sábado, 10 de setembro de 2011
quarta-feira, 29 de junho de 2011
diálogos (im)prováveis XIV
"Sim? Óptimo, é sempre bom ter novas pessoas na nossa vida mas... "
"Eu quero foder-te além de te conhecer!"
"Bem, és directa..."
"Sou isso e muito mais mas para saberes, tens que me conhecer melhor"
quarta-feira, 25 de maio de 2011
provocação gratuita 77

Acabei de abrir as pernas, está calor mas os mamilos estão arrepiados. Apetece-me um banho no mar, algo deserto mas infelizmente não tenho companhia... Seria tremendo aproveitar a água quente a molhar-me e as estrelas a verem tesão, provocação e prazer...
Foto e texto por Pink Poison
quarta-feira, 11 de maio de 2011
chovia...
sexta-feira, 29 de abril de 2011
bocadinho de paixão # 11
Porque tu me tocas, sensação de leveza.
Porque tu me tocas na ponta dos dedos frios e eu deixo-me estar.
Como se não desse importância.
Porque me tocas?
Gostas? Perdes-te? ou saboreias?
Queres-me numa palavra, Incondicionalidades
segunda-feira, 4 de abril de 2011
diálogos (im)prováveis XII

já todo nu e com o maior ferro, anseias por me mamar mas eu... não deixo
Sento-me, baixo as calças e começo a mexer-me, primeiro por cima das cuecas, algo que ADORO e me DEIXA EM PONTO DE CARAMELO e tu sentas-te à minha frente a masturbar-me para veres e entesar-te,
vês-me a molhar as cuecas,
ponho um dedo e dou-to a provar passo o dedo na cabça do caralho ja toda molhada e passo o liquido pelos teus labios com se de batton se tratasse, ponho dois e digo-te que me sinto insatisfeita, com ar de menina mimada… Juntas dois dedos teus aos meus, e começo a ter espasmos, a vir-me e toda a tremer, metes mais dedos e digo-te: “Agora, era impossível foder, não te iria sentir”, quero a tua mão toda… Nunca o havias feito, e eu olhei para ti e disse: “descansa que eu não em magoo e vais-me ver a ter prazer como poucas vezes tenho”… Pouco a pouco foi entrando, olhámos e só estava o teu pulso à vista… Disse-te para rodares a mão ou mexeres alguma coisa e aí sim, foram gritos, foi a tua mão a sentir-me a escorrer
porque tiveste um squirt enorme que me molhou até ao ombro
e eu não parava de me vir… Estavas atónito e eu só disse: Preciso de um copo de água e um beijo” dei-te o copo com água, beijei-te e fodi-te a garganta como tanto gostas enquanto te apalpava e puxava os bicos duros do teu peito. Vim-me muito mas muito e tu lambeste ao ponto de não precisar de o lavar... estava limpo e pronto para mais.
sábado, 26 de março de 2011
diálogos (im)prováveis XI
Ah... Foder como quem faz um filme porn... Ui. Sabes, uma vez fodi a ver um filme de foda: Senti-me como um verdadeiro artista: uma espécie de Clark Gable da foda. E foder para a câmara, já fodeste? Não, alto lá, taradices é que não! Eheheh. Também nunca o fiz, mas sei de quem já o tenha feito. Parece que possui algum mistério, então se for com a criatura amada... Pois, o mistério é como é que é possível agarrar a sarda numa mão e a máquina de filmar na outra. Hmm. É tudo uma questão de prática e ademais pode ser a parceira a segurar; numa coisa ou na outra, bem entendido. Desde que não me dê cabo da máquina... de filmar, bem entendido. Olha, estão a passar educadoras de infância na minha janela, é do infantário ao fundo da rua… Uma loira, metro e sessenta, com colete de sinalização do trânsito... 27, 28 anitos, boa, tão querida, tão boa… Pois. Acredito. Educadoras... educação... filmes de educação... filmes de arte... filmes de arte, filmes de foda... Desculpa, mas não gosto da combinatória "filmes de foda": é feio. É horrível. Imaginas-te a acariciar a tua parceira e às tantas a dizeres-lhe, como quem não quer a coisa: “Querida, vamos ver um filme de foda?..” Não, mas ainda menos me imagino a dizer-lhe: "Querida, vamos ver um filme pornográfico?.."
Realmente, tens alguma razão, é muito complicado gerir as palavras e os eufemismos ainda mais; na volta o melhor é ser ela a dar a dica. É isso mesmo, o giro é quando é ela te confronta com o filme à má-fila; acredita, um tipo fica todo encavacado. Mas depois...Vinga-se. E dá uma excelente foda, garanto. Tem a ver com o sindroma Clark Gable; a arte pela arte. Hmmm… Ou, então, engendra-se uma situação em que, como por "acidente", aparece um filme de foda no canal onde normalmente está a Oprah e um tipo finge que nunca tal coisa viu na vida e diz: "Oops! Mas que vem a ser isto? Já agora, querida, vamos ver o que estão a fazer?.." Bem, é uma estratégia com mérito. Muito embora, mudar da Oprah para um canal porn me pareça ligeiramente inusitado.
Ora, detalhes, sabes, com a minha ex-mulher era giríssimo... Um filme do princípio ao fim e fazíamos questão de replicar a performance dos protagonistas. Isto, claro, se fosse apenas um casal, quando eram orgias entrávamos em variações… Pois. É importante ser versátil e capaz de reproduzir a personagem escolhida com diferentes características; desse ponto de vista é mais um Anthony Hopkins do que um Clark Gable.Er... Não percebi o Hopkins. Há um filme em que ele de facto fode uma gaja mais nova, aquela tipa que foi casada com o Tom Cruise, a australiana. Boazona, ruiva e a fazer papel de mulher ferida e rebelde… Mas, foder imolando Anthony Hopkins? Sim, repara, o Anthony Hopkins é um actor capaz de desempenhar diferentes papéis de modo credível, já o Clark Gable era mais canastrão, era sempre o mesmo. De todo o modo, isto era somente uma metáfora. Sim, claro, percebo, vês-te então como um Anthony Hopkins da foda? Não, mais um Stalone. Um Rambo. Fodo-as a todas com a minha metralhadora, sé é que estás a ver a coisa e, se ficar sem balas, uso o facalhão. Caramba, uma metralhadora? Nunca tinha pensado na foda sob esses termos; e muito menos “facalhão”… mas… Estás louco ou quê? Não me digas que andas por aí armado em Jack the Ripper da foda... Metaforicamente, caralho. Pensava que tinhas uma veia poética, caramba!
Er… Mas um facalhão corta, decepa. E um caralho, pelo contrário, penetra sem ferir, aloja-se, conquista e a dado momento explode. Que lindo, que bonito, mas estás a ver mal a coisa: uma metralhadora tem um ritmo incessante de disparo que pode ser regulado à medida que a munição se esgota ou o cano aquece... Ora bem, a analogia da metralhadora refere-se a sua velocidade de repetição e potência de impacto. O facalhão, no contexto do Rambo, refere-se à capacidade de improvisação quando perdido no meio do mato (também tenho que te explicar a analogia de "no meio do mato"?) Hmm.., sabes, adoro a metrosexualidade púbica, sobretudo se praticada pela minha parceira. Metro quê? Metrossexualidade. Rapar os pelos púbicos, ou queres que te faça um desenho?
Sim, faz-me um desenho, estou curioso. Opá, tu não me provoques, menino. É muito diferente. Sabe bem melhor, isso te garanto... Lamber uma bela cona rapadinha é uma experiência inolvidável e, se for o sexo duma mulher que nos ama, aí então… Esquece. (…)»
quarta-feira, 16 de março de 2011
diálogos
Sorrateiramente, tiro da minha mala um bombom da caixa que havia trazido e depois de ter deixado todas as tuas lágrimas correrem, mando-te fechar os olhos:
“Confias em mim?”
“Ai… o que me vais fazer?”
“Coisa linda, confia em mim…”
Ponho um bombom na boca e dou-to à tua boca. Sorris e mastigas ao mesmo tempo e assim se afastou o desabafo das lágrimas… Volto a abraçar-te mas desta vez :”Olha, as tuas mamas são um encosto do melhor” enquanto eu replico:”São tuas”…
Sinto-me a levitar quando fecho os olhos e te aperto bem forte, e tiro-te a camisa para fora das calças… Lá vou eu sentir as tuas costas, enquanto uma das minhas pernas roça a parte interior nas tuas, o que já dá um tesão do caraças…
“Ai estas mamas…”
“Quais? Estas?” E pego na tua mão e ponho-ta em cima da minha mama, respiras fundo e começas a desabotoar-me a camisa para descobrires tudo, (entretanto, tanto um, como o outro, começa a sentir o tesão bem forte), ao mesmo tempo eu sussuro-te ao ouvido: “Estou cheia de tesão, mexes nelas como eu gosto… “ E gemo… (ah, pois, eu gemo muito)…
Puxei por ti e fomos para um quarto… fiz-te uma massagem nas costas, beijei-te as orelhas enquanto te dizia: “A tua puta está a ficar com mais e mais tesão… tens que resolver esse problema”… Viras-te para cima como se a massagem não te tivesse relaxado em nada e voltas a lamber, chupar e amassar as minhas mamas, tinhas uma mão em cada uma e, do nada, eu venho-me… Estou molhada, estou com tesão e desejo-te. Dispo-te e faço-te um broche mas antes beijo-te o interior das coxas, lambo-te os tomates e o caralho desde a base até à cabeça e faço o que mais gosto durante um bom tempo: Tenho um caralho na boca… Enquanto isso ouço e sinto o teu prazer, avisas que te vais vir, e eu preparo-me para engolir aquele jacto quente. Saboreio tudo e rio-me. Rio-me porque finalmente tinha conhecido o teu corpo, o teu cheiro, e estavas despenteado por causa dos amassos… Fazemos uma pausa… E, quanto falamos e falamos, eu digo:
“Apetece-me foder-te”
“E se for eu a foder-te?”, dizes tu.
“Olha o atrevido”
Pegas em mim pela cintura e viras-me no sofá da sala, baixas-me as calças e cuecas ao mesmo tempo…
“Não quero cona, importas-te?”
“Não coisa linda, quero-te em todos os buracos”
Entras no meu cú, devagar, quando me sentes relaxada e a ir contra o teu corpo, percebes que me podes enrabar como foder uma cona, eu gemia, eu vinha-me e a minha cona pingava, enquanto eu te pedia para enrabares a tua puta como se não houvesse amanhã… Esporras-me o cú… e cais para o sofá ao lado…
Levanto-me e como um bombom, vou tomar um duche quente e tu segues-me, relaxamos no duche e mais uns momentos de tró-ló-ló, quero saber como és, como são os, como te sentes, como está a “passa seca”, conto-te que também eu já sofri mesmo muito como tu, falamos de coisas divertidas, do teu desporto, do meu desporto, rimo-nos e abraçamo-nos…
Os abraços silenciosos são tramados.
“Coisa linda, a minha cona está a dizer …”
“Só se te comer em todas as posições que eu quiser”
“Aceito”
Fodemos tanto e tantas horas, de quatro, vim-me, pedi para me dares umas valentes palmadas e deste, percebias que eu era doida na cama, montei-te e gemia, vinha-me várias vezes no meio disto tudo…
“Não estou a conseguir aguentar mais…”
E eu para te atrasar, comecei a perguntar-te a tabuada…
Vieste-te depois de termos fodido em todas as posições, tinha parecido uma dança tal era o entendimento do outro quando queria mudar de posição…
Lá fomos para o duche e desta vez, eu quis lavar-te…
Quando eu saí, estavas na cama a olhar para a janela, sentei-me a olhar fixamente para ti e emocionei-me. Com as lágrimas nos olhos, disse:
..., tu também és tudo. Tu és um espectáculo, nunca te disseram?”
Tu ris e dizes que não é assim.
“Isso cabe-me a mim julgar. Tenho fome”
Fomos a um McDrive e ficamos horas no carro a conversar, entre mimos e gargalhadas, ambos nos sentíamos um do outro… O dia nasceu e fomos cada um para sua casa…
Quando é a próxima?
quinta-feira, 3 de março de 2011
paixão proibida
texto por TaViTapintura "Nômades Amantes do Tempo" por Bruno Steinbach Silva
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Tenho fome de ti!

texto e foto por Pink Poison, Mundo da Pink
Tenho fome de ti... Daquelas que nos dá vontade de comer a passa no ano novo a desejar-te.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
pink's photoblog
Baixo-me, agarro no teu pau, grossura e tamanho ideal para uma garganta funda… O cheiro a caralho dá-me tusa! Lambo o teu pau, todo a volta, chupo apenas a cabecinha e meto esse pau quente na boca, até à garganta… E gemes… Torces-te quando ele toca na minha garganta… Adoro ter um caralho na boca!!! Engulo a tua esporra todinha, e nem a sinto… aguentas-te e conduzo-te até ao quarto, deito-me, com ar de puta, perna aberta, sorriso de fome, mamilo à mostra, esfrego o monte de vénus, despes-te e apressas-te a dar-me uns beijos molhados, onde as nossas línguas se entrelaçam… Estás com tesão, eu também, guio a tua mão à minha mama e mando-te chupá-la, e digo: “mama-me essas tetas que elas gostam”… Volto a chupar o teu pau, sabe a esporra, meto-o entre as mamas e deliras, nem é preciso apertar as mesmas… Beijo-te de uma forma selvagem, e monto-te… Gemes, ris, e sentes-te a enterrar cona adentro… Uma cona quente, apertada e molhadinha do suco que vai ser mais quando fizeres a tua puta vir-se vezes sem conta… Monto-te, a tua puta monta-te, salta em cima de ti, ou devagar só para a cabeça entrar… A cona escorre, arde, e não paro! Deito-me de costas para ti, o pau não entra todo mas a cabeça entra e vai humedecendo o meu cú…
Até que começo a fazer força contra ti, quero mais, tens uma mão na minha mama, chamas-me puta e gememos… Venho-me, ninguém está cansado, faço-te um broche, quero matar a sede, quero um pau na boca… Quero esporra, lá vai o gajo à garganta, a cabecinha… Esporras-me a boca e eu engulo e rio-me… Peço-te: não me largues as mamas, não deixes de enfiar 3 dedos na cona… De costas guio o teu caralho ao meu cú, já oleado, entras sem dor, ponho de quatro e digo: Enraba a tua cadela!” Faço força, faço a cadência, não magoas, e eu grito por mais. “isso enraba a tua puta toda!”, e tu dás-me com mais e o meu cú não tem fim, enrabas-me e eu exijo esporra no cú…
Pousaste o saco?
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
dedos
provocas-me com a ponta desse dedo
húmido, penetrante, a escorrer gotículas de saliva
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Junto ao meu ouvido
Quando falas, tocas-me, arrepias-me, amas-me. Amas o meu corpo cada vez que a tua boca se cola ao meu ouvido.
Fecho os olhos, toco-te com as pontas dos dedos, sinto a tua mão que aflora o meu pescoço e o meu ventre.
Não nos mexemos, a tua voz é tudo o que eu preciso.
foto: Bernd Mueller
domingo, 16 de janeiro de 2011
Early Sunday Hadith...
À frente do altar, estacou de forma abrupta, ecoando a voz pelas paredes numa gargalhada, rodando sobre si mesma. Segurei-a pela cintura com firmeza e puxei-a para mim, de costas. Pressionando-a contra o meu corpo, colando-o ao dela, percebi que os saltos lhe concediam aquele dedo de vantagem sobre mim; ainda assim, afastei-lhe o cabelo com um puxão, expondo o pescoço branco e sem marcas. Ela sorria, desde a jugular, perversamente. Se tivesse comigo uma capa negra, tê-la-ia cingido em treva dentro daquele espaço já envolto em penumbra; como um vampiro de caninos afilados, quis fechar o maxilar sobre a carne imaculada, mas mordi o ar num bater de dentes reverberante, quando rodou sobre o corpo e se libertou, provocando-me com o dedo que agitava à frente do meu nariz, «nãnãnã», à medida que recuava para o altar. Fiquei a observá-la enquanto se passeava em volta deste e sentia com os dedos o toque acetinado que recobria a pedra fria. Em torno dela, havia fruta, quilos de fruta espalhada; maçãs, morangos, cerejas, ameixas, uma aguarela de cores açucaradas que contrastavam com o negrume sepulcral e religioso que nos rodeava. Poderia ela ter lá estado antes? Estaria eu a caminhar para uma armadilha? Sentou-se, rodeada por velas, umas baixas, outras altas, todas se derretendo no torpor nocturno, e cruzou a perna num movimento lento e deliberado. Fechou o polegar e o indicador sobre um morango vermelho e intumescido, levou-o à boca, trincando-o, luxuriosa, deixando que o sumo escorresse pelo canto dos lábios e queixo, como uma torrente de sangue fresco. Os meus músculos ficavam rígidos só de ver a figura dela recortada no altar do templo. Levantou os olhos castanhos vivos, brilhantes do reflexo das pequenas chamas que dançavam com as sombras e pontilhavam o espaço, num fulgor de provocação, chamando-me para junto de si.
Saltei o degrau que me separava do altar, transpirando, efervescente, apesar do frio tumular, sentindo o calor que emanava do seu corpo, o sangue pulsar-lhe nas veias, sorvendo o ar impregnado do perfume dela, arquejante. Lançou as garras afiadas ao meu casaco e puxou-me, despindo-me num movimento brusco, cravando-me os dentes no peito. Com uma cereja inchada, de um vermelho negro, acariciando-a entre os dedos, passeou-a pela minha testa e nariz, até chegar à boca, não me permitindo que a mordesse, antes esmagando-a contra os meus lábios; besuntou-me o queixo, empurrou-me para longe e riu. Com uma passada que ecoou como um martelo que cai sobre pedra, devorei os passos que nos separavam; as suas pernas fecharam-se em torno da minha cintura com a força de tenazes, ora afrouxando o aperto, ora entesando as coxas, fazendo as minhas ancas irem e virem em movimentos pendulares. Subi as mãos famintas pelas ancas dela, apertando-as com as unhas, e arranquei-lhe o vestido pela cabeça, despenteando os cabelos longos numa explosão de negro. Ao mesmo tempo que, sôfrego, a libertava do aperto curvilíneo do vestido, ela rasgava-me a camisa pelos botões, implacável, cravando as unhas vermelhas no meu peito e descendo, com força. Sabia que ficava marcado facilmente e dava-lhe gozo deixar a sua marca como se para ela não passasse de uma peça de gado. Esmagou um cacho de uvas com a mão e esfregou-o no meu peito, lambendo-o, num riso deliciado. Olhava-me nos olhos com lábios cheios que se desenhavam num sorriso malicioso. Puxei-lhe o rosto apertando-lhe a mão no pescoço. Reagiu com um suspiro que se espalhou pelo espaço vazio, frio e morto; só os nossos corpos libertavam calor suficiente para aquecer o mundo à nossa volta, o vapor da nossa respiração quente entrelaçava-se e esbatia-se na atmosfera, à medida que os nossos lábios se beijavam, chupavam, mordiam e as mãos trocavam de corpo, numa exploração atrapalhada e ansiosa, como se não houvesse dedos suficientes para percorrer todos os espaços. Sem aviso, como uma gata assanhada, enterrou os dentes no meu lábio. Chupei o sangue e, despeitado, ansiando por aquele pescoço, puxei-lhe a cabeça para trás, colocando-a sob o meu jugo, e contemplei-o, enfim à minha mercê. Era branco, imaculado, e só o Cristo que nos observava sabia o prazer que teria em deixar-lhe a minha marca. Mordi-o com força, chupando a pele com os dentes e lábios. Queria arrancar um bocado de carne. Com as mãos fechadas na minha cabeça, empurrava-me para baixo; passando-lhe as unhas nas costas, lambia-lhe os seios e os mamilos em pequenos movimentos circulares, prendendo-os com os dentes, puxando-os com os lábios; as mãos dela na minha cabeça a encresparem-se de excitação revelavam-me que gostava e os puxões no meu cabelo eram como chicotadas que me acicatavam a continuar. Ela gemia cada vez mais alto e na minha cabeça só pensava em foder, ali, em cima do altar, com os anjos a fazer de público e os santos a servir de juízes. Nada mais me interessava, só ela, nua no altar, a esmagar-me com as pernas contra o corpo transpirado e agora pegajoso das ameixas negras que mordia e espalhava pelo peito dela com a língua e as mãos, arroxeando a pele branca.
Libertei-me do seu aperto e deitei-a. O cabelo negro espraiou-se pelo altar, caindo em cascatas espirais; segurei-lhe uma perna e mordisquei-lhe a coxa, descendo lentamente com os lábios, e foi então que, abrindo-lhe mais as pernas, libertando-a do freio, encostei a língua toda, sentindo uma descarga eléctrica atravessar-lhe o corpo, da ponta das unhas de sangue até à ponta dos fios do cabelo; saboreei-a com a língua, que se mexia em círculos, de cima para baixo, explorando-a de todas as formas possíveis. Senti-a cada vez mais quente e molhada; deixava-me louco a forma como se contorcia e fazia pressão na minha cara. Gemia alto, fazendo com que toda a igreja gemesse em uníssono, num eco que ressoaria nas paredes muito depois de irmos embora, servindo de consolo a viúvas solitárias e companhia a jovens virgens. Como se fosse minha dona, mandou-me parar e, autoritária, ordenou-me que me levantasse. Ergueu-se de um pulo, sobre os saltos, e empurrou-me para o altar; trepou para cima de mim. Os seus olhos felinos e quentes não escondiam o desejo que tinha de me foder, tão forte como o meu. Montou-me com segurança, com controlo total, queria deixar bem claro que era ela quem mandava ali, definindo a que ritmo deveria mexer as ancas e erguer o corpo para melhor me torturar. Cravei-lhe as unhas numa nádega e rodeei-lhe o pescoço com uma mão, entrecortando os suspiros e os gemidos, forçando-a a acelerar, e desci pelo peito, apertando-lhe os seios, puxando-a para mim para lhe morder os lábios, doces da mistura de saliva e sumo, enquanto a sentia subir e descer sem parar. As paredes da igreja transpiravam e a própria madeira do chão e dos bancos rangia, frenética, como se fosse um ser vivo em êxtase. Os santos benzeram-se e o Cristo virou a cara para o lado… espreitando pelo rabo do olho. Os nossos corpos nus, doces e lambuzados roçavam-se um no outro e as peles em ebulição devoravam-se ao toque, extasiadas; com ela tão perto, os cabelos explodindo na minha cara, lambia-lhe a orelha, explorando cada recanto com diligência, e chupava-lhe o pescoço até ficar roxo, ignorando os seus falsos queixumes. Todo o seu corpo pedia mais, mais, mais, o que só me atiçava para lhe dar tudo o que me pedisse, tudo, numa rendição incondicional. Quem passasse lá fora, fugiria para se esconder em casa, trancaria portas, correria o ferrolho das janelas, jurando por todos os santos que, naquela igreja, os espíritos se exorcizavam. Ela gemia, eu arfava, ela mordia, eu suspirava, num ritmo frenético. Voltou a erguer o corpo; forçava-o para baixo e eu sentia que não havia forma de estar mais dentro dela. Deixei escapar um gemido que se repercutiu com os dela pela atmosfera. Rindo com os olhos, divertida, como se tudo não passasse de uma brincadeira, alcançou uma maçã vermelha; com um sorriso sedutor de Eva no paraíso, trincou-a e beijou-me: senti as nossas línguas quentes e carnudas enlearem-se uma na outra em círculos desenfreados, à medida que a maçã se derretia na nossa saliva. Chupou-me a língua e saboreou a fruta, lambendo os lábios. Começou lentamente a descer pelo meu peito, pela minha barriga, que se contorcia e encolhia ao toque quente dos lábios e da língua. Sentia que me engolia, à medida que os seus lábios subiam e desciam com tanta força e sucção que parecia querer arrancá-lo com a boca. O movimento da cabeça, os lábios que comprimiam e afrouxavam o aperto, a língua que se debatia, tudo me deixava com os nervos à flor da pele; sentia que me faria vir neste momento só de me tocar com uma pena. Ela sabia-o bem e jogava com isso, a cabra! Segurei-lhe os cabelos e puxei-a para o meu lado, deitando-a de costas para mim. Passeei as mãos e as unhas pelas coxas dela, marcando-as com cinco arranhões vermelhos e borrando-as com uma massa pastosa de açúcar. Já não havia ali fruta ou formas, tudo era uma massa de carne e sumos doces; com os dois sobre o altar, transpirados e lambuzados, sob escrutínio divino, penetrei-a, pressionando o seu corpo contra o meu com as mãos que se cravavam nas ancas e no rabo. O corpo nu e quente exercia uma atracção irresistível. Apertei-a com mais força, enquanto me mexia por trás dela, mordendo-lhe as costas até sentir a pele clara contrair-se num arrepio. Roçava o corpo num frenesi, mexendo-se com envolvência serpenteante; rodou o pescoço, os seus lábios molhados e quentes procuravam, ávidos, os meus. Apertei-lhe um seio, apertei e puxei o mamilo com os dedos, mordeu-me os lábios, entre suspiros entrecortados. O seu orgasmo era iminente e eu cravava os dentes no meu próprio lábio, para aguentar, para adiar o que se tornava cada vez mais inevitável. A um ritmo cada vez mais rápido, com os corpos em modo automático, senti o seu orgasmo, quando, no limite do suportável, lhe puxei o cabelo e enterrei os dentes no pescoço, descontrolado pelo modo como me excitava ao foder com aquela intensidade. Cada vez mais depressa, mais forte, mais fundo, explodi dentro dela, com a pele a contrair-se e a distender-se, o cérebro a forçar as paredes do crânio, num fulgor tão intenso que nos ameaçava consumir. Parámos, ofegantes, com o altar a escorrer suor e açúcar, os santos a fazer o sinal da cruz e a Virgem com uma mão sobre a cara e a outra cobrindo os olhos do Menino. As velas consumiram-se e caímos na treva prateada do fio de lua que escorria do exterior.
domingo, 5 de setembro de 2010
diálogos (im)prováveis X

Texto por António Gil
sábado, 28 de agosto de 2010
Magda XII
No caminho de regresso a casa, Henrique vai traçando os planos para o fim de semana seguinte.
- Magda, no próximo sábado iremos receber a visita de um casal de amigos. Ele chama-se António e é o Senhor da rapariga que virá com ele. Peço que os recebas respeitosamente e que vistas algo adequado à tua condição de escrava.
- Será um grande prazer conhecer os seus amigos e farei tudo o que me ordenar meu Senhor – responde ela.
Na manhã do sábado, Henrique mandou que Magda limpasse com esmero a sala e a cozinha, colocando tudo ordenado, polindo os vários bibelots, os porta-retratos e alinhando os livros das estantes.
Quando o serviço foi concluído, ele ordenou que ela tomasse banho e se perfumasse com algumas gotas de sândalo.
Em seguida entregou-lhe uma longa saia de tule de seda branca, extremamente delgada e cortada numa lateral. A saia, do tipo usado pelas odaliscas orientais, era tão transparente que, em vez que esconder suas formas, as realçava ainda mais.
Retirou as algemas, enquanto os pulsos e os braços foram enfeitados com largas pulseiras de cobre. Quanto ao cinturão de couro foi substituído por uma longa e fina corrente de ouro que dava três voltas em torno da fina cintura da escrava. A coleira e as correntes nos pés, não foram removidas.
Faltavam poucos minutos para as cinco horas da tarde, quando o telemóvel de Henrique tocou. Era o António a avisar que estava em frente ao portão da propriedade. O dono da casa, accionou o controlo remoto do portão, e um Volvo azul escuro, conduzido por um homem de cerca de quarenta anos de idade, entrou no pátio defronte do edifício principal.
Junto com o convidado, desceu também a namorada dele, uma mulher que aparentava ter mais ou menos a mesma idade de Magda, alta, de olhos azuis e longos cabelos loiros. Ela vestia uma elegante capa escarlate, fechado à altura do pescoço, que escondia totalmente o corpo. Apenas a ponta dos pés, descalços, era visível e, pela curta extensão de seus passos, era fácil intuir que eles estavam acorrentados.
Os dois, entraram no hall de entrada da casa, onde Henrique e Magda os aguardavam. Os cumprimentos foram calorosos entre os dois homens, enquanto a jovem loira apenas acenou com a cabeça murmurando "Boa tarde" em tom tão baixo que ninguém a ouviu.
Magda aproximou-se da desconhecida, e deu dois beijos no rosto dela que, como única resposta, baixou a cabeça e permaneceu silenciosa em pé ao lado do seu dono.
Magda intuiu imediatamente que a rapariga não estava a sentir-se à vontade naquela situação. Observando com mais atenção o manto que ela vestia, reparou que as duas pontas, embora bem encostadas, não se fechavam totalmente deixando assim entrever, por baixo, a pele nua da mulher. Reparou também a presença de um cinturão de couro e, enquanto se esforçava para olhar melhor, a sua atenção foi desviada pelas palavras de Henrique
- Este é o António, um dos meus melhores amigos e como tu podes constatar, também é um mestre dominador.
- Muito prazer, Senhor António - respondeu Magda com um sorriso.
- O prazer é todo meu. Esta bela jovem aqui ao meu lado chama-se Elisabete e é minha escrava há poucas semanas.
- Sorte de o Senhor ter uma escrava tão nova, bonita e ob…
- Obediente? -interrompeu António- Se é isso que você está a pensar, está redondamente enganada, pois ela é uma das submissas mais atrevidas e desobedientes que já encontrei na minha vida.
- A sério, Sr. António? -perguntou de novamente Magda - Ela tem um rosto tão sereno que...
- Não se deixe enganar pelas aparências -interrompeu novamente o visitante - ela tem um temperamento que pouco condiz com uma submissa. E estamos justamente aqui, na vossa casa, para que o seu dono, o meu amigo Henrique, ponha em prática a sua experiência de mestre para dar a justa punição à Elisabete.
- Mas por que deve ser o meu dono e não o Senhor a fazer isso? – arriscou Magda.
Mas, antes que ele pudesse satisfazer a curiosidade da mulher, Henrique já estava a tirar o manto da rapariga que ficou totalmente nua, exposta à vista de todos. As mãos estavam bem atadas atrás das costas e fixadas ao cinturão de couro que, pela circunstância, foi apertado o mais possível.
A pele da Elisabete era branca e fininha, os peitos fartos, e cada mamilo enfeitado por uma argola de ouro. Suas nádegas eram tão bonitas quanto as de Magda e as suas pernas, mais compridas que as da anfitriã, terminavam com dois belos pés, não muito pequenos, mas realmente graciosos.
O Sr. M., acenou para ela e disse:
- Vamos!
Os dois foram, lentamente, em direcção de uma repartição da casa onde havia o quarto em que Magda era conduzida todas as vezes que era castigada.
Enquanto Magda ficou sozinha na companhia de António, respondendo às perguntas dele, fazendo perguntas ou oferecendo bebidas, o Henrique tratava de punir rigorosamente a jovem rebelde, mas nem um grito abafado foi ouvido na sala, devido à parte interna da casa ter portas e paredes insonorizadas.
Naturalmente Magda não se importava se o seu dono castigava uma outra escrava, mas temia que ele, como qualquer dominador, estivesse a exercer o seu direito de interagir sexualmente com a rapariga.
Essa suspeita tornava-se mais forte e concreta com o passar do tempo. Ela sabia, por experiência, que uma sessão punitiva podia durar, no máximo, uma hora e meia, e já fazia mais de duas horas que eles não apareciam. A sua inquietação crescia à medida que o tempo passava. Essa sua apreensão contrastava, surpreendentemente, com a calma de António que demonstrava ser um conversador competente e discreto.
Ele, novamente instigado por Magda, afirmou que a punição de Elisabete cabia ao Henrique por dois motivos. Antes de tudo a rapariga fora-lhe apresentada por ele que, naquela oportunidade, responsabilizou-se perante o amigo garantindo tratar-se de uma escrava meiga e obediente. Em segundo lugar, ele estava completamente apaixonado por ela e, por se tratar de um castigo bem duro, preferia que fosse dado por outra pessoa de confiança.
Magda ficou cismada. Se o Henrique já conhecia a Elisabete, pensou, era evidente que ele já a tinha possuído e, portanto, com muita probabilidade agora estaria a desfrutar dos prazeres que uma mulher bonita podia oferecer a um Senhor temporariamente dono de seu corpo.
Uma profunda tristeza, misturada a um rancor crescente começou a corroer a mente da mulher que estava a sentir-se traída dentro do seu território, nos seus próprios aposentos.
Enfim após um tempo que pareceu interminável, os dois emergiram do interior da habitação.
A pele das coxas e das nádegas de Elisabete estava totalmente cheia de marcas violáceas, enquanto outras marcas roxas, deixadas por cordas bem apertadas, eram visíveis nos braços, nas pernas, nos tornozelos e nos pés.
O Henrique deu um beijo no rosto da escrava que, sentando-se ao lado de António, encostou a cabeça no ombro dele e, enquanto não parava de beijá-lo, murmurava em continuamente.
- Perdão meu Senhor, admito que o erro foi só meu e agradeço ao Senhor Henrique por me ter ensinado o imenso valor da submissão total e incondicional.
- Bem, -comentou Henrique - como parece que tudo foi resolvido, que tal experimentar aquele deliciosos robalos grelhados que nos esperam e abrir aquelas garrafas de vinho verde bem gelado?
- Resolvido uma ova! - pensou Magda, enquanto uma raiva surda tomava conta do seu sistema nervoso.
Os dois visitantes e o anfitrião acomodaram-se em torno de uma mesa quadrada. Elisabete teve algumas dificuldades para se sentar, devido ao forte ardor que sentia nas nádegas. Enquanto isso, Magda foi para cozinha para trazer o peixe que tinha sido preparado pela Rosa, a discreta empregada da casa, e um balde de gelo contendo uma primeira garrafa de vinho verde.
O jantar estava delicioso e todos comeram e beberam com satisfação. Apenas Magda beliscava no prato sem apetite mas, em compensação tomou mais vinho que todas as outras pessoas.
Para terminar foi servido um pudim abade de priscos e aberta uma garrafa de brandy.
Ao passo que os homens tomavam café, Elisabete e Magda ficaram encarregues de levar os pratos sujos de volta para a cozinha onde seriam colocados na máquina de lavar louça.
Subitamente Magda, que já tinha ingerido álcool em excesso, arremessou com força uma pesada bandeja de prata contra a máquina cujo selector de programas ficou completamente danificado.
Os homens chegaram imediatamente e encontraram Magda sentada no chão, que choramingava e escondia o rosto entre as mãos.
Henrique, em tom imperioso, perguntou o que tinha acontecido, mas Magda continuava a chorar sem responder. Foi Elisabete que contou tudo o que tinha visto.
Ele ordenou que Magda se levantasse e, olhando bem sério nos olhos dela, perguntou qual a razão de um comportamento tão inusitado.
- O Senhor traiu-me com a Elisabete! - respondeu ela quase histérica.
Henrique ficou vermelho de fúria perante a insolência da sua escrava. E, enquanto meditava qual devia ser o castigo oportuno, o António decidiu intervir.
- Querida amiga, o Henrique é a pessoa mais correcta e leal que já conheci. Ele nunca faria sexo com a sua afilhada...
- Afilhada? - murmurou Magda quase sem voz…
- Sim querida -interveio Elisabete- ele nunca te contou que logo após meu pai, que era director comercial de uma empresa do Henrique, ter falecido, assumiu o compromisso de pagar os meus estudos, e que além disso ele sustentou a casa da minha mãe durante alguns anos?
- Juro que eu nada sabia sobre isso. Mas então porque é que vocês demoraram tanto dentro do quarto?
- O Henrique castigou-me como eu merecia -narrou a jovem- mas depois passou um bom tempo comigo a tentar explicar-me como é que eu devia comportar-me com o António, ensinando-me o valor da lealdade e da confiança que sempre devemos às pessoas que nos amam. Por isso é que demoramos tanto tempo...
Ao ouvir estas palavras Magda ficou mais vermelha que um tomate e arrependeu-se de ter julgado e condenado moralmente o seu parceiro sem nem ter antes conversado com ele.
- Meu Senhor, peço perdão com humildade e, ao mesmo tempo, peço-lhe um castigo que me sirva de lição para o resto da vida, disse ela, cabisbaixa.
- Muito bem! Como tu estragaste a máquina, irás substituí-la, agora mesmo!
- Sim Senhor, vou lavar esta louça toda - murmurou Magda.
- Não falei em lavar prato algum, minha querida. Disse que irás substituir a máquina de lavar. Trata-se de algo totalmente diferente.
Realmente Magda não estava a entender a diferença semântica entre as duas orações, mas era evidente que Henrique já tinha decidido que ia ser daquela forma.
Com efeito, ele mandou que a jovem ficasse totalmente nua, a não ser por um simbólico e minúsculo avental cor de rosa que mal cobria o púbis. Tirou os adornos e recolocou o cinto de couro com uma corda entre os lábios vaginais. Atou as mãos com algemas compridas, segurou a argola dianteira do cinturão a outra argola no lava louças e pediu que Elisabete pusesse toda a louça suja à esquerda da Magda.
Dos dois tanques em frente à escrava, um foi preenchido com água quente e detergente, o outro ficou vazio, mas com a água a correr da torneira aberta.
Magda devia simplesmente pegar a louça que se encontrava à sua esquerda, mergulhá-la na água morna e passar uma esponja, enxaguá-la debaixo da torneira e, enfim, apoiá-la em cima de um escorredor de pratos.
O Henrique alertou-a que, caso uma só peça ficasse suja, ela teria que lavar novamente toda as louça e, em caso de danos materiais, ia receber dez chibatadas por cada peça danificada.
- Este serviço é muito fácil e rápido - raciocinou mentalmente Magda.
Mas, enquanto pensava nisso, Henrique colocou na cabeça dela o capuz de couro que a deixou completamente cega e, ao apertar a fivela do capuz em torno do pescoço de Magda, explicou:
- As máquinas de lavar louça não conseguem ver os pratos!
Agora ia ser realmente mais difícil e complicado executar a tarefa.
- Paciência - pensou novamente Magda - irei demorar mais tempo, mas a noite ainda está no início.
Agora que ela não podia ouvir mais nada, o anfitrião dirigiu-se a seus hóspedes com estas palavras:
- Eu disse que a Magda ia substituir a máquina, não que ia simplesmente lavar os pratos.
Os dois não entenderam muito bem o significado das palavras, mas ficaram curiosos para saber exactamente o que o Henrique queria dizer com suas enigmáticas palavras.
Ele entrou para a dispensa e voltou com um estranho objecto composto, fundamentalmente, por uma base quadrada de madeira, dividida em dois compartimentos bem separados, constituídos por duas placas de cobre. Levantou o pé direito de Magda e apoiou-o no compartimento da direita, passando um cinto de couro sobre o pé para garantir um bom contacto com o fundo de metal. Fez o mesmo com o pé esquerdo. Depois, com uma pequena corrente de ferro amarrou os tornozelos, mais em baixo que os grilhões, fixando a extremidade da corrente a uma segunda argola na parte baixa do lava louças. Agora Magda estava duplamente presa ao móvel da cozinha.
De uma gaveta extraiu um pequeno transformador, daqueles normalmente usados nas sessões de fisioterapia e ligou-o às duas chapas de cobre. Ligou um fio à tomada, regulou oportunamente a voltagem e anunciou:
- A máquina de lavar louça está oficialmente pronta para funcionar.
E, assim dizendo, apertou um interruptor e uma fraca corrente eléctrica alternada começou a fluir nos pés de Magda.
A jovem, que já tinha começado muito vagarosamente a lavar os pratos, acelerou rapidamente o que estava a fazer. Embora a corrente não fosse dolorosa, causava uma sensação desagradável.
Dentro de vinte minutos toda a louça estava no lado direito da pia, apoiada no escorredor de pratos.
Henrique desligou a electricidade e foi verificar o resultado. Não todas as peças estavam perfeitamente limpas e um pires, que tinha escorregado das mãos ensaboadas de Magda estava danificado.
Conforme o prometido, com a ajuda da Elisabete, todas as peças, mesmo que limpas, foram repostos no lado esquerdo do lava louças.
- Acho que usei um programa de lavagem muito fraco -comentou Henrique- enquanto aumentava a voltagem e ligava novamente o transformador.
Desta vez a corrente era mais intensa e a jovem apressava-se o mais possível para terminar o trabalho. Por outro lado, não podia deixar nada sujo, pois o seu dono iria reiniciar toda a operação aumentando ainda mais a corrente eléctrica nos seus pés. Uma situação realmente complicada de gerir.
Foram mais vinte minutos de sofrimento, mas enfim até o último talher foi perfeitamente limpo e posto no escorredor. Infelizmente mais dois copos ficaram danificados.
O anfitrião estendeu o chicote na direcção do António, pedindo a gentileza de ele aplicar trinta golpes na Magda, distribuídos entre as coxas e as nádegas. O amigo aceitou com prazer, satisfeito de poder retribuir o favor há pouco recebido.
- Apesar da louça partida- ironizou Henrique- foi tudo lavado com uma notável poupança de energia.
- Pois é, meu amigo, a Magda demonstrou ser um electrodoméstico bastante ecológico- gracejou o António - que, após ter novamente agradecido e cumprimentado o Henrique, retirou-se da casa, entrou no carro com a Elisabete e desapareceu rapidamente na estrada escura da serra.
Henrique voltou de imediato para a cozinha onde Magda ainda estava encapuçada e acorrentada ao lava louças. Acariciou as suas pernas e as costas, beijou-lhe as nádegas e os lábios vaginais que, devido à posição da jovem, dobrada para frente, se ofereciam ainda mais e, quando ela ficou bem molhada, afastou a corda que estava enfiada na sua vagina e penetrou-a com ardor. Apesar do capuz, os gritos de Magda foram tão altos que uns gatos, que estavam do lado de fora da cozinha à espera dos restos do peixe, fugiram apavorados entre as plantas do jardim do casarão.
imagem: Getty Images
sábado, 17 de julho de 2010
Magda XI
foto da praia por Imperator
foto melão gettyimages
foto Raspberry Grape por bon idee
Finalmente toda a pele de Magda tinha absorvido os óleos essenciais do protector e brilhava como bronze exposto aos raios solares.
Para não saciar logo a sede da dela e terminar antes do tempo esse jogo delicioso, Henrique passou a oferecer bagos de uva, dos mais doces e suculentos. Obviamente, devido o tamanho reduzido dessa fruta, Magda tinha que aproximar mais ainda sua boca à do seu Senhor o qual, para dificultar a acção, segurava os bagos com os dentes e como resultado que os lábios dos amantes ficavam colados por um tempo maior.



