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quarta-feira, 18 de junho de 2008

doce tortura - parte 1


Havia algum tempo que ele tivera esta ideia de ver o seu peito lisinho, livre de pêlos. Queria fazer uma surpresa à esposa. Já tinham falado sobre isso algumas vezes e ele também desejava que ela pudesse percorrer-lhe o peito e a barriga com a língua.
Toca o telefone na recepção da clínica. A recepcionista não está, por isso ela atende.
"Carpe Corporem, boa tarde, em que posso ser útil?"
Do outro lado, um homem diz que esteve a ver o site da clínica e gostava de marcar uma sessão de depilação. Esta clínica atende pessoas de ambos os sexos por esteticistas credenciados de ambos os sexos.
Seguem-se as perguntas banais que ela sabe de cor e faz com toda a simpatia e profissionalismo, sempre com um sorriso nos lábios, mesmo sabendo que a pessoa do outro lado da linha não vê, sabe que isso se nota na voz.
Marcou a sessão na sua agenda, no dia seguinte teria uma hora disponível para fazer depilação no peito do senhor.
- Está marcado, Sr. Alberto Correia. Amanhã quando chegar, pergunte pela Carla.
Alberto gostou da eficiência do atendimento, da voz que sorria. A esposa faria anos no dia seguinte e a depilação era parte do seu presente.
Cinco minutos antes da hora marcada, Alberto entra na clínica. O ambiente é calmo e acolhedor. Um cheiro suave paira no ar e ouve-se baixinho uma música relaxante. A recepcionista pede-lhe para esperar numa cadeira confortável.
Ele não é lindo de morrer, mas tem imenso charme, um olhar intenso que cativa. Apesar da camisola e das calças de ganga despretensiosas, mantém uma postura formal enquanto folheia o semanário que trouxe consigo.
Pouco depois aparece Carla. Tem certamente menos uma década que ele, um sorriso sempre pronto. Cabelo brilhante, pele clara, ligeiramente maquilhada. Apresenta-se na sua bata branca e fá-lo dirigir-se ao gabinete.
É um espaço simpático. Tem uma secretária de atendimento e uma "marquesa de tortura". Ela diverte-se a chamar-lhe assim na brincadeira, mas já percebeu que alguns clientes levam a piada demasiado a sério.
Ele despe a camisola e senta-se sobre a marquesa, permitindo-lhe que avalie o estado da sua pele e qual a melhor cera a aplicar. Decide-se por cera de chocolate.
A maioria dos clientes da clínica é do sexo feminino. Também tem alguns clientes regulares masculinos, geralmente são desportistas. Muito raramente aparecem homens como aquele que decidem fazer alguma coisa de diferente para mudar o seu aspecto. Mas a pouco e pouco, os homens começam a preocupar-se mais com a sua imagem, principalmente com a chegada do tempo bom para a praia.
Carla começa pelas zonas menos sensíveis e avisa que vai doer. Os homens têm geralmente muito menos tolerância à dor que as mulheres, por isso ela vai com calma.

Barra-o com uma pasta castanha cremosa com cheiro a cacau. A pasta solidifica e adquire uma consistência plástica passados uns segundos. Ela testa a consistência e puxa de repente, sem dó nem piedade. Ele dá um pulo e ela dá-lhe umas palmadinhas para anestesiar a pele. Deixa-o recompor-se um pouco.


- Bem, eu disse-lhe que ia doer, mas veja, nem um pelinho! - diz ela enquanto ele passa a mão pela pele recém depilada. Parece realmente outra pele. Está quente e vermelha, com os poros irritados. Mas ela diz-lhe que isso já passa, que no final aplica-lhe um creme calmante que o vai deixar tão suave com o rabinho de um bebé e ele aceita continuar a tortura.

A parte da barriga dói mais, ele começa a ponderar não fazer quando chega ao estômago. Ela convence-o dizendo que assim a esposa muito mais facilmente conseguirá rodear-lhe o umbigo e passear a língua pelo baixo-ventre. É um mundo de novas sensações que se pode abrir.

Vai tentando manter uma conversa com ele. Alberto não fala muito sobre a sua vida pessoal a Carla. Aos poucos, ela apercebe-se que ele trabalha numa multinacional, faz consultoria técnica e dá formação a colaboradores. Apercebe-se também que é casado há 4 anos, tem uma vida sexual saudável e não tem filhos.

Ela sugere depois a depilação das axilas, que é só mais um pouco, que é rápido, não dói nada.

- Nunca foi beijado nas axilas? Nunca lhe passaram a língua por esses lados? Não sabe o que perde, devia experimentar! - Diz ela piscando o olho.

A parte de não doer nada era mentira, mas realmente foi rápido.

Ela aplica-lhe ainda o derradeiro processo de tortura que é passar toda a pele a pente fino com uma pinça. Em alguns sítios faz cócegas, o que torna o processo difícil de realizar, mas ela lá consegue.

Ao contrário do que é costume, Carla fala da sua vida a Alberto. Fez o primeiro ano de psicologia. As saídas profissionais estavam difíceis e ela queria começar a ganhar dinheiro rapidamente para sair de casa dos pais e ir viver com o namorado. Decidiu-se por uma profissão mais técnica e fez um curso de formação de esteticista. Passados três anos de prática, anseia por mais. O trabalho é agradável, mas muito repetitivo. Por vezes já não pode ver mais pêlos à frente.

Por fim, acalma-lhe a pele com o prometido creme, tocando-lhe sem luvas no torso torturado. As mãos dela são pequenas e suaves, com gestos precisos. Massajam-lhe a pele sedenta de paz até o creme ser completamente absorvido. Repete o mesmo processo nas axilas. Alberto fecha os olhos e deixa-se levar pelo toque, pelo som calmo da música, pelo aroma suave da sala. E sabe bem aquela experiência. O prazer da massagem é intensificado pela dor da depilação e o resultado agrada-lhe.


- Para a próxima, tem de experimentar depilar os genitais. – diz ela com um sorriso nos lábios, em jeito de provocação.
imagem: Getty Images editada por mim
continua aqui

sábado, 23 de fevereiro de 2008

eucalipto

Era sábado, o meu dia preferido. Passei a noite a sonhar com nós os dois, como nos primeiros tempos de namoro. O dia estava lindo, respirava-se um ar perfumado, a Primavera estava a caprichar e eu sentia-me bastante leve e fresca, como num anúncio a pensos higiénicos. Ou ainda mais.

Tinha de ir ver como estava a correr um trabalho que estava a ser produzido e encontrei imensa gente a trabalhar na empresa que nos fornecia, num ambiente de boa disposição, quase de festa. Pessoas realmente simpáticas e competentes, a maior parte eu ainda não tinha tido o prazer de conhecer. Convidaram-me para uma jantarada da empresa que iria haver naquele dia à noite, e eu não recusei, perguntei se podia levar-te. Claro que sim! Foi a resposta.

Eles só iriam trabalhar de manhã, e alguns deles iam até à praia à tarde. Eu disse que também fazia intenções disso, aproveitar um dia tão bom para apanhar solinho. Combinámos então encontrarmo-nos na praia. Infelizmente, não podias ir por causa do trabalho.

O mar estava grande e bravo, mas o tempo muito agradável. As vagas iam escavando a areia molhada, e a praia ficava pequena e inclinada, pelo que fiquei pelas dunas assim inesperadamente inclinadas. Estava bastante gente na praia, não ia ser fácil encontrá-los. Depois de andar um pouco na parte superior da areia, lá encontrei um grupo bem disposto, a jogar com uma bola de vólei. Eram eles, que logo me convidaram a participar. Eu sou mais raquetes, adiantei, nunca vou para a praia sem levar um par. Uma das raparigas que estava estendida na toalha ofereceu-se logo para jogar. Quando começo, é difícil parar. Joguei com ela, joguei com outro rapaz que já conhecia e mais outro, e depois juntou-se mais um par de raquetes e começámos a jogar a quatro, jogámos até nos fartarmos. É um jogo curioso, é como a sedução, há que manter a bola no ar. Não é como o ténis, em que os jogadores são adversários, mesmo quando são pares, juntam-se para ganhar aos outros. Na praia, o que importa é que a bola não caia, nem que para isso sejamos nós a cair. Mas também não é só ficar imóvel no mesmo sítio à espera que a bola venha ter connosco; é perceber até que ponto podemos arriscar uma bolada diferente e ter resposta do outro lado.
Os risos, os corpos a movimentarem-se deram-me imensa sede. E fome. Havia dois irmãos, um rapaz e uma rapariga mais velha que moravam do outro lado da estrada e perguntaram-me se queria ir com eles buscar cerejas, ao que respondi logo que sim. A gaveta do frigorífico deles estava sarapintada de cerejas! Levámos um montão delas para a praia, passámos pelo café e levámos também sumos e cerveja para o pessoal. A minha boss ligou a dar os parabéns, o cliente tinha gostado muito do trabalho e eu transmiti essa ideia ao pessoal que o tinha estado a executar.

Lembrei-me de ti, se já estarias despachado do trabalho. Ainda ias demorar, ias direito ao tasco para jantar. Provoquei-te com as cerejas, disse-te como eram doces e saborosas, como se trincavam bem de olhos fechados para o sol, apesar de serem rijas, faziam aquele som característico da polpa a ceder perante a incisividade dos dentes e estavam tão fresquinhas…

O dia estava a terminar, regressei a casa para tomar duche. A água doce a humedecer-me a pele soube-me bem, que pena não puderes partilhar esse prazer comigo, toquei-me ao de leve, mas queria guardar todo o meu tesão para ti, por isso despachei-me rápido, vesti aquele vestido preto com florzinhas que tu adoras, umas cuecas pretas que me ofereceste e as sandálias a condizer. Gostas do vestido porque é muito prático de tirar, e posso usá-lo sem soutien porque segura confortavelmente o meu peito.

Um eyeliner preto discreto, um pouco de brilho nos lábios, cabelo apanhado e lá fui, ansiosa para estar contigo e com aquele grupinho de pessoal tão simpático.

Estava ligeiramente atrasada, mas ainda cheguei bem a tempo. O sítio era uma tasquinha que eu já conhecia, a uns quilómetros da cidade, onde eles costumavam comer, pois dá para ir a pé da zona industrial até lá. A dona coxeia um pouco por causa do peso da idade que carrega às costas, mas anda sempre com um sorriso nos lábios, a acolher quem chega, a dar uns toques na cozinha. Era dia de rancho. Não sou muito apreciadora, mas o pessoal incentivou-me a provar, que era o melhor prato da casa e eu acedi.

Finalmente chegaste. Iluminado. Todo bem vestido, talvez demasiado formal para o sítio onde estávamos. Sorri-te. Sorriste de volta e deste-me aquele beijo quente e ternurento que só tu sabes dar. Que sede, que fome de ti! Desejei que toda aquela gente desaparecesse para eu poder dar largas ao meu desejo! O meu querer, a minha urgência de ti aumentava a cada segundo. A comida estava realmente excelente, mas o que eu queria mesmo comer, eras tu! Só queria saltar-te em cima! Sentia-me a intumescer, a latejar por ti, completamente encharcada. E tu percebias isso, percebia-lo muito bem, e provocavas-me, punhas discretamente a mão por baixo da mesa, tocavas-me nas coxas, e eu esforçava-me para não me descontrolar.

Fui à casa de banho, tirei as cuecas molhadas, voltei para o meu lugar e sussurrei-te ao ouvido o que tinha feito. Olhaste-me com o olhar incendiado e nem quiseste esperar pela sobremesa, disseste à dona que irias comer outra coisa que ela não tinha na lista, arrancaste-me dali e viemos cá para fora.

A noite estava fresca mas nós estávamos quentes, a ferver, pelo que o fresco da noite nos fez bem, mas não acalmou a vontade, a fome da sobremesa especial. Eu já estava a escorrer, sentia as coxas húmidas, tínhamos de encontrar um local suficientemente discreto para podermos dar largas ao nosso apetite e eu lembrei-me de uma rua que terminava num eucaliptal e para lá nos dirigimos.

Baixei-te as calças e o teu sexo espreitou logo de pé, como aqueles bonecos das Caldas. Não resisti a beijá-lo, a sugá-lo e a mordiscá-lo, deixando-o ainda mais teso.

Pediste-me para me levantar, encostaste-me a um eucalipto, beijaste-me a boca, o pescoço, os seios, enquanto a tua mão provava a minha excitação.

Completamente intumescida, antecipando o gozo da penetração, supliquei-te, enquanto te mordiscava a orelha: Fode-me! Tu sabes que é uma forma provocadora de dizer Ama-me! E foi o que tu fizeste, acelerando-me a respiração. Segurei-me ao tronco, enquanto me penetravas por trás e me tocavas no segredo. Eu delirava, apertando-te lá dentro, enquanto entravas e saías cada vez mais rápido, num movimento frenético. A minha mão disponível acariciava-te as bolas, seguindo o movimento do teu pau, um dos meus dedos acompanhava a tua entrada e junto com a tua mão tocava no meu segredo até rebentar numa explosão de luz branca, que me percorria o corpo até aos dedos dos pés e à raiz dos cabelos e se prolongava na tua explosão que me alagava e preenchia completamente.

Depois de descansarmos um pouco encostados ao eucalipto cúmplice, com um sorriso plenamente saciado, voltámos para junto do grupo ainda a tempo de pagar a conta. O pessoal estava tão entretido com cantorias e cerveja que nem tinha dado pela nossa falta. Era um grupo simpático. Havíamos de sair mais vezes com eles :-)

imagem: getty images

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

provocação gratuita 4

"Quem ouviu alguma vez dizer que uma mulher casada tivesse conseguido fazer do marido um poeta? A mulher inspira o homem, sim, mas durante o tempo que for vivendo até a possuir."

Kierkegaard, O Banquete (Discurso de Vitor Eremita)

Excerto mais alargado aqui.
Gracias Bloguemate :-)

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008


Noite fria. Estás sozinha, a tremer na cama gelada. Chamas-me e eu enrosco o meu corpo por trás do teu, deitado de lado com os joelhos para cima como um feto.
Tem calma, não te assustes, afinal, foste tu que me chamaste. Seguro-te com firmeza enquanto te debates. Sussurro-te ao ouvido para que te acalmes. Escusas de acender a luz, eu vejo com o coração. Vejo que és divina.
O sopro da minha respiração no teu ouvido. O teu corpo a estremecer, vai aquecendo colado ao meu. Vibras a cada sopro quente na tua orelha, a cada beijo no pescoço. Agarro-te na camisola e as molas desprendem-se, deixando-te o ombro a descoberto para eu beijar e fazer esse trajecto que vai do teu ombro à tua orelha, a morder com calma.
Rebolas o rabo contra mim, sinto as sacudidelas de prazer que te percorrem o corpo. Sinto o teu sorriso com as pontas dos dedos. Entro na tua boca, encontro os teus dentes a morder, a tua língua ávida, a sucção dos teus lábios…
Estou duro sim, consegues senti-lo com o teu rabo frio, deixa-me puxar-te as calças para baixo mas descansa, não te vou penetrar. Não pedi as camisas à Vénus e sei que não é isso que queres agora. Estou aqui para te aquecer.
Leio-te o corpo com as mãos, entro por baixo da camisola e encontro as tuas mamas redondas, estão quentes, com os bicos em pé, e não é do frio que já não sentes. As auréolas têm pequenas saliências em Braille a dizer: toca-me!, mima-me! E eu sigo as instruções.
Desço até ao umbigo, pelo centro, sinto a penugem, a tua respiração a encher e esvaziar o peito, o teu coração a bater forte… detenho-me no umbigo, rodeando-o em espiral até ao centro, acaricio a tua barriguinha quente e arrepio-te mais uma vez.
Desço um pouco mais e entro na densidade dos pêlos que te guardam a entrada do templo quente e encontro-o húmido. Tem pequenas saliências também, onde posso ler: ama-me! Tu suspiras. Convido-te a seguir-me com a tua mão, quero ver como te tocas, quero senti-lo. Assim, estou a ver…
Estás tão molhada, a deslizar em ti… entramos os dois, dançamos com os dedos entrelaçados a sentir a tua textura interior, a massajar-te o segredo que guardas e que eu consigo ler mesmo antes de tocar… é um prazer dar-te prazer!
És linda! Estás a ferver… vais explodir?... Linda, linda, linda!
Sorrio. Vou ficar aqui até adormeceres. Sempre que quiseres, chama-me.

Chama-te.
Toca-te.
Sente-te.
Ama-te!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

pequenos prazeres: a directora e o chefe de zona do supermercado

a directora

Há sete anos, inscrevi-me numa loja para um part time para colaborar com uma empresa multinacional do ramo alimentar sem saber bem o que era o trabalho, mas cujos requisitos preenchia.
Uma série de meses depois, quando eu já nem me lembrava do assunto, uma voz feminina muito simpática e eficiente telefonou-me a marcar entrevista. No dia combinado, lá fui, tive de esperar um pouco, estávamos em Junho e o fresco do ar condicionado sabia-me bem. Enquanto esperava, pus-me a ler o livro para disfarçar o nervosismo destas situações, não devia ser grande coisa porque já não me recordo dele. Sei que algum tempo depois a mesma voz que me tinha ligado abordou-me, acompanhada de uns olhos verdes intensos, enormes, hipnotizantes. Como eu gostava de lhe beijar as pálpebras! E os lábios frescos, naturais, sorridentes, feitos para serem beijados… Perguntou-me o nome numa afirmação, ao que eu respondi positivamente, e lá fomos para as entranhas do armazém da loja, aquela parte nunca visitada pelo comum consumidor. Era um cubículo deprimente sem janelas, a sala dos empregados, voltei lá algumas vezes depois, mas nunca teve tanta luz como quando estive lá com ela. Era verdadeiramente uma mulher brilhante! Muito empática e com um ar ultra profissional e competente no seu tailleur verde seco, a condizer com os olhos. A entrevista correu lindamente, tinha sido a primeira escolha dela e não quis entrevistar mais ninguém. Fiquei super contente, o trabalho parecia agradável e a remuneração era bastante simpática, pelo que aceitei logo. Combinámos encontrar-nos na semana seguinte para assinar o contrato e para ela me dar a formação necessária e trabalharmos um pouco em conjunto. Se foi difícil o tempo passar entre o telefonema e a entrevista, ainda mais devagar passou aquela semana, em que eu contava os segundos para a hora exacta. Muito antes do tempo, lá estava eu à espera. Ela apareceu no Audi A6 da empresa, desta vez de t-shirt, calça de ganga e ténis, uma vez que íamos para o terreno, mas nem por isso menos encantadora e apetecível. O trabalho correu lindamente, foi super agradável e interessante. Fiquei a saber que a formação dela era em línguas germânicas e que morava em Sintra. A partir daí, comecei a trabalhar individualmente mas com imensa motivação. Fazia relatórios semanais comparativos, enviava postais de natal e de primavera feitos por mim, convites para festas e tudo o que me passava pela cabeça. O trabalho foi-se estendendo a todo o país, foi criado um departamento próprio na empresa e eu deixei de contactar com ela. Lembro-me que no primeiro Natal, enviaram-me um postal assinado por várias pessoas e com uma mensagem dela onde agradecia "o excelente trabalho realizado". Como fiquei feliz! Falei com ela ao telefone mais uma ou duas vezes, e trocámos alguns mails profissionais. Nunca mais a vi, mas nunca mais esqueci a competência e os olhos dela.


o chefe de zona

Quando eu ia ao sábado à tarde entregar o meu trabalho, por vezes, muito raramente, via um rapaz que eu achava bonito. Nessa altura, escrevi isto sobre ele, para o QJ e para a Quimera:

"Ele deve ter mais ou menos a minha idade, não é muito alto, é magrito, cabelo castanho, olhos azuis. Ele faz-me lembrar alguém, um actor, aquele que fez o Crime do padre Amaro, sabem, o Jorge Corrula. Embora as feições sejam parecidas, ele é muito mais bonito, tem o nariz mais perfeito, um ar frágil que lhe dá imensa piada. Eu acho graça, o que é que querem? Gosto de olhar para ele entre os detergentes, as couves e a roupa, discretamente, sem que ninguém perceba. Deleito-me numa onda de voyeurismo, a ver o que ele está a fazer enquanto finjo indecisão quanto ao arroz a levar.

Creio que a primeira vez que o vi, foi no escritório. Ele não tinha farda vestida, por isso parti do princípio que seria um chefe de zona ou de loja. Depois vi-o num Audi, e confirmei a minha teoria, porque os big bosses andam todos de Audi, quanto maior for o Audi, maior o cargo. O dele é uma carrinha A4.
Se bem que ainda não tenha percebido muito bem o que é que ele é, vejo o que ele faz. E acho-lhe mais piada ainda quando o vejo a supervisionar os legumes, a varrer a secção, ou a limpar as balanças. Achava piada, mesmo que ele fosse feio, porque não é todos os dias que eu vejo um chefe fazer o que ele faz. Hoje estava a ajudar um funcionário a desmanchar caixas de cartão e também já o vi a lavar o chão. A loja hoje estava cheia, princípio do mês, eles fartam-se de vender. Disse boa tarde ao gerente da loja que me costuma entregar o trabalho e a resposta dele foi "Boa tarde? Só se for para si!" Fez-me rir, porque aquilo estava realmente caótico. No meio do caos, lá andava ele, com calças de fato e mangas de camisa arregaçadas, acho-lhe mesmo piada! A dedicação que ele põe no trabalho, sempre muito concentrado… a competência excita-me, sem dúvida."

Vai fazer um ano que deixei de colaborar com a empresa, e consequentemente deixei de lá ir ao sábado e deixei também de voltar a ver este rapazinho tão bonito e tão… tão não para o meu bico!…

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

limiar de excitação



Li neste livro que estuda o comportamento sexual animal e aborda principalmente os humanos, que os machos têm geralmente um limiar de excitação mais baixo que as fêmeas, ou seja, excitam-se mais fácil e rapidamente. Segundo os autores, isto deve-se ao facto de o seu contributo para geração de prole (o esperma) ser muito menor que o da fêmea (ovo ou óvulo). A fêmea geralmente aposta na qualidade e é mais selectiva na escolha do(s) parceiro(s) para gerar a melhor prole. O macho por sua vez, aposta na quantidade, já que não precisa de despender tanta energia para gerar descendência, a estratégia é quantos mais, melhor.

Uma mulher demora cerca de 28 dias a preparar um óvulo para fertilização. Um homem expele cerca de 250 milhões de espermatozóides em cada ejaculação.
Isto leva-me a pensar até que ponto a biologia está enraizada nos nossos comportamentos.
Claro que a contracepção separa definitivamente o sexo da reprodução, e há mulheres que se excitam muito facilmente e homens que demoram mais. Na sociedade actual encontram-se todo o tipo de variantes.

Mas isto parece ser uma boa explicação para certos comportamentos, não achas? Sexo fácil ou luta renhida, hã?

imagem: Egon Schiele

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Desejo...

Quem me dera ter
bocadinhos de Paixão
para saborear quando quisesse
e poder distribuir por quem precisasse...
foto: CORBIS

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Apetece-me...

Um duche bem quente, a água a deslizar na nossa pele... Passo-te o gel de banho pelas costas, desço às tuas nádegas, o meu peito a tocar as tuas costas... A minha mão alcança o teu sexo, vou-te tocando suavemente.
Viras-te para mim e lambes os meus seios, ajoelhas-te e metes a língua no meu sexo molhado numa mistura de água com o sabor da minha excitação. Continua... Leva-me ao êxtase... A água continua a correr, o prazer aumenta até ao limite...
Agora deixa que eu cuide de ti... Serei eu a provocar, a dar-te prazer...!

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Quero...

Passei a correr por aqui,
E vi esses lábios,
E essa língua,
O meu desejo aumentou,
O meu tesão aumentou,
Quero beijar essa boca,
Quero sentir a tua boca no meu corpo
Quero ter um orgasmo na tua boca

Quero…