quarta-feira, 4 de abril de 2018

Swingin' (in the rain) os Músicos #5

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Por volta do aniversário da Yin, a Música ia participar num concerto ao ar livre, uma produção que envolvia centenas de pessoas entre músicos e coros. Convidou-nos para assistir e claro, nós aceitámos. Não apenas para a podermos ouvir atuar, como achávamos interessante ouvir aquela musical ao vivo.

Pensámos em ir até um clube a seguir ao concerto. Fomos jantar com o Músico, que não ia participar no concerto e tivemos de nos despachar rápido, pois estava quase na hora. Antes disso tínhamos estado um pouco com ambos e fomos com eles passear o cão pelos arredores de casa, foi um final de tarde bastante agradável, estava um final de verão muito simpático e o cão deles é muito sociável. Chegados ao recinto, já estava imensa gente, ficámos bastante para trás, onde estávamos muito bem sentados, mas o som não chegava nas melhores condições e foi um pouco dececionante ouvir a abertura, já tínhamos ouvido aquilo com melhor qualidade no sistema de som da sala. Mas mais para o final, decidimos ir um pouco mais para a frente, e aí sim, o som fazia-se ouvir em melhores condições e fazia-nos vibrar. Ficámos a aguardar a Música, enquanto o recinto esvaziava. E lá veio ela, com o seu sorriso contagiante, juntar-se a nós. Seguimos para a casa deles, a Yin vestiu-se para sairmos para o clube, mas notou a hesitação da Música em escolher o vestido, pensou que talvez estivesse cansada e não tivesse muita vontade de ir para o clube, falta de vontade essa que se veio a confirmar e se juntou à vontade do Músico e da Yin. O Yang era o único que queria ir, mas não se chateou nada quando os Músicos propuseram que ficássemos pela casa deles. Têm um espaço muito simpático, super prático e simples, a condizer os donos. Fomos para o quarto experimentar uma vela de massagens que tinham trazido das férias. A cobaia desta vez era o Músico, a Yin começou a massajá-lo conforme se lembrava de lhe terem feito no dia anterior uma massagem ayurvédica ao corpo todo que lhe soube lindamente, ainda para mais depois de ter passado a semana a fazer limpezas profundas em casa. Com o corpo dorido, as massagens sabem melhor, e ela esperava conseguir reproduzir os gestos da massagista, contando com a colaboração dos outros dois elementos para irem fazendo a massagem de forma simétrica e simultânea. O músico parecia estar a gostar, conseguimos sentir os músculos no corpo dele e toda a estrutura óssea, nunca tínhamos massajado ninguém tão magro. Depois passámos à Música, tentando reproduzir os mesmos gestos. Ela também parecia estar a gostar. A ideia era não deixar nenhuma parte do corpo por massajar. No final, a Yin dedicou-se mais ao sexo do Músico e o Yang ao sexo da Música. A Yin não tinha tido daqueles mimos no dia anterior. Eles estavam de músculos aquecidos e relaxados, a Música já tinha bocejado algumas vezes, estava quase a dormir. A Yin estava com vontade de ter o Músico dentro dela, quando nos apercebemos que não tínhamos preservativos e por isso ficámos pelas carícias manuais até praticamente adormecermos.


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domingo, 1 de abril de 2018

Tortura de Prazer - parte 1


Um subterrâneo, numa base militar secreta. Numa sala ampla, escura, com uma mesa e cadeiras metálicas, um ralo no chão e várias correntes penduradas no tecto, um Major ordena aos seus subalternos via rádio:
- Tragam-na.
Entram dois guardas com a prisioneira algemada, vendada e encapuzada.
-  Sentem-na. - A voz do Major é clara e firme, quase radiofónica. Ela não consegue perceber-lhe a idade. Não tem voz de velho, mas também não parece muito jovem. - Deixem-nos sozinhos. - Ele levanta-se muito calmamente, tranca a porta e volta a sentar-se. Ela não trazia identificação quando foi capturada, mas identifica-se e eles confirmam a identificação falsa que foi criada para a operação em curso. Está a esforçar-se por manter a calma e memorizar todas as voltas que deu para ali chegar.
Treme de frio dentro da camisola sem mangas. A sua bexiga é um depósito com indicador de cheio ligado há umas horas e a boca está mais seca que areia do deserto ao meio dia.
Tem trinta anos, é pequena e bonitinha. Treinada para situações daquelas, embora nunca tenha passado por nenhuma na realidade. Alerta e expectante.
O Major tira-lhe o capuz devagar, com a delicadeza de quem despe a amada, mas ela continua sem ver nada porque está vendada. Começa a tentar elaborar um plano de fuga, não vai ser fácil com o que tem. Depois de algum tempo que pareceu uma eternidade em que a esteve a estudar, o Major começou a falar:
- Isto pode demorar muito tempo e ser bastante doloroso. Ou pode ser bastante rápido e indolor. Só depende de ti, da tua disposição para colaborar.
- Eu colaboro, tenho pavor à dor. - Ela quer claramente a tentar passar uma imagem frágil de vítima indefesa, o que não é difícil na posição em que se encontra…
- Só precisas de nos dizer as coordenadas.
- Quais coordenadas?
- Assim começamos mal. Não te faças de desentendida, sabes muito bem do que estou a falar.
- Juro que não sei de nada, sou só um sargento, não tenho acesso a informação privilegiada, eu já disse aos outros, não sei por que me capturaram e…
- Deixa-te de merdas - corta ele aumentando o tom de voz. - O teu contacto denunciou-te, estavas no sítio certo à hora certa, por isso é melhor começares a falar.
- Qual contacto? Não sei do que estão a falar, por favor, isto é tudo um mal entendido, eu sou uma simples operadora de comunicações, eu já expliquei o que estava lá a fazer!... - choraminga ela, a fingir aflição. Será que apanharam mesmo o seu contacto ou é apenas bluff? Se sim, o que terá ele dito? Isso agora não interessava, o importante era sobreviver. Na sua cabeça, revê a informação para a fuga.
- CHEGA! - grita o Major, dando um murro na mesa com a agressividade de um felino assanhado, prestes a atacar, que a faz saltar da cadeira: - Assim vai ser mais difícil para ti, mas se é assim que queres… - sorri, levanta-se e aproxima-se dela. Se ela não falar logo, aquilo vai dar-lhe algum gozo:
- Levanta-te e não tentes fazer nenhuma parvoíce, se fizeres um gesto que eu não ordene, levas um tiro no pé e por cada disparate, vou subindo. Ela obedece sem hesitar. Lembra-se do treino, tem de ser maleável, tem de colaborar, tem de os fazer acreditar que não sabe grande coisa. Lembra-se de como fazer para desmaiar quando precisar, mas tenta manter a calma por dentro, enquanto tenta parecer perturbada por fora.
Ele encosta-lhe o cano da arma à cabeça e destrava-a. Ela sente o metal duro e frio contra a têmpora, mas sabe que ele não vai disparar. Não já, não sem antes obter alguma coisa. Mesmo assim, a sua pulsação acelera. Precisa que ele cometa algum erro para sair dali.
- Levanta os braços - ela obedece de imediato e enquanto o faz, desloca ligeiramente a venda, o suficiente para deixar entrar um pouco de luz mas de forma imperceptível para o seu interlocutor. Ele pega na corrente das algemas e encaixa num mosquetão preso noutra corrente, por cima da cabeça dela. Ela começa a vislumbrar o espaço, o mosquetão e a posição dele. A vontade de urinar está a sobrepor-se ao pensamento, está a reter a urina há tanto tempo que começa a sentir contrações na bexiga e nos músculos pélvicos, que até são bastante agradáveis durante uns segundos para logo a seguir intensificarem o martírio.
- Só vou perguntar mais uma vez antes de te começar a magoar: as coordenadas?


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terça-feira, 27 de março de 2018

swingin' (in the rain): os Músicos #4


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No meio de Agosto, depois de eles terem ido de férias, conseguimos encontrar um dia para nos encontrarmos novamente. Como seria durante a tarde, optámos por ir fazer Geocaching caminhando pela serra, depois de um almoço em nossa casa. Foi muito bom revê-los, soube bem o fresco da serra numa altura em que quase toda a gente opta por praia. Passaram pela nossa cabeça algumas ideias de nos despirmos e fazer sexo ao ar livre, ou simplesmente arejar partes mais privadas do corpo, mas comportámo-nos e divertimo-nos bastante. Eles iriam novamente de férias no dia seguinte, desta vez para o estrangeiro, pelo que teriam de tratar das malas e afins e não puderam ficar para a noite e nós ficámos a pensar se voltaríamos a estar sexualmente com eles e ultrapassar o nosso record das duas vezes. Mesmo que isso não viesse a acontecer, gostávamos de estar simplesmente com eles. Por isso os convidámos para um programa familiar em que podiam trazer o rebento dele. Foi a Dupla de Peso que nos falou de um peddy paper pela capital, e eles aceitaram prontamente. Correu muito bem, ficámos em terceiro lugar e o miúdo também apreciou. Fomos os sete almoçar a uma hamburgueria simpática com comida deliciosa. Os músicos tiveram de ir andando para os anos de um colega do filho e nós fomos para casa da Dupla.

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quinta-feira, 22 de março de 2018

Dança XXIII: enciclopédia do movimento corporal

Erik Satie's "Gymnopedie No. 1" by Fabio D'Andrea

Coreógrafa e bailarina: Teneisha Bonner


A Dança reflete a Música, num controlo perfeito do movimento do corpo, sincronizado com o som. Expressa emoções com linguagem própria, gramática e sintaxe, frases com conjugações verbais e motoras, numa composição harmónica e sotaque peculiar. Gostei!

segunda-feira, 19 de março de 2018

swingin' (in the rain) os Músicos #3

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Tínhamos sido convidados para a festa de aniversário da menina que toma conta do clube da casa com piscina, era festa branca. Aceitámos o convite e combinámos encontrar-nos novamente no Clube, desta vez ir de tarde e aproveitar a piscina. O Tal Casal também estava por cá e achou a ideia interessante, pelo que nos iríamos encontrar lá. A Tal estava com imensa vontade de piscina, estava um sol abrasador que fazia apetecer ainda mais atividades aquáticas. Eles foram mais cedo, e quando lá chegaram depararam-se com um clima diferente, de sol encoberto por nuvens que persistiam em não arredar dali tão cedo, para grande insatisfação da Tal. Ainda assim, decidimos ir, e como de costume, não nos arrependemos minimamente.
Ainda que o sol não desse o ar da sua graça, estava calor e acabámos à mesma nus na piscina. Há uns tempos tínhamos estado por ali com imenso calor, tanto calor que a Yin só se convenceu a ir porque a Dupla de Peso ofereceu boleia no seu carro com ar condicionado, tendo acabado a fazer yoga nua na relva, à beira da piscina. Depois acabámos por vir cedo porque havia quem tivesse de ir trabalhar no dia seguinte e nós tínhamos uma caminhada matinal. Mas foi uma tarde/início de noite muito bem passada. Desta vez ainda seria melhor. Os Músicos só apareceram no finalzinho da tarde, mas ainda a tempo para um mergulho. Aliás, o tempo melhorou quando eles decidiram aparecer e o sol também. Depois da piscina, fomos tomar banho. O duche é bastante espaçoso e coubemos os quatro sem problemas. Soube muito bem ensaboar corpos alheios, o Yang a tocar na Música, a Yin a tocar o instrumento do Músico nas suas costas, enquanto beijava o Yang… roubar beijos uns aos outros... uma delícia. Quando estávamos de saída da casa de banho, fomos surpreendidos pela aniversariante que estava a mostrar o espaço a mais um casal.
Fomos para um quarto e aproveitámos para fazer algumas fotos com a Música. Levámos uma túnica branca, de acordo com o tema da festa e ela prontificou-se a vesti-la. Tinha também lingerie branca sugestiva, com rendas transparentes. Ela tem um corpo elegante e é bastante fotogénica. Dá o corpo ao manifesto, acatando sugestões nossas e propondo outras, algumas fotos ficaram porreiras, ela gostou e nós também.
A sessão de fotos abriu-nos o apetite para uma sessão de sexo. Não tínhamos a certeza se eles estariam interessados em trocar de parceiro, mas em breve iríamos descobrir. A Yin despiu o Músico, que é bastante magro, e ficou surpreendida com o sexo dele quando desceu os boxers e ele ficou espetado, como se fosse um boneco das Caldas. “Não sei como não cais para a frente”, brincou ela. Não é que fosse descomunal, apenas parecia maior por ele ser magro. Daí a pouco haveria de perceber que sabia muito bem sentar-se em cima dele, enquanto o Yang canzanava a Música. Este casal musical foi uma bela surpresa, ela era mesmo muito dada, e ele muito curioso e simpático, gostámos muito de estar com eles assim e gostávamos de repetir.

Após o jantar bastante concorrido, tivemos oportunidade de rever os antigos Donos (do outro) Pedaço, o Dono tinha sido convidado para fazer um strip. O espaço estava bastante concorrido, e quando chegámos lá não dava para ver grande coisa. Já sabíamos que ele estava vestido de Polícia. A Yin tirou os sapatos e pôs-se em pé em cima das costas do sofá, mas mesmo assim não dava para ver grande coisa. A Tal aproveitou para se sentar a descansar, pois toda a gente estava em pé.

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sábado, 17 de março de 2018

na máquina de lavar há orgias de peúgas

original aqui

As minhas meias, de vez em quando, também swingam nos meus pés...


"A máquina de lavar tem um compartimento secreto que dá para Nárnia?"

"Meia esquerda: Meu bem, que se passa com você hoje, está com cara de borboto...
Meia direita: Pare de fingir que não sabe, seu cafajeste de poliéster, eu vi o que você estava fazendo com a vacarrona da fronha na máquina de lavar roupa!
Meia esquerda: Eu?!? Nunca!!!
Meia direita: Eu bem te vi roçares-te nela durante a centrifugação! Parecia uma festa da espuma no barril!
Meia esquerda: Mas aquilo não significou nada para mim! tu sabes como é na máquina de lavar roupa, eu tinha bebido muito amaciador com cheiro a bosque encantado...
Meia direita: Eu não aguento mais isto, na semana passada foi com o pano da loiça, que chegaste a casa ainda a cheirar a gambas à la Guilho! A minha mãe bem me disse que não devia confiar numa meia com raquetes, temos que nos separar!
Meia esquerda: Mas, eu e tu, um sem o outro não somos nada! Somos inúteis, desirmanados para acabar os nossos dias como paninhos da limpeza, a esfregar chichi de gato e óleo de bicicleta!
Meia direita: Tivesses pensado nisso antes! Adeus, até nunca! Vou enfiar-me debaixo do saco do ginásio, nunca mais me irão descobrir!"


Excertos de Macaquinhos no SótãoNovela das meias separadas por Susana Romana
Podcast integral aqui


quinta-feira, 15 de março de 2018

swingin' (in the rain): os Músicos #2


 continuação daqui início

Fomos jantar ao buffet de sushi onde já fomos várias vezes com casais, incluindo os Amantes. Gostamos de lá ir porque o preço é bastante acessível e tem imensa variedade, o que nos permite pagar o jantar aos nossos convidados. Eles gostaram e seguimos viagem até casa.
Como eles nunca tinham estado com outro casal, fizemos questão de ir devagar, mas a Música estava animada. Pusemos a tocar o CMusic na tv, com clássicos de piano e sugerimos massagens com óleo quente, coisa que a Música se prontificou a receber. Despiu-se completamente e ficou à mercê das mãos da Yin. Ela foi massajando sem pressas, o corpo todo, começando pelas costas, descendo até aos pés. Depois a Música virou-se e a Yin massajou-lhe o peito, a barriga, as virilhas, as pernas… depois pediu ajuda ao Músico e começaram a subir em simetria, pelas pernas acima, até aos seios… ela estava a gostar. Trocou alguns beijos com a Yin, enquanto o Músico lhe visitava o sexo com um dedo, logo seguido pela Yin. Entraram assim os dois nela, estimulando-lhe também o botãozinho do prazer, até ela gemer e assim continuaram.
Depois cada qual voltou ao seu par e brincámos assim lado a lado, a deixarmo-nos contagiar pelo tesão uns dos outros. Já era tarde e no dia seguinte a Yin era a única que teria de ir trabalhar, mas não se importou nada de dormir poucas horas. Foi para o trabalho com um sorriso de orelha a orelha.
 
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terça-feira, 13 de março de 2018

Animalidade



A sensualidade do excesso
do querer violento
Tão básica, visceral,
Instintiva.
A perversão da conquista
Tem de ser obsessiva?

Afinal de contas, somos apenas animais...
somos todos carne, e sangue e
consciência?


"Baby I'm preying on you tonight
Hunt you down eat you alive
Maybe you think that you can hide
I can smell your scent for miles
Just like animals
Animals
Like animals-mals"

segunda-feira, 12 de março de 2018

swingin' (in the rain): os Músicos #1

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Os Amantes queriam conhecer outros clubes para além do Venusa, por isso levámo-los ao Clube da vivenda com piscina descoberta no começo do verão.
Quando chegámos, outro carro seguia à nossa frente, mas não virou para a vivenda. Percebemos depois que também se dirigiam para o mesmo local e que devia ser a primeira vez que para lá se dirigiam. Na entrada, vieram connosco espreitar a piscina e depois no interior, o Yang ofereceu-se para lhes mostrar o espaço, já que o iríamos fazer para os Amantes. E foi com todo o prazer que o fizémos e assim ficámos a conhecer os Músicos. Era realmente a primeira vez que ali iam e para nós era a primeira vez que conhecíamos alguém naquela circunstância da coincidência e termos chegado ao mesmo tempo. Eles eram muito simpáticos, ficamos a noite toda à conversa com eles. Estavam a iniciar a atividade e tinham imensas questões e dúvidas, às quais nós fomos tentando responder honestamente.
Os Amantes sentiram-se um pouco desenquadrados no espaço, mas não deixaram de se divertir, apesar de ela comentar que não se fodia ali, aparentemente eles eram os únicos com esse intuito.
Acabámos por combinar encontrar-nos no dia seguinte. Já tínhamos combinado ir até à praia com a família da Yin, pais e primos emigrantes afastados e ela também tinha combinado com a comadre para exercer um pouco a “madrinhidade”, de modo que toda a gente aceitou o convite e vimo-nos com uma série de gente de diferentes proveniências para gerir. Estava imenso vento, por isso a comadre fez apenas uma visita rápida e os pais ainda não tinham chegado com os primos quando os Músicos chegaram. No final, deu para gerir tudo e a Yin ainda pôs o pai e a prima e os Músicos a experimentar a prancha. Foi uma tarde bem passada. Quando chegou ao fim, convidámo-los para jantar lá em casa. Dessa vez, foram os únicos convidados…

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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

* Dança XXII: sensorial sevensome


Sense8, S01E06-Demons
Música: Fat Boy Slim Ft. Macy Gray, Demons

É uma dança, só pode. 
Uma orgia sensorial. 
Tão, tão... Uaaaaaau!
Quem me dera estar lá no meio... 
no entrelaçar dos corpos... 
sentir, sentir, sentir... 
cada corpo, todos os corpos.

Quero dançar assim, não precisa de ser com tanta estética, só tem de dar gozo a todos os intervenientes. 
E tresandar tesão...

"All of your demons will wither away
Ecstasy comes and they cannot stay
You'll understand when you come my way
Coz all of my demons have withered away"

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

swingin' (in the rain): casais interessantes com quem nunca fodemos


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Nunca recusámos um convite para conhecermos pessoalmente, apesar de já termos convidado alguns que depois se cortam ou se esquecem de nós. Não levamos a mal, afinal de contas, há todo um mercado de escolhas, é normal que encontrem opções mais adequadas às suas preferências e necessidades.
No meio de tudo isto, temos uma pequena coleção de casais com quem nos encontrámos para beber alguma coisa numa esplanada, ou jantar.

Com um desses casais que decidiu vir à nossa cidade conhecer-nos, decidimos ir jantar após conversa fluida num cafézinho acolhedor. Era inverno e a Yin voltou a pedir previamente ao Yang para não convidar ninguém para ir lá a casa. Sugerimos comida italiana, havia um restaurante que sempre que por lá passávamos, normalmente fora das horas de refeição, a Yin dizia que tínhamos de lá voltar. Mas ainda não haveria de ser desta vez, pois a fila de pessoas para entrar chegava à rua e estava demasiado frio para estar ali à espera. Optámos por outro restaurante italiano e foi bastante agradável. Eles eram bastante simpáticos e terra a terra, houve uma altura em que a Yin pensou que ele poderia ser um primo afastado, mas rapidamente percebeu que não. Voltámos a encontrar-nos na casa da Dupla de Peso, por convite do Yang (ele é mesmo descarado, não se coíbe de fazer estas coisas, já os tinha convidado outras vezes, desta aceitaram) com a desculpa de serem precisos voluntários para ajudar na construção de um puzzle de 4500 peças que estava a dar algum gozo à Yin. Passámos um bom bocado na galhofa, nunca mais nos vimos depois disso.

Conhecemos outro casal geograficamente próximo, mais velho mas como muito bom ar, especialmente ele, com uma onda bem diferente da nossa. Eles assumem-se como cuckhold. A Yin até era capaz de achar piada a ter uma série de homens de roda dela, a tentar tratar deles em simultâneo enquanto o Yang assistia, mas ele não vai muito na conversa. Este casal tem um blog onde vai descrevendo as suas aventuras e apesar de serem bastante pormenorizados em alguns aspetos, são descrições bastante gráficas e interessantes. Não fomos jantar com eles porque tinham outros compromissos, mas foi proveitoso conhecer uma forma de estar diferente.

Houve outro casal que se meteu connosco no site que pareceu muito boa onda. Também mais velhos, também com muito bom ar, principalmente ela, com uns olhos penetrantes, doces e picantes, está visto que a Yin gosta de mulheres maduras com olhos assim, de quem já viveu o bastante para aprender com os maus momentos e saber apreciar os bons. Fomos ao bar do costume, agora renovado, para o que eles chamaram de “sunset” qualquer coisa que nos escapou, mas o importante é que era ao pôr-do-sol. Eles falaram-nos das suas viagens swingers no estrangeiro e de como as coisas são diferentes lá fora, é outro “mindset”. Muito cosmopolitas, mas simultaneamente terra a terra e com inclinações esotéricas. Ele falou sobre umas massagens Yoni que deixaram a Yin com bastante curiosidade para experimentar. Fomos jantar a um buffet oriental onde já levámos vários casais. A Yin achou o sítio demasiado reles para eles, apesar de dizerem que gostaram. Mas foi um serão muito agradável.
Pouco tempo depois, enviaram-nos mensagem a perguntar sobre a nossa disponibilidade para um encontro sexual. Assim mesmo, educadamente sem rodeios. Ficámos a pensar no assunto, porque gostámos de estar com eles e temos com toda a certeza muito a aprender com sua postura. Mas na altura também tínhamos conhecido um outro casal com quem queríamos aprofundar conhecimentos e há que estabelecer prioridades.
A maior parte das vezes, não é preciso dizer explicitamente não, porque as pessoas conseguem percebê-lo indiretamente, mas por vezes é mesmo preciso dizê-lo, da forma mais simples e honesta possível, tentando não ferir suscetibilidades. E foi isso que a Yin tentou fazer via messenger:
“Cremos que n é o momento certo para nós 4
N sei se alguma vez será, mas n gostamos de fechar portas
Gostámos genuinamente de estar convosco e gostaríamos de continuar a trocar ideias
São um casal muito charmoso e resolvido
Vamos falando?”
Aproveitou também para elogiar os olhos doces e picantes da outra mulher, e ela muito simpaticamente agradeceu o piropo. E fomos falando. Convidaram-nos para um Festival Tântrico, mas a Yin teve de trabalhar nessa data e semanas antes as entradas já estavam esgotadas. Fomos trocando ideias sobre as massagens, a Yin encontrou uns tutoriais, fez uns contatos e encontrou vários locais onde fazem as ditas massagens, mas ainda não experimentámos e não nos voltámos a encontrar.


continua...

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Ata-me!

Foto: Craig Gum
Texto: Girassol

Tu pousas para as fotografias,  entre risinhos, como se a cruz fosse apenas um brinquedo para fantasiares. Os teus mamilos, espetados contra a malha rendilhada, gritam o quanto queres que essa fantasia se torne realidade.
O peso dos olhos obrigam-te a virar a cabeça. Como uma estátua observa-te do outro lado da sala. Os teus olhos percorrem o corpo dele, prendem-se nas cordas na sua mão. Imaginas o toque áspero a roçar-te na pele. O teu rosto trai-te, o estranho ganha vida e dirige-se para ti, olhas em redor. Não é tarde,  ainda podes escapar.  O teu fotógrafo está distraído e as tuas pernas recusam-se a mexer.
- Olá, como te chamas?  – pergunta o estranho.
- Vera.
- Queres experimentar as minhas cordas Vera?
Directo e incisivo, faz-te o coração disparar, como se tivesses feito uma festa na cabeça de um gato, piscasses os olhos e de repente estivesse um tigre à tua frente.
- O que queres tu fazer com essas cordas? – perguntas.
As palavras secam-te a garganta.
- Onde está a piada em te dizer? Deixa-me mostrar-te.
Tu sorris, o estranho aceita isso como um sim.  Avança para ti. Recuas até bateres com as costas na cruz, junto à parede. Entalada entre o calor dele e a madeira fria.
O rosto dele aproxima-se, os teus lábios abrem-se, mas ele para antes de te beijar.  Olha-te nos olhos e agarra-te no cotovelo. Uma corda começa a enrolar-se, descendo às voltas apertadas pelo teu antebraço. Os lábios dele procuram-te, dançam suaves contra os teus, envolvem-te enquanto as mãos com vida própria trabalham num pulso e depois no outro.
As cordas atadas nos teus braços são mais pesadas do que esperavas, mas ainda estás solta.
- Vira-te. – diz ele. Com as mãos nos teus ombros, começa a rodopiar-te.
Obedeces e giras, enfrentando a cruz. Ele levanta-te os braços, pressiona as tuas mãos contra os topos do X.  Ata as pontas soltas das cordas à cruz, agora não consegues escapar, apenas outra pessoa te pode salvar.
As mãos dele estão na tua cintura, o tronco dele colado às tuas costas. Duro contra o teu rabo. Espreitas sobre o ombro, olhando-o de soslaio. O canto da tua boca sorri, passas a língua pelos lábios, desafiando-o.
Ele puxa-te, fazendo as cordas morderem-te os antebraços, uma mão empurra o teu rosto, força-te a olhar mais para trás. A língua estranha invade-te a boca devagar, quente e húmida. Cerras os olhos e entregas-lhe a tua, ele fecha-a entre os lábios, saboreando-te. 
Corta o beijo cedo demais para ti, apanha-te a orelha entre os dentes, arfando ao teu ouvido, o peito dele expande e contrai nas tuas costas. As mãos dele viajaram para os teus seios, apertam-nos. Quando é que isso aconteceu? – perguntas a ti própria.
- Abre as pernas e empina o rabo. 
Tu respondes por instinto. Pressionas as pernas uma contra a outra, cerrando os joelhos.  Ele ri-se, escorrega por ti abaixo. Ajoelha-se atrás de ti. O teu vestido sobe pelas pernas, contorna o teu rabo, enrola-se até à tua cintura.
- Obedece. – diz-te ele.
A primeira palmada estala contra a nádega, bloqueando-te a respiração. A  violência do som rompe na tua cabeça antes do ardor penetrar na pele. A segunda bate na outra nádega, uma carícia, um eco da primeira. Uma. Duas. Três e quatro vezes  estalam-te sem pausas no rabo e nos ouvidos. As tuas nádegas ardem como brasas.  Tréguas por um momento, uma língua desliza pelas tuas nádegas doridas, deixando um rasto molhado como um caracol. Ele sopra, arrefecendo e contraindo a tua pele. Dois lábios pousam-te no rabo, antes da palma lá rebentar.
A mão dele morde-te, uma e outra vez, altera-te a respiração, força-te a empinar o rabo, pedindo para continuar. O ardor não chega, queres mais, diferente.
- Espera! – gritas, olhando para baixo. Afastas as pernas,  dobras as costas, oferecendo-lhe o que deseja.
Ele, ainda ajoelhado atrás de ti, passa os braços pelo meio das tuas pernas, agarra firme com as mãos onde a madeira se cruza no X.
- Vera,  paro quando disseres, “Por favor, fode-me”.
Os braços dele agarrados à cruz pressionam-te entre as coxas, empurram-te para cima, os teus pés levantam no ar, separando-te mais as pernas. O teu estômago dá um pulo, as mãos presas na cruz lutam para se agarrar a algo. Suspensa, escorregas pelos braços dele, o teu rabo desliza até junto à cara.
A língua quente e dura rompe a ferver entre os teus lábios, mergulha em ti, sai e pulsa esmagada contra o teu peso. Rouba-te um “Aí”,  toca-te naquele ponto que te tira a força aos braços.
Vais fazê-lo pagar antes de implorares, é o teu último pensamento coerente.


segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

swingin' (in the rain): o novo Tal Clube

continuação daqui | início

Fomos algumas vezes ao Tal Clube em festas temáticas, a primeira das quais com a Dupla de Peso, no novo espaço. Ao contrário do que o Dono do Pedaço tinha vaticinado, o sítio voltou a abrir, mas num local diferente, no meio de uma zona industrial, completamente insuspeito). Não conhecíamos o sítio, mas vimos um casal dirigir-se para lá e seguimo-lo. A simpatia de porteiro que por lá andava (parece sempre que nos estão a fazer um grande favor ao deixarem-nos entrar) deve ter achado que éramos habitués e disse-nos para apresentarmos o espaço aos nossos amigos, que nunca tinham ido ao Tal Clube velho. Era festa dos Cowboys e tentámos seguir o dress code, sendo que a Yin foi mascarada de índia. Havia um touro mecânico e o pessoal começou a montá-lo sem roupa e inevitavelmente, mais tarde ou mais cedo, acabava por ir para ao chão almofadado. Divertimo-nos um bom bocado, apesar de não termos testado o touro, a música estava porreira.


No início do verão, voltámos lá a uma sexta-feira para fugir ao barulho da festa da aldeia que faz vibrar os vidros das janelas. Chegámos cedo, pensámos até que ainda não estivesse lá ninguém porque não nos atenderam logo a porta, íamos ver a vista do cimo do edifício quando alguém se dignou a abrir a porta com a já característica simpatia trombuda do costume. Éramos os únicos clientes, pudemos ver tudo e escolher o quarto que mais nos agradou e demos largas à nossa libido. Enquanto por lá estávamos, começámos a ouvir gemer e arfar muito perto, e soubemos assim que já não estávamos sozinhos, alguém devia estar no quarto ao lado. Quando saímos, a Yin assustou-se, porque afinal o outro casal estava ali mesmo, encostado à porta. Pouco depois de voltarmos ao lounge (a parte da disco não costuma abrir à sexta, pelo que a zona dos quartos e esta são as únicas disponíveis) eles também voltaram. tinham muito bom ar, mais novos que nós, bastante fora da nossa liga. Percebemos que eram espanhóis, mas não metemos conversa. Ainda era cedo, mas calculámos que à hora a que chegássemos a casa, já não haveria festa barulhenta e assim aconteceu.


Noutra ocasião combinámos com o Tal Casal ir a uma festa de Halloween. Chegámos relativamente cedo e ainda havia pouca gente. Eles começaram a confraternizar com outro casal com bom ar que nos apresentaram e nós fomos dar uma volta. Sentámo-nos nos sofás do lounge e a Yin reparou numa cota enxuta de olhos vivos e sorriso simpático que meteu conversa de circunstância com ela, à qual retribuiu na sua cabeleira preta lisa com chapéu de bruxa.

Fomos dar uma volta pelos quartos, entrámos num e quando vínhamos a sair fomos barrados por um casal. Na escuridão que estava, não conseguimos ver quem eram, só passado um pouco entendemos que se tratava da cota enxuta de olhos vivos e do seu marido. Eles fizeram-nos um convite bastante explícito para irmos brincar para o quarto, mas a Yin recusou. Nunca recebemos uma proposta assim tão direta de desconhecidos (os felizes do norte nós já conhecíamos minimamente, por isso não contam) e se bem que o Yang não se importaria de brincar com a mulher, a Yin não sentiu nenhuma atração pelo seu par, apesar de ter uma voz interessante. Pensou durante algum tempo sobre o assunto, sobre a química que nos move, na importância do aspeto físico. Pensou também se aceitaria uma proposta para ser vendada e deixar as coisas acontecerem, aceitando não controlar absolutamente nada. Mas o sensor de risco fala sempre mais alto e só mesmo nas suas fantasias mais loucas se deixa ir assim. Passado algum tempo, vimos o homem sair da casa de banho completamente nu e com um ar satisfeito. Sem dúvida que o pessoal mais velho é muito mais pragmático e sabe aproveitar a vida melhor do que nós...

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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Swingin' (in the rain): venusa

continuação daqui | início

Temos uma amiga que foi colega de escola da Yin com quem temos abertura 
suficiente para falar das nossas andanças. Ela mostrou curiosidade e tinha um 
amante com quem queria ir. Nós optamos por não nos envolver com pessoas 
com relações com terceiros (claro que corremos sempre o risco de nos mentirem 
ou omitirem, como foi o caso do Cientista, mas regra geral, as pessoas são 
sinceras nesta matéria) mas tentamos não julgar as pessoas e as suas 
circunstâncias. A primeira vez que ela nos apresentou o Amante foi num 
almoço na nossa casa, onde juntámos vários amigos. Ela estava bastante acesa, 
e foi ver os brinquedos sexuais que temos no quarto. O Yang ficou lá com eles e 
a Yin foi dar atenção às outras visitas. Pouco depois, chamaram a Yin. E o que 
ela viu deixou-a num ataque de riso: o Yang de pingalim na mão, visivelmente 
excitado, a pingalinar o rabo na Amante, que se tinha despido entretanto. 
O Yang ordenou-lhe que chupasse o Amante e nem ela nem ele se fizeram 
rogados. 
A Yin não se conseguia excitar com aquilo, afinal de contas, era a sua colega de 
turma, que conhecia há quase duas décadas, só lhe dava para rir. Entretanto 
achou melhor voltar lá fora. Apenas o membro masculino da Dupla de Peso 
lá estava, os restantes tinham ido passear. A Yin não sabia o que fazer com ele, 
voltou lá dentro com uma desculpa esfarrapada e perguntou se poderia incluí-lo. 
Os Amantes hesitaram e ela voltou lá fora. Conseguia-se ouvir o som 
constrangedor das pingalinadas, a Yin tentava disfarçar, mas nunca foi boa nisso. 
Entretanto chegou o resto do pessoal e a coisa lá dentro acalmou. Mais tarde 
haveríamos de contar aos outros o que se estava a passar e pedir desculpas pela 
nossa falta de tacto para lidar com estas situações.


Os Amantes registaram-se nos sites da especialidade, começaram a frequentar 
um clube numa vila próxima e convidaram-nos para lá ir. Aceitámos o convite no 
finalzinho do verão. Constatámos que o porteiro e um single que costumava 
frequentar o nosso clube extinto favorito se tinham mudado para ali. Os singles 
são sempre bem-vindos, mas nesta noite não vimos muitos. O espaço é de uma 
atriz porno e seu marido. Por fora é um local insuspeito, parece uma singela 
capela. Na verdade já foi um lagar, um restaurante e um espaço noturno 
“normal”, antes de ser transformado em antro de pecado. Gostámos do local, 
exceto a parte dos quartos improvisados na zona dos lagares. A mezanine com 
vista para o ecrã onde são projetados em loop os filmes da Dona está muito bem 
aproveitada, com uma cama comunitária no centro e várias mesas com poltronas 
à volta. Contaram-nos que por vezes a dona sá uns shows de sexo a fazer 
lembrar os velhos tempos. Não vimos nada disso. Era uma sexta-feira e estava 
pouca gente. Nos filmes ela aparecia a fazer sexo com toda a espécie de 
intervenientes e o marido sempre a observar e a esgalhar o pessegueiro.
Eles foram muito simpáticos connosco, estivémos algum tempo lá em cima a 
conversar com a Dona e os nossos amigos, mas não nos identificámos muito 
com o local. Não colocamos de parte a ideia de lá voltar, mas não fazemos 
muita questão, apesar de os Amantes nos convidarem para lá ir com alguma 
regularidade.
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