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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Swingin' (in the rain): os enxutos # 5

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O verão estava quase no final quando recebemos um convite dos Enxutos. Não conseguimos combinar nada mais cedo porque tivemos férias desencontradas e os calendários deles são mesmo complicados, pelo que o máximo que conseguimos foi passar por perto da casa deles e dar-lhes um olá rapidinho no café. Desta vez, convidaram-nos para um jantar caseiro e uma ida a um motel, que nós aceitámos com todo o prazer. O jantar foi um belo caril de camarão e a Yin levou uvas para sobremesa.


Chegada a hora, fomos para o motel. Gostámos bastante do espaço, recente, bem cuidado, muito clean. A Yin começou a brincar com a iluminação, tinha todo o espectro do arco-íris. A cama era enorme, e se bem que o quarto estivesse pensado para duas pessoas, coubemos os quatro sem problemas na cama. Levámos uma vela/óleo de massagens com aroma de maracujá - a fruta da paixão - e usámos e abusámos dele nos corpos uns dos outros. A Yin levou os seus sapatos de imitação de Louboutin, mas mais uma vez, não esteve muito tempo com eles calçados. A Enxuta tinha ganho uns quilitos que se notavam nas ancas, mas continuava apetitosa. Agora era a Yin a cabra que não tinha celulite.O Yang fez uso dos seus dedos para satisfazer a Enxuta enquanto a Yin tentava colocar um preservativo no Enxuto. Não foi fácil, ele não costuma usar com o seu par, mas com a ajuda dela, lá conseguiram. A Yin cavalgou-o algum tempo e depois ele canzanou-a. Voltaram à posição inicial e o Yang penetrou-a também no outro orifício mais próximo disponível e ficaram assim, a sentir-se um bom bocado, com a Enxuta a estimular os mamilos do seu Enxuto. Foi a dupla penetração mais satisfatória que a Yin teve, os homens vieram-se ambos praticamente ao mesmo tempo, numa sincronização perfeita. Depois fomos todos tomar banho e fazer umas fotos no duche espaçoso, de vidro com vista para a cama. Foram quatro horas muito proveitosas e bem passadas!


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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Swingin' (in the rain): deutsches Paar #2 photo shoot

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Decidimos mais uma vez ir para o clube durante a tarde para aproveitar aquela delícia de piscina com vista privilegiada para a serra, onde se pode mergulhar sem roupa. Apenas meia dúzia de casais tiveram a mesma ideia e estava muito agradável, pelo menos até o sol começar a dar lugar àquela sombra de final de verão.

Fomos para dentro tomar banho e fazer a sessão fotográfica que tínhamos planeado. A Yin tinha comprado roupa nova e uns sapatos super altos, falsos Louboutin. Ela nem sabia andar em cima daquilo, parecia uma avestruz bêbada, mas aqueles sapatos não foram feitos para andar confortavelmente. Alongam as pernas, definem os músculos, empinam o rabo de uma forma altamente provocadora, entesoante. Ela estava a sentir-se bastante confiante no seu corpo e isso transpareceu nas fotos. Experimentou várias peças de lingerie, cada uma mais sensual que a outra, e cada roçar da roupa acendia-lhe o desejo. Sentia-se poderosa e muito puta, não por necessidade, mas por pura vontade. Com a arrogância de quem tem consciência do seu poder e a sabedoria para o usar com dignidade e responsabilidade.
Aquela sessão deu-nos imenso tesão e pudemos satisfazer a nossa urgente vontade antes do jantar, dando continuação à tradição de foder com as instalações limpinhas. Não havia luz regulável no quarto, pelo que só depois de vistas as fotos nos apercebemos que o espaço tinha uma cor diferente do que imaginámos. O Yang fez um belíssimo trabalho com a luz disponível. Começámos a sentir-nos em casa ali.

Terminada a sessão de fotos e de sexo, saímos do quarto para jantar no clube. Haviam poucos casais para jantar e esses poucos estavam dispersos. O Yang comentou isso com o staff, a disposição das mesas também não ajudava. Mais tarde o Dono do Clube perguntou-nos se gostaríamos de conhecer um casal holandês. Nós nunca dizemos que não, é para isso que lá vamos. O casal era bastante mais velho e com ideias BDSM, falámos um pouco sobre o assunto e sobre viagens e culturas, foi agradável, apesar de não termos muito em comum. Pouco depois fomos embora, eles ainda por lá ficaram.

Ainda nos encontrámos mais uma vez com o deutsches Paar em jeito de despedida, como mais outro casal alemão que era para ter ido ao clube connosco, mais a filha. Foi um encontro casual, num centro comercial e apesar de terem voltado no verão seguinte, não voltaram a contactar-nos.

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terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Swingin' (in the rain): deutsches Paar #1

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O Yang meteu conversa com um casal português emigrado na Alemanha que lhe pareceu interessante e que é natural de uma localidade vizinha. Como viriam cá no Verão, combinámos encontrarmo-nos num parque da cidade. Gostámos da atitude deles, ela era muito bonita e ele bastante simpático e com bom ar. Eles tinham fotos muito boas no site, tiradas por ele, que fez formação em fotografia e faz trabalhos profissionais. Falaram-nos sobre a realidade dos clubes alemães, de como as pessoas lá são diferentes, mais interativas e desinibidas. Eles têm uma postura diferente da nossa, mas ainda assim, e apesar de ser domingo, a Yin ficou com vontade de estar com eles e não se teria importado de ter ficado acordada toda a noite e ir trabalhar no dia seguinte. Isto não chegou a acontecer, pois se bem que ele não parecia importar-se, ela não aceitou o convite de vir até nossa casa.
Ainda assim, encontrámo-nos mais um par de vezes, a primeira num local público e a segunda era para ser num clube.

No dia da referida festa, eles ligaram a dizer que ela tinha ficado com uma alergia e que não iriam. A Yin ficou cheia de pena e a pensar se seria verdade ou desculpa. A verdade é que ficámos a pensar que ela não foi muito à bola connosco. Mesmo assim, decidimos ir e não nos arrependemos.

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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Swingin' (in the rain): o single

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Estávamos de férias quando recebemos uma mensagem de um single que estava próximo de nós com uma foto de perfil onde se via um corpo sarado e um membro abonado. O Yang não ligou, mas a Yin ficou curiosa e depois de falar com o Yang, decidiu enviar mensagem com contactos. Ficou o dia todo em pulgas, a olhar para o telemóvel, coisa que não é nada típico dela, que se esquece muitas vezes que o aparelho existe, não ligando às chamadas não atendidas. Começou a fazer filmes, a olhar para os homens na praia de nudistas que frequentamos, a ver se poderia ser algum deles. E reconheceu o homem que lhe andou a povoar os sonhos há alguns anos, já antes aqui mencionado. E desejou que fosse ele. Mas nenhuma mensagem ou chamada surgiu. E pensou que poderia ser alguém que nos reconheceu mas que não achou que valesse a pena conhecer-nos. Também não poderia ser o outro homem porque a ser verdade a foto que tinha no perfil, a marca de calções não condizia com o bronze integral do outro. A não ser verdade a foto, se fosse aquele, não tinha motivos para não colocar uma foto dele, pois não tinha nada que se envergonhar do pénis que tem. Passou uma semana e nada. Aquilo fez alguma confusão à Yin, pelo que resolveu perguntar por que motivo ele tinha mudado de ideias. Ele pediu desculpas, teve um convite à última hora para ir para outro sítio e não viu a mensagem que lhe enviámos. A Yin fez-lhe um risco em cima, ninguém gosta de ser trocado. Ainda assim, agradeceu-lhe a sinceridade, umas duas semanas depois.
Passado bastante tempo, recebe no telemóvel uma mensagem via Telegram e não faz ideia de quem seja, mas não se descose, a tentar perceber quem é, até se tornar óbvio que não faz a mínima ideia e admite-o. Encetam um diálogo lento, a Yin tentou abordar alguns temas que lhe interessam, ele parece ser viajado e com alguma formação, mas as conversas não desenvolvem muito e acabam por terminar.


No ano seguinte, o homem dos sonhos estava muito bem acompanhado na praia. Estava com um ar mais velho, notava-se alguns cabelos brancos a despontar, mas para a Yin, continuava bastante apetecível.

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sábado, 4 de novembro de 2017

Swingin' (in the rain): Festa Havaiana 2x2

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O Verão estava ao rubro, um calor imenso que pedia água e corpos despidos, por isso resolvemos fazer-nos ao caminho e visitar o antro da moda, estrear a piscina e ficar para a noite. Apanhámos bastante calor pelo caminho no nosso bólide sem ar condicionado, mas valeu a pena a viagem, quando lá chegámos, a meio da tarde, atirámo-nos para a piscina sem pudores nem roupa. A piscina que a Yin conheceu no inverno e estava desejosa de chegar ao verão para a experimentar.O ambiente estava porreiro, meia dúzia de casais, bebidas à discrição, churrasquinho, uma delícia. A Yin estava bastante confiante com o seu corpo, feliz da vida a comer amoras oferecidas pelas silvas que rodeavam a vedação. Aproveitámos o mais que pudemos o sol e a água até irmos para dentro tomar banho e vestirmo-nos para o jantar. Encontrámos pelo caminho um casal conhecido, os amantes dos  Devassos e acabámos por jantar por lá com eles num ambiente muito agradável.
Era festa havaiana, por isso o Yang levou uns calções com padrão de hibiscos e a Yin uma micro-saia estampada de franjinhas e bikini, complementados por aqueles colares de flores que nos ofereceram por lá.
A memória escreve-se por linhas tortuosas e nem sempre conseguimos fazer jus aos acontecimentos. Nunca escrevemos aqui sobre um casal que conhecemos no nosso antigo clube preferido, uma vez que lá fomos com os Envergonhados. A bem dizer, nessa noite apenas a Yin conheceu o membro feminino desse casal, e tudo por causa das unhas. Ela estava a conversar com a Envergonhada na fila para pagamento sobre roer unhas e a Senhora que estava atrás meteu-se com elas, porque também ela roía as unhas. Muito simpática esta Senhora, a Yin ficou impressionada com os olhos dela, com a intensidade deles. E ficaram um pouco a discutir tentativas e métodos, e a desejar que da próxima vez que se vissem, conseguissem controlar o vício. Ela disse que o casal a que pertencia se chamava 2x2 e que ambos tinham a mesma tatuagem. Ao mesmo tempo que diz isto, levanta o vestido e mostra (supostamente) a tatuagem, mas foi tudo muito rápido e a Yin não conseguiu ver nada, pois ficou vidrada no papinho moreno e totalmente depilado, sinal de que costuma apanhar bastante sol.
A partir daí, fomos mantendo algum contacto com o membro masculino do casal (por sinal bastante simpático) através de um site swinger, mas nunca mais nos voltámos a encontrar pessoalmente. Viemos a confirmar que também são fãs de nudismo e têm casa na praia.
A Yin reconheceu aqueles olhos intensos na mesa do jantar e foi meter-se com eles. A dona dos olhos intensos demorou algum tempo a lembrar-se dela, mas quando a Yin lhe falou das unhas riu-se e disse que tinha conseguido acabar com o vício de vez, ao contrário da Yin, que na altura em que a conheceu conseguiu andar uns tempos bem, mas depois recaiu no vício.

Mais tarde, a Yin confessou-lhe que não chegou a conseguir ver-lhe a tatuagem e o motivo de não ter conseguido. Ela riu e em plena pista de dança, quando nos íamos a despedir, levantou o seu vestido rendado sem forro, devagarinho, para que a Yin pudesse finalmente apreciar a sua tatuagem… e novamente o seu papinho lisinho e moreno.

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segunda-feira, 23 de outubro de 2017

swingin'(in the rain): os enxutos #4

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Esperaram meses que a Yin se decidisse, pior que uma virgenzinha. Não era por eles que estava a preparar-se, era por ela. E quando mete uma coisa na cabeça, é difícil demovê-la. E realmente empenhou-se, treinava todos os dias, cuidou da alimentação. Em alguns meses, perdeu peso e sentia-se leve, não apenas fisicamente, mas também mentalmente. Perdeu gordura, ganhou massa muscular e uma certa leveza e clareza de pensamentos.


Finalmente no início do verão decidimos combinar um jantar cá em casa. O tempo estava ótimo, pelo que decidimos comer no espaço exterior. O Yang fez um arrozinho de marisco que estava uma delícia, bem regado por uma sangria tutti-frutti que nos deixou bem alegres.
E neste clima de verão quente, com a Enxuta bem-dispostíssima, na sua mini-saia sexy, fomos até à sala desmoer o jantar.
o nos lembramos de muitos pormenores, até porque já passou algum tempo e estávamos todos com algum grau de alcoolémia, mas a Yin lembra-se bem de ter andado a brincar com o ânus do Enxuto, que a deixou penetrá-la de strap on, o que lhe deu bastante gozo.

Uma lesão no joelho da Enxuta, mazela desportiva, limitou um pouco o posicionamento do Yang, que ainda assim se divertiu bastante com ela.
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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Swingin' (in the rain): os enxutos #3

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Passaram alguns meses e fomos estando com os enxutos em diversas ocasiões. Numa delas, conheceram a Duquesa, ou melhor, o Enxuto reconheceu-a: tinham sido namorados há trinta e tal anos! Assim se prova que o mundo é uma ervilha… Fizemos caminhadas, geocaching, almoçámos com amigos, fomos a clubes… eles sempre na boa, com imensa paciência à espera que a Yin descongelasse. Fomos ao clube diabólico com eles uma sexta-feira, dessa vez tínhamos o espaço quase todo para nós, fomos os quatro para um quarto e o Yang fez algumas fotos, apesar do quarto ser minúsculo, conseguiu alguns ângulos interessantes. Tentaram puxar pela Yin, fazer com que ela participasse, mas ela não estava para aí virada, ficou apenas a assistir e comentou com a Enxuta: “Não tens celulite, cabra”, ao que ela se riu.

Outra vez encontrámo-nos com o Tal Casal num bar “normal” da cidade dos Enxutos e ficámos por lá até à hora de fecho. Ficámos com a ideia de que os outros dois casais não simpatizaram muito uns com os outros. Mas o bar tinha uns chás mesmo bons!

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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Swingin' (in the rain) os enxutos #2

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Encontrámos um casal charmoso e simpático, com mais de uma década que nós, com melhor aspeto que nós e uma atitude condizente, boa onda. São pessoas que fazem desporto e que se cuidam. O Yang cumpriu a sua promessa, e apesar de a esplanada ser aquecida e haver música ao vivo que nos impedia de falar normalmente, ficámos ali até à hora de fecho e não os convidámos para ir a casa. Despedimo-nos com ideias de nos voltarmos a encontrar.
Apesar de serem pessoas bastante ocupadas com compromissos familiares complexos, conseguimos combinar um sábado para passear à beira-mar. Desta vez o Yang, um pouco à revelia da Yin, fez-lhes o convite para dormirem em nossa casa. Ela de início ficou danada, com a paranóia da casa ter de ser limpa e arrumada, e não estava nada inclinada para aventuras sexuais. O casal já tinha percebido as hesitações da Yin e enviou uma mensagem muito sincera a perguntar se ela queria que eles ficassem, não tinha de acontecer nada de sexual se não fosse a vontade de todos. Ela meditou sobre o assunto enquanto esfregava a casa de banho. Chegou à conclusão que gostava da companhia deles e não fazia sentido recusar-se, por isso também foi sincera quando lhes respondeu falando da sua falta de vontade sexual. Eles disseram que não tinham problemas com isso.
Acabámos assim por passar um fim-de-semana bastante agradável, eles dormiram em nossa casa e não houve sexo. A Yin sentiu-se um bocado desmancha-prazeres, já que por vontade dos outros três, teria havido. Não que ela se opusesse a que eles se envolvessem, mas eles não o queriam fazer sem ela. Trocaram apenas ideias, carícias, massagens, beijos e abraços.
A partir daí, a Yin decidiu pôr-se em forma para os receber, apesar de eles dizerem que ela estava bem como estava, queria fazer aquilo por si própria.

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domingo, 17 de setembro de 2017

Teoria...

"[O swing] é o caminho mais à mão para se tentar uma reinclusão rapidinha na tal cena primária (papai traçando mamãe). O sujeito leva a patroa pro swing porque deseja inconscientemente reproduzir as relações afetivo-sexuais da qual foi excluído pelo pai, pleiteando, dessa vez com êxito, sua inclusão tardia. Nem precisa explicar que, nesse esquema, a patroa vira a mãe no inconsciente traquinas do swingueiro. Agora ele poderá ver sua mãelher sendo desfrutada com alegre despudor por outro homem sem tomar um chega pra lá do desfrutador. Se calhar, até entra na dança também, já que há sempre algum orifício sobrando nessas situações. Sem falar na chance de faturar na boa a mulher do próximo, sendo que o próximo pode ser justamente o sujeito que está sendo agraciado naquele mesmo instante por um boquete da parte da sua, com todo respeito, excelentíssima senhora. Num clube de swing não há terceiros excluídos. Trata-se de uma rebelião contra a lei excludente do pai e a favor do incesto praticado com a mãe. E você ainda pode tomar cerveja e uísque à vonts durante a cerimônia de inclusão."

Reinaldo Moraes, artigo completo aqui.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Swingin' (in the rain) outros carnavais e um clube diabólico

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O Carnaval costuma ser uma época animada nos clubes de swing, as máscaras costumam ajudar as pessoas a soltar-se. Houve um ano em que fomos ao nosso clube favorito quando já não era no sítio original, a Yin mascarou-se de cupido, com asinhas brancas, uma boina vermelha de crochet trés française, um poncho também de crochet muito esburacado branco que deixava ver um soutiã vermelho. Improvisou um pequeno arco e flecha e andava a flechar o pessoal aleatoriamente. O Yang não se quis mascarar nesse ano.


Houve outro carnaval em que o Yang se mascarou com o corpete da Duquesa e deixou a Yin colocar-lhe unhas postiças e pintá-las, o que lhe deu imenso gozo. Comprou uma mini-saia elástica, vestiu umas meias de liga que esburacou logo que lhes pôs os dedos manicurados em cima. Completou o look com uma cabeleira loira encaracolada e maquilhagem carregada que não disfarçava a barba a despontar. Ficou com um ar de puta reles transgender que dava tesão e divertia a Yin -  estava uma verdadeira matrafona!
A Yin vestiu um negligé oferecido pela Duquesa, nos mesmos tons preto e vermelho do corpete do Yang com tanga e máscara a condizer. Após um animado jantar na casa da Duquesa, lá fomos com o Tal Casal conhecer um novo clube.
O Tal estava todo cafeinado e quando bebe café, tudo pode acontecer. Depois de muita indecisão em relação ao traje, acabou por se decidir por uma cabeleira punk cor-de-laranja que fazia vagamente lembrar o Rod Stewart. A Tal estava muito elegante no seu corpete, que lhe acentuava a cintura fina e decote generoso, ligeiramente burlesca com um toque de loucos anos 20.
O espaço era do tipo “Tal Clube”, um armazém num local insuspeito mas muito acessível, cremos já ter ido àquela rua visitar uma loja de móveis, mesmo ao lado. No interior, um hall acolhedor dava-nos as boas-vindas. Estava frio lá fora, mas lá dentro tirámos os casacos e assumimos as nossas novas identidades.


Já conhecíamos os donos deste sítio, tinham sido sócios dos Donos do Pedaço. Apresentaram-nos o local, não era muito grande, tinha uma pequena pista, um balcão com varão onde dava para dançar, uma zona de quartos e um labirinto que começava após os quartos e dava a volta para a pista.


O espaço estava bem composto, com bastante fumo, a música era uma treta, por isso ficámos no sítio do bar a conversar. Depois o Tal foi dançar para a pista e deu um espetáculo que nos deixou bastante bem humorados. Fomos até um quarto, tirámos umas fotos e demos a trancada inaugural deste clube a carnavalar.

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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Swingin' (in the rain) a artista e o cientista #5

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Ambos responderam positivamente, ele apenas após a Yin ter perguntado se tinha lido o texto. Mas a verdade é que nunca chegaram a embarcar na viagem. Nós fomos mantendo contato, convidando para várias coisas, desde idas a clubes, caminhadas, jantares, saltos de pára-quedas… todos os convites foram recusados, sempre muito ocupados nos mais variados projetos que nunca nos incluíam. A Yin começou a ter um dejá vu de uma situação com outro casal (ainda antes chamarmos a isto de swing) em que não teve paciência para compreender a falta de disponibilidade da outra parte e desatinou. Desta vez não queria fazer isso e manteve-se quieta.

Passados uns meses, a Artista aborda-nos a perguntar se queríamos ir ao aniversário do Tal Clube que ia fechar para obras e que o Dono do Pedaço disse que nunca voltaria a abrir. Se até então o Yang se tinha mantido na dele, tentando pôr água na fervura sempre que a Yin se exaltava, desta vez achou muito má onda o convite dela, pois só poderiam entrar com outro casal que conhecesse o local e pareciam querer usar-nos para esse efeito. Acabou por lhes responder muito sincera e educadamente que não tínhamos interesse em ir a esse clube nesse dia, pois que estávamos a pensar em ir a outro e seriam muito bem-vindos se quisessem vir connosco. A Yin nem sequer se dignou a pronunciar-se. E é claro que eles não quiseram vir connosco.

A Yin andou a remoer esta história durante um ano, a tentar compreender o que os tinha levado a agir daquela forma, sempre achando que devíamos ter um defeito qualquer. Por que é que alguém diz que gostou, que quer repetir e depois não diz nada durante meses? Ficou mesmo a bater mal uns tempos, tentou esquecer o que se tinha passado e seguir em frente mas não conseguiu. Tinha aquela dúvida a martelar-lhe na mente. Chegámos a encontrar-nos acidentalmente, afinal de contas moramos em localidades próximas, cumprimentámo-nos e seguimos caminho. Numa dessas vezes, o Cientista estava sozinho. A Yin achou que a melhor forma de arrumar o assunto, para além de escrever sobre isto, seria fazer a tal pergunta que lhe andava a martelar o juízo: Por que não nos voltámos a encontrar?, pedindo que lhe respondessem com sinceridade. Ela respondeu prontamente que esteve doente e que o tempo não tinha sido muito. Lembramos que tinha passado um ano desde o nosso encontro sexual. Ele revelou que se tinham separado, mas que continuam bons amigos.

Que pena, eles pareciam mesmo feitos um para o outro. Um peso enorme saiu de cima da Yin. A separação deles explicava a ausência de contatos. Tudo levava a crer que o assunto estava arrumado. Mas o Cientista continuou o diálogo com a Yin. Queria continuar o que tinham começado, agora sem a Artista. Mas não nos pareceu que os nossos desejos estivessem em sintonia, e com alguma pena da Yin, declinámos o convite.


Mais tarde viemos a saber (o mundo é pequeno) que o Cientista afinal tem uma companheira de longa data que se "esqueceu" de mencionar e que pelos vistos, não costuma fazer parte das suas aventuras...

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domingo, 13 de agosto de 2017

Swingin' (in the rain) os Felizes do Norte #1

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Há uns anos conhecemos através da blogosfera uma curiosa moçoila do norte, dona de uma interessante mescla de sotaques da sua terra natal, da américa do sul e uma pontinha de british accent, herdada das suas andanças pelo mundo. Muito simpática e bonita, conhecemo-la pessoalmente num centro comercial do centro do país, com uma amiga divertida. Temos mantido o contato e soubemos que ela estava a namorar com um swinger. Ela contou-nos que quando começaram a relação, ele explicou-lhe o que fazia com a antiga companheira e que queria continuar a praticar com ela, ao que ela acedeu. No início, pensámos que ela tivesse de algum modo sido coagida a aceitar, ou era isso ou não havia namoro. Mas depois percebemos que não era bem assim. Gostámos bastante da visita deles, apesar de ter sido apenas de passagem, pareceram-nos genuinamente Felizes, muito boa onda e apetecíveis. A Yin teve imensa pena de ter de ir trabalhar logo após o almoço, gostava de ter passado a tarde com eles.


No final do verão, fomos retribuir a visita da Utopia e seu Camaleão para Norte e claro, passámos pela terra dos Felizes. Foi um final de tarde muito agradável, a falar sobre swing e o que mais nos apeteceu num barzinho simpático. Combinámos visitar um clube com eles no dia seguinte, para gáudio do Yang, que já tinha tentado visitar um clube nortenho, mas não tinha encontrado a mesma vontade por parte da Yin.

Não seria o preferido da Feliz, uma vez que eles já tinham combinado ir a uma festa de anos noutro clube. Seria uma espécie de “Tal Clube” à moda do Norte, tipologia de discoteca, mas com um ar mais recente. Conseguimos convencer a Utopia e o Camaleão a virem connosco e chegámos antes da meia-noite por ser mais barato. Um casal levou-nos a conhecer o espaço. Gostámos da sobriedade da pista e dos quatro quartos, dois deles comunicavam entre si através de uma janela de vidro e um outro era uma sala sado-maso, todos decorados com simplicidade e bom gosto. A música era interessante e não estava muito alta, mas foi aumentando à medida que foi chegando mais gente e consequentemente falando mais alto. Havia uma parte que estava fechada que só abre quando o clube enche. As pessoas eram da nossa idade e mais velhas, não vimos lá as  figuras tristes ou ridículas que por vezes vemos nos clubes do sul.
Os Felizes ainda não tinham chegado e nós fomos dançando e bebendo, até nos apetecer ir para um quarto. Escolhemos a sala sado-maso com a costumeira cruz de Santo André, cama redonda vermelha e correntes penduradas. Fizemos algumas fotos com a Yin de lingerie preta e meias de rede, parecia estar no seu habitat natural. Ela agarrou-se às correntes,  desprendeu uma do teto e não conseguiu voltar a colocá-la no sítio. O quarto estava limpo, ainda ninguém o tinha utilizado naquela noite, por isso decidimos ser os primeiros e dar uso à cama redonda vermelha. Pouco depois de voltarmos à pista ligeiramente ofegantes, chegaram os Felizes e dividiram atenções connosco e com o resto do grupo de amigos do aniversariante. O espaço foi-se compondo, as pessoas eram simpáticas e alegres, um casal fez-se ao varão ao som de Ring My Bells. Ele não tinha uma perna, mas rodopiava com ligeireza à volta da sua mulher, que não tinha corpo de modelo mas conseguia transmitir sensualidade e ambos davam bastante dignidade àquela cena, apreciámos a coragem e cumplicidade do casal que conquistou um merecido aplauso de todos os que assistiram.
A noite já ia avançada e os Felizes estavam a dançar ao pé de nós e dos nossos amigos. De repente, sem nada o fazer prever, a Feliz vira-se para a Yin e pergunta-lhe ao ouvido: ”Achas que os vossos amigos ficavam chateados se fossemos para um quarto?” - A Yin engoliu em seco e pensou se teria ouvido bem. Não estava à espera de tal convite àquela hora. Foi falar com o Yang, que se mostrou disponível. Claro que os nossos amigos não se importam, já os tínhamos avisado quando fomos visitar os quartos sozinhos e desta vez fomos acompanhados, até ao único quarto que estava vago naquela altura, o mesmo onde já tínhamos estado antes…


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domingo, 6 de agosto de 2017

Swingin' (in the rain) a artista e o cientista #4

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Trocámos mensagens que diziam que tínhamos gostado e queríamos repetir. Todos concordaram, embora soubéssemos à partida que não seria tão cedo, pois o Cientista iria estar fora do país por uns tempos. Ainda assim, encontrámo-nos novamente com a Artista e ficámos a percebê-la um pouco melhor. A verdade é que não sabíamos grande coisa sobre eles, mas ficámos com imensa vontade de os desvendar, tanto um quanto o outro têm profissões e ocupações interessantes, ficámos com vontade de participar, de fazer coisas com eles que não tivessem de passar obrigatoriamente por sexo.


A Yin começou a descongelar e a criar expetativas. Tentava não fazer filmes, mas era difícil não o fazer. Até porque estava a ser estimulada. Num fim-de-semana, enquanto fazíamos a viagem de regresso a casa, o Cientista meteu-se com ela, a dizer que lhe apetecia estar a quatro naquele momento. Ela humedeceu instantaneamente. A conversa que se seguiu foi quente e deixou-a plena de desejo. Quando chegámos a casa, coisa que ainda demorou, pudemos finalmente satisfazer o desejo e soube muito bem. Mas não deixámos de reparar que ele só se meteu com a Yin, que lhe perguntou se ele tinha contado à Artista e mais tarde disse que apenas tinha falado, sem se referir ao teor da conversa. Isto não nos pareceu um bom caminho.


Ainda assim, a Yin decidiu escrever um texto, uma espécie de declaração de intenções com votos de reciprocidade.

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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Swingin' (in the rain) a artista e o cientista #3

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A Yin demorou um pouco, hesitou em revelar-se. Não estava muito confiante. Passado algum tempo, muito mais do que necessitou para vestir a indumentária, apareceu tal como foi à festa, com a lingerie preta de renda e franjas que o Yang lhe havia oferecido e uma máscara veneziana, que lhe dava alguma proteção psicológica. Reparou no brilho dos olhos do cientista quando a viu, que não demorou muito a descobrir-lhe os seios que já assim, tinham muito pouco a cobri-los.
A Yin virou a sua atenção para a Artista e ignorou um pouco o Cientista, à espera que se acalmasse um pouco. Já tinhamos trocado fotos e percebido que a Artista não era muito abonada de peito. De fato, sai mesmo ao pai, muito lisinha, mas com uns mamilos apetitosos. Quando a Yin a despiu, fez um comentário parvo de quem constata o óbvio e logo se arrepende: “Tu não precisas de usar soutien!” Mais tarde haveria de lhe pedir desculpa, mas a Artista não pareceu ficar chateada com isso, e explicou -lhe que depois de dar de mamar a três crianças, ficou sem peito. A Yin achou incrível como poderiam ter saído três crias, todas já crescidas, de uma barriga tão pequena. Ela é mesmo pequenina, morena e cheirosa, com um sorriso luminoso, contagiante.
Não faltou muito para o Cientista reclamar a atenção da Yin, e ela ainda tentou que os dois homens se envolvessem, tinha alguma esperança, pois ele tinha referido ser bi (uma coisa que a entusiasmou um pouco) mas se é, não mostrou qualquer interesse no Yang, que não tardou a ser puxado para o “molho” e a envolver-se com a Artista.
Mais uma vez, foi tudo muito rápido, a Yin estava meio atordoada, já o cientista a tinha possuído e o Yang fazia o mesmo com a Artista. Estivemos ainda um pouco, cada um com o seu par, e depois as duas meninas, os três, uma grande misturada suculenta.


Pouco depois, foram embora, pois ele tinha de fazer as malas para viajar no dia seguinte.

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domingo, 30 de julho de 2017

Swingin' (in the rain) a artista e o cientista #2

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A Yin passou o dia em pulgas. Por um lado, queria conhecer melhor o casalinho, por outro já há muito que não se metia naquelas aventuras, estava a atravessar um longo inverno que durou até ao verão e tinha de descongelar rapidamente. O Yang estava entusiasmado, naquele entusiasmo comedido dele. Convidámo-los para jantar, mas não podiam. Então convidámo-los para a sobremesa que seria a bela mousse de chocolate do Yang e eles aceitaram.
Chegada a hora, eles ainda não tinham chegado e a Yin desejou que não aparecessem, pois isso provaria que a sua desilusão em relação ao swing era justificada e que não valia a pena fazer mais tentativas. E resmungou o seu mau humor para cima do Yang, que a aturou pacientemente. O casal homónimo avisou que vinha a caminho, mas já tinha passado tempo mais que suficiente para chegarem e nada. Perguntámos se se tinham perdido, ao que responderam que tinham estado a conversar.
A Yin achou aquilo estranho, pareceu-lhe um sintoma de que algo não estava bem, que talvez não estivessem de acordo em relação à vinda ou ao que viriam fazer. Mas nada mais a fazer a não ser esperar e a espera foi longa e enervante, apesar de eles não terem demorado assim tanto.

Quando chegaram sorridentes, provaram a mousse do Yang apenas para não lhe fazer a desfeita. Ele tinha ideias de usar a mousse para derreter o gelo, no corpo da Artista, mas não se proporcionou. O Cientista continuou na sua onda, bastante incisivo, enquanto a sua companheira parecia mais hesitante. A Yin sabia que tinha de começar por ela e refrear o entusiasmo dele, mas não sabia bem como. Claro que nestas alturas, as coisas simplesmente acontecem. Ou não. Mas proporcionaram-se quando o Yang falou da indumentária que levámos à última festa “Eyes wide Shut”. Pediu à Yin para lhes mostrar. Ela lá lhe fez a vontade, ligeiramente contrariada e tímida.



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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Swingin' (in the rain): a artista e o cientista #1


continuação daqui | início

Após algum tempo sem acontecer nada de novo, a Yin continuava muito been there, done that. Porque o que ela quer não encontra. Ela quer a partilha total e equilibrada, com todos os membros envolvidos, na simetria da quadrangulação. Ou triangulação, qualquer forma que funcione na perfeição. Quer aprender o mais que puder. Quer repetir e fazer melhor. E não encontra quem queira o mesmo. Já é difícil encontrar quem queira alguma coisa connosco, quanto mais repetir, fazer melhor… aprender algo de novo, inesperado, uma forma diferente e apetecível de viver a sexualidade, seria pedir muito?
O Yang continuava à procura nos sites, de vez em quando chamava a atenção da Yin para algum casal, mas invariavelmente, não mexiam com ela, não lhe traziam nada de novo ou de minimamente interessante. Até que surgiu um casal da nossa área geográfica com quem mais uma vez o Yang encetou conversa.

Foi tudo muito rápido, eles perguntaram se nos podíamos encontrar num dia e no outro estávamos a trocar mensagens no whatsapp. Gostamos de utilizar esta app porque permite conversas em grupo com números de telefone válidos. Assim, antes de conhecermos pessoalmente as pessoas com quem estamos a falar, muitas vezes conseguimos encontrar-lhes as pegadas digitais.
Após o mais ou menos recente historial de falhanços e frustrações, a Yin estava mais interessada noutras atividades e não prestou atenção alguma à conversa que se foi desenrolando no telemóvel e que nos levou a um encontro nesse mesmo dia.

Ficámos a conhecer pessoalmente a Artista e o Cientista. Sorridentes, irradiavam a boa disposição de quem está de bem com a vida. A empatia foi imediata e acabámos por os levar para casa. Ficámos um pouco à conversa e deu para perceber que estavam (principalmente ele) bastante interessados em que acontecesse algo sexual, mas a Yin estava noutro comprimento de onda, bastante mais a leste. Ele foi bastante incisivo desde início, logo nas mensagens: “E se vivêssemos num mundo perfeito, que gostariam de fazer hoje?”. Mas nesse dia, quando se aperceberam que não passaríamos da conversa e porque tinham compromissos cedo no dia seguinte, foram embora, com encontro combinado para a noite seguinte.
O Yang estava na boa, como sempre, a Yin ficou apreensiva. Achava-os bastante interessantes, com muito em comum connosco, (até os nomes), pareciam feitos um para o outro, completamente sintonizados, pareciam-lhe demasiado bons para serem verdade. Ainda por cima com encontro marcado para o dia seguinte e ficando claro que não seria só para conversar…

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