho para o lado: eras tu!
- Acho que sim. – E deste-me um pacotinho de açúcar. Tão doce! A tensão subiu logo, ainda não tinha posto o açúcar na boca.
- Estás melhor? – Perguntaste.
- Agora sim, obrigado! – Disse eu com um sorriso de orelha a orelha. E segui o meu caminho sem mais percalços.
Chego a casa, alongamentos, duche de pêssego e manga, tudo a postos para um dia de trabalho em cheio!
Andar de bicicleta ao nascer do dia é o meu novo ritual.
vídeo: CORBIS motion

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
E os teus pequenos prazeres, quais são?
tradução:
Amelie não tem nenhum homem: experimentou uma ou duas vezes, mas o resultado ficou aquém da expectativa. Em vez disso, ela cultiva um gosto especial pelos pequenos prazeres - mergulhar a mão em sacas de grão, partir o queimado do leite-creme com a ponta da colher e fazer ricochetes na água do Canal de Saint Martin.
Como cheguei cedo decido tomar um banho de imersão enquanto aguardo a chegada deles. Já debaixo da água coberta de espuma, fecho os olhos e deixo-me envolver pelo calor da água, a música e o cheiro a óleo essencial que se espalha pela casa. Oiço um barulho, penso que devem ser eles. Estou tão relaxada que nem me mexo. Sei que me encontram com facilidade, a casa não é muito grande.
Um beijo de mim para ti
O calor daquela noite de Verão, apesar de estarmos à beira-mar, convidava a sair. Fui com um grupo de amigos ao nosso bar habitual. Havia entre eles um amigo pelo qual me sentia atraída. Era o meu fruto proibido!

